Survivors!!
9 It’s all about that mess!
Notas iniciais
“Don’t pretend you sorry I know you’re not;
You know you got the power to make me weak inside;
Girl, you leave me breathless but it’s okay;
‘Cause you are my survival now hear me say;
I can’t imagine life without your love;
Even forever don’t seem like long enough…”
Drowning
Backstreet Boys
Apartamento de Felicity (manhã de quarta, 08:00 a.m)
Narrador
Deitado de bruços, Tommy desliza o braço sobre o colchão encontrando o espaço vazio no lugar do corpo de Cait, fazendo com que erguesse a cabeça olhando ao redor a sua procura, voltando a deitá-la ao perceber que estava sozinho.
Um sorriso ilumina seu rosto ao lembrar a noite passada ao lado da médica.
Mesmo com todo estresse de o apartamento ter sido invadido, os momentos que se seguiram a fuga do invasor foram, sem sombra de dúvida, os melhores dos últimos dias.
Estica os braços, espreguiçando-se, levantando-se em seguida, caminhando até o banheiro a fim de fazer sua higiene matinal.
Após um banho, observa o rosto no espelho fazendo uma careta, passando a mão pelo queixo, decidindo que não precisava barbear-se.
—Cait não reclamou então não deve estar incomodando! – teoriza, voltando a sorrir ao lembrar-se da médica.
Ela havia sido uma grata surpresa. Apesar da aparência calma, mostrou-se, além de decidida, ser o oposto na cama não se limitando apenas a acompanhar seu ritmo, mas a ditar também, o sorriso aumentando ao notar os aranhões e marcas em seu corpo, retornando ao quarto, vestindo moletom e camiseta visto que não pretendia ir trabalhar na parte da manhã.
Ao abrir a porta do quarto, um aroma delicioso invade suas narinas fazendo seu estomago protestar lembrando-o que não comera nada na noite anterior.
—Humm! Que cheiro bom! – elogia, entrando na cozinha, envolvendo-a pela cintura – Quer dizer que além de enfermeira, excelente médica e boa de cama, também é chefe de cozinha!? – enumera, beijando o pescoço exposto visto que Cait prendera o cabelo em um rabo de cavalo – Esse tom de vermelho combina com sua pele! –provoca ao notar o rubor em seu rosto, recebendo uma cotovelada em resposta — Ui!
—Comporte-se Thomas Merlyn ou não vou deixá-lo provar nem um pouquinho de minhas famosas panquecas doces! – provoca-o, virando levemente o rosto a fim de ver o dele – O que faz acordado tão cedo? – pergunta, ganhando um beijo demorado como resposta.
—A cama estava fria! – exclama, apertando-a mais contra seu corpo – Não mereço nem um pedacinho?? Estou faminto!! – pede, fazendo bico.
—Dramático! – brinca, cortando um pedaço da panqueca recém assada, prendendo a um garfo, embebendo-a na calda doce e levando-o a boca de Tommy – Gostou?
—Uhum! – murmura, lambendo a calda que escoria pelo canto da boca com a língua – Mais! –pede, abrindo a boca, fazendo-a rir discretamente, repetindo o gesto.
—Está escorrendo de novo – avisa, limpando a calda com o polegar, Tommy segurando sua mão, levando o dedo melado a sua boca, sugando-o, fazendo-a morder o lábio, ambos sobressaltando-se ao escutarem a porta ser aberta bruscamente.
—Sério que já estão se pegando a essa hora?? – Felicity bufa, caminhando a passos firmes em direção a seu quarto.
—Sério que a pessoa que dormiu fora de casa vai nos criticar?? – devolve Cait, acompanhando-a com o olhar, voltando a sobressaltar-se, assim como Tommy, ao escutar a porta ser aberta mais uma vez dando passagem a Oliver, que passa por eles fazendo um breve aceno de cabeça, seguindo Felicity, o casal inclinando suas cabeças, seguindo-o com o olhar até ouvirem a porta do quarto bater.
—O que exatamente foi isso? – Tommy questiona, encarando Cait, enrugando a testa.
—Bem que gostaria de saber! – exclama a garota, rindo ao receber um beijo rápido.
—Vai trabalhar hoje? – pergunta, girando-a entre os braços, pondo-a de frente para ele.
—Não. Estou de folga – diz, envolvendo o pescoço do moreno com os braços – No que está pensando? – pergunta, desconfiada.
—Nada – afirma, apertando-a mais – Nada além de ficar a manhã inteira curtindo uma certa médica-feiticeira de cabelos cor de mel, de preferência na cama, descobrindo mais qualidades escondidas por trás desses olhos castanhos e dessas curvas perigosas! – provoca-a.
—Tem certeza que dá conta do recado senhor Merlyn!? – devolve, fazendo rir, divertido.
—Vou amar descobrir doutora Snow! – diz, beijando-a, gemendo frustrado ao ouvir a campainha tocar insistentemente.
—Tommy, Cait, Felicity, qualquer um, abra essa porta logo! – Thea ordena, fazendo-o revirar os olhos, soltando Cait, que sorri.
—Não acredito nisso! – bufa Tommy.
—Ao menos desta vez ela tocou a campainha! – Cait diz, piscando para ele enquanto vai em direção a porta.
—Já é uma evolução! – exclama – Bom dia maninha! Deu formiga na cama? – provoca-a assim que a garota entra no apartamento.
—Da mesma forma que deu na sua, maninho! – revida, atrevida, voltando-se para Cait – Poderia chamar meu irmão, o outro, e nem perca seu tempo dizendo que não está aqui porque vi o carro dele estacionado ai em frente! – avisa.
—Vem cá, você nos fareja por acaso? Ou pôs algum tipo de rastreador em mim e no Oliver? – Tommy questiona, encarando-a de braços cruzados.
—Não é muito difícil rastrear vocês uma vez que já ficou mais do que claro que estão enrabichados pelas garotas deste apartamento! – provoca mais uma vez, atrevida.
—O que você quer Speed? – Oliver questiona, entrando na sala ao lado de Felicity antes que Tommy tivesse a chance de dizer algo – Onde é o incêndio?
—Por hora, em lugar nenhum – começa dizer – Mas se não formos a QC já, lá com certeza! -- prossegue – Não te disse que aquela bruxa ia causar um estrago com aquela bendita declaração? – relembra – A diretoria está em polvorosa por causa do que ela está fazendo.
—Que seria...?? – questiona o arqueiro.
—Bancando a boa samaritana com o dinheiro do pai do Tommy, e seu também – volta-se para o meio irmão – E desfilando por ai como se fosse uma santa...Cara, como eu queria arrancar aquele riso cinco do rosto dela a unhadas!
—Somos duas! – Felicity admite.
—Três! – Cait ergue a mão.
—Uau! Acho melhor a Helena se cuidar! – Tommy brinca, voltando-se para Oliver ao escutar o toque do celular do mesmo.
—Me dê boas notícias Digg – pede, atendendo a ligação.
< Infelizmente não são tão boas quanto gostaria> lamenta, < Precisa reunir a equipe > avisa.
—Farei isso – afirma o loiro – Mas só depois de passar na QC. Preciso tomar algumas decisões por lá! Assim que estiver livre te aviso – diz.
< Hum, nesse caso acho melhor encontrar você e Felicity na QC. Depois nos reunimos com Tommy na cave, o que acha? > pergunta.
—Faremos assim então. Estarei na empresa em ..-olha o relógio no pulso – Meia hora.
< Certo. Até mais > despede-se, desligando em seguida.
—O que houve? O que John foi investigar? – Thea pergunta, curiosa.
—Helena – Oliver revela – Mais precisamente como tornou-se madrasta de Tommy.
—Tai algo que estou curioso para descobrir – Tommy afirma, apoiando as mãos na cintura de Cait.
—Humm, pelo visto as coisas estão se encaixando por aqui! – exclama, apontando dele para Cait – E por ai também! – repete, apontando de Oliver para Felicity.
—Nem tanto – Felicity afirma, girando nos calcanhares, caminhando em de volta para seu quarto.
—Fe. Li. Ci.Ty! – Oliver soletra, revirando os olhos, seguindo-a – Dá pra aliviar um pouco!? – escutam-no dizer antes de bater a porta do quarto novamente.
—O que raios está acontecendo com esses dois?? – Thea questiona.
—Essa é a pergunta de um milhão de dólares – Tommy brinca – Doutora, ainda estou com fome! – puxa Cait pela cintura, beijando-a sem nenhuma cerimônia na frente da irmã.
—Se quiserem posso sair para que fiquem mais à vontade! – ironiza a garota, cruzando os braços.
—Faria isso?? – Tommy pergunta, surpreso.
—Evidente que não! – exclama, estapeando o ombro do irmão ao passar pelo casal – O que temos para o café da manhã? Não comi nada até agora. Mesmo que quisesse aliás visto que lá em casa tá uma verdadeira bagunça depois que Moira foi presa.
—Desde quando chama sua mãe pelo nome? – Cait questiona, seguindo-a, evitando que ela devorasse as panquecas que fizera.
—Desde que descobri que se trata da madrasta e não da mãe! – filosofa, fazendo os dois erguerem a sobrancelha – Deixa pra lá! Não importa mesmo- afirma, comendo a panqueca que Cait lhe entrega em um prato.
—Vamos indo Thea – Oliver chama, surgindo no corredor ao lado de Felicity.
—Não vão comer nada não? – indaga a garota.
—Ele pode até não querer, mas eu estou faminta! – Felicity assegura, servindo-se de duas panquecas.
—Acho que dá tempo...Também estou com fome – Oliver pondera, “roubando” um pouco de comida do prato de Felicity.
—Humm, ainda bem que vocês duas não fazem meu tipo ou iria engordar rapidinho! – Thea brinca, explicando-se ao vê-los olha-la interrogativamente – Pelo que deu pra perceber transar com vocês dá fome!
—Ok, isso foi no mínimo deselegante – Tommy reclama.
—Mas verdadeiro! -desafio-o atrevida.
—Qualquer dia desses, Speedy, qualquer dia....—insinua o moreno, recebendo um estirão de língua da garota.
—Melhor irmos andando antes que os diretores da QC deem um golpe – Felicity aconselha, Oliver concordando com um aceno.
—Tommy, quando estivermos saindo da empresa te aviso – Oliver avisa – Até mais Caitlin.
—Até mais – responde a médica, acenando para a prima e Thea – Ai droga, esquecemos de falar sobre a invasão! – exclama depois que saem, voltando-se para Tommy.
—Falamos quando nos encontrarmos na cave – sugere.
—Vou fazer o que lá? – questiona ela.
—Não pretendo deixa-la sozinha aqui caso não vá trabalhar hoje. Aliás, duvido que Oliver queira deixar qualquer uma de vocês sozinha enquanto não descobrirmos quem era e porque veio até aqui—assegura, envolvendo-a pela cintura – Agora, porque não deixamos esse assunto de lado um pouco e aproveitamos essa manhã relativamente calma para nos conhecermos um pouco melhor!? – provoca-a, beijando-lhe o pescoço, deslizando os lábios até o decote em V da blusa que ela usava detendo-se ali, sugando a pele delicada.
—Me parece uma boa ideia! – sussurra a médica, enroscando os dedos nos cabelos curtos, puxando-os, obrigando-o a ergue o rosto, encarando-o por um tempo antes de beija-lo com avidez, deitando-se junto com ele no sofá – Na verdade, acho uma excelente ideia! – exclama, sentando-se sobre seu abdômen, tirando sua blusa e a camiseta dele em seguida, deslizando as mãos até a cintura, segurando as laterais do moletom, descendo-o devagar, empurrando-o de volta quando tenta levantar-se – Quietinho ou paramos por aqui! – adverte – É isso que você quer!? – pergunta, abrindo o fecho do sutiã, cobrindo os seios com um braço antes de retirar a peça, sorrindo ao vê-lo balançar a cabeça negativamente – Então me obedeça.
—Com certeza doutora! – afirma, fechando os olhos, entregando-se as caricias dela.
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Queen Consolidated (11:40 a.m)
Oliver
Chegamos ao prédio que abriga os escritórios da QC seguindo direto para a presidência, mais precisamente a sala de reuniões onde já se encontravam reunidos grande parte da diretoria e acionistas, agitados e indóceis.
—Parece que estava certa Felicity, perecem prontos para dar “um golpe” – Thea cochicha, não tão discretamente, assim que entramos na sala de reuniões, chamando atenção de todos os presentes, que se calam ante nossa chegada não escondendo estarem surpresos.
—Bom dia senhores, senhoras – cumprimento-os, assumindo a cadeira da cabeceira da mesa (como tantas vezes vira meu pai fazer) Thea e Felicity posicionando-se uma a minha esquerda outra a direita – Acredito que podemos dispensar apresentações visto que todos conhecem tanto a mim quanto minha irmã bem como minha secretaria, senhorita Smoak – prossigo – Pelo que vejo já iniciaram a reunião sem nossa presença – friso, deixando claro minha insatisfação – Sei muito bem o que a maioria de vocês pensam a meu respeito – faço uma pausa, observando suas reações antes de continuar – Sei também que mereço sua desconfiança. Eu mesmo não sei se serei capaz de conduzir a empresa com a mesma competência que meu pai e meu avô antes dele. Mas, pelo bem do que restou de minha família – dirijo meu olhar para Thea – Bem como o de todos os que dependem direta ou indiretamente da QC, vou me esforçar para fazê-lo – afirmo – Na verdade, diante dos recentes acontecimentos, e diante das declarações da atual senhora Merlyn – respiro fundo a fim de espantar a náusea que me acometia só de lembrar Helena – Tornou-se uma questão não apenas de sobrevivência, mas de honra reerguer e limpar a imagem da empresa e de minha família. E vou fazê-lo! – asseguro, encarando-os mais uma vez – Espero poder contar com a ajuda e o apoio de todos – reforço – Agora, peço que nos ponham a par de tudo o que haviam discutido antes de nossa chegada – digo, sugerindo com um gesto de mãos , nos sentarmos, passando a escutar os anseios e receios de toda a diretoria( os mesmos meus e de minha irmã).
—Acho que a QC não deve e não pode ficar de vilã nessa história dos Glades até porque foi o Merlyn quem orquestrou tudo! Moira era, de certa forma uma refém! – um homem asiático diz – Mas, por outro lado, não vejo de que maneira possamos fazer isso sem prejudicar ainda mais nossas já prejudicas finanças sem corrermos o sério risco de falência!
—A menos que nosso novo CEO siga o exemplo de seu grande amigo, Thomas Merlyn, e disponibilize seus bens pessoais para...- um outro diretor começa dizer, ironicamente, Thea o interrompendo, furiosa.
—Acontece que Tommy não teve escolha! Foi uma retaliação da atual senhora Merlyn por não apoia-la diante da diretoria da Global – braveja.
—Thea – ergo a mão impedindo que continue – Tenha certeza que se considerar que seja útil, terei a mesma atitude, por vontade própria – friso, encarando o homem – Quanto a QC, acredito que poderemos pensar em alguma forma de contribuir com a reconstrução dos Glades de uma forma que não abale ainda mais nossas finanças, mas, ao contrário, ajude a reergue-las. Só precisamos pensar com calma quais recursos dispomos – sugiro- Por hora, minha primeira providência será deixar claro que assim como a Global também estaremos a disposição da prefeitura para ajudar da melhor maneira possível- aviso – Se não temos mais nada a discutir, sugiro irmos até a frente da QC encontrar os repórteres que já estão lá – sugiro, todos acatando, começando a levantarem-se, saindo em pequenos grupos rumo aos elevadores.
—Bom trabalho maninho – Thea cochicha em meu ouvido – Conseguiu convencer até a mim!
—A mim também – Felicity anui, entrando no elevador junto conosco.
—Que bom – digo, abotoando meu terno – Porque assim Vocês poderão Me convencer! – exclamo, saindo do elevador assim que ele para do térreo, deixando as duas de boca aberta – Sorriam meninas, sorriam – digo, colando um sorriso em minha face, indo direto enfrentar o bando de “abutres” que rodeavam o improvisado palanque.
—Falar é mais fácil do que fazer! – Thea reclama, sorrindo forçadamente a meu lado enquanto pelo canto do olho vejo Felicity ir juntar-se a John em um canto mais discreto.
—Bom dia, ou melhor, boa tarde – corrijo-me após verificar as horas em meu relógio de pulso – Quero agradecer a rapidez com que atenderam nosso chamado – começo a dizer – Como novo CEO da Queen Consolidated, venho a público pedir desculpas pela atitude errônea de minha mãe em apoiar, por qualquer motivo que fosse, tudo que foi feito contra os Glades. Tenham certeza de que eu, minha irmã bem como a QC não compactuamos com tal atitude – pontuo – Assim como a Global, estamos disponibilizando nossos recursos para ajudar a reconstruir tudo que foi destruído bem como dar suporte as famílias prejudicadas. Ainda está semana nos reuniremos com o gabinete do prefeito a fim de elaboramos um plano de ação através do qual possamos ser uteis nessa reconstrução. Mais uma peço perdão pelas atitudes de minha mãe e friso que nossa empresa nada teve a ver com suas atitudes pessoais. Muito obrigado – encerro, ignorando as perguntas a respeito da “atitude” de Tommy e faríamos o mesmo – Vamos sair daqui antes que meu bom humor vá embora arrebente alguns narizes! – rosno, sorrindo forçadamente, Thea, Felicity e John concordando com um aceno.
—Vamos para a Verdant? – John pergunta assim que entramos no carro.
—Vamos – afirmo, enviando uma mensagem para Tommy nos encontrar na cave.
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Verdant (15:30 p.m)
Tommy
Assim que chegamos a Verdant duas coisas me chamam atenção: a ausência de repórteres na entrada e o silêncio que reinante.
—Algo está errado – digo, parando no meio da pista, Cait a meu lado – Está quieto demais! – exclamo, olhando para os lados, desconfiado, postando-me a frente de Cait assim que Helena sai das sombras – O que faz aqui? – bravejo, encarando-a.
— Tsc, tsc!! Isso lá são modos de receber sua madrasta Tommy – diz, recostando-se no balcão, observando-nos com olhos brilhantes – Vim fazer uma visita. Não posso?
—Não é bem vida aqui Helena – escuto a voz de Oliver, que para a meu lado, John fazendo o mesmo – Não sei o que está planejando juntamente com Malcom, mas não dará certo! – assegura ele.
—Humm! E quem irá me impedir? Você? – desafia, dando um passo em nossa direção – Ou quem sabe seu alter ego! – provoca, dirigindo seu olhar para um ponto atrás de mim – Seu irmão, ou melhor, seus irmãos, visto que Tommy parece fazer parte do time agora, já lhe contaram o que fazem a noite e em suas horas de folga? – interroga – Não? Que feio Ollie! Além de mentir pra ela ainda induz Tommy a fazer o mesmo!
—Cale a boca Helena! – bravejo.
—Por que? Por acaso não pretendem contar pra irmãzinha o que andam aprontando na calada da noite? Não querem que ela descubra que não são tão certinhos como tem fingido ser!?
—Do que ela está falando? – Thea pergunta.
—Do segredinho escondido no subsolo da Verdant! – diz, antes que possamos impedir – Aliás, acho que não é mais tão segredo assim! – exclama, apertando um controle, ligando a tv a suas costas onde aparecem a imagem de nosso barman e um outro homem algemados a um dos equipamentos de treinamento na cave.
—Roy!! – Thea espanta-se, olhando-nos confusa – Ollie, o que está acontecendo? Que lugar é aquele?
—Vejo que têm muito o que conversar, portanto, vou deixá-los a vontade – declara, atirando o controle para mim ao passar por nós – A propósito – para, voltando-se para Oliver – Ótima jogada colocar a QC a disposição da prefeitura! Confesso que me surpreendeu. Só valorizou minha futura vitória... E de Malcom, claro – me olha de soslaio – Até breve queridos! – diz, caminhando a passos largos para fora, rindo alto.
—John, me empresta sua arma?! Tô a fim de matar uma hiena! – Felicity bufa.
—Entra na fila – digo, seguindo Oliver, que corria em direção a entrada da cave.
—HEY, ESPEREM AI! – Felicity grita- PAREM AGORA MESMO! OS DOIS! – ordena, nos fazendo estancar de imediato – Não acham que está fácil demais? Digo, por que Helena no mostraria o que fez sabendo que iriamos correr para a cave?
—Que cave?? – Thea questiona, pondo as mãos na cintura – Alguém faria o favor de me explicar o que está acontecendo? Roy está correndo perigo não está? Quem é aquele homem com ele?
—É o que vamos descobrir -Oliver começa, voltando-se para Felicity – No que está pensando?
—Uma armadilha – John se adianta, passando por nós – Helena não mostraria o que fez se não fosse uma armadilha.
—Beleza! Era só o que nos faltava -ironizo -E como vamos fazer pra descobri que tipo de armadilha aquela louca preparou?
—Simples! – Cait afirma, empurrando uma cadeira em direção a porta, a mesma sendo atingida pela flecha de uma besta – Uma já foi! – fala, não escondendo o medo em sua voz — Acha que foi ela quem esteve no apartamento ontem? – pergunta, me encarando assustada.
—Como é? Alguém esteve em nosso apartamento ontem? – Felicity quer saber.
—Esteve, mas não acho que tenha sido Helena – afirmo – Duvido que tivesse perdido a chance de fazer algo mim ou você para atingir Oliver.
—Então quem foi?? – questiona.
—Hello!! Será que podemos voltar pra cá? Roy e o cara misterioso presos nessa cave, algemados sei lá a que!! – Thea nos chama, estalando os dedos – Sem contar que me devem explicações. Muitas explicações!
—Ok. Felicity, acha que consegue acessar a câmera lá dentro e ver se temos mais alguma surpresa nos esperando? -Oliver pergunta.
—Macaco gosta de banana? – responde, convencida, apoiando a bolsa sobre o balcão, retirando seu note book de dentro, começando a teclar.
—Só pra constar: acho que sei quem é o cara preso com o Harper!- Cait diz, surpreendendo-nos.
Através da câmera descobrimos que haviam mais duas armadilhas deixadas por ela: uma na porta, que desarmamos sem maiores dificuldades; Outra do aparelho ao qual estavam algemados (essa deu bem mais trabalho).
—Ok...Que lugar é esse e o que exatamente vocês fazem aqui??- Thea interroga assim que conseguimos libertar Harper o outro homem, que descobrimos se tratar de um detetive de Central amigo de Cait que havia vindo a cidade seguindo uma pista de um assassinato cometido na lá e parecia estar ligado, de alguma forma, a Verdant!
—Ótimo, era tudo que precisávamos! Mais uma morte associada a boate – resmungo, sentando-me.
—Tommy e Ollie, ouviram o que eu disse? – inste nossa irmã, segurando o braço de Oliver, olhando ao redor, confusa – Que diabos é isso tudo? Tem alguma coisa a ver com seus sumiços recentes? – indaga.
—Ou com o tal vigilante do qual ouvimos não apenas falar como também já tivemos a honra de receber a visita? – ironiza o tal detetive, Thawne.
—Ah, mas pode ter certeza que tem tudo a ver!—Harper frisa, segurando uma das flechas de Oliver, parado junto a câmara onde guardamos nossas roupas.
—Oliver... – Diggle chama.
—Ok. Vamos explicar tudo...Já que não temos escolha – exclama, passando as mãos pelo cabelo – Sentem-se. Isso pode e vai demorar – avisa, voltando-se para nós – Enquanto falo com eles, deem uma vistoria na cave. Vejam se falta ou sobra algo. Felicity.....
—Já estou verificando os computadores e toda a rede – adianta-se.
—Vamos lá. Temos muito o que verificar, tanto aqui embaixo quanto lá em cima – John argumenta – Depois conto o que descobri sobre a relação entre Malcom e Helena.
—As únicas coisas que quero saber no momento são: (1) quem era o visitante misterioso de ontem à noite; (2) como nos livramos dessa louca e (3) se meu pai está vivo e onde se esconde – enumero.
—Quer fazer uma reunião de família por acaso? – Felicity pergunta, me encarando, séria.
—Certamente – afirmo, caminhando em direção a escada – Reunir meu pai e minha querida má-drasta...de preferência em uma cela medindo quatro por quatro numa prisão de máxima segurança! – asseguro, subindo para a boate juntamente com Cait...
—E jogar a chave fora... de preferência! – ouço Felicity dizer pouco antes de fechar a porta deixando-a em companhia de John, Oliver e dos confusos Thea, Harper e Thawne.
—De preferência! – repito baixinho.
“...” Cause everytime I breathe I take you in and my heart beats again;
Baby, I can’t help it you keep me drowning in your love..”
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