Survivors!!
6 Segredos part II
Notas iniciais
“Quando ta escuro e ninguém te ouve;
Quando chega a noite e você pode chorar;
Há uma luz no túnel dos desesperados;
Há um cais do porto pra quem precisa chegar..”
Lanterna dos Afogados
Os Paralamas do Sucesso
Apartamento Felicity (manhã de Sábado)
Narrador
Caitlin acorda ouvindo vozes no corredor em frente ao quarto. Ergue a cabeça olhando ao redor, escutando Thomas resmungar, a mão que a envolvia pela cintura trazendo-a mais perto, encostando a cabeça em seu pescoço.... “Sério que dormimos de conchinha!?!”, o pensamento traz um sorriso a seus lábios, que se transforma em gemido ao sentir a ereção dele tocar suas costas na altura da cintura lembrando-a que, muito provavelmente, deve estar nu visto que adormeceram pouco depois do banho não havendo providenciado uma roupa para que ele vestisse.
—Você tem um cheiro bom! – escuta a voz rouca em seu ouvido provocando um arrepio que percorre seu corpo.
—Obrigada. Serve para não espantar os pacientes quando me aproximo! – diz a médica, o hálito morno liberado pela risada dele tocando sua pele, potencializando a sensação provocada pela voz.
—Obrigado por cuidar de mim Caitlin- agradece, esfregando o nariz em seu pescoço – Nenhuma mulher, fora minha mãe, as governantas que cuidaram de mim na infância após sua morte, Moira, ocasionalmente, fez isso por mim – diz, a mão na cintura movendo-se lentamente por sob o lençol – Como posso te agradecer? – pergunta.
—Pra começar pode parar de me torturar! – exclama, mordendo o lábio ao sentir o toque pouco abaixo do seio, descendo para a cintura novamente, apertando-a ao mesmo tempo em que a boca pressiona a pele sensível do pescoço em um chupão – Sério Thomas, pare…Por favor! — pede em um fio de voz, segurando a mão atrevida que se insinuava por sob a saia- Thomas pare! – ralha, soltando-se, levantando-se rapidamente – Não te ajudei pra ganhar uma foda! ..... Por mais que a ideia seja tentadora! – murmura para si mesma – Ajudei primeiro de tudo, porque sou médica, faz parte do meu juramento, lembra? Em segundo, mesmo que não fosse é amigo da minha prima e irmão da Thea além do mais, jamais deixaria de ajudar qualquer pessoa que estivesse precisando e eu pudess...-é interrompida por ele que, levantando-se ligeiro, envolve-a pela cintura.
—Falar demais deve ser característica de família! – exclama, calando o protesto que iniciava com um beijo, calmo, a princípio, aumentando de intensidade a medida que o aprofunda, segurando uma mecha de cabelo da médica, fazendo-a inclinar a cabeça, invadindo sua boca com a língua.
—Cait você poderia... AI MEUDEUS! !! Desculpa! Desculpa, desculpa! – escutam a voz de Thea ouvindo a porta ser fechada com uma pancada seca para ser aberta novamente – A culpa é dos dois por não terem trancado essa porcaria! –xinga a garota, voltando a batê-la mais uma vez ao fecha-la.
—Ótimo timing maninha! — resmunga Tommy sentindo-se empurrado pela médica.
—Perfeito na verdade! – exclama Cait, afastando-se, recuperando o fôlego – Eu vou sair agora ..—diz, girando no próprio eixo, voltando- se para a janela.
—Pra cá – Tommy alerta, segurando seu braço, fazendo-a girar na direção certa, um sorriso divertido enquanto a acompanha sair do quarto com o olhar, voltando-se assustado ao ouvir um barulho vindo da janela, uma sombra surgindo no parapeito da mesma.
Com uma agilidade que deixa ele mesmo surpreso, toma um dos enfeites na prateleira, preparando-se para o ataque.
—Sério que pretendia me bater com um dos bibelôs de Felicity? – ouve o estranho perguntar.
—Oliver? – questiona, baixando a guarda – O que faz aqui? Por que não usou a porta como qualquer pessoa normal? – pergunta, vestindo um calção que encontra no chão, respondendo a si mesmo – Esqueci: não é mais uma pessoa normal! – ironiza, ficando sério ao ver a expressão no rosto do arqueiro – O que houve?
—Eles estavam certos – diz, apontando a porta do quarto – Todos eles: John, Felicity e até mesmo Thea- enumera , sentando-se na ponta de uma escrivaninha.
—Certos a respeito do que? Dá pra fazer sentido? – questiona-o, cruzando os braços, parando a frente do loiro.
—Minha mãe e seu pai estão envolvidos em algo, e algo grande — revela, completando sem dar-lhe chance de retrucar – Vi os dois ontem à noite Tommy. Vi e ouvi! – afirma, entregando-lhe um gravador – Ouça e depois me diga se estou errado — sugere.
Mesmo desconfiado, Tommy resolve ouvir a gravação, chocando-se ao reconhecer as vozes de Moira e seu pai.
— O que ele quis dizer com varrer os Glades do mapa? — pergunta, devolvendo o gravador.
—Não sei ainda, mas deve ter alguma coisa a ver com o tal empreendimento – assegura, suspirando, passando a mão no cabelo- Precisamos reunir a equipe.
—Equipe?- indaga o moreno, arqueando a sobrancelha.
—Equipe – repete, um sorriso mínimo no rosto – Eu, você, Felicity e John. Equipe. Sem vocês não tenho como resolver isso a tempo, pois tempo é justamente o que não temos Tommy. Se não desvendarmos esse mistério, muitas pessoas sairão feridas- sentencia.
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Caitlin
Saio do quarto o mais rápido possível, esbaforida, sentindo o rosto em chamas assim como meu corpo... ”Não acredito que estive perto de ceder a ele! Não acredito!”
—Não acredito que estava quase transando com Tommy Cait! –Thea dá voz a meus pensamentos fazendo-me erguer os olhos para encontrar a ela e Licy me encarando, estupefatas.
—Nem eu! – assumo, entrando na cozinha, me servindo de um copo com água, o qual bebo praticamente de um único gole, respirando fundo quando termino – Não é o que estão pensando – sustento o olhar das duas – Quando cheguei ontem a noite ele estava ardendo de febre. Cuidei dele, o ajudei a tomar um banho frio para ajudar a baixar a temperatura, o mediquei e quando estava saindo me pediu para ficar e fiquei. Pretendia sair logo depois que adormecesse, mas acabei adormecendo também pouco depois dele- puxo ar para meus pulmões antes de continuar – Acordei ouvindo as vozes de vocês no corredor e quando tentei sair... Bem, deu no que você viu! – paro – Não foi de propósito nem planejado. Só aconteceu. Quer dizer, quase aconteceu – faço uma nova pausa levando a mão à testa — Ai, Senhor, se você não tivesse entrado a esta altura estaria..
—Fodendo com meu irmão! – Thea completa, me encarando – Pensei que não queria saber dele, que não queria se tornar mais uma em sua lista de conquistas. Ou era tudo balela?
—Não, de jeito nenhum! – asseguro – Tommy mexe comigo, não nego- mordo o lábio, insegura – Mas não me sinto pronta para um novo relacionamento. E não menti quando disse que não quero ser mais uma na cama dele- digo, olhando em seus olhos – Estou sendo honesta Thea.
—Então o que foi aquilo agora a pouco?- questiona desconfiada- Não que seja da minha conta. Se quer transar com ele tem todo o direito. Os dois são livres e desimpedidos, nada contra excerto o fato de que gostei de você Cait, e não quero te ver sofrendo por ele.
—E não vai – garanto.
—Mas então..?!?!
—Thea, helloooo! –Felicity vem em minha defesa – Estamos falando de Tommy Merlyn esqueceu? Até eu que, bom, não é segredo pra você, não mais, arrasto um bonde por seu irmão, me senti atraída por ele inúmeras vezes-- confessa, recebendo nosso olhar surpreso – O que?? Sabe muito bem o quanto Thomas pode e sabe ser charmoso e sedutor quando quer! Até você, antes de saber que eram irmãos, sentiu-se atraída por ele, tá esquecendo? – argumenta, fazendo-nos franzir o nariz.
—Verdade – suspira Thea – Ok. Mas que isso te sirva de lição mulher: não brinca com fogo ou vai acabar queimada!
—Não brinquei! – defendo-me – Só vacilei um pouco... Muito na verdade! Caramba, eu devia saber que não dá para dormir grudada em um cara como ele e esperar que nada aconteça.
—A menos que esteja doente, o que era o caso. Por isso baixou a guarda – Licy me consola.
—Foi, mas vou tratar de erguer rapidinho…Ainda mais agora...- reflito para mim mesma.
—Bom, vim para saber notícias do meu irmãozinho, acabei sabendo mais do queria –Thea começa, pegando sua bolsa – Mas faz parte. Vou indo. Quero tentar dormir um pouco. A noite ontem foi punk! Na boa, não sei como Tommy aguenta! Engana-se quem pensa que é fácil administrar uma boate – pondera, abrindo a porta – Como parece que ele não está afim de me encarar, diz que deixei um beijo e o espero hoje à noite, recuperado. Beijos lindas. Tenham um bom dia – despede-se, acenando antes de sair, fechando a porta atrás de si.
—Pensei que ela não fosse mais embora- escuto a voz de Tommy e me viro, juntamente com Licy, nos surpreendendo ao ver Oliver a seu lado.
—O que está fazendo aqui? Por onde entrou? O que ouviu?-- minha prima dispara, apontando o dedo para Oliver, fazendo Tommy e eu rirmos.
—O que eu Não devia ter ouvido?-- Oliver questiona, divertido.
—Esqueça. O que faz aqui?- reitera Licy.
—Temos que reunir o time – anuncia sério — De preferência na Cave. Vou indo na frente e aguardo vocês lá- avisa, voltando-se para o corredor.
—Oliver! –chamamos juntas, fazendo-o voltar-se para nós, arqueando a sobrancelha – Nada. Melhor sair por onde entrou mesmo – Licy pondera, fazendo-o revirar os olhos.
— O que aconteceu?—pergunto a Tommy assim que ele sai.
—Uma mentira a menos – diz – E um grande problema.
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Cave
Narrador
Após escutarem juntos a gravação da conversa entre Moira e Malcom, Oliver e o time discutem uma forma de saber diretamente dos dois o que o empresário está planejando fazer.
—Não sei não. Não acho que seja seguro confrontar os dois – Felicity pondera, lembrando os encontros passados de Oliver com o arqueiro negro e de que Tommy não fazia a menor ideia da segunda identidade do pai– Por que não tentamos descobrir o que tinha nos armazéns? – sugere, girando na cadeira.
—Que armazéns? –Tommy pergunta, sentado ao lado de Cait, que os acompanhara.
—Seu pai importou alguma coisa de um laboratório... —Diggle começa, sendo interrompido por Felicity
—Cujos cientistas foram mortos pelo arqueiro negro! – relembra.
—Especializado em pesquisas sismológicas –prossegue John, anuindo a informação da loira – Quando fomos verificar o que tinha sido trazido para cá, não encontramos nada além de caixotes vazios.
—Nenhuma pista do que se tratava? — questiona o moreno, recebendo uma negativa em resposta.
—E tudo que sabemos é que, seja o que for que está planejando, irá acontecer na próxima semana – Oliver repete, terminando seus exercícios nas barras verticais – E não vejo outra alternativa que não um confronto direto Felicity. Com ambos – frisa, encarando Tommy, que dá de ombros.
—Por mim tudo bem. Posso fazer isso hoje mesmo – sugere.
—Vou fazer o mesmo com minha mãe – Oliver anuncia.
—Algum dos dois ouviu o que eu disse? – Felicity questiona, olhando de um para outro.
—Devo concordar com Felicity . Acho que temos que ir com cuidado – Diggle pondera.
—Por que? O que acham meu pai ou Moira podem fazer contra nós? – Tommy pergunta.
—Honestamente? – Felicity indaga, olhando-o por sobre os óculos.
—Por que não esperamos até a segunda? – Diggle sugere – Podemos investigar mais...
—Segunda pode ser tarde –Oliver diz, vestindo a camisa – Temos que saber o que pretendem e temos que saber rápido. Acha que consegue falar com seu pai? – volta-se para Tommy, que acena afirmativamente.
—Ele está me devendo umas explicações mesmo – afirma, levantando-se, seguindo Oliver, Diggle logo atrás dos dois, os três parando ao ouvirem Felicity chamá-los.
—Tenham cuidado – pede, erguendo a mão, calando a ameaça de protesto – Só tenham cuidado, por favor -reforça.
—Algum motivo especial para tanta preocupação Felicity? – Caitlin questiona assim que saem.
—Além de Malcom ser o arqueiro negro, de Oliver quase ter morrido no último encontro com ele e de Tommy não ter a mínima ideia de quem o pai é?? – enumera – Nenhum motivo especial – diz, voltando-se para os monitores – Agora me ajuda aqui. Temos que descobrir o que o Merlyn trouxe para Starling.
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Oliver
Chego a mansão sem fazer a menor noção de como abordar minha mãe.
Ainda era doloroso reconhecer seu envolvimento.
Subo as escadas de dois em dois degraus, ansioso, respirando fundo, entrando em seu quarto devagar, observando-a arruma algumas roupas tranquilamente...” Como pode ficar tão calma sabendo que pessoas inocentes correm perigo?”, questiono-me.
—Sem mais mentiras mãe. Sei sobre os planos do Merlyn a respeito dos Glades! – despejo, fazendo-a parar o que fazia e me encarar – Não podemos permitir que aconteça.
—Não podemos impedir, mesmo que quiséssemos –afirma, voltando a mexer em suas roupas – Tudo que fiz até hoje foi para proteger você e sua irmã! –frisa, encarando-me mais uma vez.
— E todas aquelas pessoas nos Glades?
—Não sou a mãe deles – diz.
Falei com Malcom –minto, chamando sua atenção.
—Não devia ter feito isso! Poderia ter morrido. Malcom é perigoso Oliver. Não tem noção do que ele foi e é capaz para levar adiante seus planos…Ele matou seu pai! – exclama, fechando os olhos e quase me comovo. Quase.
—Não foi ele –digo, sustentando seu olhar – Depois que o Gambit afundou, papai, eu e um outro tripulante ficamos à deriva por dias... Chegamos ao ponto de não haver comida e água suficiente para todos—fecho os olhos –Ele matou o tripulante e se matou com um tiro na cabeça!
—Não quero escutar isso!! – afirma, tapando os ouvidos.
—Ele se sacrificou para que eu vivesse—declaro – Acha mesmo que eu, ou Thea, ou mesmo Tommy, poderíamos viver sabendo que milhares de pessoas serão sacrificadas por nós?! – questiono-a – Não posso permitir isto. Me ajude a detê-lo. Por favor! -peço e nos encaramos por um bom tempo, o toque de seu celular nos despertando.
—O que quer Malcom? -pergunta, me encarando – Por que isso?...Certo....—desliga, girando o aparelho entre os dedos – Malcom adiantou os planos. A destruição será esta noite – anuncia, e me volto para sair – Onde Vai? -pergunta.
—Alguém nessa família tem que fazer a coisa certa! -friso, saindo, ligando para Felicity – Me dê boas notícias Felicity – digo assim que ela atende.
< Terremoto > diz, me fazendo parar no meio da escadaria, Diggle me fitando no sopé, sério < Malcom trouxe algum tipo de protótipo capaz de provocar um terremoto artificial! > avisa.
—Estamos voltando – aviso, desligando – Malcom vai agir hoje – informo a John.
—O que Felicity descobriu?- pergunta, seguindo-me.
—Um terremoto! – exclamo, ligando para o pai de Laurel – Detetive Lance, me escute com atenção: Malcom Merlyn planeja destruir os Glades hoje à noite. Precisa organizar uma evacuação urgente!
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Tommy
Chego ao prédio da Global no início da tarde visto que um contratempo atrasara minha saída da Verdant
Entro no elevador tentando pensar em como abordaria meu pai. Só o fato de ele estar na empresa em um sábado à tarde já era por si só estranho demais.
—Fazendo hora extra pai? – questiono, entrando em seu escritório – Só assim para conseguir falar com você já que durante a semana nunca tem tempo para me receber – digo, estranhando seu silencio – Deve estar se perguntando o que vim fazer aqui—prossigo, me servindo de uma bebida – Ou talvez não! — ironizo.
—Thea, por certo – diz, permanecendo em pé de frente para o janelão de vidro, as mãos no bolso.
—A família Queen na verdade. Toda ela visto que se envolveu com a matriarca, o que me rendeu uma irmã, a qual descobri de uma maneira nada agradável –afirmo, tomando mais um gole da bebida – E agora Oliver resolveu partir para o ataque justo agora que as coisas estavam melhorando entre nós, que já estava superando esse triangulo entre eu, ele e Laurel. Justo agora que a boate começa a dar certo, que estou até começando a gostar de trabalhar, ele resolve estragar tudo mais uma vez!
—Sinto muito filho—limita-se dizer, me deixando ainda mais curioso.
—Sabe a última dele? --pergunto, pondo mais um pouco de bebida – Que você é um bandido perigoso, que planeja destruir os Glades em algum tipo de evento do qual Robert e Moira também faziam, ou fazem, sei lá, parte – tomo outro gole, me aproximando dele – Piada de mal gosto!
—É verdade – escuto-o dizer e congelo – Não uma piada. É verdade Tommy- reafirma, voltando-se para mim, uma expressão assustadora no rosto.
—O quê? – pergunto, acompanhando seus movimentos.
—Tem uma coisa que quero que escute – diz, passando por mim, indo para trás de sua mesa – Na noite em que sua mãe morreu ela me ligou – revela, me surpreendendo – Foi seu último presente para mim – afirma, tocando uma gravação: “Malcom, estou com problemas! Disse que poderia levar tudo, dinheiro, carro, joias...” , a voz de minha mãe ecoa, entre soluços, trazendo lágrimas a meus olhos... “...Mesmo assim ele atirou!..”
—Desligue! –peço, tremulo – Desligue isso! – repito, vendo-o reproduzir as falas de minha mãe junto com a gravação.
—Gritei por socorro mas ninguém escutou! – ergue os olhos, me encarando.. “...Malcom, eu não quero morrer sozinha!”—Ela sangrou naquela calçada, as pessoas passando ao redor, e ninguém fez nada – fecho os olhos deixando uma lágrima cair – Sua mãe abriu aquela clínica porque queria salvar vidas. A vida das mesmas pessoas que a deixaram morrer!
—E por isso pretende tirar vidas? O que acha que.... Acha que vai honrar a memória de minha mãe destruindo as vidas que ela queria salvar? – questiono.
—AS PESSOAS NÃO QUEREM SER SALVAS TOMMY! – grita assustando-me.
—Não pode estar falando sério? Vai matar todos os....
—SIM! – grita novamente – ELES MERECEM E VÃO MORRER! TODOS ELES!
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Cave Sábado ( 17:00 p.m)
Oliver
—Me dê boas notícias Feicity – digo, entrando juntamente com John na cave.
—Queria poder dar – diz – Malcom trouxe um dispositivo experimental capaz de, se colocado no local certo, provocar um terremoto localizado com força suficiente para destruir uma cidade...Ou metade dela! – frisa, mordendo o lábio
—No caso, os Glades- Caitlin observa a tela a sua frente.
—Fiz um estudo geológico do pais inteiro, procurando falhas que pudessem ser utilizadas para tal fim e descobri, pra nossa infelicidade, que existem duas placas tectônicas que passam por baixo de Starling – explica, pontando o monitor – Uma delas, essa linha vermelha em destaque, passa bem abaixo dos Glades. Basta pôr o aparelho no local certo e já era- completa.
—Cruze os dados com o mapa para ver se descobrimos o ponto exato – peço, pegando meu celular, que começara a tocar.
—Já fiz isso – ouço-a dizer, erguendo o indicador pedindo que esperasse atender minha irmã.
—Não é uma boa hora Speedy—friso, voltando-me para Felicity, Cait e Diggle.
< Ah mas com certeza não é! >, Thea exclama < O que você e mamãe conversaram mais cedo? Ela convocou uma coletiva de imprensa. O que está acontecendo Ollie? >
—Qual canal? – pergunto.
< Qualquer um >
Sintonizo um canal qualquer, vendo a imagem de minha mãe aparecer.
“ Meu nome é Moira Dearden Queen, CEO interina da Queen Consolidated e, Deus me perdoe, falhei com essa cidade! Nos últimos anos tenho estado, juntamente com minha família, sob ameaças...Sou cumplice de plano terrível para destruir os Glades e todos que lá vivem.... Agora entendo que a segurança de minha família não significa nada diante de um evento tão terrível.. O arquiteto desse pesadelo é Malcom Merlyn. Tenho provas de que matou várias pessoas a fim de realizar essa loucura: Adam Hunt, Frank Chen.... Meu marido, Robert Queen....Se você mora ou trabalha nos Glades, por favor saiam. Suas vidas e de seus filhos estão em perigo... Me desculpem..”
—Ao menos ela deu uma chance para as pessoas –digo, escutando o som de mudo no celular – O que temos Felicity?
—Como dizia, cruzei os dados e chegamos, Cait me ajudou, de que o ponto ideal é no subterrâneo – informa – A questão é saber onde.
—Acho que se sei onde está – comento, observando o mapa, olhando ao redor – Onde está Tommy?
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Tommy
Horrorizado, assisto a entrevista de Moira.
—Matou essas pessoas? Matou o pai de Oliver? – questiono-o.
—Fiz o que foi necessário – afirma calmamente, passando por mim, apertando um botão, brindo um painel secreto, revelando uma sala repleta de armas e uma vestimenta semelhante a de Oliver...Preta.
—É você? Você é o arqueiro negro?! – espanto-me ao mesmo tempo em que escuto a porta do escritório ser arrombada dando passagem a uma equipe da polícia.
—Malcom Merlyn, está preso. Levante as mãos.... Não se mexa! –ordenam.
—PAI, NÃO!! – grito ao vê-lo entrar na sala, fazendo os policiais atirarem.
Me jogo por trás de uma mesa, vendo-o retornar com um tipo de espada, atacando e matando os policiais.
Pego a arma de um dos corpos sem vida, empunhando-a no momento em que ele para a minha frente.
—Não vou permitir que cometa uma insanidade dessas! – digo, dando um passo atrás quando ele avança em minha direção, engatilhando a arma – Não me obrigue a atirar em você!
—Não vai atirar... Nem me impedir – afirma, acertando meu rosto, me nocauteando.
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Team Arrow (17: 35 p.m)
Narrador
— Algum sinal do Tommy? – Oliver pergunta
< Nada ainda > Felicity responde < Nem do Lance. Tem certeza que ele vai ajudar? >
—Vai. Passou as coordenadas para ele? – pergunta, entrando no prédio da Global junto com Diggle – Tente um novo contato Felicity.
< Vou fazer > garante a garota.
—Oliver – Diggle chama sua atenção, apontando com a cabeça os corpos espalhados ao entrarem no cômodo, um gemido chamando atenção de ambos—Tommy! – Diggle abaixa-se junto ao jovem, ajudando-o a levantar – Tudo bem?
—Como posso estar bem se acabo de descobrir que meu pai é um lunático assassino? – afirma, sentando-se na mesa, esfregando o pescoço – Já era difícil aceitar sua ganancia... Agora ...Isso –aponta os corpos espalhados pela sala – Precisamos detê-lo.
—Onde ele está? – Oliver pergunta.
—Não sei. Talvez no quarto secreto.... Sabiam que o arqueiro negro era ele? – questiona-os.
—Sim -Oliver confirma, ouvindo Felicity chama-lo pelo comunicador.
< Oliver, Lance está com problemas. A situação nos Glades saiu do controle! >, avisa – < Precisamos de ajuda!>
—Tommy, ajude Felicity a desarmar o artefato – ordena o arqueiro.
—Que artefato? – pergunta, confuso.
—Malcom pretende criar um terremoto com a ajuda de um aparelho fabricado pela UNIDAC – Diggle informa, examinando a entrada da sala enquanto Oliver entrega um comunicador a Tommy – Oliver! – chama, indicando o interior da sala.
—Felicity, oriente Tommy até o aparelho – orienta.
—Vai mata-lo? – Tommy pergunta, encarando-o.
—Apenas se não me deixar escolha – afirma – Agora vá, e Tommy -chama, fazendo-o voltar-se – Tenha cuidado.
Tommy acena em concordância, saindo em seguida enquanto Oliver e Diggle enfrentam Malcom, descobrindo, ao final do confronto, que haviam dois e não apenas um aparelho.
—Felicity, são dois aparelhos, está me ouvindo!? Quero que sai dai imediatamente! – ordena o Arqueiro – Felicity!!
< É tarde demais! > avisa a loira.
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Glades
Nos Glades, o capitão Lance consegue, finalmente chegar ao local indicado por Felicity, que passa a orienta-lo a fim de desarmar a bomba.
—Como vou saber o que procuro? – questiona-a, entrando na antiga estação de metrô.
< Vai saber, acredite >, afirma < Quando encontrar, avise-me >, pede.
—Acho que acabo de encontrá-la! -exclama o policial – Espero que consiga desarmar essa coisa.
< Também espero! Vamos lá> diz, passando a orienta-lo, ouvindo Oliver avisar sobre a duplicidade do aparelho dizendo para que saísse da cave..< É tarde demais! >
—Tarde demais para quê? O que houve? Fiz algo errado? Não o desativei?- Lance a bombardeia, parando na metade do caminho para a saída.
< Existe um segundo artefato capitão! > avisa < E não temos tempo para desativa-lo, mesmo que soubéssemos onde está >
—Não desista loira! – escuta Tommy dizer – Qual seria o melhor local para uma segunda maquina estar? -pergunta.
< Com certeza no subterrâneo! > frisa < Mas onde?>
—Como descobriram este local?
< Oliver que descobriu. Foi o local onde....-vacila um instante.. Onde sua mãe morreu!>
—Felicity, existe alguma outra estação abandonada nas redondezas ou próxima a clínica que minha mãe mantinha? – pergunta Tommy, uma ideia passando por sua mente – É possível parar a máquina depois que inicia seu processo? – acrescenta, sentindo os primeiros tremores.
< É sim. Mas é perigoso Tommy>
—Isso eu decido. Encontrou? Estou perto da clínica – avisa.
< Tem uma entrada que foi bloqueada a muitos anos, a uns duzentos....-para, sentindo o chão tremer – Uns duzentos metros de onde está > informa.
Assim que escuta a informação, Tommy corre até o local, entrando por uma fresta, caindo algumas vezes por conta do aumento dos tremores.
—ACHEI! -grita – O que faço Felicity? – pergunta – Felicity??- chama, preocupado.
< Os fios na lateral, arranque-os? > ordena.
—Todos? – pergunta, apoiando-se na parede.
< Sim! A essa altura não importa mais a sequência. Só tem que desliga-la! > completa.
—Ok. Arrancando ...- diz, segurando o molho de fios com uma das mãos, puxando-os de uma só vez, respirando aliviado ao ver o artefato apagar-se, sentando no chão, a cabeça apoiada contra a parede—Por que pai? Por que?
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Algumas horas depois
Cave
Narrador
—Felicity, Caitlin, estão bem? – Oliver pergunta, entrando com John apoiado em seus ombros.
—Melhores do que vocês, pelo que vejo- diz a loira, ajudando-o, sendo surpreendida pelo abraço do arqueiro – Ok. Estamos meio emocionais aqui não é mesmo!? – indaga, indecisa se deveria retribuir ou não – A critério de informação, sua querida Laurel, apesar de estar nos Glades durante o pequeno terremoto, está bem. Assim como o pai, Roy, Thea...
—THea?? Questiona Oliver, afastando-a um pouco.
—Ela veio atrás de Roy e Tommy. Pensava que o irmão estaria na boate- comunica.
—Tommy! Onde ele está? Como ele está? –quer saber o loiro.
—Vivo! -ouvem-no dizer, descendo as escadas, sujo de poeira da cabeça aos pés.
—Graças a Deus! – Caitlin exclama, abraçando-o forte, afastando-se para poder bater nele – Nunca mais faça isso!!
—Isso o quê?? Salvar sua vida? – provoca-a, sorrindo, ficando sério novamente – Meu pai..?!
—Malcom fugiu – Diggle informa – Enquanto Oliver me ajudava e ambos observávamos o início do terremoto, seu pai, que estava caído, sumiu—completa, fazendo uma careta de dor.
—Pelo menos evitamos que os Glades fossem destruídos – Felicity comemora.
—Mais ou menos Felicity -Oliver fala – Muita coisa foi destruída, pelo que vimos no caminho.. E algo me diz que isto vai custar caro para nós – afirma, encarando Tommy....
Continua
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