Swan Lake

17 Lei da Gravidade


Notas iniciais
Oieee meus amores... ainda querem a minha cabeça? PREPAREM AS ROUPAS DE BANHO PORQUE O GELO FINALMENTE DERRETEU NO TEXAS! 🤠🌊✨ Sejam muito bem-vindos ao encerramento oficial do caos!( por enquanto...) Se vocês achavam que a Guerra Fria entre Jacksonville e o Texas ia durar o livro todo, hoje nós testemunhamos a física agir da forma mais caótica e maravilhosa possível... Acomodem-se na borda da piscina, peguem suas toalhas e aproveitem os bônus finais! 🎬❤️

Capítulo 17: Lei da Gravidade

A claridade da manhã texana cortou as frestas da cortina com a precisão de uma lâmina, mas o clima dentro do meu quarto continuava abaixo de zero. Acordei com os músculos tensos, o corpo jogado na extremidade direita do colchão de casal. Do outro lado daquela barreira invisível de trinta centímetros de puro orgulho, Edward Cullen estava esticado, de costas para mim, a respiração pesada denunciando que ele também já estava acordado. Nenhum dos dois se moveu. Nenhum dos dois ousou soltar um "bom dia". A Guerra Fria de Jacksonville contra o Texas havia entrado oficialmente no seu segundo dia.

Bufei, jogando o lençol para o lado com uma agressividade desnecessária, e me levantei. Peguei a minha toalha e rumei direto para o banheiro, batendo a porta com força suficiente para deixar claro que eu não queria companhia. Girei o registro do chuveiro, esperando a água esquentar, e entrei debaixo do jato, deixando as gotas quentes baterem contra a minha nuca na tentativa de afogar o fantasma da Tanya Denali da minha mente.

Eu estava ensaboando o cabelo, de olhos fechados, quando o som do box de vidro correndo quebrou o barulho da água. Instintivamente, abri os olhos e limpei o rosto, dando de cara com a figura massiva e nua de Edward entrando no chuveiro. A cicatriz recente no supercílio dele parecia ainda mais nítida sob a água, e ele exibia uma expressão que tentava misturar arrependimento com aquela habitual audácia máscula.

— O que você pensa que está fazendo, Cullen? — disparei, a voz ecoando pelas paredes de azulejo, ríspida e cortante. — O box do meu banheiro virou espaço público por acaso?

Edward deu um passo à frente, deixando a água escorrer pelos seus cabelos bronzeados e pelo peito esculpido. Ele esticou as mãos compridas, tentando segurar a minha cintura de um jeito que claramente buscava uma trégua.

— Amor, vamos parar com essa palhaçada... — a voz dele saiu abafada pela água, rouca, tentando colar o corpo dele ao meu sob o jato quente. — O uísque já passou, a lida acabou. Vamos fazer as pazes... Eu não aguento passar mais um minuto com você me tratando feito um estranho... Me desculpa, por favor...

No segundo em que ele tentou me puxar para perto, a lembrança dele trancado no galpão com a loira dos Denali voltou a queimar o meu estômago. Dei um passo enérgico para trás, batendo nas mãos dele para afastá-lo.

— Palhaçada, Edward? — soltei uma risada anasalada, o mais puro cinismo pingando das minhas palavras enquanto eu tirava o excesso de espuma dos olhos. — Você invade o meu chuveiro com essa cara de pau achando que um banho conjunto apaga o fato de que você atende ao estalar de dedos da sua ex-namorada? Você realmente acha que a sua anatomia extremamente gostosa é um passe livre para a impunidade? Sai daqui!

Edward descruzou os braços, a irritação rústica dele voltando a inflamar os olhos verdes. Ele deu um passo audacioso, encurralando o meu corpo contra a parede de azulejos, a água caindo entre nós dois como uma cortina fervente.

— A minha anatomia extremamente gostosa estava ótima para você há dois dias enquanto você gemia meu nome aqui mesmo, Swan — ele rebateu, o tom descendo para um sussurro ironicamente perigoso, o maxilar rígido. — Você está usando essa desculpa de profissionalismo e essa sua pose de esnobe ferida só porque não aguenta aceitar que está morrendo de ciúmes de um trabalho de rotina. Você quer o quê? Que eu implore perdão por ser o único cirurgião decente dessa região?

— Eu quero que você tenha o mínimo de amor-próprio e pare de ser o pau mandado de luxo da fazenda vizinha! — exclamei, espalmando as mãos contra o peito molhado dele e empurrando-o com força. — Agora sai do meu chuveiro antes que eu termine de lavar o meu cabelo e decida testar a resistência do seu outro supercílio.

—Você está perdendo um super orgasmo por conta de um ciúme idiota...

Edward soltou uma risada ranzinza, deu um passo para trás e saiu do box, batendo a porta de vidro com a mesma violência que eu usara minutos antes.

O cenário do café da manhã no casarão principal tinha tudo para ser uma pintura de família bucólica, se não fosse pela tensão passivo-agressiva que ameaçava quebrar as louças de porcelana da Sue. A mesa longa estava coberta por uma toalha xadrez, repleta de panquecas quentes, ovos mexidos, bacon e jarras de suco. Charlie estava sentado na cabeceira, lendo o jornal local; Sue e Esme conversavam baixo sobre o buffet da inauguração, e Carlisle revisava alguns documentos com o Jasper.

Sentei-me em uma das cadeiras laterais, mantendo a minha coluna perfeitamente ereta e a expressão intocável. Exatamente dois minutos depois, Edward desceu as escadas. Ele usava uma camisa de botões escura com as mangas dobradas e o jeans justo. O supercílio costurado dava a ele um ar invocado, e ele se sentou exatamente na cadeira da minha frente.

O jogo de gato e rato começou antes mesmo do primeiro gole de café.

Edward esticou o braço longo pela mesa, pegando a jarra de café, e olhou diretamente para mim, com um brilho de puro deboche nos olhos verdes.

— Jasper, me passa a geleia de amora, por favor? — Edward pediu em voz alta, a voz arrastada e irônica cortando o ambiente. — Porque parece que algumas pessoas decidiram passar a noite colhendo apenas o lado mais azedo da safra. O mormaço hoje veio forte de Jacksonville, está até difícil de respirar sem congelar o esôfago.

Pousei a minha xícara de porcelana no pires com um estalo seco que fez o Charlie erguer os olhos do jornal, desconfiado. Olhei fixamente para a Sue, ignorando completamente a existência de Edward na minha frente, usando o sarcasmo mais refinado do meu repertório.

— Sabe o que é, Sue? É que o gado do Texas às vezes passa tempo demais solto no pasto e começa a achar que qualquer cerca vizinha serve de abrigo — soltei, o tom de voz mansa e linear, mas perfeitamente audível. — Alguns animais são tão chucros que não sabem a diferença entre um chamado de trabalho e uma coleira bem apertada. Falta treinamento de limite e uma boa dose de semancol.

Emmett, que estava terminando de mastigar um pedaço enorme de bacon, soltou uma risada abafada que quase o fez engasgar. Rosalie deu um chute na canela dele por baixo da mesa, enquanto o Charlie franziu as sobrancelhas cinzentas, olhando de mim para o supercílio do Edward com aquele olhar protetor e severo de xerife.

— Que história é essa de coleira, Isabella? — Charlie perguntou, pousando o jornal na mesa de forma dura. — O que está acontecendo aqui? Edward, por que você está com essa cara de quem passou a noite mastigando arame farpado?

Edward deu um sorriso ladino, terrivelmente irritante, encostando as costas na cadeira e cruzando os braços, sustentando o olhar do meu pai com uma petulância calculada.

— Não é nada, Charlie. É só a patroa que acha que a rainha de Jacksonville tem direito de ditar o horário de atendimento dos veterinários do condado — ele disparou, o cinismo brilhando nos olhos verdes. — Tem gente que prefere planilhas e auditoria burocrática a entender como a lida real funciona. Uma pena. O excesso de asfalto na cabeça às vezes atrofia o bom senso.

Minha paciência estourou com a força de um cabo de aço rompido. Afastei a minha cadeira com um estrondo, levantando-me da mesa sem ter tocado em um único pedaço de panqueca. Minhas bochechas queimavam de raiva pura.

— Com licença, pessoal. Perdi o apetite. Vou alinhar a segurança dos chalés com os operários, porque o excesso de testosterona e audácia rural nessa mesa está estragando o meu café — soltei, fuzilando Edward com um olhar que prometia uma execução sumária.

Girei nos calcanhares e marchei para fora da sala de jantar sob os olhares atentos e preocupados do meu pai, que já começava a pigarrear para interrogar o genro.

O resto do dia na Swan Lake foi uma verdadeira ópera de alfinetadas e perseguições veladas. Eu passava pelos chalés em obras com a prancheta de alumínio na mão, e o som dos cascos do cavalo de Edward parecia me seguir por toda a extensão da propriedade. Toda vez que nos cruzávamos nos corredores de terra ou perto dos estábulos, trocávamos farpas inteligentes disfarçadas de ordens profissionais.

— Dr. Cullen, certifique-se de manter os cavalos longe da área social do hotel. Não quero os sapatos dos influenciadores sujos de esterco porque o veterinário chefe estava distraído — ordenei ao passar por ele perto do cercado ao meio-dia.

— Pode deixar, Swan. Vou garantir que os animais fiquem bem longe do seu umbigo corporativo. Não quero que a sensibilidade da Flórida sofra um colapso estético com a vida real — ele rebateu na mesma moeda, sem tirar o sorriso de canto do rosto.

No final da tarde, o sol começou a baixar no horizonte, pintando o céu do Texas com tons de laranja e roxo. O movimento dos operários havia cessado, e a fazenda mergulhou em uma calmaria enganosa. Caminhei até a área da piscina de borda infinita, que o Garrett havia acabado de entregar. A água cristalina refletia o céu, criando uma ilusão de ótica perfeita que parecia flutuar sobre os vinhedos.

Eu estava escorada no deck de madeira, respirando fundo para tentar aliviar o estresse acumulado de dois dias de guerra, quando ouvi o som característico da bota de fivela batendo contra as tábuas. Virei-me devagar. Edward estava lá, com o chapéu jogado para trás, os braços cruzados, encarando-me com uma intensidade que fazia o ar parecer denso demais para respirar.

A proximidade e a exaustão daquela implicância infantil romperam a minha última barreira de autocontrole.

— O que você quer aqui, Cullen? Veio ver se a água da piscina atende aos seus padrões de exigência ou está esperando a loira dos Denali ligar para você ir correndo salvar outra égua? — soltei, o veneno de Jacksonville saindo livremente pelos meus lábios. — Se quiser ir, a estrada é serventia da fazenda. Vai lá com a Tanya...

Edward descruzou os braços lentamente. O maxilar dele deu um estalo audível, e a ironia que ele sustentara o dia todo sumiu, substituída por uma frustração violenta e inflamada. Ele deu três passos largos, invadindo o meu espaço com uma audácia que fez o meu coração bater na garganta.

— É, eu vou, Bella! Sabe por quê? — ele disparou, a voz saindo brutalmente rouca, os olhos verdes faiscando contra os meus. — Porque se eu pedir um beijo para a Tanya, ela me dá! Se eu pedir ela em casamento, ela aceita na mesma hora! E ela nunca, em sã consciência, vai me dar um coice e negar dormir de conchinha comigo depois de um dia inteiro de lida pesada no campo!

O choque e o ciúme explodiram dentro do meu peito com a força de uma granada. Senti a minha visão turvar de tanta ofensa. Arregalei os olhos, fuzilando-o com todo o ódio que eu tinha acumulado nas últimas quarenta e oito horas.

— Como é, Cullen? — sibilei, a voz saindo em um tom perigosamente baixo, os meus punhos se fechando ao lado do corpo.

— Isso mesmo que você ouviu, Swan! — ele dobrou a aposta, inclinando o rosto até ficar a milímetros do meu, o hálito quente dele batendo contra a minha pele. — Eu cansei desse seu jogo de gelo. Eu vou embora agora mesmo para a fazenda dos Denali!

Toda a minha postura de girl boss, toda a minha pose corporativa e o meu orgulho escorreram pelo deck. Perdi completamente o juízo. Dei um passo à frente e parti para cima dele com tudo, desferindo uma sequência de tapas e empurrões contra o peito musculoso dele.

— Você não é louco, Edward Cullen! — gritei, estapeando os ombros dele com força, descontando cada minuto de raiva daquela loira ridícula. — Você não se atreva a dar mais um passo em direção àquela fazenda! Você não é louco!

Edward não recuou. Ele começou a rir do meu desespero, uma risada provocativa e inflamada que só me fez bater nele com ainda mais força, os meus tapas ecoando pelo deck silencioso.

— Ah, eu não sou? — ele ironizou, segurando o meu corpo pela cintura de leve enquanto eu continuava a golpear o peito dele. — É, talvez eu vá e te convide para o meu casamento com a Tanya... Quem sabe eu não aproveito toda essa estrutura de luxo que você construiu e me caso aqui com ela? O que você acha, patroa?

— Cala a boca! Cala a boca, seu idiota! — gritei, a fúria me dominando por completo enquanto eu batia com mais força contra os braços dele, as lágrimas de puro ciúme e possessão finalmente transbordando pelos meus olhos.

— Qual é o seu problema, garota?! — Edward berrou de volta, a voz misturando irritação com aquela fome desesperada, tentando imobilizar as minhas mãos. — Não é você que não tá nem aí para mim? Não é você que vive dizendo não para os meus pedidos? Por que você está surtando agora?!

— Qual é o seu problema, Cullen?! — gritei de volta, cara a cara com ele, a minha respiração colada à dele em uma distância inexistente.

Tentei desferir mais um empurrão com toda a força dos meus braços, e Edward disparou as mãos dele para capturar os meus pulsos, tentando conter o meu ataque de fúria. No meio do plano de contenção físico, com os nossos corpos colados e os pés brigando por espaço, nós perdemos completamente o equilíbrio no deck molhado perto da borda.

SPLASH!

O mundo girou e o impacto da água morna da piscina de borda infinita engoliu os nossos gritos de uma vez só. Submergimos no azul cristalino, as roupas coladas instantaneamente à pele e o cabelo encharcado pesando na cabeça.

Emergimos no segundo seguinte, tossindo e puxando o ar com força. Limpei a água dos olhos com as costas da mão, pronta para continuar a briga dentro d'água, mas Edward foi mais rápido. Ele esticou os braços longos por baixo da água e prendeu a minha cintura com uma força avassaladora, arrastando o meu corpo até me encurralar contra a parede de azulejos da borda infinita, onde a piscina parecia desaguar no horizonte do Texas.

O silêncio da água morna nos envolveu. Os rostos estavam colados, o cabelo bronzeado dele escorrendo água pelo rosto e a cicatriz do supercílio brilhando sob os últimos raios de sol. A máscara do deboche e a barreira do sarcasmo haviam caído junto com o mergulho.

— O meu problema... — Edward desabafou, a voz saindo em um sussurro brutalmente rouco, denso, os olhos verdes transbordando uma intensidade que me fez queimar por dentro mesmo submersa na água. Ele apertou a minha cintura com uma devoção que fez o meu corpo tremer. — O meu problema é que eu amo você mais do que qualquer um nesse mundo, meu amor... E você não entende isso. Você não consegue enxergar que nenhuma Tanya ou qualquer outra mulher existe desde o dia em que eu te vi.

Olhei para ele, o peito subindo e descendo com força, sentindo as lágrimas quentes se misturarem com a água da piscina no meu rosto. Toda a teimosia e o veneno de Jacksonville se dissiparam, dando lugar à verdade mais nua e crua que eu guardava no peito há meses.

— Eu também amo você, seu idiota... — confessei pela primeira vez na vida, a voz embargada pela emoção, segurando o rosto molhado dele com as duas mãos. — Eu amo você tanto que dói. E eu não gosto nem de imaginar você com aquela loira ridícula. Eu fico maluca só de pensar em outra pessoa tocando em você.

Um sorriso torto, imensamente aliviado, doce e cheio de uma paixão avassaladora iluminou o rosto do meu cowboy. Ele aproximou o rosto do meu, roçando o nariz no meu com uma ternura infinita.

— Então não imagina, meu amor... — ele sussurrou contra os meus lábios, a voz preenchida por uma paz absoluta. — Porque a única mulher que eu quero do meu lado, a única que eu quero na minha cama e na minha vida para sempre, é você.

E então, Edward me beijou.

Foi um beijo cinematográfico, ardente, molhado e avassalador que parecia parar o tempo no interior do Texas. Nossas línguas se encontraram com uma fome acumulada por dois dias de distância e orgulho ferido. O calor dos nossos corpos colados debaixo da água contrastava com o frescor do entardecer. Eu enrosquei as minhas pernas ao redor do quadril dele ali mesmo, na borda da piscina, puxando-o para mais perto, enquanto as mãos grandes de Edward me seguravam como se eu fosse o prêmio mais valioso de toda a sua existência. A lei da gravidade havia nos derrubado na água, mas o amor finalmente havia nos colocado exatamente no lugar onde deveríamos estar.

Nossas bocas se separaram com um estalo lento, e Edward colou a testa na minha, a respiração ainda sôfrega, misturando-se ao vapor sutil que subia da água aquecida. O som do mundo lá fora parecia ter voltado a existir, mas o olhar verde dele continuava totalmente focado em mim, brilhando com uma urgência que o mergulho não tinha sido capaz de apagar.

— Bella... — ele murmurou, a voz rouca vibrando contra o meu peito enquanto as suas mãos grandes faziam carinho nas minhas costas molhadas, por baixo da regata grudada ao meu corpo. — Aproveita que a gente já está aqui, que você já confessou que me ama e que quase me matou de pancada... Casa comigo. Por favor, casa comigo logo.

Soltei uma risada baixa, jogando a cabeça um pouco para trás e limpando uma gota de água que escorria pelo nariz dele.

— Não — respondi com a maior naturalidade do mundo, um sorriso divertido de canto brotando nos meus lábios.

Edward travou na mesma hora. O sorriso dele sumiu e ele ficou visivelmente mordido, arqueando o supercílio costurado com uma indignação que era pura marra texana. Ele recuou a cabeça alguns centímetros, estreitando os olhos verdes para mim.

— Como assim, não, Isabella? — ele reclamou, a voz subindo um tom, genuinamente inconformado. — Você acabou de dizer que me ama! Quase quebrou as minhas costelas no deck, me jogou na piscina com roupa e tudo, e agora me lança um 'não' na cara seca? Você quer me enlouquecer, patroa? O que mais eu preciso fazer? Quer que eu mude para Jacksonville e comece a usar terno e sapatênis?

Gargalhei alto, o som ecoando pela calmaria do entardecer. Enrosquei meus braços ao redor do pescoço dele, puxando-o de volta para perto e brincando com os fios bronzeados e encharcados da sua nuca.

— Deixa de ser dramático, Cullen — provoquei, aproximando meus lábios da orelha dele e deixando a minha voz bem mansa e dengosa. — Se você quer que uma garota da cidade grande aceite o seu contrato para a vida inteira, você precisa seguir as regras do protocolo. Me pede em casamento com um anel de verdade, cowboy... Um anel de noivado de verdade, ajoelhado e tudo o que tenho direito. Faz isso, e eu aceito na mesma hora.

A expressão de Edward mudou no mesmo milionésimo de segundo. O orgulho ferido deu lugar a um brilho de pura empolgação e triunfo nos olhos dele. Ele me apertou com ainda mais força contra a borda da piscina, um sorriso torto e avassalador dominando o seu rosto molhado.

— Um anel? É só isso que está faltando para você assinar esse papel, Swan? — ele sussurrou, a voz descendo para aquele tom grave e possessivo que me fazia derreter inteira. Ele selou nossos lábios com um beijo rápido e cheio de promessa. — Pois se prepara, porque eu vou providenciar o anel mais lindo do mundo. Vou achar um diamante tão grande que vai dar para ver o reflexo dele lá de Jacksonville. Você não perde por esperar, patroa.

— Vou cobrar, hein? — rui, deixando um selinho na ponta do nariz dele.

Ficamos ali por um longo tempo, apenas namorando no nosso canto da piscina de borda infinita. O sol terminou de se pôr, deixando o céu com um tom azul-escuro salpicado pelas primeiras estrelas, e a iluminação subaquática da piscina acendeu automaticamente, mudando para um tom azul-turquesma que deixava tudo ainda mais mágico. Edward me mantinha flutuando no seu colo, distribuindo beijos pelo meu pescoço, bochechas e testa, arrancando risadas minhas toda vez que a barba por fazer dele cutucava a minha pele sensível. Era uma calmaria doce, um contraste perfeito com a tempestade de farpas de mais cedo.

— Sabe que a gente vai ter que torcer essa roupa toda antes de entrar no casarão, né? — comentei, boiando de leve enquanto segurava as mãos dele. — Se o meu pai vê o rastro de água no assoalho de madeira, ele infarta.

— O Charlie que tente brigar comigo de novo. Agora eu tenho uma advogada de defesa que bate mais forte que ele — Edward debochou, rindo baixo e me puxando para mais um abraço carinhoso.

Antes que eu pudesse rebater, o som de passos pesados arrastando chinelos no deck de madeira quebrou a nossa bolha de romance.

— Ah, não... Mentira. Eu não estou vendo isso — uma voz jovem, chorosa e profundamente indignada ecoou acima de nós.

Girei o corpo na água e olhei para cima. Seth Clearwater estava parado na borda do deck, segurando um daqueles cabos longos de alumínio com uma peneira de limpar folhas na ponta. Ele usava bermuda, um boné virado para trás e olhava para nós dois dentro da água com uma expressão de puro sofrimento e revolta.

— O que foi, Seth? — Edward perguntou, escorando os braços no deck e rindo da cara do meu meio-irmão.

— O que foi, Cullen?! — Seth cruzou os braços, ficando completamente mordido com a cena. — Eu passei as últimas duas horas da minha vida aspirando essa piscina! Joguei cloro, limpei as bordas, tirei cada folha de parreira que caiu aqui para deixar tudo perfeito para os influenciadores da Bella que chegam na semana que vem! Aí vocês dois resolvem ter uma DR de novela, se espancam no deck e pulam aqui dentro de calça jeans, bota e com a roupa cheia lama e poeira?! Vocês estragaram a minha água!

Olhei para o lado e, de fato, havia uma pequena nuvem sutil de poeira de terra batida se espalhando perto das botas do Edward por baixo da água. Não aguentei e cobri o rosto com as mãos, rindo alto da desgraça do garoto.

— Desculpa, Seth! Foi um acidente, eu juro! — tentei falar entre as gargalhadas.

— Acidente nada, Bella! O Cullen é um vândalo rústico e te arrastou para o mau caminho! — Seth reclamou, batendo o cabo da peneira no chão com drama. — Agora eu vou ter que filtrar essa porcaria a noite inteira! Eu odeio o amor de vocês, sabia? É um amor que gera muito trabalho doméstico para mim. Vou pedir aumento para o Charlie!

— Deixa de ser moleque, Seth. Amanhã eu te ajudo a limpar — Edward gritou de volta, jogando um jato de água com a mão na direção das canelas do garoto, fazendo-o dar um pulo para trás, resmungando.

Seth girou nos calcanhares e saiu marchando de volta para o casarão, arrastando o chinelo e resmungando alto sobre como "os namorados da fazenda não tinham nenhum respeito pelo proletariado".

Edward voltou a se virar para mim, os olhos verdes brilhando com uma diversão leve e relaxada sob a luz azul da piscina. Ele me puxou pela cintura mais uma vez, colando nossos peitos molhados, e passou os polegares pelas minhas bochechas, limpando os últimos vestígios do rastro das minhas lágrimas de ciúme.

— Onde é que a gente estava antes do funcionário do mês nos interromper? — ele sussurrou, o sorriso torto voltando com força total.

— Você estava prometendo me dar o anel mais lindo do mundo, cowboy — respondi, sorrindo contra os lábios dele.

— Então deixa eu te dar uma prévia do quanto eu vou ser um marido obediente... — ele murmurou, e me tomou em mais um beijo profundo, calmo e infinitamente romântico, selando o fim da nossa maior briga com a certeza absoluta de que, no Texas, nenhuma linha de fogo era capaz de queimar o que era nosso.

Notas finais
O SANTO ANTÔNIO DEVE ESTAR LÁ NA CAPELA APLAUDINDO DE PÉ ESSE EVENTO! 😭 PUM! 💥🏊‍♂️ Gente, eu não tenho estruturas para esses dois! O Edward achou que ia jogar pesado blefando sobre ir morar com a Tanya e receber conchinha na fazenda vizinha, e a Bella simplesmente ligou o modo furacão e partiu para o confronto físico! Mas o destino (e o deck molhado do Garrett) sabe exatamente o que faz. SPLASH! E aquele momento embaixo d'água? Finalmente os dois riscaram as defesas e se entregaram ao que todo mundo já sabia. O primeiro "eu te amo" da Bella veio com o bônus dela admitindo que fica maluca com o fantasma da loira ridícula. É a posse do Texas trabalhando! E para fechar com chave de ouro, o Edward traumatizado querendo casar logo para garantir a integridade física, e a nossa patroa exigindo o protocolo completo: anel de diamante visível até da Flórida e pedido de joelhos! 💬 QUERO VER O COMENTÁRIO DE VOCÊS AQUI EMBAIXO: Quem aí já está ansiosa para ver o tamanho do diamante que o Edward vai arrumar? E quem sentiu um pouquinho de pena do Seth e da sua água filtrada? Deixem muito amor e comentem muito! Até o Capítulo 18! 💋🌾