Swan Lake

20 Cláusulas de Confissão e Pilhas de Feno


Notas iniciais
Sejam muito bem-vindos ao Capítulo 20! Depois do show inesquecível da Taylor Swift e do pedido de casamento de tirar o fôlego com o anel toi et moi, o dia seguinte na Swan Lake não poderia ser diferente: um misto perfeito de momentos picantes, conversas de lavar a alma e aquele caos familiar de arrancar gargalhadas! ​Peguem um xícara de café bem quente, acomodem-se confortavelmente e boa leitura! 🎬✨

Capítulo 20: Cláusulas de Confissão e Pilhas de Feno

A manhã seguinte à inauguração do Swan Lake Fazenda Hotel surgiu no horizonte com um sol radiante de tom dourado, filtrando-se serenamente pela névoa baixa dos vinhedos. O perfume de orvalho fresco misturava-se ao aroma de café recém-passado e à madeira úmida da fazenda. No pátio, a equipe de limpeza já finalizava a organização do pátio, mas a energia que pairava no ar ainda era de absoluta vitória.

No entanto, no celebérrimo e reservado celeiro principal, longe do movimento dos funcionários e dos hóspedes VIPs que ainda dormiam nos chalés, a celebração era de uma natureza completamente diferente.

O ar dentro do celeiro era quente e denso, impregnado pelo cheiro doce do feno seco e do couro das celas. A iluminação vinha em feixes poéticos de luz solar que atravessavam as frestas das tábuas de madeira do telhado.

Edward me mantinha prensada contra uma pilha alta e macia de feno, com o seu corpo pesado e firme colado ao meu. A camisa jeans dele estava completamente aberta, revelando o peitoral esculpido e quente que subia e descia em uma respiração descontrolada. Meus braços estavam enlaçados em seu pescoço, e a minha mão direita reluzia a cada movimento, a pedra em gota e a pedra retangular do anel toi et moi refletiam a luz dourada da manhã como uma promessa constante.

— Você tem noção de que agora é oficial, não tem, patroa...? — Edward murmurou contra a curva do meu pescoço, distribuindo beijos quentes e mordiscadas provocantes que me faziam soltar suspiros baixos. — Não tem mais como voltar atrás. O contrato de noivado tá assinado na frente do Texas inteiro.

— E quem disse que eu quero voltar atrás, cowboy...? — respondi com a voz entrecortada, arranhando levemente a nuca dele e puxando-o para um beijo profundo, faminto e cheio de posse.

A minha blusa de seda já repousava sobre o feno a poucos centímetros de nós, e Edward deslizava as mãos grandes e quentes pelas minhas costas nuas, fazendo todo o meu corpo arrepiar. Ele soltou um rosnado baixo, aprofundando o beijo e me erguendo pela cintura para que eu ficasse ainda mais colada nele.

Foi exatamente nesse milésimo de segundo que o som pesado e inconfundível de botas de couro marchando com determinação na entrada de cascalho do celeiro ecoou pelo espaço.

— Edward?! Garoto, você tá aí?! — a voz grave, alta e inconfundível de Charlie Swan ressoou sob o teto alto de madeira.

O mundo parou.

Eu prendi a respiração no mesmo instante, arregalando os olhos em puro pânico. Edward travou sobre mim como uma estátua de bronze. O rosto dele passou do transe da paixão para o terror absoluto em questão de meio segundo.

— Puta que pariu... é o seu pai — Edward sussurrou, a voz falhando em um tom de desespero quase cômico.

— Ele vai te matar! Se ele me ver sem blusa na pilha de feno, ele não vai te dar outro soco, ele vai te jogar nos porcos! — sussurrei de volta, o pânico me fazendo caçar a minha blusa no feno às cegas.

— Fica quieta! Não faz um barulho! — Edward me instruiu em um sussurro frenético.

Com uma agilidade impressionante, ele me puxou delicadamente para trás de um bloco denso e alto de feno, cobrindo-me até os ombros e empurrando a minha blusa de seda para o meu colo. Ele me deu um rápido beijo de sobressalto na testa, arrumou a própria calça jeans com as mãos trêmulas e abotoou apenas dois botões da camisa social amarrotada, tentando desesperadamente disfarçar o suor na testa e o respiração ofegante.

Eu me encolhi atrás dos fardos de feno, prendendo o ar e segurando a blusa contra o meu peito, deixando apenas um pequeno espaço entre duas palhas para enxergar a cena.

Edward deu três passos largos para o centro do corredor do celeiro, passando a mão no cabelo acobreado desalinhado e tentando adotar a postura mais profissional e inocente que um veterinário noivo poderia ter.

— Ch-Charlie! Bom dia! — Edward disse, a voz saindo uma oitava mais alta do que o normal.Ele limpou a garganta rapidamente, cruzando os braços para esconder o peito semi-descoberto. — Eu... eu tava só conferindo os arreios da égua! Tudo certo por aqui?

Charlie caminhou pelo corredor, vestindo sua camisa xadrez habitual e segurando um chapéu nas mãos. Ele parecia estranhamente sério, mas não com a carranca brava que costumava ostentar. Edward deu um passo para trás, visivelmente tenso, mantendo o corpo como um escudo humano entre Charlie e o local onde eu estava escondida. O medo nos olhos do meu cowboy de levar outra surra do meu pai era palpável.

Charlie parou a dois passos de Edward, olhando para o chão por alguns segundos antes de erguer os olhos nos dele.

— Eu conversei muito com a Sue hoje bem cedo... e por isso eu vim aqui — Charlie começou, a voz saindo mais baixa e pausada do que o habitual. Ele pigarreou, parecendo desconfortável com a própria vulnerabilidade. — Eu sei que já tem um tempo, garoto... mas eu queria te pedir perdão pelo meu surto animalesco achando que a Bella estava grávida naquele dia.

Edward piscou, pego totalmente de surpresa. O ombro dele relaxou um milímetro, mas a tensão de me ter nua no feno a poucos metros continuava deixando-o em brasas.

— Charlie, não precisa... — Edward tentou intervir, erguendo a mão.

— Garoto, preciso sim — Charlie o interrompeu com firmeza, mas sem agressividade. Ele deu um suspiro profundo, olhando para o teto do celeiro. — Foi ridículo da minha parte fazer aquilo com você... A Bella é uma mulher feita, inteligente, e escolheu você para ser o parceiro de crime dela.

Encolhida no feno, senti o meu coração dar um salto no peito. Ajeitei a blusa sobre o peito com cuidado para não fazer um único ruído de palha.

Charlie deu mais um passo à frente, olhando nos olhos de Edward com uma seriedade quase paterna:

— Um dia você vai ser pai, Edward... e vai entender o que eu sinto. Para mim, a Bella não é uma executiva adulta de Jacksonville. Ela sempre vai ser uma garotinha sem dente... Eu nunca vou esquecer quando peguei ela no colo pela primeira vez, no hospital. Eu nunca imaginei que alguém poderia ser tão pequeno e tão delicado...

A voz do meu pai deu uma leve vacilada. Atrás do feno, meus olhos encheram-se instantaneamente de lágrimas quentes. Eu podia ver o perfil do rosto de Charlie, a expressão dura do ex-xerife amolecendo por inteiro ao relembrar o passado.

— E aí você sente aquele coraçãozinho batendo nas suas mãos... mãos que pareciam enormes e brutas ao lado dela — Charlie continuou, apontando para as próprias mãos calejadas. — E você sabe que não deveria amar nada no mundo tanto assim... e você espera fazer a coisa certa por aquela bebezinha. Espera estar lá para apoiá-la, para não deixar nada machucá-la... nem um braço quebrado, nem um pesadelo... ou um... um coração partido...

O silêncio que se seguiu no celeiro foi absoluto. Apenas o som do vento suave lá fora e o respiração contida dos dois homens.

Edward olhou para Charlie com um respeito profundo, a postura defensiva desaparecendo completamente. O tom do meu noivo ficou calmo, emocionado e solene ao responder:

— Eu entendo, Charlie. E eu juro pela minha vida que nunca, em momento nenhum, vou quebrar o coração da sua filha.

Escondida na palha, segurei um soluço emocionado contra os meus lábios, vendo o homem que eu amava e o meu pai selarem aquele momento com um aperto de mão firme e inesquecível.

Depois que Charlie deixou o celeiro com a promessa solene de Edward guardada no peito, precisei de bons dez minutos para me recompor do choro e sair da pilha de feno. Vesti minha blusa, dei um beijo apaixonado no meu noivo, que ainda estava visivelmente aliviado por ter saído vivo daquela conversa, e caminhei em direção ao complexo principal para tomar um pouco de ar.

O sol de meados da manhã agora brilhava alto, refletindo com intensidade na água azul-turquesa da piscina de borda infinita. À beira da água, estirada em uma espreguiçadeira com um biquíni de estampas tropicais, óculos de sol gigantescos e uma taça de suco verde na mão, estava Renée.

— Bells! Querida! Vem cá, senta aqui do meu lado! — minha mãe acenou animada assim que me viu aproximar, dando tapinhas na espreguiçadeira vaga ao seu lado.

Sorri, tirando as rasteirinhas e me acomodando ao lado dela sob o ombrelone.

— Curtindo a ressaca da inauguração, dona Renée? — provoquei, ajustando o meu anel toi et moi no dedo, que brilhava impecável sob o sol.

— Ah, a energia deste lugar é renovadora, Bella! — ela disse, abaixando um pouco os óculos para me olhar por cima da armação. Depois, soltou um suspiro nostálgico. — Mas sabe... eu fico pensando... sinto tanto a sua falta em casa. Agora que o evento passou e o resort está funcionando, o que você acha de levar o Edward para morar na Flórida depois do casamento? Jacksonville tem praias incríveis, a vida lá é tão mais vibrante!

Soltei uma gargalhada genuína, balançando a cabeça.

— Mãe, o Edward vai morrer se morar na Flórida! O oxigênio dele é isso aqui... a terra batida, o gado, a fazenda. Ele não duraria uma semana em um apartamento na praia sem ter uma bota de couro para calçar.

Renée deu um sorriso de canto, um olhar doce e maternal que raramente mostrava.

— É, eu sei... — ela suspirou, voltando a encostar a cabeça no estofado. — Mas eu estou tão feliz, sabia? Ver você assim, tão apaixonada e radiante... E ver que o chato do Charlie encontrou uma pessoa especial como a Sue também me deixa em paz... Sabe, Bells, apesar do seu pai ser um caipira neandertal, eu ainda amo muito ele.

Ajoelhei-me praticamente na espreguiçadeira, virando o corpo de vez e olhando para ela completamente assustada com a revelação.

— Você o quê?! Mãe... você fugiu para a Flórida levando a filha dele e afastou ele de mim por anos! Isso é amor, mãe?

Renée deu uma risadinha triste, sem o deboche habitual. Ela tirou os óculos de sol, revelando os olhos marejados e cheios de uma honestidade crua.

— Bells... eu era jovem demais e muito imatura. Eu queria muito mais do que isso daqui... eu era deslumbrada. Me arrependo horrores do que fiz com ele, porque eu fiz de birra. Eu queria que ele largasse tudo para ir para a Flórida comigo... mas ele nunca abandonaria os pais idosos e doentes aqui. Bella, eu amei muito o Charlie. E também sofri muito com as minhas escolhas impulsivas. Eu nunca amei alguém como amei ele, e se eu pudesse fazer as coisas diferentes, eu faria... Mas me conforta o coração saber que ele encontrou alguém que o ama como ele merece.

Fiquei sem palavras. Olhei para a minha mãe, vendo pela primeira vez a mulher vulnerável por trás do furacão caótico de sempre. Levei a mão à dela, apertando-a com carinho, compreendendo finalmente as dores do passado da minha família.

— Vem... vamos entrar antes que você me faça chorar de novo — murmurei suavemente, ajudando-a a se levantar.

Caminhamos juntas pela varanda até a grande sala de estar da mansão principal. A cena que encontramos lá dentro parecia uma grande reunião familiar de fim de ano.

Leah estava sentada no sofá principal, com a barriga de grávida bem proeminente e linda, cercada por caixas de presente abertas. Esme, Rosalie, Alice e Sue estavam em volta dela, desdobrando roupinhas minúsculas de bebê, enquanto Edward, Jasper, Emmett e Charlie conversavam perto da lareira com canecas de café.

— Meu Deus, olha o tamanho dessas coisinhas! — Renée exclamou, recuperando o humor instantaneamente e correndo até o sofá.

Aproximei-me da mesa de centro e peguei um macacãozinho de recém-nascido, azul-bebe, com pequenos cavalinhos bordados. Era ridiculamente pequeno. Um sorriso travesso brotou nos meus lábios. Segurei a pecinha no ar, virando-me na direção de Edward e dando uma piscadela provocante:

— Sabe, cowboy... olhar essas roupinhas até que me dá uma vontadezinha. Acho que quero um desse para mim em breve...

Edward engasgou no mesmo segundo com o gole de café, tossindo e ficando vermelho até a ponta das orelhas, enquanto Emmett soltava um urro de gargalhada e dava um tapa nas costas do meu noivo.

— Ah, eu amaria ser avó! Podem providenciar isso logo! — Renée rebateu rindo alto, batendo palmas de empolgação.

— Nem comece, Renée! A menina acabou de noivar! — Charlie bufou da poltrona, embora a cara de bravo não enganasse mais ninguém depois da conversa que tivemos no celeiro.

— Ah, cala a boca, Charlie! Deixa os jovens fabricarem meus netos! — Renée implicou, jogando uma almofada leve no colo do meu pai e incentivando ainda mais a ideia.

Esme, que dobrava um manta de lã, olhou para mim e para Edward com os olhos brilhando de emoção e concordo inteiramente:

— Eu amaria ser avó também! A casa é enorme, tem espaço de sobra para correrem muitos pezinhos por aqui.

Edward finalmente conseguiu se recuperar do engasgo, caminhou até mim e me abraçou por trás, escondendo o rosto quente no meu pescoço enquanto todo mundo na sala ria e comemorava.

Leah deu um sorriso radiante, acariciando a própria barriga por cima do vestido leve, e olhou ao redor para todos na sala.

— Afinal de contas, fazenda boa de verdade é uma fazenda repleta de crianças correndo por aí na mesma faixa etária! — Leah declarou, ajustando-se confortavelmente no sofá.

Garrett deu uma risada gostosa ao lado dela, balançando a cabeça e servindo-se de mais um pouco de suco.

Emmett, que não perdia uma oportunidade para entrar na bagunça, virou-se para Rosalie com os olhos brilhando e um sorriso de orelha a orelha.

— Loira, escutou a patroa e a Leah, né? Vamos fazer um neném também?! — Emmett provocou, abrindo os braços e fazendo uma pose dramática.

Rosalie soltou uma gargalhada elegante, cruzando as pernas e encarando o marido com aquele olhar divertido e afiado de sempre.

— Claro, grandão! Mas só se você gestar esse bebê... — Rose brincou, piscando para ele. — Eu não paguei uma fortuna para estragar a minha lipo HD agora!

A sala inteira explodiu em gargalhadas, com até o Charlie deixando escapar um sorriso de canto enquanto o caos e a alegria da Swan Lake preenchiam cada canto da casa.

Notas finais
Gente, que capítulo mais completo e delicioso de ler! A cena do celeiro foi um verdadeiro teste para o coração do Edward, coitado, o homem quase enfartou achando que ia levar outro soco do Charlie enquanto a Bella estava escondida no feno! Mas o discurso do charlie sobre o amor de pai e sobre a "garotinha sem dente" destruiu todas as minhas estruturas. ​E a conversa da Renée com a Bella na piscina? Tão necessária para curar as feridas do passado e mostrar que até os erros vêm de escolhas imaturas. Para fechar com chave de ouro, essa reunião da família com as roupinhas de bebê e a Rosalie avisando o Emmett que só engravida se ele gestar o bebê foi a ELITE da comédia! ​💬 QUERO SABER O SURTO DE VOCÊS NOS COMENTÁRIOS: Quem aí também ficou com o olho marejado na conversa do Charlie com o Edward? E quem está ansioso para ver essa fazenda cheia de mini-cowboys correndo no futuro? ​Não esqueçam de favoritar, deixar aquele comentário bem carinhoso e até o Capítulo 21! 💋🌾