Suza

19 Liz


Notas iniciais
Tá ai a continuação galera. Ficou mais longo que o nomal, espero que não seja um problema. Boa leitura (:

Argh, como somos idiotas! Não acredito que caímos numa armadilha ridícula como essa! É claro que ela estava nos esperando lá! O pior é de tudo é que agora, perdemos todos de vista, não sei onde eles estão e, pior, não faço ideia de onde eu estou.

Quando acordei, depois de apagar com aquele cheiro horrível que fui forçada a inalar, me deparei com um quarto grande, bastante “normal” para dizer a verdade, uma cama de casal logo à minha frente com colcha cor de rosa e travesseiros brancos, uma grande penteadeira de madeira em frente à cama, porém mantendo uma distância significativa e um grande espaço sem móveis com apenas um tapete branco de pelos no chão que levava até a porta.

Eu estava sentada sob uma cadeira de metal grande e larga, amarrada a ela com cordas grossas que cobriam meus seios, cintura, pulsos, quadris e canelas. Seria precipitado dizer que era elétrica, mas era o que parecia. Me sentia observada, mas não havia ninguém lá, era como se eu estivesse completamente sozinha, mas será?

– Alô? – gritei – Tem alguém ai? Socorro!

Nenhuma resposta. O que merda é essa? Quando olhei para frente, a porta do quarto se abriu, de lá, surgiu uma mulher ruiva, bastante esquisita e parecida com um homem. Puxando uma mesa giratória de metal e em cima desta? Sim, minha irmãzinha. Para o meu desespero, estava presa à mesa com as mesmas cordas que as minhas, desacordada, completamente machucada, com pequenos cortes fundos por todo o corpo, arranhões leves, mordidas e com o olho direito roxo. Seus cabelos estavam bagunçados e suas pernas estavam dobradas, com seus pés apoiados sob a mesa e seus joelhos levantados. Era trazida para mim pela moça, que portava um sorriso que cobria toda a sua face.

Eu não tinha nada a dizer, mas meus olhos, se banhavam em lagrimas, estavam falando por mim. Como pude deixar isso acontecer? Como pude pensar que ela não corria perigos? Minha Patty, minha querida Patty, o que houve com você?

– Olhe para ela Acno-sama, – começou a mulher – toda chorosa ao ver a Pattyzinha.

– Não ouse ao menos pronunciar o nome dela sua criatura imunda! – disse, inchada de tanto chorar.

– Que visão mais adorável, – retrucou a bruxa entrando no quarto, porém atrás de mim, a parte que eu não conseguia ver. Conseguia ouvir seus passos atrás de mim, vindo em minha direção. Se apoiou no encosto da cadeira e chegou bem perto de meu rosto, me olhando nos olhos – Você fica linda quando chora sabia, Lizzyzinha?

– Sua cretina! – gritei – Me solte agora! Quem você pensa que é?!

– Te soltar? Mas por que eu faria isso? – respondeu-me rindo – Nem começamos a nos divertir e já quer sair da brincadeira?

– Que brincadeira sua maluca?! – perguntei com ódio – Solte a gente ou eu juro que vou fazer você engolir essas cordas!

– Liz, você é tão bonitinha! – riu a bruxa – Não consigo te levar a sério! Tragam o moleque!

Quando olhei novamente a porta à minha frente, vi a mesma mulher entrando no quarto, mas trazendo uma cama giratória e sob ela, obviamente: Kid, com apenas sua calça preta, sem camisa, uma fita isolante cinza presa à sua boca e algemas, prendendo seus pés e mãos. Corei completamente quando ele me viu nua naquela cadeira, tinha que ser logo ele?

– Que merda é essa? – esperneei completamente vermelha de vergonha – O que o Kid tá fazendo aqui?

– Se não ficar quieta vou botar uma fita isolante na sua boca! – retrucou a bruxa – Relaxe, Liz. Kid só está aqui para assistir: vamos ver do que é feito esse deus da morte.

A bruxa saiu de perto de mim e se dirigiu até a mesa de metal em que Patty estava. Retirou uma faca de cerâmica de dentro de seu vestido e fez um corte no abdômen de Patty logo abaixo da costela

– AAAAH! – berrou Patty em agonia.

– Não! – berrei – Para porra!

Era como se eu conseguisse sentir sua dor. Patty não merece isso, ninguém merece. Kid também berrava, mas sua boca estava tampada de modo que não pudesse se expressar.

– Não grite Lizzy! – olhou-me a bruxa com um olhar de deboche – Você é a próxima.

– O qu... AAAAAAAAH! – senti uma terrível dor em minha coxa direita: era seu mordomo, Ratsuya, cortando minha coxa de ponta a ponta com uma faca afiadíssima – Para, para para!

Kid não conseguia parar de berrar, porém sem nenhum sucesso. A fita isolante grudada à sua boca só deixava saírem gemidos desesperados de sua garganta.

Foi uma longa noite: cortes, queimaduras, socos, e a bruxa estava longe de ficar satisfeita. Patty não conseguia soltar mais sons além de gemidos baixos e sussurros suplicando para que parasse. Ela não tinha mais forças para falar.

– Patty! – gritei – Patty! Fique acordada Patty, não ouse desistir! Patty! Olhe para mim, não ouse fechá-los!

– Ela não vai, não é mesmo Pattyzinha? – retrucou a bruxa com um sorriso maléfico, pegando o saco de sal e jogando todo por cima de minha irmã que começou a berrar enfurecidamente de dor.

Kid estava sem voz de tanto gritar em vão, mas seus olhos, estavam banhados em lágrimas de completo desespero.

– Cansei dessa brincadeira, — debochou Acno – Vamos brincar de outra coisa? Ratsuya, amarre-as na parede e por último retire a fita da boca de Kid, quero testar uma coisa.

Podia pensar em revidar quando o mordomo desamarrou minhas mãos, mas estava completamente nocauteada. Já tinha tantos cortes em minhas pernas que não conseguia sequer senti-las. Ele me prendeu primeiro, me colocando com os braços na parede do lado direito da cama e retirando as cordas do resto do meu corpo, como se eu estivesse sendo crucificada. Logo em seguida fez a mesma coisa com Patty que continuava olhando para mim para não apagar. Minhas lágrimas não paravam de escorrer. Depois, retirou a fita da boca de Kid, que começou a gritar no mesmo segundo.

– Calado, Kid! – gritou a bruxa irritada – Agora vamos brincar: Ratsuya fica com a Patty, eu fico com a Liz e você, querido, vai ser meu termômetro. Comecemos pela loirinha.

O mordomo introduziu sem braço quase que inteiro dentro da Patty que gritou de dor e começou a chorar em seguida pedindo para que parasse.

– PATTY! – gritou Kid – Não! Pelo amor de deus, você vai matá-la! Para! – ele suplicou para que o mordomo parasse de machuca-la fazendo-o parar logo em seguida

– Hm, — retrucou a bruxa – muito interessante, Kid-kun. Agora, vejamos o que vou fazer com a Liz. Interessante.

A bruxa pegou do chão um pedaço de madeira retangular trouxe em minha direção

– O que você vai fazer com isso?! – gritou Kid em desespero – Para! Não! O que você vai fazer com isso sua maluca!?

A bruxa começou a me bater com a estaca de madeira e ameaçou introduzi-la em minha vagina completamente exposta mas antes que pudesse, Kid berrava da cama.

– NÃO OUSE! – berrou kid, esperneando batendo seus pés e chorando – Por favor não! Não machuque ela! Não machuca ela! LIZ!

– Plim Plim Plim – gritou a bruxa em tom de deboche – E temos um vencedor! Ratsuya, ligue para o Shibusen, quero falar diretamente com o senhor diretor Shinigami-sama!

– Por que está ligando para meu pai sua cretina!? – gritou Kid completamente vermelho de tanto berrar, cheio de lágrimas nos olhos.

– Ora Kidzinho, — retrucou a bruxa – Agora que a brincadeira vai realmente começar.

Notas finais
Agora que a porra ficou séria. Se tudo correr bem, vejo vocês sábado que vem.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.