Sweet Blood

13 Capítulo 13 - Happy Birthday, or not...


Notas iniciais
Heey! Três dias depois, as postagens estão ficando mais frequentes e tudo isso graças a vocês. Queria agradecer a recomendação da perfeita da Lele Salvatore, obrigada anjo! E, queria anunciar de antemão que estou pretendendo criar um grupo pra fanfic, no whatsapp. As interessadas me mandem uma MP com o número, DDD e nome que eu terei o maior prazer em adicionar vocês lá, viu? Decidi fazer esse grupo justamente para aumentar esse contato com vcs e QUEM SABE eu dê alguns spoilers, pq né? AUSHAUSHAUSH Enfim, gente, obrigada pelo carinho gigantesco de vcs, amores! Nem sei aonde eu estaria sem tudo isso! Bem, esse capítulo só tem 3.000 palavras e pouco, mas mais capítulos com 6.000 virão, podem ter certeza. Eu gostei de escrever esse em termos de, bem... situações, vamos dizer assim e "expressão de sentimentos". Espero que vocês também gostem! Kissus, Beeah, nos vemos nas notas finais.

Capítulo 13 — Happy birthday, or not...

Narradora.

Encostou-se na janela do carro, enquanto Edward acelerava e eles saiam da FHS, rumo a casa dele, para que ela se trocasse e começasse o pesadelo da sua amada festa de aniversário.

Respirou fundo e tentou processar todas as informações que Damon a passara.

Ele era um vampiro e por mais que agora ela soubesse de tudo, ainda era estranho para ela pensar naquilo, a única espécie que ela conhecia era a de Edward, não imaginava que pudesse existir uma espécie tão mais... complexa que a deles, eram tantos detalhes!

Compulsão, morte com estaca de madeira, não poder entrar em casas sem ser convidado, anéis enfeitiçados para não queimar no sol, mordida de lobos... E tudo isso só fazia Isabella pensar em quantas outras milhares de coisas ela não tinha a mínima ideia da existência, tudo isso por causa da maldita proteção exagerada de Edward.

Tudo bem protegê-la de transmorfos (como Damon havia classificado Jacob e seus amigos), com sua raiva sua raiva descontrolada, mas era desnecessário proibi-la de viver uma vida humana e normal! Ela queria ter amigos, queria ir para festas, queria se divertir... E só percebera o quão urgentemente queria aquilo quando passou aqueles poucos dias ao lado de Bonnie, Jeremy e Damon.

Talvez, se ela nunca tivesse os conhecido, ainda estaria cega e acharia que todas as atitudes de Edward eram certas, talvez ela concordaria com Alice querendo usá-la como Barbie, talvez, bem, talvez, ela ainda fosse a marionete particular deles e continuasse concordando com tudo...

Sim, por que Edward fora hipinotizado, não ela! Bella sabia das verdadeiras intenções de seu namorado, cada palavra dita por ele corroia-a por dentro, mais e mais. Aquela tinha sido a gota d'água, o seu limite tinha sido atingido, seu orgulho, ferido.

Era inevitável pensar, mas e a conversa que tiveram na floresta? Por acaso eles se esqueceram que haviam prometido nunca mais controlá-la? Aparentemente sim, mas não ela, ela não conseguia simplesmente esquecer, como Damon fizera com Edward.

Tinha que admitir, surpreendeu-se com a eficiência da hipnose. Tanto que, quando adentrou a sala de biologia, logo após o intervalo, decidiu sentar ao lado de Edward e levou um susto quando ele sorriu amigável para ela e cumprimentou-a com um "Olá, meu amor".

Por mais que isso aliviasse seu lado e ela soubesse que não iria ser considerada uma vadia por Edward e seus irmãos, achava que talvez fosse melhor que ele ainda se lembrasse, seria muito mais fácil botar um ponto final em sua relação com Edward enquanto ele estava com raiva e disposto a fazer o mesmo, do que agora, quando ele não sabia de nada e achava que estava tudo bem.

Bufou e olhou para frente, vendo que Edward a encarava com curiosidade.

– Já faz meia hora que chegamos, mas você estava tão concentrada em pensar, que eu resolvi esperar. — ele riu. — Vamos, Alice virá daqui a pouco te trocar... tem certeza de que quer ficar com esse colar?

E, mais uma vez, subitamente, ela levou a mão até a pedra e passou o polegar sobre ela.

Respirou fundo e soltou o cinto, saindo do carro logo depois, deixando Edward com uma cara de tacho para trás.

Se recusava a falar sobre o colar, ela gostava dele, dele e de se lembrar dos beijos que Damon e ela deram.

Era isso, não conseguia mais esconder, tinha gostado dos dois beijos, a quem queria enganar, afinal?

Passou rapidamente pela porta e encontrou Alice a encarando como se fosse uma criança, olhando o doce que tanto deseja.

– Bella! — exclamou animada. — Ainda bem que veio, achei que não viesse por causa da briga no estacionamento. — deu de ombros.

A baixinha analisou-a e respirou funo.

– O vestido não combina com esse colar, então também podemos pegar um outro, se você quiser! — sorriu mais animada do que antes. — Eu tenho tantos colares, Bella! Você vai amá-los e, com certeza, eles serão mais bonitos do que esse.

– Alice! Pare! — ela berrou, botando as mãos na lateral da cabeça e respirando fundo. — Cale a boca, por favor, vou colocar um vestido branco que ganhei de Rosalie e desço assim que terminar de me arrumar. — respondeu de qualquer jeito, arrumou a mochila nos ombros e subiu as escadas.

Estava sem clima nenhum para festas, sinceramente, só queria voltar para casa e dormir um pouco... Entrou no quarto de Edward e abriu o armário, revirando-o levemente até achar o vestido que procurava.

Ele era tomara que caia e tinha algumas rendas, ia até um pouco acima dos joelhos. Como sabia que ficaria com frio, ainda puxou um casaco.

Bella havia ganhado esse vestido de Rosalie e prometera usá-lo, bem, aquela era a hora.

Despiu-se e fez questão de guardar a roupa na mochila, para que não corresse o risco de ver Alice jogando-a fora.

Subiu o vestido pelo corpo e arrumou-o, para que não ficasse torto, vestiu uma sapatilha que tinha ganhado de Esme e depois colocou o casaco. Deixou a mochila ali mesmo.

Olhou-se no espelho, o lápis ainda não tinha saído, bem como a base, ainda bem.

Desceu as escadas e viu todos os Cullen num semi-círculo na ponta da mesma, assim que passou por eles, ficando exatamente na frente de todos, Alice sorriu para ela e sumiu rapidamente, indo até a mesa e voltando com um embrulho retângular.

– Esse é de Rosalie. — explicou, animada, enquanto entregava para a loira.

– É um colar... — falou e deu de ombros, entregando-o.

– Obrigada. — Bella pegou e devolveu a Alice, que sumira novamente, voltando com uma máquina e outra caixa na mão.

Fez Bella aproximar-se mais de Edward, indicando que iria tirar uma foto.

– Mostrem-me o Amor! — ela brincou, registrando o momento logo depois.

Bella estava simplesmente ao lado de Edward, ela não tinha um sorriso propriamente dito na cara, mas Edward pareceu animado.

Logo depois, a Swan pegou a caixa quadrada das mãos agitadas de Alice e percebeu que a mesma estava vazia.

– Este é de Emmett... — a baixinha começou.

– E já está instalado no seu carro, é um som, finalmente um que preste para aquela coisa que chama de carro. — brincou, interrompendou a outra.

Bella revirou os olhos.

– Não odeie meu carro, obrigada. — piscou e Emmett riu, junto de Rosalie, que mesmo tentando, não conseguira disfarçar.

Não tinha tanta raiva de Emmett ou Rosalie, então fora fácil brincar com eles, mesmo que rapidamente.

– Abra o de Esme e Carlisle! — saltitante, Alice voltou mais uma vez com um embrulho prateado em mãos e fino, parecido com um cartão.

– Apenas algo para iluminar seu dia. — Carlisle lançou a dica.

– Você parece um tanto quanto... pálida. — Esme riu.

Tentou abrí-lo, mas mesmoo fazendo força, não conseguiu.

Um pouco mais de força e então sentiu uma leve dor na ponta do indicador, levou-o até seus olhos.

– Me cortei, eu...

Mas antes que pudesse terminar a frase, sentiu Edward empurrá-la e então, o choque de suas costas batendo contra o móvel aonde Alice pegava os presentes. A dor do vidro cortando seu braço era enorme, os cortes estavam profundos e dolorosos, haviam cacos com sangue -o seu sangue- pelo chão, olhou o braço, mas ainda assim ela conseguiu ver o desenrolar da cena.

Jasper fora jogado contra o piano, porém não desistira, queria mais do que sentir o doce aroma que empestiara a sala, Emmett e Rosalie o seguraram, Alice parou na sua frente.

– Jazz, Jazz! — tentava acalmá-lo. — Está tudo bem, é só um pouco de... sangue. — E estava feito, o cheiro adocicado invadiu suas narinas e ela se segurou para não descontrolar-se.

Edward, talvez, depois de Carlsile, um dos mais controlados, postou-se na frente de Alice.

Mas era irônico, ele não sabia se conseguiria segurá-la, e nem segurar-se...

O pensamento de todos ali era sobre o quão doce e atrativo o cheiro do sangue de Isabella era e ele não conseguia negar, seus instintos mandavam-no atacá-la, mas ele não conseguia, tinha que se controlar, para o bem de Isabella e para seu próprio bem.

– Tirem Jasper daqui. — Carlisle agaixou-se rapidamente ao lado de Bella e segurou o braço que sangrava, ardia.

Ela examinou o próprio braço, não era a toa que todos estavam quase perdendo o controle -todos, menos Carlisle.

O sangue escorria feito água e já havia formado uma pequena poça perto de onde a estante de vidro costumava estar, não teria sido mais fácil empurrá-la para as escadas ou para perto do sofá do que em uma estante de vidro?

Ignorou seu pensamento, ao menos estava viva.

– Venha comigo. — Carlisle pediu, ajudando-a a se levantar.

Os dois andaram até o escritório, lá, Bella sentou-se na mesa de madeira, aonde toalhas, uma pinça e mais algumas coisas já se encontravam.

Observou Carlisle passar a toalha molhada no ferimento, havia apenas sangue seco em volta.

Perguntou-se como ele conseguia fazer aquilo.

Houve mais silêncio, apenas o barulho do fogo crepitando na lareira ocupada o espaço.

Carlisle deu alguns pontos, jogando o algodão com sangue no fogo, logo depois.

– Obrigada. — agradeceu. — Sinto muito por...

– Não foi culpa sua, Bella, é natural se cortar, certo? — riu. — Bem, Edward está te esperando com sua mochila e os presentes, na sala, para lhe levar embora.

– Okay, mais uma vez, obrigada. — sorriu agradecida, antes de se levantar e ir em direção a porta.

– E, Bella... Não culpe Jasper... — Carlisle pediu, antes que a garota saísse pela porta.

– Eu não o culpo, Carlisle, não se preocupe. — afirmou, sorrindo e finalmente deixou o local.

Andou até la embaixo e suspirou ao ver a bagunça.

Haviam cacos de vidro por toda a parte, o piano ainda se encontrava amassado, os quadros fora do lugar e a poça de sangue seco permanecia ali.

Finalmente olhou para Edward e ele inclinou a cabeça até a porta.

Os dois saíram e foram para o carro, entrando logo depois, Edward ligou-o e Bella apoiou as costas contra a poltrona, jogando a cabeça levemente para trás.

O caminho até a casa de Bella foi silencioso, assim que estacionaram na frente de casa, Bella arrumou as costas. O carro de Charlie não estava e ela se lembrou de ele dizendo que iria viajar para Port Angeles e voltaria em quatro dias.

Edward respirou fundo e isso irritou a garota, por que ela sabia que não era necessário.

– Precisamos conversar, posso passar aqui pela manhã? — pediu, sério.

– Claro. — respondeu, pegando os presentes e saindo do carro.

Entrou em casa rapidamente, jogou a mochila no chão, os presentes ela ainda tomou o cuidado de colocá-los em cima da mesa e então subiu para o quarto.

Olhou-se no espelho.

O vestido branco tinha uma enorme mancha vermelha escarlate, perto dos cortes, o lápis estava borrado pelo suor e ela podia ver a base começar a sair de seu pescoço.

Engoliu em seco e respirou fundo.

Encarou a cama e o sono gritou. Estava cansada.

Tirou as sapatilhas, afastou os cobertores e jogou-se na cama, sem se importar com mais nada, queria apenas dormir

(...)

No dia seguinte, acordou mais cedo do que o normal, uma sensação ruim a assolou.

– O que poderia ser pior do que quase ser atacada pelo irmão vampiro do seu namorado, vampiro? — riu irônica e levantou-se.

Olhou para o que vestia e reparou que ainda estava com o vestido de Rosalie, cansada demais para se trocar, colocou um moletom por cima e calçou os all-stars.

Apenas escovou os dentes e desceu as escadas. Não iria para a escola, não hoje, então poderia tomar seu café, dormir por mais algumas horas e depois tomar um banho.

Mas seus planos foram interrompidos pela campainha, enquanto ela ia sentar-se no sofá.

Refez seu trajeto e ao abrir a porta, deu de cara com Edward.

– Bem, será que podemos conversar?

– Claro. — assentiu e respirou fundo.

Passou pela porta e a trancou começando, logo em seguida, a seguir o namorado.

Ele foi com ela até o fundo do quintal de sua casa, que dava acesso a uma floresta, os dois andavam calmos e silênciosos, mas não era um silêncio bom, não, era um silêncio tenso.

A única coisa que ela podia ouvir era o seu coração batendo alto e descompassado, além dos all-stars quebrando os galhos que pisava pelo caminho.

Tudo o que ela via eram árvores, árvores e mais árvores. As florestas de Forks nunca foram tão interessantes, pareciam sempre com um cenário de filme de terror, as vezes, se perguntava como nenhum cineasta maluco tinha vindo fazer um teste para filmar algo por lá, mas depois pensava "Quem em sã consciência filmaria, por exemplo, uma sequência de “Jack o Estripador” naquela cidade?". Era tudo tão verde, tão escuro e tão assustador, que as vezes ela se perguntava o por que de ainda permanecer na cidade.

Respirou fundo e reparou que Edward havia parado, repetiu o gesto e postou-se alguns centímetros mais longe do Cullen.

– Nós vamos embora. — ele anunciou, sem rodeios.

– Quando? — questionou e mordeu o lábio inferior.

– O mais rápido possível, as pessoas estão começando a notar que Carlisle não aparenta ter vinte e cinco, precisamos nos mudar, antes que comecem a desconfiar.

– Entendi, tenho quanto tempo para arrumar as malas? — perguntou. — Acha que podemos passar na delegacia antes? Preciso contar para Charlie e...

Sua frase foi interrompida por uma risada seca.

A realidade lhe atingiu como uma facada no coração.

– Esse "nós", envolve quem, especificadamente? — sua voz se tornara ácida.

– Eu e minha família. — continuou firme e seco.

Ela assentiu

– Sinto muito, Bella, mas eu não te amo, não mais. Creio que pensei ter te amado, mas acho que era apenas pelo sangue, sempre foi.

– Mas... — balbuciou. — Não, eu...

– Desculpe, você não é boa o suficiente para mim, Isabella, foi um erro entrar nisso, nesse... relacionamento, você é apenas uma humana e eu um vampiro, um ser superior a você, nunca daria certo, eu não vivo para te proteger e percebi que tenho feito isso durante todo esse tempo, não, preciso pensar em mim mesmo e não em uma garota qualquer que morrerá em breve! — ele terminou, frio. — Só ao menos peço para que não faça nada de estúpido. — e então, virou-se de costas, pronto para sair.

– Não... — a raiva consumiu-a. — Não me peça nada, Edward! Não está no direito! Assim parece até que se preocupa comigo. — riu cínica. — Sabe, isso é um grande alívio para mim! Diz que eu sou um imã para perigos, mas eu não me lembro de ter sido atacada por um vampiro enquanto morava em Phoenix, com minha mãe! Talvez, o erro tenha sido meu, achei que me envolvia com um vampiro, com alguém que fosse divertido e não com um... covarde! Nunca me beijou direito, queria saber tanto o por que, é por que não me amava? Ou por que não era homem o suficiente para fazer isso? Você já beijou alguém decentemente na sua vida humana, Edward? Ou além de virgem também foi transformado sem ter beijado ninguém? — todas as palavras saiam de sua boca feito facas, afiadas, cortantes, ela queria machucá-lo, tanto quanto ele tinha feito com ela durante todo esse tempo. — Eu sou uma qualquer, uma humana, irei morrer cedo, mas e daí? Pelo menos tenho mais coragem do que você jamais demonstrou ter, aliás, mais coragem, mais amor! Qual é, você me amava ou me suportava? Se minha presença era tão ruim, poderia ter dito, me pouparia tanto tempo jogado no lixo e eu poderia ter sido feliz, sem você, sem Alice me fazendo de boneca, me manipulando com suas visões. Grande amiga, ela! Agora vejo que eu não era nada mais do que uma boneca que vocês controlavam, mas eu cansei, se você não fosse embora, acho que eu enloqueceria! Então, obrigada por terminar comigo, Edward, e que você tenha uma eternidade miserável! — cuspiu e deu meia volta.

Abraçou-se durante o caminho por causa do frio.

Apesar da dor, pelo menos tinha falado o que estava entalado em sua garganta, quem ele achava ser? Vampiro idiota!

Todos eles só queriam controlar sua vida!

Jacob, Edward, Alice... Todos!

Chegou na frente de casa e destrancou a porta, encarou o local... vazio, silêncioso, ah, silêncio, sempre tão perturbador e ao mesmo tempo tentador, subiu as escadas, Charlie não estava, era apenas ela, ela e sua imensa raiva que começava a aflorar aos poucos dentro de si.

Abriu a porta com força e andou até o meio do quarto.

Deixou-se iludir nas mãos de um idiota qualquer, por que não tinha terminado com ele antes, mesmo?

Ah sim, por que era uma cega, uma tola apaixonada.

As lágrimas caíram sobre seu rosto.

Ódio.

Já não bastava controlar sua vida, ferir seu orgulho, agora havia menosprezado-a daquela forma?

A respiração começou a ficar ofegante, a raiva começou a crescer mais e mais dentro de sí, sem nem pensar duas vezes andou até a cômoda, jogou o computador de lado com a maior força que pôde, chutou a mesa, a televisão, abriu o guarda-roupa e jogou todas as roupas para fora. Empurrou a cama.

A estante de livros foi seu próximo alvo, tirou todos de lá, sem se importar se iriam ficar desarrumados ou não, fora de ordem ou não, apenas jogou... Chutou a porta do banheiro e assim que aberta, ela gritou.

Gritou com todas as suas forças.

Entrou, abriu o armário e jogou tudo para fora, alguns cremes ela ainda pegou com força e atacou-os contra o chão, fazendo com que eles se estourassem.

Deixou a porta do armário aberta. Estava vazio.

Foi até o espelho, abriu-o com força, pasta de dente, fio dental, escovas e remédios, tudo no chão, junto dos frascos de perfume, shampoo e condicionador.

Viu um frasco de perfume, feito de vidro, vidro, sangue, corte, tacou-o no chão e observou o líquido perfumado espalhar-se feito seu sangue, no dia anterior.

Apoiou as duas mãos na pia e respirou fundo, olhou para o espelho e socou-o.

O sangue começou a escorrer em sua mão, como as lágrimas escorriam de seu rosto. O sangue corria livre, espalhando sua cor vermelha em sua roupa, deixando pequenas gotas na calça jeans.

Cambaleou até a parede, fraca, virou-se de costas e escorregou pela mesma.

Observou o caos ao seu redor, o cheiro de morango do shampoo misturava-se com o de flores do perfume, o frasco de protetor tinha estourado contra a parede e ela se encontrava toda branca, do meio até o fim, já o creme do cabelo espalhava sua cor rosa pelo meio do chão e ela soube que teria trabalho para limpar aquilo.

Mas não agora.

Botou as mãos nos olhos e encolheu-se.

Agora ela só queria chorar, chorar e lembrar do quanto foi idiota por deixar-se iludir com a ideia de namorar um vampiro.

O que ela estava pensando, afinal?

Que ele iria transformá-la, a sensação de não amá-lo mais iria passar e eles seriam felizes para sempre? Não, ilusão demais, sonhos demais, sonhos... todos quebrados, tal qual como o fino e frágil pote de vidro, em que ficavam as escovas de dente e agora estava lá, rachado no chão, despedaçado e letal, para qualquer um que tentasse pisar em cima dele.

É, talvez ela pudesse ser que nem aquele pote, se reerguer, mostrar para o mundo que Isabella Swan não iria se deixar abalar por causa de um namorado vampiro e hipócrita qualquer, não...

O sono a atingiu, o cheiro de sangue também, sangue, o corte do espelho só não era tão profundo quanto o do coração.

Talvez estivesse perdendo sangue demais, talvez fosse morrer.

Ou dormir, é, dormir seria bom agora.

Fechou os olhos, mas não sem antes ouvir alguém chamando-a.

– Isabella! — a voz gritou, desesperada.

Parecia Damon, não, ele tinha mais o que fazer, devia ser coisa de sua cabeça...

E então tudo ficou escuro...

Notas finais
E ai, o que acharam? Eu AMEI escrever a parte em que a Bellinha quebra tudo! Sempre quis fazer isso, Ops. UAHSAUSHAUSH sério! E o samba dela com o Edzito? Falei que Bella ia sambar com mais de 60 palavras, não falei! HAHA, sou demais, sempre cumpro o que falo U-U Caham... Mas e ai, será que é mesmo o Damonzito que foi salvar a Bellinha, o Edward, que se arrependeu depois das palavras da Bells ou o Jacob, querendo bancar o herói pra conseguir um espaço no coração da nossa frágil -porém não tão inofensiva assim- Isabella? Os palpites estão liberados, quero ver os comentários! Obrigada por tudo, lindas e lindos -algum menino lê essa fic? Se ler dá um "Oi" ai nos coments, AUSHAUSHAUSH. Kissuuus, Beeah!