Sussurros do Submundo
6 Ctônico ou Olimpiano?
Notas iniciais
– Onde diabos eles foram parar? – Ikki olha para os lados, procurando pelo local mas nem sinal de Mascara da Morte ou de Shun.
Shura e Saga concentravam seus cosmos para ver se sentia o cosmo de algum dos dois em resposta, e não obtiveram nada. Camus estava tentando achar uma resposta plausível para isso e Kanon estava procurando da mesma forma de Ikki.
– Eles simplesmente evanesceram DO NADA! Saga, tem alguma idéia? – Kanon pergunta desnorteado.
– Não... pior que não. – Saga responde saindo de sua concentração, com uma expressão bem preocupada, começando a andar no local procurando por pistas.
– Aliás, o que vocês estão fazendo por aqui? – Ikki pergunta, lembrando que é incomum ver um numero tão grande de cavaleiros de ouro fora de suas casas, principalmente se estavam para receber um visitante.
– Não adianta, não os encontro, vou reportar ao Grande Mestre. – Shura fala antes mesmo de Kanon resporder a pergunta do Ikki.
– Vamos fazer o seguinte, Ikki e eu não sentimos a presença estranha, a umbra, umbral sei lá o que e muito menos o cosmo que vocês três sentiram, então, Shura, você fica com meu irmão e o Camus, enquanto eu vou explicando o que houve no caminho para o Ikki e reportaremos o ocorrido ao Grande Mestre. – Kanon olha de Shura para o Ikki.
– Encontrando meu irmão e trazendo-o a salvo por mim tudo bem. – Ikki fala com uma expressão aflita e Shura confirma com a cabeça.
Os dois saem rapidamente em direção a escadaria do santuário e pouco depois Saga vê uma chama azul brilhando, no fundo da sela do cabo Sunion.
– Rapazes, acho que encontrei algo.
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– MAS QUE PORRA É ESSA ?!– Mascara da Morte fala ao olha para o garoto a sua frente. A nevoa que os encobrem começa a ficar cada vez mais forte, e Máscara da Morte para não perder Shun de vista se aproxima. Shun lhe estende a mão – “vou me arrepender disso, tenho certeza... merda” — pensa e segura a mão que lhe foi estendida, pouco antes de perder totalmente de vista o garoto.
Máscara da Morte sentiu-se guiado num caminho totalmente branco por mãos mornas e delicadas, era como se estivesse andando dentro de uma nuvem iluminada por algumas luminescências azuis, que conhecia muito bem o que era [1]. Não via nem mesmo suas mãos, nem a que segurava o garoto, nem a que estava solta ao seu lado. Começou a ouvir o barulho de corredeiras e sentiu água gelada bater nos pés de sua armadura e pouco a pouco, o cenário começou a tornar-se visível novamente. O cenário desolador da margem do Estiges, os espíritos perdidos e o mais assutador, estava segurando a mão de outra pessoa e não a mão do cavaleiro de Andrômeda. Este, por sua vez estava inconsciente, sendo carregado no braços do homem que segurva sua mão, um homem de cabelos negros e longos, com os olhos azuis profundos, expressão serena e de uma beleza angelical, usando túnicas negras como a noite adornadas com fios de ouro e seis asas negras em suas costas.
– Então você é o Hades? Heh não esperava que tivesse essa carinha de menina. Anda, fala logo o que quer. – Diz em tom zombeteiro, soltando da mão do deus grego quando ouve Shura reclamar um “Porque infernos estamos aqui?”
– Shura? – Mascara da Morte chama, sem tirar os olhos do deus Ctônico.
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– Então Kanon, me diga, o que vocês foram cheirar lá? — Ikki pergunta impaciente
– O Grande Mestre nos comunicou que Afrodite e Máscara da Morte estavam voltado e que traziam uma pessoa com ele, mas não entrou em detalhes, e pediu para averiguarmos nas redondezas pois novamente, os cavaleiros de ouro que serviram como espectros sentiram aquele cosmos suspeito, desaparecendo logo em seguida.
– Você acha que o submundo estaria planejando um ataque, por isso enviaram a Perséfone? – Ikki pergunta apreensivo, lembrava do que o irmão havia dito mas, não confiava em Hades nem um pouco.
– Duvido muito, eles tiveram uma grande baixa e mesmo sendo um deus, Hades demoraria um pouco para se reestruturar. – Kanon fala
– Então? – Ikki pergunta curioso
– Lembra de quando seu irmão estava em transe? O que ele disse? – Kanon fala pensativo.
– Acho que mencionou Perséfone e Zagreu, o que isso significa.
– Imagino que conheça o mito de Perséfone, do seqüestro e blá,blá,bla... e lembra também de que seu irmão falou que havia um crescente ódio no coração de Hades em relação ao irmão?
–Sim conheço bem o mito e me lembro disso também. Mas o que um tem a ver com o outro?
– Pensa bem, Zeus dá a mão de sua filha em casamento para o irmão, e depois a tem como amante e Hades nunca fez absolutamente nada. Não acho que Hades deixaria isso assim tão tranquilamente sabendo que foi traído. Só se alguém o estivesse controlado ou ele fosse muito tranquilo. Sinceramente, acredito que possa ser os dois.
– Entendo, mas Perséfone não faria isso, ela teria que ter um poder que sobrepujasse o de Hades ou ter livre acesso entre os planos, coisas da qual ela não tinha.
– Ela não tinha, mas Dionísio tinha esse acesso e poderia muito bem estar trabalhando para Zeus. Quando ele nasceu, pela primeira vez, nasceu sob o nome de Zagreu. Nasceu como olimpiano, da mesma forma que Hades, mas morreu e tocou o submundo, restando apenas seu coração pulsante, então Zeus o fez renascer engravidando uma mortal e ele recebeu o nome de Dionísio, e ele é o único deus que pode entrar em ambos os planos, além de Hades.
– Beleza mas... segundo a mitologia Dionísio também não era amante de Perséfone?
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Shura Saga e Camus foram levados até onde Mascara da morte estava seguindo a mulher de cabelos negros, a mesma a que Shun havia visto.
– Fico surpreso que conseguiu me seguir pelo umbral, havia pedido a Hécate para trazerem vocês aqui, preciso que dêem um comunicado meu a Athena – Hades fala encarando Mascara da Morte.- Diz enquanto se aproxima do cavaleiro de câncer.
– Se você consegue usar o corpo do Andrômeda porque você mesmo não dá o recado? – Diz de forma impetuosa para o deus do submundo.
– O cosmo de Atena me impede de tomar o corpo do garoto, ao chegar na escadaria ele recobraria a consciencia. Não precisa ficar na defensiva, no momento eu não sou o inimigo de vocês e sim a mulher que estão abrigando no santuário neste exato momento.
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