Survivors!!
12 Demons! (I)
Notas iniciais
"....I see this life like a swinnging vine;
Swing my heart across the line;
And my face is flashing signs;
Seek it out and you shall find;
Old, but I'm not that old;
Young, but I'm not that bold;
I don't think the world is sold;
I'm just doing what we're told..."
Counting Stars
One Republic
Apartamento de Felicity (terça, 28/2 – 18:10 p.m)
Narrador
—Que tal abrir os presentes agora Tommy? – Thea sugere, eufórica, após colocar seu prato na pia, voltando-se para os demais, que terminavam de comer.
—Me corrija se estiver enganado, mas não se canta parabéns primeiro? – Roy insinua, parando de servir-se mais uma vez.
—Normalmente sim, mas como estamos falando de Thea !! – Oliver argumenta, sorrindo da careta que a irmã faz.
—Alguém já perguntou o que o aniversariante quer fazer? – Diggle questiona, repetindo o gesto da garota, parando a seu lado junto a pia – Essa máquina funciona Felicity? – pergunta, apontando a lava louças.
—Evidente que sim mas nem pense em trabalhar! É convidado aqui Dig – adverte-o, apontando garfo em sua direção.
—Quanto a perguntar o que Tommy deseja – Thea começa dizer, apoiando-se contra a bancada da pia – Está na cara que se dependesse dele nos jogaria porta a fora só pra ficar sozinho com a Cait! – afirma, sorrindo maliciosamente.
—A exceção de Felicity, dona do apartamento, saiba que faria isso mesmo! – admite o moreno.
—Tommy! – Caitlin ralha, lhe dando um tapa no braço – Isso lá é jeito de agradecer todo o esforça de sua irmã e a presença de seus amigos?
—Ela que sugeriu começar a abrir meus presentes! – argumenta, inclinando a cabeça, beijando-lhe o pescoço – E como disse anteriormente, não vejo a hora de desembrulhar este! – sussurra no ouvido da médica, deslizando uma mão por suas costas nuas mais uma vez, fazendo-a corar.
—Que tal mudarmos de assunto antes que eu bata em meu irmão ou que a Caitlin resolva fazer a vontade desse mal agradecido ! – provoca-o fazendo a médica ficar ainda mais vermelha.
—Ok, vamos decidir isso antes da meia noite porque amanhã todos trabalhamos e gostaria de descansar um pouco – Felicity sugere, entregando seu prato e o de Oliver a Dig para que os colocasse na pia – O que decide Tommy: presentes ou parabéns? – pergunta.
—Os dois – diz, fazendo-os franzirem os cenhos – Sem essa de cantoria! Basta acender a vela, sopro, partimos o bolo e parto para os presentes...E vocês partem para suas casas! – enumera, levando um novo tapa da médica.
—Simples assim! – Eddie brinca, estalando os dedos.
—Olha, ele fala! – Thea provoca o detetive, que limita-se a sorrir.
—Ok, vamos nos mexer – Felicity chama, batendo palmas – Dig, por favor pegue o fosforo no armário sob a pia – pede – Vocês, levantando e se posicionando, vamos, vamos! – comanda, puxando Oliver pela mão, fazendo-o levantar-se e segui-la.
Depois que todos estão organizados em volta da mesa, Thea acende a vela e puxa os parabéns, rindo da careta de desagrado que o irmão faz.
—Pra quem vai o primeiro pedaço? – pergunta a garota, unindo as mãos.
—Como se eu tivesse escolha! – Tommy a provoca, estendendo-lhe o prato, franzindo o cenho ao escutar a campainha – Estamos esperando mais alguém? – questiona.
—Até onde sei não – Felicity diz, caminhando até a porta, abrindo-a – Pois não? – indaga para a jovem a sua frente.
—Oi, boa noite. É aqui que o senhor Merlyn, Thomas está morando? – pergunta a garota, respondendo a si mesma – Evidente que sim ou não teria me mandado até aqui, a toa. Se bem que se tratando dela tudo é possível! – exclama, mordendo o lábio.
—Pensei que fosse filha única Felicity! – Oliver, que se aproximara sem ser notado pelas loiras, brinca.
—É sim. Quem quer falar com ele? – pergunta, ignorando o comentário dele.
—Melissa Cross, secretaria do senhor Thomas, ou pelo menos fui contratada para ser , mas como ele não aceitou estou meio que a serviço de todos e de ninguém – diz, enrugando o nariz em uma careta – Será que eu poderia entrar? Essa caixa já esta começando a pesar – informa, fazendo o casal prestar atenção em suas mãos.
—Claro. Me desculpe – Felicity convida, posicionando-se de lado , dando passagem a loira, trocando olhares com os demais.
—O que está fazendo aqui? – Tommy pergunta, parando a frente da jovem – O que é isto? – indaga, apontando a grande caixa que trazia nas mãos.
—Boa noite senhor Thomas e parabéns. A senhora Merlyn mandou-me trazer seu presente pessoalmente – revela, estendendo a caixa para o moreno.
—Presente da Helena pra você? Felicity, você por um acaso não teria um medidor Geiger, um raio x ou qualquer coisa que nos possibilite saber o que tem ai dentro antes de abrir? – Thea pergunta, assustando-se ao ver Tommy chacoalhar a caixa – Ficou maluco?
—Não está fazendo tic-tac, não é pesado, portanto não deve ser nenhuma bomba! – exclama o moreno, a jovem secretaria surpreendendo-o com seu comentário antes que Thea pudesse contestar o irmão.
—Desculpe-me discordar, mas, de certa forma, vai achar que trata-se de uma bomba senhor Thomas – avisa, baixando os olhos, corada, diante do olhar que ele lhe dirige.
—Sabe o que tem ai dentro? – John questiona, vendo-a acenar afirmativamente – E poderia nos adiantar do que se trata? – indaga o segurança.
—Então ... – começa dizer, observando Tommy pôr a caixa sobre a mesa, abrindo-a devagar – A senhora Merlyn disse que seria útil caso o senhor Thomas decidisse aceitar a proposta dela!
—Helena te fez uma proposta? – Oliver questiona
—Oferta para ser mais exato – corrige-a Tommy, calando-se ao terminar de abrir a caixa.
—O que houve? O que tem nessa caixa Tommy? – Thea questiona ao ver o rosto do moreno ficar vermelho de raiva.
—Meu uniforme de trabalho! – responde, irônico, retirando um macacão cinza escuro com a logomarca da empresa de sua família impressa – Foi essa a proposta que Helena me fez. Um emprego de faxineiro na Global! – completa trincando os dentes.
—Tem um crachá também, para o caso de o senhor decidir, segundo ela, aceitar a proposta e ...Eu vou me calar agora! – diz a garota, encolhendo-se diante do olhar furioso do moreno.
—Caramba, essa mulher tá a fim de te irritar mesmo! – Roy exclama.
—Isso que não entendo: se foi você que largou ela, por que essa perseguição contra Tommy? – Thea questiona.
—Também gostaria de entender – Diggle anui.
—E desde quando maluco tem alguma explicação! – Felicity afirma, erguendo o uniforme – Até que a megera tem bom gosto. O uniforme é bem bonito.
—Verdade! – Thea anui – Com certeza você vai ser o faxineiro mais gato da empresa maninho! – brinca – Ah, Tommy, leva na esportiva! Além do mais faxineiro é um trabalho honrado.
—Com certeza! Eu já trabalhei inúmeras vezes fazendo faxinas em prédios – Roy exemplifica.
—Não tenho nada contra a profissão e não teria problema algum em exerce-la – afirma o empresário – O problema está em quem propôs e na forma como fez. Helena quer me humilhar e eu realmente gostaria de entender porque sua ex encarnou comigo! – volta-se para Oliver.
—Isso somente ela pode nos dizer – afirma o arqueiro, olhando para a garota que viera entregar o “presente” de Thomas – Está esperando alguma coisa?
—Na verdade sim – afirma a jovem, sorrindo sem graça – A senhora Merlyn pediu para esperar sua resposta.
—Minha resposta para que!? – questiona o empresário, arqueando a sobrancelha diante do envelope que ela lhe estende, abrindo-o, ficando ainda mais irritado – Diga a sua patroa que mandei ela enfiar essa proposta...
—Tommy! – Thea, Caitlin e Felicity ralham juntas – Ok, querida, olha só, não sei o que sua chefe pretende irritando meu irmão, ou melhor, meus irmãos – Thea corrige-se – Mas diga a ela que Tommy não está interessado! Agora, se nos dá licença, temos uma festa para terminar. Tome aqui uns docinhos, uns salgados ...- diz, pondo doces e salgados em um prato, encaminhando a garota para fora do apartamento – Muito obrigada por ter vindo até aqui! Boa noite – despede-se, fechando a porta.
—Não descarte esse uniforme Thomas, ele pode ser útil – Diggle recomenda ao vê-lo tencionar jogar a caixa fora – Helena pode ter nos dado uma forma de acesso a Global sem levantar suspeitas.
—Que pode muito bem ser uma armadilha! – Felicity pondera.
—Ambos estão certos – Oliver afirma.
—Será que poderíamos mudar de assunto – Thomas pede, irritado.
—Tem razão. E ainda temos mais presentes, presentes de verdade, pra você maninho – Thea relembra, dirigindo-se até o balcão da cozinha, retornando com uma sacola – Sei que já tem um mas reparei que está meio velho e com o vidro quebrado, então tomei a liberdade de te comprar um novo – discursa a garota, entregando-lhe a sacola.
—Obrigado maninha – agradece o empresário, abrindo a caixa – Relógio – exibe, retirando o que usava, pondo o que a irmã lhe dera no pulso – Valeu estava mesmo precisando de um novo! – declara, beijando-a no rosto.
—Esse aqui é o nosso Tommy – Felicity e Diggle se aproximam, ela com uma caixa igual a trazida pela secretaria de Helena.
—Adianto que não e nenhuma roupa de faxineiro – John garante.
—Discordo – Felicity declama, fazendo o moreno parar de abrir a caixa – O que fazemos junto com Oliver não deixa de ser um tipo de faxina! – exclama, dando de ombros, piscando – Abre ai, não vai se arrepender – promete.
—Alguma explicação por favor – Thea pede, segurando a mão do irmão, impedindo-o de continuar – Como fiz – exemplifica.
—Céus, como é mandona! Deve ser defeito genético! – bufa a loira, revirando os olhos – Não é segredo para nenhum dos presentes o que fazemos – começa dizer, olhando em volta – Desde que começou a nos ajudar Tommy, utiliza uma antiga roupa do Oliver, o que não lhe agradou no começo, sabemos, mas acabou se acostumando.
—Por essa razão eu e Felicity decidimos que já era hora de ter seu próprio traje – Diggle completa.
—Tá de brincadeira! – exclama o moreno, sorrindo ao abrir a caixa, retirando um conjunto de calça e jaqueta nas cores verde e preto, em couro assim como as do arqueiro – Caramba, isso é demais!
—Também tem os armamentos mas isso ficou na cave, pra depois – Felicity informa – Ideia do Oliver! – aponta rápido ao vê-lo encara-la.
—Seu presente, suponho? – Tommy indaga, voltando-se para o amigo.
—Na verdade, apenas completei o presente dos dois – diz – Meu presente é outro e espero sinceramente que aceite Tommy – pede, retirando uma pequena caixa do bolso de seu blazer – E antes que proteste, saiba que não comprei, paguei um ano de aluguel adiantado para garantir que teria preferência para compra – explica, entregando-lhe a caixa – Como deve ter adivinhado, trata-se de um apartamento, o de frente para este pra ser exato – especifica o arqueiro.
—Depois diz que não tem ciúmes! – Thea brinca, fazendo todos rirem.
—Falando sério, não tem nada a ver com ciúmes Tommy. Sei que tanto você quanto Felicity e Caitlin precisam ter seu espaço e se fosse por ciúmes maninha, teria alugado um apartamento do outro lado da cidade! – devolve o arqueiro.
—Um ano de aluguel adiantado? – Tommy questiona, encarando-o com a chave na mão, o loiro anuindo – Aceito desde que me deixe te pagar nem que seja aos poucos – condiciona, estendendo-lhe a mão – Temos um acordo?
—Com certeza! – assegura, apertando a mão que lhe era estendida.
—Olha só chefe, não sabia exatamente o que poderia lhe dar...Então um amigo – frisa, olhando de Oliver para Dig – E não me perguntem como ele conseguiu porque mesmo que soubesse não diria – pisca para ambos, fazendo-os arquearem a sobrancelha – Aqui está, parabéns e muitos anos de vida! – conclui rapidamente, entregando-lhe uma caixa retangular, o moreno assobiando admirado ao abri-la.
—Ok, eu também não quero saber como seu amigo conseguiu essa raridade – mostra o rotulo da garrafa de vinho a Oliver, que também admira-se – Contanto que a polícia não bata a minha porta! – exclama, olhando diretamente para Eddie Thawne.
—Não vi nada e mesmo que tivesse visto não faço a menor ideia do que estão falando! – exclama o detetive, sorrindo – Quanto ao presente, vou ficar devendo Merlyn.
—Com todo respeito detetive, sair do meu pé já será um presente – afirma.
—Neste caso pode considerar-se presenteado. Amanhã retorno para Central City.
—Já ?? – Thea espanta-se – Quer dizer, conseguiu resolver o caso que o trouxe a cidade? – pergunta, disfarçando o embaraço com um gole de vinho.
—Totalmente não mas não tenho mais nada a fazer aqui – afirma, sorrindo com o canto da boca – As provas que precisava reunir já consegui. Agora vou me reunir com meu capitão e apresentar o que consegui. Depois vemos o rumo que a investigação toma. De qualquer maneira, manterei vocês informados assim como espero que me mantenham também – pede.
—Com certeza – Oliver garante – Saber como vertigo voltou as ruas depois do sumiço do conde, bem como se expandiu para Central é um enigma que todos queremos descobrir – assegura o arqueiro.
—O conde deve ter algum comparsa que ainda não descobrimos – Diggle conclui, Thea o interrompendo antes que continuasse.
—Ok, podemos deixar trabalho um pouco de lado? – sugere – Ainda estamos comemorando o aniversário do Tommy, mesmo a má-drasta dele tentado estragar tudo! – brinca, voltando-se para Caitlin – Só falta seu presente Cait...O que pode ser dado em público, evidente.
—Vou fingir que não ouvi Thea, porque Eu não quero estragar a festa do Tommy! – ralha a médica, pegando uma caixinha retangular de veludo que se encontrava sobre uma mesinha no canto da sala – Espero que goste – diz, entregando-a ao namorado.
—O que, não vai ter nenhuma explicação previa!? – brinca o moreno, ficando sério ao abri-la, segurando o ar.
—Na verdade tem sim – começa dizer a médica – Thea e Oliver a conhecem melhor do eu, mas sei o suficiente para saber o quanto é importante para você -diz, sorrindo com doçura – Encontrei-a por acaso enquanto arrumava suas coisas no quarto que dividimos. Mostrei a Thea que me contou do que se tratava. Oliver e Felicity me ajudaram a encontrar alguém que soubesse concerta-la sem danificar a peça – explica, observando-o pôr a correntinha no pescoço, emocionado – Gostou?
—Sim. Muito – garante, dando-lhe um selinho – Obrigado meu bem. Obrigado a todos. Especialmente a você, minha irmãzinha teimosa! – abraça a garota, beijando sua cabeça – Obrigado por ignorar, desta vez, o que tinha pedido. -Não estava nem um pouco a fim de festejar nada. Minha intenção era encher a cara em algum bar longe de vocês – revela – Fiquei mal-humorado quando você e Dig me seguraram com desculpas esfarrapadas.... Mas reconheço: teria me arrependido se não tivesse vindo! – admite.
—Ok, estamos ficando emotivos aqui! – Thea exclama, afastando-o delicadamente – Vamos voltar para a festa? Ainda dá tempo comemorarmos mais um pouco. Musica por favor. Vamos dançar um pouco! — anima-se a garota, dirigindo-se para o aparelho de som no canto, enxugando discretamente uma lágrima.
—Hey, tudo bem com você? – Roy pergunta, parando a seu lado, ela respondendo com um aceno – A correntinha....
—Era da mãe dele – explica, voltando-se para olhar o irmão, sorridente, ao lado de Caitlin – Estava usando quando foi assassinada. Chegaram a puxa-la mas escapou das mãos dos ladrões caindo junto ao corpo dela. Tommy a guardou prometendo concertar para usa-la mas acabou nunca fazendo isto. Quando Cait me mostrou, sugeri que o fizesse como presente, já que ela não sabia o que daria...
—Hey, separa Harper! – Oliver ordena, fazendo um gesto com as mãos para que o barman se afastasse da irmã, o jovem erguendo os braços, obedecendo com um sorriso, piscando para a Queen caçula- Mantenha distancia espertinho!
—Ha,há! Sabe de nada inocente! – Thea provoca-o, aumentando o volume, começando a dançar, fazendo o irmão desistir da discussão, dando continuidade à festa, distraídos, ninguém notando a figura sobre o telhado do prédio vizinho, observando-os atentamente...
"....Lately, I've been , I've been losing sleep;
Dreaming about the things that we could be;
But baby,I've been, I've been praying hard;
Said, no more couting dollars;
We'll be, we'll be counting stars..."
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