Sweet Blood
12 Capítulo 12 - Gifts.
Notas iniciais
Capítulo 12 – Gifts.

Narradora.
Acordou sentindo dores por quase todo o seu corpo, sentia como se um caminhão tivesse passado por cima de si e, para piorar, sua cabeça parecia querer explodir a qualquer momento.
Sentou-se na cama vagarosamente, não queria arriscar fazer qualquer movimento brusco e ficar mais dolorida do que já estava.
Assim que respirou fundo, mirou o relógio posicionado na mesinha de cabeceira ao seu lado, eram 4:45.
Bocejou e então viu a figura de duas pessoas paradas na porta do quarto.
Bonnie e Damon.
– Bom dia, Bella adormecida. – o Salvatore debochou, sorrindo irônico.
– Bom dia, Damon. – riu nasalmente. – Bom dia Bonnie.
– Bom dia, Bells. – Bonnie devolveu, parecendo genuinamente feliz.
– A propósito, feliz aniversário! – a morena disse e correu até ela, abraçando-a.
Bella retribuiu o abraço em meio a risadas.
– Eu vou te dar seu presente depois, mas fique tranquila, sei que não gosta de coisas caras. – Bonnie piscou e se afastou, voltando a sua posição inicial, ao lado de Damon.
Houve um leve silêncio na sala, até os dois de pé, ao lado da porta se entreolharem.
– Bem, vou descer,venham os dois depois e pode deixar que eu te levo pra escola, Bella. – afirmou e saiu do quarto.
– Bem, Bonnie não vai entregar o presente agora, mas me sinto na obrigação de te entregar algo. – sorriu de canto.
Damon se desencostou da porta e caminhou até a garota, que nesse momento se sentia uma presa sendo acoada pelo caçador. Não por que Damon estava tentando matá-la, devorá-la ou algo do gênero, não, mas aquele olhar predatório somado a áura perigosa e, ela era obrigada a admitir, sensual que saiam do Salvatore mexia consigo de um jeito que ela não entendia ao certo. Era quase como se ela já o conhecesse, mas ao mesmo tempo ele fosse um completo mistério, um livro que ela já lera antes, mas tinha a repentina vontade de lê-lo de novo, pois parecia não se lembrar de nada referido a história. Ele tirou as mãos detrás das costas e mostrou uma delicada caixinha de veludo azul.
Assim que aberta, Bella viu que ela abrigava um colar.
Ele era todo banhado a prata e o pingente era lindo, era um coração azul com alguns enfeites contornando-o.
Levantou-se da cama e posicionou-se de pé, em frente ao Salvatore, que agora apenas segurava o colar, sem a caixinha.
Ela pegou-o da mão de Damon e passou cuidadosamente o polegar por sobre a pedra.
Era lindo.
E ela sentia uma urgente vontade de colocá-lo.
– É lindo. — ela sorriu, verbalizando os pensamentos.
E então, devolveu o objeto e colocou-se de costas, segurando o cabelo para cima.
– Pode colocar para mim? — perguntou, tentando conter a alegria inesperada que surgira.
Damon pegou o colar na mão e ajeitou no pescoço da garota, fechando-o logo depois.
Bella se virou para frente do Salvatore e se surpreendeu quando percebeu que eles estavam perigosamete perto.
A partir daí, ela não teve mais controle.
Damon colocou as duas mãos cuidadosamente sobre sua bochecha e Bella só teve tempo de olhar no fundo dos olhos azuis e intensos do Salvatore. Tão logo ela sentiu o leve pressionar dos lábios dele contra os seus.
Foi um leve selar de lábios e quando os dois se separaram, Damon encarava a garota como se pudesse ler cada pedacinho de sua alma.
A encarava de tal forma que tudo o que Isabella pôde fazer, na posição em que estava, foi acompanhar os olhos do Salvatore que traçavam um caminho que ia de seus olhos até sua boca.
E ela estava fazendo a mesma coisa.
Encarava aquelas orbes azuis por alguns segundos e logo descia para seus lábios perfeitamente desenhados.
Não foram nescessários muitos minutos para que a Swan perdesse totalmente o controle e fosse ela quem voltasse a encostar sua boca na do moreno.
Desta vez, o selinho foi mais demorado, mas não pareceu suficiente, pois Damon o aprofundou em pouco tempo.
As mãos do Salvatore desceram para a cintura da garota e ele a segurava possessivamente, enquanto ela subia suas mãos para a nuca e peito dele.
Algo dentro de sí dizia que era certo, mas ao mesmo tempo errado o que ela estava fazendo, porém tudo sumiu de sua cabeça no exato momento em que a língua de Damon pediu passagem e ela, anestesiada demais para recusar ou se afastar, cedeu.
Damon a beijava de uma forma que ela nunca tinha sido beijada antes, nem em seus sonhos mais profundos alguém a beijara assim.
Não queria perder tempo comparando o beijo de Damon com os de Edward.
Entretanto, ela não conseguiu evitar.
Quando Edward a beijou pela primeira vez, ela se sentiu bem. Não ótima e nem surpresa. Se sentiu, simplesmente, bem.
Seu beijo era rápido demais, não transmitia nada, nem dez por cento do que ele dizia sentir, além de seus lábios serem frios, duros e ficarem parados, sem dar a chance para que ela aprofundasse. Era apenas um selinho, sempre era.
Já o beijo de Damon fez como que ela se sentisse desejada, maravilhosa, sexy e obviamente excitada, mas ao mesmo tempo atraída. O beijo não era devagar demais, nem rápido, transmitia calor e luxúria na medida certa, além de seus lábios serem macios e convidativos.
A Swan não queria fazer nada a mais do que beijá-lo -o que já parecia tão bom que ela própria voltou a selar os lábios de ambos quando ele parou outrora-, mas não pôde segurar o gemido que irrompeu de seu garganta quando o Salvatore mordeu-lhe o lábio inferior e puxou-a mais para sí, como se ainda existisse algum espaço entre eles.
Ao mesmo tempo, Bella se viu deslizando as mãos para a frente e colocando-as por dentro da blusa de Damon, que também gemeu levemente com o contato das mãos dela em sua pele.
Ela estava perdida na realidade e começando a ficar sem fôlego. O outro, parecendo perceber isso, desceu os beijos para a mandíbila dela e finalmente para o pescoço.
Podia sentí-la ofegar e ouvir perfeitamente seu coração bater descompassado.
Seu pescoço parecia ser a área favorita do Salvatore pois ele se demorou bastante por lá. Bella só realmente esperava que ele não desse chupões em seu pescoço, pois era branca demais e não saberia como poderia disfarçá-los perfeitamente.
Damon já beijava seu pescoço por um bom tempo, tempo suficiente para que (na medida do possível) ela voltasse a respirar normalmente e sentisse falta da pressão dos lábios dele contra os seus.
Sem nem esperar mais um segundo, puxou o rosto do Salvatore para cima e voltou a beijá-lo, saboreando o gosto dos lábios dele e a forma como eles se encaixavam contra os seus.
Mandando o pingo de auto-controle que ainda tinha para o inferno, o moreno retirou as mãos da cintura de Isabella e desceu-as para a sua bunda, apertando-a no exato momento em que ela subiu mais um pouco as dela para o seu abdômen e arrancou-lhe um gemido sôfrego ao arranhar levemente o local. Ele pretendia subir as mãos, abrir logo a blusa da garota e acabar com toda aquela tortura, mas seus planos foram por água a baixo quando os dois ouviram algo vibrar em cima da mesinha de cabeceira.
A leve vibração do celular -que mais tarde eles perceberam pertencer a garota- foi suficiente para trazer os dois devolta para a realidade.
Por mais que tenha começado, não fora Isabella quem acabou com o beijo. Mesmo que tenha sido indevidamente interrompido, Damon o quebrara lentamente com selinhos, até que ambos nãos sentissem mais a pressão dos lábios do outro contra os seus.
Assim que parou de sentir a respiração da Swan perto de sí e a pressão dos lábios dela contra os seus, Damon esperou uma reação negativa da parte da garota. Esperava um tapa, alguns berros ou até mesmo um chilique, seguido do famoso "nunca mais olhe na minha cara", mas a atitude por ele esperada não veio.
Ainda ofegante, Bella retirou suas mãos de debaixo da blusa do Salvatore e mordendo o lábio inferior, encarou o chão enquanto corava.
– V-Vou ver quem é...
Andou calmamente até a mesa e levou um susto ao ver o nome de Edward no visor.
Respirou fundo e voltou a olhar para Damon, que havia virado e agora a encarava.
Pôde concluir que seus olhos analisavam cada reação que ela parecia ter, também havia um misto de surpresa com confusão, mistério com um leve toque de desejo na imensidão azul e a garota teve uma vontade quase incontrolável de voltar para perto dele, mas se segurou.
Damon continuava parado, a postura ereta, o sorriso torto ameaçando aparecer e a sobrancelha esquerda levantada em questionamento as atitudes que ela vinha tomando desde que interromperam o beijo.
E Bella não soube mais o que fazer a partir dali.
Apenas apontou com a cabeça para a porta, deixando claro que iria descer e assim o fez.
A cada degrau que pisava, pensava nos últimos minutos que passara com Damon, ela não achou certo atender o telefone perto do Salvatore, ainda mais quando era Edward do outro lado da linha e ela sabia que talvez não se controlaria se continuasse a olhar para o moreno.
Quando finalmente chegou lá embaixo, caminhou até a cozinha e começou a discar os números de Edward, mas foi interrompida por uma risada.
Olhou para frente e viu Bonnie, devidamente vestida, sentada na pequena mesa que havia no canto do cômodo, com um copo de suco de laranja a sua frente e algumas torradas ao lado direito.
Mas não fora nisso que Bella prestara atenção e sim na expressão facial da menina que estava com ambas as mãos na boca, como se fosse uma criança que acabara de aprontar e agora via os resultados de sua "arte".
Confusa, a Swan seguiu os olhos de Bonnie e percebeu que ela olhava diretamente para seu pescoço.
– Merda!– praguejou enquanto o entendimento passava por sua cabeça e correu até o espelho do banheiro mais próximo.
Abriu a porta de madeira, colocou o celular na pia mesmo e olhou para cima.
– Mil vezes merda!– voltou a xingar.
Seu pescoço tinha chupões por toda a sua extensão. Estavam bem vermelhos e visíveis, bem visíveis. Mais uma vez, desejou não ser mais branca do que uma folha de papel.
Apoiou as duas mãos na pia, uma de cada lado e percebeu que o celular tinha voltado a vibrar.
Desta vez, o nome no display era de Alice.
Respirou fundo e recusou a ligação.
Não podia falar com nenhum deles no estado em que estava, afinal, como ela explicaria aqueles chupões?
Felizmente, Bonnnie estava lá para salvar o dia.
– Eu te ajudo a cobrir, não precisa me explicar nada se não quiser. — se ofereceu, colocando a mão no ombro da outra.
– Obrigada, Bonnie. — sorriu sincera e a abraçou.
Bonnie se afastou, abriu a primeira gaveta do gabinete e tirou um vidro quadricular pequeno de dentro. Ele tinha a tampa preta e dava para ver o conteúdo rosa dentro dele. Ainda no frasco, Bella pôde ler perfeitamente a palavra "base" escrita em letras cursivas e douradas.
– Não acho que eu vá poder usar apenas isso, Bonnie. — riu sem graça.
– Relaxa, Bella, sei o que faço. — sorriu amigável.
Posicionou a garota perfeitamente de frente para si e de costas para o espelho, abriu o vidro e levemente começou a aplicá-lo no pescoço.
Bonnie não demorou nem cinco minutos e logo sorriu satisfeita, indicando com a cabeça para que Bella se olhasse no espelho.
Bella virou-se devagar e arregalou levemente os olhos ao perceber que tudo estava devidamente "escondido".
– Agora, por favor, não me invente de soar e vá se vestir. — riu nasalmente.
Bella agradeceu uma última vez e saiu rapidamente em direção ao quarto de hóspedes, mordendo o lábio inferior e respirando fundo ao passar pelo de Damon.
Quando finalmente chegou ao quarto desejado, fechou a porta atrás de si e respirou fundo.
Passou os olhos pelo local, vendo uma roupa delicadamente postada em cima da cama, andou até ela e analisou a roupa com cuidado.
Era uma blusa branca de alça e havia uma xadrez vermelha e branca por baixo, a calça jeans tinha leves rasgos na altura do joelho e da coxa. O sapato, não era nada mais nada menos do que um par de all-stars vermelhos.
Bella sorriu, parecia que Bonnie a conhecia perfeitamente bem, bem o suficiente para não fazê-la colocar vestidos de grife apenas para ir ao mercado, como Alice as vezes a obriga.
Despiu-se rapidamente e começou a vestir a calça, sentando-se na cama para ter um apoio melhor.
A blusa branca foi fácil, mas apenas quando colocou a blusa xadrez foi que ela percebeu que as mangas da blusa eram curtas, indo na altura do cotovelo.
Assim que terminou de arrumar a blusa, foi até o espelho e se admirou.
O cabelo estava meio amassado e preso a blusa, mas era só tirá-los de lá depois, a calça jeans estava no lugar exato, e marcava suavemente o torneado de suas pernas –que ela insistia em esconder com calças retas. A blusa xadrez marcava a cintura, junto da branca, que tinha um leve decote “V” e o colar que Damon a dera tinha toda a atenção para si, uma vez que o azul era forte e chamativo.
Respirou fundo.
Passou a mão pela cintura e deu um sorrisinho, passou levemente as mãos no cabelo, tirando alguns fios de dentro da roupa e torçendo fortemente para que Alice não insistisse em fazer mais um de seus penteados malucos. Quando se deu por satifeita, foi até a porta, abrindo-a e dando de cara com Bonnie e um sorriso leve na face.
– Gostou da roupa?
– Adorei, tem um pouco do que eu me acostumei a usar e um pouco de novo, mas é perfeito. – Sorriu sincera e abraçou-a.
– Fico feliz. – respondeu durante o abraço. – Agora vamos, você tem que ir para a escola.
E então as duas desceram as escadas.
Bonnie se despediu de Jeremy e Bella saiu direto da casa, queria evitar o máximo de contato possível com Damon, ao menos enquanto ela não soubesse o que fazer.
Foi rapidamente para o carro e assim que percebeu que o masmo já estava destrancado, não hesitou em entrar e sentar-se no banco do passageiro.
Faria de tudo para sair logo dali.
Isso.
Sair de lá para poder parar de pensar em atitudes não tem apropriadas envolvendo o Salvatore que permanecia dentro da sala, precisava sair de lá e, por mais que uma parte de sí não quisesse, ficar sem ouvir a voz dele e muito menos sentir seu cheiro.
Apoiou-se contra a janela, respirou fundo e ficou vendo os pingos da chuva que começava a cair, enquanto eles disputavam uma corrida entre si, para ver quem descia primeiro a superfícia lisa e se desfaria, era meio retardado fazer isso, ela sabia, mas pelo menos a distraia de pensar.
E tudo o que ela menos queria era pensar... não podia parar de observar os pingos. O carro estava silencioso e ela estava sozinha, tudo perfeitamente convidativo para que ela se afundasse no canto da mente que ela evitava sequer entrar.
Ligou o rádio e uma música a qual ela nem se deu ao trabalho de ouvir o nome preencheu o ambiente, ao menos agora ela havia se livrado do silencio tentador.
Ouviu Bonnie adentrar o carro, ligando o mesmo logo depois e então se viu saindo do estacionamento da casa, só então, quando as duas já estavam a algum tempo na estrada, percebeu que ela falava algo, decidiu rapidamente voltar os olhos para a morena, que agora a encarava com um sorriso compreensível no rosto.
– Desculpa, eu não prestei atenção, estava, ahn... distraída — Bella se desculpou e olhou para baixo.
– Sem problemas, eu apenas disse para que você não me invente de ficar na chuva se não desperdiçaremos todo o meu trabalho. — riu nasalmente. — Mas se isso for inevitável, tome. — aproveitou o sinal vermelho e tirou da bolsa um lenço lindo, azul petróleo com alguns detalhes em branco entregando-a logo depois. — Amarre bem ao pescoço e não tire por nada. — piscou.
– Obrigada Bonnie. — sorriu sincera. — Deve estar curiosa, certo? — franziu o cenho. — Eu fiquei calada esse tempo todo, bem, acontece que...
– Shh. — interrompeu-a. — Não precisa, não vou negar que estou curiosa, estou, mas não quero que me diga o que houve como gratidão, agradecimento por eu ter te ajudado e pior, por achar que está sendo forçada a fazer isso, não. — ela parecia realmente ofendida com essa simples possibilidade. — Quero que me conte quando se sentir bem, quando quiser e por que acha que eu mereço saber. — um sorriso amoroso tomou conta de seus lábios.
Bella se assustou com as palavras de Bonnie, mas não um susto ruim, um susto bom... estava acostumada com Alice e seus surtos de desespero para saber o que havia acontecido com ela, fosse caso tivesse saído com Edward apenas para não ficarem trancafiados em casa, por que não vestiu a roupa que ficara destinada a ela em cima da cama para ir para a escola ou por que ela tinha demorado demais para atender ao telefone.
E era obrigada a confessar, preferia a atitude de Bonnie do que a da baixinha...
– Obrigada. — murmurou.
Alguns minutos depois, as duas chegaram na FHS e Bonnie sorriu bastante animada.
– Já ia me esquecendo! — quase gritou, quando as duas saíram do carro, impedindo que Bella se afastasse. — Aqui, abra. — deu a ela um envelope verde com uma fita vermelha no meio.
Ele tinha formato retangular e a Swan rapidamente viu que se tratava de um livro, mas que livro seria?
Sem pensar mais um minuto sequer, abriu o embrulho e se surpreendeu com o que viu.
As duas estavam paradas na frente do carro e a cena a seguir podia ser vista por todos os que estavam no estacionamento, inclusive pelos Cullen.
– É a primeira edição de "O Morro dos Ventos Uivantes"? Como conseguiu? — ela parecia uma criança que havia ganhado exatamente o que queria do papai noel.
Seus olhos estavam arregalados e sentia uma animação inexplicável dentro de sí.
– Digamos que é herança da família, Damon que me ajudou a achar e disse que se você quisesse ele tem outras dessas raridades na estante da casa dele e do irmão, ou "biblioteca particular dos Salvatore", como eu gosto de classificar. — Bonnie riu. — Sério, se impressionaria com o tamanho da estante e a quantidade de livros que eles tem, coisas de desde antes de 1864 até os tempos de agora! — seu tom de voz era animado e entusiasmado.
– Meu deus, Bonnie! — Bella assumira um tom extremamente parecido com o da outra. — Eu preciso ver! Me leva lá qualquer dia?
– Com todo o prazer, seria uma extensão do seu presente, suponho eu, então? — a outra levantou a sobrancelha esquerda, rindo.
– Pode ser, desde que você me leve lá! — deu de ombros e riu também.
– Combinado então, bem, acho melhor você ir, seu namorado está olhando para cá, acho que eu não sou a única que quer te dar um presente de aniversário. — brincou.
E Bella respondeu a brincadeira com um suspiro.
– Me deseje sorte, detesto ganhar presentes caros e se eu ganhar algo que seja abaixo de dois mil reais será lucro. — revirou os olhos.
Ela sabia que sua simples frase tinha sido escutada pelos Cullen.
Edward se chocara com a reação da namorada, quer dizer, ela preferia ganhar um livro velho à pulseira linda que ela vira na loja ontem e planejava comprar para dar a ela, quase como um símbolo da relação deles?
Segurou-se para não bufar, essa era Isabella, fazer o que?
Foi Jasper quem viu a garota abraçar Bonnie ternamente e logo avisou que ela se aproximava deles. Quando todos olharam, puderam ver que ela vinha lentamente, como um prisioneiro se aproxima da guilhotina. Achavam que era por conta dos presentes caros, talvez também fosse, mas eles não estavam na cabeça da garota, (ainda bem), então não sabiam que ela estava nervosa por dentro e, para piorar, a cada centímetro mais próximo que ficava deles, a cena do beijo com Damon mais cedo se repetia na sua cabeça.
"O que fazer? O que falar?" a frase passava em letrerios de neon em sua mente.
– Olá. — falou, levemente sem graça, finalmente havia chego perto.
– Isabella, quer explicar por que recusou nossas ligações? — Edward perguntou, autoritário.
Bella engoliu em seco.
– Bem, eu... Eu estava no banho e pedi para Bonnie recusar para mim, depois planejava retornar, mas acabei esquecendo, desculpa. — inventou qualquer coisa e surpreendeu-se por ter mentido tão bem.
Edward pareceu acreditar e Emmett, vendo o clima tenso que se instalara, decidiu pronunciar-se.
– Feliz aniversário, Bells! — parabenizou-a.
– Parabéns, Isabella. — Rosalie murmurou, junto de Jasper.
Ela não respondeu, ainda não sabia o que falar, então todos eles começaram a olha-lá curiosos e Bella se viu obrigada a sorrir forçadamente -como vinha fazendo muito ultimamente- para convencê-los de que não havia nada errado.
Como sempre, o sorriso dera certo e foi uma questão de cinco segundos para Alice gritar em alto e bom som, para quem quisesse (ou não) ouvir.
– Feliz aniversário Bella! — sorriu de ponta a ponta do rosto e abraçou a melhor amiga. — Espero que não se importe, mas será paparicada aos montes hoje e nem adianta recusar!
Edward e os outros riram da careta que ela fez.
– A começar por essas roupas, quem as escolheu? — a baixinha avaliou, enquanto deixava a cabeça cair de lado e pensava.
– Bonnie, foi ela quem me ajudou. — ela explicou e olhou na direção da Bennett.
Não deveria ter feito isso.
– Merda. — murmurou.
Bonnie estava perto de Damon e de Jeremy, os três apoiados contra o carro deste último conversavam animadamente, respirando fundo, Bella contou até mil e forçou-se a não reparar no quanto aquela blusa de mangas cumpridas destacava os músculos do Salvatore, tentava, muito menos, pensar na súbita vontade que a atingiu de abrir todos os botões da blusa, um por um e na sensação que ela experimentou de ter o corpo do outro perto do seu.
Sua respiração ficou ofegante e pouco a pouco ela conseguiu voltar a olhar para frente de novo e desviar os olhos de Damon.
– Merda, mesmo! — Alice revirou os olhos. — Sério, não combina contigo, Bella! Ainda bem que eu trouxe umas roupas para você no carro, um vestido lindo que você vai usar no seu aniversário, hoje de noite e um outro que eu já tinha separado, supondo que você fosse vir com algo... assim. — torceu o nariz, demonstrando nojo quanto a roupa que a Swan vestia. — E esse colar, vai tirar, por que o vestido que escolhi não é azul e nem de nenhuma outra cor que combine.
– À propósito... — Edward se pronunciou, sem nem deixar Isabella pensar nas palavras de Alice, ele queria e iria opinar sobre algo que ficara entalado em sua garganta. — Não ache que vai para Mystic Falls sozinha, só pode ir se eu for, lá é ensolarado, então adivinhe... — sorriu vitorioso. — E outra, eu não confio neles, você confia, mas não sabe se eles são perigosos ou algo assim, então se eu digo que não vai, tenho meus motivos! — assentiu, confirmando as próprias palavras.
Bella semicerrou os olhos, não tinha ligado muito quando Alice falara da roupa que estava usando, mas a ideia de tirar o colar não a agradou nem um pouco.
E o discurso ridículo de Edward só havia piorado a situação...
– Não, Alice! — protestou, com a raiva expressa em sua voz. — Não vou tirar não! É um presente, a droga de um presente que eu pretendo usar e com muito gosto, a propósito! Eu achei bonito, tanto quanto adorei as roupas que estou usando e não pretendo trocar só por que você acha que elas não caem bem em mim, chega! Quanto a você, Edward, se quiser eu vou para a Coréia do Sul, até onde me consta, meus pais são Charlie e Rennée, não você. — riu cínica. — Além de que, você tem idade para ser meu tatará avô. — sussurrou com um sorriso irônico nos lábios e ódio na voz. — O que falei sobre tentar me controlar? Parece que nenhum de vocês entenderam! — bufou e saiu andando escola a dentro, quando o sinal tocou.
(...)
Andou pelos corredores, passou pela aula que teria agora, mas viu que não tinha ninguém — apenas o professor, falando a verdade, que arrumava alguns papéis que ela supôs serem a preparação da aula.
Viu em algum canto da lousa o tema de hoje e assumiu que não queria, de jeito nenhum, estudar geografia local, não agora, quando sua cabeça estava em todos os lugares, menos na escola.
Respirou fundo e foi para o banheiro, matar aula uma vez não faria mal, faria?
Adentrou o lugar e olhou-se no espelho, apesar de estar com raiva e aflita, tinha que assumir que estava bonita. Percebera que Bonnie não havia somente escondido os chupões, mas também havia passado lápis em seus olhos, além de ela própria passar um brilho labial, apenas para não secar os lábios.
A roupa caia perfeitamente bem, ela se sentia confortável, mas ao mesmo tempo bonita... poderia se acostumar bem fácil com isso.
Encarou a pia de cerâmica e, depois de fazer um pouco de força, sentou-se em cima dela.
Não tinha risco de ninguém vir, olhou o relógio do celular que ficou no bolso, estavam todos em aula. Jogou a cabeça para trás, será?
Deveria se permitir a pensar agora?
Tarde demais, como uma torneira aberta, a enxurrada de pensamentos a atingiu em cheio.
Está certo que ela não deveria ter beijado Damon, mas algo dentro de si não a deixava se arrepender por aquilo, não, aquela parte a mandava justamente ir atrás dele e beijá-lo mais uma vez e Bella não sabia se deveria ignorá-la ou sucumbir a ela.
Só que ainda assim havia aquele maldito sentimento de culpa que preenchia, também, uma boa parte do seu ser. O que mais a irritava, era que ela não se sentia culpada por ter traído Edward, se sentia culpada apenas pelo ato de trair em si, preocupava-se com a sua reputação e não com os sentimentos do Cullen, algum canto em sua mente a dizia que se ele não pensava nos dela quando a mandava fazer coisas que ela não queria, por que ela deveria pensar nos seus? E não, Isabella não queria pensar assim, queria se arrepender de ter traído o namorado, queria pedir desculpas e, por fim, queria poder voltar a como era antes, quando ele ainda não era tão paranóico.
"Ele não era paranóico ou você que não enxergava direito"
– Não, não é assim... Edward agia direito comigo no início, agora que ele está estranho. — murmurou.
Pensou um pouco e lembrou da atitude dele de proibi-la de ver Jacob
– Será? — admitiu, mais baixo ainda.
Balançou a cabeça, expulsando tudo aquilo, não sabia do amanhã, mas tanto sua mente, quanto seu coração mandavam-na ir fazer algo agora mesmo e ela decidiu obedecê-los.
(...)
– Vai dizer o que quer? — Damon perguntou pela décima vez, meio impaciente.
Isabella o encarava há exatos vinte minutos, pensando nas palavras exatas da sua próxima frase, mas sempre que criava coragem para abrir a boca, suas cordas vocais a traiam e ela voltava a pensar se aquilo tudo tinha sido mesmo uma boa ideia.
O fato é que, depois de sair do banheiro, Bella mandou uma mensagem para Damon e pediu para que ele a encontrasse na quadra. Hoje não tinha educação física para nenhuma das classes e a limpeza tinha sido feita no mesmo dia de manhã, ou seja, era o lugar perfeito para que ela dissesse para ele o que queria.
Que queria que ele não falasse para ninguém sobre o ocorrido mais cedo e nem que falasse com ela por um tempo determinado, apenas para que ela pensasse.
Mas quem disse que ela conseguia falar?
Respirou fundo, a coragem tinha vindo outra vez, agora restava saber se suas cordas vocais não dariam para trás.
– E-Eu... — respirou fundo e satisfeita, por conseguir falar. — Eu queria te pedir para não contar a ninguém sobre mais cedo. — pediu.
– Mais cedo? O que houve hoje cedo? — ele ergueu a sobrancelha esquerda e a sombra de um sorriso irônico se formou no canto de seus lábios.
– Não se faça de idiota, Salvatore, nos beijamos, foi isso o que houve mais cedo! — explodiu. — E eu não quero que o clima fique mais estranho do que já está!
– Não quer que o clima fique mais estranho, ou não quer terminar com seu namoradinho? — deixou o sorriso se abrir.
– Ora, seu! Não seja idiota, se fosse esse o caso eu não estaria aqui te pedindo isso! — sua voz aumentou o tom.
– Okay, eu adoraria te ajudar, Isabella, mas não se de que beijo está falando. — ele deu de ombros e respondeu, a expressão séria.
– Como assim, Damon? É alguma piadinha sua? — semicerrou os olhos. — Nos beijamos hoje de manhã!
– Ah, sim! Acho que já sei de que beijo fala... — ele disse e ela pareceu levemente tranquila. — Foi desse?
E antes que ela pudesse falar algo, Damon tomou seu rosto com as mãos e a beijou pela segunda vez.
Mesmo que já tivesse sentido a maciez de seus lábios antes, a sensação que sentira antes, permanecia. Ela se sentia atraída, excitada e até levemente feliz–só não sabia por que.
Se sentia tão bem, que fora ela quem aprofundara o beijo e quase gemera quando sentiu a língua de Damon explorar cada parte de sua boca, como se nunca tivessem se beijado.
Era isso, Damon parecia beijá-la como se fosse a primeira vez, e isso a surpreendia de maneiras inexplicáveis.
Desta vez, porém, quando sentiu que perdia o ar e que Damon iria descer os beijos para o pescoço, conseguiu pará-lo.
Mas já era tarde demais, a bagunça já estava feita.
– Isabella!? — o grito assustado a fez voltar para a realidade.
Afastou-se de Damon e olhou para a porta da quadra, aonde viu um Edward assustado e com raiva ao mesmo tempo encarando-a.
Ela parou poucos centímetros a frente dele e o encarou.
– Então é por isso que tem estado estranha todos esses dias? — ele riu amargo. — Poderia ter me dito.
– Mas eu ia! — ela gritou e andou até ele.
– Quando? Quando se cansasse dele e fosse atrás de outro? — debochou.
Damon fechou as mãos em punhos e respirou fundo.
Tinha que fazer aquilo, afinal, era a felicidade dela e ele faria de tudo para vê-la tranquila, por mais que a ideia de o namoro dela com o Cullen acabar o agradasse -e muito.
Andou com a cabeça erguida até Edward e Bella ficou em choque quando ele a afastou e ficou cara a cara com o Cullen.
Antes de se pronunciar olhou para ela, a garota tinha lágrimas nos olhos e fungava, enquanto engolia em seco e olhava para o... namorado.
Fez uma leve careta ao pensar no termo, mas revirou os olhos.
– Vai defendê-la? — o Cullen perguntou, debochado.
– Para. — Damon revirou os olhos. — Você e meu irmão não sabem ser engraçados, irônicos, sarcásticos ou cínicos. Stefan ainda tem sorte de ser quando está bêbado e as vezes até que dá certo, mas você, você deveria desistir. — piscou.
– Mas hein? — ele franziu o cenho e se viu sem palavras. — Eu deveria te bater e não escutar seus conselhos!
– Então bata, valentão. — debochou e riu irônico.
Edward levantou a mão em punho, para desferir um golpe na face de Damon, mas o Salvatore foi mais rápido e segurou a mão dele, apertando-a com força e fazendo com que ele a movimentasse lenta e dolorosamente para trás.
– O que você é. — Edward murmurou assustado.
– Seu pior pesadelo, agora sugiro que pare de ser um idiota. — ameaçou e deixou as presas crescerem e as veias saltarem.
Bella arregalou os olhos em susto, nunca tinha visto aquilo, Damon também era vampiro? Afinal, que droga era aquela? Ela estava fadada a se envolver com seres sobrenaturais?
Continuou a observar a cena e viu que o moreno olhava exatamente nos olhos de Edward e então, suas íris diminuíram, enquanto ele continuava a segurar a mão de Edward.
– Você vai largar minha mão, voltar para a sala e esquecer tudo o que viu aqui. Depois, vai pedir desculpas a Isabella por ter sido um idiota mais cedo, no estacionamento e deixá-la ir para Mystic Falls quando ela quiser, você é o namorado dela, não o guarda-costas.– ditou.
– Eu vou largar sua mão, não aconteceu nada aqui. Isabella está certa, eu não deveria mandar nela e ela pode ir para Mystic Falls. — Edward repitiu, como se fosse um robô e então, quase que magicamente, soltou a mão de Damon, deixou a quadra e sumiu da vista dos dois.
– O que você é? — Bella teve coragem de perguntar, distante do Salvatore e com certo medo na voz.
– Vai dizer que não percebeu? — Damon virou-se e a encarou, o famoso sorriso sarcástico nos lábios.
– Isso é impossível! — ela berrou.
– Deveria ter me dito isso há cento e setenta e cinco anos atrás, sweet.– debochou.
Isabella bufou.
– Sou um vampiro de espécia diferente da do seu namorado, sim, sei o que ele é. — deu de ombros. — queimo na luz no sol, mas isso é evitado graças a pedra azul nesse anel que é enfeitiçado por bruxas. — ergueu a mão esquerda e mostrou o objeto que Bella já havia reparado antes, realmente, ele era lindo.
– Continue. — ela pediu, aproximando-se, quando ele deu uma pausa.
– Posso morrer com estacas de madeira no coração, mordidas de lobo, mas da espécie que só se transforma em lua cheia, não igual ao seu amigo. — ele foi rápido em diferir as espécies. — Tenho que ser convidado para entrar nas casas, consigo hipnotizar humanos e até, no caso, vampiros da espécie do outro ali e uma planta chamada verbena impede esse ato, mas somente com humanos, vampiros da raça do seu namorado mesmo que usem não interessa, é como se afetasse a eles também. Eu posso comer, beber, dormir e não posso reproduzir, mas adoro tentar. — piscou.
Isabella ignorou o último comentário malicioso e focou-se na sua curiosidade.
– É estranho, mas fascinante ao mesmo tempo... não entendi, como assim essa planta não funciona com eles? – perguntou, agora já mais perto.
Os dois estavam parados aonde estavam antes, perto da cesta de basquete, cara a cara, centímetros os separavam.
– Esse seu colar ai, por exemplo, ele é banhado a verbena, digamos assim e enquanto você estiver com ele, não posso hipnotizar você. — apontou com a cabeça para o colar que a Swan usava e ela agilmente tocou a pedra azul. — Já a outra raça é inútil, não funciona com eles. Posso hipnotizá-los eles usem verbena, ou não. Como eu disse, é como se não funcionasse com eles, não me pergunte o por que, acho que isso é pelo fato de nossa raça ser mais forte do que a deles, afinal, ao contrário da deles, nós ficamos mais fortes conforme o tempo, eu, por exemplo, poderia perder numa luta para um vampiro de duzentos anos. Já os outros, se não me falha a memória, os recém-criados são mais fortes do que os mais velhos, não é isso?
Bella assentiu, confirmando as palavras dele.
– E o sangue, como funciona? — questionou, um pouco mais temerosa.
– Eu me alimento de sangue humano, mas diferentemente da outra raça, não preciso matar para me alimentar. Tomo o suficiente, apago a memória e pronto, a pessoa pode sair e viver sua vida feliz e normal. — revirou os olhos.
– Como assim? — ela se viu surpresa, afinal, estava acostumada com Edward dizendo que, caso se alimentasse de sangue humano, teria que matar a vítima, por que se a deixasse viva, seu veneno a transformaria. Bastava uma mordida e a pessoa experimentaria as belezas de ser imortal.
– Nossa transformação também é diferente. — explicou. — Um humano toma nosso sangue, morre com ele no organismo, acorda, bebe sangue humano e assim completa a transformação. Caso não tome sangue humano, ele morre dentro de algumas horas, normalmente, umas sete horas.
A Swan engoliu em seco, realmente, a quantas coisas ela não estava alheia? Tudo isso graças a superproteção de Edward e sua família. Bruxas, vampiros e lobos de espécies diferentes... E ela nunca tinha ouvido falar sobre nenhum deles sequer. Aliás, até duvidava que os Cullen soubessem de algo, são tão apegados ao mundo deles, achando que sabem de tudo apenas pelo fato de Carlisle ter passado um tempo ao lado dos Volturi e Edward poder ler mentes, quando na verdade, o próprio Edward demonstrou ser mentira quando, estupefato, perguntou para Damon o que ele era.
– Bem, é isso ai. — ele piscou. — Mais alguma dúvida, senhorita Swan?
– Quantos anos você tem? — ela tombou a cabeça de lado, genuinamente curiosa.
– Cento e setenta e cinco. — ele não tardou a responder.
– Não, quantos anos tinha quando foi transformado?
– Vinte e cinco, mas não espalhe para ninguém. — piscou, fazendo a garota rir.
– É isso que eu queria. — ele sorriu e abraçou-a de lado.
– Você tem um irmão? — lembrou-se e casualmente o questionou, enquanto eles andavam em direção à porta da quadra.
– Sim, tenho sim.
– Ele também é...
– Sim, ele é. — ele assentiu e riu, pelo fato de ela não ter terminado a frase.
– Vai me contar a história da transformação de vocês?
– Talvez, um dia eu te conte. — ele sorriu torto e Bella entendeu que a conversa tinha terminado ali.
E assim, os dois saíram da quadra, rumo à aula de história...
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