Notas iniciais
Mil perdões pela demora, mas estou tendo uns probleminhas meio hard então acabou de não ter tempo para escrever i.i

Ikki sai em busca de seu irmão, já era quase dez horas e o mesmo ainda não havia retornado aos aposentos dos cavaleiros de bronze. Lembrava que seu irmão foi ao vilarejo então começou sua busca por lá. Estava muito escuro devido ser noite de lua nova e ao se aproximar do vilarejo sentiu os cosmos de Camus, Kanon, Saga e Shura andando pelo local.

– Ikki! O que você faz por aqui? Já é hora de criança estar na cama. – Kanon fala com um meio sorriso no rosto, usando sua roupa típica de treinamento.

– Vai se danar Kanon, estou atrás do meu irmão, por acaso você não o teria visto, teria? — Ikki fala em um tom despretensioso, mas começa a ficar preocupado ao ver a expressão de Kanon ficar séria após lhe comunicar o sumiço do irmão. Antes mesmo de falar qualquer coisa, Ikki e Kanon sentem o cosmo de Shun na direção do pomar e logo em seguida os cosmos de Saga, Shura e Camus se moverem rapidamente para mesma direção.

Ao chegarem, quase ao mesmo tempo que os três, Ikki e Kanon vêem Shun deitado abaixo de um pé de romã, com as mesmas mechas avermelhadas mescladas com seu cabelo porém em uma quantidade maior, totalmente inconsciente.

– SHUN!! – Ikki grita e corre na direção do irmão, sendo seguido pelos dourados.

Ikki apóia seu irmão e levanda suas costas, encostando no tronco da pequena árvore de romã. Shun lentamente abre os olhos e, mesmo com a luz da penumbra, via-se seus olhos em um azul profundo, sereno e tranqüilo como o fundo de um lago.

– Cuidado... Perséfone... Zagreu[1] – Sussura, com os olhos fixos em Ikki fechando-os em seguida como se estivesse adormecendo, despertando quase que imediatamente. Shun acorda como que se estivesse acabado de sair de um pesadelo, com seus olhos verdes marejados e pertubados, estava pálido e respirando pesadamente, seus cabelos voltando ao tom de verde habitual, como sempre foi e deveria ser. Ao olhar seu irmão, tão pálido quanto, abraça-o. Pouco depois começa a se acalmar e percebe a presença dos quatro cavaleiros de ouro se entreolhando e conversando entre sussuros.

– O que aconteceu... – Shun pergunta, levantando-se com a ajuda de Ikki.

– Shun, você sabe como veio parar aqui? – disse Saga se aproximando e falando calmamente dos irmãos Amamiya.

Shun conta todo o sonho para Saga e Ikki que estão perto. Shura Kanon e Camus resolvem não se aproximar mais, prestando atenção a uma curta distancia, para não intimidarem o mais novo que, já parecia bem abalado.

– Então Hades está desperto e pretende nos atacar? – Ikki pergunta para Shun.

– Não acho que seja isso. Não sei bem como eu sei disso mas, de alguma forma, parecia que Hades não sentia nada agressivo em relação a Atena, me parece que foi ela a responsável por ter mostrado a ele quem realmente é o culpado da Guerra Santa. Em compensação um ódio cada vez mais crescente por Zeus estava brotando em seu peito.

Vamos falar com o Grande Mestre sobre... — Antes mesmo de Saga terminar de falar, sentiu o cosmo de Mascara da Morte e Afrodite, mas não estavam só. – Vamos até os dois e de lá falaremos com o Grande Mestre, me acompanhem.

Os seis cavaleiros foram em direção a entrada do Santuário, onde Máscara da Morte e Afrodite estavam acompanhados de uma linda mulher de baixa estatura, de pele muito clara e cabelos cor de avelã, os olhos eram de um denso verde, como as folhagens encontradas no coração das florestas. Usava flores adornando o cabelo e enfeitando uma bela túnica branca de linho. Ao ver os seis se aproximando, se esconde atrás do cavaleiro de peixe. Possui um cosmo divino, sereno e doce, mas no fundo desse cosmo, tem alguma coisa estranha. A garota imediatamente pousa os olhos em Shun, quem a encara também, da mesma forma tímida.

– Não se preocupe minha senhora, eles são como nós, não lhe faremos mal. – Disse Afrodite ternamente para a moça. – O Grande Mestre já está de sobreaviso e você poderá passar pelas doze casas.

Kanon gesticula com os braços para Mascará da morte em um gesto com os ombros indicando curiosidade, numa pergunta muda de “quem é”, e o cavaleiro de câncer apenas gesticula com os lábios, formando a palavra “Perséfone” para o espanto do geminiano. Sem que ninguém mais perceba, o Cavaleiro de gêmeos forma com os lábios para o cavaleiro de Cancêr um inaudível “fica”.

– Bem, vão na frente, precisamos falar com o Grande mestre também mas, vocês me parecem cansados, depois falaremos com ele. – Kanon fala com um ar despretensioso.

– Certo, ah antes que me esqueça... Kanon eu tenho que falar com você também, é meio urgente. Afrodite, Senhora Koré, se importam caso eu fique aqui, já estamos na entrada do Santuário, aqui não existe mais risco algum. – Afrodite estranha o comportamento de Máscara da Morte e resolve fazer seu jogo assentindo com a cabeça positivamente.

– Eu confio em vocês rapazes, graças a vocês eu estou salva. – Koré sorri graciosamente e lança outro olhar timido para Shun. Afrodite se vira e segue viagem com Koré.

Quando os cavaleiros sentem o cosmo de Koré subir as escadarias, todos os dourados ali reunidos e os dois irmãos Amamiya encaram curiosos o segundo cavaleiro de Gêmeos.

– Essa moça, tem certeza de que é Persefone? – Diz Kanon sério para Máscara da Morte. –como vocês a encontraram?

– Ela foi atacada no antigo castelo de Hades por um espectro, ou o que parecia ser um especro, tinha um cosmo muito estranho, Mas sua armadura reluzia como as Sápuris. E eu garanto que eu conheço uma Sapuris quando vejo uma. Não conseguimos pegá-lo, acredito que deva ser algum deus ctônico[2] menor que deveria estar buscando vingança. Chegamos bem a tempo. – Máscara da Morte afirma.

– Mas Perséfone também não é considerada uma deusa ctônica? – Shura pergunta um tanto intrigado.

– Perséfone sim, Kóre não. – Camus fala – Perséfone ficava apenas seis meses no submundo e seis meses na Terra em companhia de sua mãe..

–Shun...SHUN! VAMOS ATRÁS DELE, MAS NÃO O PARE! – Saga grita ao ver o cavaleiro de Andrômeda correr na direção oposta ao do santuário, interrompendo Camus.

Os cavaleiros acabaram seguindo o cavaleiro de Andrômeda até a região do cabo Sunion. Chegando lá havia uma tênue névoa rasteira onde Shun foi cada vez mais próximo a caverna na qual Kanon havia ficado preso, parando subitamente. O vento começou a soprar e aumentar o volume da névoa. Os cavaleiros de ouro e o Cavaleiro de fênix o alcançaram sem dificuldades.

– Merda, aqui é a entrada do Umbral, o que está aconte... – Mascara da morte começa a reclamar mas para subitamente ao ver o cabelo do cavaleiro de Andrômeda tornar-se totalmente vinho e virar-se, encarando o com os mesmos olhos azuis que Ikki haviam vistos.

Notas finais
[1] Zagreu - Tem mais de uma história referente a Zagreu sobre seu nascimento. Uns dizem que era filho de Hércules, outros de Zeus e tem até mesmos versões que alega ser de Hades, mas a mais aceita era que era filho de Zeus. Zagreu teria sido atacado por um Titã e teria morrido, restando apenas seu coração vivo em que ele preparou uma poção e engravidou Semele, quem lhe fez um pedidido e Zeus sem saber o que seria atenderia. Elaqueria ver a verdadeira forma de Zeus, e o mesmo se arrependeu depois, pois sabia que seu explendor divino a queimaria. Zeus tira o feto ( ou sabe se lá o que) das chamas que estava no sexto mês de gestação na qual Zeus o coseu em sua coxa (heeeeim oO'''??)

[2] Ctônico - Forma de se referirem ao panteão do submundo na mitologia grega.