Swan Lake

18 Expediente Interrompido


Notas iniciais
Sejam bem-vindos ao Capítulo 18! Se vocês acharam que a vida no Swan Lake Fazenda Hotel era só glamour e romance, hoje a realidade bateu à porta, e ela veio acompanhada de ganchos de cortina, concreto atrasado e uma dose cavalar de estresse! ​Preparem-se para o maior nível de caos corporativo, roupas do avesso, chapéus de cowboy fora de lugar e uma Bella que finalmente perdeu a paciência com o comitê de elite. O clima está quente, o expediente foi interrompido e ninguém vai sair ileso dessa reunião! Boa leitura! 🎬✨

Capítulo 18: Expediente Interrompido

A poeira fina do Texas flutuava sob os raios de sol que cortavam as frestas das janelas do casarão da Swan Lake. No andar de cima, o escritório central havia se transformado em uma fortaleza de notas fiscais, relatórios de sustentabilidade e contratos de seguro. Com a contagem regressiva para a inauguração do hotel-fazenda correndo contra nós, o tempo havia virado o nosso recurso mais escasso.

Eu estava em pé, escorada na lateral da grande mesa rústica, assinando calhamaços de guias de importação para os insumos do restaurante. Minhas costas doíam levemente pelo cansaço acumulado das últimas semanas, mas o ritmo não podia parar.

Foi quando a porta do escritório foi aberta com um baque seco, pesado e impaciente.

Edward passou pela soleira sem tirar o chapéu da cabeça, com os lábios espremidos em uma linha rígida e o cenho tão franzido que a cicatriz fina no seu supercílio, cortesia do soco desgovernado de meu pai semanas atrás, parecia saltar na pele bronzeada. Ele jogou uma pasta de couro cheia de relatórios laboratoriais em cima do sofá com uma força desnecessária, bufando como um touro que acabara de ver a porteira do curral se fechar.

Sem pedir licença, ele marchou até a minha cadeira giratória de couro, jogou-se nela com as pernas longas esticadas e começou a rodar de um lado para o outro de forma inquieta, massageando as têmporas com os dedos calejados.

— Eu vou matar o distribuidor da Bio-Tex Labs. Juro por tudo o que é mais sagrado, Bella, eu vou quebrar a cara daquele sujeito no meio da próxima feira agropecuária — ele começou a esbravejar, a voz saindo em um tom grave, rouco e vibrante de pura indignação. Ele girou a cadeira na minha direção, os olhos verdes faíscando. — Aqueles incompetentes erraram o lote de vitaminas e suplementos de cálcio dos cavalos novos de novo! Mandaram uma carga com o dobro de concentração de zinco. Se o garoto do estábulo não tivesse me chamado para checar a textura do farelo, metade do plantel da lida pesada estaria com intoxicação crônica antes do fim da semana!

Continuei passando as páginas do contrato de segurança, segurando a caneta tinteiro entre os dedos, mantendo a minha pose de serenidade intacta. Olhei para ele por cima do ombro, observando o peito dele subir e descer rapidamente sob a camisa jeans escura, os nós dos seus dedos brancos de tanta força que ele fazia ao apertar os braços da cadeira.

— Você está muito estressado, Cullen — comentei com a voz mansa, quase linear, deslizando a ponta da caneta para assinar mais uma rubrica na margem do papel texturizado.

— Estressado? Eu estou tendo um colapso, Bella! — ele continuou o desabafo, gesticulando no ar, totalmente alheio à minha calmaria. — A falta de cuidado e a incompetência desses fornecedores de laboratório me aborrecem de um jeito que eu não consigo nem explicar. O sujeito do telefone teve a audácia de me dizer que o erro foi do sistema de despacho de Austin. Sistema de despacho o cacete! Eles não sabem ler uma guia médica? Eles acham que bicho de raça é brinquedo? Se eu não estivesse monitorando o curral de hora em hora...

Edward continuava falando, a voz subindo de tom conforme ele despejava toda a sua fúria contra a burocracia agrícola, movendo a cadeira para a esquerda e para a direita em um tique nervoso de pura frustração. Ele estava tão imerso no próprio monólogo, tão focado no ódio pelos laboratórios, que não percebeu o sorriso safado, lento e milimetricamente calculado que começou a brotar nos meus lábios.

Larguei a caneta em cima da mesa. Dei dois passos silenciosos até a porta principal do escritório. Girei a chave de latão na fechadura com um clique suave, trancando-nos por dentro. Em seguida, caminhei até as janelas coloniais, puxando as pesadas cortinas de veludo escuro, bloqueando a luz intensa do sol do meio-dia e mergulhando o escritório em uma penumbra dourada, quente e extremamente íntima.

Edward nem piscou; continuava gesticulando com as mãos.

— ...e aí o gerente me diz que o próximo lote correto só chega na terça-feira! Como se o metabolismo das éguas prenhas pudesse esperar a boa vontade do caminhão de entrega deles...

De costas para ele, comecei a desabotoar os botões da minha camisa social de linho branco. Deslizei o tecido pelos meus ombros, deixando-o cair silenciosamente no tapete rústico. Em seguida, minhas mãos foram até o zíper da minha saia lápis preta, abrindo-o com um ruído quase imperceptível. Dei um passo para fora do tecido, chutando meus saltos altos para o lado.

Quando Edward finalmente terminou de xingar o terceiro executivo da empresa e girou a cadeira de volta para o centro do escritório, a voz dele simplesmente sumiu. O som morreu na garganta dele como se o ar tivesse sido arrancado dos seus pulmões por um cabo de aço.

Na penumbra do escritório, sob o reflexo fraco do abajur de mesa, eu estava de pé bem na frente dele, vestindo apenas um conjunto de calcinha e sutiã de renda francesa preta que desenhava perfeitamente cada curva do meu corpo, contrastando com a minha pele sob a luz dourada.

Dei dois passos lentos e audaciosos, parando exatamente entre as pernas esticadas dele. Inclinei-me para a frente, diminuindo a distância até os nossos rostos ficarem a centímetros de distância. Ergui minhas mãos devagar, segurei as abas do chapéu de cowboy de feltro escuro que estava na cabeça dele, tirei-o com uma lentidão sádica e o coloquei firme sobre a minha própria cabeça, deixando os meus cabelos castanhos caírem bagunçados sob a aba.

Fixei meus olhos nos dele e dei o meu sorriso mais canalha.

— Vou cavalgar em você hoje... — sussurrei, a voz arrastada.

Edward congelou na cadeira de couro. As mãos dele, que antes gesticulavam de raiva, pararam no ar. Ele limpou a garganta, os olhos verdes dilatando na penumbra, descendo por todo o meu colo exposto, pela renda francesa, até pararem na minha cintura. Ele tentou manter a postura de homem de negócios ranzinza, mas o pomo de adão dele subiu e desceu com uma pressa absurda.

— Você é maluca, Swan... — ele tentou reclamar, a voz saindo uma oitava mais rouca e falha do que o normal, o sotaque texano arrastando as palavras. Ele tentou franzir o cenho, mas o olhar dele era puro desejo acumulado. — Eu estou aqui falando uma coisa séria, um problema grave de saúde animal com os lotes de Austin, e você não tá nem prestando atenção... Você tá completamente fora do juízo.

Aproximei meu corpo ainda mais, deixando a minha pele roçar nos joelhos do jeans dele. Apoiei minhas mãos nos ombros largos da sua camisa jeans, inclinando meu quadril para a frente de forma explícita.

— Você tem certeza, Cullen? — provoquei, arqueando uma sobrancelha com o cinismo mais refinado que encontrei. — Você vai mesmo continuar reclamando de vitaminas ou vai tirar a minha calcinha e aproveitar que eu estou bem aqui, no seu colo, bem no meio do horário de expediente?

Edward soltou um rosnado baixo, animal, que vibrou direto contra o meu ventre. A barreira do profissionalismo e o estresse dos fornecedores evaporaram com a força de um incêndio. Suas mãos grandes e calejadas dispararam para a minha cintura com uma força possessiva e violenta, puxando o meu corpo para cima do colo dele de uma vez só.

Nossos lábios se chocaram em um super beijo, um super amasso de tirar o fôlego que parecia queimar as paredes do escritório. A boca dele entrou na minha com uma fome devastadora, a língua dele envolvendo a minha com um desespero que misturava a adrenalina da raiva da lida com o tesão acumulado de dias de trabalho sem trégua. Enrosquei minhas pernas ao redor do quadril dele na cadeira giratória, sentindo a rigidez do jeans dele contra o meu centro necessitado, enquanto o chapéu dele balançava na minha cabeça com o movimento bruto do nosso amasso.

Minhas mãos desceram desesperadas pelos botões da camisa escura dele, arrancando-os da casa sem o menor cuidado, querendo sentir o calor do peito bronzeado dele contra a renda do meu sutiã. Edward ergueu o corpo ligeiramente, permitindo que eu puxasse o tecido dos seus ombros, revelando a musculatura marcada pelo sol e pelo trabalho pesado da fazenda. Os dedos dele deslizaram por baixo da lateral da minha calcinha de renda francesa, puxando o tecido para o lado com uma urgência que me fez soltar um gemido agudo e arranhado contra a boca dele.

Ele segurou as minhas coxas com firmeza, ajeitando o meu corpo por cima dele na cadeira, o olhar verde escuro como a noite do Texas, fixo no meu rosto sob a aba do feltro.

— Já pegou meu chapéu, amor... — ele sussurrou, a voz saindo em um rosnado possesso, arrastado e lascivo.— Agora cavalga para mi...

BUM! BUM! BUM!

— Edward! Cullen! Abre essa porra dessa porta! O caminhão da empresa de segurança de Houston acabou de encostar com os sensores dos chalés e o Jasper disse que você sumiu com as plantas elétricas! — A voz estrondosa e impaciente de Emmett ecoou do corredor, acompanhada por um soco violento na madeira que fez toda a estrutura da porta tremer.

Congelamos no mesmo milésimo de segundo, as respirações sôfregas chocando-se no espaço entre nossos lábios. O chapéu na minha cabeça pendeu para o lado.

— Edward? Você está aí dentro? O Garrett está aqui comigo e precisa da assinatura na guia de liberação do concreto da piscina antes do meio-dia se não vamos levar multa por atraso! Abre aí, cara! — Jasper gritou logo em seguida, girando a maçaneta com força, fazendo a tranca de latão estalar.

— Meu Deus do céu... — sussurrei com os olhos arregalados de pânico erótico, tentando me levantar do colo dele.

Mas o caos estava apenas começando do lado de fora. Antes que Edward pudesse soltar o meu quadril para procurar a calça, o som de passos rápidos de salto alto e botas de cano alto ecoou pelo corredor de madeira, trazendo o comitê feminino com força total.

— Saiam da frente, seus brutamontes! Bella! Isabella! — A voz autoritária e ríspida de Rosalie cortou o falatório dos homens. — Os caminhões com o enxoval de linho da Taylor Swift acabaram de passar pela porteira principal da Swan Lake e a Alice está tendo um colapso porque os operários do chalé master ainda não instalaram os ganchos das cortinas! Cadê você com a autorização da dispensa?!

— Bella! Abre essa porta agora! A Leah está aqui comigo e nós precisamos decidir se o carpete do lounge vai ser areia ou tabaco antes que a transportadora feche o lote! — Alice guinchou do lado de fora, batendo na parte superior da porta com o tablet de alumínio.

— Anda logo, Bella! Se eu tiver que passar mais cinco minutos ouvindo o arquiteto reclamar do concreto na lida do sol, eu mesma vou arrombar essa tranca com o pé de cabra! — Leah gritou, a voz de durona ecoando por todo o andar de cima.

O pânico no interior do escritório se transformou em uma comédia pastelão em menos de três segundos. Edward e eu nos olhamos com os olhos arregalados, o tesão sendo substituído por um desespero cômico de sobrevivência corporativa.

— Veste a calça! Veste a calça agora! — sussurrei histérica, pulando do colo dele no tapete e catando a minha saia lápis e a camisa de linho no chão.

Edward saltou da cadeira de couro, tropeçando na própria bota que tentava puxar com pressa, recolhendo a camisa jeans rasgada e tentando fechar o zíper com as mãos trêmulas de nervoso. O chapéu de cowboy continuava na minha cabeça, balançando de um lado para o outro enquanto eu tentava abotoar a camisa social de qualquer jeito, com os nós dos dedos errando as casas de tanto desespero.

— Edward! Eu estou ouvindo o barulho da cadeira girando aí dentro! Se você não abrir essa porta em dois segundos, eu vou meter o ombro nessa madeira e o Charlie vai descontar o conserto do seu salário ! — Emmett berrou, dando mais um chute na base da porta que fez o vidro do abajur tremer na mesa.

O expediente na Swan Lake tinha acabado de virar um completo hospício, e o nosso amasso de cinema ia ter que esperar a Taylor Swift e o concreto do Texas darem uma trégua.

O zíper da minha saia lápis subiu com um estalo áspero, prendendo-se no tecido da minha calcinha por pura pressa, enquanto eu empurrava os botões da blusa de linho branco nas primeiras casas que encontrei pela frente. Edward, com o rosto ainda corado pelo calor do amasso interrompido e o supercílio latejando sob os pontos recentes, deu um puxão violento no zíper do seu jeans, ajeitando a camisa aberta sobre o peito musculoso com uma agilidade desesperada. O chapéu de cowboy dele continuava firmemente encaixado na minha cabeça, a aba ligeiramente tombada para o lado, dando o toque final ao nosso cenário de crime institucional.

BUM!

— Edward! Vou derrubar essa porcaria! — Emmett rugiu do lado de fora, desferindo mais um soco na madeira texturizada.

Edward respirou fundo, passou a mão espalmada pelo rosto para limpar o suor invisível e, com uma expressão que misturava a irritação rústica dos fornecedores com o puro pânico de ser pego pelo cunhado, girou a chave de latão.

No segundo em que a porta se abriu, o corredor pareceu desabar para dentro do escritório. Foi uma invasão instantânea de papéis, tablets, vozes sobrepostas e uma onda de testosterona e estresse corporativo que fez o ar do ambiente evaporar.

— Até que enfim, Cullen! O engenheiro da betoneira já mudou o sotaque de tanta raiva, as plantas elétricas dos chalés... — Emmett começou, entrando com os braços abertos, mas parou no meio da frase, farejando o ar com uma expressão desconfiada.

— Bella, o lote de linho egípcio de mil fios está parado na guarita principal e o segurança não quer liberar a entrada sem a sua rubrica física, eu preciso refazer o enxoval da Taylor Swift agora mesmo se não... — Alice tagarelava sem parar, gesticulando com o tablet de alumínio quase colado ao meu nariz.

— Os sensores de presença dos chalés cinco e seis vieram com a fiação invertida, Bella, a Rose disse que se nós não revisarmos o orçamento complementar da segurança de Houston hoje... — Jasper tentava falar por cima de Alice, esticando uma prancheta digital.

— E o concreto da piscina, Swan? O Parker disse que se a umidade do ar subir mais dois por cento antes da secagem do deck, a borda infinita vai virar uma rampa de patinação! — Leah empurrou o ombro de Emmett para frente, a voz de durona ecoando como uma corneta de estaleiro, enquanto Garrett vinha logo atrás, com as mãos erguidas em sinal de desespero.

Era uma cacofonia infernal. Seis pessoas falavam ao mesmo tempo, cruzando relatórios, apontando telas e exigindo a minha assinatura como se o destino do estado do Texas dependesse de cada milímetro da minha atenção naquele exato segundo. O escritório parecia um mercado público no horário de pico. Minha cabeça latejou, o calor do meu corpo começou a subir pelo pescoço e a pose de serenidade que eu mantivera a manhã toda simplesmente explodiu.

Respirei fundo, enchendo os pulmões com todo o ar que me restava, e soltei um grito que rasgou o teto do casarão, calando o falatório no mesmo milésimo de segundo:

— CHEGA!

O silêncio que se instalou no escritório foi tão violento que deu para ouvir o zumbido distante da britadeira na capela. Emmett travou com a boca aberta; Alice congelou com o tablet no ar, e o Jasper recolheu a prancheta como se ela estivesse pegando fogo. Edward deu um passo discreto para trás, colando as costas na parede, tentando parecer o mais invisível possível sob a penumbra das cortinas fechadas.

Olhei para cada um deles, com os olhos faiscando de pura fúria decorativa, e continuei o meu surto, gesticulando com os braços de forma enérgica:

— Será possível que eu não posso ter uma reunião com o Edward para resolver as vitaminas por cinco minutos?! Vocês estão o dia todo me sufocando! Eu não consigo dar um passo nessa fazenda sem que alguém apareça com uma nota fiscal ou um problema de fiação!

Dei um passo duro na direção da minha meia-irmã, apontando o dedo com uma autoridade que fez até o brutamontes do Emmett encolher os ombros.

— Alice, chega dessa palhaçada de linho! A Taylor Swift não vai morrer se a capa do travesseiro dela for de oitocentos fios até amanhã de manhã! Libera a guarita e sai da minha frente! — disparei, vendo a baixinha piscar, em choque. Virei-me para o loiro ao lado dela. — Jasper, você tem autorização formal e jurídica para assinar qualquer coisa nesta fazenda! Pare de me pedir rubrica para fiação!

Girei nos calcanhares, fuzilando Emmett e Garrett com o olhar.

— Emmett, toda e qualquer prancha do projeto elétrico e hidráulico tem uma cópia física com o Garrett e outra com a Rose! Vocês parem de palhaçada de fingir que perderam os documentos só para virem fazer tumulto no meu andar! — respirei fundo, sentindo o chapéu do Edward escorregar levemente na minha cabeça, e mirei na Clearwater. — Leah, você tá grávida, sai do meio dessa confusão pelo amor de Deus! Vá sentar na varanda, tome um copo de água com açúcar e saia de perto desses homens estressados! Me deixem em paz por cinco minutos! Cinco minutos!

Terminei o discurso com o peito subindo e descendo de forma sôfrega, os braços cruzados sobre a minha camisa de linho.

O comitê inteiro continuava estático, olhando assustado para o meu surto. Ninguém ousava respirar. Até o Emmett parecia estar recalculando a rota para não levar uma pranchetada na cara. Garrett Parker engoliu em seco, dando um passo discreto em direção ao corredor, puxando Leah pela cintura.

Foi quando Alice, que continuava com os olhos esbugalhados fixos no meu peito, quebrou o silêncio de forma hesitante, apontando com a ponta do dedo para a minha roupa.

— Bella... — a voz dela saiu em um fiozinho agudo e assustado. — A sua blusa tá do avesso. E a etiqueta tá aparecendo bem aqui no seu pescoço.

Olhei para baixo por um reflexo automático. A costura interna da blusa de linho branco estava totalmente exposta, e o logotipo da marca de grife brilhava logo abaixo do meu queixo. Para piorar, a aba do chapéu de feltro do Edward me cobria metade da visão, deixando o cenário de um "amasso de expediente" escancarado para quem tivesse mais de dois neurônios funcionais naquele corredor.

Senti minhas bochechas queimarem em um tom vermelho-púrpura de puro ódio e vergonha acumulada. Cerrei os dentes, apontei o braço esticado diretamente para o corredor aberto e gritei com toda a força do meu ser:

— FORA TODOS VOCÊS!

O comando foi o sinal verde para a debandada geral. Emmett deu meia-volta em um salto, quase atropelando o Jasper na saída; Garrett puxou Leah com pressa, e Alice bateu em retirada com o tablet colado ao peito, sumindo pelo corredor como uma assombração.

Edward, aproveitando o fluxo migratório e tentando salvar o resto da sua dignidade rústica, colocou as mãos nos bolsos do jeans e começou a deslizar sutilmente em direção à porta junto com os outros, de cabeça baixa, achando que ia conseguir escapar do olho do furacão.

— Edward, você fica! — gritei, a voz ecoando firme, fazendo o veterinário congelar com um pé já na soleira do corredor. Girei o corpo na direção dele, ajeitando o chapéu na minha cabeça com um tapinha duro na aba. — Nós não terminamos de resolver as vitaminas!

Edward fechou os olhos por um segundo, soltando um suspiro derrotado, e girou o corpo lentamente de volta para dentro do escritório. Ele empurrou a porta com o calcanhar da bota, fechando-a novamente com um clique seco, enquanto o resto da fazenda corria corredor abaixo.

Notas finais
EU ESTOU NO CHÃO COM A BELLA DE CHAPÉU E BLUSA DO AVESSO TENTANDO MANTER A POSE! 😭👠💥 ​Que capítulo, meus amigos! A cena da Bella tentando se vestir na pressa enquanto o Emmett tentava derrubar a porta com o ombro foi digna de um Oscar de comédia! O Edward, o cowboy mais marrento do Texas, quase tendo um infarto erótico e corporativo ao mesmo tempo, foi impagável. ​E o surto da Bella? "Leah, você tá grávida, sai do meio dessa confusão pelo amor de Deus!", eu ri tanto que perdi o ar! A Bella finalmente mandou todo mundo para o espaço e ainda teve que lidar com a humilhação suprema de saber que estava com a etiqueta da grife na cara e a blusa do avesso, tudo isso com o chapéu do Edward ainda na cabeça. ​O clima entre eles está uma bomba-relógio, e eu sinto que, agora que eles ficaram a sós de novo para "resolver as vitaminas", as coisas vão ficar muito, mas muito mais intensas. O Edward que se prepare, porque a patroa está com o sangue quente e não quer saber de desculpas sobre lotes de zinco! ​💬 QUERO SABER O SURTO DE VOCÊS NOS COMENTÁRIOS: Quem aí sentiu a vergonha alheia pela Bella quando a Alice apontou a etiqueta? E qual é a sua aposta para o que vai acontecer agora que a porta está trancada e os penetras foram expulsos? ​Não esqueçam de favoritar, deixar aquele carinho de sempre e comentar muito! Até o Capítulo 19! 💋🌾