Notas iniciais
Olá flores. Finalmente consegui postar esse capitulo! Fala sério, estava mais difícil do que tirar ...Sei do que pra ser franca! Sempre acontecia algo que atrapalhava: a internet, minha família (férias em casa é o oh!, Não recomendo a ninguém!), o próprio pc que resolveu se negar a abrir a internet não reconhecendo a rede...AFFFF! Sem contar as festas de final de ano, que foram pra lá de chatas...para mim! Mas chega de chorar as pitangas e vamos ao que interessa até porque como dizem Sirano e Sirino: "pra todo mundo a minha cara é de alegria porque ninguém tem nada a ver com minha dor!" Hora do julgamento, emoções a flor da pele, caçada, surpresa e muito mais é o que as aguarda. Grata por todas as rewiews passadas....More rewiews pleaseee...Boa leitura...Bjinhos flores. P.S 1: a quem ainda não respondi algum comente, seja aqui ou em outra fic, o farei mais tarde, em falta. P.S 2: como sabem, Tommy faz parte do team portanto seria difícil para ele não acabar não se envolvendo de forma mais...dura!

“...The streets they scream, with desire;

The air is thick with dreams on fire;

And this ain’t any kide of life;

Living on the edge of a knife....”

Angel Of The City

Robert Tepper (trilha sonora do filme Stallone cobra)

Apartamento Tommy Merlyn (sexta, 12/5 – 07:23 a.m)

Caitlin

—Thomas Merlyn, volte já para aquele quarto! – o tom imperativo me faz erguer a cabeça desviando atenção da frigideira em minhas mãos a tempo de ver os dois irmãos passarem em direção a sala – Falo sério Tommy! Volte já para o quarto com suas próprias pernas ou te arrasto pra lá e te acorrento a cama! – Thea ameaça, levando as mãos a cintura enquanto Tommy se atira (literalmente) sobre o sofá.

Preciso de todo meu auto controle para não rir da cena!

—Thea, minha querida irmãzinha, por mais que te ame a única mulher que tem permissão para me acorrentar a uma cama está por detrás daquele balcão ali – ouço-o dizer ao mesmo tempo em que ergue o braço apontando em minha direção.

—Tommy não está totalmente recuperado. Precisa de repouso total e absoluto – argumenta a Queen-Merlyn caçula fazendo a expressão mais brava de que era capaz, o que só aumenta minha vontade de rir

—Não insista. Não vou voltar para o quarto – Tommy mantém-se firme fazendo-a bater o pé com força, o salto da bota cano longo que usava estalando na cerâmica.

—Mas você precisa! Tem que descansar, tomar seus remédios, cuidar desses ferimentos, que alias estão demorando tempo demais para sarar, o que certamente não é nada bom, concorda comigo Cait? – pergunta ela, mudando de tática, tentando me trazer para o meio da discussão, ele respondendo por mim.

—Estão demorando o tempo que é para demorar e não tente trazer minha namorada para seu lado. Não vai funcionar – garante, completando antes que ela rebatesse – Thea, leia meus lábios: Não Vou Voltar Para O Quarto! – reafirma, praticamente soletrando cada frase, pegando o controle remoto e ligando a televisão, dando por encerrada a discussão.

—Cait!! – Thea bufa, vindo até mim , apoiando-se ao balcão, me dirigindo seu melhor olhar “gato de botas”.

—Thea, seu irmão precisa descansar sim... – começo ela me interrompendo.

—Ouviu teimoso!? – indaga, atirando um pedaço da cenoura que havia cortado sobre ele.

—Mas também precisa se movimentar – acrescendo escutando um “Há” alto em tom de vitória emitido por ele – Quanto as suas preocupações, posso assegurar que ele está tomando todas as medicações nos horários certos e nada está fora do esperado no que diz respeito a seus ferimentos. A cicatrização está até melhor e mais rápida do que o esperado – afirmo escutando mais dois “hahas” dele me fazendo sacudir a cabeça rindo divertida – Estou cuidando do seu irmão com todo o zelo e carinho que merece – garanto.

—Eu sei Cait, não quis dizer o contrário – diz ela, sentando na cadeira alta junto ao balcão, pegando outro pedaço de cenoura que leva a boca – Aliás está tratando com bem mais zelo e carinho do que esse idiota merece! – exclama, atirando outro pedaço de cenoura sobre ele, que resmunga algo indecifrável – Só que....- faz uma pausa, mordendo o lábio preocupada, diminuindo o tom de voz ao voltar a falar – É a segunda vez em um mês que quase o perco e não estou sabendo lidar muito bem com isso. Antes era só o Oliver e eu não sabia. Agora são Ollie, Tommy, Felicity, Roy, Dig e até você a estarem em constante perigo. É um pouco demais para mim! – confessa, nos três nos assustando quando a porta dupla da varanda é aberta repentinamente dando passagem a Sara Lance.

—Magoei por meu nome não constar nessa lista, Speedy – reclama a loira, parada a alguns centímetros do sofá onde Tommy se encontrava.

—Porra Sara, o que tem contra usar a porta da frente como uma pessoa normal! – resmunga, completando antes que ela dissesse algo – Ah, esqueci: não é, nem de longe, uma pessoa normal!

—Pra sua sorte não sou mesmo, bonitão! – devolve ela, tentando acerta-lo com o bastão.

—Sério que está tentando machucar meu namorado, Lance? – questiono, encarando-a mal-humorada, ela me lançando um beijo antes de se “atirar” na poltrona.

—Tá fazendo o que aqui a esta hora? Perdeu o medo de andar durante o dia ou apenas a noção do perigo? – Tommy pergunta, irritado.

—Tédio, pra ser sincera – declara a irmã de Laurel, brincando com o bastão perigosamente perto dele.

—Sara, quer fazer o favor de parar de girar essa coisa? Pode acertar Tommy acidentalmente – reclamo, indo até ele levando uma badeja com um prato contendo seu desjejum – Sente – ordeno, ele me obedecendo sem contestar – Thea, tem mais torrada e ovos mexidos na frigideira, café e suco além de queijo e geleia. Sara, se quiser, sirva-se – ofereço, aproveitando que Tommy estava distraído para retirar o curativo, avaliando o ferimento em sua perna, único que ainda me preocupava.

—Vou querer sim. Naquela cave não tem nada além de bebidas – resmunga, largando finalmente o bendito bastão, seguindo Thea, que desistira de discutir com o irmão.

—Vou aplicar um anti-inflamatório antes de sair – aviso, ele fazendo uma careta de desagrado enquanto mastiga uma torrada – Nem adianta fazer cara feia! – ralho, passando a examinar os demais ferimentos verificando que estavam cicatrizando até mais rápido do que o esperado, retirando uma ampola e seringa de dentro de uma bolsa que trouxera do hospital. Aplico a medicação lhe dando um selinho antes de ir até balcão que divide a sala da cozinha onde ponho minha maleta de primeiros socorros, sobressaltando-me quando a campainha toca. Desde o sequestro que sofremos, todos ficavam em alerta sempre que isto acontecia. Era irracional, eu sei, mas não conseguíamos evitar.

—Estão esperando alguém? – Sara pergunta, olhando a porta desconfiada – E assim, tão cedo – acrescenta, um “estalo” em meu cérebro lembrando que estávamos sim. Ou melhor, eu estava.

—Devem ser Oliver, Felicity e Diggle – digo, caminhando até a porta.

—Por que estão aqui tão cedo? – Tommy questiona, a repórter na televisão respondendo por mim.

“ E finalmente, terá início hoje o tão esperado julgamento de Moira Queen, ré confessa no caso do atentado que destruiu uma parte considerável dos Glades causando a morte de cerca de trezentas pessoas, invalidez a outros tantos além dos prejuízos financeiros e estruturais dos quais o bairro de classe baixa ainda não se recuperou apesar de ambas as empresas das famílias envolvidas estarem prestando assistência e reconstruindo tudo que o terremoto destruiu”

—Ai, droga! – ouço Thea choramingar enquanto abro a porta para minha prima, Oliver e John entrarem.

—Bom dia Lissy, Oliver, John – cumprimento, notando o parente mal-estar do segurança – Está sentindo-se bem John? – pergunto.

—Não, não está mas é teimoso o suficiente para mentir e querer ficar conosco quando já disse que podia ir embora – Oliver declara, arqueando a sobrancelha ao notar a presença de Sara – O que faz aqui? – questiona, erguendo a mão – Deixa pra lá. Contanto que não arrume confusão hoje, tudo bem – diz, olhando de Tommy para Thea – Por suas caras acho que já sabem da novidade.

—Acabamos de ver no noticiário – Tommy informa, pondo o prato vazio sobre o centro.

—Começa hoje mesmo? Pra valer? Assim, não é tipo uma audiência – Thea questiona, apertando as mãos, nervosa.

—Não Speedy, é o julgamento e provavelmente seremos chamados a depor. Nós três – avisa, dando atenção a Tommy.

—Já esperava por isso – declara massageando o pescoço – A advogada de Moira me ligou ontem a noite avisando para me preparar.

—Ele mal conseguiu dormir depois que falou com ela – revelo, olhando o relógio – Me desculpem, mas preciso ir. Faltam menos de vinte minutos para começar meu plantão – aviso, pegando minha bolsa e casaco – Deixei sua roupa pronta sobre a poltrona no quarto. Quando terminar meu plantão venho direto para casa – aviso, lhe dando um beijo demorado – Se cuide amor – recomendo, me voltando para os demais – E vocês também. John, aconselho a obedecer a Oliver e ir para casa repousar. Se não melhorar me procure no hospital – peço, ele sorrindo gentil.

—Pode deixar doutora. Depois que os levar até o tribunal vou para casa. Ou para a cave junto com Felicity – garante.

—Talvez seja melhor ir para a cave assim Lissy me avisa se não melhorar e dou uma fugida para vê-lo – me prontifico.

—Fugida é doutora? – Tommy indaga, segurando minha mão – Olha que descobri recentemente que sou um cara ciumento viu – brinca e sorrio, acariciando seu rosto, lhe dando um selinho.

—Ownn! Tão doce! Pronto, já deu! Vou indo antes que o nível de açúcar em meu sangue triplique! – Sara resmunga, caminhando para a varanda, detendo-se perto da porta – Acho que vou ficar de olho no tribunal. Tem muita gente querendo ver a caveira de Moira, não me levem a mal – pede, dirigindo-se a Oliver e Thea.

—Não levo – ela diz, dando de ombros.

—Não é má ideia, mas prefiro que fique de olho na cidade como um todo. Felicity te manterá atualizada da movimentação no tribunal e tenho certeza de que a polícia de Staling estará por lá – Oliver pede, ela acenando afirmativamente antes de sair pela sacada.

—Sério, por que ela não pode usar a porta da frente como todo mundo? – Tommy resmunga, levantando – Vou me trocar já que, suponho, vieram aqui para nos levar a corte – aponta dele para Thea.

—A doutora Loring achou que seria uma boa ideia chegarmos juntos. Uma espécie de demonstração de união – Oliver conta.

—Os herdeiros do caos! – Thea exclama, irônica, nos fazendo voltarmos para ela – O que foi? Não é assim que os tabloides estão nos chamando? Herdeiros do caos e da vergonha! – faz aspas no ar.

—Vou indo. Nos vemos mais tarde – despeço-me – Se precisar de mim é só ligar Lissy – aviso.

—Leve meu carro – Tommy oferece, atirando-me a chave – Não vou precisar dele por hora.

—Vou aceitar. Até mais tarde – saio do apartamento deixando-os conversando sobre como fariam para tentar evitar a imprensa.

Entro no elevador pensando no que Thea dissera. De certa forma está correta. Os três acabaram herdando além do dinheiro de suas famílias (se é que sobrara algum) os problemas e a má reputação. E o ódio de parte da população. Isto me preocupava e dava medo. Muito.

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Tribunal de Starling ( 09:00 a.m)

Oliver

—Vou tentar estacionar o mais próximo possível – Diggle avisa, me tirando do devaneio. Melhor dizendo, nos tirando já que Tommy, Thea e eu praticamente não havíamos conversado durante todo o trajeto, cada um preso em seus próprios pensamentos.

—Certo Dig – respondo por nós três notando o incomodo de minha irmã ao ver a multidão de repórteres que nos aguardava – Vai ficar tudo bem Thea – garanto tentando passar uma calma que não sentia, recorrendo a ajuda de meu amigo – Não acha Tommy?

—Acho – anui ele, sem muita convicção, olhando para fora.

—Estão prontos? – Dig pergunta, parando o carro o mais próximo que podia das escadas de acesso ao fórum.

—Não, mas temos escolha? – minha irmã pergunta, suspirando.

—Oliver está certo Thea. Vai dar tudo certo – Tommy reforça, segurando sua mão, levando-a a boca num beijo terno – Vamos nessa irmãzinha? – questiona, fazendo-a rir minimamente. Nesses momentos agradeço por termos nos entendido e estar fazendo parte de nossa vida.

—Vamos – concorda.

Diggle desce do carro abrindo a porta. Tommy é o primeiro a descer, Thea aceitando a mão que lhe estendia, respirando fundo antes de sair. Desço logo depois dela, parando a seu lado, olhando em direção a entrada do tribunal enquanto abotoo meu terno, fazendo o mesmo.

Em poucos minutos somos cercados por repórteres de todos os meios de comunicação.

—Senhor Queen, quais as chances de sua mãe? – uma mulher pergunta.

—Verdade que ela está com tendências suicidas? – outro dispara.

—Senhor Merlyn, é verdade que seu pai foi o mentor de tudo? Ele realmente coagiu a senhora Queen a ajuda-lo? – um jovem quer saber, enfiando o microfone no rosto de Tommy, quase acertando sua boca.

Tommy e eu seguramos cada um uma mão de Thea enquanto John se adianta afastando-os com firmeza sem brutalidade.

—Senhor Queen, senhor Merlyn, poderiam nos dar um comentário a respeito do que aconteceu?

—Malcom Merlyn está vivo ou morto? – as perguntas prosseguem enquanto seguimos caminhando de mãos dadas.

Ergo os olhos visualizando Laurel conversando com o promotor do caso, nossos olhares se cruzando por breves segundo ao subirmos a escadaria.

—Ela não te esqueceu – Tommy proclama e me volto para ele.

—Pena, porque eu já – afirmo, tranquilo, seguindo nosso caminho, ignorando as perguntas sistematicamente, ele e Thea fazendo o mesmo – John, assim que entrarmos na sala de audiência, vá para casa – reitero.

—Irei, não se preocupe – garante, abrindo caminho pelos corredores até finalmente chegarmos a sala de audiência.

—Vá descasar e não se preocupe, daremos um jeito de voltar para casa após o termino do julgamento...Se terminar hoje – digo.

—Vou, mas primeiro quero me certificar da posição de Sara — afirma, abrindo a porta para entrarmos.

Assim que entramos na sala todos os olhares se voltam para nós causando um imenso desconforto não apenas em Thea, admito. Sentamos os três na primeira fila logo atrás da mesa onde minha mãe e sua advogada estavam sentadas, nossa mãe nos cumprimentando com um breve aceno de cabeça e um sorriso pequeno.

—Todos de pé para receber o excelentíssimo senhor juiz – avisa o meirinho e todos ficamos de pé.

—Podem sentar – ordena o juiz – Próximo caso, Esatdo versus Queen. Como a ré se declara?

—Inocente meritíssimo. Irei demonstrar que Moira Dearden Queen foi coagida sob ameaça a sua família a colaborar com o plano arquitetado por Malcom Merlyn – discursa a advogada.

—A promotoria ira provar que a senhora Queen não apenas tinha conhecimento de cada etapa do plano do senhor Merlyn, como colaborou e ajudou o mesmo com recursos financeiros – o promotor rebate.

Pelo canto do olho noto Tommy se mexer, incomodado, no banco e estendo o braço tocando o ombro de meu amigo, que inclina o rosto levemente a fim de visualizar o meu, o sorriso discreto dando lugar a tensão repentinamente.

—O que aquela vadia faz aqui? – vocifera, entre dentes, fazendo Thea e a mim olharmos na mesma direção que ele no exato momento em que Helena sentava-se também na primeira filha no lado oposto ao nosso, acenando para nós, um sorriso cínico enfeitando o rosto, fazendo meu amigo se enervar a ponto de levantar-se tencionando ir até ela.

—Thomas não. Não vale a pena – levanto, ficando a sua frente, impedindo-o passar – É exatamente isto que ela quer. Te desestruturar – digo baixinho.

—Algum problema senhores? – a voz do juiz chama nossa atenção e ambos nos voltamos para ele.

—Nenhum meritíssimo – afirmo, correndo os olhos rapidamente pela sala, notando todos os olhares voltados para nós.

Sinalizo para Tommy sentar, ele obedecendo com relutância. Faço uma rápida mesura em direção ao juiz fazendo o mesmo.

—Por favor, fiquem calmos. Preciso dos dois comigo – Thea pede, segurando minha mão esquerda e a direita de Tommy, juntando-as as suas sobre seu colo.

—Estamos aqui Speedy! – Tommy e eu dizemos ao mesmo tempo fazendo-a rir pequeno.

—Se não há nenhum empecilho, daremos início a sessão – anuncia.

Durante cerca duas horas escutamos primeiro o promotor apresentar o caso a ambos, juiz e júri, ressaltando a participação de nossa mãe nos planos de Malcom. Em seguida é a vez da advogada de defesa tomar a palavra fazendo o mesmo, relembrando e reforçando que nossa mãe fora coagida pelo pai de Tommy a ajuda-lo sob ameaça a nossa, minha e de Thea, segurança procurando ressaltar o lado maternal da questão, enfatizando como uma mãe é capaz de qualquer coisa para defender sua prole. Por fim, lembrou que ela se arrependera, mesmo que tardiamente, e confessara ao vivo para toda a cidade alertando os moradores dos Glades com certa antecedência.

Sem que possa controlar, minha mente retorna para aquele dia relembrando tudo que acontecera desde o momento em que ela admitia, primeiro para mim, até meu confronto com Malcom no telhado da Global, como Diggle fora ferido e toda agonia de ficar escutando pelo ponto Felicity, Quentin Lance e Tommy lutando para desligar as maquinas.

Mesmo com todo nosso esforço, os tremores causados pela segunda maquinam, já que, ao contrário de Lance, Tommy só havia conseguido chegar segundos depois de ela entrar em funcionamento, o que além ter posto sua vida em perigo, permitiu que os tremores provocados por ela, mesmo num curto período de funcionamento, causassem inúmeros prejuízos e perda de centenas de vidas.

O vibrar de meu celular causa um sobressalto, me triando do devaneio. Pego o aparelho visualizando a mensagem de Felicity: “ John não está nada bem. Não sei o que aconteceu, mas não me parece uma simples gripe”, avisa me fazendo comprimir os lábios, irritado.

Desde que chegara ao prédio onde moro mais cedo, notei que meu amigo não estava bem. Ele alegou ser apenas uma gripe, ou talvez um resfriado, no entanto não havia ficado convencido e a mensagem de Felicity só reforçava essa suspeita.

—Ollie, o que está esperando? – a pergunta de Thea chama minha atenção e me volto com o cenho enrugado – Temos que sair da sala. Vou testemunhar esqueceu? – lembra.

Jean Loring, advogada de nossa mãe, arrolara Thea para tentar sensibilizar o júri. Ao contrario do que esperávamos, Tommy e eu não havíamos sidos chamados a depor. Ainda. Essa possibilidade não fora completamente descartada.

—Ollie??? – Thea chama novamente e levanto no automático, dando-lhe passagem, seguindo-a juntamente com Tommy – O que há? – questiona-me assim que chegamos do lado de fora da sala.

—Felicity avisou que John não está bem. Preciso ir até a cave – aviso – Você fica com ela? – peço, encarando Tommy.

—Claro. Vai lá – me libera.

—Volto assim que possível Speedy. E Tommy, não dê atenção a Helena. Precisa estar bem caso te chamem para depor – alerto, meu amigo acenando positivamente.

—Pode deixar que cuido dele. Veja o que há com o grandão – Thea libera, abraçando Tommy protetoramente e ambos rimos com seu gesto.

Deixo os dois na antessala da corte seguindo rápido para o ponto de taxi mais próximo, conseguindo despistar a imprensa ao sair pela lateral. Quando estou entrando no carro, instintivamente ergo os olhos para um dos prédios próximos visualizando a cabeleira loira, certa dose de alivio me tomando ao saber que, mesmo estando ali mais por causa de Laurel, Sara não deixaria nada de mal acontecer a Thea e Tommy.

—Para onde senhor? – o motorista pergunta assim que me acomodo.

—Clube Verdant, nos Glades – informo, sentindo-o hesitar – Não precisa me deixar em frente ao local. Apenas me leve até a entrada do bairro sim – peço, o homem respirando aliviado, pondo o carro em movimento.

Salto na entrada do bairro seguindo por um atalho (que conheço muito bem graças ao arqueiro) chegando rapidamente a cave.

—Como ele está? – pergunto, assustando Felicity.

—Droga Oliver, não dava pra se anunciar não? – bufa minha loira e rio com o canto da boca – Nada bem – informa, apontando meu amigo sentado sobre a mesa, enrolado em um grosso cobertor.

—O que houve? – questiono, parando a sua frente.

—Honestamente não sei. Estava tudo bem até ontem. Comecei a me sentir mal após tomar a vacina contra gripe – lembra, encolhendo-se mais.

—O que é estranho já que se foi imunizado não deveria senti...- Felicity começa dizer, calando-se repentinamente.

—Felicity? – chamo, me voltando para ela ante sua demora em responder – Felicity? – repito, ela nos encarando, sua expressão me deixando preocupado.

—Coletei um pouco do sangue dele para analise....- diz, vacilante – O resultado – avisa, erguendo uma folha – Encontrei traços de vertigo.

—Impossível! Não tive contato com vertigo – John assegura.

—Vertigo está de volta? – questiono.

—Quando o Conde se recuperou da overdose foi mandado para Iron Highs...

—Que foi destruída no terremoto – completo – Ele fugiu que nem o artesão se bonecas?

—Sim e igualmente fizeram de tudo para esconder – completa ela, voltando-se para mim.

Antes que qualquer um de nós diga algo, nossos tocam ao mesmo tempo.

—O que há Tommy? – pergunto direto.

< O promotor do caso acaba de desmaiar em plena corte > avisa, o som de vozes alteradas ecoando ao fundo < Thea entrou para depor assim que você saiu. Ele estava no meio do interrogatório quando simplesmente caiu duro no chão > conta, chamando nossa irmã para junto dele, pelo que entendi < E Helena sumiu. Não sei se tem alguma coisa a ver. Vou investi...> começa dizer mas o corto.

—Não. Fique com Thea. Pedirei a Sara que tente descobrir o paradeiro dela e se está envolvida. Daqui a pouco estarei aí com vocês – peço, ele anuindo antes de deligar.

—O que houve? – John pergunta preocupado.

—O promotor desmaiou em meio ao depoimento de Thea. Não sabem o que aconteceu ainda. Helena sumiu – comunico enquanto envio uma mensagem a Sara pedindo-lhe que verificasse onde Helena andava, minha atenção sendo chamada por Felicity, que se aproximara com uma expressão nada agradável — O que há?

—Era Cait. Várias pessoas deram entrada no PS com os mesmos sintomas de John...Também encontraram traços de vertigo no sangue delas – conta.

—Como isso é possível? – Diggle questiona.

—É o que precisamos descobrir – afirmo, pegando uma de minhas flechas contendo antidoto — É o antidoto para vertigo. Aplique no Diggle e depois tente descobrir como ele os demais foram contaminados, deve haver um fator em comum. Preciso voltar ao tribunal – aviso, saindo logo em seguida.

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Cave

Felicity Smoak (23:45 p.m)

—Não parece que esteja melhorando – comento após examinar John mais uma vez.

—Não estou me sentindo melhor – confirma ele, me deixando preocupada.

—E se o Conde mudou a formula? – teorizo, pensativa, mas antes que responda, Oliver e Tommy entram.

—Não parece nada bem grandão – Tommy comenta, ambos parando ao lado dele.

—Estou bem – Digg mente.

—Você mente muito mal. Deu o antidoto para ele? – Oliver pergunta.

—Não funcionou. Achamos que ele mudou a formula – confidencio.

—Beleza, era só o que nos faltava! – Tommy bufa – Alguma noticia de Cait?

—Mandou uma mensagem a pouco avisando que dobraria o turno, os pacientes só aumentam – conto.

—E Thea, como está? Soubemos do que aconteceu no tribunal, o depoimento quero dizer – John quer saber, preocupado.

—Ela vai ficar bem – Oliver mente.

—Você mente muito mal – Diggle devolve nos fazendo a todos rir minimamente.

—Felicity – Oliver chama minha atenção, apontando a tela do computador as minhas costas e me volto, tão surpresa quanto eles.

“Boa noite Starling. Sentiram minha falta? Muitos de vocês devem ter notado que não estão se sentindo bem, como nosso amigo promotor aqui, não é? “- o Conde pergunta e forma irônica

—Ele está em todos os canais – aviso.

—Rastreie – Oliver manda.

“Oi Adam – O que você quer? – Que se sinta melhor – Vai pro inferno – Ahh, que mal humor! Deve ser por causa da dor. Quer que ela pare?” – prossegue – “ Eu posso fazer isso com vertigo! É o que todos os corpos estão desejando e felizmente o poder para alivia-los está bem aqui em minhas mãos” – diz, exibindo duas seringas com a droga –“ Só precisam ir até seu traficante local de vertigo e pegar sua dose...Agora, me diz que você quer isso e será seu. A dor vai desaparecer....Vamos, admita que você quer” – segue ele torturando o promotor até ele ceder- “Viram? Simples assim! Sou o Conde vertigo e aprovo essa onda!”- declara, saindo do ar.

—Filho da mãe miserável! – Tommy xinga, pra lá de irritado.

—O que faremos? – questiono, olhando para Oliver.

—Vamos encontra-lo....E acabar com ele – afirma, tão irritado quanto Tommy.

Na hora seguinte me dedico a descobrir de onde havia sido feita a transmissão enquanto Oliver e Tommy se preparam para agir.

—Preciso de respostas Felicity – cobra vindo até mim.

—Paciência é uma virtude! – cantarolo sem parar de digitar.

—Nesse caso não é não ! – Tommy devolve, sentando na ponta da mesa a meu lado e preciso me controlar para não atirar copo com café quente que acabei de pegar na cara dela!

—Se ele contaminou toda a cidade, por que somente algumas pessoas apresentaram sintomas? – ouço John interrogar.

—A escolha pode ter sido seletiva. Ele pode ter alterado alguma coisa que você, o Donner e algumas pessoas consumiram – Oliver teoriza.

—Alguma comida? – Tommy sugere.

—Pode ser – anui, tenso – Vou dar uma olhada na Thea. Quando voltar, espero que tenha uma resposta – cobra e sinto a mesma vontade que senti em relação ao Tommy para com ele.

—Só porque sou um gênio não quer dizer que consiga fazer mágica! – resmungo.

—Se tem alguém que consegue é você Felicity – o escuto dizer antes de sumir escadaria acima.

—Concordamos com ele – Tommy acrescenta, pondo as mãos em meus ombros me transmitindo força antes de sair, seguindo-o.

Respiro fundo mergulhando de cabeça nas imagens, anisando quadro a quadro até finalmente descobrir de onde havia sido feita a transmissão e envio uma mensagem a Oliver, que retorna juntamente com Tommy e Thea.

—Localizei. Está em um antigo deposito na área das docas, Estou enviando a localização para seu celular – aviso.

—Sabia que descobriria! – comemora, me dando um selinho antes de sair seguido de perto por Tommy.

—Como está? – pergunto, me voltando para Thea.

—Eu aguento, não se preocupe.

—Felicity, estava analisando esse mapa. Não parece uma rota? – ouço Dig questionar e levanto, indo até onde está, Thea me acompanhando.

—É parece sim – anuo, observando o quadro a nossa frente – Como chegou a esses dados?

—Separei por endereço, primeiros das casas depois dos trabalhos de cada um com crise de abstinência de acordo com os dados que Cait me passou dos registros no hospital . Algum lhe parece familiar? – questiono.

—Esse aqui, cinquenta e nove com a Dell. Foi onde tomei minha vacina – conta.

—Você foi vacinado em um posto móvel. A caminhonete é um jeito de acabar com a gripe – digo.

—Tá dizendo que ele foi viciado com uma única injeção? – Thea se espanta.

—Como é que pode? – Diggle acrescenta, passando a mão pelo cabelo.

—Claro que pode. Experimenta heroína um dia....Não experimenta!- me corrijo rápido – Nem vocês aponto para Thea e Roy, que chegava.

—O que? – abre os braços confuso.

—Onde está a caminhonete agora? – quer saber.

—O Gps indica que está no centro. O que acham, aviso Oliver? – pergunto.

—Não, ele e Tommy já estão sobrecarregados. Eu vou – Diggle diz, tentando se levantar.

—Uou, devagar ai, não está em condições de ir a lugar nenhum – Roy avisa, segurando-o, evitando que caísse.

—Roy está certo. Eu vou – me ofereço num rompante.

—Nós vamos — corrige-me — Te acompanho loira e isto não é negociável – avisa, erguendo o dedo.

—Não vou discutir Harper – garanto, já caminhando em direção a saída enquanto ele pega um dos bastões que usa.

—Tenham cuidado, pode ser perigoso – alerta-nos.

—E eu, o que faço? – Thea questiona.

—Fique aqui com Dig. Pode ser que não seja nada. Se não for , eu ligo – aviso, saindo acompanhada por Roy.

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Esconderijo do Conde (00:15 a.m)

Narrador

—Vamos, vamos mais rápido. Tenho uma cidade inteira, literalmente, a espera do meu produto – Conde comemora, andando entre seus homens e funcionários, voltando-se para Adam Donner – Acho que minha linha de produção está um pouco sobrecarregada dado o aumento da demanda, mas posso viver com isso! – comemora, o sorriso em seu rosto sumindo ao ver o arqueiro surgir por detrás do promotor, libertando-o – Mas que droga! Estava demorando você aparecer – fala em alta voz vendo-o lutar com seus homens, seguindo o promotor com o olhar – Vejo que trouxe seu amiguinho novamente! – exclama ao ver Tommy indicar a saída para o homem, voltando-se para ajudar Oliver – Vocês não têm mais o eu fazer não? – esbraveja, indo esconder-se entre os operários, observando os dois brigarem com seus homens.

—Sai de perto deles – o arqueiro ordena apontando na direção do bandido.

—Por que eu faria isso? – questiona o Conde, respondendo a si mesmo – Ahh, é verdade, ouvi dizer, naquele buraco fétido para onde me mandou, que desenvolveu uma alergia -faz aspas no ar – A matar. Essa informação procede, hum?? – ironiza, saindo dentre os operários, ficando de pé sobre uma pilha de caixas – Veja, estou bem aqui. Atire! – exclama, rindo sarcasticamente – Não pode, não é? O boato é verdadeiro – comemora enquanto seus homens, os que restaram, se voltam para o grupo de operários – Não posso dizer o mesmo deles. Atirem! – ordena, mas antes que estes o façam, Oliver acerta uma flecha num grupo de botijões próximos causando uma explosão que derruba os homens do Conde permitindo aos operários fugirem, o próprio fazendo o mesmo.

—Onde ele está? – Tommy questiona enquanto ajuda alguns feridos a levantar.

—Não sei – Oliver responde, alerta, lhe dando cobertura – Iremos atrás dele assim que levarmos o promotor e os feridos ao hospital – declara, pegando uma porção da droga que escapara a explosão – Vamos levar isto para que possam fabricar o antidoto – diz, abrindo rapidamente uma de suas flechas, pondo o liquido lá dentro – Envie uma mensagem a Caitlin avisando para nos esperar na mesma entrada na qual o detetive Thawne foi deixado. Peça-lhe que avise Felicity que faça o mesmo com John – ordena, conduzindo o restante dos feridos enquanto Tommy saca seu celular, digitando enquanto saem do deposito.

Assim que recebe a mensagem, a medica tenta entrar em contato com a prima, não obtendo sucesso. Decide ligar para Thea, a garota atendendo ao primeiro toque, prontificando-se a fazer o que pedia, informando que Felicty saíra com Roy para averiguar uma pista.

Após acertar tudo com a jovem, a médica segue o mais discretamente possível para o local combinado. A entrada estava, como sempre, calma. Apenas um segurança se encontrava no local. Mantem-se por perto, observando-o até que, cerca de vinte minutos depois, recebe o aviso da chegada do grupo.

Aproxima-se do segurança pedindo que verificasse uma informação sobre um possível vazamento em uma das salas do local, fazendo-o afastar-se tempo suficiente para Tommy manobrar a van que pegaram no esconderijo do Conde, estacionando-a próximo a entrada.

—Precisamos ser rápidos, o segurança não vai demorar – Caitlin avisa, ajudando-os a retirarem os feridos.

—Vou pegar minha moto e deixamos a van aqui. Um deles pode dizer que trouxe os demais – Tommy avisa, abrindo as portas traseiras do veículo, retirando a moto do interior.

—Poderão fazer o antidoto com isto – Oliver diz, entregando a flecha depois de colocar Adam Donner apoiado a uma coluna – Avisou Felicity? – pergunta.

—Falei com Thea. Ela já está a caminho. Felicity e Roy haviam saído para verificar algo – Cait informa, olhando para o corredor ao escutar o som de portas abrindo – Ele está voltando. Vão rápido – pede, segurando o rosto de Tommy entre as mãos, lhe dando um beijo rápido, o movimento chamando atenção de Donner, que olha na direção do casal – Tenham cuidado -pede, ambos acenando afirmativamente antes de subirem nas motos partindo segundos antes de o segurança aparecer – Rápido, peça que tragam macas urgente – ordena ao assustado segurança – E entregue isto no laboratório. É vertigo. Precisam preparar o antidoto o mais rápido possível – diz, voltando a dar atenção aos feridos.

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Oliver (01:00 a.m)

Havíamos acabado de chegar a cave quando meu celular toca.

Sem descer da moto, o atendo.

—Onde diabos foi Felicity e por que? – pergunto sem disfarçar a raiva, um calafrio percorrendo minha espinha ao escutar a voz do outro lado.

< Felicity não pode atender no momento > o Conde diz, fazendo-me apertar o aparelho < Imagine a minha surpresa quando cheguei ao caminhão que deixara no centro depois de nosso caloroso reencontro e dar de cara com uma loirinha enxerida e um moleque metido a herói xeretando lá dentro! E para minha surpresa maior descubro um crachá da empresa da família Queen com ela! >

—Se tocar neles aca....

< Não acaba nada e sabe bem disso > me corta, rindo ironicamente < Agora vai fazer o que eu disser ou dou cabo da vida dos dois > ameaça < Estou na presidência de sua empresa, senhor Queen, aguardando-o para uma pequena reunião de negócios. Venha sozinho. Se vir sequer a sombra de seu namoradinho já sabe o que vai acontecer! > volta a ameaçar, desligando em seguida.

—O que houve? – Tommy pergunta, me encarando atentamente.

—Conde está com Felicity e Roy na QC – rosno, pondo o celular dentro do bolso – Disse para encontra-lo sozinho ou mata os dois – aviso, pondo o capacete mais uma vez.

—Sabe que é uma armadilha e que não posso te deixar fazer isso não sabe? – interroga meu amigo fazendo o mesmo que eu, subindo em sua moto.

—Sei – digo, tranquilo – Vou atrair atenção dele para a frente enquanto você entra pelo subsolo. Uma quadra antes da QC existe uma entrada de metrô. Quase não é mais utilizada, mas continua aberta. Te levara direto para a garagem. Use as escadas e Tommy – chamo, fazendo-o erguer o rosto para mim –Tenha cuidado.

—E não tenho sempre? – brinca, acelerando, saindo antes de mim.

Balanço a cabeça negativamente, seguindo-o.

Permanecemos lado a lado até a entrada da qual lhe falara, separando-nos lá.

Entro no prédio da empresa de minha família optando fazer o mesmo que sugerira a ele: subir pelas escadas.

Alcanço o andar da presidência cerca de quinze minutos depois.

A primeira coisa que vejo é Roy amarrado a uma cadeira sob a mira da arma de um dos homens (o único na verdade) do Conde. Este sinaliza para que prosseguisse

< Estou três andares abaixo > Tommy avisa em meu ponto e respiro forte, o alivio que acabara de sentir se esvaindo assim que entro na antessala da presidência.

—Seja bem vindo meu caro senhor Queen! – o Conde cumprimenta, mantendo Felicity junto a ele, o conjunto de seringas duplas, sua marca registrada, perigosamente próximo ao pescoço dela.

—Seu problema é comigo. Deixe-a ir – peço, baixando arco e capuz – Vim sozinho como pediu. Deixe-a ir e conversamos – negócio.

—Conversar? Não temos nada que conversar! Descobri seu segredinho sórdido e se não quiser que toda a cidade descubra também vai fazer exatamente o que eu mandar – diz, aproximando ainda mais as seringas – Vai passar o controle de sua empresa para mim e vai fazer isso agora ou a loirinha enxerida aqui vai entrar numa viagem sem volta – ameaça, fazendo meu sangue ferver.

—Não faça isso Oliver – Felicity pede, apenas eu entendo o duplo sentido de sua frase – Por favor, não por minha causa – pede, as lágrimas caindo mansamente.

—Fique quieta, não vê que estamos em meio a uma negociação aqui – bufa ele, as pontas das seringas entrando na pele fazendo fios de sangue escorrerem.

—Não farei nada até que a liberte – condiciono, armando discretamente meu arco visto que mantinha a flecha em posição – Solte-a ou...

—Ou o que? Vai me matar? – me corta, rindo de maneira irônica, o brilho em seu olhar e o tom de sua voz quando volta a falar me fazendo tomar uma decisão – O que vai ser Queen? Eu ou a loira? – desafia, aplicando mais pressão fazendo com que as agulhas entrassem um pouco mais, o dedo sobre o êmbolo duplo — Acho que vou pagar para...- antes que termine a frase, acerto uma flecha no único espaço descoberto de seu pescoço fazendo-o larga-la.

Por instinto (e raiva!) disparo mais duas vezes, atingindo-o no peito enquanto caminho em direção a mulher que amo, agachando-me a seu lado, erguendo-a.

—Você está bem? – pergunto, perscrutando seu rosto e pescoço em busca de ferimentos, o grito de Tommy chamando minha atenção.

—OLIVER! – levanto rápido já disparando meu arco, a flecha da besta acompanhando a minha as duas atingindo o peito do homem que avançava sobre nós fazendo-o titubear, atravessando a janela de vidro, caindo sobre o capô do carro estacionado lá embaixo.

De pé junto a abertura causada por ele, meu amigo e eu observamos o corpo estendido.

—Precisamos ir embora agora! – Roy chama tocando nossos braços – Oliver, Thomas, temos que ir. A polícia logo estará aqui – alerta tirando-nos do transe.

Vou até Felicity, que se pusera de pé, afagando seu rosto, enxugando uma lágrima com o polegar.

—Vamos – ordeno, pondo o capuz de volta a cabeça, sinalizando para Tommy fazer o mesmo, segurando a mão de Felicity, guiando-a até as escadas.

Descemos os degraus o mais rápido possível alcançando o subsolo em poucos minutos. Ponho Felicity na garupa de Tommy enquanto corro com Roy até a minha, retornando segundos depois, fazendo o percurso que meu amigo iniciara a pouco, saindo dos tuneis quando os primeiros raios de sol despontavam do horizonte, ambos acelerando, parando apenas ao chegarmos a cave.

—Está bem mesmo Sweet? Não se machucou? – questiono assim que desço da moto indo até ela.

—Me desculpa! -pede, chorosa – Por minha culpa quebrou sua promessa.

—Ele estava te ameaçando amor, não tive escolha e mesmo que tivesse, não arriscaria te perder – declaro, segurando seu rosto entre as mãos, beijando-a, mantendo nossas frontes unidas após cessar o contato – Não foi sua culpa. Ele escolheu – digo.

—O que houve? – a voz de Caitlin chama nossa atenção e nos voltamos, vendo-a parada, Thea e John a seu lado, estupefatos.

—Que bom que estão bem – digo, abraçando Felicity.

—Longa noite – Tommy declara, a voz tensa – Longa e difícil noite – repete, Cait vindo até ele, fazendo o mesmo que eu – Tudo que quero agora é descansar um pouco e...

—Sinto muito, mas não poderá fazer isto – Thea interrompe-o – Nenhum de nós vai. Jean Loring ligou a pouco. Houve uma reviravolta no caso da mamãe. Um nova testemunha se apresentou e quer depor – revela minha irmã, seu tom cuidadoso me pondo em alerta.

—Que testemunha? – pergunto, a resposta deixando Tommy tão surpreso quanto eu.

—Malcom Merlyn!

Continua...

“....Heaven send her tom y door;

I can’t hide away here anymore;

Angel of the city;

Are you watching over me?

Angel of the city;

Tell me where can you be;

In time you know I’ll find you;

In time you know I’ll find you;

In time i’ll find you, angel of the city!!!"

Notas finais
Até que enfim saiu! Nos vemos em quinze dias....Espero. Bjinhos flores E Feliz Ano Novo