Survivors!!
4 Trust Again!
Notas iniciais
Vinte dias depois (sexta 11:45 p.m)
Cave
Felicity
—Por que ele faz isso??—escuto Cait perguntar (resmungar na verdade) a meu lado e giro a cadeira, ficando de frente para ela, vendo seu rosto contraído em uma careta. Sigo seu olhar para a tela que observava onde vejo Tommy se pegando com uma ruiva em um canto da boate.
Tem sido uma rotina nos últimos dias. Quando não está ocupado gerenciando a boate, ou treinando conosco (ele tem se mostrado muito bom na luta corporal, chegando mesmo a surpreender Oliver e Dig) ou dormindo, está se pegando com alguma vadi...OPS! Garota, geralmente no escritório ou deposito.
Tudo bem que elas se oferecem para ele (que não se faz de rogado, evidente), em troca de tornarem-se Vips na boate (algumas), ou para mostrar para as amigas que pegaram Tommy Merlyn (transar com ele deve render pontos na escala social deturpada delas!) ou simplesmente a procura de prazer, sexo sem compromisso.
Já no caso dele, sabíamos o por quê: esquecer Laurel Lance.
Mesmo negando, ela ainda mexia com ele, o fazia sofrer. Ainda mais agora que parecia decidida (pra minha infelicidade) a reconquistar Oliver.
—Será que não vê que elas só querem usá-lo?—ouço-a dizer, me trazendo de volta.
—Acho que ele não se importa com isso Cait— digo, e faz uma nova careta, me fazendo rir- Desculpa! — peço quando se vira, me fuzilando com o olhar— Cait, não está apaixonada por ele, está? – pergunto, encarando-a preocupada.
—Não. Lógico que não – responde rápido, o que aumenta minha desconfiança – Mas também não dá pra dizer que não sinto nada!—afirma, mordendo o lábio.
—Péssima ideia! – afirmo – Ele ainda esta apaixonado pela Lance, sabe disso não sabe?
—Até as pedras da rua em frente a Verdant sabem disso! – diz, suspirando – Eu sei que seria uma roubada, no momento, me envolver com ele... O que não quer dizer que gosto de vê-lo se autodestruir desse jeito, porque é isso que está fazendo, bebendo e transando com qualquer uma que se oferece. Não sei como Oliver, sendo amigo dele, pode ficar de braços cruzados, sem interferir— bufa.
“Porque são dois cabeças-duras orgulhosos, porque as coisas não são tão simples quanto parecem. ”— É mais complicado do que parece! — me pego dizendo e minha prima enruga a testa, intrigada. Suspiro, pensando se devia ou não envolve-la ainda mais em toda essa confusão.
Na verdade, os dois estavam começando a se entender quando tudo desandou mais uma vez.
Pra começar, Thea batera com o carro dois dias depois de seu aniversario após mais uma discussão com a mãe. Ela saíra com as “amigas”, exagerara na bebida além de ter usado drogas, batera o carro e acabara presa. E advinha quem foi sua advogada?
Na noite seguinte a prisão dela, uma garota que acabara de sair da Verdant morreu atropelada a poucas quadras da boate. Detalhe: o ultimo número para o qual enviara uma mensagem fora o de Thomas. Pior: deu a entender que ele teria lhe fornecido a droga que a levara a ficar “viajando” no meio da rua e que resultou em sua morte.
Quer mais? Thea também tinha saído da boate quando bateu e as duas, ela e a tal garota, haviam usado a mesma droga (uma novidade que estava invadindo as ruas de Starling, Vertigo) o que levou o detetive Lance suspeitar que haviam conseguido as drogas lá.
Junte a isso o fato de que ele tem uma rincha com os dois, Oliver e Thomas, por causa das filhas (ambas!) e que ambos tem passagem por porte e intenção de venda ( no caso de Thomas) e pronto!
Lance fizera uma visita a Verdant, com a intenção de vasculhar o local, o que Thomas não permitiu sem um mandado, irritando o detetive, que resolveu investigar e descobriu um rombo nas finanças da boate, e concluiu (por conta própria) que Thomas havia usado o dinheiro para comprar a droga e revender aos clientes como forma de manter seu antigo padrão de vida.
O detetive voltara no dia seguinte, poucas horas antes da abertura da boate, com um mandado e só não descobriu a cave porque Thomas usara o tempo para encobrir tudo. Em compensação semeara a discórdia entre ele e Oliver mais uma vez, fazendo Thomas pensar em largar a gerencia da boate novamente. Alias isto só não aconteceu porque o senhor Merlyn(o pai) fizera uma viagem surpresa em companhia da nova e misteriosa namorada.
Para falar a verdade, Malcom Merlyn parecia estar evitando o filho a qualquer custo visto que ele o procurara pelo menos umas três vezes para falar sobre Thea e em nenhum momento fora recebido.
—O que é mais complicado do que parece Licy??— Cait chama minha atenção novamente.
—Não acho uma boa ideia te envolver ainda mais nisso tudo!—assumo fazendo-a erguer a sobrancelha – Já tá de bom tamanho o que sabe até agora – reitero e antes que ela proteste, a voz de Oliver chama nossa atenção.
< Felicity ... > chama, e algo em seu tom me deixa alerta.
—Oliver, o que houve? Está tudo bem?- questiono.
< Não ... Onde ... John?? > sussurra e um arrepio percorre minha coluna
—Oliver, está ferido? O que aconteceu? Onde está?—pergunto, olhando a tela verificando, pelo sinal de seu localizado, que permanecia na fabrica onde, ao que tudo indicava, era o esconderijo do Conde, o maluco que fabricava Vertigo_ Oliver? Oliver?!
< Preciso do John aqui!... Rápido! >, pede.
—Isso não é bom! Isso não é nada bom! –repito, teclando freneticamente ao mesmo tempo em que pego o celular e entrego a Cait – Vai na discagem rápida, o número está salvo. Liga pra ele agora! –peço acessando as câmeras das ruas próximas ao local onde Oliver se encontrava. – Sabia que devia ter esperado! Eu falei. Mas você me escuta? Não. Lógico que não! Ninguém me escuta aqui! Não sei nem o que estou fazendo neste bendito time! –desando a falar como faço quando estou nervosa, o silencio dele me deixando ainda mais preocupada.
< Só faz o John vir pra cá agora... Depois aceito qualquer bronca que quiser me dar! >
“Droga, é pior do que pensava! ”, reflito, virando o rosto para Cait.
—Caixa postal – diz, aumentando minha agonia – Onde John foi? Por que não estava com o Oliver?—pergunta, tentando mais uma vez.
—Longa historia- digo, observando cada câmera que consegui acessar.
—Resume! –ordena minha prima, colocando-se de pé a meu lado, pondo o celular a minha frente, me fazendo erguer o rosto para encará-la.
—Foi tentar resolver um problema pessoal – informo – E agradeço se não arrebentar meu celular — completo, a cabeça fervendo , buscando uma maneira de ajuda-lo.
—Só tem uma maneira de ajuda-lo – afirma, lendo meu pensamento – Nós teremos que ir até lá!
—Nós?? Eu e Você? É isso? –pergunto assustada, completando sem lhe dar chance de falar— E fala isso assim, como se estivesse me chamando para ir fazer compras no supermercado?
—Obvio que não! – garante – E não falei nós no sentido de Nós Duas apenas! —prossegue, apontando uma das telas.
—Deve estar brincando!?!—questiono, abrindo a boca, estupefata, ao vê-la confirmar com um gesto de cabeça – Ok. (1) Oliver me mata se por um acaso eu fizer isto; (2) os dois estão brigados esqueceu? Acha mesmo que Thomas vai querer correr esse risco?
—Só tem uma forma de sabermos — afirma, caminhando a passos largos para a escada que dá acesso a boate – Prepara tudo que vou buscar o Dom Juan!
—Cait, espera..– chamo.
—É o único jeito Licy! — reitera, saindo sem me dar chance de responder.
—Mesmo assim vai dar merda!—concluo, traçando uma rota até Oliver e tentando imaginar o que poderíamos, efetivamente, fazer sem nos colocarmos em risco também – Vai dar muita merda!
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Caitlin
Abro a porta da cave e saio com todo cuidado a fim de não chamar atenção, muito embora a entrada esteja localizada em um local discreto.. ”Nunca se sabe!”, reflito, procurando lembrar exatamente onde, na área da boate, tinha visto Thomas se pegando com aquela ...”Vadia! “, xingo ao vê-los de longe, ainda no mesmo local...”Calma Cait, calma! Respira. Oliver precisa de ajuda.”, repito para mim mesma quase como um mantra enquanto caminho até onde estão ..”Caramba, ela não se dá ao respeito mesmo!”, me admiro ao ver a garota ficar de joelhos a frente dele, as mãos no cós de sua calça, abrindo botão e zíper sem importar-se se estavam sendo observados ou não .._ Ok, isso para aqui e agora! – digo, sentindo um fogo me invadir e tenho certeza não era de vergonha!
—Thomas Merlyn, como tem coragem de fazer isso comigo!?—falo o mais alto possível, fazendo-me ouvir acima da música, parando a poucos passos dos dois, que me olham, ele surpreso, ela irritada – Então é assim que diz me amar? É este o tratamento que dá a futura mãe de seu filho?
—O QUÊ?? – gritam os dois ao mesmo tempo e preciso me conter para não rir da expressão de pânico no rosto de Thomas enquanto fecha a calça.
—Foi isso que ouviu, querida! –reafirmo, olhando diretamente para a garota com lagrimas nos olhos—Esse sem vergonha é o pai do filho que estou esperando! Me fez juras de amor, me seduziu e agora... Agora me trata dessa forma!—dramatizo vendo-o abrir a boca em choque— Sua sorte Tommy, meu amor, é que papai não veio comigo para te conhecer ou a esta altura meu filho seria órfão antes mesmo de nascer!- acrescento, segurando sua mão – Agora vem comigo.. Sorte sua, querida, que não sou vingativa ,ou faria papai dar um jeito de te fazer sumir da face da terra!—ameaço, fungando ao mesmo tempo em que começo a rebocar um Thomas Merlyn em estado de choque corredor afora – Ah se eu não te amasse tanto assim!!—cantarolo, passando por algumas pessoas que assistiam a tudo, rindo num misto de divertimento e surpresa, diminuindo o ritmo apenas quando nos aproximamos da entrada da cave, lembrando que não sabia a senha para abrir a bendita porta—Merda! –xingo, voltando-me para Thomas –Qual é a senha dessa porcaria? —pergunto, escutando o som da trava sendo liberada — Deixa para lá! Entra. –digo, empurrando-o para dentro, seguindo-o de perto.
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Tommy
Estou prestes a receber uma deliciosa sessão de sexo oral da ruiva amiga de Thea, que se oferecera para me fazer companhia outro dia, quando a prima de Felicity aparece, falando alto e gesticulando feito uma maluca, chorando, dizendo estar grávida de mim, me segurando pela mão e levando arrastado até a cave sem me dar chance de responder ou me recuperar do susto que sua declaração causara.
—Licy, tudo pronto??—escuto-a perguntar e saio do estado de letargia que me encontrava, libertando minha mão da sua, parando, ela fazendo o mesmo, voltando-se para mim.
—Ficou maluca!?!- pergunto, encarando-a — Que historia é essa que te engravidei? Por que me trouxe até aqui? E desde quando sabe da existência desse lugar?
—Eu que trouxe ela...Com a permissão de Oliver...Você disse que estava esperando um filho dele? — questiona Felicity olhando direto para a prima.
—Foco Licy, foco! O que eu disse ou deixei de dizer pra trazê-lo até aqui é o que menos importa— escuto-a justificar-se, voltando-se para mim— E ta reclamando do que? Eu que deveria me preocupar por ter-me tornado mais um número em sua coleção!
—Escuta aqui, sua maluca...-começo mas Felicity me interrompe.
—Oliver está em apuros e John ainda não voltou!—diz.
—E eu com isso??—pergunto, olhando-as.
—Sério que vai virar as costas a seu melhor amigo? — me questiona Felicity, levando as mãos a cintura – Acho que nos enganamos sobre ele Cait,.
—Pois é. Julgamos que era superior a este tipo de picuinha— Cait assente, parando ao lado de Felicity.
< Felicity! . > escuto a voz de Oliver fazendo-a pular, correndo em direção a mesa.
—Aqui. –responde nervosa. —Estamos indo — avisa, voltando-se para mim com um olhar de suplica.
—O que aconteceu?- pergunto, indo até ela, observando os monitores.
—Ele foi, sozinho, atrás do Conde e alguma coisa deu errado — informa, apontando um dos monitores – Está aqui e pelo que pude ver e ouvir enquanto Cait foi te buscar está ferido.
Olho as imagens na tela vendo a movimentação em um dos lados do que me parece ser uma fabrica abandonada.
—Onde está John? — questiono, voltando a encarar as duas -Por que Oliver não esperou por ele?
—Porque é um cabeça dura teimoso! – braveja, cerrando os punhos – Diggle foi resolver uma questão pessoal desde ontem e não deu noticia...Ainda.. Oliver não sabe — diz, mordendo o lábio – Tommy, precisamos ajudá-lo! –pede.
—Como vamos fazer isso Felicity? – questiono, vendo os olhos das duas garotas brilharem.
—Tracei um plano de resgate baseado na posição onde ele está — avisa, mostrando-me uma das telas – Se fizermos direito, conseguiremos entrar e sair sem maiores problemas.
—Por outro lado, se não fizermos, morremos junto com ele – pondero, suspirando resignado — Vamos nessa, então! –digo, acompanhando-as, pegando meu celular que começara a tocar, estranhando ao ver a foto de Thea na tela.
Recuso a chamada erguendo a cabeça no exato momento em que Felicity me atirava uma roupa.
—O que é isso??—pergunto, sem parar de andar, ainda seguindo as duas, verificando tratar-se de uma espécie de casaco verde escuro com capuz, reconhecendo-o como sendo uma das peças que Oliver usava para esconder sua identidade – Só pode estar brincando comigo!?! Não vou usar isto!- afirmo, atirando-o de volta quando paramos junto a um furgão.
—Você que sabe – diz, dando de ombros enquanto abre as portas do veiculo, jogando uma mochila e o casaco lá dentro – Mas essas roupas vão mais atrapalhar do que ajudar – avisa, me olhando da cabeça aos pés – Quer dizer, a calça nem tanto.. Mas o blazer pode esquecer... E vai sair de cara limpa mesmo? Tem certeza? – argumenta, sentando no banco do motorista, Cait entre mim e ela.
—Vamos logo antes que eu mude de ideia!—resmungo.
—Não vai mudar –Cait diz, segura – Sei que não deixaria Oliver na mão mesmo não estando se dando bem com ele.
—Então tem mais fé em mim do que eu mesmo — asseguro, vendo-a pelo canto do olho, sorrir, causando uma sensação estranha em meu estomago.
Paramos em um beco cerca de duzentos metros da tal fabrica onde Oliver estava. Enquanto troco minha roupa (por fim acabei achando melhor usar o tal casaco ), Felicity me entrega um comunicador e me passa as informações de como poderia entrar sem ser visto.
—Vou acompanhar você o tempo inteiro daqui. Se precisar, chamo a policia para armar uma distração, só que ai terão que sair mais rápido — diz, entregando-me um bastão – Sabe usar isto?—pergunta ao me ver pegar uma besta da mochila.
Coloco uma flecha e disparo, acertando uma lata de lixo ali perto.
—Responde sua pergunta!?- interrogo, e me olha, surpresa – Pratiquei alguns esportes na adolescência e um deles envolvia tiro com revolver de ar e besta. – informo, prendendo o artefato em minha cintura – Quem diria que um dia iria voltar a atirar com uma coisa dessas!
—Só que aqui não pode nem pensar em errar..- começa a dizer mas a interrompo.
—Não vou matar ninguém, Felicity!—afirmo.
—Quem falou em matar? – rebate – Só não pode errar onde quer que mire. Sua vida e a de Oliver podem depender disto ...Só pra lembrar – diz.
Balanço a cabeça, abrindo a porta lateral a fim de sair do furgão, Cait segurando em meu braço, me fazendo voltar o rosto para ela.
—Tenha cuidado!—pede.
—Pode deixar, nosso filho não será mais um órfão!—não resisto provocá-la, fazendo-a corar.
Seguindo as instruções de Felicity, entro pela janela do subsolo, subindo a escada que me leva a porta, me dando acesso ao interior da fabrica. Antes de abri-la, ajusto o capuz, cobrindo parte de meu rosto.
Ainda guiado por ela, caminho no interior do local até avistar um grupo de quatro homens que se preparava para invadir o que me pareceu ser algum tipo de escritório cujas janelas de vidro fumê não permitiam visualizar seu interior.
Não consigo evitar um frio na barriga muito menos um tremor nas mãos. A única vez em que fiz algo parecido a isto em toda minha vida foi em um campo de Paint ball... –E lá ninguém morre se você errar Tommy! —murmuro, me esgueirando por detrás de varias pilhas de engradados, gelando ao derrubar uma pequena quando esbarro acidentalmente, chamando atenção dos homens, que se voltam- Merda! – xingo baixinho.
< Tudo bem Tommy. Ainda está em vantagem. Não viram você > escuto Felicity dizer em meu ouvido < Mas tenha cuidado. Estarão em alerta de agora em diante! > avisa.
—Mesmo! Sabe que essa possibilidade nem me passou pela cabeça!—ironizo ouvindo-a derramar uma torrente de palavrões.
Avanço mais um pouco quando se voltam para a porta novamente.
—O chefe vai ficar uma fera se descobrir que deixamos ele escapar— um deles comenta parecendo aterrorizado – Não quero ser alvo da ira dele novamente!
—Então deixa de ser medroso e entra ai— um outro ordena, iniciando uma discussão de quem entraria na sala ou não, me dando uma ideia.
Armo a besta e miro em uma pilha de caixas mais afastadas disparando sem seguida, levando varias delas ao chão, assustando-os, fazendo com que três deles saíssem correndo em direção ao local, deixando apenas o que dissera temer a ira de seu chefe vigiando a porta.
Sem perda de tempo, me aproximo rápido, surpreendendo-o, e o acerto com o bastão, desacordando-o.
Abro a porta, entrando com cuidado na sala escura.
—Oliver? Ollie?? – chamo baixinho, temendo ser recebido por uma flecha certeira.
—Tommy???—escuto-o chamar e sigo o som de sua voz encontrando-o encostado em um canto, a perna sangrando e me parecendo levemente alterado — O que esta fazendo aqui? Onde está John? Por que esta usando um de meus antigos casacos?
—Culpa de Felicity; não faço a mínima ideia e, aparentemente, salvando sua pele! —respondo de trás para frente, ajudando-o a levantar, vendo os outros três sujeitos retornarem – Merda! Pensei que daria tempo sairmos- resmungo, apoiando-o em meus ombros – E agora?
—Me dê apoio para poder usar meu arco— pede e o ajudo a ficar mais firme.
—O que vai fazer?- pergunto no momento em que lança uma flecha, que se fixa em uma das paredes, explodindo pouco depois, jogando-os longe, desacordando-os, nos permitindo passar em segurança.
Não sem dificuldade, corremos até o furgão onde Felicity e Cait nos aguardavam, dando partida assim que entramos, seguindo direto para a cave.
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Cave
Narrador
John entra na boate encontrando Thea furiosa com alguma coisa que Thomas havia feito.
Evitando a garota, segue direto para a cave. Sua cabeça ainda latejava relembrando seu encontro com Layla...” Oferecer a identidade de um assassino não é exatamente a melhor maneira de tentar reconquistar sua ex John! ”, critica a si mesmo, entrando na cave, estranhando o silencio no lugar.
—Felicity? Oliver? – chama sem obter resposta, parando em frente aos monitores, voltando-se ao escutar a porta que leva a garagem, correndo ao encontro deles assim que os avista entrando – O que aconteceu? O que está fazendo vestido desse jeito Thomas? – questiona, ajudando a por Oliver sobre mesa, observando os ferimentos.
—Oliver foi procurar o Conde sozinho –Felicity começa a dizer, pegando a maleta de primeiros socorros—Por que não atendeu minha ligação? –pergunta, erguendo a mão antes que ele responda-- Esquece! O importante é que conseguimos resgata-lo e ....—cala-se assustando-se quando Oliver erguer o tronco agarrando Thomas pelo pescoço, sufocando-o —OLIVER,NÃO! -- grita.
—Oliver, pare. É o Tommy! Solte-o—Diggle ordena, segurando-o pelo pescoço – Oliver!! – chama, sacudindo-o, fazendo-o aos poucos soltar Tommy, que senta-se buscando ar para o dentro dos pulmões, Caitlin ajudando-o—É Vertigo, deve ter sido drogado de alguma forma—observa John, prendendo os braços do arqueiro a mesa—Isso deve segura-lo por tempo suficiente para tratarmos seus ferimento. Tudo bem ai Thomas? – quer saber.
—Estou bem – assegura, massageando o pescoço.
Depois que tratam os ferimentos de Oliver, os quatro sentam-se, relaxando, esperando o efeito da droga passar.
—Que raios Thea quer comigo? É a quarta vez que me liga em menos de uma hora—resmunga Tommy, olhando o celular.
—Se eu fosse você não atenderia—Diggle aconselha—Pelo menos não antes de falar com o Harper e descobrir porque ela estava tão brava com você .
—Como assim? —pergunta o rapaz.
—Quando cheguei a boate ela só não estava te chamando de santo! O resto...—afirma, levantando-se ao ver Oliver sentar-se- Calma ai, devagar—diz, segurando-o pelos ombros, fazendo com que deitasse novamente.
—O que houve? Minha cabeça parece que vai explodir!—reclama, olhando de lado – Onde estava Dig? Precisei de você lá ...
—Da mesma forma que precisei de...Esqueça, não vem ao caso. O que importa é que você está bem. Graças a seu time!-diz, sorrindo- Viu, eu não estava tao errado assim em treina-los!—afirma, orgulhoso.
—Foi loucura o que fez hoje Felicity. Vocês podiam ter morrido lá—volta a reclamar.
—Mas não morremos! – defende-se a loira, cruzando os braços – Não pense que gostei de por o meu na reta, mas não tive escolha. Era isso ou te deixar largado lá. Daria pra ser pelo menos um pouco agradecido. Um pouquinho só!
—Não estou sendo mal agradecido, Felicity—garante o loiro, sentando-se novamente – Mas reconheça que foi muito arriscado, principalmente ao envolver sua prima e Tommy...-ela o interrompe.
—E por acaso queria que eu fosse sozinha?—interroga, não o deixando responder – Oliver, tem que passar a confiar mais em mim, em nós! Tá, podemos não ser tão preparados quanto você ou Dig, mas estamos nos esforçando! E acredite, não teria envolvido nenhum dos dois se tivesse alternativa!
—Eu sei mas....
—Eu não tenho culpa se sua irmã surtou sem ao menos procurar saber a verdade Thomas! – Cait fala, interrompendo-o – Isso só prova que deveria parar de sair pegando tudo quanto é vadia que se oferece para você! – bufa, cruzando os braços, encarando-o.
—E o que você tem a ver com isso? —braveja, Tommy, apontando o dedo para ela – Você vai subir agora mesmo e dizer a verdade para ela!—ordena
—Eu não vou dizer nada. Vá você. A irmã surtada é sua! —sustenta.
—Ela surtou por Sua culpa! Você vai lá sim desmentir essa história de gravidez ou não respondo por mim! – ameaça, fazendo-a erguer o queixo desafiadora.
—Que história de gravidez é essa? De quem estão falando? – Oliver questiona, olhando-os sem entender.
—Melhor deixar pra lá – Felicity aconselha, fazendo uma careta gozada.
—Cait, volte aqui. Ainda não terminamos!—Tommy chama, tirando o casaco, seguindo-a.
—Terminamos sim – afirma a médica, saindo antes que ele a impedisse.
—Felicity, eu vou esganar sua prima!—ameaça, vestindo seu blazer, correndo escada acima atrás de Caitlin.
—Não. Digam . Nada! – Felicity fala pausadamente, erguendo o indicador para os dois – Vamos nos concentrar em coisas mais agradáveis. O conde por exemplo! -sugere, sentando-se em frente aos computadores...
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