Susan, a filha de um Vingador (2° Temporada)
73 Julgamento Infernal
Notas iniciais
POV Susan
Não tinha palavras para descrever o que eu estava sentindo, só sei que nunca estive tão grata por estar viva. Desfiz o abraço com meu pai
— Os outros já viram você? — meu pai perguntou
— Não. Queria que fosse o primeiro, segundo no caso — falei olhando-o.
— Passei os últimos dias no seu quarto e você acorda justamente quando não tô lá — meu pai falou fingindo estar ofendido
— Em minha defesa, não estava no controle de quando acordaria, meu pai — respondi olhando-o e ele sorriu
— Vamos falar com o pessoal — meu pai falou e seguimos para fora da oficina.
Começamos a subir a escada e ele indicou que eu esperasse. Ele foi na frente, passou pelos vingadores, todos o seguiram com o olhar, meu pai se aproximou do balcão do bar e se serviu de uísque.
— O clima aqui tá tão pra baixo — meu pai falava como se não fosse nada — Acho que uma viagem nos faria bem.
— E a Susan? — Natasha perguntou
— O que quê tem ela? — ele perguntou e tomou um gole
— Como você pode pensar em viajar com a Susan naquele estado? — Steve falou indignado
— Não sei, pai. A situação pede uma festa, ao invés de uma viagem — mal terminei de falar e fui abraçada pelos vingadores
Vi o momento que todos ficaram aliviados ao me ver bem, olhei em volta e vi que havia um Vingador faltando.
— Onde está o Clint? — perguntei e eles se olharam
— Não sabemos — Steve falou
— Depois que ele encontrou o corpo da Gabriella, ele sumiu — Nico falou se aproximando
— Nem eu consigo entrar em contato com ele — Natasha falou
— Tudo bem — Susan falou e mudou de assunto — Vou tomar um banho. E volto pra preparar um lanche pra gente.
Susan subiu as escadas praticamente correndo, entrou no banheiro, e quando tirou a calça e a blusa e viu a sonda pela qual estava sendo alimentada, preferiu não mexer e deixar o Banner ou o pai tirarem, tomou um banho relaxante, mas rápido. Desceu a escada e foi para a cozinha, preparou uma torta salgada, uma jarra de suco e levei pra sala de jantar. Todos se serviram, sentei entre o pai e o Nico, começamos a comer.
— Já estava sentindo falta da sua comida — Natasha falou e sorri
— O que aconteceu no tempo que eu fiquei... morta? — perguntei olhando-os
— Em resumo? — Natasha falou e eu assenti
— O exercício chitauri morreu, seu pai matou um deus, três olimpianos aparecessem na Torre e você voltou — Natasha falou
— Meu pai o quê? — perguntei surpresa
— Loki está morto — Steve falou
— Como? — perguntei olhando o meu pai
— Eu não sei, apenas senti um ódio incontrolável, peguei sua espada e sua adaga e decidi que um dos dois acabaria morto — meu pai falou — Não sei como, mas..
— Parecia que enxergava através de uma fina camada vermelha e flashes de como usar as armas passou na sua mente — falei interrompendo-o
— Exatamente isso — Tony falou e eu entendi
— A bênção de Ares — falei simplesmente
— E o que aconteceu com o Loki? — perguntei olhando o Nico
— Thor levou o corpo dele para Asgard, para que fosse enterrado — Steve falou me olhando
— Mas a alma dele está aguardando o julgamento no submundo — Nico respondeu com frieza
— Ele ainda não foi julgado? — perguntei olhando-o e ele negou com a cabeça — Porque?
— Meu pai quis esperar você acorda, para avaliar suas sequelas antes de dar a sentença — Nico falou
— Quero estar presente no julgamento — falei firme
— Tem certeza? — meu pai me olhou
— Eu preciso saber — falei simplesmente — Quero assistir o julgamento
— Vou avisar ao meu pai pra saber o horário e vamos — Nico falou, eu assenti e ele olhou pro meu pai — Ele não pode fazer nada contra a Susan no Submundo. Ela vai ficar em segurança.
— Tudo bem — meu pai falou
Seguimos a tarde, juntos e quando lembrei de uma coisa que havia pedido antes da Guerra.
— Natasha troca de roupa, nós vamos dar uma volta — falei me levantando e ela me olhou — Rápido.
— Pra onde vamos? — ela permaneceu sentada enquanto me olhava
— Você vai descobrir — respondi e ela se levantou indo se trocar
Minutos depois estávamos no meu carro, indo em direção ao hospital que a Tia Martha trabalha, liguei pedindo uma ajuda. Quando chegamos ao estacionamento do hospital, Natasha me olhou.
— O que estamos fazendo aqui? — ela perguntou enquanto eu soltava o cinto de segurança
— Você tem uma consulta — falei saindo do carro e ela me acompanhou
— Como assim? — ela perguntou me olhando
— Preciso saber de uma coisa — falei e entramos no hospital
— Oi Su — tia Martha me cumprimentou
— Oi tia. Essa é a Natasha, foi pra ela que marquei a consulta — falei e a Tia Martha olhou pra Nat
— Muito prazer — ela falou cumprimentando a Natasha
— Prazer — ela respondeu e a Tia Martha nos guiou até o consultório da ginecologista
— Ela vai chegar em alguns minutos, é só aguardar, irei visitar alguns pacientes e volto assim que der — ela falou
— Tudo bem. Obrigada, Tia — falei quando ela saiu
— Susan, o que viemos fazer aqui? — Natasha perguntou impaciente
— Teste de fertilidade — respondi e no segundo seguinte a porta se abriu e a doutora Bittencourt entrou
— Desculpem a minha demora — a doutora falou se aproximando de nós
— Tudo bem — falei ajeitando a postura
— O que as trazem aqui? — A doutora Melissa perguntou
— Vim em busca da comprovação de um milagre — falei e a doutora Melissa me olhou intrigada — A minha amiga, passou por um procedimento cirúrgico, e tudo indica que qualquer possibilidade dela engravidar foi comprometida. Estamos aqui para saber se realmente é verdade.
— Susan? — Natasha falou e eu ignorei
— Podemos fazer uma ultrassonografia transvaginal para sabermos com mais precisão — a doutora Melissa Bitencourt falou e eu assenti — Irei preparar a maca e os equipamentos.
— Perfeito — falei e a doutora se retirou
— Susan, é perda de tempo — Natasha falou me olhando — Retiraram meus óvulos e útero. Não tem como...
— Poderia aprender com seu marido a ter um pouco de fé, senhora Rogers — falei interrompendo-a — Apenas deseje com sinceridade.
— Você acha que eu não queria poder dar um filho ao Steve? — Natasha falou e pela primeira vez a vi lacrimejar — Eu queria poder.
— A minha pergunta é... você quer dar um filho ao Steve? — perguntei olhando-a
— É o que eu quero — ela falou e no instante seguinte a doutora voltou e nos levantamos.
Ela nos guiou até a maca. Natasha se deitou e a doutora fez todo procedimento.
— Senhora Rogers — Melissa falou e olhou a Natasha — A sua cirurgia não afetou em nada o seu útero. Você é totalmente fértil.
— O quê? — Natasha sussurrou surpresa e eu suspirei aliviada
— Não se preocupe. A senhora pode engravidar sem problema algum — Melissa repetiu e depois me olhou — E quanto a senhora?
— Eu o quê? — perguntei olhando-a
— A sua injeção é daqui a dois dias — Melissa falou e eu assenti
— Não se preocupe, não irei esquecer — afirmei e ela assentiu
Melissa se afastou e Natasha me olhou
— Como isso é possível? — Natasha perguntou
— Os deuses me concederam um pequeno milagre — respondi e Natasha me abraçou
— Muito obrigada, Su — Natasha sussurrou — Não sei como agradecer.
— Deixa eu ser a madrinha do seu filho e estamos quites — falei e Natasha riu
— Fechado — Natasha falou sorrindo
Horas Mais Tarde.
Eu estava a poucos metros da casa no campo. Andei até lá, subi os degraus da varanda, e bati na porta. Pude ouvir passos e a porta foi aberta em seguida.
— Pequena? — Clint perguntou surpreso ao me ver
— Oi Passarinho — falei olhando-o — Eu quero te pedir...
Ele veio em minha direção e me abraçou forte.
— Você tá viva — ele falou me abraçando — Achei que ia perder você também.
— Eu sinto muito, pela Gabi — falei e desfizemos o abraço
— Eu vi o que fizeram a ela — Clint falou entrando na casa e eu o segui.
— Clint, não causamos mortes — falei olhando-o — Não somos nós que decidimos, vida e morte está além de nós. Somos apenas instrumentos para que as mortes aconteçam.
— Depois de saber que ela morreu, você em coma por tempo indeterminado — Clint falou se sentando — Eu não consegui ficar na Torre.
— Entendo... a gente sente a sua falta, Clint — falei olhando-o — Volta pra casa
— É muita coisa pra absorver, pequena — Clint falou e se levantou
— Se quiser... Posso ajudar — falei e ele me olhou
— Usando magia? — ele perguntou e eu assenti
— Não fazê-lo esquecer, mas ajudar a com a mudança que tudo trouxe — expliquei e ele assentiu
— Então faça — ele falou, me levantei e caminhei até ele.
Nós nos olhamos nos olhos e estalei os dedos. O olhar dele que antes estava carregado de pesar, se suavizou, como se o peso do mundo tivesse sido tirado das suas costas.
— Pronto para ir pra casa? — perguntei e ele assentiu
— Vou buscar as minhas coisas — Clint falou e eu assenti
Depois de uns dez minutos, ele retornou, viajamos pelas sombras e chegamos na Torre.
— Como encontrou o Clint? — Natasha me perguntou me olhando após cumprimentar o Clint
— Poder usar magia tem lá as suas vantagens — falei e ela assentiu.
Na manhã seguinte.
Olhei pro relógio que marcava as 8h, terminei de amarrar o meu cabelo, calcei meu all star, Nico colocava a jaqueta de aviador dele.
— Tem certeza que quer ir ao julgamento? — ele me perguntou
— Tenho — falei firme, ele assentiu, me abraçou e viajamos nas sombras.
Chegamos no Palácio de Hades, e o lugar que parecia movimentado agora estava silencioso.
— É por aqui — Nico falou e eu o acompanhei
Ele seguiu caminho até a sala do trono, Hades parecia mais ameaçador do que de costume, um olha frio, sem emoções, não era o meu sogro a minha frente, era o juiz dos Mortos.
— Meu senhor — falei me curvando
— Levante-se — ele falou e eu obedeci — Estávamos aguardando você. Podemos dar início ao julgamento?
— Sim senhor — falei olhando-o
O barulho de uma das portas se abrindo chamou nossa atenção, um servo de Hades entrou, curvou-se diante de nós e disse
— Meu senhor, um dos réus insiste em falar com a sua protegida — disse de cabeça baixa como se temesse a reação dele
— Qual dos réus? — Nico perguntou olhando-o
— Loki, senhor — o servo parecia se encolher ao responder
— Quanta ousadia, depois de tudo que ele fez, ainda acha que tem o direito de falar com ela? — Nico estava irradiando ódio
— Nico... — ia tentar acalma-lo mas ele recuou
— Você não vai — ele falou me olhando
— Isso é a Susan que deve decidir — Hades falou firme
— Não pode permitir que ela vá falar com ele — Nico falou um pouco alterado — Não depois de todo mal que ele nos causou, não depois do que ele fez ao seu neto.
— Acima do que sinto, preciso ser justo no julgamento — Hades falou firme — Você deverá aprender isso.
— Sim senhor — Nico falou com a raiva mal contida
— Qual a sua decisão, minha nora? — Hades perguntou
— Verei o que ele quer — falei e Hades assentiu
— Acompanhe a Susan até a cela do Loki — Hades ordenou e o servo levantou
Caminhamos por alguns corredores, até sairmos do palácio, andamos alguns metros até chegarmos ao complexo de celas. Ele abriu a porta e indicou que eu entrasse, entrei andando pelo corredor mal iluminado, continuei a caminhar tentando ouvir algum som.
— Sabia que viria — ouvi a voz do Loki e parei me virando na direção da voz dele.
— O que quer comigo? — perguntei olhando-o através das grades.
— Pedir um favor — Loki falou e eu ri
— Deixe-me adivinhar, quer que eu interceda por você? — perguntei com ironia
— Pela Gabriella — Loki falou e eu parei de rir — Quero que interceda por ela
— E porque eu faria isso? — perguntei olhando-o
— Porque ela não deve pagar pelos meus erros — Loki falou olhando pra baixo — Ela não passava de uma peça no plano que elaborei. Não seria justo ela pagar como se tivesse planejado.
— Porque essa preocupação com ela agora? — perguntei curiosa
— Em todos os meus séculos de vida, nunca tive alguém tão leal ao meu lado, independente de tudo ela esteve ao meu lado e morreu por causa disso — Loki falou
— Ela te amava — falei olhando-o — Poderia ter desfrutado desse amor
— Não posso — ele falou e me olhou — Porque você tava certa, não sei o que é amar, nunca conheci o amor, conheci apenas o poder.
Fiquei olhando-o se levantar do chão da cela
— Mas tô te pedido apenas uma chance de poder fazer algo que não seja por mim — ele se aproximou da grade e pude ver os ferimentos causados pelo meu pai — Interceda por ela.
— Um pouco tarde pra querer ser o bom samaritano — falei virando as costas e caminhei pelo corredor
— Por favor, Susan — ele falou e eu ignorei — SUSAN!
Segui o caminho de volta até o Palácio. Retornei para a sala que o Nico e Hades estavam, Nico parecia aflito e vi alívio quando me olhou passar pela porta
— O que ele queria? — Nico perguntou
— Nada, apenas nos fazer perder tempo — falei simplesmente
— Então vamos terminar logo com isso — Hades falou e nós o acompanhamos
Seguimos até uma sala, escura e como tudo no mundo inferior era iluminada por chamas, as almas que formavam o júri se acomodaram, Nico assumiu seu lugar no júri. Hades ocupou sua cadeira de juiz. Ele indicou o assento ao lado do Nico e me sentei.
— Tragam os réus — ele falou e servos trouxeram o Loki e a Gabriela
Ambos ainda estavam com os trajes da batalha, sangue seco manchava a pele deles e suas roupas
— Todos aqui já estão cientes do que ocorreu, decidam a pena dos réus — Hades falou e os cochichos começaram na bancada.
— Queremos ouvi dos réus o que fizeram — um representante do júri falou e Hades assentiu
— Meu nome é Loki Laufeyson, Príncipe de Asgard, orquestrei minha vingança contra os Vingadores, usando a Susan pra alimentar a vida do meu exército. — Loki falava sempre mantendo a postura e a cabeça erguida — Usei tudo e todos como meus recursos, matei muitas pessoas no processo.
— Incluindo uma criança que sequer havia nascido — Nico falou e pude sentir o ódio em sua voz
— Eu sou Gabriella Francis, fui aliada do Loki em boa parte do seu projeto se vingança — Gabriella falou e isso pareceu afetar o Loki — Estava completamente ciente de casa ato e mesmo assim trilhei esse caminho.
— Não foi isso que combinamos — Loki falou baixo, mas devido a super audição do Soro consegui ouvir
— Não irei abandonar você — ela sussurrou de volta
— Qual a decisão do Júri? — Hades perguntou olhando-os
— A decisão foi unânime — o representante falou — Campos de punição.
Loki me olhou e pude ver o seu olhar uma súplica silenciosa.
— Sendo assim... — Jade começou a falar
— Espere — falei e Nico me olhou
— O que está fazendo? — ele me perguntou intrigado
— Gostaria de ter a palavra por um momento — pedi e Hades assentiu
— Conheci a Gabriella dela conhecer o Loki, ela não era uma má pessoa — falei olhando-a e olhei para Hades — Loki é conhecido por ser manipulador, mentiroso e trapaceiro.
— Tudo que fiz foi por amor — Gabriella afirmou e a Hades a olhou
— O coração é enganoso e pode ser facilmente corrompido — falei tentando ressaltar
— Não estava enfeitiçada — ela defendeu
— Cala a boca — Loki falou duro e o olhou sem entender
— Sei que não, mas sei o que é se levar pelo sentimento, fazer tudo para agradar alguém que ama — falei novamente — Acredito que tudo que ela fez não foi guiada pela maldade ou vingança, mas pelo sentimento que nutre pelo Loki. Sugiro uma punição diferente para ela.
— Qual seria a punição? — Hades perguntou intrigado
— Campos Elíseos — falei olhando-os e vi Loki dar um breve suspiro de alívio
— Torná-la uma alma a deriva no mundo inferior? — o representante do júri perguntou
— Não exatamente. Sugiro colocá-la nos Campos Elíseos, mas com todas as memórias e sentimentos que tem, para que ela possa escutar os gritos de sofrimento do Loki nos Campos De Punição — falei, vi a lágrima escorrer pelo olho da Gabriella, vi o Loki me olhar assustado — Qual punição pior do que ver o homem que ela ama sofrer?
— Não — ele sussurrou
— Por favor, não. Me coloque nos Campos De Punição, me deixem vagar sem rumo e sem memória nos Campos Elíseos, mas isso não — Gabriella suplicava — Eu imploro, aceito qualquer coisa menos isso.
— O que o júri tem a dizer? — Hades perguntou olhando-os
— O Júri concorda — o representante falou
— Estão está decidido — Hades falou se levantando — Podem levá-los
Me virei para Hades e pedi
— Gostaria de falar com ela antes — pedi e mesmo sem entender ele concordou
Fui atrás dela, os servos nos deixaram a sós em uma sala.
— Porque você fez Isso? — ela perguntou sem me olhar e tentando conter as lágrimas
— Porque se eu não fizesse não teria como você ajudá-lo — falei e ela me olhou
— Ajudar? Como? — ela perguntou me olhando
— Sei que Hades não irá poupar o sofrimento dele e sinceramente espero que ele não poupe — falei e suspirei — Existe um lago de fogo, todos os dias após a sessões de tortura, você vai aos lago, enche com água de fogo, e derrama sobre o Loki. A princípio irá queimar, mas irá cura-lo em seguida. Tem algumas árvores frutíferas nos Campos Elíseos, leve algumas e o alimente.
— Porque está fazendo isso? — ela perguntou me olhando
— Dizem em vida "até que a morte os separe", mas no seu caso, pode ser que a morte os una — falei e virei as costas.
— Susan? — ela me chamou — Obrigada
— Não agradeça, devia uma ao Loki por salvar minha vida, no Novo México — falei saindo
— Loki pediu Isso? — ela perguntou me olhando
— Ele pediu apenas que intercedesse por você — respondi e sai da sala
Encontrei o Nico e fomos de volta pra Torre dos Vingadores.
Semanas Depois
— Amor, podemos ir? — Nico perguntou abrindo a porta da minha sala no buffet
— Só um instante — falei trocando meu salto pela sapatilha, levantei da cadeira e peguei minha bolsa e as pastas sobre a mesa
— Levando trabalho pra casa? — Nico perguntou me olhando
— E vejo que não sou a única a fazer isso — falei vendo ele segurar algumas pastas também
— Só tô levando pra revisar alguns documentos — Nico se defendeu
— Vamos pra casa — falei e começamos a caminhar em direção ao estacionamento.
Entramos no carro e fomos em direção a Torre. Estacionamos, fomos para o elevador e subimos pro andar dos Vingadores, ao chegarmos as portas se abriram.
— Surpresa — os Vingadores gritaram.
Eles estavam de pé, meu pai estava segurando o bolo com 18 velas.
— O que? — perguntei surpresa
— Nós não comemoramos seu aniversário — Steve falou — Então decidimos comemorar agora
— Faz o pedido e assopra as velas — meu pai falou se aproximando
— Não preciso fazer pedido — falei colocando a bolsa e as pastas em uma cadeira — Já tenho tudo que eu quero
Assoprei forte e as velas apagaram. Os Vingadores aplaudiram animados e cortei o bolo.
— Aproveitando esse clima festivo, quero compartilhar uma coisa com vocês — Steve falou e olhou para Natasha
— O que é? — perguntei olhando-os
— Eu tô grávida — Natasha falou
Todos fomos parabeniza-los pela novidade. Clint parecia surpreso, ele sabia que a Natasha era estéril. Me aproximei dele e sussurrei
— Milagres acontecem — falei normalmente e ele assentiu
Passamos a tarde inteira comemorando em família. Quando o pensamento veio "será que algum dia conseguirei ter um filho, sem ser afetada pela perda do meu bebê?".
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