Swan Lake
19 Riscos Biológicos
Notas iniciais
Capítulo 19: Riscos Biológicos
O Swan Lake Fazenda Hotel não era mais apenas um canteiro de obras rústico no coração do Texas; naquela noite de sábado, ele havia se transformado no epicentro do glamour rural das Américas. Lâmpadas de filamento dourado cruzavam os céus entre os galhos das oliveiras centenárias, criando uma cúpula de luzes flutuantes sobre o pátio central. O deck de madeira de lei, impecavelmente limpo após os protestos de Seth nas semanas anteriores, reluzia sob a iluminação subaquática azul-turquesa da piscina de borda infinita. Ao fundo, os vinhedos estendiam-se como um mar de folhas escuras sob a luz da lua prateada.
Celebridades de Los Angeles, magnatas do petróleo de Washington e os influenciadores de viagem mais cobiçados de Nova York desciam dos jipes e caminhonetes pretas de luxo, vestindo o que a imprensa de moda apelidara de country couture, botas de grife reluzentes, chapéus customizados e vestidos de seda esvoaçantes. Até a equipe de segurança da Taylor Swift já havia montado um perímetro discreto ao redor do chalé master, cujo enxovagem de travesseiros e lençóis de mil fios Alice organizara com precisão militar.
Eu cruzava os lounges ao ar livre vestindo um macacão de alfaiataria crepe na cor terracota, que desenhava perfeitamente a minha silhueta, e um salto alto que fincava autoridade a cada passo no deck. Meu cabelo castanho estava preso em um raio de cavalo alto e polido, e meus lábios exibiam um batom vermelho marcante. Eu era a própria imagem do triunfo executivo. A Swan Lake estava oficialmente salva, e o império turístico que eu idealizara em toda a minha vida agora respirava sob os meus pés.
— Bella, querida! O buffet está um escândalo, e os críticos da Travel + Leisure já estão na terceira taça do vinho tinto da safra ! — Esme aproximou-se com um sorriso radiante, segurando uma taça de cristal. — Você conseguiu. O resort é o maior acontecimento do ano no Texas.
— Obrigada, Esme. Sem o toque de vocês, eu não teria metade desse impacto visual — respondi, dando um sorriso genuíno.
Eu estava prestes a procurar Edward para darmos uma espiada no menu de sobremesas quando o ronco expansivo e desregulado de um carro cortou o som suave do quarteto de cordas que tocava perto da fonte. Não era um jipe VIP. Não era uma caminhonete de luxo. Era um conversível amarelo-limão, cujo teto solar estava abaixado apesar do clima frio e umido que fazia na noite texana.
O carro parou trincando os freios bem na entrada do tapete vermelho da recepção. Do banco do passageiro, uma mulher de cabelos castanhos claros quase loiras, vestindo um lenço de seda estampado com girassóis, óculos de sol gigantescos às dez da noite e uma túnica hippie-chic cheia de miçangas saltou antes mesmo que o motorista desligasse a ignição.
— A Flórida encontrou o Velho Oeste! Meu Deus, olha para este lugar! É puramente orgânico, energético! — a voz estridente e melodiosa ecoou por todo o pátio, fazendo três críticos de vinho pararem as taças no ar.
Minhas pernas congelaram no salto alto.
— Não... — murmurei para mim mesma, arregalando os olhos. — Não pode ser.
— Bells! Minha garotinha linda! — Renée Dwyer abriu os braços, correndo pelo pátio com uma energia caótica de furacão de classe cinco, ignorando completamente os cordões de isolamento. Logo atrás dela, carregando quatro malas de rodinhas gigantescas, um estojo de tacos de beisebol e um chapéu de palha que claramente não combinava com o Texas, vinha Phil, com o seu eterno sorriso ingênuo de atleta aposentado.
— Mãe?! Phil?! O que vocês estão fazendo aqui?! — corri na direção dela, sendo envolvida por um abraço sufocante com cheiro de óleo essencial de lavanda e spray de cabelo.
— Como assim "o que estamos fazendo aqui", Isabella?! — minha mãe se afastou, segurando meus ombros e me olhando de cima a baixo com aqueles olhos expressivos e hiperativos de sempre. — É a inauguração do seu império! Eu vendi três quadros de ioga abstrata no Florida Keys, mandei o Phil remarcar o treino da liga menor e pegamos o primeiro voo! Eu não perderia o seu triunfo por nada neste mundo!
— Oi, Bella! O Texas tem um ar incrível para a lombar! — Phil acenou, quase tropeçando em uma das malas ao tentar arrastá-las pelo cascalho.
Antes que eu pudesse absorver o choque da chegada surpresa, uma figura vestindo um terno xadrez impecável e uma taça de cerveja artesanal na mão, saiu de trás do bar de carvalho.
Charlie Swan travou no meio do passo. A sobrancelha dele subiu a um nível perigoso. O rosto do meu pai passou de "organizador orgulhoso" para "homem que acabou de pisar em um formigueiro".
— O que essa mulher está fazendo na minha fazenda? — Charlie resmungou alto o suficiente para que a primeira fileira da área VIP ouvisse.
Renée girou sobre o salto da sua anabela de juta, tirando os óculos de sol gigantescos e encarando Charlie com um sorriso que misturava deboche refinado e provocação pura.
— "Sua" fazenda, Charlie? Por favor, não me faça rir antes do jantar, a minha pele cria rugas de expressão — Renée disparou, ajeitando a túnica de girassóis. — Se não fosse pela inteligência da nossa filha, você ainda estaria comendo capim e conversando com os bois, esse terno xadrez... você roubou do figurino do seu bisa avô de 1917?
— Pelo menos o meu terno não parece uma cortina de acampamento hippie, Renée! — Charlie deu dois passos à frente, estufando o peito. — Isso aqui é um evento de prestígio! Você chegou fazendo escândalo, assustando todos os convidados!
— Os convidados estão adorando a minha aura, seu turrão chucro! — ela rebateu, dando um tapa brincalhão no ombro de Phil, que usou o estojo de beisebol como escudo humano. — Olha para o Phil! Ele viajou doze horas sem reclamar, e você já está aqui rosnando como um urso com dor de dente!
— O Phil não tem escolha, ele é um santo por aguentar você! — Charlie ironizou, virando o resto da sua cerveja.
— Ah, e você é um mártir, não é? A única coisa que você martirizou foi o meu juízo durante vinte anos!
Eu passei a mão pela testa, sentindo uma veia latejar bem na linha do meu coque alto. Dobrei os joelhos ligeiramente, ficando exatamente entre os dois, e ergui as mãos em um gesto de desespero absoluto.
— Por favor! Eu imploro! Por sanyo Antônio! — sussurrei dramaticamente, olhando de Charlie para Renée. — Façam uma trégua! Só por cinco horas! A imprensa internacional está aqui! Se vocês começarem a lavar a roupa suja no meio do meu evento, eu me jogo dentro da fogueira!
Alice, que surgira do nada ao meu lado segurando o seu tablet de alumínio, olhou para a discussão acalorada de Charlie e Renée, depois para mim, e soltou com uma risadinha maliciosa:
— Nossa... Esses dois me lembram tanto um outro casal que vive se arrengando pelos cantos dessa fazenda...
Renée virou a cabeça na hora, com uma expressão de horror teatral, levando a mão ao peito:
— Credo, garota! Somos um EX casal! Que a deusa da natureza me livre de qualquer comparação com esse idoso ranzinza que é o Charlie Swan!
— O sentimento é inteiramente recíproco, senhora Dwyer! — Charlie murmurou, cruzando os braços e carrancudo.
Nesse exato momento, o som de botas de couro pisando com firmeza no deck chacoalhou a minha atenção. Virando o corredor dos chalés, vestindo uma camisa social preta perfeitamente ajustada aos seus ombros largos, calça jeans escura e o chapéu de feltro alinhado com uma elegância rústica avassaladora, surgiu Edward Cullen. Ele trazia duas taças de espumante e aquele sorriso de canto de boca que sempre fazia o meu joelho fraquejar.
— Perdi alguma coisa da recepção, patroa...? — Edward começou, mas parou ao ver o grupo reunido.
Aproveitei a oportunidade para salvar a minha sanidade. Peguei Edward pelo braço com uma possessividade adorável, puxando-o para o centro da clareira e encostando o meu corpo no dele.
— Mãe... Phil... — sorri radiante, o olhar brilhando ao olhar para o homem ao meu lado. — Quero apresentar para vocês o responsável por eu não ter enlouquecido nos últimos meses. Esse é o Edward. O meu cowboy lindo.
Edward deu um sorriso charmoso, tirando o chapéu de feltro com um gesto impecável de cavalheiro texano e estendendo a mão grande para minha mãe.
— É um prazer enorme finalmente conhecê-la, dona Renée. A Bella me fala muito da senhora.
Renée piscou uma, duas vezes. Os olhos dela varreram Edward do topo do chapéu até a ponta das botas de couro cru. Ela olhou para os ombros dele, para o maxilar marcado, para a cicatriz charmosa no supercílio e, finalmente, para a forma como o braço dele abraçava a minha cintura com naturalidade.
O rosto da minha mãe se transformou em uma expressão de puro êxtase e divertimento. Ela deu uma risada alta, contagiante, jogando a cabeça para trás.
— Meu Deus do céu, Isabella! — Renée exclamou sem um pingo de filtro, fazendo Phil tossir e Charlie fechar a cara. — Agora tudo faz sentido! Agora eu entendi perfeitamente por que você abandonou o seu apartamento nojento de caro e não quer voltar para a Flórida nem pintada de ouro!
— Mãe! — senti minhas bochechas queimarem, mas soltei uma risadinha.
— O que foi?! Eu tenho olhos, minha filha! Esse homem é um absurdo! É um verdadeiro gostoso de capa de revista agropecuária! — Renée continuou, totalmente sem limites, dando um abraço efusivo em Edward, que ficou ligeiramente corado, mas rindo da espontaneidade dela. — Seja bem-vindo à família, rapaz! Você tem uma paciência de santo por aguentar a Bella quando ela entra no modo Charlie neurótico, e um bom gosto impecável!
— Ei! Eu estou bem aqui! — reclamei, mas Edward me puxou para mais perto, dando um beijo carinhoso e demorado na minha tempera, rindo baixo contra o meu cabelo.
— A sua mãe é extremamente sábia, meu amor — Edward provocou no meu ouvido, arrancando uma cotovelada fraca do meu cotovelo no seu abdômen tanquinho.
Renée já estava se dando maravilhosamente bem com todo mundo. Em menos de dez minutos, ela já tinha pegado uma taça de vinho com a Esme, elogiado a decoração da Alice, encantado o Emmett, que a chamou de "sogra do ano", e estava ensinando o Phil a dançar o dois-pra-lá-dois-pra-cá no pátio. A única exceção, claro, era Charlie. Toda vez que o meu pai passava por perto com a sua cerveja, Renée soltava um comentário sobre o caimento da calça dele ou sobre a falta de ritmo dos pés dele, fazendo Charlie resmungar e a Sue rir tentando acalmá-lo.
Conforme a madrugada avançava, os convidados VIPs começaram a se dispersar para a degustação de queijos no lounge principal. Edward segurou a minha mão delicadamente, entrelaçando nossos dedos, e me puxou com leveza para longe dos holofotes, em direção à borda iluminada da piscina de borda infinita, onde a névoa fria da noite texana criava um cenário mágico sobre os vinhedos.
— Você está deslumbrante hoje, patroa — ele sussurrou, puxando-me pela cintura até o meu peito colar no dele. O cheiro de amadeirado e sabão neutro dele me envolveu por inteiro. — De verdade. O resort está perfeito, mas você roubou a cena de todo o Texas.
— É...? — provoquei, passando minhas mãos pelo pescoço dele e ajeitando a gola da sua camisa preta. — Mesmo com a minha mãe dizendo para todo mundo que você é um gostoso de capa de revista?
Edward deu aquela risada grave, rouca, que arrepiava até o último fio da minha espinha.
— A sua mãe tem um olho excelente para talentos locais — ele brincou, deslizando os dedos pela minha bochecha com um carinho que fez o meu coração desacelerar de pura paz. — Mas eu só me importo com o julgamento de uma única mulher no mundo...a minha mulher...
— E qual é o veredito dela? — perguntei, ficando na ponta dos pés.
— Que o cowboy gostoso é todinho dela — ele respondeu, antes de selar nossos lábios em um beijo profundo, quente e cheio de promessas para o futuro.
A Swan Lake estava aberta, o império estava de pé, minha mãe estava arranjando confusão com o meu pai, e eu nunca estive tão absurdamente apaixonada.
Conforme a noite avançava, a atmosfera no pátio central da Swan Lake atingiu seu ápice absoluto. O murmúrio das conversas dos executivos e críticos de viagem começou a ceder lugar a um murmúrio eletrizante de expectativa. As luzes de filamento dourado que decoravam o pátio baixaram sutilmente, enquanto a iluminação do palco principal, montado estrategicamente em frente aos vinhedos sob a iluminação da lua prateada, ganhou um brilho aconchegante e acústico.
Edward, ainda segurando a minha mão com a firmeza morna que sempre me trazia paz, me conduziu suavemente para o centro da área VIP, bem na frente do palco. Minha mãe, Renée, ainda dava risadinhas ao lado de Phil, enquanto Charlie tentava disfarçar a curiosidade ajeitando o terno xadrez e Sue abafava sua risada com as mãos. Alice, Jasper, Leah, Garret, Seth, Emmett e Rosalie se aproximaram em silêncio, formando um círculo protetor e empolgado ao nosso redor.
Foi quando os primeiros acordes de um violão acústico ecoaram pelos alto-falantes de altíssima fidelidade. A multidão prendeu a respiração.
Passos elegantes cruzaram a penumbra e Taylor Swift surgiu sob o holofote principal, vestindo um vestido esvoaçante de tom creme que combinava perfeitamente com a estética country couture da noite. Ela ajustou o microfone, olhou para a plateia com aquele sorriso radiante e tomou a palavra:
— Boa noite, Swan Lake ! É uma honra absoluta estar aqui para celebrar a inauguração do Hotel Fazenda — a voz dela fez o público explodir em aplausos entusiasmados. Taylor sorriu, girando o corpo sutilmente para encarar onde Edward e eu estávamos parados. — Esta noite é sobre recomeços, sobre encontrar o seu lugar no mundo e, acima de tudo, sobre o amor que nos pega de surpresa. Antes de continuar o show, eu recebi um pedido muito especial. O veterinário chefe desta fazenda me procurou mais cedo e me pediu para cantar uma música em particular... dedicada à patroa marrenta dele.
A multidão soltou um humm em coro. Senti o meu rosto esquentar no mesmo segundo. Olhei para o lado, encarando Edward com os olhos arregalados, enquanto minha mãe soltava um ganido de empolgação e Emmett dava uma gargalhada abafada. Edward apenas piscou para mim, o sorriso de canto de boca reluzindo na penumbra.
Taylor Swiftdedilhou as cordas do violão, dando início à melodia inconfundível de Crazier:
"I'd never gone with the wind
Just let it flow
Let it take me where it wants to go
'Till you open the door
Now there's so much more
I'd never seen it before
I was trying to fly, but I couldn't find wings
But you came along and you changed everything..."
A voz suave e aveludada de Taylor preencheu a noite texana. Conforme a letra avançava, contando a história de alguém que apenas deixava a vida fluir até que uma porta se abriu para um mundo totalmente novo, Edward deu um passo à frente, virando-se para ficar de frente para mim.
Ele segurou a minha mão direita com as suas duas mãos grandes e calejadas, os olhos verdes fixos nos meus com uma intensidade que fez o chão sumir sob os meus saltos altos.
"You lift my feet off the ground
You spin me around
You make me crazier, crazier
Feels like I'm falling and I
I'm lost in your eyes
You make me crazier, crazier, crazier..."
Enquanto Taylor cantava sobre ter os pés tirados do chão e se perder nos olhos de quem se ama, Edward curvou o corpo e, com uma firmeza solene e emocionante, dobrou um dos joelhos no chão de madeira, ajoelhando-se aos meus pés no meio do evento do ano no Texas.
"I've watched from a distance as you
You made life your own
Every sky was your own kind of blue
And I wanted to know
How that would feel
And you made it so real
You showed me something that I couldn't see
You opened my eyes and you made me believe..."
O público ao redor prendeu a respiração. Minha mãe levou as mãos à boca, com lágrimas já brilhando nos olhos. Charlie travou no lugar, a expressão dura amolecendo completamente.
De dentro do bolso da sua calça jeans escura, Edward retirou uma caixinha de veludo negro. Ele a abriu com um movimento calmo, revelando o reluzente anel no estilo toi et moi. As duas pedras incolores — uma retangular e imponente, e uma delicada em formato de gota — brilhavam sob a luz dourada do palco, unindo-se em perfeito equilíbrio sobre o aro.
"You lift my feet off the ground
You spin me around
You make me crazier, crazier
Feels like I'm falling and I
I'm lost in your eyes
You make me crazier, crazier, crazier..."
— Bella... — a voz de Edward saiu grave, rouca, carregada de uma emoção tão pura que fez o meu peito tremer. Ele olhou para cima, encarando-me sob a aba do seu chapéu. — Eu passei a minha vida inteira correndo pelos campos deste estado, achando que o meu destino era apenas cuidar da terra e dos animais. Eu não sabia o que estava procurando... até você chegar com a sua pasta de documentos, a sua marra de Jacksonville e transformar a minha vida de ponta-cabeça. Você me fez ver coisas que eu nunca tinha visto antes.
Ele fez uma pausa, os olhos verdes marejados, apertando a minha mão com carinho.
— Eu cheguei a procurar um anel de diamante enorme, desses tradicionais, porque achei que era o que uma executiva do seu porte merecia — ele deu um sorriso fraco e emocionante. — Mas quando eu descobri o significado do toi et moi... de "tu e eu"... eu percebi que não existia outro anel no mundo perfeito para consolidar o nosso amor. Duas pedras diferentes, com cortes diferentes, unindo-se para formar uma joia única. É exatamente o que nós somos, patroa. O Texas e a Flórida, o campo e a cidade. Eu esperei a vida toda por alguém que me completasse dessa forma.
"Oh, baby, you showed me what living is for
I don't want to hide anymore..."
— Isabella Swan... você aceita assinar esse contrato definitivo comigo e ser a minha esposa? — ele pediu, com o coração escancarado na voz.
A música de Taylor Swift parecia emoldurar cada palavra do pedido. As lágrimas que eu tentara segurar finalmente transbordaram, correndo quentes pelas minhas bochechas.
— Sim! Mil vezes sim, meu cowboy lindo! — respondi, a voz embargada de felicidade.
Edward levantou-se em um salto, deslizando o anel toi et moi perfeitamente no meu anelar antes de segurar a minha cintura e me erguer do chão, exatamente como dizia a música. Ele me girou no ar e me puxou para um beijo apaixonado, profundo e selado sob os aplausos ensurdecedores de toda a Swan Lake, enquanto Taylor Swift finalizava os últimos acordes no palco.
"You lift my feet off the ground
You spin me around
You make me crazier, crazier
Feels like I'm falling
And I, I'm lost in your eyes
You make me crazier, crazier, crazier
Crazier
Crazier..."
O império estava inaugurado, o amor da minha vida estava ao meu lado, e o nosso contrato definitivo acabara de ser selado para sempre.
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