Sweet Desire

13 Capítulo 13 - Meu primeiro beijo


Notas iniciais
Olá, muito obrigada pelos comentários, não sabem como ajudam muito e me deixam muito muito feliz.

13

No dia seguinte, o Suga não precisou me acordar cedo, assim que ele acordou já me encontrava na cozinha terminando de fazer um chocolate quente e desviei o olhar me sentindo tímida.
O grande problema é que tive dificuldades para dormir, pois estava sentindo minha barriga meio que formigando. Era uma sensação estranha e gostosa no mesmo tempo. Mas só ficava assim quando lembrava do toque das mãos do Suga e seu sorriso durante a dança. E ainda existe um problema bem maior que esse... Eu sonhei com ele está noite, nós dois estávamos rindo um para o outro e do nada ficávamos em silêncio. Ele perguntou o que eu estava olhando, respondi que nada, ele sorriu contando que estava encarando minha boca e me beijou. O Suga me beijou no sonho e eu adorei!
O que me deixa totalmente nervosa perto dele.
— O que está acontecendo contigo? – tirou a leiteira de minhas mãos tocando-as as mesmas demoradamente, o que me fez quase derrubar em cima de nós, sorte que conseguiu evitar o estrago segurando mais firme – Está passando mal? – colocou a leiteira na mesa.
— Não – forcei um sorriso e me sentei na cadeira que era de frente a dele.
— Você está mais doida que o normal – comentou começando a comer os biscoitos que a Sra. Grace fez para ele.
— Hm... – abaixei a cabeça evitando seu olhar, não quero que descubra o que estou sentindo por ele.
Não, eu não estou sentindo nada. Não faz o menor sentido. Chances de ser algo bom gostar dele são de 5% ou até menos.
Suga namorou apenas uma vez antes de conhecer a Rise, era um namoro normal, entretanto a garota era muito sofisticada e tinha personalidade irritante. E já a Rise é o seu tipo ideal, além disso tinha uma personalidade forte e lutava com todas as forças pelo o que acreditava. Eu só sou a autora mal sucedida, esquisita e que só tem um amigo.
Está a apaixonada por ele é a última coisa que quero na minha vida e tenho que lutar para isso não acontecer.
— Vai fazer o que hoje? – perguntou quebrando o silêncio.
— Eu vou fazer nada, tenho nada programado – respondi continuando a comer e a evitar contato visual.
— Eu vou sair hoje com a Sra. Amelia – contou me fazendo encara-lo e ele me olhava fixamente nos olhos – Vamos pegar resultados de uns exames de rotina dela – explicou sem ao menos precisar perguntar.
— Ela... Normalmente ia com quem? – indaguei desviando o olhar sentindo minhas bochechas queimarem.
— Com um de seus sobrinhos ou com a Sarah – respondeu – Não precisa preparar um almoço pensando em dois – informou que não chegaria para o almoço.
— Hm...
— Talvez você traga o cara que deseja mostrar o vestido que comprou — encarei-o e desviei em seguida percebendo que estava ainda me observando.
— O V deve está vindo, ele disse que talvez dê uma passada aqui – contei.
— Ata – ele ainda está me observando – Não dormiu direito?
Arregalei os olhos com a pergunta.
— Está com o olho um pouco inchado e com olheiras – justificou o motivo da pergunta.
— Ahm... Bem... – por que não ajo como alguém normal e dou uma desculpa plausível?
— Já sei! – deu uma risadinha, conheço isso, vai falar algo que me deixa constrangida e fechar com um sorriso diabólico. Percebeu que foi ele que deixou eu acordada — Pesadelos novamente! – esticou o braço e mexeu no meu cabelo.
Ele afagou minha cabeça? Por que fez isso? Desde quando agi de uma maneira afetuosa?
— Sua tonta – deu um peteleco – Já não falei que é apenas um sonho?
— S-sim – o observei corada e boquiaberta.
Cadê o meu Suga do livro?
— Estou de saída... – se levantou e abaixou na altura da minha orelha – Cuidado com a boca aberta, pode entra moscas – e saiu da cozinha.
— Filho da mãe!
Bem poderia xingar sua mãe, ela é uma cascavel na história, mas já que ela não existe, vou poupar de sujar minha boca.


Fiquei aguardando o V chegar, enquanto desenhava uma paisagem, rra um terreno aberto com uma casinha bem lá no final e estava amanhecendo.
A campainha tocou e fui abri a porta vendo o V um pouco emburrado.
— O que aconteceu? – perscrutei.
— Acordei um pouco mal humorado – entrou já indo pegar a Pooh no colo – O Yoongi saiu?
— Sim. Foi pegar resultados de um exame com a Sra. Amelia – respondi de olho na mochila dele – O que trouxe para comermos?
— Tenho cara de entregador de lanchonete? – perguntou fazendo cara feia para a Pooh que saiu de seu colo indo para janela esperar o Suga.
— Trouxe ou não trouxe? – insisti.
— Sorvete de napolitano, pensei que o Yoongi estaria aqui para tomar a parte sabor baunilha – eu gosto de morango, o V de chocolate e quando estávamos escrevemos colocamos o Suga gostando apenas de baunilha.
— Podemos espera-lo para poder tomar – sugeri.
— Tudo bem – abriu a mochila tirando o pote de sorvete – Vou ir colocar no freezer – e correu para cozinha.
Comecei a aguardar os materiais de desenho e ele parou ao meu lado pegando o desenho que me encontrava desenhando.
— The Flash? – zombei da rapidez.
— É uma fábrica abandonada? – perguntou esperando está certo.
— Uma casa na verdade – respondi sorrindo com seu engano.
— Uma casa de quantos andares? Está longe de mais para parecer desse tamanho... – V é tão chato com detalhes de gráficos de jogos que tem hora que acha que meus desenhos tem que ser nível profissional.
— Chato! Por que anda mal humorado? – indaguei querendo resolver seus problemas emocionais.
— Eu estou meio confuso apenas – deu um sorriso meio torto – Deixa para lá. Está com a cara péssima, o que aconteceu? Achei que ia está radiante depois de ontem...
— Era pa... para estar?
— Lógico! – me olhou como se fosse um absurdo ouvir minha pergunta – Você se sentiu a cinderela chegando no baile ontem, eu era a madrinha e o Yoongi o príncipe – não pude evitar rir imaginando o V vestido de fada madrinha.
— Você não é a madrinha – mostrei convicção.
— Então diga o que sou – ele espalhou os materiais que eu tinha organizado e pegou uma folha em branco.
— Você é a abóbora – rir.
— Apenas a abóbora?
— O vestido e o sapato foi o Suga que deu, a festa foram minhas vizinhas e o que me levou foi você. Logo você é a abóbora – conclui.
— Entendi... – pausou enquanto prestava atenção no sei esboço – Por que está com olheiras? Está parecendo um panda. – não deve está tão profundas.
— Não dormi muito bem hoje à noite – respondi tentando entender o que desenhava.
— Por que nã... Não me diga que... – soltou o lápis ficando boquiaberto – Vocês dois não..?
— O que? Não não ! – minhas bochechas arderam.
— Seria bem estranho saber algo desse tipo sobre vocês dois... – se tremeu.
— Mas por quê?
— Pois você o criou entende, olhando por esse lado é bizarro se vocês dois... – voltou ao seu desenho.
— Ahm... – fiquei desanimada.
— Você está gostando dele né? – perscrutou um pouco receoso da resposta.
— Eu me sinto confusa quanto à isso – admiti – Sinto ciúmes dele, quero sempre agradar e fico toda boba quando ele faz algo legal comigo – fiz beiço notando que eu estou ferrada.
— O Yoongi jamais vai se apaixonar por você – o V gosta de jogar água fria nas pessoas – Desculpe, mas é uma lógica certa..
— Por que acha isso? Tem haver com a minha aparência? – indaguei chateada.
— Você não é a Rise – respondeu esclareceu – A única mulher que o Yoongi se apaixonou foi pela Rise, ele namorou a maluca da DooYoung, mas foi por conveniência e por ela está dentro da beleza padrão... Mas sabemos que a única que o Yoongi pode se apaixonar é a Rise – esclareceu.
— Eu estarei ferrada caso me apaixone? – meus olhos queriam lacrimejar.
— Infelizmente, só vai resultar em um coração partido – segurou minha mão acariciando – Vá para o encontro com o Peter e tente esquecer o Yoongi, é o melhor que pode fazer – sorriu confiante.
— Eu não gosto do Peter – fiz biquinho.
— Nós poderíamos nos apaixonar né? – arregalei os olhos – Temos uma química incrível, não gosto de ninguém e assim você poderia evitar um coração partido.
— Você é louco – rir.
— As melhores invenções vem das maiores loucuras – sorriu arqueando e abaixando as sobrancelhas.
— Por que criei o Suga com tantos detalhes chato? – resmunguei.
— Porque esses detalhes que o tornam tão Yoongi – sorriu dando um riso abafado.
Ficamos em silêncio.
— Vou ao encontro com o Peter, ele é bonito, simpático e gentil... Não vai ser difícil me apaixonar – o problema é ele se apaixonar por mim também né.
— Preciso tirar uma dúvida antes de você ir para esse encontro – V falou me fazendo o olhar confusa.
— Que dúvida?
— Que nessa vida não vou me apaixonar por você e morrer na friendzone – disse como se fosse algo muito importante.
— Você fala como se fosse algo sério – falei rindo.
— Mas é algo sério... – segurou minha mão e aproximou seu rosto do meu.


Arregalei os olhos e seus lábios tocaram os meus brevemente.
— Acho que isso não foi uma boa ideia – ele disse se afastando com os olhos arregalados.
— Tu tu acha acha ?– até minhas orelhas queimavam.
— Tenho certeza, pareceu tão... Errado – suspirou cansado – Eu tive um sonho contigo hoje...
— Me conta... – pedi já me recuperando desse momento constrangedor.
— Eu tentava te matar, pois você havia se apaixonado por outro – pausou pensativo –Achei melhor ter certeza de meus sentimentos, do que algum dia tentar te matar – dei um belo tapa na sua testa.
— Se todos os meus sonhos acontecessem, teria um dinossauro atacando a cidade! Não viaja – chamei sua atenção.
— Acho que jogar por mais de 10 horas em um dia, anda afetando minha cabeça – brincou.
— Você não pode sair desse time e entrar em outro não? Seu treinador é um maluco! – reclamei o fazendo rir.
— Preciso de um outro time querendo me contratar – respondeu – Se eu ficar desempregado e parado vou ter que mudar de profissão. E preciso terminar de pagar o meu computador ainda...
— Vamos fazer assim, eu termino de pagar o seu computador e você vem morar comigo, nisso vemos um jeito de você ganhar dinheiro através desse jogo sem precisar desse técnico maluco – propus.
— Você quer me sustentar também? – riu – Falta pouco para terminar de pagar o computador, depois conversamos sobre isso novamente – pelo menos para que vai pensar no caso.
— Okay – rolei os olhos notando que eu ia esperar muito para esse dia chegar.
— Vai com aquele vestido mesmo para o encontro sexta-feira? – indagou mudando de assunto.
—Encontro? – o Suga nos assustou – Você vai para um encontro sexta-feira?
— Não é... É bem um en-contro... – tentei disfarçar.
— É um encontro sim, o Peter estava afim dela esse tempo todo, mas o cara de pau achava que nós éramos um casal e em menos de um segundo descobrindo que estava errado, a chamou para sair — bufou, o V ainda não curtiu essa parte.
— Então o vestido era para o Peter – me encarou muito sério.
— O vestido é meu, não do Peter – o corrigi.
— Vou pegar as coisas para tomarmos o sorvete – V correu para cozinha.
— Mas comprou pensando nele – debateu – Ainda bem que não foi na apresentação o usando, aquele vestido é horrível – sentou no sofá embarradinho.
— Discordo de suas palavras – o vestido é lindo mesmo sendo simples.
— Você não tem nenhuma noção do que é bonito – olhou o desenho – Quem desenha um galpão em um terreno baldio esquisito? Você é estranha!
— Isto é uma casa – peguei meu desenho.
— Volte a me desenhar são seus melhores desenhos – aconselhou.
— Discordo! – V pareceu colocando as coisas no espaço vazio da mesinha de centro – A Rise é o melhor desenho dela.
— Pela amor, quem é essa Rise? – acho que não gosta muito desse nome.
— Sua namorada no livro — respondeu eu e o V juntos.
— Minha única namorada foi a DooYoung e me arrependo disso até hoje... Ela é louca! – rir com a cara que ele fez, mas me lançou um olhar seco.
— A Rise e você iam se conhecer no dia que nos encontramos pela primeira vez – contei.
Ele ia se apaixonar no primeiro olhar, mas não ia admitir porque ela comanda os manifestantes contra ele, então ia implicar com ela e aos poucos a conquistando. Só que nem perceberia que ela estava o mudando e o tornando mais humano. Seria como a fera e a bela.
— Por que houve essa infeliz troca? – até mesmo sem a conhecer já tem preferência.
— Quer ver os desenhos? – V ofereceu.
— Não, prefiro não ver nada que tenha haver com o livro – negou.
— Vamos tomar o sorvete logo – chamei a atenção dos dois mostrando o pote já aberto e as colheres.
— Isto é injusto, eu gosto apenas de baunilha... Vou ficar com menos e vocês ainda vão misturar os sabores – reclamou.
— Calma, nós somos os amigos napolitano – V sorriu com o nome – Sulkin morango, você baunilha e eu chocolate, triângulo amoroso perfeito – brincou.
— Você é estranho – arfou pegando sua colher – Tenho um segredo para vocês, eu só provei um sorvete na minha vida e é o baunilha – contou.
— Você só não gosta, não inventa – o interrompi.
— Mesmo que eu seja sua criação, passei por todos os processos de crescimento de um ser humano normal, apenas com mais facilidade – se encostou no sofá pensativo prendendo a nossa atenção – Por exemplo, você colocou que namorei com a DooYoung por dois ou três anos, mas você não especificou as coisas que fazíamos. Não tem como minha vida ter ficado congelada e só ocorrido coisas que você citou...
— Faz sentido – V concordou.
O que eles faziam que eu não especifiquei?
— On... onde quer chegar? – indaguei.
— Quero experimentar o de morango hoje – sorriu.
— Outro dia eu compro todos os sabores possíveis, mas hoje cada um come o seu – ele está querendo comer a parte dele sozinho e ainda a minha.
— Se eu não gostar como só a minha – e meteu a colher pegando um pedaço e experimentou fazendo uma cara feia, uffa não gostou – Hmm delicioso – seu tom de voz dizia ao contrário.
— Pare de mentir Suga, você não gostou! – mandei o desmascarando.
— Quem disse que não? – pegou mais um e tomou.
— V olha ele comendo só para implicar! – apontei para cara feia que ele fazia.
— TaeHyung, que motivos eu teria para fazer isso? – ele perscrutou.
— Eu tomo o meu de chocolate em silêncio – V sorriu apenas observando.
— Suga! – ele estava sujando a parte sabor morango de baunilha.
— Pede para o Peter comprar um pote só de morango para você – parece uma criança..

Notas finais
Até o próximo e espero que tenho curtido o capítulo.