Sweet Desire
14 Capítulo 14 - Meu primeiro encontro
Notas iniciais
14
O Suga passou para o quarto sem ao menos olhar na minha cara, fazem uns quatro dias que anda agindo distante e ainda tem com segredinhos com o V, eles foram no centro da cidade e nem falaram aonde estavam indo. O que tornou suspeito essa distância, já que o final de semana inteiro ficou perturbando falando que o Peter era um imbecil, que eu ia cometer uma burrada indo a encontro com um cara daqueles e entre outras implicâncias que levam até a cor do esmalte que comprei para o encontro. E do nada, após seu passeio na segunda-feira com o V fica andando pelo o apartamento observando o celular parecendo ansioso e fingindo não notar minha existência.
— Dessa vez não vou ser ignorada! – bufei levantando do sofá e saí entrando no quarto.
— Pode dando meia volta – mandou fazendo um círculo invisível com o dedo.
— Não adianta... Não adianta tentar me expulsar, vamos conversar! – deixei claro.
Ele suspirou sentando entediado.
— Fale.
— Por que anda me ignorando? – indaguei cruzando os braços.
— Não estou te ignorando, se ignorei foi por não perceber sua existência – bocejou.
— Pare de mentir, qual é o seu problema com o Peter? – ele se fez de confuso com a pergunta – Porque você parece não gostar muito dele.
— Eu não gosto dele – deu de ombros.
— Então qual é o problema?
— O certo seria perguntar qual não é o problema dele – apenas disse voltando a prestar atenção no celular.
— C-como assim? – fiquei perdida e a curiosidade me venceu – Qual não é o problema dele?
— Ainda estou tentando encontrar – respondeu me fazendo bufar – Ele não é um cara para você, nunca será o tipo de garota que anda com um cara desses...
— Você acha... Que ele tem problemas pra querer sair comigo? É isso que está... Querendo dizer?
— Eu não falei nada disso – seu celular tocou e ele atendeu em apenas um toque – Alô? Sim, é ele.. – e ficou tendo uma conversa que não compreendi e desligou.
— Quem era? – perguntei.
— Minha chefe – sorriu.
— Che-chefe? – desde quando? Esse era o segredinho deles?
— A partir de segunda começo a trabalhar em um hotel – balançou o celular em um mini comemoração e o colocou na cama.
— Você não pode trabalhar... Voc.. você não é, não é...
— Real? – deu um olhar irônico – Desde quando sai daquele lixo que você chama de livro, me tornei real. Aceita.
— Você viveu naquele lixo... – mordi o lábio inferior contendo a raiva.
— Mas não vivo mais – pegou a Pooh no colo e a acariciou, acho que finalmente está gostando dela – Bem que o TaeHyung orientou fazer isso escondido mesmo, você não ia aceitar e....
— Você não precisa trabalhar, eu...
— ...Ia logo mostrar que tem condições financeiras para me sustentar – suspirou – Obrigado, mas tenho um emprego agora e pode deixar que já já pagarei minhas dívidas.
— Como conseguiu um emprego?
— É uma longa história...
O Suga conversou com o V que queria muito um emprego, resolveram fazer um currículo, mas faltava muita coisa. Nisso perceberam que ele é fluente em cinco línguas e poderiam tentar algo que utilizasse isso. Mas tinha um enorme problema, não tinha como colocar no currículo, porque não tinha comprovar caso pedissem um diploma.
A mente do V se iluminou e deu a ideia de irem em cursinho de línguas, fazer prova para ver quantos meses precisaria para finalizar o curso. Mas o Suga foi ótimo em todas as provas, no livro deixa explícito que ele têm essas línguas como se fossem seu idioma nativo . Depois da dupla traíra convencerem de darem o diploma dos cursos completos, o gerente os ouviu conversando sobre o currículo e o encaminhou para ir por indicação em hotel que precisava de funcionários que falassem alemão, infelizmente quis ostenta-lo demais, e deu nisso.
— Só falta pagar o TaeHyung... – suspirou – Estou de bom humor, por isso você vai ter o prazer de comer o almoço preparado por minha pessoa.
— Não precisa!!
— Que? – estreitou o olhar confuso – Anda, nós estamos bem agora – segurou minhas mãos me levando para cozinha – Vamos preparar juntos.. – ele está me deixando confusa com essas mudanças de humor.
1 dia depois
17:49
— Será que está bom? – me olhei no espelho me sentindo nervosa.
Finalmente teria meu primeiro encontro, o V falou que em uma das melhores hipóteses ocorreria meu segundo beijo. Difícil esquecer que meu primeiro beijo foi com o meu melhor amigo...
Saí do banheiro indo procurar minha sapatilha.
— Ainda vai aquele encontro? – Suga questionou do sofá.
— Vou sim – respondi me sentando ao seu lado para colocar a sapatilha – Estou até tremendo, nunca fui em um jantar com um cara..
— Você já foi comigo – me lembrou.
— É mesmo, mas é diferente...
— O Peter não é a sua criação! – disse em tom de deboche.
— Hoje é um encontro – falei séria.
— Tem certeza que quer ir mesmo? – me olhou bem nos olhos – Podemos ficar aqui e comermos mais da minha sopa – eu segurei para não rir, eu joguei a sopa do meu prato fora disfarçadamente.
— É um convite maravilhoso, mas o Peter me chamou um tempão e desmarcar em cima da hora não vai ser muito educado – tive que negar seu pedido.
— Você gosta dele? – que pergunta é essa?
— Q-que? Não não, por quê?
— Então fica comigo – pediu.
E ficamos nos encarando e eu posso fingir ter tido um ataque alérgico para poder ficar.
— Por que está... Está perguntando is-is-isso?
— Que? – ele riu – Eu não estou afim de você não, só não acho o Peter uma boa pessoa, vocês não se combinam..
— O Peter é uma boa pessoa. – campainha tocou me fazendo levantar e ir atender.
E o Peter sorriu, estava tão bonito.
— Fiquei um tempão pensando nesse dia – contou e me avaliou – Você está linda...
— Obrigada..
— A quero às nove horas em casa – Suga estava ao meu lado.
— Tenho planos para mais tarde com ela – Peter informou.
— Desfaça esses planos – mandou.
— Suga! – chamei sua atenção – Eu escolho meus planos – deixei claro e em seguida corei – Tudo bem? – olhei o Peter.
— Tudo bem.
— Até mais tarde Suga – e fui para o carro do Peter.
Sorri para o Peter me sentindo totalmente nervosa, era meu primeiro encontro e eu não sabia nem como agir.
— Podemos ir? – perguntou indo abrir a porta do carro.
Assenti entrando no carro.
— Você é rodeada por rapazes cimentos – ele comentou assim que deu partida.
— Sou? – olhei surpresa.
— Sim, fui ameaçado pelo seu irmão e o V – contou me fazendo arregalar os olhos.
— Que? – berrei.
— Calma, o V me encontrou voltando do trabalho e deixou bem claro se ficasse de gracinha contigo, ele faria questão quebrar meu nariz, se possível me fazer desmaiar de tanto apanhar..
— Uau, isso... Não combina com o V... – estou até assustada – E o outro?
— Seu irmão me removeu do grupo da rua e foi na minha casa deixar claro que não gosta de mim, que se tentasse tocar em você quebraria meus dedos um por um e me insultou ... Ele é bem irritante!
— Uma das suas características fortes – suspirei – Apenas isso?
— Ele pareceu ter investigado sobre meus namoros anteriores — fiquei boquiaberta – Ele tem boas informantes no bairro..
As meninas dele são as fofoqueiras do bairro também, danem praticamente tudo o que acontece.
— Mas o que tem em seus namoros? – indaguei.
— Eles não terminaram muito bem – fez uma careta.
— A rua tem um grupo? -isso é algo importante.
— Tem a Sra. Lisa que fez — contou.
— Preciso de um celular... — como eu preciso...
Ficamos conversando sobre assuntos aleatórios até chegarmos ao restaurante.
— Vou abrir sua porta, espere – disse antes de descer e dar a volta – Agora sim – abriu a porta.
Ele é tão bonitinho! Sempre quis alguém fazem isso comigo.
“ No dia quando o mercado novo desapareceu:
— Pronto, chegamos maluca! – ele estacionou o carro no estacionamento do supermercado e desceu do carro.
Mas eu fiquei ali dentro pensando na fadinha do mercado e entre várias coisas.
Toc toc
Olhei para o lado vendo o batendo no vidro e abaixei.
— Volte para o mundo real – mandou, depois olhou em volta – Espero que não esteja esperando abri a porta – e saiu andando na frente.
— Nem respeita o momento de crise das pessoas....”
Por que estou pensando nele no momento? Não posso me pegar a ele, tenho que aprender como é um primeiro encontro com o Peter.
— Vamos? – me apressou.
— S-sim! – me apressei em sair e acabei batendo a cabeça no carro – Ai! – fiz cara de choro.
— Eita – esfregou minha cabeça – Passou? – assenti corada e ele riu – Desculpe, mas sempre quando nos vemos você me faz rir.
— Eu sou sua sua diversão? – indaguei.
— Sim – eu sou sua palhaça particular.
Logo entramos e fizemos nossos pedidos.
— Posso te fazer um pergunta? – perguntou.
— Ahm? Lógico – fiquei receosa de qual seria a pergunta.
— Você é um pouco gaga?
Eu me senti tão sem graça com a pergunta.
— Eu... – respirei fundo – Tenho uma dificuldade na fala quando estou nervosa – respondi.
— Sabe o por que da causa disso?
— Meu pai disse que é a minha timidez..
— Mas diminuiu, lembro que você ficava muito vermelha, não conseguia olhar nos olhos, gaguejava muito e acabava fugindo... O único que conseguia conversar com você era V – pausou pensativo – Assim que seu irmão apareceu você mudou.
— Ele ativa minha capacidade de comunicação – normalmente tentando ganhar em algum discussão besta.
— E a Pooh me esqueceu completamente, nem eu a chamando do quintal aparece – reclamou me fazendo rir.
— Ela esqueceu de todos – gata baba ovo de Suga.
— Verdade – ele olhou envolta – Ela é muito.. ingrata.
— Com o que você trabalha? – resolvi fazer a primeira pergunta que o V disse que qualquer pessoa questiona para socializar.
Ele ficou olhando um ponto atrás de mim e não respondeu.
— Hm.. no que você trabalha? – perguntei de novo e pausei o guardando — Pe-Peter!
— Ah! Desculpas me distraí – deu um sorriso amarelo – O que perguntou?
— Em que você trabalha. – estava tão à-vontade, mas agora estou ficando sem jeito.
— Auxiliar administrativo – o percebi olhando um outro ponto.
— O que está o incomodando? – olhei para trás apenas vendo um casal de divertindo.
— Desculpa, não estava nos meus planos isso – esfregou o rosto parecendo envergonhado – É que a minha primeira namorada está ali com seu atual e ...
— Você nunca a esqueceu?
— Digamos que sim, eu tento encontrar outra pessoa, mas sempre acaba por causa dela e isso tem me deixado louco há uns onze anos... – suspirou – Eu realmente não queria ser um babaca e estragar o nosso encontro, você me interessou mesmo e te acho demais...
— Não precisa se desculpar, te entendo – estou tentando esquecer um dos meus personagens no momento e não deu muito certo.
— Vamos embora – quase que meu coração saiu pela boca quando vi o Suga em pé em frente à nossa mesa.
— Que? O que está fazendo aqui? – perguntei assustada.
— Vim acabar com esse encontro – respondeu sem um pingo de constrangimento – Vamos – estendeu a mão.
— Eu não ia fazer nada errado com sua irmã não – reclamou o Peter.
— Será que não percebeu que não sou o irmão dela?
Peter pareceu muito surpreso.
— O que vocês são então?
— Ela é a minha namorada – segurou minha mão e me fez o segui-lo.
— Suga, Suga, Suga! – o chamei até pararmos na frente do meu carro – O que está fazendo?
— Não está vendo? Não quero que você se torne fique com ele –foi abrir a porta do carro.
— Por que não quer?
— Entre no carro – ignorou a pergunta.
— Por que não quer que eu seja a próxima namorada do Peter? – insisti.
— Porque eu queria atrapalhar esse encontro idiota... – respondeu se aproximando.

— Eu detesto – uma ambulância passou fazendo barulho — ... TUDO EM VOCÊ. — berrou na minha cara — Assim como está dentro da sua casa, sua mobília mal decorada, seu rosto babado ao acordar e sua mania de ficar me observando... Céus, até mesmo seu modo esquisto de falar, eu estou enlouquecendo... Por isso tive que vim acabar com esse encontro, para vingar todo esse sentimento.
Fiquei calada não acreditando no que ouvia.
— Por que não volta para o livro? – indaguei após consegui falar algo – Assim tornará as coisas mais fáceis..
Ele respirou fundo e umedeceu os labios
— Só sou um personagem seu mesmo né?– pausou – Deixa eu receber o meu primeiro salário que tento arranjar um lugar para ficar...
— Suga... – eu não acredito que falei algo assim, mesmo que ele tenha me magoado, não posso desejar que não exista mais.
— Não precisa... – seu celular tocou – Alô? Sou eu sim Sarah, que? – seu rosto ficou pálido – Estou indo para ir.
— O que aconteceu? – perscrutei assustada.
— A Sra. Amelia teve outro AVC e está indo para o hospital – contou parecendo muito assustado.
— Me fale o nome que vamos lá – entramos no carro deixando de lado nossa conversa.
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