Survivors!!
8 Herdeiros part II
Notas iniciais
“É incrível, nada desvia o destino hoje tudo faz sentido;
E ainda há tanto a aprender;
E a vida, tão generosa comigo, veio de amigo a amigo;
Me apresentar a você..”
Verdant (Terça 20:15 p.m)
Narrador
—Repete!! Acho que não ouvi direto! – Thea pede, encarando Tommy – E pelo amor de Deus, larga essa maldita garrafa! Ollie!?!– reclama, cutucando o irmão, que permanecia imóvel, assim como Felicity e Diggle.
—Não enche Thea! – Tommy resmunga de volta, assustando-se ao sentir a garrafa ser tirada bruscamente de sua mão – O que pensa que está fazendo? – questiona, encarando Caitlin, zangado.
—Evitando uma cirrose, um coma ou algo pior! – frisa a médica, segurando a mão ferida, cravando as unha bem feitas na pele – Pretende sangrar até morre também? Por acaso vai resolver alguma coisa?
—Não é da sua conta! – diz, alterando a voz, tentando libertar a mão, soltando um gemido de dor quando as unhas dela cravam mais fortemente, potencializando a dor – Me larga! – rosna baixo, encarando-a.
—Não! – sustenta seu olhar, erguendo o queixo desafiadoramente – Vai me bater por acaso? – interroga ao vê-lo erguer a mão livre, encolhendo-se involuntariamente.
—Tommy, acalme-se! – Oliver ordena, segurando o braço erguido, obrigando-o a encará-lo – Estamos no mesmo barco. Só queremos seu bem – afirma, os olhos faiscando – Não me obrigue a fazer algo que não quero! – ameaça o arqueiro diante da reação do amigo.
—Ok, vamos respirar e nos acalmar. Todos nós! – Felicity pondera, segurando o braço de Oliver – Brigar entre nós só vai fortalecer Malcom, Helena, e quem quer que seja – prossegue a loira, voltando-se para a prima e o rapaz – Cait sei que quer ajudar, mas, por favor, solte-o. Tommy sei que esta zangado, furioso na verdade, frustrado e certamente sentindo-se traído por alguém que ama... De novo! Mas se autodestruir não apenas Não resolve as coisas como ainda dará a Helena à satisfação de te ver derrotado... Ou morto... Portanto, deixa de ser cabeça dura, larga essa maldita garrafa e sai detrás... – o toque do celular dele interrompendo-a.
—Alô? — atende, ríspido
< Ligue a TV! > Helena fala do outro da linha, desligando logo a seguir.
—O que foi agora!? –Thea choraminga, vendo-o abaixar-se por detrás do balcão, retornando com o controle da tv recém instalada no bar – Por que ligou a tv Tommy?
—Helena disse para ligar – revela, zapeando pelos canais.
—E desde quando obedece aquela... -Thea começa, calando-se ao ver a imagem da mulher na tela.
“Hoje, a Global Empreendimentos, deu um passo enorme para concertar os erros cometidos por meu marido, Malcom...”— Helena declarava em uma entrevista coletiva, acompanhada de mais dois homens e uma mulher –“Como empresa, nos comprometemos a reconstruir tudo que foi destruído pela ação conjunta de meu marido e seus sócios, incluindo Moira Queen. Asseguro que Malcom se entregara as autoridades assim que sentir-se mais seguro....” –faz uma pausa dramática, uma expressão indecifrável no rosto—“ E não apenas a empresa quer se redimir diante de toda Starling. Meu enteado, Thomas Merlyn, disponibilizou Todos os seus bens para que a prefeitura faça uso deles a fim de ressarcir as famílias das vítimas por seus danos pessoais e materiais! ”
—Filha da...! — Tommy exclama, cerrando os punhos.
—Desliga isso Tommy – Thea pede, tomando o controle de sua mão, fazendo-o ela mesma – Você não fez isso fez? Quer dizer, não que seja contra, acho até que faria o mesmo, se tivesse alguma coisa em meu nome, mas...
—Não fiz nada Thea – revela, movendo o pescoço de um lado para o outro, irritando-se ao receber uma nova ligação — O que você quer Helena? – braveja.
< Você! >, provoca ela, gargalhando, < Te avisei Thomas. Se não está comigo, está contra mim! Achou que estava no inferno? Pois sim! Agora está em um de verdade! Avise Oliver que estou apenas começando. Só não destruo a Global porque preciso de uma fonte de renda urgente já que os bens de meu pai estão presos pela justiça – prossegue –Mas não serei tão boazinha com ele e sua empresa! Os Queen não perdem por esperar! – ameaça — Quanto a você meu querido, caso arrependa-se, me procure. Quem sabe não te ofereço um emprego na Global. Algo a sua altura, tipo... Faxineiro! > ironiza.
—Vá se ferrar! – bufa o moreno, desligando.
—Mais ameaças!? – Oliver pergunta, recebendo um aceno afirmativo.
—Por que Helena está fazendo isso? – Thea questiona, olhando o irmão – Quer dizer, que ela tenha ficado zangada por você tê-la trocado por Laurel até entendo. Mas Tommy... -abre os braços – Não faz sentido!
—Ela é louca Thea – Caitlin afirma – Loucos não tem lógica. Talvez ela queira machucar você e Oliver atingindo Thomas – teoriza.
—Quando foi que seu pai a encontrou Tommy? Não me lembro de tê-los visto juntos em momento algum, ainda mais por tempo suficiente para casarem-se!! – exclama a garota, suspirando – Como se não bastasse tudo que estamos passando, ela ainda faz o favor de nos pintar como os vilões da história! Porque é isto que vai ficar parecendo se a QC não fizer o mesmo que a Global, você sabe, não é? –questiona, encarando Oliver– Isso sem falar que, mesmo querendo, sei lá porque, prejudicar Tommy, acabou por torna-lo um herói!
—Dispenso! – Tommy murmura, encostando a cabeça no balcão, a mão começando a latejar e doer intensamente, fazendo-o voltar-se para Caitlin – Será que poderia ver isso pra mim?--pede, erguendo o braço ferido — Por favor! – exclama a médica acenando afirmativamente, fazendo sinal para que a seguisse.
—Eu vou ajudar Roy em alguma coisa! Preciso ocupar a mente ou quem vai ficar maluca sou eu! – Thea declara, saindo em direção ao estoque da boate.
—Temos que descobrir como, quando e porque Malcom foi atrás de Helena --Oliver se volta para Felicity e Diggle.
—Vou procurar Layla e ver o que consigo – Diggle avisa, Oliver acenando afirmativamente – Qualquer coisa entro em contato – diz, saindo.
—Vou descobrir como Malcom fez para tirá-la da prisão – Felicity avisa, girando nos calcanhares, caminhando em direção a Cave.
—Vou com você – Oliver segue-a.
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Escritório da Verdant
Cait
—Sente ai enquanto pego o kit de primeiros socorros – ordeno, ele me obedecendo sem reclamar.
Enquanto subíamos, havia me pedido desculpas por seu comportamento de agora a pouco. Limitei-me a aceitar o pedido com um meneio de cabeça. Estava magoada com sua atitude e não ia fingir o contrário só para agradá-lo, muito embora reconhecesse que estava enfrentando uma barra... “Mas não é o único! ”, penso, abrindo o armário onde sabia estar a pequena maleta que eu mesma havia organizado a pedido de Felicity e Thea.. “A verdade é que, gostando ele ou não, reconhecendo ou não, Thomas estava acostumado a ter tudo que queria quando e onde queria da mesma forma que tinha, e ainda tem, as mulheres que desejava a seus pés! Bom, quase todas afinal Laurel escolhera Oliver, mesmo tendo passado um tempo com ele...”_ E agora parece que ambos estão perdendo o interesse nela! E ela neles! – murmuro para mim mesma, baixinho, retornando até ele, encontrando-o deitado, um dos braços (o que não estava ferido) sobre os olhos – Não precisa levantar – digo, a mão em seu peito – Fica até melhor pra mim. Dê-me seu braço — peço, segurando-o quando o estica em minha direção, a manga já dobrada até a altura do cotovelo.
Devagar começo a limpar a área ao redor do ferimento, percebendo que era um pouco maior do que supunha. Assim que termino, passo a limpar o ferimento em si, retirando dois pequenos pedaços de vidro que encontro.
—Vou precisar dar pelo menos três pontos aqui e vai doer, pois só disponho de sedativo local e cutâneo – aviso.
—Na minha língua Cait – pede, me fazendo rir –Está se divertindo não é? – ergue o braço, me olhando fixamente.
—Ainda não – digo, passando o anestésico em volta de toda a borda do ferimento, pegando o único fio de sutura que havia posto no kit mesmo diante das piadas de Thea e Licy, passando a agulha por sua pele, vendo-o trincar os dentes, segurando o grito de dor – Agora estou me divertindo – provoco-o – Vou ser rápida – prometo, olhando em seus olhos.
Termino de pontuar o ferimento, cubro-o com um curativo, procurando um antibiótico, xingando-me mentalmente por haver me esquecido de pôr um no kit.
—Lembre-me de... — sinto-me ser puxada para cima de seu corpo, chocando-me contra ele – O que pensa... — mas uma vez sou interrompida, desta vez por seus lábios, que tomam os meus de forma intensa, quase violenta, em um beijo selvagem que me deixa sem ar e sentindo meus lábios inchados quando o interrompe sem, no entanto, me soltar.
—Parece que está sempre cuidando de mim nas ultimas vinte e quatro horas! – diz, acariciando meu rosto.
—Parece que vive se metendo em apuros nas ultimas vinte e quatro horas! – devolvo, tentando me levantar – Tommy vai magoar sua mão! – alerto-o, vendo um sorriso moleque em seu rosto.
—Sem problema, minha médica particular está por perto! – revida, e não consigo evitar um sorriso – Fica mais linda ainda quando sorri, sabia?- indaga, me puxando para mais um beijo tão intenso quanto o primeiro.
—Tommy, se já... – Thea entra, sem bater, novamente – Ok, isto já está ficando chato – reclama – Das duas uma: ou trancam a maldita porta...
—Ou quem sabe você faz valer todo o dinheiro pago nos colégios mais caros de Starling e aprenda finalmente a bater nas portas antes de entrar! – Tommy resmunga me libertando de seus braços, fazendo uma careta de dor.
—Ok, ok, entendi. Vamos fazer o seguinte: vou sair e vocês continuam de onde atrapalhei – diz, saindo tão rapidamente quanto entrou.
—Thea!! – chamamos ao mesmo tempo, não obtendo resposta – Acho que foi embora mesmo – digo, ajeitando minha roupa, olhando-o preocupada – Devia ir pra casa descansar um pouco – recomendo.
—Vou fazer isso – assegura, levantando-se – Depois de falar com Oliver e Felicity – diz, e o seguro pelo braço.
—Deixe que eles cuidem de tudo hoje. Vá descansar Tommy- volto a recomendar.
—Ok doutora, me rendo! – ergue as mãos, um sorriso sedutor nos lábios – Mas vou precisar de uma carona. Meu carro, que na verdade nem meu é mais, já que minha querida má-drasta – brinca – Fez o favor de doá-lo para a cidade! – relembra, pegando se blazer.
—Eu te levo. Estou indo para casa mesmo – admito, mordendo o lábio, passando por ele, que abria a porta, imaginando uma maneira de “escapar” de seu jogo de sedução estando sozinhos por sabe-se lá quanto tempo... Isto supondo que iria querer escapar!!
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“... Paralisa, com seu olhar, Monalisa, seu quase rir;
Ilumina tudo ao redor minha vida, ai de mim!;
Me conduza, junto a você, ou me usa, pro seu prazer;
Me fascina, deusa com ar de menina....”
Cave
Oliver & Felicity
—Pelo que posso ver Malcom entrou na prisão disfarçado – escuto Felicity dizer me tirando do devaneio em que estava, erguendo meus olhos, encontrando os seus – Onde estava?? -questiona, cruzando os braços em frente ao peito.
Involuntariamente me pego pensando em qual seria o gosto de seu beijo, como seria sentir seu corpo grudado ao meu!
—Oliver!! – chama, estalando os dedos a frente de meus olhos, tão perto que sinto seu perfume – Ouviu o que eu disse??—pergunta, pondo as mãos na cintura, chamando minha atenção para essa área – Daria pra parar de me secar, por favor?? – pede, e volto a erguer os olhos, mergulhando nos seus – Não que não seja lisonjeio, porque é com certeza! Conheço pelo menos meia dúzia de garotas que matariam para estar em meu lugar neste exato momento, eu mesma o faria, isto é, se as coisas fossem diferentes e a situação não fosse tão grave e estressante! ... E você não estivesse envolvido com a Laurel... Ainda está envolvido com ela não está? Assim, porque mal os tenho visto juntos, muito embora… -- me pego segurando em sua cintura, atraindo-a para meu corpo, tomando seus lábios em um beijo selvagem, interrompendo seu falatório, cessando-o quando o ar nos falta, mantendo-a presa em meus braços – O que... O que foi isso?? – titubeia, parecendo confusa, os lábios ainda mais vermelhos e convidativos devido à pressão que os meus exerceram, os olhos turvos pelo desejo evidente (ou seria o reflexo dos meus??).
—Se não mudaram o nome, chama-se beijo Felicity! -brinco, acariciando seu rosto, completamente rubro no momento, sentindo a maciez de sua pele – Você é tão doce!! –sussurro em seu ouvido, vendo a pele arrepiar-se, deslizando a boca por seu rosto até tomar os lábios mais uma vez, sendo correspondido com a mesma intensidade – Felicity! – murmuro, trazendo-a para mais perto, encaixando-a entre minhas pernas visto que estava sentado sobre a mesa, ouvindo-a gemer quando minha ereção toca sua cintura, abrindo a boca, permitindo que minha língua invadisse e explorasse aquela umidade quente e doce.
Apesar de ter consciência de estarmos chegando a um ponto sem volta, não queria e não tinha forças para parar. Seu gosto, seu cheiro, me deixando completamente zonzo!
Aperto-a ainda mais, uma mão mantendo-a firme junto a mim enquanto a outra explora as curvas delineadas pelo vestido justo e curto (aliás, se tem uma coisa nela que me enlouquece são seus vestidos! Mais uma, quero dizer!), insinuando-se no generoso decote em suas costas, o calor de sua pele jogando para o espaço os últimos e frágeis sinais de resistência que minha consciência tentava emitir.
Com um movimento rápido, ergo-a do chão, invertendo nossas posições pondo-a sentada sobre a mesa, me encaixando entre suas pernas. Sem interromper o beijo, começo a tirar a camisa, Felicity me ajudando, gemendo contra minha boca quando toca minha pele. Me afasto, cessando o beijo momentaneamente, segurando na barra de seu vestido, erguendo-o, retirando-o por completo, retomando o beijo, apertando-a contra meu peito.
—Isso é... Loucura! –arfa quando liberto seus lábios, deslizando-os pelo pescoço, parando no vale entre os seios, protegidos por um sutiã de renda preto, contrastando com a pele alva e macia. Ainda mais macia do que esperava!
—É... — arfo de volta, mordendo o bico rijo por cima da renda, fazendo-a arquear-se, as mãos em meus cabelos, segurando minha cabeça onde estava enquanto enrosca as pernas em minha cintura, esfregando seu sexo contra o meu por sobre nossas roupas – Porra Felicity!! – xingo, ajoelhando-me rápido entre suas pernas, rasgando sua calcinha, mergulhando em sua intimidade, estimulando o clitóris com a língua, sugando-o, mordendo de leve, intensificando minhas caricias.
—Oliver!! –grita, a voz rouca, o corpo delicado sendo sacudido por espasmos cada vez mais forte à medida que o êxtase se aproxima, derramando-se em minha boca num gozo pleno, deixando-se cair sobre a mesa.
Ergo-me, livrando-me da calça e da cueca rapidamente, deitando meu tronco sobre o seu, tomando sua boca em um beijo ávido enquanto começo a penetrá-la sem pressa, parando sempre que sinto resistência, deixando-a acostumar-se a minha presença antes de começar a mexer-me novamente até estar completamente dentro dela.
Por conta do revestimento da cave, não precisávamos nos preocupar com os gritos e gemidos que ambos dávamos.
Apoio uma mão sobre a mesa, a outra em sua cintura, trazendo-a para mais perto, suas mãos também apoiadas empurrando o quadril contra o meu com a mesma voracidade que o faço, aumentando força e ritmo de minhas estocadas até fazê-la gozar mais uma vez, acompanhando-a após mais uma investida.
Ainda ofegante, prendo-a em mais um beijo, retirando o sutiã com a mão livre, trazendo seu corpo suado para junto do meu, esmagando seus seios contra meu peito, recomeçando a me mover, ouvindo seus gemidos roucos contra minha boca, as pernas envolvendo-me novamente, acompanhando meu ritmo forte, atingindo juntos o clímax.
—Isso foi... — começa mas a interrompo.
—Incrível! – declaro, beijando-a, mordendo seu lábio inferior – Não quero mais fingir que não sinto nada Felicity. Até porque o que acaba de acontecer prova o contrario! – argumento, afastando uma mecha de cabelo de sua face, olhando em seus olhos – Pode não ter sido a coisa mais certa do mundo, no momento, mas foi incrível e não vou fingir que não aconteceu! -- aviso, descendo a boca a seu seio, contornando o mamilo com a língua.
—Mesmo que eu quisesse fazê-lo.... – para, ofegante – Não iria conseguir! – frisa, segurando meu rosto entre suas mãos, obrigando-me a encará-la – A questão é como vamos lidar com isso de agora em diante – argumenta.
—Um dia de cada vez – afirmo, acariciando sua face rosada pelo esforço – Por hora, terminar definitivamente com Laurel será minha prioridade – ofego, fechando os olhos ao senti-la mexer o quadril provocativamente – Mais um pouco Smoak!? – provoco-a, abrindo os olhos, vendo-a morde o lábio, um riso sacana no rosto angelical – Quem diria que por trás desse rostinho de anjo se esconde uma fera!!
—Cala a boca Queen e mexa-se! – ordena, puxando-me para um novo beijo, erguendo o quadril contra o meu, e recomeçamos tudo de novo!
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“...Não se prenda a sentimentos antigos;
Tudo que se foi vivido me preparou pra você;
Não se ofenda com meus amores de antes;
Todos tornaram-se pontes;
Pra que eu chegasse a você...”
Apartamento de Felicity (23:15 p.m)
Tommy & Cait
Entramos o apartamento e logo Cait dá um jeito de se afastar de mim indo direto para o quarto de Felicity.
—Ok, se prefere fugir – sussurro, sentando no sofá, tirando os sapatos, pondo os pés sobre a mesinha, ligando a tv.
Passava um pouco das onze, não estava com fome e muito menos com sono. O contrario. O gosto da boca de Cait permanecia na minha assim com o calor de seu corpo, me deixando inquieto.
Durante todo o trajeto até o apartamento nos mantivemos em silêncio absoluto, quebrando por ela apenas quando entramos no apartamento ao avisar que iria para o quarto.
Levanto, após alguns minutos, impaciente, indo até a cozinha, pegando um iogurte na geladeira, jogando-me no sofá mais uma vez, desistindo de tentar me concentrar em alguma coisa, desligando a televisão, decidindo me deitar.
—Merda, durmo lá ou aqui?! – questiono-me lembrando que Felicity tanto poderia chegar a qualquer momento quanto poderia dormir na cave visto que, agora, havia uma cama, não muito confortável (já havia experimentado!) lá – Que se dane! Elas podem dormir juntas. Já fizeram isto outras vezes! – bufo, entrando no quarto, saindo depois de trocar de roupa, sentindo-me culpado por estar bagunçando a vida delas – Amanhã mesmo vou ver com o sindico o tal apartamento que ia vagar. Chega de dormir em sofás toscos e de atrapalhar a...
—Tommy, tem alguém aqui dentro! – Cait entra na sala envolta em uma toalha que mal cobria seu corpo, postando-se as minhas costas, assustada.
—Como assim? Onde? –pergunto, olhando o corredor.
—No quarto! –aponta – Eu tinha acabado de sair do banheiro quando vi um vulto passar! – afirma, seguindo-me à medida que caminho.
—Cait, fique aqui – peço.
—Não vou ficar sozinha! E se, seja lá quem for, passar por você? – argumenta, segurando em meu ombro.
—Tá, mas fica distante...
—Por que ?? – me interrompe.
—Um, se tiver alguém aqui e precisar lutar poderia te machucar e dois... —olho-a de soslaio – Vai ser difícil manter minha atenção em qualquer outra coisa que não seja seu corpo!
—Sério que está pensando em sexo numa hora dessas??- diz, me estapeando.
—Quer hora melhor para... — me calo ou escutar algo bater ou cair dentro do quarto de Felicity – Parece que estava falando a verdade – digo, sentindo o beliscão em minhas costas.
—Por que raios eu mentiria? Tenha cuidado com o que vai dizer! – ameaça.
—Tenha cuidado com o que vai fazer. Lembre que se me machucar estará sozinha – relembro, dando uma rápida entrada no primeiro quarto a fim de pegar algo que pudesse usar para nos defender, me surpreendendo ao notar uma figura sobre o parapeito – HEY! – grito, correndo em direção a varanda, não conseguindo evitar que fugisse tampouco ver quem era – Desgraçado!!
—Quem pode ser? Por que estava aqui dentro? – Cait pergunta, parando a meu lado.
—Não sei, mas é melhor darmos uma geral no apartamento e ver se está faltando ou sobrando alguma coisa – sugiro – Mas antes, vista algo ou não respondo por mim! – aviso, passando por ela, saindo a fim de lhe dar privacidade – Eu devo ser o cara mais idiota da face da terra! – resmungo alto o suficiente para que possa ouvir, batendo a porta com força exagerada ao sair.
Vou até o quarto de Felicity procurando notar se havia algo diferente do que lembrava visto que só estivera lá dentro uma única vez quando o chuveiro do banheiro do corredor quebrara.
—Nada parece estar fora do lugar, faltando ou sobrando – penso em voz alta, esfregando o pescoço a fim de aliviar a tensão.
—No outro também não – Cait afirma parada no batente da porta, usando um short minúsculo e uma blusa de alças igualmente curta – O que foi? – indaga, olhando ao redor enquanto me aproximo, assustando-se quando a agarro — Thomas não se atreva... — calo seu protesto com um beijo, prendendo-a a porta com meu corpo, explorando o seu com as mãos, cessando o beijo quando ambos sentimos necessidade de respirar.
—Disse pra você vestir uma roupa – sussurro contra seu pescoço, sugando a pele – Como espera que me controle te vendo quase nua duas vezes seguidas?- argumento, insinuando uma mão para dentro do short, surpreendendo-me ao notar que não usava nada por baixo – Putz! Assim fica difícil!! – murmuro, tocando sua intimidade, sentindo-a completamente molhada, aumentando minha excitação a um nível insuportável— Cait, eu quero você!! – assumo, tomando seus lábios mais uma vez, estimulando seu sexo com a mão, fazendo-a gemer alto.
—Eu também te quero! – admite, enroscando os dedos em meu cabelo, puxando-o, me obrigando a olhar seu rosto – Aqui não! – exclama, empurrando-me, caminhando de costas em direção ao quarto que dividíamos(em horários diferentes evidente). A sigo, nossas roupas ficando pelo caminho.
—Pense bem Thomas. Não divido meu homem com ninguém! – exclama, encostada a porta, nua – Se passar por esta porta e transar comigo, será apenas comigo e ninguém mais entendeu? – segura meu rosto entre suas mãos, olhando dentro de meus olhos – Sou possessiva, ciumenta e antiquada! Não existe essa de relação aberta. Se vacilar comigo não tem volta! — alerta, cada palavra sua me excitando ainda mais (por incrível que pareça!).
—Se está tentando me espantar, sinto informar que falhou Snow! – declaro, agarrando-a, nossos corpos nus chocando-se – Só conseguiu aumentar meu tesão! – levo a mão ao trinco, abrindo a porta, entrando junto com ela, fechando-a com o pé, parando junto à cama, afastando seus cabelos, deixando seios e colo a mostra – Você é tão linda! — beijo seu colo, descendo até um dos seios, sugando-os, contornando o mamilo com a língua – Tem um cheiro, um gosto tão bom! – sussurro, sentindo a pele arrepiada vibrar com seu riso doce.
—Posso dizer o mesmo de você! – afirma, mordendo meu ombro.
Faço-a deitar cobrindo-a com meu corpo aumentando a intensidade das caricias, me encaixando entre suas pernas. Penetro-a devagar, aumentando nosso prazer.
Aumento o ritmo de minhas investidas sentindo seu corpo estremecer no momento em que atinge o clímax , acompanhando-a quase que imediatamente, relaxando, deixando-me cair sobre seu corpo, nossa respiração se normalizando aos poucos.
—Linda .... Cheirosa.... Gostosa!! –elogio, intercalando cada palavra com um beijo em diferentes partes de seu corpo, fazendo-a rir discretamente – Nenhuma outra mulher me interessa desde que te conheci Cait! – admito, beijando o vale entre seus seios – Não sei o que fez, mas penso em você dia e noite! – prossigo, acariciando a parte interna de suas coxas, pondo a não entre nós, estimulando seu sexo.
—Sou meio bruxa, não percebeu? – brinca me fazendo rir – Eu e Licy! – continua, suspirando quando recomeço a mexer meu quadril – “ I put a spelling on you, and now your mine!!” – cantarola em meu ouvido, envolvendo minha cintura com as pernas.
—Completamente seu!! – declaro, beijando-a intensamente....
“...It just takes a little bit of this, a little bit of that;
It started with a kiss now we’re up to bat;
A little bit of laughs, a little bit of pain;
‘m telling you , my babe;
It’s all in the game of love!..”
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