Swan Lake

5 O Fogo de Santo Antônio


Notas iniciais
E a quermesse começou com tudo, meus amores! Bem-vindos ao Capítulo 5! 🌽🔥 ​Preparem-se para um capítulo cheio de energia, música boa, tradições do interior e, claro, aquela dose cavalar de provocação que a gente tanto ama! Hoje é dia de Santo Antônio na fazenda Swan Lake, e os nossos personagens favoritos estão prontos para curtir a quermesse. ​Temos o Emmett flertando, o Seth passando vergonha tentando pegar maçã na água, e um duelo de tiro ao alvo entre o Jasper e o Edward que vai render um prêmio bem fofinho (e clichê!) para a nossa Bella. Mas o bicho vai pegar mesmo quando chegar a hora do famoso Bolo de Santo Antônio. Façam suas apostas antes de começar a ler: quem vocês acham que vai tirar o melhor, e o pior, destino desse bolo? 🔮💍 ​Aproveitem o capítulo e não esqueçam de deixar o carinho de vocês nos comentários! Boa leitura! ❤️🇺🇸

Capítulo 5: O Fogo de Santo Antônio

A tarde do dia 13 de junho caiu sobre a fazenda Swan Lake trazendo um céu tingido de tons de laranja e violeta, mas o que realmente iluminava a propriedade era a energia vibrante da quermesse. O pátio principal havia sido transformado. Bandeirinhas coloridas cruzavam o ar, o som de uma sanfona misturada a uma viola caipira ditava o ritmo da música animada, e o perfume de pipoca, quentão e milho cozido dominava o ambiente. Pela primeira vez desde que cheguei ao Texas, olhei ao redor e não me senti uma visitante ou uma influenciadora caçando takes; eu me senti, genuinamente, em casa.

A juventude da região estava em peso, e a caipirice sofisticada corria solta. Em um canto, Emmett Cullen fazia o que sabia de melhor: ser o centro das atenções. Ele exibia seu sorriso de galã de rodeio e flertava descaradamente com três moças ao mesmo tempo, arrancando risadinhas delas enquanto contava alguma história exagerada sobre suas montarias. Mais adiante, perto das barracas de comida, Seth Clearwater causava uma algazarra sem fim. Ele estava com as mãos amarradas para trás, o rosto completamente molhado e os cabelos desalinhados, frustrado e rindo alto enquanto tentava, sem sucesso, fisgar uma maçã flutuante com a boca em uma bacia gigante de água.

— Desiste, Seth! A maçã é mais inteligente que você! — Leah gritou da margem, rindo da humilhação do irmão mais novo.

Próximo dali, na barraca de tiro ao alvo, uma pequena multidão se aglomerava para assistir ao duelo de titãs entre Edward e Jasper. Os dois seguravam as espingardas de pressão com uma postura impecável, focados. Jasper atirou primeiro, derrubando o último patinho de metal com a precisão analítica de sempre, arrancando aplausos de Alice, que saltitava ao lado, embora seus olhos estivessem grudados na mesa dos doces. Ela estava em um nível de ansiedade quase insuportável pelo momento do bolo de fitas.

Edward ergueu a arma, mirou com aqueles olhos verdes semicerrados e, sem demonstrar o menor esforço, acertou bem no centro do alvo mais difícil. O feirante soltou um assobio e entregou a ele o prêmio máximo: um urso de pelúcia marrom, meio gordinho e com um laço xadrez no pescoço.

Aproveitando o momento de distração, Edward se afastou de Jasper e caminhou a passos lentos e firmes na minha direção. Ele usava uma camisa de botões escura com as mangas dobradas até o antebraço e o seu clássico chapéu. Conforme se aproximava, aquele sorriso torto dele foi se moldando, mas havia uma pitada de timidez inédita ali.

— Para você — ele disse, estendendo o urso de pelúcia na minha direção. — Achei que combinava com a sua coleção de Jacksonville.

Pisquei, surpresa, pegando o bicho de pelúcia macio contra o peito. Meu coração deu um salto estúpido, mas a minha língua de influenciadora afiada foi mais rápida.

— Um urso, Cullen? Que clichê — brinquei, erguendo uma sobrancelha e olhando do brinquedo para ele. — E você tem certeza de que ganhou isso no tiro ao alvo? Pela sua fama de durão, achei que tinha assustado o feirante até ele te entregar o prêmio para você ir embora.

Edward soltou uma risada nasalada, cruzando os braços e inclinando-se levemente na minha direção, os olhos brilhando com o desafio.

— Eu tenho uma mira excelente, Swan. Devia agradecer. A maioria das garotas estaria implorando por um troféu ganho pelas minhas mãos.

— Bem, eu não sou a maioria das garotas. E só vou aceitar porque o urso é visivelmente mais simpático e bem-humorado do que o doador — rebati com um sorriso provocativo.

— Você não perde uma chance de ser mimada, não é? — ele semicerrou os olhos, mas o canto da boca dele subiu. A implicância entre nós era quase um dialeto próprio, uma faísca que nos puxava um para o outro mesmo quando tentávamos nos afastar.

Antes que ele pudesse responder, um grito estridente vindo do centro do pátio interrompeu a nossa bolha.

— ESTÁ NA HORA! O BOLO DE SANTO ANTÔNIO! — Alice Cullen berrou, arrastando Jasper pelo braço em direção à mesa principal, onde o bolo majestoso que ajudei a fazer brilhava sob as luzes.

Os jovens se reuniram em um círculo barulhento. Alice foi a primeira a se posicionar, com os olhos faiscando de determinação. Ela segurou uma fita rosa-choque, respirou fundo e puxou com força. A massa se partiu de leve e, na ponta da fita, surgiu a minúscula imagem de ferro de Santo Antônio.

— NÃO! — Alice soltou um grito de revolta teatral, batendo o pé no chão. — Santo Antônio, eu te ajudei com os arranjos da igreja! Como assim "rezar mais um ano"?! Eu quero casar! Jasper, faz alguma coisa!

Jasper apenas cobriu o rosto com o chapéu, sacudindo os ombros de tanto rir da indignação da namorada.

Em seguida, Leah foi empurrada por Sue para a mesa. Resmungando que aquilo era uma bobagem, Leah agarrou uma fita amarela e puxou com desdém. Um estalo ecoou e, pendurado na ponta, veio um reluzente bebezinho de plástico azul.

O pátio veio abaixo. Leah ficou estática, olhando para o bonequinho como se ele fosse uma granada ativa.

— Mas que p*rra é essa?! — Leah fez um escândalo, o rosto vermelho de vergonha e raiva. — Eu não quero filhos! Eu nem tenho namorado! Eu odeio crianças! Sue, você sabotou esse bolo!

Emmett, Jasper, Seth e Edward começaram a berrar de rir, dobrando o corpo de tanto gargalhar da cara de pânico da Leah.

— Parabéns, mamãe Leah! Eu posso ser o padrinho?! — Emmett trovejou, limpando uma lágrima de riso do rosto. — Vou comprar um minichapéu de caipira para o júnior!

— O Seth vai ser tio! — Jasper zoou, batendo palmas, enquanto o próprio Seth chorava de rir, apontando para a irmã.

No meio do caos, Emmett limpou as lágrimas de diversão e fixou os olhos em mim. Seu sorriso se tornou malicioso.

— Ei, Bells! Falta você! Vai amarelar?

No mesmo segundo, o bando de marmanjos se virou contra mim, começando uma pressão psicológica barulhenta.

— Vai lá, Bella! Mostra para o Texas o seu destino! — Seth incentivou.

— Ih, do jeito que a Bella é cheia de frescura, vai tirar o terço e virar freira enclausurada — Jasper provocou, adotando o humor seco que eu adorava.

— Freira nada, ela vai tirar o túmulo e ficar para titia, cuidando de gato em Jacksonville! — Emmett gargalhou, me cutucando com o cotovelo.

Edward, que até então estava apenas assistindo, deu um passo à frente. Ele me mediu de cima a baixo com um brilho desafiador e intensamente divertido nos olhos verdes, jogando lenha na fogueira.

— Com o gênio que a Isabella tem? O Santo vai mandar um bebê direto, só para ela pagar os pecados dela criando o moleque sozinha no ar-condicionado — ele zombou, cruzando os braços com aquele sorriso torto irritantemente lindo.

Olhei para os quatro. Minhas bochechas queimavam, a adrenalina disparou e o orgulho dos Swan falou mais alto.

— Ah, é? Vocês acham que me conhecem muito bem, não é? — perguntei, deixando o urso de pelúcia em uma cadeira e marchando até a mesa do bolo.

O silêncio se instalou na roda, todos os olhos fixos em mim. Aproximei-me da estrutura de pasta americana branca. Havia apenas três fitas restantes. Uma fita roxa, bem no centro.

Respirei fundo. Fechei os olhos por um segundo, concentrando-me. Quando os abri, ignorei a multidão, ignorei o Emmett, ignorei as bandeirinhas. Fixei meus olhos diretamente nos de Edward, encarando-o com toda a audácia que eu possuía no corpo. Sustentei o olhar dele, que vacilou por uma fração de segundo, surpreso com a minha intensidade.

Segurei a fita roxa com firmeza. E, sem desviar os olhos de Edward por um milímetro sequer, puxei.

A fita deslizou pela massa com um som suave. O pingente saiu do bolo e bateu contra o suporte de prata com um tilintar metálico e nítido.

Abaixei os olhos rapidamente. Na ponta da fita roxa, brilhando sob as luzes da quermesse, estava uma perfeita e reluzente aliança de ouro.

O pátio simplesmente emudeceu por dois segundos completos. O choque foi tão grande que até a sanfona ao fundo pareceu errar a nota.

— CASAMENTO! — Alice quebrou o silêncio com um guincho tão agudo que quase estourou meus tímpanos, pulando no lugar. — A BELLA VAI CASAR! SANTO ANTÔNIO NÃO ERRA!

— NÃO ACREDITO! — Emmett soltou um urro de incredulidade, agarrando a própria cabeça com as duas mãos, os olhos arregalados como duas jabuticabas. — O Santo tem senso de humor! A patricinha vai juntar as escovas de dente no Texas!

— Caramba, Bella! — Seth gritou, rindo e batendo palmas. — Quem é o coitado?! Quem vai ter que aguentar você?!

Jasper soltou uma gargalhada alta, balançando a cabeça.

— É, Edward... pelo visto, o seu palpite do bebê solo falhou feio — Jasper brincou, dando um tapa firme nas costas do Cullen.

Olhei imediatamente para Edward. O sorriso de deboche dele havia sumido completamente. Ele encarava a aliança dourada na minha mão com os lábios levemente entreabertos, a expressão paralisada em um choque absoluto. Quando ele ergueu os olhos para os meus, vi suas pupilas dilatadas e uma onda de calor subir pelo seu pescoço. Pela primeira vez desde que cheguei aqui, o veterinário durão e marrento estava totalmente sem palavras, desarmado pelo destino que o Santo havia acabado de costurar diante de nós.

Segurei a aliança firme contra a palma da minha mão, sentindo meu coração martelar contra as costelas, sabendo que, a partir daquela noite, ninguém mais na Swan Lake olharia para mim da mesma forma.


O pátio ainda estava em polvorosa quando meu pai, que assistia a tudo de braços cruzados perto da fogueira, abriu caminho pela multidão. Charlie tinha um sorriso de orelha a orelha, os olhos brilhando com o tipo de alegria que eu raramente via nele.

— Bem, parece que o Santo falou e está falado, Bells! — Charlie brincou, me dando um abraço de lado que cheirava a madeira e ao perfume rústico dele. — Pelo visto, Jacksonville perdeu de vez. Você vai ter que fincar raízes aqui no Texas e arrumar um marido de chapéu!

— Não dê corda para o Emmett, pai! Isso é só uma superstição — protestei, embora estivesse rindo, sentindo minhas bochechas queimarem sob o olhar atento de todos.

— Superstição ou não, eu já quero o meu convite para o grande dia, Bella! — Carlisle Cullen se aproximou, rindo de braço dado com a esposa.

Esme soltou uma risada doce, os olhos brilhando com aquela gentileza materna que acolhia qualquer um.

— Ah, Carlisle, se for para a Bella casar e ficar no Texas, eu só queria que fosse com um dos meus filhos. Imagina que sonho ter essa menina na nossa família de vez?

Seth Clearwater deu um salto para trás, dramaticamente, colocando as mãos na cabeça com uma expressão de puro pânico.

— Pelo amor de Deus, Esme! O Emmett como cunhado não... socorro! Seria um pesadelo sem fim!

Olhei para o brutamontes do Emmett, que já estava piscando para mim e fazendo poses de galã de rancho, e fiz uma careta de absoluto horror.

— Eu e o Emmett? Que nojo! — exclamei, arrancando gargalhadas do círculo de jovens. — A gente se casava de manhã e, na hora do almoço, já estávamos assinando o divórcio porque ele me traiu com o primeiro rabo de saia que passou pela porteira da fazenda!

— Ei! Eu sou um homem fiel, Bells! — Emmett protestou, fingindo ofensa enquanto limpava uma lágrima de riso do rosto.

—Fiel a todos as mulheres que te dão mole...cafajeste— brincou Alice batendo no ombro do irmão.

Todos caíram na gargalhada, mas Charlie, que parecia estar se divertindo mais do que o permitido para um pai ciumento, pigarreou e deu um sorriso de lado, olhando significativamente para o meio do pátio.

— Bem, o Emmett está descartado... mas tem o Edward — Charlie soltou, com uma naturalidade cortante. — O Edward, eu faria gosto. É um bom rapaz...

O mundo pareceu parar por um segundo. Minhas palavras sumiram da boca. Olhei imediatamente para Edward, sentindo meu estômago dar uma cambalhota.

Edward, que até então parecia chocado com a história da aliança, recuperou a postura num piscar de olhos. O choque em seu rosto deu lugar àquele sorriso torto, desafiador e perigosamente charmoso. Ele ajeitou o chapéu, olhou direto para o meu pai e entrou na brincadeira sem o menor pudor:

— Já posso te chamar de sogrão ou de papai, chefe? — Edward perguntou, a voz grave carregada de pura provocação, fazendo o Emmett e o Jasper soltarem uivos de aprovação ao fundo.

Minha mandíbula quase caiu. Virei-me para o meu pai, gesticulando dramaticamente.

— Que horror, papai! Casar com esse bruto?! — apontei para Edward, que cruzou os braços, deliciando-se com o meu desespero. — Só se for para eu morrer de tédio ainda no altar! Nunca! Never! Jamais! Mai! jamás! — disparei em todas as línguas que meu cérebro em pânico conseguiu lembrar.

Edward deu um passo na minha direção, diminuindo a distância entre nós, os olhos verdes faiscando com uma diversão intensa.

— Não precisa ter medo, Isabella — ele ronronou, inclinando a cabeça de um jeito que fez meu coração errar a batida. — Se o Santo decidir te entregar para mim, eu prometo que te coloco na linha. Em dois meses você esquece a vida de cidade grande e aprende a gostar de poeira e bota de couro.

— Você não me colocaria na linha nem se estivesse montado no seu melhor cavalo, Cullen! — rebati, dando um passo à frente também, sustentando o desafio. — Você ia pedir divórcio em uma semana porque eu ia fazer você redecorar aquele seu estábulo inteiro e te obrigar a usar perfume francês!

— Eu aguentaria o perfume se isso significasse te ver acordando às cinco da manhã para ajudar as vacas parirem — ele provocou, o canto da boca subindo de um jeito irresistível.

— Eu prefiro andar descalça no formigueiro do que casar com você!

— Tem um formigueiro bem ali...— ele me desafiou.

Nossa troca de farpas rápida e cheia de faíscas fez a roda explodir em risadas. Era óbvio para qualquer um ali que aquela implicância toda escondia algo muito mais quente do que a fogueira de Santo Antônio que ardia a poucos metros.

Leah, que ainda segurava o seu bebezinho de plástico com uma careta, soltou uma gargalhada alta, limpando as mãos no avental e olhando para nós dois com os olhos semicerrados.

— Bells e Edward... já falaram para vocês aquele ditado antigo? Quem desdenha quer comprar.

Antes que eu pudesse formular uma resposta malcriada para a Leah, Sue Clearwater se aproximou, colocando as mãos nos quadris e olhando para o bolo, depois para a aliança na minha mão, e finalmente para o Edward, que não tirava os olhos de mim.

— É... — Sue completou, com um sorriso sábio e acolhedor de quem conhece a vida. — Acho que já sabemos muito bem quem é o noivo que o Santo separou.

— É sim, com toda certeza, Sue! E eu e meu "marido caipira bruto" vamos ser os padrinhos do bebê da leah— zombei mostrando a língua para Leah que devolveu a implicância.

O pátio inteiro começou a aplaudir e assobiar. Olhei para a aliança, depois para o Edward, que deu de ombros com aquele sorriso convencido, e percebi que, contra todas as minhas defesas de garota da cidade, o Texas estava ganhando a partida.

Notas finais
SOCORRO! Alguém avisa para o Santo que o cupido dele trabalha rápido demais! 🗣️💍✨ ​Eu ainda estou chorando de rir com a reação da Alice por ter que rezar mais um ano e com o escândalo da Leah tirando o bebezinho de plástico! E o que foi o Emmett sendo exposto pela própria irmã? Icônico! ​Mas vamos falar da verdadeira dona do Texas: Isabella Swan! Que momento foi esse dela encarando o Edward bem nos olhos e puxando justamente a ALIANÇA?! O pátio inteiro em choque e o Charlie já aceitando o Edward como genro foi tudo para mim. "Já posso te chamar de sogrão?", Edward Cullen, você não existe! E a Bella jurando em cinco línguas diferentes que nunca casaria com ele? Sabemos bem que quem desdenha quer comprar, não é, Sue e Leah? 😂 Formigueiro nenhum vai salvar a Bella desse destino! ​AGORA É COM VOCÊS, MEU TOP 3! 🏆🔥 ​Quero ver esse setor de comentários cair abaixo: 💬 Qual foi a melhor reação do bolo na opinião de vocês? E quem aí já está ansioso para ver esse "casamento bruto" acontecer? ​Deixem seus comentários, favoritem a história e espalhem o amor pela Swan Lake! Até o Capítulo 6! 💋🤠