Suza

17 Maka


Notas iniciais
Olha só quem voltou pro site! Sentiram saudade?
Desculpa a demora é que ta meio complicado escrever com semanas de provas. Eu até consegui escrever no meu caderno nos intervalos que sobram depois que acabam as provas, mas passar pro computador tava foda porque eu não tenho tempo para outra coisa a não ser estudar.
Agora chega de falar de mim e vamos descobrir por que a Mary se arrependeu de ter deixado esses dois irem sozinhos.
TAN TAN TAN.

Adrenalina correndo solta por todo o meu corpo. Sinto-me na luta com o Kishin. Eu e Soul, novamente, trabalhando juntos.

Ah, claro. Deixe-me retomar as coisas. Mary-sensei nos deixou procurar a entrada do covil da bruxa. Por que descobrimos a localização de Acno? Simples, pois um planalto não brota numa área de planícies do nada.

Nós dois descobrimos uma entrada subterrânea, num descuido de um dos capangas da desgraçada. Claro, entramos. Lá estava ela, diante de nossos olhos, nossa pequena Patty, acorrentada na parede central de um quarto que vimos logo na porta em que entramos, ensanguentada da cabeça aos pés. Desabei em lágrimas. A primeira coisa que eu queria fazer era correr e tirá-la dali, mas a bruxa entrou na sala no exato momento em que isso me ocorreu. Nos escondemos no meio de duas tubulações na parede. Nessas horas agradeço por ser magra e pequena. A bruxa sorriu, como se soubesse que estávamos ali.

- Não gostei desse sorriso, Soul. – sussurrei – Será que ela nos viu?

- Não faço ideia, – respondeu – mas se você continuar falando, com certeza verá.

Num piscar de olhos um grande porta abriu atrás de nós, nos derrubando no chão de uma sala negra, com o chão forrado com um tapete de pelos brancos. Soul voltou para sua forma humana. Não consegui distinguir seu tamanho por conta das paredes cor de preto.

Atrás de nós apareceu o mesmo mordomo que havia sequestrado Azusa-sensei. Como mágica.

- Você de novo, maldito! – gritou Soul rangendo os dentes – O quê quer conosco?

- Cadê a Azusa-sensei? – gritei em seguida – O quê fizeram com ela?

- Calados! – ordenou o homem.

- Não recebemos ordens de pessoas como você! – Soul rangeu os dentes – Nos tire daqui!

- E se eu disser que não? – andou em nossa direção, pegando nossos pescoços um com cada mão.

Soul tentou se defender transformando um de seus braços em foice, cortando o rosto do mordomo. O homem nos soltou para secar sua ferida. Seus olhos negros ficaram vermelhos. Ele nos olhou com uma face desumana.

O silêncio de indignação era mais do que visível. Ele agarrou os cabelos de Soul jogando-o longe, fazendo-o bater na parede negra e cair de bruços no chão.

- É só o que sabe fazer, magrelo? — provocou Soul — Pode vir, não tenho medo de você.

O homem avançou para cima de Soul, socando sua barriga até faze-lo cuspir sangue. Em seguida, socou seu rosto, como se ele fosse um boneco de pano.

- Soul! – gritei quase chorando ouvindo-o gemer de dor.

- Calada, menina. – mandou o mordomo – Eu estou no comando, lembre-se bem disso. Posso acabar com você a hora que eu quiser, já que você não possui valor algum para nós.

No instante em que cessou as palavras, a parede por trás do mordomo começou a derreter, fazendo com que Acno aparecesse, bem diante de nossos olhos, em carne e osso. Para variar, a vadia estava com um enorme sorriso, estampado na cara. Usava um vestido vermelho de seda até os pés, com mangas compridas cheias de babados e um decote fundo em forma retangular. O colar que usava era sem pingentes, apenas um grande colar de pérolas negras. Cabelos amarrados em um coque alto e os olhos contornados por delineador preto.

- Mas o que diabos está acontecendo aqui, Ratsuya? – colocou as mãos na cintura com tom de brincadeira – NUNCA desmoralize uma mulher desta maneira!

O mordomo bateu as mãos como se estivesse as limpando.

- Perdão, Acno-sama. – curvou-se colocando a mão direita atrás das costas.

- Não há desculpas para isso! – segurou suas bochechas com sua mão apertando-as como para machuca-las. Mas que tentativa terrível de tentar machuca-lo. – Não fique triste, Maka querida. – olhou-me soltando o mordomo e vindo em minha direção – Ratsuya diz essas coisas mas ele nunca fala sério.

Eu não sabia o que fazer, ou para onde fugir, eu já estava grudada na parede. A bruxa parou quando chegou a menos de meio braço de distância, abaixando-se para olhar diretamente para mim, sorrindo. Cuspi em seu rosto, para que ela soubesse a repugna que eu sentia dela. Acno endireitou as costas, removendo de vez o sorriso da cara e limpando o rosto com a manga de seu vestido.

- Tenho nojo de você, vagabunda. – gritei, sem medo.

Enquanto ela ofegava, suas veias do pescoço começavam a ficar visíveis e seu olhos, iam de marrom para azul, olhando-me com raiva. Ela levantou seu braço e virou um tapa no meu rosto, derrubando-me. Respirou fundo e sorriu amarelo.

- Até breve, criança. – o chão começou a derreter – Espero que você aguente o sofrimento. – antes de me submergir completamente, Acno dirigiu-se para Ratsuya – Eu o quero vivo, mas pode se divertir enquanto isso.

- Maka! – gritou Soul tentando chegar até mim, arrastando-se – N-Não a machuque! MAKA!

E então apareci em outro cômodo, com paredes e chão de pedra, como um calabouço. Aparelhos de tortura eram as únicas coisas que eu via. Onde diabos eu estou?

- Bem vinda ao meu parque de diversões, Maka. – olhou-me com um sorriso sádico – Que tal vermos até onde você aguenta, hm?

Notas finais
Droga de cap curto. Até mais ver, queridos. Se tudo for de acordo com os planos sexta feira teremos mais um capítulo. Beijos.