Suza
18 Tsubaki.
Notas iniciais
– Tsubaki, tem certeza que você leu esse mapa direito? – perguntou-me Black Star pela quinta vez.
– Ué, mas é claro! – respondi irritada – Você que nunca entende o que eu digo! Por que não pergunta pro Kid? Tenho certeza que ele será de melhor ajuda do que eu com este ataque de simetria!
– Dá para o casalzinho parar de brigar? – gritou Liz com tom de desgosto – Estão brigando a horas e não chegamos a lugar algum, vocês perceberam?!
A história até o momento: A Bruxa nos deixou 3 mapas, apenas um deles está certo. Devido à captura de Azuza-sensei, deixamos um dos mapas enterrado para que Sid-sensei pudesse encontrá-lo quando voltasse. Com dois mapas apenas, nos separamos em dois grandes grupos: Mary-sensei, Stein-sensei, Maka-chan e Soul-kun e Kid-kun, Liz-san, Black Star e eu. Kid está à beira de um ataque de nervos, Liz está ainda pior, Black Star está com a moral lá em cima e eu, bem, eu sou quem deve manter as pontas neste grupo de malucos!
O Mapa não faz o menor sentido e estamos tentando lê-lo há horas, mas não chegamos a nenhuma resposta! Não há nenhuma semelhança com a realidade e estamos andando em círculos. Até eu estou no limite.
– Eu sugiro que façamos uma parada para analisar o mapa. – falei, já quase sem um pingo de paciência.
– Eu co-concordo com a Tsubaki-chan. – disse Kid-kun gaguejando.
– Beleza, — parou Black Star, impaciente, como sempre – o que mais têm para analisar aqui?
– Exatamente Black Star, — respondi sem esperanças – acho que não temos mais nada para analisar, este mapa não está certo de maneira nenhuma! Teremos que seguir viagem por conta própria.
– Eu concordo com você Tsubaki. – pronunciou-se Liz-san – Não estamos chegando a lugar algum. Sugiro que joguemos fora este mapa e comecemos a busca por nós mesmos.
– Liz, — chamou Kid-kun, um tanto inesperadamente – será que eu poderia dar uma olhada neste mapa? Acho que vi algo estranho.
– Você? – perguntou surpresa – Claro que pode! Mas, não estava em crise de simetria, algo assim?
– Sei que neste momento não posso ser muito útil por conta deste problema que tenho, — abaixou o tom de voz como se estivesse se desculpando – mas sou muito detalhista, posso fazer um esforço e tentar encontrar algo no mapa que ninguém viu. Não ficarei de braços cruzados esperando minha companheira morrer, sua irmã, morrer. – Liz entregou-lhe o mapa com um sorriso discreto no rosto, o que está acontecendo com esses dois nesta floresta? – Como pensei!
– O quê? – perguntou Black Star exaltado – O que houve Kid?
– É claro que o mapa não faz sentido, — respondeu Kid-kun com tom obvio – este mapa não é deste plano de visão. Como não percebi isto antes?
– Como assim campo de visão, Kid? – confundiu-se Liz-san.
– Este mapa é subterrâneo, — explicou ele — ou seja, não é que ele não faz sentido, ele não faz sentido para nós que estamos aqui em cima. Isso é excelente! Podemos entrar pelos subterrâneos, só precisamos achar uma entrada, e este mapa mostra várias!
– Sugoi! – gritou Black Star – Podemos fazer um ataque surpresa pelos subterrâneos e pegá-la no bote! Valeu mesmo Kid!
– Mas perai, — interrompi – se ela nos deu esse mapa, com certeza estará esperando que pensemos assim, não? Temos que ser espertos e entrar com muito cuidado! Temos que estudar o mapa e pegar uma passagem bem escondida, como essa – apontei no mapa – que leva até esse salão no subterrâneo, parece ser os fundos da fortaleza. Podemos armar algo para ela lá, o que acham?
– Achei ótima, — sorriu Liz – só não gostei de ainda estarmos aqui! Vamos, temos trabalho a fazer!
Liz-san e eu nos tornamos armas, Black Star e Kid-kun corriam para uma passagem subterrânea da fortaleza de Acno para que armássemos uma emboscada para a bruxa.
Entramos pela passagem com bastante silêncio e cuidado para que não fossemos descobertos. Conforme fomos chegando perto da sala maior onde faríamos a armadilha, ouvíamos gritos femininos cada vez mais intensos, como se estivessem se aproximando de nós. Seriam de Patty? Quando chegamos em frente, à sala entramos em choque: era Maka-chan, sendo torturada bem diante de nossos olhos.
Em cima de uma mesa de metal bastante primitiva, com correntes fortes prendendo Maka. Estava aos prantos, com cortes, arranhões e queimaduras por todo o corpo, completamente nua e humilhada. Parecia estar inconsciente, mas seus gritos diziam o contrário. Um saco de sal grosso estava ao lado da bancada, na metade. Além de machuca-la, a bruxa joga sal grosso nos ferimentos para que cicatrizem mais rápido e a tortura continue. Aquilo machucava meus olhos, machucava meu coração.
Neste meio segundo, um certo mocinho de cabelos azuis espetador resolveu se precipitar e, bem, quando isso acontece, a chance de dar certo é mais ou menos... 0.
– Sua vagabunda maldita! – gritou Black Star – Como tem coragem de machuca-la desta forma?! Eu vou te matar!
– HÁ HÁ HÁ! Agora o show está completo! – riu-se a bruxa, estalando seus dedos – Vocês até que demoraram queridos.
Antes que pudéssemos pensar, mãos envolveram nossas bocas pressionando um forte cheiro de álcool sob nossos narizes. E sem nem chance de luta ou de revidar, perdi meus sentidos e caí, no o gelado chão de pedra da Acno. E agora?
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