Survivors!!
14 When the demons come! (I)
Notas iniciais
Hospital geral de Starling (sexta, 24/3 – 8:45 a.m)
Oliver
Chegamos à entrada leste do hospital onde Eddie havia sido deixado encontrando Caitlin a nossa espera, uma sacola em suas mãos.
—Aqui está o que me pediu Oliver – entrega-me – Só não poderá ficar com vocês porque a policia já foi acionada e certamente irão querer levar para periciar – avisa.
—Como ele está? – Thea se adianta.
—Bem, levando em conta o que deve ter passado – diz, nos relatando tudo o que sabia sobre o atendimento ao detetive Thawne enquanto eu, Dig e Felicity fotografávamos e recolhíamos o máximo de pistas que podíamos das vestes dele – Considerando a quantidade de Vertigo encontrada no exame de sangue, é um verdadeiro milagre Eddie não ter sofrido uma overdose – comenta, suspirando – Falei com Barry. Ele, Joel e Íris virão de Central City o mais rápido possível – avisa.
—Poderíamos vê-lo Cait?- pergunto, devolvendo-lhe a sacola, ela acenando afirmativamente.
— Sigam-me – convida.
—Felicity, acesse o sistema de segurança. Quero as imagens daquela câmera – peço, indicando um ponto acima de nossas cabeças.
—Alguém já viu as gravações Caitlin? – Dig questiona enquanto a seguimos hospital adentro.
—Apenas o pessoal da empresa responsável, porém, até onde sei, não conseguiram ver o rosto da pessoa que o trouxe – informa ao entramos no elevador – Os comentários é que seja lá quem for sabia exatamente como se posicionar para não ser visto – acrescenta.
—O ponto cego! – Felicity exclama, fazendo o que lhe pedira através do tablete – Nada que um gênio não consiga resolver – vangloria-se sem a menor modéstia me fazendo rir – Estou mentindo? – indaga, erguendo o queixo em minha direção desafiadoramente.
—Por isso me apaixonei por você: sua modéstia cativante! – devolvo, beijando a ponta de seu nariz.
—Arrgh! Daria pra parar? Meu nível de açúcar acaba de dar um salto mortal triplo! – exagera minha irmã, saindo antes que nós – Para que lado cunhadinha número dois?
—Direita – orienta – Ele ainda não havia acordado e talvez não o faça tão cedo – relata, parando, assim como nós, no começo do corredor – Já puseram os seguranças. Joel falou que iria ligar para o Lance, mas não pensei que fosse tão rápido!
—Sem problemas. Somos só amigos visitando outro amigo – afirmo, envolvendo Felicity pela cintura, ela guardando o tablete em sua bolsa, seguindo até o quarto.
—Bom dia oficiais – Caitlin cumprimenta, abrindo a porta para que entrássemos.
—Minha nossa! – Thea espanta-se diante da aparência do detetive, parando junto ao leito.
—Agora está bem melhor. Precisava ver as fotos de quando chegou! – Caitlin comenta – O edema no cérebro, que era nossa preocupação maior, está diminuindo gradativamente com a medicação, o que evitara uma cirurgia-relata – O maior problema é o excesso de droga em sua corrente sanguínea, nos impedindo de aplicar medicamentos mais fortes no combate à dor.
—Ele está sentindo dor? – Thea pergunta, assustada.
—Não por estar em coma induzido – afirma – Só será retirado desse estado após a droga em seu sistema ser completamente eliminada.
—Acha que ele descobriu o paradeiro do Conde? – Dig questiona.
—Pode ser – digo, analisando os ferimentos – Que Thawne foi torturado não resta dúvida. Só precisamos saber quem o trouxe para cá e por que.
—Alguém que não gosta do Conde ou no mínimo está do nosso lado – Felicity teoriza, mordendo o lábio inferior – Não consigo nem imaginar o que ele passou nas mãos dessa gente!
—Nem eu – Thea anui, voltando-se para mim – Vê porque eu também quero receber treinamento Ollie?
—Thawne é treinado e mesmo assim foi capturado Thea. Eu já fui pego em armadilhas, porque acha que Tommy começou a sair em patrulha conosco e agora Roy também? Treinamento não nos garante segurança, apenas nos dá uma chance de defesa maior mesmo assim dependendo do treinamento que nosso oponente recebeu, pode não servir de muita ajuda – argumento, olhando-os um a um – Quem dera nunca os ter envolvido em minha escuridão!
—Ollie, drama não combina com você! E se é para dar uma chance de defesa, por que justo eu não mereço o mesmo que Tommy, Felicity ou Roy?? – questiona.
—Gol de Thea Queen senhoras e senhores! – Felicity solta – Desculpa! – pede ante meu olhar repreensivo.
—Só para lembrar, sua ex maluca e atual má-drasta do Tommy, está à solta por ai – relembra fazendo meu sangue gelar – Aliás, ela está muito quieta ultimamente – comenta, franzindo o cenho.
—Vai ver gostou de brincar de grande empresaria! – Felicity pondera, dando de ombros.
—Helena? Duvido muito – John diz, torcendo o nariz – No que diz respeito a ela melhor não abaixarmos a guarda nunca! – aconselha, cruzando os braços a frente do corpo, me encarando, e rolo os olhos.
—Falando em guarda – Felicity começa, retirando o tablete de sua bolsa – Acho que é seguro dar uma olhada nas imagens agora – diz, sentando na poltrona no canto do quarto, abrindo seus programas.
—Vamos tentar pegar quem torturou Thawne antes que a policia o faça? – Dig questiona.
—Vamos sim – afirmo, coçando minha barba – Especialmente se for gente do Conde ou o próprio.
—E quanto a tal mascarada? Vamos tentar descobrir de quem se trata? – interroga, Thea respondendo antes de mim.
—Por quê? Em minha opinião ela está fazendo um ótimo serviço. Está ajudando vocês – opina, sentando sobre o colchão.
—Se todos na cidade resolvem-nos “ajudar”, das duas uma: ou o Lance terá que prender toda a população, o que irá o enlouquecer, ou teremos a cidade mais segura do mundo! – John ironiza, Felicity anuindo.
—Concordo em gênero, número e grau muito embora goste de ver uma garota batendo nos caras para variar! – exclama, erguendo os olhos para mim – Quer dar uma olhada no que consegui? – pergunta.
—Sim – respondo, sentando no braço da poltrona a seu lado, assistindo a filmagem feita pela câmera, um detalhe chamando minha atenção – Pode aproximar essa imagem? –peço, me inclinando mais a fim de ver melhor.
—O que foi? – ela pergunta diante do meu silencio – Oliver? – chama, tocando meu ombro.
—Pode não ser nada – digo, voltando a imagem, congelando no ponto que chamara minha atenção – Essa marca de nascença e aqui – indico com o dedo – Perecem...
—Mechas de cabelo escapando por sob o capuz – completa minha fala – Loiro, diga-se – acrescenta, empertigando-se – Dig, os relatos sobre a mascarada não dizem que ela é loira? – indaga.
—Os mais recentes sim – John confirma, uma luz de alerta acendendo em meu cérebro... Será possível??- penso, erguendo o rosto em direção a porta ao escutá-la ser aberta dando passagem ao pai de Laurel seguido pela própria. _Detetive Lance...Laurel – cumprimento, ficando de pé a frente de Felicity, dando-lhe tempo de guarda o tablete – Como estão?
—Melhor que seu amigo! – Quentin ironiza – Aliás, ultimamente não tem sido como dizem uma boa – faz aspas no ar – Ser amigo, trabalhar ou mesmo se aproximar da família Queen! Eu no lugar de vocês – aponta de Caitlin para Diggle passando por Felicity – Teria cuidado.
—Pai, por favor! – Laurel ralha, me dirigindo um olhar acusador- Senhorita Smoak, como vai?
—Bem, obrigada – Felicity responde – Oliver, senhor Queen – atrapalha-se – Acho que vou indo para a QC. Obrigada por ter-me...
—Nós também estamos de saída – aviso, dirigindo um olhar igualmente acusador a Laurel – Vamos Thea, ainda tenho um compromisso antes de ir para a empresa.
—Tem é?! – pergunta, descendo da cama.
—Tenho e quero que vá comigo – digo, encarando Laurel.
—Ollie, será que podemos conversar um minuto? – pede.
—No momento não disponho desse tempo – minto – Vamos indo. Caitlin se quiser uma carona, está saindo de seu turno não está? – interrogo, ela acenando afirmativamente – Se quiser venha conosco. Quentin espero que consigam prender o responsável por essa barbárie.
—Prenderemos, pode ficar certo disso – assegura – Até qualquer dia senhorita Smoak, senhor Diggle, Thea – despede-se – Doutora Snow, assim que puder gostaria que fosse a delegacia prestar depoimento.
—Irei logo que possível detetive – Caitlin avisa, saindo juntamente com Felicity, Thea e John, eu ficando por último.
Antes de sair, troco mais um olhar com Laurel, ela abaixando a vista antes de mim.
—Fui só eu ou mais alguém notou o clima pouco amistoso entre Ollie e Laurel? – Thea “cochicha” as minhas costas assim que entramos no elevador.
—Nops! — é a resposta rápida de Felicity – Tem algo para me dizer Queen? – questiona minha loirinha brava e por seu tom farejo encrenca. Mas desta vez estava enganada em sua suposição.
—Sim, mas nada do que está pensando Smoak! – respondo voltando o rosto para encará-la – Laurel está trabalhando com a promotoria no caso de nossa mãe – informo.
—Oi? Como assim trabalhando com a promotoria? – Thea indaga.
—Faz parte da acusação – esclareço, voltando-me para minha irmã – Ela foi visitar nossa mãe junto com o promotor antes de ontem para oferecer um acordo.
—Acordo? Que tipo de acordo? – pergunta desconfiada.
—Do tipo que termina em pena de morte! – revelo.
—WHAT?! – dizem os quatro em uníssono.
—Querem que ela assuma a responsabilidade pelo que aconteceu nos Glades. Dizem que tentarão evitar a pena capital sensibilizando juiz e júri – completo, saindo do elevador seguido de perto por Thea e Felicity, John e Caitlin ficando um pouco mais atrás.
—Isso é ridículo! – minha irmã bufa – E quanto a Malcom?! Ele que chantageou, ameaçou nossa mãe e a nós, trouxe as malditas maquinas e fez sabe-se mais Deus o quê para levar aquela insanidade adiante! – relembra, parando a minha frente, obrigando-me a fazer o mesmo – Aquele cretino não pode sair dessa ileso! Até porque foi ele que executou tudo. Ele que foi responsável pelo atentado em si, não nossa mãe. Ela também é culpada e merece ser punida, óbvio, mas não sozinha – revolta-se – Me diz que ela não aceitou Ollie, por favor! – suplica.
—Ainda não, mas está pensando. Por isso vamos visitá-la, eu e você – aviso.
—Ollie, não sei se quero ir! – responde, insegura – Ainda estou com muita raiva dela – assume.
—Eu sei, mas preciso de sua ajuda para demovê-la da ideia de aceitar esse acordo. Acha que ela merece pagar com a vida por tudo, sozinha? – pergunto.
—Certeza que não! – Felicity adianta-se – Por mais que a senhora Queen tenha sua parcela de culpa, não merece isso. Malcom Merlyn sim. Ele foi o mentor e autor de tudo! – declara, Thea anuindo com um aceno.
—Malcom está morto – relembro.
—Isso não podemos afirmar – John intervém – Lembre-se de que não encontramos o corpo dele em lugar nenhum.
—Sei disso John – rebato – Mas também não podemos provar o contrário.
—Mas não podemos permitir que nossa mãe leve toda a culpa – Thea protesta.
—Não iremos speedy. Vamos impedir isso juntos — asseguro.
—Ótimo, agora que chegamos a um acordo, vocês vão visitar a senhora Queen enquanto eu vou QC...Mas antes vou passar em casa para trocar essa rou...
—Cachorro, cretino, cafajeste! – a onda de xingamentos interrompe Felicity, fazendo-nos voltarmos para Caitlin, que se encontrava parada alguns metros atrás segurando o celular com tanta força que os nós de seus dedos estavam ficando brancos – Eu vou esganar aquele filho da mãe cínico!! Melhor: vou castrá-lo! – ameaça, passando entre nós feito um furacão rumo à saída.
—Mas o quê?!? – indago, olhando de Thea para Felicity, confuso.
—Algo me diz que o Merlyn está em apuros! – John exclama.
—Nem quero imaginar o que ele aprontou para tirar Cait do sério desse jeito! – Felicity exclama – Melhor alcançá-la e tentar impedir esse iminente assassinato. Te vejo mais tarde! – diz, me dando um selinho – Cait, espera! – chama, correndo atrás da prima.
—John...
—Pode deixar, vou com elas – adianta-se a meu pedido – Não se preocupe, não deixarei que o mate....Só que aperte o pescoço até que fique sem ar! – brinca, apressando o passo a fim de alcançá-las.
—Ótimo, agora além do futuro enterro de minha mãe também terei que ir ao de meu segundo irmão, ou melhor, primeiro! –Thea resmunga – Mas também, vocês dois, vou te contar, não sabem viver sem uma boa encrenca diária! Não tem adrenalina suficiente pulando pelos telhados todas as noites não? Têm que procurar mais fontes é? – acrescenta, me estapeando, seguindo rumo à saída sem esperar resposta.
—Leoas! Estou cercado por leoas! – exclamo, balançando a cabeça negativamente – Só espero que Tommy sobreviva! – digo para mim mesmo, seguindo minha irmã.
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Apartamento Tommy (11:15 a.m)
Narrador
Sara pula para dentro da varanda agachando-se assim que toca o chão, olhando a sua volta, por sobre a mureta, certificando-se de não ter sido vista ou seguida.
Ainda agachada aproxima-se da porta que dá acesso ao apartamento, abrindo-a com facilidade, adentrando o imóvel, fechando-a logo em seguida.
Silenciosamente caminha por toda a sala, seguindo o corredor que dá acesso ao quarto, entrando no cômodo sem fazer barulho. La dentro escuta o som de água corrente concluindo que Thomas estava no banho.
Um sorriso malicioso forma-se em seu rosto enquanto caminha em direção ao banheiro, descalçando os tênis, despindo casaco e calça, sobressaltando-se ao escutar o toque do celular. Abaixa-se rapidamente pegando o aparelho no bolso do casaco olhando o visor que acendia a cada novo toque mostrando foto e nome de quem estava ligando.
—Alô – atende falando baixo.
< Alô?! > responde a voz feminina do outro lado, parecendo surpresa.
—Pois não? – pergunta a loira, recostando-se na cômoda próxima a porta do banheiro.
< Quem está falando? > quer saber a mulher demonstrando irritação.
—Com quem quer falar meu bem? – devolve a Lance caçula, apoiando as mãos, dando impulso a fim de sentar-se sobre o móvel, rindo divertida ao escutar a outra bufar.
< Thomas Merlyn. Poderia chamá-lo? > pede a mulher, não mais escondendo sua irritação.
—Poder até posso, mas ele não vai atender, está no banho – informa, completando com voz melosa – Estava muito suado depois de todo o esforço que fez... Alô? Alô? – repete, olhando a tela apagada do aparelho – Humm, bravinha! Já gostei! – exclama, mordendo o lábio inferior, olhando em direção a porta do banheiro ao escutar ser aberta – Uau! De onde vieram todos esses músculos!?
—Porra Sara, quer me matar de susto!? – Thomas xinga, apoiando uma mão ao batente da porta – Que diabos está fazendo aqui? Como entrou? – interroga, respondendo a si mesmo – Deixa pra lá! Conseguiu entrar na cave, imagina aqui!
—Além de músculos está mais esperto também! Gostei! – provoca a loira, percorrendo o corpo do empresário com evidente satisfação – Humm! Melhorou muito desde a última vez em que te vi nu! – elogia, voltando a morde o lábio.
—O que veio fazer aqui além de me secar loira? – Tommy questiona, cometendo o erro de aproximar-se demais.
—Seu celular – diz, exibindo o aparelho – Esqueceu na boate. Achei que poderia precisar.
—Podia ter deixado na sala – diz o moreno, tentando pega-lo, ela não permitindo.
—O quê? Nem um “muito obrigado Sara por arriscar-se vindo até aqui em plena luz do dia!?” – cobra, aproveitando que ele se aproximara mais na tentativa de tomar-lhe o aparelho para envolver sua cintura com as pernas.
—Obrigado Sara por se arriscar, mesmo não precisando, e poderia tê-lo deixado na sala – repete – Pare de brincadeira! Devolve logo essa droga! – irrita-se, tentando alcançar o aparelho que ela escondia as costas – Sara, pare com isso agora mesmo! – adverte, excitando-se com o roçar das pernas e do sexo da loira, protegido por uma ínfima peça rendada, contra seu corpo seminu.
—Quer seu celular de volta? – indaga a garota, não esperando resposta – Vem pegar! – desafia, enfiando o aparelho dentro da blusa por entre os seios.
—Acha mesmo que isso vai me deter? – interroga o moreno.
—Hum, hum! Sei que não vai! – exclama, apoiando as mãos sobre a cômoda, projetando o tronco para frente – Ta esperando o quê?
—Sara, para com isso – repete, encarando-a – Não estou nem um pouco a fim de...
—Não? Certeza? – questiona, interrompendo-o – Vejamos ...- insinua, surpreendendo-o ao retirar a blusa, o celular caindo ao chão, enquanto usa as pernas para soltar a toalha que envolvia o quadril do empresário, revelando sua ereção – Ele te contradiz! – exclama, triunfante.
—O que não significa que tenho que satisfazê-lo! – rebate.
—Então me satisfaça! – diz a loira, lançando os braços em volta do pescoço de Tommy, esfregando o corpo seminu ao dele, provocando – Me fode Merlyn! – pede junto ao ouvido – Me fode duro e gostoso como sabe fazer! Me fode agora! — ordena, lambendo do queixo até a orelha, mordendo o lóbulo, roçando seu sexo contra o dele mais fortemente.
Em resposta, Tommy solta um grunhido selvagem, levando as mãos à cintura da loira, rasgando o tecido fino da calcinha, penetrando-a sem nenhuma gentileza, um grito onde dor e prazer se mesclam escapando dos lábios da mulher, que impulsiona o corpo de volta, as pernas cruzadas as costas do moreno, mantendo-o preso por um segundo antes de afrouxá-las, permitindo-o sair e entrar dela novamente numa estocada tão forte quanto a primeira, repetindo o movimento mais duas vezes antes de iniciar investidas cadenciadas, aumentando e diminuindo o ritmo, fazendo o corpo dela chocar-se com o móvel, o mesmo batendo contra a parede.
—Isso! Mais forte Tommy! Mais forte! – instiga, jogando a cabeça para trás, os olhos fechados, usando os braços para impulsionar o corpo contra o dele imprimindo um ritmo frenético que culmina em uma explosão de prazer fazendo-a amolecer, agarrando-se ao empresário para evitar a queda iminente. Tommy seguindo-a após algumas investidas, aquietando-se, a cabeça apoiada sobre o ombro da loira.
Assim que sente o corpo da loira parar de tremer, Tommy sai de dentro dela, ajudando-a a descer da cômoda.
—Isso não deveria ter acontecido! – exclama, apanhando tolha e celular do chão, enrolando-a a cintura enquanto caminha em direção ao guarda roupa – Merda! Tinha que ter me controlado! – vocifera, socando a porta do móvel.
—Não faça drama Merlyn! Aconteceu e pronto – Sara retruca, vestindo a blusa, atirando o que sobrara da calcinha no cesto de lixo do banheiro – Não perdeu a pegada! Aprimorou até! – elogia a loira, aproximando-se dele, deslizando uma mão por suas costas.
—Vá embora Sara! Já me fez cometer besteiras demais num só dia – reclama, esquivando-se de seu toque, terminando de vestir a cueca, pondo a calça jeans em seguida.
—Nossa, já foi mais divertido Tommy! Tanto drama por conta de uma rapidinha! Por que isso agora? – questiona, sentando-se na cama – É por causa da Cait? – indaga, ele voltando-se rápido, encarando-a.
—O que sabe sobre ela? – quer saber, desconfiado.
—Sei que ela ligou a pouco e...
—Me diz que não atendeu, por favor! – corta-a, revoltando-se ante o sorriso da loira – Porra Sara, por que fez isso? – questiona, terminando de vestir a camisa, pegando o celular, indo na discagem automática – Atende Cait, atende! – pede, xingando ao escutar a mensagem, repetindo a ligação – Se estragou as coisas entre mim e Cait , juro que esqueço que é uma garota e te dou uma surra não importa o quanto mais treinada do que eu seja! – ameaça, xingando ao escutar a mesma mensagem.
—Não disse nada demais – Sara garante deitando-se, apoiando a cabeça em uma mão, observando-o – Quanto ao que houve, ela não precisa saber. Por acaso contou ao Oliver sobre a noite que passamos juntos uma semana antes de entrar no Gambit com ele? – questiona, irritando-o ainda mais.
—Você não entende não é? Mesmo que não fale nada, o que é impossível atualmente pelo simples fato que não consigo mentir para ela, Cait vai saber. Assim que olhar na minha cara vai saber e terminar comigo – declara, atirando o celular sobre o colchão, passando as mãos pelo cabelo – Por que fez isso Sara? Sequer gosta de mim, nunca gostou! Fazia questão de me ignorar ou azucrinar com apelidos ridículos. A única vez que fomos pra cama foi para vingar- se de Oliver, sei lá porque já que era você a traidora, não a traída! – acusa.
—Ama essa garota Tommy?? – pergunta ela, sentando, não esperando resposta – Você a ama!! Mais até do que amava a Laurel! – exclama, batendo palmas, de joelhos sobre o colchão – O pequeno Merlyn está amando de verdade! Que fofo! – vibra, apertando as bochechas do moreno, irritando-o mais.
—Pare de zombar de mim, Sara! – esbraveja, segurando os pulsos dela.
— Não estou zombando, estou feliz por finalmente ter-se curado da Laurel e ter encontrado alguém que te corresponda como ela nunca seria capaz de fazer- discursa.
—E de que adianta se vou perdê-la no momento em que contar o que houve a pouco? Se é que já não perdi quando fez o imenso favor de atender ao bendito telefone! – afirma.
—Ela vai te perdoar Tommy. Se te ama tanto quanto você a ama, vai entender que foi apenas uma transa de ocasião, um momento de fra...
—Não vai Sara – garante o empresário, entristecendo – Desde o começo sabia que não perdoaria se cometesse um deslize desse tipo.
—Falo com ela – oferece-se a loira.
—Mas de jeito nenhum! – exclama, assustado – Ai sim perco qualquer ínfima possibilidade com ela.
—Tommy, eu quebrei, eu concerto – diz, decidida.
—Uhum... Da mesma forma que concertou com sua irmã? – questiona, completando – Não, obrigado. Quero manter a esperança, por menor que seja, de reconquistá-la.
—Eu insisto em falar com sua Cait para...
—Não se dê ao trabalho! – a voz de Cait interrompe-a – Já vi e ouvi o suficiente! – declara a médica, olhando do namorado para a mulher de joelhos sobre o colchão segurando o rosto dele entre as mãos.
—Cait, eu...
—Não perca seu tempo Merlyn! – corta-o, dirigindo-lhe um olhar furioso antes de dar-lhes as costas.
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“...I was made to believe I’d never love somebody else;
I made a plan;
Stayed the man who can only love himself;
Lonely was the song I sang ‘till the day you came;
Showing me another way and all that my love can bring..”
Tommy
—Tommy eu sinto muito – ouço Sara dizer, mas tudo que consigo pensar é impedir Cait de ir embora – Eu na...
—Não enche Sara! – bufo, afastando suas mãos, saindo do quarto correndo, alcançando-a quando abria a porta da sala – Cait espere, por favor, deixe-me explicar – peço, impedindo-a de sair.
—Explicar o que Thomas? Que não é nada do que estou pensando? Que são apenas bons amigos? Que o fato de você estar desarrumado e ela nua da cintura para baixo, deitada em sua cama é normal? – questiona, me encarando de braços cruzados – Acha que sou estúpida?
—Jamais pensaria isso de você! – afirmo, sustentando seu olhar – Não pretendia mentir ou tentar te enganar inventando alguma desculpa para o que viu. Há alguns meses atrás poderia ser que o fizesse, mas não agora, não depois que nos conhecemos, que me apaixonei por você – assumo – Independente de ter visto, iria contar mesmo sabendo que corria o risco de te perder de forma irremediável – asseguro – Sei que errei, que fui um fraco por me deixar seduzir, mas por favor, me dá uma chance! Tenho sido fiel desde que começamos a namorar...
—Quer um prêmio por seu esforço?? – me interrompe, irônica, estreitando os olhos.
—Não, não de forma alguma – digo rápido – Só quero...Espero que possa me perdoar e me dar uma nova chance, só isso –peço, fazendo minha melhor cara “gato de botas”, a esperança acendendo e apagando com a mesma velocidade que um sorriso cruzou seu belo rosto, endurecendo logo em seguida ao olhar um ponto as minhas costas. Volto-me encontrando Sara, vestida, parada junto ao balcão da cozinha, as mãos nos bolsos do casaco.
—Vou te perdoar Thomas – escuto Cait dizer, voltando-me para ela novamente, seus olhos faiscando – Assim que o inferno congelar! – decreta, abrindo a porta, saindo antes que pudesse impedi-la, sobressaltando-me ao retornar, acertando meu rosto com uma bofetada forte, saindo sem me dar chance defender-me outra vez.
—Tommy eu...
—Cala a boca Sara! – digo entre dentes, cerrando meus punhos, encarando a irmã de Laurel com raiva, mas antes que possa dizer qualquer coisa, a porta de meu apartamento é aberta mais uma vez dando acesso a Oliver seguido de perto por Diggle.
—Tommy, temos que convers...- cala-se surpreso, encarando a ex amante em meio a minha sala.
—Olá Ollie! – Sara diz, encarando-o.
—Sara?? Onde? Quando?- interroga, voltando-se para mim.
—Hoje cedo, Verdant, e preciso de uma bebida! – respondo, indo até a cozinha, pegando uma garrafa de uísque em um dos armários – Estão servidos? – ofereço, servindo-me uma dose, tomando-a de um só gole, franzindo o cenho ao ver Felicity e Caitlin entrando por detrás de Oliver e John – Mas o que está ...- antes que complete a frase, quatro homens saltam para dentro de meu apartamento vindos da varanda, outros quatro entrando logo a seguir Felicity e Cait o fazerem. Em poucos minutos nos vemos cercados, acuados junto ao balcão da cozinha – Amigos seus Lance? – pergunto, tomando a frente de Cait.
—Não exatamente – responde ela.
—E são o que então? – John pergunta, as mãos sobre a arma que trazia na cintura.
—Balas não assustam esses caras, grandão! – Sara diz.
—Vou arriscar assim mesmo! – rebate, sacando a arma (que por sinal revelou-se realmente inútil!).
—Tar-er-al-Usfar! – um quarto homem surge, entrando com mais dois o ladeando, as mãos para trás – O Ha’s requer sua presença imediatamente – fala em tom pomposo e sotaque arrastado.
—Diga ao Ha’s que não vou a lugar nenhum – Sara avisa, assumindo a frente de nosso grupo.
—Ninguém diz não ao Ha’s... E vive para contar! Irá conosco por bem ou por mal, viva ou morta – ameaça – Não poderá lutar contra todos sozinha.
—Caso não tenha notado amigo, ela não está sozinha! – Oliver alerta-o, indo para o lado dela – Melhor você e seus amigos irem embora enquanto respiram – ameaça, o sujeito rindo alto.
—Vejamos quem continuará respirando – devolve, sacando a espada que trazia.
—Felicity, você e Caitlin protejam-se, Tommy, Diggle, cuidem das duas – comanda Oliver – Eu e Sara cuidamos do resto!
—Me faz um favor Merlyn – John diz, me encarando – Não morra!
—Não tenho a menor intenção de fazer isso grandão! – garanto pouco antes do primeiro homem avançar sobre nós.
Nos minutos seguintes me concentro em fazer o que Dig pedira além de proteger Cait e Felicity com sua ajuda (muito embora as duas nos surpreendam acertando alguns golpes nos agressores com frigideiras!) enquanto Oliver e Sara enfrentam o mensageiro e seus acompanhantes além de dois dos oito que haviam chagado antes dele.
Em um determinado momento, após evitar que Cait fosse ferida, sou pego de surpresa sendo prensado contra a parede do corredor. O espadachim está com a lâmina encostada a minha garganta, prestes a cortá-la, quando simplesmente afrouxa a pressão, desabando, morto por uma flecha.
Outras flechas invadem meu apartamento através da porta aberta da varanda, abatendo mais dois, ferindo outro.
Pegos de surpresa, o mensageiro e seus acompanhantes batem em retirada, deixando os corpos para trás.
—Estão todos bem? – Oliver pergunta, tenso, indo até Felicity – Está ferida! – exclama, erguendo seu rosto.
—Não foi nada! – garante.
—Cait? – chamo, me aproximando, esquivando-me da frigideira bem a tempo – Uou, sou eu, Tommy! – aviso, segurando seus pulsos – Muito embora acho que não faz diferença no momento – completo, retirando o objeto de suas mãos.
—Tommy...Está sagrando! – exclama, alarmada, levando as mãos a meu pescoço.
—Não foi nada – minimizo, vibrando com sua atenção.
—O que está acontecendo? Quem eram esses caras? – escuto Felicity perguntar.
—Talvez a senhorita Lance possa nos dizer! – John sugere, encarando-a.
—Não vão gostar de saber! – Sara assegura, sentando, verificando o ferimento que tinha no braço.
—Gostando ou não precisamos saber –afirmo irritado – Meu apartamento foi invadido, quase fui morto, fora essa pilha de corpos os quais não faço a mínima idéia de como vou tirar daqui! – reclamo, olhando a bagunça a nossa volta.
—Sorte os vizinhos não terem vindo até aqui – Cait comenta – Pronto Merlyn . Tinha razão, não foi nada – declara, levantando, me dando duas tapinhas no ombro, a voz soando fria.
—Isso quer dizer que o inferno não congelou? – pergunto.
—Não chegou nem perto! – assegura, me encarando.
—Que diabos aconteceu aqui? – a voz de Thea ecoa por meu apartamento – Sara? Sara Lance? Viva? ....
Continua
“...Half of my heart’s takes got a grip on the situation;
Half of my heart takes time;
Half of my heart’s got the right mind to tell you that…”
Half Of My Heart
John Mayer

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