Suza

12 Liz


Notas iniciais
Vish vocês vão querer me comer viva ):

O tempo está passando muito devagar. Devemos achar essa maldita caixa azul e seguir caminho, mas não, precisamos descansar e “blá blá blá”, como se cansaço fosse sequer me parar.

Eu só sei chorar e chorar e chorar, como uma inútil, eu deveria estar procurando-a neste segundo.

- Essa fogueira aí já está quase apagando. – apareceu Kid com um sorriso torto – Daqui a pouco você fica doente nesse frio.

- Que frio, o quê. – respondi chorosa – Não enche.

- Ei calma, — sentou-se do meu lado – Só vim aqui pra tentar te animar. Você parece aquelas velhas rabugentas que moram com centenas de gatos.

- O QUÊ? – olhei com raiva.

- Wow! – riu-se – Tá vendo? Velha rabugenta!

Até que eu dei um sorriso.

- Queria só te lembrar, — continuou – que você não é a única triste. Eu, todos nós sentimos falta dela, todos estamos tristes, cada um com seu jeito estranho de ser, mas estamos muito tristes, sim. Tudo que nos resta fazer é jogar o jogo da bruxa. Lembre-se do que está em jogo.

- Jogo, jogo, jogo. – gritei – Isso é o quê mais me irrita! Ela pensa que isso, vida de Patty, não passam de um joguinho para passar o tempo. Que raiva!

- Sei disso, Liz. – secou minhas lágrimas – Será que você podia tentar dormir um pouco para reabastecer suas energias?

- Com muita ou pouca energia vou continuar procurando por ela, não preciso dormir, droga.

- Será que você podia ser um pouquinho menos teimosa? – suspirou – Isso é para o seu bem.

- Eu estou bem, Kid. – respondi fria.

- Você prefere procurar Patty nessas condições? – olhou-me nervoso – Tudo bem então, o problema é seu. Só não venha reclamar se lhe faltar energia, você nem sequer comeu!

Isso era verdade. Black Star foi caçar um veado e o trouxe inteiro para termos o que comer. Ele só não sabia como deixá-lo limpo. Sorte que Sid-sensei sabe, senão estaríamos famintos. Eu gosto das coxas, não sei dizer porque, sou simplesmente apaixonada, mas por algum motivo, nem encostei na comida. Não sei se foi falta de fome, talvez falta de vontade de comer. Quem precisa comer quando minha pequenininha está nas garras daquela vadia, que está fazendo sei lá o quê com ela. Argh, não posso nem pensar no que pode estar acontecendo, vou ficar pior ainda. Me sinto fraca. Caio então no ombro de Kid, não tenho energia sequer para abrir meus olhos.

- Você não pretende dormir no meu ombro, né? – sorriu.

- Desculpa, — respondi como um zumbi.

- Não, explicou-se – é que, não é nada confortável dormir num ombro, certo?

- Tanto faz, na verdade. – falei quase morta – Por acaso isso foi uma indireta para arrumar a barraca?

- Erm... – coçou a cabeça – E se for?

- Ah Kid, — reclamei – estou com muita preguiça pra isso!

- Vamos fazer assim, — levantou-se – se você me ajudar sem reclamar, eu... Diminuo seu tempo de trabalho nas obras, que tal?

- É serio? – arregalei os olhos.

- Seríssimo.

- Mas, Shinigami-sama vai te matar! – respondi amedrontada.

- Vai nada! – corou – Nós dois conseguimos dar conta, ele só está fazendo isso para ter uma desculpa para todos vocês virem para a escola. Além do mais, as aulas estão suspensas, como ele daria as notas?

- Faz sentido, pensando bem. – sorri e me levantei como um monstro do pântano, literalmente, porque eu estava com uma cara bem parecida com a do monstro – Eu arrumo, sim.

- Nem pensar! – pegou o tecido – Se você o fizer, vai ficar tudo torto!

- Ei! – parei e apoiei-me na árvore – Só jogue o tecido e vá logo.

- Vou pular lá correndo, — riu-se – 1, 2 e...

- Três! – gritei e corri me tacando no colchão.

- Espera! – olhou-me bravo – Levante-se!

Levantei-me às pressas.

- Olha para esse colchão! – arrumou-o rapidamente – Como você consegue relaxar, olha para essa assimetria!

- Ai Kid, como você é chato!

Só queria dormir, e acordar bem amanhã para procurá-la nee-san. Na verdade, queria que na hora que eu acordasse você estaria lá, do meu lado, como sempre foi.

Notas finais
ficou curto mimi