Sweet Desire

15 Capítulo 15 - Te perdoaria quantas vezes você quisesse, só para te ver sorrindo mais uma vez.


Notas iniciais
Olá, me assustei com tantos comentários no capítulo anterior.Meu coraçãozinho acelerou de tão alegre Quero agradecer novamente por eles, valeu pessoal vocês são demais.

15

Descemos do carro apressados, sem nem ao menos nos importamos em averiguar se o carro estava devidamente fechado, só consegui ouvir nossa respiração ofegante e nossos passos ecoando no chão. Meu coração estava doendo de tão nervosa que me encontrava.
Nada de ruim pode acontecer com a Sra. Amelia, apesar de não sermos próximas por motivos ainda não esclarecidos, eu não lhe desejei a morte e muito menos quando nossa conversa era em meio a uma discussão minha com a Sra. Grace. Sempre à achei uma velhinha fofa e bonita.
Suga entrou na recepção fazendo várias perguntas desesperado para recepcionista que tentava compreender suas palavras.
— Onde está a Sra. Amelia? — ele respirou fundo antes de voltar a pronunciar — Onde está a Sra. Amelia?
— Só um minutinho.. — começou a digitar no computador.
— Yoongi? — Sarah apareceu chorando parecendo abalada — Yoongi! — correu o abraçando.
— Ela está bem? Diz que ela está bem! — ele implorou durante o abraço.
— Eu não sei, eles me impediram de entrar... Eu sabia que ela não estava muito bem, andou escondendo uns exames de rotina e... — voltou a chorar.
— Sarah... — falei indo a consular.
— Ela recebeu o diagnóstico de câncer nas costas... — pausou tentando se recuperar — Ela estava com um caroço nas costas, então resolvi levá-la para fazer fazer exames, só que houve imprevisto na minha família e você teve que ir acompanha-la no dia da entrega dos resultados...
— Ela não me deixou abrir o exame, tinha dito que antes do médico você que olhava os exames... Eu devia ter insistido..
— Ela escondeu de mim, hoje que encontrei sem querer e declarei que começaria a procurar tratamento, ela chorou dizendo que não queria passar o resto de sua vida sofrendo com os tratamentos e agora de noite teve o avc... — ele a abraçou novamente.
— Cadê a minha amiga? AMELIA ! — Sra. Lisa entrou no hospital de camisola vermelha e bobes no cabelo.
— Calma, calma — fui até ela acalma-la, mas levei um empurrão.
— QUERO MINHA AMIGA, QUERO CALMA NÃO! — balançou a bengala na minha direção — QUERO ELA BEM E SORRINDO. NÃO QUERO NINGUÉM ME PEDINDO CALMA QUANDO UMA DAS PESSOAS MAIS IMPORTANTES DA MINHA VIDA ESTÁ CORRENDO RISCO DE MORRER! — chorou.
— Menos Lisa — Sra. Grace chegou tranquila, mas com lágrimas escorrendo pelo rosto — Como ela está?
— Não sabemos ainda — Suga respondeu pela Sarah que não parava de chorar — Vamos leva-las para sentar — olhou para mim e assenti.
Foi um pouco difícil levar a Sra. Lisa, pois ela estava muito nervosa e descontrolada, logo aceitou sentar quando uma enfermeira teve uma conversa com ela e deu água com açúcar.
— Eu a vi no colo da mãe dela — Sra. Lisa começou a falar olhando para o copo — Sou cinco anos mais velha e estou em perfeita saúde, por que minha amiga que é tão boa tem que passar por coisas assim? — nos perguntou tentando segurar as novas lágrimas.
— Apesar de tudo foi muito feliz — Sra. Grace contou — Nós três moramos naquele bairro desde sempre, somos amigas desde pequenas... Mesmo com seus pais tentando impedie nossa amizade, elas andavam comigo, céus, a Amelia ficou duas horas ajoelhada no feijão por ter sido vista comigo — antigamente só porque a moça paquerava já era dita como piranha — Ela não pode ir primeiro... — secou as lágrimas e respirou fundo.
— Não diga como se ela não fosse sair dessa — Suga pediu — Ela vai ficar bem.
Fiquei sentada no chão, pois não tinha mais lugar e chorei com a cabeça abaixada para ninguém ver.
Passando um bom tempo me levantei indo comprar algo para eles se alimentar e enquanto aguardava na fila da lanchonete, fiquei olhando a TV distraída e estavam entrevistando um coreano em uma matéria qualquer.
— Senhorita? Senhorita? — acordei dos meus pensamentos dando de cara com uma nova me olhando preocupada.
— O-oi oi?
— Qual vai ser o seu pedido? — indagou.
— Ahm bom... — fiquei algum tempo para pedir e depois voltei para onde estavam — Comam um pouco..
— Obrigada — Sarah fez uma tentativa de sorriso e pegou.
Só a Sra. Grace que não aceitou e permaneceu quieta pensativa.
— Quem é responsável pela Sra. Amelia? — uma mulher de jaleco branco perguntou, deve ser a médica.
— Eu! — Sarah ergueu a mão.
— Certo. Qual é o seu nome? — perguntou.
— Sarah.
— Tá bom — pausou — Ela está bem, a situação dela é um pouco delicada no momento — olhou para a Sarah — Vamos conversar sobre isso — ela assentiu — Conseguimos salva-la , entre tanto se encontra com um lado do corpo parado.
— Oh não! — Sra. Lisa tampou o rosto.
— Quem é Sulkin? — arregalei os olhos com a pergunta e estendi a mão — Ela pediu para conversar contigo..
— Q-que? — ninguém pareceu acreditar.
— Oriento à não forçar conversas muito sentimentais, fiquei tranquila e como tiramos por momento o aparelho de audição, fale alto — então eu gritava com ela esses anos todos atoa?
— Tá bom — assenti.
— Nós poderemos ir também? — Suga indagou quase em desespero.
— Por enquanto libero somente ela — respondeu — Vamos senhorita Sarah — e os dois saíram.
Assim que eles saíram os três que ficaram me enchendo de recados para a Sra. Amelia.
Depois de ser orientada pela enfermeira que estava acompanhando o médico, entrei no quarto da Sra. Amelia a encontrando deitada no leito parecendo tão fraquinha e seu rosto estava torto de um lado.
— SRA. AMELIA?
— Sulkin? — sua voz saiu baixa e um pouco difícil de compreender.
— SOU EU SIM.
— Eu quero lhe pedir... Perdão — fiquei boquiaberta.
— NÃO, NÃO PRECISA DISSO... EU QUE PRECISO PEDIR PERDÃO.. — ela negou.
— Eu devia ter percebido, mas minha insegurança fez minha mente viajar e acabei contaminando minhas amigas... Eu devia ter cuidado de você.. — mexeu o braço da mão que já era afetada pelo AVC anterior.
— EU NÃO TENHO NENHUMA MÁGOA — não mais — SÓ FIQUE BEM..
— Sabrina... — fez uma carinha triste ao pensar em algum sobrinho — Eu sou tão... Desculpa.
— TE DESCULPO — preferi aceitar, do que fazê-la implorar e ela tentou um sorriso, parecia feliz e aliviada. — TENHO RECADOS PARA A SENHORA... — e comecei a passar.
Fiquei por um tempinho conversando e a enfermeira se assustou ao notar que acabou me deixando muito tempo com ela.
— ASSIM QUE DER OS OUTROS VÊM TE VER — ela sorriu ouvindo isso.
— Se não der tempo... do V vim me visitar, pedi desculpas sinceras .... por mim — assenti.
Saí do quarto e fui recebida com centenas de perguntas.
— Ela está estável, conversamos e tudo — eles pareceram muito aliviados — Só é difícil de compreender algumas palavras por conta de um lado de sua boca está torta.
Fiquei contando a parte da conversa que se tratava deles e ocultei a minha.
Mais tarde o filho da Sra. Grace veio buscar ela e a Sra. Lisa e ficamos só eu, Suga e Sarah.
— Ela está mal — Sarah nos contou — Liguei para os sobrinhos dela, e só conseguiram chegar depois de manhã.. Estão viajando pelo Brasil.
— Não poderiam cancelar a viagem? — Suga bufou.
— Eles tentaram encontrar um vôo, mas não conseguiram..
— Menos mal — falei e o celular da Sarah tocou.
— Licença — se retirou.
E o silêncio reinou entre nós dois, eu tentei até mesmo controlar minha respiração para não demonstrar meu nervosismo. Eu sou tão tonta, por que fui falar uma coisa daquelas? Apesar dele ter me magoado, eu poderia ter respondido de outra forma ou até mesmo tentado dar um soco na cara dele.
— O que ela queria conversar contigo? — perguntou quebrando o silêncio — Ela não te chamaria só para saber sobre a gente..
Engoli em seco para tirar a secura da garganta.
— Ela pediu perdão — respondi sem jeito.
— Pelo?
— Ela não explicou exatamente, mas ao que tudo indica o ódio todo das meninas por mim, vem de algo que a Sra. Amelia falou — suspirei.
Será que pensaram que bati nela? Ela começou a chorar assim que tinha me visto.
— Faz sentido... — ficou quieto — Sra. Grace não tem argumentos plausíveis contra você, ou oculta — contou.
— É... — e o silêncio reinou entre nós, prefiro ser perturbada do que ficar desse jeito desconfortável com ele — Vou ligar para o V avisando — levantei indo até o orelhão.
Disquei várias vezes, entretando ninguém atendia.
— Aquele nojento confiscou o celular dele novamente? — bufei estressada.
Tomará que o V tome juízo e aceite meu convite de morar comigo, não admito vê-lo trabalhando dessa maneira.
Voltei para o meu lugar e fiquei ouvindo os pés do Suga batendo no chão.

Acordei com o barulho de pessoas conversando, abri os olhos vendo pessoas me encarando sérias, sentei percebendo que estava deitada nas cadeiras da sala de espera.
— Olá, bo... — nem sei se ainda é madrugada ou já é de manhã.
Percebi que ninguém estava afim de ser educado, então me calei sentindo minhas bochechas queimando
— Sulkin! — Sarah apareceu.
— Oi — graças que um conhecido para me distrair.
— Você tem um sono pesado em — comentou me entregando um copo de café — É americano — informou — O Yoongi tentou te acordar para você ir para casa, só que você deu-lhe um tapa e voltou a dormir sentada. Coitado dele, ficou no chão, pois te deixou deitada nas cadeiras.
— Hm? — minha cabeça entrou em pane — Suga ficando... no chão por mim?
Ela rolou os olhos.
— Der mais crédito para ele, parece gostar muito de você — ela é louca — E outra, você precisa gostar mais de si, falta confiança.
Fiquei calada tendo uma reflexão sobre minha vida, eu nunca fui confiante... O que causou essa insegurança toda? Foram meus anos no orfanato? A fadinha poderia aparecer dando respostas!
— C-cadê... — respirei fundo — Cadê o Suga?
— Foi visitar a Sra. Amelia.
— Como ela está? — indaguei.
— Está pior que ontem — seu rosto ficou abatido.
Ficamos quietas, e o Suga a apareceu e nos levantamos.
— Ela foi tomar banho — contou nos deixando aliviadas — Ela esqueceu de mim, está me chamando de Chang Soo e dizendo que sou seu primeiro amor.. — pareceu triste.
— E o que você fez? — perguntei curiosa.
— Fingir ser essa pessoa e ela ficou muito feliz. Agora só tenho que proteger alguém de um antigo amigo... — bem confuso.
— Na última vez ela ficou um tempinho assim — Sarah contou — Espero que volte ao normal logo.
— Também — Suga desejou — A Sra. Lisa já já vai chegar aqui e a Sra. Grace vai ficar em casa, ela passou mal ontem e o seu filho está cuidando dela.
Imagino o sofrimento, sua melhor amiga em uma situação dessas...
— Senhorita Sarah — olhamos a médica e a Sarah foi até ela conversar.
Segurei a respiração vendo as expressões da médica durante a conversa, e quando a Sarah se agachou tampando a boca e chorando, comecei a sentir fraqueza nas pernas.
— N-não... — Suga balançou a cabeça negativamente — Ela não... Ela não... não pode ter morrido. Não agora... — seus lábios tremeram — Ela estava falando e ia... tomar banho.
Sem ao menos pensar duas vezes o puxei para um abraço, ele respondeu e logo caiu no choro.


A pessoa mais doce desse mundo se foi, logo após que seu “primeiro amor” estava ao seu lado.

Notas finais
Não me matem por causa desse capítulo, please ❤