Suza
11 Mary
Notas iniciais
Vou postar esse e aí vocês vão ficar sem, how sad ):
Bom, boa leitura pra vocês.
(Mary-sensei linda o/)
- Mary?
- Hã? – acordei numa paulada – Porque diabos você me acordou a essa hora? Eu estava num sonho tão lindo!
- Olhe lá – apontou para Kid e Liz que estavam arrumando suas barracas – Isso não te lembra nada? – soltou a fumaça do cigarro.
- Você poderia ter só um pouquinho de consideração com a minha pessoa e não fumar dentro da barraca. – abanei o local com minhas mãos e me dirigi até a “porta” da barraca para ver melhor – Não, nada me vem à mente.
- Não mesmo? – levou o cigarro a boca e, em seguida, expirou – Olhe mais atentamente.
- Nada. – Glup. O quê me veio a cabeça foi... Ele com certeza não está falando sobre isso, não mesmo.
- O quê lhe veio a cabeça? – encarou-me.
- N-Nada. – corei. Será que ele está pensando nisso?
- Sei que pensou naquele dia. – sorriu e deu a última tragada no cigarro.
- Q-Que dia? – arrumei o cabelo – N-Não p-pensei em d-dia nenhum.
- Hm. – jogou fora o cigarro – Te conheço, sei que pensou naquele dia no Shibusen.
- P-P-Por quê está falando disso ag-gora, Stein? – fiquei completamente vermelha e sem jeito.
Ele começou a rir enquanto eu corria para meu lugar no colchão e me escondia no edredom.
- Você é muito fofinha, sabia? – bocejou – Acho que também vou me deitar, já deve estar bem tarde. Pare de se esconder, não tenha vergonha.
— Por quê desenterrou isso? – respondi com vergonha.
— Por nada. – olhou para cima – Só olhei para os dois e me lembrei. Não se esquecem fatos importantes.
“Mas o quê diabos este homem está falando? Desde quando isso é importante pra ele?”
— Você é engraçada. – passou a mão no meu cabelo – Não vejo problema nenhum.
Problema? Tá brincando? O melhor dia da minha vida? Como eu sou boba. Tínhamos quinze anos. Fizemos uma noite de leitura na escola, estavam todos lá. Minha artesã era uma menina chamada Karen, que estava doente no dia e não pode comparecer. Como eu fiquei sozinha, os professores não tinham onde me colocar, já que as barracas eram de dupla. Stein se ofereceu para me abrigar, já que a dele e do Senpai era maior. Eu aceitei, claro. Eu gostava do Stein naquela época. Ele até tinha se declarado pra mim acidentalmente num jogo que tínhamos feito algumas semanas antes. Ficamos quietos olhando para o chão, sem falar uma palavra sequer. Senpai começou a falar que queria dormir do meu lado porque eu era linda e coisas assim, como costumava fazer. Ele disse que tínhamos que montar a barraca, e como eu estava ali, deveria ajudar também. Montamos juntos a barraca e quando terminamos já era noite. Todos já estavam dormindo e nós lá, contando historinhas de terror. Stein estava nervoso, pois Senpai havia pedido para de ele me beijasse de uma vez. Ele ficou meio sem jeito, porque, nunca foi de ter jeito com palavras. Eu, claro, fiquei mais vermelha que pimenta e fiquei completamente sem reação. Stein se aproximou e disse que eu não precisa ficar nervosa, afinal, mais do que ele eu com certeza não estava. Segurou meu rosto, acariciou minha bochecha, sorriu e me beijou, do jeito mais cavalheiro possível. Todos os estudantes sujeriram que nós namorássemos, pois formávamos um casal muito bonitinho. Eu não fazia a mínima ideia de como namorar uma pessoa, faria tudo errado provavelmente, mas nem adiantou saber se eu sabia ou não como fazê-lo pois Stein respondeu que não, pois tínhamos uma vida inteira pela frente, não era preciso pressa. Confesso que fiquei surpresa com sua resposta. Eu esperava mais uma face corada, tímida, não uma de negação. Mesmo com o tempo passando, nunca parei de gostar dele de apreciar cada movimento que ele faz. Me irrita, quer dizer, é um saco gostar de uma pessoa tanto assim e ela nem me dar bola. Descobri como namorar ao longo do tempo, mas nada mexeu comigo o suficiente para tirá-lo de minha cabeça. Paixões são insuportáveis, só servem para sofrimento, por isso resolvi deixar tudo isso de lado e não me permitir nenhum tipo de relação amorosa com ninguém, muito menos com ele.
— Ok, — respondi vermelha – eu me lembro, sim. Só não sei onde quer chegar com essa conversa.
— Só estou comentando. – sorriu maroto – Sei que fiz muito errado daquela vez. Fui burro e te perdi.
— Me perdeu? – sorri – Que papo é esse?
— Esqueça, vamos dormir. – deitou-se.
— Arigatou. – abracei-o – Por tudo o que você fez por mim.
— O quê foi isso agora? – abraço-me de volta – precisa me abraçar pra isso?
— Não... – soltei-o – eu...
— Não pedi pra parar, volte aqui.
— Erm... O quê? – perguntei com vergonha.
— N-Nada, — virou a cara vermelho – esqueça.
— Não! – ri com tom irônico – Você está envergonhado?
— Claro que não! – respondeu coçando a cabeça.
— Tá bom, — sorri – podemos dormir?
— Hm, sim. – deitou-se – Que horas são agora?
— Não faço ideia. – bocejei.
Quando eu achava que iria finalmente dormir, Azusa adentra deixando-nos assustados e nos fazendo bater as cabeças uma na outra.
— Ei, vocês dois. – cochichou – O quê diabos estão fazendo aí agarrados nas cobertas?
— Nada! – Stein corou-se – O quê está insunuando?
— Não fiz nada. – respondeu Azusa – São 4:30 da manhã, já estou descansada, podemos começar a procurar a caixa.
— Já? – sim, eu realmente queria ficar com ele por mais tempo.
— Sim, — Stein levantou-se – quanto mais cedo formos melhor, não?
— Concordo. – Azusa sorriu se retirando a barraca.
— Vamos acordar as crianças. – levantei-me.
Notas finais
Bom, estou indo viajar, esperem um pouquinho tá? Já tá quase lá (:
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