Survivors!!
11 Lights and Shadows!...... Surprise Party!
Notas iniciais
“I heard you’re feeling, nothing’s going right;
Why don’t you let me stop by?
The clock is ticking, running out of time;
So we should party all night;
So cover your eyes, I have a surprise;
I hope you got a healthy appetite;
If you wanna dance, if you want it all;
You know that I’m a girl that you should call…”
Birthday
Katy Perry
Mansão Queen (quinta 23/2/17 – 08:00 a.m)
Oliver
Desço as escadas apressadamente ainda terminando de abotoar os punhos de minha camisa social.
Por mais que não tivesse necessariamente horário para chegar a QC, hoje gostaria de fazê-lo cedo visto que pretendia ir até a penitenciaria de Starling visitar minha mãe, Thea me acompanhando ou não.
Ao chegar ao final, viro a minha direita me encaminhando para a cozinha. Era lá que estávamos fazendo nossas refeições desde que nossa mãe fora presa. Não havia sentido em fazer a imensa mesa ser preparada para mim e Thea apenas. Ou só para ela, o que era mais comum já que passava grande parte de meu tempo longe da mansão a princípio por conta de minhas atividades como vigilante e de agora em diante a tendência seria ficar ainda menos no lugar. E isto estava me preocupando muito.
Deixar Thea sozinha naquele lugar, remoendo o passado (por mais que ela negasse sei que o fazia) não me agradava nada. Especialmente agora, depois do que presenciara noite passada.
Minha irmã estava fragilizada e precisava mais do que nunca de minha presença e não apenas de minha proteção. Sabia disso.... Mas entre saber e fazer havia um enorme, imenso precipício!
—Honestamente não precisa me pedir desculpas Thea – a afirmação dita em tom compreensivo porem firme e ao mesmo tempo doce aquece meu coração, me trazendo um sorriso aos lábios.
Felicity Smoak! A maior e melhor surpresa que a vida me dera após todos os acontecimentos terríveis que enfrentei por cinco anos naquela maldita ilha e através das armações de Isabel na ARGUS.
Apesar de termos começado nossa relação de forma conturbada, aos poucos estamos conseguindo nos acertar e mesmo ainda temendo pô-la em perigo (ainda mais em perigo!), já não consigo imaginar minha vida sem seus beijos, suas caricias, seu sorriso, sua luz...
—Bom dia – saúdo, inclinando-me, surpreendendo Felicity com um beijo rápido – Como está se sentindo Speedy? – questiono, sentando na ponta da mesa, servindo-me de café.
—Como acha que estou Ollie?? --devolve, respondendo ela mesma – Péssima! Duplamente péssima, diga-se de passagem. Magoei pessoas que só fizeram me apoiar! – exclama, fazendo uma careta quando nossa governanta, Elza, deixa cair um garfo.
—Desculpe senhorita Queen – pede a mulher.
—Tudo bem Elza, não é sua culpa estar de ressaca! – exclama, deixando o corpo escorregar pela cadeira até apoiar a cabeça no encosto, fechando os olhos – Porra, como dói!!
—Thea! – eu, Felicity e Elza, chamamos sua atenção – Se não quer sofrer com ressaca não exagere na bebida Thea – argumento – Aliás, deveria pensar em Não beber mais já que todas as vezes que o faz apronta!
—Qual é Ollie, não dá para encarar isso – ergue um dos braços, girando-o no ar em uma volta de trezentos e sessenta graus – A seco, digo, sóbria. Tem noção do caos que nossa vida se tornou? – pergunta, voltando a não me dar chance de responde -- Nossa mãe está presa, a cidade em peso nos odeia, o que não quer dizer grande coisa visto que Eu odeio a nossa família, ou melhor, Sua família já que Malcom e não Robert é meu pai, se bem que também odeio parte de minha nova família já que foi meu querido pai biológico que jogou toda essa merda no ventilador junto com Moira sobre nós e ....—cala-se de repente, ficando ereta na cadeira – Que dia é hoje?
—Quinta feira – Felicity informa.
—Não, da semana não, do mês! Estamos em Fevereiro, não é? – pergunta, voltando-se para o calendário na parede, um sorriso iluminando seu rosto de repente.
—Não Thea! –digo veemente – Nem pense nisso! Ele não vai querer!!– friso.
—Como sabe? Já perguntou por acaso? – indaga, erguendo o queixo, atrevida.
—Não perguntei mas sei que não vai querer nenhuma comemoração – reitero – E não se atreva a armar nada ou terá problemas! – advirto.
—Vão falar ou vou ter que usar meus recém descobertos dons mediúnicos para adivinhar!? – Felicity interroga, mas antes que tenhamos a chance de responder, Laurel adentra a cozinha, apertando as mãos, ansiosa.
—Ollie, preciso de você – anuncia sem rodeios e sinto o olhar mortal de Felicity sobre mim – Minha mãe voltou à cidade e tem certeza que minha irmã está viva em algum lugar da Tailândia. Meu pai está louco da vida, os dois discutiram por causa desta foto – despeja de um fôlego só, pondo uma fotografia sobre a mesa – Tem que me ajudar, precisa me ajudar afinal é sua culpa minha vida ter sido virada de cabeça para baixo! – acusa, apontando o dedo para mim.
—Bem-vinda ao clube! – Felicity exclama, levantando-se – Se me dão licença vou pegar um taxi antes que chegue atrasada ao trabalho –diz, retirando-se.
De Novo não!!—Fe.Li.Ci.Ty!! – chamo – Espere aqui –peço, passando por Laurel, seguindo-a – Felicity, espere, pare! –ordeno, alcançando quando segura a maçaneta da porta, impedindo-a de abri-la – Não vai sair com ideais erradas na cabeça de novo! – friso.
—Erradas? Tem certeza que são erradas Oliver? —questiona, encarando-me, os olhos brilhando de raiva – Me disse, não, me garantiu que havia terminado com Laurel definitivamente e quem me aparece, pela segunda vez, a sua procura com uma desculpa esfarrapada?!
—Felicity nós terminamos, acredite em mim –peço – Não posso impedi-la de procurar minha ajuda. Somos amigos. Por favor, entenda.
—Entenderia se ela soubesse quem você é! –pontua, enfiando o dedo em meu peito – Ou será que sabe??—questiona.
—Não sabe – garanto, passando a mão por meu cabelo – Ok, reconheço que é, no mínimo, estranho ela ter-me procurado em busca de ajuda duas vezes –concordo – Mas pelo menos neste caso parece haver algum sentido visto que os pais estão envolvidos e o capitão Lance não a ajudaria, pelo que pude entender – argumento, balançando a cabeça negativamente – Mas isso não vem ao caso. O que importa é que não vá embora pensando, mais uma vez, que estou mentindo para você porque não estou! –reafirmo, envolvendo sua cintura, trazendo-a para perto, prendendo sua boca em um beijo o qual só interrompo ao escutar alguém pigarreando as nossas costas, voltando-me juntamente com ela na direção do som.
—Desculpa interromper casal, mas desta vez acho que o negócio é sério e não uma desculpa para se aproximar de você Ollie – Thea argumenta – Devem falar com ela – aconselha, começando a subir as escadas, parando ao receber uma mensagem – MAS QUE MERDA É ESSA!?! – grita, fazendo-nos estancar – O que eu fiz ontem à noite?
—Além de arrumar briga com um grupo que falou mal de sua família, brigar com Oliver e xingar a mim e Tommy? – Felicity questiona, minha irmã anuindo com a cabeça – Deu em cima, para usar um termo brando, do tal detetive de Central City amigo de Cait, xingou o cara de frouxo e gay e por fim acertou um chute na coxa dele. Na parte de trás – especifica minha loira.
—E por que raios não me contaram? – bufa, recostando-se no corrimão – Tem fotos minha circulando na internet atracada com aquele estúpido! –xinga.
—Thea, se fosse você não o xingaria. Aliás, deveria pedir desculpas ao cara visto que o chamou de frouxo e gay na frente de toda boate – relembro-a – Ele teve um comportamento surpreendentemente calmo, se quer saber.
—Senhor Queen, acho melhor vir até aqui – Elza chama da porta da cozinha e pelo tom alterado de Laurel presumo que não vem coisa boa por ai!
—Estamos indo — suspiro, voltando-me para Thea – Sério Speedy, procure o cara e peça desculpas. Se tem fotos circulando presumo que existam textos também e sou capaz de apostar minha parte na QC que não devem estar elogiando-o – concluo, voltando-me para Felicity – Vai ficar comigo não vai? –pergunto, respirando aliviado ao vê-la anuir.
—E como vou saber onde encontrá-lo?? –pergunta.
—Departamento de polícia – Felicity diz – Se não conseguir procure Cait no hospital. Eles são amigos e ela deve saber como encontrá-lo – sugere, seguindo-me até a cozinha – Acho que o assunto venda da mansão vai ter que esperar – relembra-me.
—Ao que parece vai – concordo, caminhando a passos largos a seu lado a fim de entender o que diabos estava acontecendo na casa dos Lance.
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Hospital geral de Starling (10:35 a.m)
Thea
Depois de tomar um bom banho e trocar de roupa, decido ir direto para o hospital visto que já pretendia passar por lá de qualquer maneira a fim de conseguir o apoio de Caitlin.
Faço uma careta decidindo se veria ou não a nova mensagem que recebera.
Desde que sai de casa já haviam chegado várias, de várias pessoas, desde jornalista (não tenho a mínima noção de como conseguiram meu número!) até algumas “amigas” curiosas em saber quem era o loiro gato que me rejeitara.
Por conta dessas mensagens acabei entrando em alguns sites de fofoca descobrindo, para minha tristeza, que Ollie estava certo: havia várias matérias falando do ocorrido, noite passada, na Verdant. A melhor elogiava a atitude do tal homem misterioso por ter-me entregue a meus irmãos.
— Na boa, não sei como esses caras conseguem tantas informações, com tantos detalhes! Até meu parentesco com Tommy foi citado incluindo o fato de ter dado um beijo de língua nele no final de minha festa de dezoito anos! – comento.
—Na verdade sabe sim Thea. Muitas de suas ditas amigas venderam e vendem esse tipo de informação – Cait diz, sentada comigo em uma das mesas da cantina do hospital – Ou trocam por algo que as interesse. Sei como funciona. Já fui vítima disto também – revela, me surpreendendo – Só espero conseguir manter minha relação com Tommy longe da mídia pelo maior tempo possível – suspira, me encarando por sob a borda de seu copo de suco – Agora me diz, o que te trouxe até aqui?
—Já ia vir de qualquer jeito visto que Oliver não se mostrou disposto a me ajudar e sequer me deixou contar nada para Felicity, se bem que essa parte foi mais culpa da Laurel – relembro, balançando a cabeça, sentindo-a doer me lembrando da ressaca, tentando organizar minhas ideais – Como faço para falar com aquele detetive seu amigo?
—Eddie? – pergunta, e aceno afirmativamente – A essa hora –olha o relógio em seu pulso – Deve estar na academia próxima ao hotel onde está hospedado. Por quê? O que quer com ele?
—Basicamente pedir desculpas por meu comportamento de ontem à noite – digo.
—O que aprontou Thea?- pergunta, desconfiada.
—Não soube?? – indago e confirma com um aceno – Então deve ser a única na cidade inteira! – exclamo.
—Estou de plantão desde ontem de manhã e só vou sair no comecinho da noite – explica.
—Bom, resumindo: fui malcriada com ele...Pra dizer o mínimo!... E quero pedir desculpas. Pode me passa o endereço? – peço.
—Posso – afirma, pegando o celular – Vou te enviar pelo whats – avisa, digitando os dados que envia logo em seguida.
—Obrigada – agradeço, notando que poderia ir a pé se quisesse já que ficava a duas quadras do hospital.
—De nada. A academia é ao lado do hotel. E qual era o outro assunto? – quer saber.
—Então... –começo dizer, escolhendo as palavras a fim de fazê-la me apoiar sem pestanejar – Próxima semana, na terça para ser mais exata, é o niver de meu maninho recém descoberto e quero fazer uma festa para ele! Me ajuda!?! – despejo de um fôlego só, unindo as mãos e lhe dando meu olhar olhar gato de botas.
—Hum, não sei não Thea. Acho que Tommy não está muito no clima para festas – pondera, me decepcionando.
—Poxa Caitlin, pensei que poderia contar ao menos com você! –assumo meu desapontamento – Sei que as coisas andam meio ruins... Muito ruins – me corrijo – Mas isso é mais um motivo para festejarmos! Poxa vida! O final do ano passado foi uma droga: a festa de natal mais parecia dia dos mortos, minto, o dia dos mortos com certeza esteve mais animado! Depois Walter foi sequestrado e o ano novo foi pro espaço; Ai ele retorna, mas separa-se de Moira e para coroar Malcom e Moira aprontam o que você já sabe! – relembro -- Acho que devíamos sim comemorar, especialmente ele – argumento – Tommy escapou, pelo que soube por sua prima, umas duas vezes da morte, foi ameaçado por aquela louca da Helena, foi traído pelo melhor amigo e a mulher que amava... – paro um segundo, refletindo –É, de fato ele não deve estar muito no clima de festa – reconheço – Mas mesmo assim ainda acho que devíamos fazer uma. Não precisa ser nada grande. Pode ser uma coisa mais simples, intima, apenas nós e ele, na Verdant, ou no apartamento de vocês – sugiro, vendo-a hesitar – Cait, Tommy sempre foi o mais animado da turma...
—E irresponsável, inconsequente, mulherengo – enumera, me interrompendo.
—Ta, isso também, reconheço. Mas era a alegria dele que nos mantinha otimistas – pontuo – Aquele jeito moleque, o sorriso fácil, a leveza com que enfrentava tudo foi um verdadeiro balsamo para mim nos cinco anos em que julguei que Oliver havia morrido e eu quero aquele Tommy de volta! – friso, esforçando-me para não chorar – Sei que fez muitas besteiras, mas também fez muita coisa boa. Ele foi até a China quando soube de uma pista de que Ollie poderia estar vivo mesmo contra a vontade do pai! Ele ficou a meu lado nas minhas loucuras, me protegeu e não deixou que nada de mau me acontecesse... Já era meu irmão antes mesmo de saber!! Me ajude a retribuir, pelo menos um pouco, de tudo que fez por mim!!
—Irmão com benefícios !? – me provoca, sorrindo ao me ver revirar os olhos.
—Na época, amigo com pequenos benefícios! – exclamo – Só pra constar: apesar de me sentir atraída por ele, aquele beijo em meu aniversário sobre o qual já deve ter ouvido falar, foi a única vez que consegui algo efetivamente real com Tommy! – revelo – Nossa, isso me fez lembrar os diversos sonhos nada comportados que tive com ele !!
—O quê?? – questiona, franzindo o cenho.
—Melhor deixar pra lá – desconverso – Me diz que va ajudar, por favor!! –peço.
—Vamos combinar o seguinte: se ele não se opor, eu te ajudo ok? – sugere, completando sem me dar chance de rebater – Estou começando a me entender com seu irmão agora Thea, não quero que ele fique com raiva de mim! – argumenta e tenho que me render.
Mesmo assim, a convenço a trocarmos algumas ideias do que poderíamos fazer para ele e onde. Acabamos concordando que o melhor seria fazer em seu apartamento com Felicity, algo realmente íntimo.
Me despeço de Caitlin seguindo para o hotel onde o tal detetive, Eddie Thawne, estava hospedado. Na recepção sou informada de que ele estava na academia ao lado, conforme Caitlin previra, e me dirijo ao local.
Depois de percorrer metade do lugar, o encontro na sala de musculação, em uma das maquinas no canto, exercitando braços e pernas.
UAU! Vai ser gostoso assim lá em casa! De preferência na minha cama! -- penso, me aproximando devagar, secando o corpo definido sem nenhuma vergonha ou cerimônia.
—Se veio até aqui me encher... – começa dizer sem parar de exercitar-se, erguendo os olhos incrivelmente verdes para mim e involuntariamente seguro o ar em meus pulmões.
—Relaxe detetive, só vim lhe pedir desculpas por meu comportamento de ontem – digo, parando a sua frente – Meu irmão me contou o que fiz...O que...Disse – gaguejo, sentindo meu rosto esquentar diante de seu olhar – Eu...Eu sinto muito ...Por tudo! –gaguejo, dando dois passos para trás quando levanta-se.
—Só isso que tem a me dizer? Desculpe? – questiona, passando por mim, esbarrando em meu corpo.
—O que quer que eu diga? – questiono, seguindo-o – Já disse que sinto muito, pedi desculpas... – insisto, parando a sua frente junto a outro aparelho onde passa a se exercitar-se – Quer um pedido formal, por escrito? Uma coletiva de imprensa? – ironizo.
—Olha até que não seria uma má ideia! – diz, terminando a série, saindo e mais uma vez o sigo.
—Se é isto que realmente quer, posso providenciar. Basta dizer quando e onde – afirmo, percorrendo seu corpo com meus olhos: o bumbum durinho (pelo menos é o que parece!), as costas largas, cada musculo ressaltado pela camiseta sem mangas que usava, molhada de suor pelo esforço, grudada como uma segunda pele – Se quiser pode até escrever o que tenho que dizer e... – paro de falar ao me chocar com ele, que parara sem aviso, voltando-se para mim, puxando-me pelo braço, me prensando contra uma parede próxima.
—Posso pensar em algumas coisinhas para você dizer –começa, colando o corpo ao meu, a boca em minha orelha, uma mão apoiada na parede, outra em minha cintura, apertando-a – Mas nenhuma em público! – sussurra, deslizando os lábios até meu pescoço, detendo-se na curva, onde suga a pele, prendendo-a entre os dentes em um chupão forte que certamente vai deixar uma marca bem visível – Melhor do que falar é fazer não acha? – fala, a boca ainda colada a meu pescoço, levando as duas mãos a minha cintura, insinuando-as por baixo de minha blusa detendo-se na base de meus seios, apertando-os enquanto posiciona uma perna entre as minhas, abrindo-as e ao fazê-lo sinto sua ereção se pronunciar sob o short fazendo a umidade entre minhas pernas aumentar consideravelmente…Puta merda!! .... Penso, sentindo meu corpo inteiro reagir a seu toque de uma forma avassaladora quando, de repente, sem nenhum aviso, me solta e se afasta – Desculpas aceita paty girl! – diz, entrando no vestiário.
Sinto meu sangue ferve nas veias e antes que consiga me controlar, invado o lugar.
—Quem pensa que é seu cretino, idiota?? – xingo, estancando ao perceber que estava completamente nu.
—O cara que vai te levar até um canto desse vestiário e te foder até cansar se não sair daqui em dois segundos! – ameaça e percebo que passei dos limites.
Giro sobre meus calcanhares saindo o mais rápido que consigo, esbarrando com dois rapazes, quase derrubando-os, seguindo a passos largos, parando apenas quando entro no taxi.
—Para onde senhorita?
—Boate Verdant, no Glades -- peço, deitando minha cabeça no encosto, fechando os olhos, respirando profundamente a fim de controlar meus nervos.
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Verdant ( 11:55 a.m)
Tommy
—Qual parte do Não você Não entendeu Thea!? – pergunto, depositando a caixa de vinhos que acabara de receber sobre o balcão, voltando-me para ela – Pela milésima vez: Eu. Não. Quero. Festa!! –soletro, impaciente, abrindo a caixa, distribuindo as garrafas pela prateleira.
—Mas Tommy, não será uma superfesta como costumávamos fazer! Será algo íntimo, apenas nós estaremos presentes – garante, apoiando-se no balcão – Não pode deixar seu aniversário passar em branco!! Nunca fez isso. Nem mesmo nos cinco anos em que pensávamos que Ollie tinha morrido –relembra.
—E fazia porque você insistia dizendo que Oliver não gostaria que deixasse de festejar por causa dele – é minha vez de lembra-la.
—E justo agora que ele está de volta não vai comemorar?? – questiona e paro o que fazia, encarando-a de sobrancelha erguida –Ok, ok, reconheço que Oliver foi um cretino com você desde que chegou por causa da Laurel – diz, prosseguindo – Que mentiu para você, se bem que mentiu para todos –pondera – Sei que se decepcionou não apenas com ele mas com a Laurel, com seu pai, que diga-se também te sacaneou legal ao casar com a vadia da Helena...
—Vem cá, é desse jeito que tenta convence-lo a fazer a tal festa?? – Harper se mete.
—Alguém pediu sua opinião?? – bufa e tenho que me esforçar para segurar o riso.
—Não, mas se fosse eu no lugar do boss, depois de todos estes argumentos, ai mesmo é que não iria querer saber de festa nenhuma! Só lembrou de coisas ruins, poxa!! – frisa.
—Pois é – anuo, apoiando as mãos no balcão – Me dê um motivo para comemorar meu aniversário e te deixo fazer a bendita festa! – digo num impulso.
—Promete?? –pergunta, passando para trás do balcão.
—Prometo – afirmo, me arrependendo assim que vejo o brilho em seus olhos.
—Não vou te dar um. Vou te dar três: (1) Tudo pelo que passou e ainda está passando, fez de você uma pessoa melhor; (2) um nome: Caitlin! (3) Está Vivo! – enumera com um sorriso vitorioso nos lábios – E de quebra ainda ganhou um bônus: Uma irmã linda, maravilhosa, dedicada, que te ama, muito, muito, muito, muito, muito mesmo!! – exagera, pendurando-se no meu pescoço – Eu!!
—E o placar mostra: Thea Queen – 4 x Thomas Merlyn -- 0! – Harper brincar, e o fuzilo com o olhar
—Esqueceu o modesta! – ironizo, vendo-a revirar os olhos – Olha só Thea, sei que tem boas intenções, mas realmente não estou nem um pouco a fim de festa – reafirmo, segurando suas mãos, tirando-as de meu pescoço – Te agradeço muito mas a resposta ainda é não. Quem sabe no próximo ano – argumento – Não fique assim por favor – peço ao vê-la murchar – Tente entender. Não me sinto com a menor vontade de comemorar nada!
—Ok, entendi. Não precisa ficar repetindo – resmunga, saindo de trás do balcão, pegando a bolsa – Vou indo. Não quero atrapalhar seu serviço – diz de forma dramática.
—Thea...
—Tchau Tommy – despede-se, acenando sem voltar-se para mim.
—Droga, agora vou ficar me sentindo culpado! – resmungo, botando Harper literalmente para correr diante de seu comentário.
—E é gol!! TQ 5 x TM 0!! – exclama, correndo a fim de proteger-se da garrafa (plástica obvio!) que arremesso contra ele
—Droga Thea, tinha que me fazer sentir culpado!! – resmungo mais uma vez, voltando a me concentrar em arrumar as prateleiras do bar.
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Apartamento de Felicity ( terça, 28/2 – 16:00 p.m)
Narrador
—Quer dizer que não era mesmo lorota da Laurel? Os pais estão brigados de fato? – Caitlin pergunta, concentrando-se em finalizar a cobertura do último bolo.
—Agora não mais – Felicity revela, enrolando bolinhas de chocolate – Ambos chegaram à conclusão que a garrota É a falecida Sara Lance e não há quem consiga faze-los mudar de ideia – afirma, limpando as mãos com papel toalha – Me diz de novo: como foi que convenceu Tommy a aceitar fazer a festa?? –questiona, voltando-se para a Queen caçula, que ajudava a governanta a preparar salgados.
—Só usei um pouco de psicologia reversa – afirma, sem encara-las.
—Fez chantagem não foi?? – Caitlin quer saber.
—Não – garante – O ignorei! – mente.
—Thea, Tommy Realmente concordou com essa festa não concordou?? – questiona a loira, desconfiada.
—Logico que concordou! – exclama, voltando-se para a governanta dos Queen que as ajudava – O jantar está pronto não é Elza?
—Sim senhorita. Basta que esquentem, no forno ou micro-ondas, poucos minutos antes de servirem – recomenda – Fiz quiche, lasanha aos quatro queijos, salada tropical, arroz e bife ao molho madeira. Para sobremesa, além do bolo que estão terminando de confeitar, docinhos e salgados, fiz algumas taças de mousse de maracujá com chocolate, de limão e uma travessa de delicia de abacaxi com um toque de hortelã para dar refrescância.
—Gente, me senti empanturrada só de ouvir!! – Felicity comenta.
—Eu também – Caitlin anui – Pra que tanta comida se só seremos nós Thea? – questiona, completando, preocupada –Me diz, por tudo que é sagrado, que não convidou um batalhão de amigos do Tommy para virem para cá!! –frisa.
—Mesmo que eu quisesse Cait, esse batalhão não existe mais. Sumiram junto com o dinheiro dele – assegura, torcendo o nariz – Agora somos só nós a seu lado! – suspira, voltando-se para a governanta – Tem certeza que não quer ficar Elza? Aposto que Tommy iria gostar de te ver.
—Tenho senhorita Queen. Gosto muito do senhor Thomas, mas não me sinto à vontade para ficar em uma festa surpresa...—revela, tapando a boca com a mão.
—Como assim surpresa?? – Cait e Felicity questionam – Thea, você garantiu que ele havia concordado!! – Cait reclama.
—Tá, eu posso ter omitido uma ou outra coisa dele... e de vocês! –revela, deixando-as boquiabertas – Mas garanto que Tommy vai gostar!! Sei que vai só pela reação dele quando toquei no assunto novamente!
—E qual foi a reação??—Felicity pergunta, ainda mais desconfiada.
—Nenhuma – diz, exasperando as duas garotas – O que já é um bom sinal pois se não quisesse mesmo teria brigado mais uma vez e me feito prometer que não o faria! – argumenta, continuando sem dar-lhes chance de protestar – E vamos cuidar porque pedi para Ollie e John o distraírem até as dezoito, dezoito e trinta no máximo e já passa da dezessete e ainda temos que nos arrumar! – apressa-as – Elza agiliza o bolo ou não terminamos a tempo! –pede –Enquanto isso vou finalizar os doces e salgados – começa a mover-se de um lado para outro, Cait e Felicity fazendo mesmo, resignadas, Elza as ajudando.
Vinte minutos depois a governanta vai embora, deixando tudo organizado e arrumado enquanto as três garotas se arrumam.
—UOU!! Cait, assim você acaba com meu irmão!! – elogia Thea, assobiando – Até eu te pegava se gostasse da fruta, evidente – brinca, fazendo a médica revirar os olhos.
—Já que não tem mais jeito e vamos ter que enfrentar a fera, pelo menos quero ter certeza de ele vai pensar duas vezes antes de brigar comigo – afirma, alisando e ajustando o vestido frente única de decote generoso nas costas, ficando de lado a frente do espelho da sala, retocando o batom vermelho.

—Duas, três, quatro, quantas vezes for necessário! – Felicity enumera, encostando-se no balcão ao lado de Thea.
—Impressionante!! – admira-se a garota.
—O que? Cait? De fato, está um arraso! – elogia, sorrindo para a prima.
—Não, você – afirma a garota – Até em um traje simples fica gata! – elogia, admirando seu conjunto de saia e blusa.
—Obrigada. Também não está nada mal! – diz a loira.
—Só um basiquinho nada demais! – minimiza, fazendo uma careta ao olhar o relógio – Me ajudem a terminar de arrumar as coisas antes que eles cheguem – pede, entrando por detrás do balcão da cozinha, pegando uma caixa.
—Arrumar o quê? Thea o que está aprontando agora? –preocupa-se Cait.
—Nada. São apenas alguns enfeites – afirma, abrindo a caixa de onde retira letras de papelão coloridos – Ajudem a grudar na parede de frente para a porta! -- convida, caminhando para o local, as duas seguindo-as, parando tensas quando a campainha toca, respirando aliviadas ao ver que tratava-se de Harper.
—Ótimo que tenha chegado. Arruma o bolo, os doces e salgados sobre essa mesa aqui – indica a mesa imediatamente abaixo das letras – Já deixamos tudo pronto sobre o balcão para o jantar. Só está faltando isto. Rápido Roy, já passa das seis, podem chegar a qualquer momento.
—Calma, já estou fazendo! – exclama o barman, arrumando a mesa me poucos minutos.
Quando terminam de colar a última letra, escutam vozes ao mesmo tempo em que a porta é aberta dando passagem a Tommy seguido por Oliver, Diggle e Eddie.
—Pela milésima vez detetive, eu não.... – cala-se o moreno, estático.
—SURPESA!! – dizem Thea, Felicity, Roy, Oliver, Diggle, Eddie e Caitlin, a médica indo ao encontro dele, lhe dando um selinho.
—Eu sei que tinha dito que não queria festa Tommy – Thea começa diante do silêncio constrangedor que se instalara, Oliver e Diggle abrindo a boca, surpresos – Mas não podia deixar que não comemorasse mais um ano de vida especialmente depois de tudo que passou! Como te prometi, não é nenhuma superfesta. Apenas uma reunião de pessoas que te amam, e alguns intrusos bem-vindos! – exclama, olhando de Roy para Eddie – Elza fez a maioria das guloseimas bem como o jantar. Ela fez questão, como um presente para você. Eu e Felicity ajudamos a fazer os docinhos e salgados e Cait terminou a cobertura e os enfeites do bolo – enquanto fala, segura a mão do irmão, conduzindo-o até a mesa – Espero que não considere as letras um exagero! – aponta – Então? Não vai dizer nada? – questiona após um novo silêncio – Sério Tommy, diz alguma coisa, qualquer coisa, mas diz! – implora, começando a ficar preocupada com o silencio dele.
—Dê um tempo Thea – Caitlin pede, aproximando-se com cuidado – Deixe Tommy...
—Eu te pedi tantas vezes pra não fazer Thea – Tommy começa dizer, interrompendo-a – Disse que não queria saber de festa nenhuma! – frisa.
—Tommy eu sinto ...
—E quer saber? – interrompe-a mais uma vez, encarando-a, um sorriso surgindo em seus lábios – Obrigado por, desta vez, não ter respeitado minha vontade! – diz, beijando o rosto da irmã.
—Quer dizer que não está zangado?? – questiona, surpresa.
—Estou. Com todas ... – cala-se, olhando Cait de alto a baixo – Quase todas! – corrige-se – Mas não o suficiente para brigar, principalmente depois de saber que ajudaram a preparar tudo com suas próprias mãos! – exclama, tomando as mãos de Cait entre as suas, beijando-as.
—Opa, também vou querer essa recompensa ai! – Felicity brinca, sentindo Oliver segura-la pela cintura quando tentar ir ao encontro do moreno.
—Pode deixar que a sua Eu dou! – frisa, segurando e beijando suas mãos.
—Beleza! Agora que nos entendemos, que tal comermos? Estou varado de fome! –Roy exagera, esfregando as mãos.
—Isso que decide é o aniversariante, seu folgado! – Thea ralha, piscando para o barman.
—Vamos comer então – convida Tommy, deixando-os seguir a frente para a cozinha, segurando Cait pelo braço, fazendo-a voltar-se para ele – Golpe baixo doutora! – sussurra em seu ouvido, acariciando as mãos pelas costas da médica, detendo-se no final do decote – Me desarmou por completo! – frisa, mordendo o lóbulo de sua orelha.
—Cada um joga com as armas que tem meu caro Merlyn! – rebate ela, envolvendo-o pelo pescoço – Mas só pra constar, eu, Felicity, Oliver e os demais fomos enganados: Thea nos garantiu que você havia mudado de ideia – afirma – Eu até comprei um presente para você! – informa, mordendo o queixo do rapaz.
—Outro??—pergunta, completando – Por mim só este aqui já bastava! – assegura, beijando-a – E não vejo a hora de ficarmos a sós para poder abri-lo!
Continua.....
“....Boy when you’re with me I’ll give you a taste;
Make it like your birthday everyday;
I know you like it sweet so you canhave your cake;
Give you something good to celebrate;
So make a wish;
I’ll make it like your birthday everyday;
I’ll be your gift;
Give you something to celebrate...
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