Swan Lake
10 O Império Swan
Notas iniciais
Capítulo 10: O Império Swan
O sol da manhã seguinte não pediu licença; ele invadiu o meu quarto com uma luminosidade dourada que parecia carregar a mesma energia vibrante da noite anterior. Quando abri os olhos, o silêncio da fazenda era diferente. Não era o silêncio de um lugar esquecido pelo tempo, mas a calmaria sagrada de um território que havia acabado de ser coroado.
Antes mesmo de lavar o rosto, peguei o celular na cabeceira. Minha tela parecia uma usina nuclear de tantas notificações. O vídeo de Shania Twain cantando nos nossos vinhedos, postado por uma das maiores influenciadoras de Nova York, já passava dos dez milhões de visualizações. O perfil da Swan Lake no Instagram havia ganhado duzentos mil seguidores em menos de doze horas. Havia e-mails de agências de turismo de Austin, Dallas e até de Los Angeles, além de centenas de pessoas implorando por um link de agendamento para visitar a propriedade.
Sorri, sentindo uma onda de adrenalina puríssima correr pelas minhas veias. Eu havia prometido salvar a fazenda do meu pai, mas o destino estava me mostrando que eu estava prestes a fazer muito mais.
Quando desci as escadas de madeira do casarão, o cheiro de café fresco, bacon crocante e panquecas preenchia o ar. Na cozinha, a cena aquecia o coração: Charlie estava sentado à mesa com um sorriso que parecia não caber no rosto, os olhos grudados na tela do tablet que Alice o ensinava a usar. Sue estava ao lado dele, servindo mais café e acariciando o ombro do meu pai com um carinho evidente.
— Bells! Olha isso aqui, minha menina! — Charlie exclamou assim que me viu entrar, a voz embargada pela felicidade. — O prefeito ligou para a sede logo cedo! Disse que os hotéis da cidade já estão recebendo ligações de turistas querendo saber como faz para vir degustar o nosso vinho. Eu não sei se choro ou se peço para o Jasper comprar mais garrafas!
— Pode chorar de alegria, pai, mas manda o Jasper comprar as garrafas primeiro — brinquei, aproximando-me e dando um beijo no topo da cabeça dele.
— O engajamento está sustentável, Bella — Alice comentou, os olhos brilhando com a rapidez de um algoritmo de ponta. — O conceito Rústico-Chique virou tendência nacional. As pessoas estão obcecadas pela estética da fazenda.
A porta da cozinha se abriu com um estrondo familiar, e Emmett entrou pisando firme com suas botas sujas de terra, seguido de perto por Edward. Meu coração deu um salto estúpido no peito. Edward usava um jeans surrado e uma camiseta cinza que se moldava perfeitamente aos seus ombros. Seus cabelos bronzeados estavam desalinhados daquele jeito que me lembrava exatamente os meus dedos puxando-os na penumbra do celeiro.
Seus olhos verdes encontraram os meus instantaneamente. O canto da boca dele subiu naquele sorriso torto e marrento que me desarmava por completo.
— Bom dia para quem salvou o condado — Emmett berrou, pegando três panquecas de uma vez só com as mãos. Ele mastigou e olhou para Edward com uma cara confusa. — Ô, Edward, você conseguiu achar aquela ferramenta ontem à noite no celeiro? Eu juro que ouvi uns barulhos estranhos vindo de trás do feno, parecia uma égua engasgada ou duas pessoas tendo um ataque de asma... Mas quando entrei, não vi ninguém. Acho que o celeiro tá assombrado.
Engasguei com o meu primeiro gole de café. Sue bateu de leve nas minhas costas enquanto eu tentava recuperar o oxigênio, sentindo meu rosto corar até a raiz dos cabelos.
Edward, sem demonstrar um único milímetro de hesitação, serviu-se de um copo de suco e olhou para o irmão com a maior cara de paisagem do mundo.
— Devia ser o vento nas frestas da madeira, Emmett. Você sabe que o celeiro antigo é barulhento — Edward respondeu, a voz perfeitamente calma, mas o brilho de puro deboche nos olhos dele era direcionado totalmente a mim. Ele caminhou até o balcão ao meu lado e, aproveitando que Charlie e Emmett discutiam sobre fantasmas e ferramentas, inclinou-se sutilmente na minha direção. — Bom dia, patroa. O vento ontem à noite estava bem forte, não acha? E, a propósito... o batom borrado combinava mais com você.
Dei um pisão firme com o salto da minha bota no pé dele por baixo da mesa. Edward nem piscou; apenas soltou uma risada baixa e rouca que vibrou direto no meu estômago.
— Muito bem, família — limpei a garganta, recuperando a minha postura de autoridade e batendo palmas levemente para focar a atenção de todos em mim. — O sucesso de ontem foi maravilhoso, mas a internet tem memória curta. Se não transformarmos esse pico de atenção em uma estrutura permanente e lucrativa, em dois meses viraremos apenas uma lembrança bonita. Eu convoquei uma reunião e quero todo mundo na mesa da varanda em dez minutos. Carlisle e Esme já estão vindo.
Dez minutos depois, a mesa de madeira da varanda estava coberta por pranchetas, mapas da propriedade e o meu notebook aberto. Carlisle, Esme, Alice, Jasper, Edward, Charlie e eu estávamos reunidos sob a sombra fresca do telhado colonial.
Abri a tela do computador, revelando um projeto tridimensional que eu passara as primeiras horas da madrugada, após o nosso abraço no feno, desenhando com base em uma referência que eu considerava o ápice do turismo de experiência mundial: a estrutura de um ecoturismo de luxo completo.
— As pessoas gostaram do nosso vinho, mas o que elas realmente amaram ontem foi a experiência de viver o Texas dentro da Swan Lake — comecei, apontando para o mapa. — Vender garrafas nos dá um ótimo retorno, mas vender o estilo de vida Swan vai nos tornar um império. Minha proposta é usarmos a enorme área livre de terras nativas que temos bem perto da Capela de Santo Antônio.
Charlie franziu o cenho, olhando para o mapa.
— Aquela parte perto da igrejinha de pedra, Bells? Mas ali está praticamente intocado há décadas.
— Exatamente por isso, pai. Nós vamos construir o Swan Lake Fazenda Hotel — anunciei, virando a tela para eles e revelando as imagens de referência da Fazenda Hotel Vitória, que fica no norte do Brasil. — Não estamos falando de um hotel comum. O conceito é um resort rural de altíssimo padrão. Nós vamos erguer chalés rústico-chiques privativos, integrados à vegetação, para casais e famílias que querem fugir da loucura das grandes cidades.
Fiz um gesto com os dedos, passando os slides do projeto.
— Uma piscina principal com borda infinita que se projeta de frente para os nossos vinhedos, dando a ilusão de que a água deságua nas parreiras. O casarão principal terá um restaurante de alta gastronomia focado em pensão completa, servindo a melhor comida caseira e afetiva do Texas, com os nossos vinhos harmonizados em cada refeição. Além disso, teremos atividades como trilhas ecológicas, recreação infantil ao ar livre e passeios a cavalo guiados.
Olhei diretamente para Edward quando citei os cavalos, e ele arqueou uma sobrancelha, visivelmente impressionado com a escala do projeto.
— E o coração do negócio — continuei, apontando para a silhueta desenhada da Capela de Santo Antônio. — Aquela igrejinha histórica de pedra é um tesouro. Nós vamos restaurá-la por completo. Ela vai virar o cenário principal para casamentos de luxo no estilo destination wedding. Os casais casam na capela histórica com o pôr do sol do Texas ao fundo, fazem a recepção nos vinhedos e os convidados se hospedam nos nossos chalés. É um ciclo perfeito de faturamento.
O silêncio que se seguiu na varanda foi tão denso que era possível ouvir o vento balançando as folhas das videiras ao longe. Olhei para cada um ali, prendendo a respiração.
— Bella... — Jasper foi o primeiro a quebrar o silêncio, os olhos brilhando com a frieza de um homem de negócios que sabe calcular o valor de cada centavo. Ele puxou uma folha de rascunho, rabiscou alguns números rápidos e ergueu os olhos, maravilhado. — O valor da nossa terra vai triplicar no momento em que a primeira fundação for erguida. O mercado de casamentos de luxo movimenta bilhões e nós temos o cenário perfeito que nenhuma rede de hotéis consegue replicar. É genial.
— Genial?! É a perfeição em forma de projeto! — Alice deu um salto da cadeira, batendo palmas, os olhos vidrados na tela. — Eu já consigo ver a decoração dos chalés! Madeira de demolição, linho cru, lareiras de pedra e banheiras de imersão com vista para o pôr do sol! E os casamentos naquela capela? Eu vou organizar os eventos mais lindos que este estado já viu! Bella, me deixa projetar os interiores, por favor!
— Toda sua, Alice — sorri, sentindo o alívio tomar conta.
Esme olhou para Carlisle com um sorriso doce e acolhedor, voltando-se para mim logo em seguida.
— Uma hospedagem focada no calor da fazenda e no conforto de um resort... É maravilhoso, Bella. Vai trazer uma energia de renovação e vida para todos nós.
Olhei para o meu pai. Charlie encarava a imagem da Capela de Santo Antônio na tela, os olhos marejados mais uma vez. Eu sabia o que aquela igrejinha significava; era onde ele e minha mãe costumavam caminhar quando eram jovens.
— A igrejinha de Santo Antônio... — Charlie murmurou, a voz mansa, cheia de saudade e esperança. — A sua avô sempre dizia que aquele lugar tinha uma bênção especial, Bells. Ver aquela capela cheia de vida de novo, cheia de celebração... vai ser o maior orgulho da minha vida. Você tem a minha bênção total. Faça acontecer, minha menina.
Carlisle ergueu sua caneca de café, atraindo os olhares de todos.
— Ao Império Swan Lake — ele brindou, com um sorriso de profundo respeito. — E à mente brilhante que nos trouxe até aqui.
— Ao Império Swan Lake! — todos ecoaram em coro, brindando com entusiasmo, os rostos iluminados por um futuro promissor.
Após a reunião, a varanda virou um caos organizado. Jasper e Carlisle se trancaram no escritório para revisar os custos iniciais e as licenças ambientais, enquanto Alice e Esme começaram a desenhar os primeiros esboços dos chalés no meio da sala.
Aproveitei a movimentação para caminhar até o cercado principal do pátio, respirando o ar puro e tentando processar o fato de que a minha ideia havia sido aceita por unanimidade. Apoiei os braços na cerca de madeira, olhando os cavalos pastarem ao longe.
— Então agora, além de cuidar da saúde dos animais do condado, eu fui promovido a guia de turismo de luxo para ricaços de Los Angeles? — a voz de Edward surgiu ao meu lado.
Ele se escorou na cerca, imitando a minha posição. O vento da tarde balançava seus cabelos bronzeados e o cheiro amadeirado dele me envolveu instantaneamente, trazendo de volta a lembrança latente do beijo que ele havia me roubado no celeiro poucas horas antes.
— Você deveria estar agradecido, Cullen — brinquei, olhando de soslaio para o perfil perfeito do seu rosto esculpido. — Eu estou valorizando o seu passe. E eu exijo apenas o melhor serviço para os meus hóspedes. Cavalos escovados, rédeas de couro impecáveis e um guia com um sorriso bem simpático na recepção.
Edward soltou uma risada baixa, mudando de posição e virando o corpo de frente para mim. Ele deu um passo à frente, diminuindo o espaço até que a sua bota tocasse a ponta da minha. Ele esticou o braço, apoiando a mão na cerca logo atrás de mim, inclinando o corpo para que o seu rosto ficasse a poucos centímetros do meu.
— Eu posso ser bem simpático quando eu quero, patroa — ele sussurrou, os olhos verdes descendo pelos meus lábios com uma intensidade que fez meu pulso acelerar. — Mas você sabe que a Capela de Santo Antônio tem uma fama muito específica por aqui, não sabe?
— Fama de ser um patrimônio histórico lindo — respondi, mantendo o tom provocativo, embora o meu coração estivesse batendo forte contra as minhas costelas.
— Também — o sorriso dele se alargou, um misto de romantismo e pura audácia. Ele se inclinou mais um milímetro, o hálito quente roçando a minha pele. — Mas o povo do Texas diz que Santo Antônio não falha. Qualquer casal que entra naquela capela com segundas intenções acaba saindo de lá com uma aliança no dedo.
Edward ergueu a outra mão, usando a ponta dos dedos para afastar uma mecha de cabelo que o vento havia jogado contra o meu rosto, deixando os dedos grandes deslizarem suavemente pela minha linha do maxilar.
— Então me diz, Isabella... — ele murmurou, a voz grave e aveludada, carregada de uma promessa que me fez prender a respiração. — Você está planejando um hotel fazenda ali perto... ou está apenas planejando o nosso futuro?
Sustentei o olhar dele, sentindo a eletricidade queimar entre nós sob o céu aberto do Texas. O caubói marrento estava jogando pesado, e eu mal podia esperar pelas próximas rodadas desse jogo.
Sustentei o olhar verde e predatório dele, sentindo meu estômago dar aquele solavanco traiçoeiro. Inclinei a cabeça levemente para o lado, deixando um sorriso desafiador brincar nos meus lábios.
— O que você acha, cowboy? — murmurei, mantendo a voz baixa, exatamente no tom de um desafio.
Os olhos de Edward escureceram no mesmo segundo. O sorriso marrento sumiu, substituído por uma urgência que me arrepiou dos pés à cabeça. Ele deu o último passo que faltava, eliminando qualquer milímetro de espaço entre nós. Suas duas mãos espalmaram na madeira áspera da cerca, uma de cada lado do meu corpo, prensando-me com firmeza e possessividade contra a estrutura enquanto o calor do seu peito irradiava contra o meu.
Ele abaixou o rosto até que nossos narizes quase se tocassem, o cheiro de sabonete e madeira me inebriando por completo.
— O que você acha de uns cinco pirralhos correndo por essa fazenda? — ele perguntou, a voz saindo em um sussurro rouco e denso que fez as minhas pernas fraquejarem sob o jeans.
Soltei uma risada soprada, tentando usar o deboche como escudo para o fato de que o meu coração estava prestes a rasgar a minha caixa torácica. Apoiei as duas mãos no peito largo dele, sentindo os músculos rígidos sob a camiseta cinza.
— Você já está pensando em filhos? — provoquei, deslizando as unhas levemente pelo tecido. — A gente mal se beijou, cowboy...
Edward não recuou. Pelo contrário, ele avançou mais, o peso do corpo dele me prendendo com uma pressão deliciosa contra a cerca. Ele soltou uma das mãos da madeira e levou até o meu pescoço, o polegar acariciando a linha do meu maxilar com uma devoção que me deixou sem ar.
— Eu quero ter filhos com você, eu vou casar com você, patroa... — ele declarou, sem um pingo de hesitação, os olhos fixos na minha boca. — Eu quero você de todos os jeitos e formas possíveis.
Engoli em seco. A intensidade de Edward Cullen não era brincadeira, mas eu era Isabella Swan. Ergui o queixo, usando toda a força de vontade que me restava para não puxar a nuca dele ali mesmo.
— Não me ilude, cowboy... — murmurei, sorrindo de canto, passando o dedo indicador pelo centro do peito dele. — Na escola que você estuda, eu sou a diretora. Essa sua lábia não me engana.
O sorriso enviesado voltou ao rosto dele, agora carregado de pura malícia e luxúria.
— Ah, não? — ele sussurrou contra os meus lábios.
Não houve tempo para responder.
Edward me tomou em um beijo avassalador, cinematográfico e completamente desesperado. Não era um flerte, era uma reivindicação. A língua dele invadiu a minha boca com uma fome absurda, apagando qualquer vestígio de controle que eu fingia ter. Minhas mãos, que antes tentavam mantê-lo afastado, subiram instantaneamente para os cabelos bronzeados dele, puxando-o com força, enquanto ele envolvia a minha cintura e me erguia na ponta das botas, colando nossos quadris de um jeito que me fez arfar durante o beijo.
O calor do sol do Texas não era nada perto do incêndio que estávamos causando ali no pátio. O beijo apaixonado evoluiu para um amasso pesado em questão de segundos. As mãos dele desceram para apertar a minha lombar, os nossos corpos se esfregando com uma urgência quase indecente contra a cerca de madeira. Eu estava completamente entregue, rendida à lábia e ao toque daquele caubói descarado.
— Bom... eu disse que quem desdenha quer comprar, não é mesmo?
A voz feminina, carregada de ironia e divertimento, estalou no ar feito um chicote.
Edward e eu nos separamos em um pulo, assustados como dois adolescentes pegos matando aula. Meu coração disparou pelo susto enquanto eu tentava, desesperadamente, arrumar a minha blusa e recuperar o fôlego. Edward pigarreou alto, o rosto completamente vermelho, passando as mãos trêmulas pelos cabelos bagunçados e dando um passo desajeitado para o lado.
Olhamos para o lado e lá estava Leah, encostada na lateral do estábulo, de braços cruzados, segurando um balde de ração e com um sorriso de orelha a orelha que misturava triunfo e zombaria.
— Leah! — exclamei, sentindo o meu rosto queimar com a força de mil sóis. Eu devia estar da cor de um tomate maduro. — Há... há quanto tempo você está aí?
— Tempo suficiente para saber que o projeto do Hotel Fazenda não é a única coisa que está sendo construída por aqui — ela gargalhou, jogando a cabeça para trás. Ela apontou para Edward, que estava esfregando a nuca, completamente sem graça e evitando olhar nos olhos dela. — E aí, Cullen? Achei que você era o durão que não se curvava para patricinhas da cidade grande.
— Eu estava... prestando um relatório sobre os cavalos, Leah — Edward tentou resmungar, a voz falhando no meio da frase, o que só fez Leah rir ainda mais alto.
— Aham. Relatório bucal, eu vi — ela piscou para nós, pegando o balde e voltando a caminhar em direção aos estábulos. — Não se preocupem, o segredo da patricinha e do veterinário está seguro comigo. Mas se precisarem de ajuda para escolher os padrinhos do casamento na Capela de Santo Antônio, me avisem!
Ela sumiu na curva do estábulo, ainda rindo sozinha.
O silêncio constrangedor pairou entre nós. Olhei para Edward, que me encarava com a camisa amarrotada e a boca levemente vermelha e inchada por causa do nosso beijo. O caubói marrento estava com as maçãs do rosto vermelhas de pura vergonha.
Não aguentei a expressão de menino pego no flagra dele. Escondi o rosto nas mãos, sentindo a vergonha me consumir, e comecei a rir de nervoso. Edward soltou um suspiro pesado, cruzou os braços e balançou a cabeça, mas o sorriso bobo que se formou nos lábios dele entregava que, apesar da flagra, ele não se arrependia de um único segundo daquele beijo.
Parecia que a Swan Lake estava prestes a ganhar não apenas um resort de luxo, mas o romance mais comentado de todo o condado.
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