Sweet Angel... Sweet Day
1 Capítulo 1
Acordei com uma dor de cabeça muito forte, sentei na beira da cama esperando a dor ir embora, e aos poucos conseguir disfarçar a dor que estava sentindo. Ao colocar a mão sobre a cabeça, na tentativa frustrada de fazê-la ir embora, percebi que minha mãe havia entrado no quarto.- Bom dia meu amor!- Oi mãe... — levantei para abraçá-la. Mas não consegui porque, ao levantar, perdi o equilíbrio e cai.- Tudo bem com você?! É a sua cabeça de novo, não é? Minha filha isso já foi muito longe, vou marcar uma consulta com a doutora Tere...- Mãe é só uma dor de cabeça, está tudo bem!Interrompi na hora. O que eu mais odeio nessa vida é medico. Mas admito que as minhas dores estavam ficando cada vez mais fortes.
- Não discute comigo! Sou sua mãe e eu digo o que você tem que fazer!- Tá, tá, tá! (quase matei a minha mãe xD... piadinha interna... :3 )* Faça o que a senhora quiser, mas pára de me estressar!Nada melhor do que uma briga matinal com a mãe pra melhorar o dia ( xD )*. Levantei e como de costume estava atrasada para a aula. Sem muita pressa tomei banho e me arrumei.Passei na casa da Shizuma-senpai e fiquei esperando a hora de ir pra aula. Quando mais uma vez, senti uma dor, porém dessa vez não só a dor de cabeça, foi uma dor aguda que me fez quase gritar de dor, foi quando percebi que estava na hora de ir ao médico. Peguei o telefone e marquei uma consulta com a médica, por sorte no mesmo dia. Ainda bem que não ia ter que contar nada a ninguém.Ao chegar no consultório, fiz todos os procedimentos que me pediram, disseram que o retorno era no dia 24 de dezembro (¬¬’ sim, tem doido que trabalha no natal, mas pra mim tanto faz nunca gostei dele)*.Durante todos os dias após os exames a única coisa que pensei era: “ espero que tudo esteja bem e que isso não passe de uma dor de cabeça comum que todos os seres vivos sentem de vez em quando”.Meus dias eram muito rotineiros, como estava de férias acordava em torno das 15 horas, arrumava a casa, estudava, ouvia música, assistia televisão e deitava na rede e via o amanhecer (não, não é o Breaking Dawn da Stephenie Meyer...)*.Fui ao consultório pegar o resultado dos exames, enquanto esperava a minha vez, vi um menino chorando porque queria ir pra casa, queria seu presente. Muito justificável, pois era natal! As secretárias como sempre, estavam concentradas em seu trabalho e tentando fazer a criança tomar o tal do remédio. Diverti-me vendo aquilo porque eu também sempre fazia birra.- Yumi-san.- Hai – respondi.- Pode entrar.- Olá Yumi. Como você está se sentindo? – disse a médica.- Estou com medo dos resultados.Ela abaixou a cabeça como se não fosse falar algo muito agradável, como se fosse um choque até para ela.- Yumi-chan eu lhe conheço desde que você ainda andava com fraldas, sou muito amiga da sua mãe e estou muito assustada com os resultados. — foi naquela hora que os meus olhos se encheram de lágrimas. – Os exames mostraram que você tem um tumor no cérebro e vai precisar fazer uma cirurgia muito arriscada, podem acontecer duas coisas: ou você morre ou você vai ficar com amnésia.- Minha mãe está lá fora. Como vou contar isso a ela?- Não precisa.- Como assim?Ela apontou para a porta espantada, e ao me virar vi minha mãe. Parada na porta, chorando.Acordei em casa, minha mãe ainda estava do meu lado, e ainda estava chorando. Conversamos durante horas, até o efeito do calmante que deram pra ela no consultório fazer efeito, algum tempo depois ela foi dormir.Pela primeira vez na minha vida eu realmente senti medo. Não senti medo porque eu poderia morrer, antes fosse; senti medo porque a outra chance seria a amnésia, e isso seria pior do que morrer. Iria esquecer tudo! Meus pais, minha família, meus amigos, meus estudos... ia ser como se não tivesse vivido. E o pior iria esquecer a pessoa que eu amo! Não queria deixá-la, não queria esquecê-la... Não queria esquecer aquele doce e adorável sorriso! Não queria esquecer a voz Dela! Não queria esquecer o quanto Ela era linda, e ficava mais linda ainda com raiva, ou com os ataques de ciúmes bobos que Ela tinha! Não queria esquecer aquela pele, aquele abraço, aquele BEIJO! AH... QUE BEIJO! Tão meigo, tão avassalador, tão tímido, tão NOSSO! Era como se Ela fosse um anjo só que sem asas!
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