Suza

10 Tsubaki


Notas iniciais
Como eu sou muito legal e esta já esta no meu computador, eu vou colocar mais uma hoje.
Eu sei que vocês querem que eu salve logo a Patty mas esperem só mais um pouquinho.

Eu sou provavelmente a mais inocente do grupo todo, claro, pelas caras que eu fazia. Imagino o que a pobrezinha da Patty está tendo que aguentar nesse momento. Não quero nem pensar no que Acno pode estar fazendo com ela.

Fizemos todos um acampamento no local marcado no mapa, já que Azusa precisa estar descansada para mapear a área e claro, nós também precisamos de energia para continuar a perseguição.

Parece que Liz e Kid ficaram procurando a caixa por mais um tempo, já que nem entraram na barraca. Pelo visto não tiveram sucesso.

Eu acordei por causa dos roncos de Black Star, ele parece um porquinho!

- Tsubaki... – chamou.

- Ha... – fui interrompida.

- Não! – começou a gritar – Tsubaki! Espera, não faça isso! Não! – levantou-se e abriu o olhos cheios de lágrimas.

- Meu Deus! – gritei – Você está b...

- Prometa que nunca vai me deixar! – abraçou-me fungando o nariz – Prometa!

- Como você é bobo! – sorri secando sua lágrima – Claro que eu prometo! Mas, o quê aconteceu no seu sonho pra você pensar numa coisa dessas?

- Tava mais pra pesadelo. – sacodiu a cabeça como para espantar os males – Eu não me lembro do começo, mas você estava chorando, acho, andando em direção a uma beira de precipício e dizendo “Adeus”, então você se jogou e o último grito foi porque eu falhei ao segurar sua mão.

- Que imaginação fértil a sua! – baguncei seu cabelo – Eu nunca faria uma coisa dessas!

- Isso me conforta muito. – sorriu amarelo – Eu não poderia te perder.

- Muito menos eu! – sorri – Já pensou? O horror que seria?

- É verdade. – riu-se – Não existe Black Star sem Tsubaki e vice-versa.

Black Star empurrou minha cabeça para seu colo e começou a desembaraçar meu cabelo.

- Como você consegue dormir com isso preso? – fingiu que passava blush em seu rosto com meu cabelo – Sério, porque eu nunca vi ele solto?

- Ora, — respondi – pelo simples fato de ele ser muito grande e eu não querer que ele caia no meu olho.

- Posso ver ele solto? – riu – Posso? Posso? Posso?

- P-Pode, — levantei-me e o soltei – Acho que posso s...

- Wow! – seus olhos brilharam – Sabia que você é muito bonita?

- Obrigada? – corei.

- Deixe assim mais vezes! – sorriu.

- N-Não, – comecei a desembaraçá-lo rapidamente – C-Claro que n-não. E você quis dizer que eu não era bonita antes, é?

- Não! Quer dizer, — tentou se explicar – é que, é, você ficou, erm... Mais bonita do que já era, porquê claro que você era e...

- Estou brincando, Black Star. – gargalhei – Fica tranquilo que eu não estou falando sério.

- Jura? – olhou torto.

- Claro que sim! – sorri.

- Nee, Tsubaki, — olhou-me – quer que eu te conte aquela história do meu Clã, já que estamos sem o quê fazer?

- Eu acho que é melhor deixarmos essa conversa para quando estivermos bem em casa, não? – repondi.

- E aquela outra conversa, hm? – perguntou – O quê está acontecendo com você nesses últimos dias?

- Eu já te disse que não tem nada acontecendo. – corei – Vamos falar em casa sobre isso também.

- Poxa, — sorriu – tem muito assunto para falar em casa né? Mas então o quê vamos fazer? Treinar?

- Não! – joguei-me no meu travesseiro – Tivemos tempo de sobra pra treinar, não?

- Eu só estou dando sugestões, tá? – abaixou a cabeça – Não tenho culpa que meu sono já se foi.

- Já sei sobre o que podemos conversar. – respondi.

- Diga, então. – colocou seus braços sobre suas pernas como quem estava prestando a atenção.

- Bem, — comecei – é que... Eu tive um sonho esses dias que foi muito estranho. Eu estava mergulhada na água. Eu comecei a ouvir vozes, então vejo uma mulher bem parecida comigo. Primeiro eu pensei que ela fosse minha irmã mais velha ou uma prima, sei lá, mas a mulher disse que era minha mãe. Eu achei meio estranho ser minha mãe pois ela morreu quando eu ainda era bebê, mas fazer o quê, né? Ela me disse umas coisas estranhas, mas me disse para tomar cuidado com um demônio, que vinha de uma família de demônios. Eu não entendi nada, pra ser sincera, quem pode ser?

Black Star abaixou a cabeça e ficou sério.

- Será que ela não estava falando de mim?

- Claro que não, Black Star! – levantei sua cabeça – Aquele negócio da sua família ser de mercenários e serem "considerados" demônios, não pode ser você. Até porque ela disse que era perigoso, e nem em um milhão de anos você pode ser considerado perigoso.

- Então precisamos descobrir quem é urgentemente, — sorriu – já pensou se ele estiver perto?

- Bom, eu não sei mas, Ohh – bocejei – me deu sono. O quê acha de dormir, agora?

- Ah! Mas eu ainda não estou com sono – discordou.

- Se você se deitar, provavelmente vai começar a sentir sono. – expliquei – Como você quer estar disposto para ir lá e acabar com a raça daquela bruxa que pegou a nossa Patty?

- Tem razão, — deitou-se — Temos que ir com força total. Quantos lugares mais essa bruxa vai nos fazer ir?

- Não faço a mínima ideia, mas durma. – respondi já com os olhos fechados.

- Como você é chata, Tsubaki. – fez cara de emburrado.

- Para de drama, — fiz carinho no cabelo dele — precisamos de força total amanhã, lembra, o quê você acabou de falar?

- Tá, boa noite. – deu-me um beijo na bochecha todo vermelhinho.

- Boa noite. – beijei-o na testa.

- Sabe, eu qu... – ele já havia dormido.

Como Black Star dorme rápido! Pelo menos não está roncando agora, será que está mais calmo? Acho que foi o sonho que o fez ficar nervoso. De onde veio aquilo? Eu, me jogando de um precipício? Ele deve estar lendo muitos livros.

Ele agarrou meu braço como se o mesmo fosse um bichinho de pelúcia.

- Você não tem jeito mesmo né?

Baka.

Notas finais
Erm, acho que também dá pra perceber que eu shippo Black StarxTsubaki.
Até o próximo capítulo então, esse próximo vai demorar.