Survivors!!
10 Lights and Shadows!!
Notas iniciais
“Agora eu sei exatamente o que fazer;
Bom recomeçar, poder contar com você;
Pois eu me lembro de tudo irmão, eu estava lá também;
Um homem quando está em paz não quer guerra com ninguém..”
Só os Loucos Sabem
Charlie Brown Jr.
Verdant / Cave (Uma semana depois — 01:25 a.m)
Narrador
—O que exatamente foi aquilo Felicity!? – Oliver questiona parando ao lado da loira com cara de poucos amigos mal entra na cave acompanhado por Diggle e Tommy – Estou esperando! – bufa impaciente diante a ausência de resposta dela, os braços cruzados.
—Eu me distrai, desculpa...Desculpem – corrige-se, inclinando um pouco a cabeça a fim de visualizar os dois homens alguns passos atrás de Oliver, observando a cena encostados a mesa.
—Tudo bem Felicity, pode acontecer com qualquer um – Diggle minimiza.
—A diferença é que em nosso caso pode nos custar um braço, uma perna, a cabeça.... – enumera Tommy, retirando o casaco enquanto caminha em direção aos armários.
—Obrigada Tommy, estou me sentindo bem melhor agora! – bufa a loira, fuzilando-o com o olhar.
—Por nada. É sempre um prazer expressar minha opinião! – ironiza, despindo o restante do traje ali mesmo, ficando apenas de cueca, sem importa-se com a presença dela.
—Sabe, no dia que Sua opinião for relevante neste time, me preocupo! – revida, corando, girando a cadeira a fim de dar-lhe as costas.
—UOU!! Direto na canela! – John provoca o moreno, desviando-se do porta lápis que atira em sua direção.
—Tommy, daria para se vestir em outro lugar? – questiona o loiro, encarando-o bravo.
—Não daria visto que já estou atrasado para fechar Sua boate – rebate, pondo a camisa social para dentro da calça, fechando botão e zíper – Além do mais, ela não está vendo nada que já não tenha visto antes – provoca, piscando ao vê-la voltar-se furiosa – Estou mentindo por acaso? – pergunta mas antes que a loira tenha chance de responder, Harper irrompe porta a dentro, tenso, chamando atenção dos quatro.
—Graças a Deus que chegaram! – exclama, aliviado.
—O que foi agora Harper!? – Oliver exaspera-se.
—Thea exagerou na bebida mais uma vez – avisa – Consegui controla-la por um bom tempo, mas agora a pouco um grupo de garotas começou a provoca-la referindo- se ao que a mãe fez ai já viu! – informa – Deixei Norman e Delia segurando-a e vim atrás de um de vocês – aponta de Oliver para Tommy.
—Posso ir se quiser – Tommy se oferece.
—Não, eu vou – afirma, tirando o casaco, pondo o blazer por cima da camiseta – Me espere. Volto assim que resolver isto para conversarmos sobre suas distrações – avisa, fazendo um sinal para a loira enquanto caminha para a escada que dá acesso a boate.
—Vou com você – Tommy diz, seguindo-o.
—Problemas no front!? – Harper pergunta, olhando de John para Felicity.
—Sim..
—Não – respondem ao mesmo tempo.
—HARPER! – a voz grave de Oliver chama, fazendo-o sobressaltar-se, correndo ao encontro dos dois homens, que o aguardavam junto a porta.
—Melhor ir...Antes que sobre pra mim! – exclama o barman, apressando-se a segui-los.
—Onde vai? – Diggle questiona ao vê-la levantar-se.
—Ao banheiro, posso?? – indaga – Agora todo mundo quer me controlar por causa da porcaria de uma pequena distração! – resmunga.
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Oliver Queen
—Onde ela está? – pergunto, olhando ao redor assim que paramos junto ao bar – Não estou vendo-a em lugar nenhum.
—Nem eu – Tommy anui a meu lado, estreitando os olhos tentando enxergar ao em um ponto mais a nossa frente – Espera um pouco...Não é ela ali, no canto, perto da saída, conversando....
—Chama aquilo de conversar!! – interrompo-o, irritado, ao vê-la agarrar-se ao tal detetive de Central City, prensando-o contra a parede, beijando-o tão intensamente que até agora não entendo como o loiro não desmaiou por falta ar!
—O que ela pensa que está fazendo?? – escuto Tommy bufar, tão irritado quanto eu.
Depois de toda confusão causada pela quase destruição dos Glades, da subsequente prisão de nossa mãe e da recente descoberta de minhas atividades paralelas, minha irmã anda ainda mais rebelde. Junte a isso o fato de que ainda estar se acostumando a recém descoberta paternidade de Malcom, de ser, por conseguinte, meio irmã do cara por quem tinha uma paixão (secreta) de adolescente e terá em mãos a bomba relógio que se tornara!
—Já chega! – escuto-o bravejar, caminhando a passos firmes ao encontro dos dois.
—Espere Tommy – peço, segurando-o pelo braço, fazendo um gesto de cabeça em direção a eles, ambos vendo o detetive afasta-la com cuidado ao mesmo tempo em que olha ao redor, trazendo-a presa pelo pulso até nós.
—Melhor levar sua irmã pra casa antes que faça alguma besteira ou encontre alguém disposto a aceitar o que está oferecendo – aconselha, seco, nos dando as costas assim que a seguro.
—Frouxo! – Thea xinga, fazendo-o parar – Você é um frouxo! Ou é gay! – volta a xinga-lo tentando liberta-se de meus braços.
—Se não estivesse no meio de uma investigação te mostraria o quanto sou gay! – ameaça, os olhos brilhando de raiva – Me deem licença, tenho mais o que fazer para perder tempo com os chiliques de uma patricinha mimada, inconsequente e desocupada! – afirma, voltando a nos dar as costas, parando um segundo ao ser atingido na perna por um chute de minha irmã, respirando fundo antes de seguir direto para a saída da boate.
—Idiota! Estupido, cretino, idiota, bicha...
—JÁ CHEGA THEA! – grito, chamando atenção da pessoas mais próximas – Vou te levar pra casa – digo, segurando-a firme.
—Não vou a lugar nenhum com você, seu...seu...Traidor! Mentiroso! – braveja, socando meu peito.
—Pare com isso Thea! Só está reforçando cada palavra dele! – Tommy reforça.
—NÃO PEDI SUA OIPINIAO! É TÃO MENTIROSO QUANTO OLIVER! – grita, fazendo o pouco de paciência que ainda tinha escorrer pelo ralo.
—O que está acontecendo?? – Felicity pergunta, aproximando-se de nós – Tá dando pra ouvir os gritos dela por cima da música! – comenta.
—Pronto, chegou a bola da vez!! – agride.
—agora já chega! – decreto, jogando-a sobre meus ombros – Felicity, pegue as chaves em meu bolso por favor, me ajude a levar essa mal criada para casa – peço.
—Me larga Ollie! Me põe no chão! – bufa, socando minhas costas.
—Assim que chegarmos em casa – aviso, saindo acompanhado de Felicity e John – Dig, fique com Tommy por favor. Ajude-o a fechar e depois pode ir pra casa. Nos vemos amanhã – peço, despedindo-me após ele me ajudar a colocar uma Thea raivosa no banco de trás – Poderia dirigir Felicity? Quero ter uma conversinha com essa senhorita aqui.
—Pode falar o que quiser. Amanhã não vou lembrar mesmo! – me desafia, atrevida – Anda. Pode xingar, humilhar ou mentir, como prefere fazer! Se eu fosse você pulava fora enquanto é tempo Felicity, antes que ele te dispense! – provoca-a, encarando-a pelo retrovisor interno.
—Não vou te xingar muito menos mentir pra você – rebato, tranquilo, enxugando o suor de minhas mãos na calça só então notando que ainda usava a do traje do vigilante e não uma normal, por assim dizer – Se omiti de você e nossa mãe o fato de ser o vigilante foi para protege-las. Jamais quis pôr as duas ou quem quer que seja em perigo – afirmo, dirigindo um rápido olhar a Felicity – Quando voltei da ilha tudo que queria era honrar a promessa feita a nosso pai pouco antes de ele... – fecho meus olhos revivendo o momento em meu pai disparou contra a própria cabeça abrindo mão de sua vida em detrimento da minha
—Como pode ter prometido algo a nosso pai se ele morreu no naufrágio do Gambit?? – a pergunta feita em um tom esganiçado me traz de volta a realidade – O que ainda está me escondendo Oliver?? – questiona, subitamente sóbria.
—Conte pra ela – Felicity aconselha, encarando-me através do retrovisor – Ela precisa entender um pouco do que passou Oliver.
—O que eu tenho que entender? Do que ela está falando Ollie?? – volta a questionar, voltando-se para mim.
Respiro fundo, encarando o rosto tenso, o olhar curioso e temeroso de minha irmã.
—Nosso pai não morreu no naufrágio Thea – começo – Ele, assim como eu e um dos tripulantes do iate, sobrevivemos por alguns dias em um bote depois do naufrágio. Quando ele percebeu, antes de mim, que não haveria água e comida suficiente para nós três ... Atirou no tripulante …Me fez prometer que sobreviveria para concertar seus erros...E atirou contra sua própria cabeça... Na minha frente! – termino, sentindo um nó na garganta enquanto vejo minha irmã e Felicity as lágrimas – Sei exatamente com se sentiu e sente pois me senti do mesmo jeito quando descobri que nossos pais não eram as pessoas que pensava... Que foi a mesma forma que Tommy se sentiu quando descobriu primeiro sobre mim e Laurel depois que era seu irmão e finalmente quem era o pai de verdade – friso, apoiando meu rosto com a mão no momento em que Felicity estaciona em frente a mansão de nossa família – Ao contrário do que pensa, não tem sido fácil para mim ter que mentir, manter as pessoas que amo, meus amigos, longe de uma parte de minha vida... Não tem sido fácil abrir mão de meus sentimentos...
—Então não abra Ollie – interrompe-me Thea, segurando minha mão entre as suas – Deixe-me fazer parte de sua vida. Deixe todos nós fazermos parte Ollie! – pede – Esconder a verdade não evitou que nos machucássemos e quase morrêssemos. O que nos salvou foi justamente quando ocorreu o inverso! – afirma – Se Diggle, Felicity, Tommy e até mesmo Cait e Lance, não tivessem dado sua contribuição não teria conseguido impedir nem mesmo parcialmente o plano de Malcom – conclui, calando-se.
Ficamos os três dentro do carro um longo tempo em silêncio quebrado por minha irmã.
—Pense a respeito Ollie. Apenas pense – pede – Sinto muito que tenha passado por tantos horrores mas erguer um muro a sua volta não vai proteger você nem ninguém – diz, abrindo a porta – E me desculpe por hoje, pelo escândalo e tudo mais... Me perdoe também Felicity, não quis te magoar! – pede, recebendo um olhar carinhoso de minha parceira – Melhor entrar. Estou precisando de um banho e uma boa noite de sono para assimilar os últimos acontecimento....De novo! – exclama, mordendo o lábio, enrugando a testa – Será que algum dia nossa vida voltara ao normal Oliver?? – pergunta.
—Honestamente não sei Thea – respondo, sincero, vendo-a sair do carro e caminhar para dentro da casa.
—Vou indo também – ouço Felicity dizer, descendo, e faço o mesmo – Suas chaves...
—Como pretende ir pra casa?? – questiono, não esperando que responda – Não vá. Fique comigo Felicity – peço, completando diante de sua hesitação – Apenas fique comigo. Não precisa acontecer nada se não quiser. Só me faça companhia, converse comigo um pouco...Por favor! – imploro, exibindo meu melhor olhar “gato de botas” -- Não quero ficar sozinho hoje... “ Nem nunca mais!” , penso, ouvindo-a suspirar, ajeitando o óculos sobre o nariz da maneira como adoro!
—Tudo bem – cede , o dedo em riste a frente de meu rosto – Mas se começar a me xingar por ter me distraído, de novo, durante a missão....
—Não vamos discutir sobre isso -prometo, caminhando um passo atrás dela, a mão em suas costas – Por enquanto – friso, chocando-me com seu corpo ao parar bruscamente – Sei que não tem sido fácil pra você também, ok!? Então vamos apenas relaxar, nós dois, ó por hoje.
—Ok – concorda, voltando a caminhar – Por falar em relaxar, já falou com Laurel??
—Yep! – digo, fazendo-a voltar-se para mim – Quer dizer, mais ou menos – admito – Eu a procurei mas ela não está na cidade no momento. Foi até Central para algum curso, simpósio ou sei lá o que! – comento, fechando a porta ao entrarmos, parando, olhando ao redor.
—o que foi?? Ouviu alguma coisa? Acha que fomos seguidos? – questiona, sobressaltada, agarrando meu braço e resisto a tentação de mentir.
—Não – garanto, vendo-a relaxar, me encarando com seus doces e lindos olhos azuis, uma ruga no meio da testa – Só um pensamento que me veio a mente.
—O que??
—Talvez devêssemos falar com nossa mãe e vender esta casa – digo, surpreendendo-a – Não sabemos quanto tempo poderá permanecer presa e mesmo depois que sair não faz sentido uma casa tão grande apenas para ela e Thea já que pretendo me mudar para o apartamento que comprei no máximo no início do próximo mês – anuncio.
— Humm... Já disse isso a sua irmã? – questiona enquanto subimos a escadaria rumo ao primeiro andar da mansão.
—Ainda não – admito – Na verdade só confirmei a compra hoje à tarde. Amanhã durante o café converso com Thea – afirmo, envolvendo seus ombros com meu braço, trazendo-a para perto, beijando a pele sensível e delicada de seu pescoço.
—Pensei que não iriamos fazer Nada além de conversar Queen! – relembra, a voz tremula denunciando suas emoções.
— O que posso fazer se I can’t keep my hands to myself! No matter how hard I’m trying to ! I whant you all to myself! You’re my metaphorical gin and juice!... — cantarolo em seu ouvido, envolvendo-a pela cintura, girando-a para que ficasse de frente para mim, erguendo-a, fazendo com que enrosque suas pernas em minha cintura ao mesmo tempo que prenso seu corpo contra a parede, tomando seus lábios em um beijo sedento – So come on, give me a taste! Of what it’s like to be next to you!...—cantarolamos juntos, boca contra boca enquanto abro a porta de meu quarto, entrando com ela em meus braços—Won’t let one drop to waste! You’re my metaphorical gin and juice!!... — chuto a porta com o pé sem me importar com o barulho, trancando-a, caminhando até minha cama onde a deito, prendendo-a com meu corpo, tomando sua boca mais uma vez, livrando-me rapidamente do blazer e da camiseta, deslizando minhas mãos por seu corpo até alcançar a barra do vestido vermelho, justo, erguendo-o, retirando-o por completo, parando, extasiado, para admirar seu corpo, descendo as alças de seu sutiã, expondo os seios entumecidos, acariciando os mamilos rijos com o polegar, deslizando mais uma vez por suas curvas parando na cintura, insinuando um dedo para dentro do pedaço de tecido rendado que mal escondia seu sexo, passeando de uma lateral a outra fazendo-a arquear-se, gemendo , antes de prender ambas a laterais com meus dedos fazendo-o deslizar por suas pernas, pondo-me de pé, livrando-me de minha calça e cueca ao mesmo tempo em que ela livra-se do sutiã... – All of the downs and uppers, keep making love to eacher other.... – seguro suas pernas, erguendo-as e puxando, fazendo seu corpo deslizar para a borda do colchão, apoiando meu joelho sobre o mesmo, começando a beijar a parte interna de sua perna esquerda, inclinando meu corpo sobre o seu, mantendo ambas as pernas apoiadas em meus ombros... – And I’m trying, I’m trying, trying... – distribuo beijos por sua barriga, subindo lentamente, apossando-me de um seio, sugando-o, prendendo o bico rijo entre os dentes, fazendo o mesmo com o outro, ouvindo seus gemidos aumentarem, as mãos em meu cabelo, puxando... – But I can’t keep my hands to myself!.. – declaro, segurando firme seus quadris, penetrando-a em uma estocada única, vigorosa, abafando seu grito com um beijo.
Ergo meu quadril novamente, saindo dela para entrar em seguida, indo mais fundo, apertando suas coxas, ouvindo-a dizer palavras desconexas, deixando suas pernas deslizarem por meu corpo até caírem sobre o colchão.
Em resposta, sinto sua língua invadir minha boca, as mãos deslizando por minhas costas, detendo-se em meu quadril onde as crava com força me fazendo urrar de prazer, aumentando o ritmo de minhas estocadas sentindo o corpo delicado estremecer anunciando o êxtase que se aproximava.
—Goze comigo sweet! – sussurro em seu ouvido investindo forte mais uma vez sentindo-a libertar-se junto comigo, relaxando em seguida.
Deixo meu corpo cair sobre o dela, meu rosto descansando na curva de seu pescoço, aspirando seu cheiro doce.
—Amo você Oliver! – declara em um fio de voz, surpreendendo-me, antes de adormecer em meus braços.
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