Swan Lake
21 O Contrato Definitivo
Notas iniciais
Capítulo 21: O Contrato Definitivo.
O dia 13 de junho raiou sobre a Swan Lake com um céu azul cristalino e um vento suave que trazia o perfume das flores do campo. O clima na fazenda era duplamente especial: além de ser a tradicional Festa de Santo Antônio, o santo casamenteiro de quem Esme e as mulheres da fazenda tanto gostavam, era finalmente o dia do casamento de Bella e Edward.
A capela do Swan Lake, construída em madeira nobre com vitrais artesanais que refletiam a luz do sol em tons de dourado e azul, estava decorada impecavelmente. Guirlandas de flores brancas, ramos de oliveira e velas acesas ao longo do corredor de madeira davam um ar sagrado e acolhedor ao ambiente. O aroma de incenso leve e jasmim tomava conta do ar.
No quarto de noiva da mansão, o ritmo era de pura ansiedade e carinho.
— Isabella Swan, se você der mais um passo com esse salto antes de ajustarmos o véu, eu coloco uma rédea em você! — Alice exclamou, rindo enquanto ajeitava a tiara de pérolas no meu cabelo solto e ondulado.
— Deixa a menina respirar, Alice! — Rosalie interveio com um sorriso, terminando de ajustar as rendas do meu vestido.
Eu olhava para o espelho de corpo inteiro, quase inacreditada no que via. O vestido era de um caimento clássico e impecável em crepe de seda de ombro a ombro, com costas rendadas e uma cauda elegante que repousava no chão de madeira. No meu anelar esquerdo, o anel toi et moi reluzia sob a luz do dia.
A porta do quarto se abriu suavemente e Charlie entrou. Ele vestia um terno escuro impecável, com o chapéu de feltro seguro entre as mãos calejadas e a estrela de xerife brilhando na lapela.
Ao me ver pronta, meu pai parou no meio do quarto. Os olhos do velho xerife se encheram de lágrimas instantaneamente.
— Minha garotinha... — Charlie sussurrou, a voz embargada. Ele deu passos lentos até mim e pegou minhas mãos com um cuidado infinito. — Você tá a noiva mais linda que este mundo já viu, Bells.
— Obrigada, pai... — murmurei, segurando as lágrimas para não borrar a maquiagem.
Renée apareceu logo atrás dele, enxugando os olhos com um lenço de renda, enquanto Sue dava um abraço acolhedor em mim.
— É hora, patroa — Charlie sorriu docemente, oferecendo o braço.
Enquanto isso, no altar da capela do Swan Lake, Edward aguardava a minha chegada. Ele estava deslumbrante em seu terno ajustado, o cabelo acobreado perfeitamente alinhado e o olhar fixo na porta dupla de madeira. Ao seu lado, Emmett e Jasper ajeitavam suas gravatas, com Emmett dando tapinhas encorajadores nas costas do noivo, que não conseguia esconder as mãos levemente trêmulas de ansiedade.
As portas da capela se abriram de par em par. Os convidados postados nos bancos de madeira se levantaram em uníssono.
Ao som suave do violino e do piano executando uma versão emocionante de Turning Pages do Sleeping at last, Charlie me conduziu pelo corredor. Meus olhos se cruzaram com os de Edward no mesmo segundo. Vi o peito do meu cowboy arfar e lágrimas brilharem abertamente em seus olhos verdes. Ele soltou aquele seu sorriso torto inconfundível, visivelmente emocionado ao me ver caminhar em sua direção.
Quando chegamos ao altar, Charlie segurou a minha mão com carinho, entregou-a para Edward e disse baixo:
— Cuida do meu tesouro, garoto.
— Com a minha vida, Charlie — Edward respondeu, baixando o olhar com respeito antes de segurar a minha mão com firmeza e devoção.
Antes da troca final das alianças, a música mudou para uma melodia suave e infantil. Todas as atenções se voltaram para o início do corredor.
Caminhando devagarzinho com seus passos ainda incertos de um bebê de pouco mais de um ano, estava o pequeno afilhado de Bella e Edward, Jacob, o filhinho da Leah e do Garrett. Ele vestia um smoking minúsculo com um chapeuzinho de cowboy, segurando com as duas mãosinhas uma almofadinha de veludo onde reluziam as alianças de ouro.
A capela inteira soltou um "marmuro" apaixonado de comoção. Leah enxugava as lágrimas no primeiro banco, enquanto Garrett sorria orgulhoso. O pequeno chegou até nós com um sorriso banguela e entregou a almofada para Edward, que se abaixou, deu um beijo carinhoso na cabeça do seu afilhado e pegou os anéis sob os aplausos emocionados da família.
O padre abençoou as alianças sob a invocação do dia de Santo Antônio. Chegado o momento mais esperado, Edward virou-se completamente para mim. Ele pegou a minha mão direita, olhou no fundo dos meus olhos com uma intensidade que fez meu coração errar todas as batidas e proferiu seus votos:
— É uma coisa extraordinária conhecer alguém a quem você pode desnudar sua alma. Que aceita você como você é. Eu tenho esperado pelo que parece um tempo muito longo para ir além do que eu sou. E com a Bella, eu sinto que posso finalmente começar. Nenhum tempo com você seria suficiente... mas vamos começar com o para sempre.
Aquelas palavras penetraram a minha alma de um jeito avassalador. Minha garganta deu um nó; eu não precisava dizer nenhuma palavra, porque as lágrimas de puro amor e felicidade que rolavam pelo meu rosto, o meu sorriso trêmulo e a forma como apertei as mãos dele diziam absolutamente tudo o que o meu coração sentia.
Edward deslizou a aliança de ouro no meu dedo. Fiz o mesmo no dedo dele, com as mãos trêmulas de emoção.
— Pela benção do céu e pelo amor que os une, eu os declaro marido e mulher! — o padre anunciou com alegria. — O noivo pode beijar a noiva!
Edward trouxe meu corpo para junto do dele, envolvendo minha cintura com braços fortes e protetores, e selou nossos lábios em um beijo profundo, apaixonado e abençoado, enquanto os sinos da capela do Swan Lake tocavam festivamente e toda a nossa família explodia em aplausos, vivas e lágrimas de felicidade.
Anos Depois no Swan Lake...
O tempo passou na velocidade em que o sol cruza o céu do Texas, transformando dias agitados em anos repletos de conquistas, gargalhadas e memórias inesquecíveis. A Swan Lake já não era apenas uma referência no ramo de hotelaria e produção de vinhos; tinha se tornado o símbolo definitivo de uma família que aprendeu a transformar caos e amor no seu bem mais precioso.
Cinco anos após aquele inesquecível dia de Santo Antônio na capela, a tarde de domingo na fazenda trazia uma atmosfera mágica.
A grande varanda de madeira da mansão principal estava tomada pela família. Charlie e Sue relaxavam em um balanço de madeira, enquanto o ex-xerife observava o pátio com um cachimbo entre os lábios e um sorriso satisfeito. Renée, estirada em uma espreguiçadeira com seus óculos escuros e uma taça de espumante da casa, conversava animadamente com Esme sobre os preparativos das próximas férias em família.
Mas a verdadeira energia do dia estava no gramado central, onde o som de risadas infantis ecoava alto.
Jacob, agora um garoto esperto e corajoso de seis anos, liderava uma corrida épica de cavalinhos de pau. Logo atrás dele, correndo com pezinhos trêmulos pela grama macia, vinha a pequena garotinha de três anos de Bella e Edward, Charlotte, a perfeita mistura do pai e da mãe, com cachos acobreados, olhos expressivos e uma botinha de couro minúscula que não tirava dos pés por nada neste mundo.
— Cuidado com a curva, baixinha! — Emmett gritava do pavilhão, onde assava o tradicional churrasco com Jasper. — Se você cair, a sua mãe vai me fazer limpar o curral o mês inteiro!
Rosalie, sentada sob a sombra do ombrelone com um vestido impecável, soltou uma risada debochada:
— E com razão, Emmett! Se a minha afilhada ralar o joelho por sua causa, eu mesma ajudo a Bella a te colocar no curral!
A cena era o retrato do retrato perfeito de tudo o que haviam sonhado naquele primeiro dia de reuniões e contratos.
Edward saiu da adega carregando uma garrafa do mais novo lote de vinho da fazenda. Ele vestia sua habitual camisa xadrez de mangas dobradas, calça jeans e o mesmo olhar apaixonado e protetor de sempre. Ele caminhou em minha direção, onde eu estava encostada na cerca de madeira observando as crianças correrem.
Ele se aproximou por trás, envolvendo minha cintura com seus braços fortes e descansando o queixo no meu ombro. O perfume de madeira, poeira e o toque quente do corpo dele me trouxeram aquela mesma sensação de lar de anos atrás.
— Em que você tá pensando, patroa...? — Edward murmurou contra o meu pescoço, dando um beijo suave ali.
Girei levemente no abraço dele, com as minhas mãos repousando no seu peito enquanto ajustava a gola de sua camisa. Meu olhar passeou por cada detalhe daquele império: as videiras carregadas, a capela iluminada pelo sol poente, o barulho do gado ao longe e a nossa família reunida e feliz.
— Tô pensando em como tudo começou... — sorri, acariciando o rosto do meu cowboy.
Edward soltou uma risada baixa, aquele som rouco e gostoso que fazia meu peito aquecer, e olhou nos meus olhos com uma devoção profunda:
— Não teve contrato no mundo melhor do que esse, Bella. Você é a minha terra, o meu lar e o meu para sempre.
Segurei o rosto dele com carinho e o puxei para um beijo calmo, doce e profundo, um beijo que carregava o peso de cada batalha vencida, de cada risada compartilhada e da certeza absoluta de que aquele não era apenas o fim de um capítulo, mas o início de uma eternidade perfeita na Swan Lake.
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