Survivors!!
3 Starting Over!!
Notas iniciais
" Eu hoje joguei tanta coisa fora;
E vi o meu passado passar por mim;
Cartas e fotografias, gente que foi embora;
A vida fica bem melhor assim..."
Tendo a Lua
Os Paralamas do Sucesso
APARTAMENTO DE FELICITY (Sábado 10:45 a.m)
Narrador
Tommy abre os olhos voltando a fecha-los rapidamente, a claridade o incomodando.
Leva as mãos ao rosto, massageando as têmporas devagar, abrindo novamente os olhos, protegendo-os do excesso de claridade com a mão.
Lentamente, olha ao redor, a princípio ainda deitado, sentando-se em seguida, ao perceber que não estava no escritório da boate.
Recomeça a examinar o ambiente, apoiando a cabeça com as mãos sobre os joelhos. Era a sala de um apartamento, com certeza. Mas de quem? E como tinha vindo parar ali? Tinha vindo por conta própria ou alguém o trouxera? E se fora trazido, quem o fizera e por quê? Perguntava-se mentalmente, tentando entender o que estava acontecendo, buscando na memória lembranças da noite passada.
Sua última memoria nítida era a de Moira Queen dando-lhe um tapa forte no rosto, o que o faz esfregar o local, fechando os olhos...." O que ela disse mesmo? Que eu era tão cafajeste quanto meu pai!?!.... Que não me atrevesse a tocar na filha dela novam..."
— Minha irmã?? --relembra, arregalando os olhos-- Puta merda!! Moira disse que Thea é minha irmã!!!— exclama, levando as mãos ao cabelo, reclinando-se no sofá,deitando a cabeça no encosto do mesmo, voltando a fechar os olhos.
—Laurel apareu, disse algo que Thea não gostou e ela...-para, tentando recordar com precisão o que havia acontecido—Thea me beijou de surpresa... Moira se materializou do nada.... E jogou a bomba! —conclui seu raciocínio, suspirando forte—O que não explica onde estou nem como vim parar aqui---ergue a cabeça olhando ao redor mais uma vez— Não é meu apartamento, até porque não tenho mais um... Não é o de Laurel. Até onde me lembro, a sala dela é bem diferente desta aqui... Com certeza não é nenhum quarto da mansão Queen, mesmo porque duvido que Moira me deixasse entrar lá no momento—para novamente, examinando o lugar mais uma vez na tentativa ver ou reconhecer algo que lhe desse uma pista sobre o dono (ou dona) do lugar, sua atenção sendo chamada para a mochila sobre o centro a sua frente com um bilhete preso a ela, fazendo-o franzir o cenho, esticando o braço a fim de pegar o mesmo:
“ Prezado Thomas...” , começa a ler, um riso se formando em seus lábios já imaginando quem era a autora da mensagem.
“ Caso acorde antes de mim, o que provavelmente deve acontecer visto que passa das três da madrugada e ainda não conseguimos dormir; Nem eu e muito menos a Thea! Sinta-se à vontade (mas não muito!) para tomar um banho e comer alguma coisa (embora tenha pouca ou quase nada tanto na geladeira quanto nos armários já que ainda vou fazer as compras do mês! Portanto não espere encontrar nada do que está acostumado!).
Tem pó de café na primeira porta do móvel acima da pia, a cafeteira funciona e deve ter alguns biscoitos e torradas na segunda porta do mesmo armário.
Caso esteja se perguntando onde e como veio parar aqui (se é que ainda não matou a charada) está em meu apartamento. Ambos estão. Você e Thea.
Ela porque recusou-se a ir para casa depois do que a mãe fez e disse (nunca tinha visto um porre passar tão rápido em toda minha vida!!). Também não quis ir para o apartamento de Laurel. Acabou que ganhei uma hospede. Mais uma.
Já você, foi trazido por Dig e Oliver, que te resgataram de algum bar nas docas para onde tinha conseguido fugir aproveitando-se da confusão que Thea criara diante da declaração/revelação da mãe. Aliás, também nunca tinha visto alguém conseguir sumir tão rápido quanto o fez!! Num segundo você estava estático por detrás do balcão, chocado, alisando o local do tapa que a senhora Queen lhe deu (e que tapa!), e no minuto seguinte tinha desaparecido.
Depois que me deixaram em casa junto com Thea, Oliver e Dig foram te procurar. Não fosse a ajuda do Harper, talvez os dois ainda o estivessem fazendo. Só uma dica: quando “roubar” a moto de alguém, especialmente se esse alguém é seu funcionário, e não quiser ser encontrado, livre-se dela. Não Entre com ela no bar! É, foi isso mesmo que fez no segundo (ou seria terceiro?) bar que “visitou” depois que saiu da Verdant.
Enfim, o que importa é que eles te encontraram. Só não me pergunta porque meu apartamento de repente virou albergue da juventude!!!
Não faço a mínima ideia porque cargas d’água eles acharam que estaria seguro aqui. Não que eu pretenda te atacar ou coisa do gênero ...embora a ideia seja.... Esquece!!
John tomou a liberdade de pegar algumas roupas suas em seu carro... A propósito, tive que contar aos dois que estava “morando” em seu carro e na boate. Sorry!!
Como disse antes, fique a vontade... Desde que não me acorde, ou melhor, nos acorde, antes das duas da tarde!! Se o fizer, não garanto sua integridade física, senhor Merlyn!
Atenciosamente
Felicity Smoak
Ao final da leitura, Tommy dobra o “bilhete”, balançando a cabeça, um sorriso divertido nos lábios, que morre ao lembrar mais uma vez do que havia acontecido.
—Thea é minha irmã!!!—repete, deixando o corpo cair desleixadamente no sofá, deitando a cabeça no encosto novamente, sentindo-a latejar como nunca, as lembranças começando a fluir.
Depois que Moira jogara a bomba sobre suas cabeças, Thea começara a falar e depois gritar com a mãe de forma descontrolado enquanto ele entrara em choque atrás do balcão, tentando processar o que acabara de ouvir.
Durante a discussão entre mãe e filhos (Oliver se envolvera também), escutara Moira dizer que fora um momento de fraqueza, que ambos, ela e seu pai, estavam fragilizados, que havia sido apenas uma noite, entre outras coisas.
Lembrava vagamente de escutar Laurel pergunta se estava bem, de Felicity e John fazerem o mesmo , todos voltando sua atenção para Thea logo em seguida, quando ela começara a quebrar e atirar o que encontrava pela frente e cabia em suas mãos contra a mãe, entre xingamentos e um choro doloroso, completamente descontrolada.
Ver a garota, que sempre considerou como uma irmã, daquele jeito o havia abalado mais do que esperava. Não estava preparado para isto. Ao mesmo tempo, uma raiva imensa surgira dentro de si fazendo com que saísse rápido, aproveitando-se da confusão, em busca do responsável por tudo aquilo: seu pai.
Lembrava agora de ter pego a moto de Harper “emprestada” e saído feito um louco em direção ao prédio onde seu pai morava. Ao chegar, descobrira que ele não se encontrava, que, segundo o porteiro, havia saído com uma bela morena para jantar em algum lugar.
A princípio o havia procurado mas acabara por desistir. A raiva deu lugar a angustia e terminara entrando em um bar, depois em outro até por fim fazer o que Felicity o lembrara no bilhete.
—Muito bom Thomas! Resolveu tudo enchendo a cara! —admoesta a si mesmo, sentindo um gosto amargo na boca ao mesmo tempo que um cheiro irritante chega a suas narinas—Nossa! E ainda por cima estou fedendo! —diz ao perceber que o mal cheiro tinha origem em suas roupas –Onde diabos andei ontem? Ou andei vomitando em mim mesmo?—questiona-se, olhando ao redor, certificando-se que não vomitara na sala e sofá de Felicity, lhe dando mais um motivo para querer mata-lo-–Preciso realmente de um bom banho—decide, levantando-se rápido, ficando zonzo, tendo que apoiar-se no sofá para não cair.
Assim que a tontura passa, abre a mochila vendo que John colocara três mudas completas de roupa além de seu perfume…” Uma vez soldado, sempre soldado!”, pensa, sorrindo da forma organizada como as roupas estavam dentro da mochila.
Escolhe uma calça jeans e camiseta, retira os sapatos, verificando se estavam limpos, muito embora preferisse ficar um pouco descalço, as meias e segue para o banheiro, parando, lembrando que ela Não dissera onde o mesmo ficava.
—Merda! Vou ter que adivinhar!—xinga, olhando duvidoso o pequeno corredor que dava acesso, ao que tudo indicava, a dois quartos, notando uma porta no meio do mesmo—Espero que seja esta ou vou entrar no seu quarto!!—ameaça baixinho, rindo ao pensar no escândalo que ela faria se acordasse e desse de cara com ele dentro de seu quarto, vendo-a de pijama, camisola ou seja lá o que costuma dormir, a imagem do corpo da garota em roupas íntimas aumentando sua excitação matinal—Comporte-se Tommy ou vai acabar levando uma surra e não apenas dela!—adverte-se, abrindo a porta em meio ao corredor, confirmando ser o banheiro.
Lá dentro, coloca as roupas limpas sobre um aparador, despindo-se após certificar-se de que havia uma toalha no lugar, entrando no box em seguida. Liga o chuveiro, apoiando as mãos na parede, deixando o jato de água morna massagear seus ombros e músculos doloridos não apenas pelas aventuras da noite passada (tinha certeza de ter caído em algum momento visto que tinha alguns ferimentos superficiais nas mãos e braços) quanto pelo desconforto do sofá pequeno.
Após alguns minutos nessa posição, vira-se, desligando o chuveiro, pegando o sabonete, começando a ensaboar o corpo com a ajuda de uma esponja.
Distraído, assusta-se ao escutar o som da porta sendo aberta e antes que possa protestar ou avisar de sua presença, uma garota da mesma estatura de Felicity porem com o cabelo cor de mel, entra, fechando a porta atrás de si, parecendo sonolenta, usando uma camisola de cetim rosa claro, justa até o quadril onde se abre em uma mini saia aberta nas duas laterais, lacinhos em um tom de rosa mais escuro marcando o início das fendas.
Sem se dar conta da presença dele, ergue a saia, inclinando o corpo levemente, baixando a calcinha ao mesmo tempo que senta no vaso, apoiando a cabeça nas mãos e estas sobre os joelhos, os olhos semicerrados indicando que não despertara por completo.
Tommy observa seus movimentos, estático, surpreso demais para esboçar qualquer reação, ao mesmo tempo que corre os olhos pelo corpo da jovem, marcado pelo tecido sedoso, a começar por seus cabelos completamente desarrumados , o rosto seguro por mãos tão delicadas quanto o mesmo, os seios parcialmente escondidos pela posição que se encontrava, descendo pela cintura delineada, o quadril exposto pela fenda, as coxas, parando na peça intima caída sobre seus pés, os quais movimenta, dobrando e esticando, mexendo os dedos, como se os exercitasse para que acordassem. Nunca um movimento tão simples e natural, feito sem qualquer intenção de ser sexy, fora Tão Sexy!!
Lentamente, começa a fazer o caminho de volta, notando que parara de mexer os pés, subindo até chegar ao rosto novamente, surpreendendo-se ao ver que também estava sendo observado por ela, que, aos poucos, vai empertigando o corpo, a face ficando vermelha, a boca abrindo-se, deixando escapar um “Oh” de espanto.
Por um breve período, não dizem ou fazem nada além de observarem-se.
— Desculpe ... eu..... eu não vi... Não sabia que…—ela é a primeira a se pronunciar, gaguejando, levantando-se bruscamente, tropeçando, ao tentar andar, na calcinha entre suas pernas, apoiando as mãos na pia para não cair, abaixando-se rápido, recolhendo a peça e saindo sem dizer mais nada, deixando-o ainda imóvel , com um sorriso divertido nos lábios.
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Felicity
—Licy! Licy! Licy!!—ouço uma voz me chamar, distante a princípio, ficando nítida a medida que desperto.
—É bom que seja importante. Estava em meio a um sonho deliciosamente erótico!! –resmungo, abraçando meu travesseiro e ao fazê-lo toco em alguém, assustando-me, me fazendo sentar rápido na cama, olhando para o lado, encontrando a irmã de Oliver dormindo tranquila—Uffaa! Por um momento pensei que não fosse apenas um sonho!!—suspiro, enxugando minha testa suada, encarando minha prima que, sentada sobre a cama a meu lado, devolve o olhar, seus lindos olhos castanhos, naturalmente grandes, parecendo ainda maiores, uma expressão que mescla medo, surpresa e algo mais que não consigo identificar...—O que foi Cait?? Está sentindo alguma coisa??
—Tem um homem deliciosamente lindo, nu, tomando banho em seu banheiro de hospede!!!—exclama, me fazendo rir.
—Se não me engano é assim que tomamos banho na maior parte do tem....—paro meu raciocínio, processando a frase que havia dito—Espera, como sabe disso? Digo, como sabe que o homem está no banho? Ouviu o chuveiro? Ou....—ela me interrompe.
—Entrei no banheiro!!—responde, ficando mais vermelha do que pimentão.
—Como assim Entrou no banheiro?? –questiono, ficando mais alerta, olhando de soslaio para Thea, que mexe-se, mudando de lado, agarrando o travesseiro.
—Entrando, Licy! Entrando! —começa, exasperada—Acordei com vontade de fazer xixi, e como no meu quarto/escritório não tem um fui direto para o do corredor... Entrei, me sentei no vaso, e só depois notei que tinha alguém lá dentro... No box... Nu!!—completa, corando ainda mais (se é que isso seja possível!)
— Cait!!—exclamo alterando levemente minha voz, voltando a baixa-la ao escutar Thea resmungar—Como entra assim nos lugares, sem bater, sem olhar ...-ralho, abrindo os braços.
—Hellooo! Estou em Nosso apartamento, tá esquecendo?!—revida, sacudindo os braços, o movimento chamando minha atenção para algo em sua mão.
—Por que está com uma calcinha nas mãos??—pergunto, vendo-a atingir o maior grau de vermelhidão possível para uma pessoa. Não. Superar. Ela superou esse grau. Seja lá qual for ele. Sério, nunca tinha visto alguém ficar tão vermelho sem estar em uma cama de hospital!!—Você não fez o que estou pensando fez???—interrogo.
—Da mesma forma que é normal tomar banho nu, não conheço ninguém, além de bebês e crianças que ainda não sabem usar o sanitário, que seja capaz de fazer xixi usando calcinha!!—rebate, me fazendo abrir e fechar a boca sem encontrar uma resposta adequada.
—Quem é ele, Licy? Por que está aqui? —pergunta, curiosa.
—Alguém que vou esganar, com certeza!!—exclamo, cerrando os punhos, pensando no porque raios Tommy não avisou Cait de sua presença no banheiro! Tá certo que ela também tinha sua parcela de culpa. Mas ele Já estava lá dentro quando ela entrou!—Thomas Merlyn. Melhor amigo de Oliver, acho que ainda, e meio irmão dessa criatura a meu lado—indico Thea com um gesto de cabeça, vendo minha prima franzir o cenho—Longa história. Muito longa. E complicada. Que voou te contar com calma... Durante do velório do Merlyn!!—aviso, pulando da cama, saindo em direção a sala, Cait nos meus calcanhares, notando a porta do banheiro aberta indicando que ele terminara de banhar-se.
—Thomas Merlyn, vou esganar você!!—ameaço, paralisando ao ver três pares de olhos, sendo dois deles o motivo de meu supracitado sonho erótico (diga-se de passagem!) nos observarem, corando ao lembrar (1) estava usando apenas uma camiseta regata que ia até meu quadril e um shortinho mínimo; (2) Cait, minha prima que parecer ter sido atingida por algum raio que lhe roubara a capacidade de raciocinar, encontrava-se a meu lado usando apenas sua mini camisola de cetim rosa e mais nada!
—Entra na fila, Smoak!—escuto-o pronunciar—Tô até pensando em distribuir senha!—acrescenta, desviando seu olhar de mim para Cait, secando-nos descaradamente, Oliver (por incrível que pareça!) fazendo o mesmo enquanto John esforçasse para conter o riso.
—Vocês!..--aponto do loiro para o moreno alternadamente-- Façam o favor de parar de nos secar!--peço-- Você ..--volto-me para Cait, que, para minha surpresa, devolvia a secada (do Merlyn espero, para a saúde dela!) sem cerimonia -- Pro quarto agora!!-- ordeno--Você ..--é Dig meu alvo agora-- Controle esses dois idiotas! Ou ponha babadores! Não quero que estraguem meu recém instalado balcão de cozinha ou vou faze-los pagar caro!--advirto com o dedo em riste, não conseguindo segurar o riso ao vê-lo atingir a nuca dos dois, ao mesmo tempo, com um tapa.
—O que está acontecendo aqui??--escuto a voz sonolenta da Queen caçula perguntar e me viro para o corredor vendo-a chegar, esfregando os olhos-- Por que essa reunião numa manhã de sábado, logo cedo??--questiona, parando, encarando Tommy, que lhe dirige um sorriso sem graça--AI, MERDA!!--resmunga a garota, indo jogar-se em meu sofá.
—Como está se sentindo, Speedy??- Oliver pergunta, apoiando o corpo no encosto do mesmo, esticando a mão para fazer um carinho na irmã.
—Tirando o fato de que dei um beijo de língua no meu irmão, estou ótima!--bufa-- Excelente na verdade!--prossegue e não resisto ir até ela, esquecendo os dois "tarados" presentes, agachando-me a sua frente, Cait seguindo-me, tendo o cuidado (graças a Deus!) de sentar-se sobre o centro, pondo a mochila com as roupas de Tommy no colo.
—Não teve culpa, Thea--digo, afagando seus cabelos da mesma forma como fiz ontem enquanto chorava copiosamente em meu ombro--Não tinha ideia de que Tommy era seu irmão. E isto não é tão sério assim!--amenizo-- Sim, porque, vamos combinar, com a fama do seu irmãozinho ali, podia ter acontecido coisa bem pior!--emendo, fazendo-a rir.
—Em primeiro lugar, muito embora tenha elogiado a beleza de Thea mais de uma vez, sempre a respeitei mesmo antes de saber que é , de fato, minha irmã--Tommy começa, vindo até nós, sentando quase no colo de Cait!--Em segundo lugar, se esse pior que insinuou ai refere-se a transar comigo, aconselho-a provar antes de opinar, loira!--provoca.
—Como é??-- Oliver diz, arqueando uma sobrancelha, ao lábios formando uma linha fina, encarando o moreno, sério.
—Ela pode!--acrescenta, passando a mão em minha coxa, causando um arrepio, que disfarço dando-lhe um tapa.
—Vocês estão ficando??--ouço Cait perguntar, não escondendo uma ponta de desapontamento na voz.
—Ainda não--provoca mais uma vez, acrescentando rápido --E se ela demorar a se decidir vai perder a chance. Interessada??--pergunta, descarado.
—Quem sabe!--é a resposta que minha prima dá, me fazendo voltar o rosto para ela, boquiaberta, vendo-a flertando abertamente com o sem vergonha!
—Ok. Os hormônios estão muito agitados por aqui! Acho que vou indo antes que sobre pra mim--ouvimos John dizer, levantando-se de seu "posto de observação", vindo até Thea, inclinando-se e lhe dando um beijo na testa-- Felicity está certa. No que diz relação ao beijo, nenhum dos dois teve culpa--reforça--Quanto ao resto...--suspira, olhando de Oliver para Tommy e Thea--Vocês terão que aprender a conviver e viver com mais essa reviravolta em suas vidas. Porque, querendo ou não, essa... Novidade, afetara a vida de vocês três diretamente. Se me permitem um conselho, aproveitem o resto do dia para relaxarem, conversarem, e decidirem juntos como será daqui pra frente. E levem em consideração tudo que a senhora Queen disse ontem. Lembrem que qualquer um pode cometer erros em momentos de fragilidade e fraqueza. Não fosse isso, Eu ainda estaria casado com Layla e não lutando para reconquista-la--revela-- Tenham um bom dia. Nos vemos logo mais a noite--despede-se, dando um novo beijo em Thea,, apertando o ombro de Oliver e depois o de Tommy, piscando para mim e Cait.
—John está certo--digo, depois de um bom tempo em que ficamos todos em silencio--E vamos começar indo, nós três--seguro as mãos de minha prima e Thea--Tomarmos um bom banho, trocarmos de roupa de depois sairmos para comer algo. Ou pedirmos, não sei.
—Não precisamos sair. Posso cozinhar e Tommy me ajuda--Oliver sugere, me surpreendendo-- Eu e John trouxemos algumas coisa, visto que notamos que não havia quase nada em sua dispensa --diz, sem graça--Preparo algo para nós enquanto se arrumam--acrescenta, ajudando a irmã a levantar.
—Ou podem ficar do jeitinho que estão!--Tommy diz, olhando maliciosamente para a cintura de Cait, que atinge o tom mais alto de vermelho possível em um ser humano sadio, outra vez!
—Sem chances!!--rebato, arrastando-a para longe dele por uma mão, Thea na outra--Ajude Oliver, se é que sabe fazer alguma coisa na cozinha!--não resisto provoca-lo.
—Ia ficar surpresa com o que sei fazer não apenas na cozinha, loira!!--exclama e reviro os olhos, escutando um misto de suspiro e gemido escapar dos lábios de minha prima, enquanto Thea joga a cabeça para trás, gargalhando alto.
—Vou te contar, eu mereço. EU. ME.RE.ÇO!!
"..Hoje joguei tanta coisa fora;
E lendo teus bilhetes penso no que fiz;
Cartas e fotografias, gente que foi embora;
A casa fica bem melhor assim!!"
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