Survivor

11 Capítulo 11 - Tentando seguir em frente


Notas iniciais
Twilight não me pertence, eu apenas me divirto fazendo as personagens sofrerem... Isso não quer dizer que você é bem vindo para copiar a minha fic por aí...
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Recadinho lá embaixo, okay?
Boa leitura!

Capítulo 11 — Tentando seguir em frente

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"Memórias consomem
Como feridas abertas
Eu estou me criticando severamente de novo...

Eu não sei como eu cheguei a esse ponto
Mas eu sei que isso não está certo

Tentando respirar de novo
Eu me machuco muito mais
Do que da última vez
Eu não tenho mais opções de novo

Eu não sei como eu cheguei a esse ponto
Eu nunca estarei bem."

Linkin Park -Breaking The Habit

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Edward Cullen

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- Dr. Cullen, por favor, compareça ao centro cirúrgico. – ouvi me chamarem pelo auto falante do Kings County Hospital Center.

Eu me curvei sobre uma das minhas pacientes.

- Você vai ficar bem. – dei um beijo em sua testa. – logo Dr. Volturi virá ver como o seu bebe está...

É incrível, como nos apegamos a certos pacientes, mesmo que eles não sejam especificamente nosso paciente. Como é o caso de Claire.

Ela foi minha primeira paciente, assim que cheguei aqui há exatos dois meses e meio.

Eu tinha acabado de vestir o meu jaleco e adentrar pela primeira vez na minha vida, como médico, um pronto socorro. Por um momento fiquei parado, olhando todas aquelas pessoas esperando por atendimento, médicos, enfermeiras e residentes... e consegui por uma fração de segundos esquecer o que me motivou a estar aqui, o motivo pelo qual eu estava começando tudo novamente, do zero.

Vi um jovem carregando uma menina nos braços, ele tinha a expressão completamente agoniada. E a menina jazia imóvel, completamente pálida no colo dele.

Corri até eles, seguido de perto por uma enfermeira.

- Por favor, ela desmaiou e... – ele começou a explicar e eu tentava prestar atenção ao que ele me dizia ao mesmo tempo em que verificava os sinais vitais da moça.

- Por favor, traga uma maca e eu preciso de uma sala... – comecei a dizer a enfermeira, mas ela já estava correndo pelos corredores.

- Ela estava bem, trabalhando e agora...

Eu ainda não tinha acabado de verificar a pulsação dela, quando a enfermeira retornou com a maca.

- A pulsação está muito fraca... Qual sala podemos usar?

- A 5, no fim do corredor. – ela se virou para jovem. – Eu preciso que venha comigo, preencher a ficha dela...

Eu já tinha começado a conduzir a maca na direção que a enfermeira havia me dito, quando vi o rapaz segurando com todas as forças a mão da moça e completamente perdido.

Alguma coisa na expressão dele, me levou para longe dalí, para exatos 360km, em um outro pronto socorro, onde eu entrei completamente desesperado alguns meses atrás.

Eu podia entender a aflição dele.

- Ela vai ficar bem... – disse e ele me olhou esperançoso enquanto a enfermeira me olhava incrédula. -... Eu prometo!

Uma das primeiras coisas que aprendemos como residentes, nunca prometa a um familiar o que você não poderá cumprir. E lá estava eu, prometendo que a moça completamente inconsciente e praticamente sem pulsação ficaria bem, sem nem ao menos examiná-la.

- Por aqui... – a enfermeira falou tocando o braço do rapaz e eu respirei fundo antes de guiar a maca rapidamente até a sala.

Eu finalmente tinha conseguido encontrar o pulso. Realmente fraco. Quando senti a jovem tentar apertar a minha mão.

Eu desviei o meu olhar de seu pulso até encontrar os olhos dela. Lindos olhos azuis que estavam completamente desfocados, mas que tinha algo que me lembrava intensamente ela, balancei minha cabeça expulsando esse pensamento e sorri para a jovem na maca. Ela piscou algumas vezes, e eu voltando a me concentrar apenas no meu trabalho, agradeci mentalmente a Deus, por ela estar despertando, existia muito pouco que eu pudesse fazer enquanto ela estive inconsciente... Alguns exames apenas, mas isso nos tomaria tempo, e até ter os resultados poderia ser tarde.

- Eu sou Dr. Edward Cullen, você está no pronto socorro do Kings County Hospital Center...

Antes que eu pudesse perguntar o seu nome ou o que realmente aconteceu. Ela se curvou como uma bola, apertando fortemente os joelhos e soltou um gemido agoniado de dor.

- Me diga onde está doendo...

- Meu bebê... meu bebê... – ela começou a repetir e eu praticamente congelei. Ela teria o que, talvez 17 anos? Menos talvez e ao que tudo indicava estava grávida. E pra melhorar, isso passava longe da minha especialidade.

- Tudo bem – consegui finalmente dizer. — Você precisa me dizer o que está sentindo para que possamos entender o que está acontecendo aqui...

Com a ajuda de uma enfermeira, fizemos uma ultrassonografia e confirmamos a gravidez. 11 semanas. O bebê parecia bem e a jovem, que a essa altura descobri que se chamava Claire já não sentia dor.

Dr. Aro Volturi, o chefe do pronto socorro e ginecologista/obstetra extremamente renomado estava conduzindo o exame. Tecnicamente eu deveria estar lá fora, atendendo a outros pacientes, mas Claire entrou em desespero ao ter um pequeno sangramento e eu consegui acalmá-la, por isso ela pediu que eu acompanhasse o exame.

Então, eu agora estava parado ao lado da maca, olhando a tela do computador, sentindo Claire segurar a minha mão enquanto ouvíamos o coração do bebê.

Era realmente algo emocionante. Mas para mim, foi apenas, mais um soco no estomago, me lembrando algo que eu sempre sonhei ter e que nunca teria.

Ouvi Aro explicar que ela e o bebê estavam bem, mas que a gravidez seria de risco, que ela teve um deslocamento de placenta e por isso teria que passar toda a gravidez em repouso.

Não ouvi com clareza nenhuma das palavras de Aro, porque enquanto ouvia tudo Claire apertava mais forte a minha mão e me olhava completamente assustada, mais uma vez algo na forma como ela me olhava me lembrava ela, e nesse instante eu não conseguir desviar o pensamento, até sentir meus olhos se enxerem de lágrimas.

- Edward? – Aro me chamou e eu imediatamente soltei a mão de Claire e balancei a cabeça, para logo em seguida o encarar. — É normal, nos apegarmos ao nosso primeiro paciente, só não deixe isso dominar você. – disse de forma paternal, enquanto a enfermeira conduzia Claire de volta ao quarto.

E foi assim que eu conheci Claire e Seth, um jovem casal, que mais tarde vim a saber tinham apenas 19 e 20 anos e tinham acabado de decidirem morar juntos, após a morte da mãe de Claire, que apesar de toda a dificuldade em que vivem e apesar de serem bem mais novos do que eu, já me ensinaram muito.

- Dr Cullen, por favor, compareça ao centro cirúrgico. – ouvi chamarem mais uma vez.

- Estão te chamando... deve ser importante. – Claire falou suavemente e logo em seguida deu um grande bocejo.

Eu sorri pra ela e me virei já em direção ao corredor.

- Dr Cullen? – voltei minha atenção para ela novamente. – Obrigada! Por tudo...

Eu apenas assenti e me virei novamente para o corredor.

- Faça tudo o que o Dr. Volturi disser Claire, ou eu mesmo providencio a sua internação. – falei de costas pra ela, mas pude a ouvir sorrir.

Corri até o centro cirúrgico. Uma das melhores coisas em trabalhar aqui é exatamente toda essa correria, atender no PS, conduzir cirurgias, voltar a atender no PS, uma rotina que nunca é exatamente a mesma, mas que me ocupa e muito a mente, me deixando pouco tempo pra pensar em qualquer outra coisa, e quando eu tenho algum tempo assim, eu procuro ocupá-lo com um plantão extra.

A minha vida em Nova York se resumia a trabalho, trabalho, lembranças e mais trabalho. Eu já estava terminando o meu segundo plantão seguido e enquanto corria em direção ao centro cirúrgico, rezava para pegar uma cirurgia bem demorada e complicado o que me faria emplacar o terceiro plantão.

Eu não tinha motivos para querer ir pra casa, na verdade eu nem mesmo tinha uma casa. Apenas um apartamento qualquer no Brooklin, próximo o suficiente do hospital para que eu pudesse ir andando, e durante esses dois meses, eu não passei mais de 1 semana por lá e nunca, e nem mesmo por alguns minutos eu consegui dormir. O hospital era o único lugar em que eu encontrava um pouco de paz, uma falsa paz na verdade, já que tudo e todos me lembravam ela, mas era principalmente Claire quem não me deixava esquecer... e acho que talvez tenha sido isso que nos tornou amigos.

Cheguei ao centro cirúrgico ao mesmo tempo em que outros 2 cirurgiões. Respirei fundo, passei as mãos sobre minhas têmporas e caminhei arrastadamente. Meu corpo estava exausto, mas não o suficiente para me obrigar a ir pra casa.

Antes de entrar, Aro parou a minha frente e me olhou de cima a baixo. Era incrível como ele sempre estava em todos os lugares e atento a tudo. Talvez por isso fosse tão conceituado.

- Seu segundo plantão já terminou há... – ele fitou o seu relógio. – 5 minutos.

- Parece que temos uma emergência...

- Eles dão conta.

Eu ia argumentar quando ele me olhou tão severamente que mal consegui ter um pensamento coerente.

- Vá descansar Edward. Não tem utilidade nenhuma aqui, assim... – ele apontou pra mim e eu deixei meus ombros caírem.

Eu realmente me sentia grato por Aro estar sempre me ajudando, foi ele quem conseguiu uma vaga para mim aqui... Na verdade, ele já tinha me feito esse convite muitas vezes antes, o primeiro deles, veio assim que terminei minha especialização e voltei a reencontrá-lo. Na época conversamos animados, relembrando o tempo em que ele havia sido meu professor na faculdade, infelizmente me vi obrigado a negar o convite. Afinal os Cullen tinham um hospital próprio em Washington, e eu já tinha o meu lugar reservado lá.

Sempre que nos encontrávamos, Aro voltava a repetir o seu convite e felizmente quando eu cheguei à Nova York, completamente destruído e o procurei, ele me disse que eu poderia começar assim que me instalasse e que tinha certeza que essa experiência me faria enxergar tudo com novos olhos e possivelmente seria o suficiente pra curar o "meu coração partido". Ele estava certo... apenas sobre enxergar o mundo e as pessoas com outros olhos, se eu ainda pudesse me considerar uma pessoa digna, eu diria que trabalhar no PS me transformou em alguém melhor,mas por outro lado, ele estava completamente errado com relação a afirmação que meu coração seria curado, primeiramente porque meu coração já não está comigo, ficou com ela e segundo porque só existe uma coisa que consertaria isso: tê-la de volta...

Eu apenas caminhei até a sala dos médicos, não existia possibilidade de eu ir para casa. Me sentei no banco de madeira, olhando fixamente para o meu armário e em seguida tombei minha cabeça sentindo todo o esgotamento físico, mas acima de tudo, como sempre acontecia no segundo seguinte a ficar sozinho e em silencio, sentindo todo o meu coração ser quebrado mais uma vez.

- Bella... – gemi baixo contra as minhas mãos.

Eu escorreguei do banco até o chão e encostei minhas costas na madeira dura, deixando minha cabeça tombar de encontro ao banco e como sempre acontecia, chorei em silencio, até estar fisicamente esgotado, tal esgotamento que era capaz de mascarar o que meu coração e mente gritavam a todo o momento: o quanto eu não a merecia.

- Dr. Cullen?

Levei minhas mãos até o meu rosto e o esfreguei freneticamente.

- Dr. Cullen? – lentamente me virei e me deparei com Seth. Uma nova carga de adrenalina me atingiu e consegui levantar em um salto.

- Aconteceu alguma coisa? – perguntei apreensivo.

- Não na verdade... Você está bem?

- Estou. O que houve? – perguntei voltando a me sentar no banco e novamente a exaustão tentando me dominar.

- Eu só que, eu gostaria de pedir um favor... Tem certeza que está bem?

- Eu já disse que estou bem, Seth. O que quer e como chegou aqui?

Ele sorriu.

- Dr. Volturi me disse como te achar. Ele disse que se eu corresse talvez ainda o encontrasse aqui.

Eu balancei minha cabeça pedindo que ele continuasse.

- Você quer um café ou alguma coisa assim? – ele questionou atenciosamente. – Parece terrivelmente cansado...

- Seth...

Seth e Claire conseguiam enxergar muito mais do que qualquer outra pessoa, mas eu sempre me desvencilhava.

- É que Dr. Volturi acha que Claire deveria ficar internada até o final da gravidez... e você sabe o quanto ela é teimosa...

Tava aí mais uma das grandes semelhanças entre Claire e Bella, duas grandes teimosas.

- ...Bom, ela acha desnecessário, mas eu tenho medo que ela passe mal quando eu não estiver em casa e...

- Eu concordo que é a melhor opção. – disse novamente massageando as minhas têmporas.

- Será que pode dizer isso ela? Já que ela não me ouve, nem ao Dr. Aro, talvez ela ouça você.

- Certo, vamos até lá então.

Consegui me levantar e arrastei meu corpo em sua direção.

- Obrigado, Dr. Cullen.

- Hey Seth... – bati em seu ombro. – acho que já disse para me chamarem apenas de Edward.

...

- Não! –Claire disse mais uma vez, fazendo um biquinho.

Isso me lembrou de como eu realmente a vejo como uma criança, apesar de seus 19 anos, uma criança terrivelmente teimosa. E antes que isso me lembrasse algo que eu estava lutando para esquecer, resolvi tentar intervir.

- É realmente a melhor opção, Claire.

- Não é não... ficar mais de 3 meses em um hospital, como se eu fosse uma invalida, nunca seria a melhor opção.

Eu revirei meus olhos cansados. E mais uma vez minha mente entorpecida vagou até ela.

- Eu realmente não vejo isso como uma boa opção... Quero dizer, ficar em casa, como uma dessas dondocas, enquanto você trabalha o dia inteiro definitivamente não é a melhor opção, a não ser que eu não tenha escolhas. – ela cruzou os braços em frente aos peitos e me olhou convicta.

A mesma forma que Claire me olhava agora. E era exatamente esse olhar que me dizia que não adiantaria discutir esse assunto nem por mais um minuto, ela não aceitaria, a não ser que não houvesse outra opção. E existia... Mais arriscadas é verdade, mas existia.

- Então, eu acho que você deveria pelo menos aceitar ficar em observação por um ou dois dias e ouvir com a maior atenção possível tudo o que o Dr. Volturi te disser, sabe o quanto isso é arriscado não é?

- Eu já sei tudo isso, Edw.. Dr. Cullen. Tenho lido bastante sobre tudo isso, afinal de contas é tudo o que eu posso fazer, não é? Sei que tenho que vir imediatamente até o hospital ao primeiro sinal de uma contração, e felizmente moramos perto o suficiente para chegarmos aqui rapidamente...

- Não, se eu não estiver em casa... – Seth disse visivelmente cansado de discutir.

- Seth, estou começando a achar que você não me quer por perto. – Claire fez novamente um bico, mas os olhos estavam marejados.

- Ahh pelo amor de Deus, de onde você tirou esse absurdo?

- Eu estou ficando uma bola... – ela começou a responder e desviou o olhar até as mãos e daqui algumas semanas, mal vou conseguir me levantar sozinha, porque você gostaria de me ter por perto?

Aro me olhou preocupado e Seth também mantinha seu olhar em mim, completamente agoniado com que acabava de ouvir, eu podia ver na expressão dele, que ele queria gritar que ela estava sendo absurda, mas também não queria magoá-la mais. Então eu disse o que ele deveria ter dito.

- Você está sendo absurda!

Aro e Seth me olharam como se eu tivesse dito a maior atrocidade do mundo e por um minuto, eu achei que realmente deveria estar exausto demais pra ter aceitado ter essa conversa.

Mas Claire apenas levantou sua cabeça e quando seu olhar me encontrou, ela apenas me olhou fulminantemente.

- Não estou não! É a mais pura verdade... – ela balançou os braços na minha direção. – e eu odeio quando você fala comigo como se eu fosse uma criança.

- Muito bem então Senhora, já que não é mais criança, podo ouvir tudo o que vou dizer... você está mesmo ficando uma bola e vai mesmo precisar de ajuda daqui pra frente... – eu ignorei Aro e Seth e me foquei em Claire que me olhava mordendo o lábio inferior. – Mas ainda assim, está incrivelmente linda, não que a minha opinião realmente importe, mas tenho certeza que Seth acha o mesmo e além do mais, se acha mesmo tudo isso, deveria concordar que ficar aqui, seria sim, a melhor opção.

Ela deu de ombros.

- Eu não vou ficar e pronto! – ela disse me olhando seriamente. – Já sei tudo o que vão me dizer, mas se fazem tanta questão eu fico em observação e ouço todas as instruções novamente, mas só vou me internar se não tiver outra opção.

Vi no momento em que Aro Volturi, se deu por vencido e decidiu que aproveitaria os dois dias para fazer mais alguns exames, um deles seria uma nova ultrassonografia, o que deixou Claire mais bem humorada, quando ele disse que talvez conseguisse descobrir o sexo do bebê.

Eu já estava me virando para sair do quarto juntamente com Aro quando Seth me chamou.

- Eu realmente acho que já passou da hora de ir para casa Edward. – Aro disse baixo passando por mim. – Se continuar assim, sabe que não terei outra escolha...

Ele não terminou o que começou a dizer, mas nem precisava, eu já tinha ouvido isso inúmeras vezes, desde que comecei aqui.

Aro estava sempre me dizendo que não importava o quão brilhante eu pudesse ser como médico se continuasse definhando dessa forma, não seria útil em lugar algum, muito menos aqui.

Eu me voltei até Claire e Seth assim que Aro fechou a porta atrás de si e após retirar o meu jaleco, joguei meu corpo exausto em uma cadeira.

- Você está horrível! – ela disse me encarando.

Eu dei de ombros.

Ficamos em silencio durante um tempo. O que fez com que eu tombasse a minha cabeça para trás e fechasse os olhos, ao mesmo tempo em que automaticamente meus dedos acariciavam a minha aliança.

- E é um idiota também...

- Claire! – Seth a repreendeu.

Eu não me importei, ela estava certa e bom, eu gostava da companhia deles de qualquer forma.

- Certíssima... – eu disse ainda de olhos fechados. – Mas então, acho que não sou o único aqui, é uma grande idiotice insistir em manter o restante da gravidez longe de uma assistência de verdade.

- Não comece novamente. Minha decisão está tomada.

- Por que vocês, mulheres são tão teimosas? – Seth disse e eu ouvi o barulho do colchão afundando, provavelmente ele estava se sentando ao lado dela, na maca.

- Ela também, é? – ela perguntou em tom indiferente.

Eu abri meus olhos e a encarei.

- Você sabe... ela... – ela indicou com o queixo a minha aliança. Seth me olhou como se estivesse pedindo desculpas.

- Talvez eu seja mais. – respondi e voltei a recostar a minha cabeça e fechar os meus olhos, agora lutando contra as lembranças e a dor que elas me traziam.

- Sabe, você deve mesmo ter feito algo horrível... – ela voltou a dizer.

- Claire! Por favor...

Eu continuei com os olhos fechados, esperando que ela continuasse, ela sempre continuava e para falar a verdade, por mais que me doesse, era bom, assim eu não conseguiria esquecer o quão idiota e irresponsável eu fui.

- Porque em outra hipótese, isso já estaria resolvido. Seja lá o que isso, seja. Por que não diz de uma vez o que aconteceu, quem sabe eu não posso ajudar?

- Ahh claro, e o que você poderia fazer? – disse mais irritado comigo mesmo do que com o interrogatório dela.

- Bom, eu poderia te dizer no que você errou e como uma mulher esperaria que você consertasse o que fez...

- Eu já sei no que eu errei... – interrompi. – errei em tudo!

- Minha mãe costumava dizer, que o primeiro passo para consertar o que fazemos de errado é reconhecer o erro. Você já deu o primeiro passo...

Eu abri meus olhos e a encarei. Ela sempre falava assim, e eu tinha a impressão de estar conversando com a minha mãe, como ela conseguia isso?

- Você fala como a minha mãe... tem certeza que tem só 19 anos?

Ela sorriu, mas em seguida me olhou seria.

- Nós amadurecemos quando é preciso. Você sabe disso.

Eu entendi o que ela quis dizer.

- Você nunca fala sobre ela... – Claire continuou e eu vi o momento em que ela deslizou sua mão até a sua barriga. Seth continuava apenas como espectador, com exceção dos habituais olhares de desculpa que ele me enviava, ao mesmo tempo em que tirava uma mecha do cabelo louro de Claire do seu rosto. – eu acho que te faria bem falar mais, guardar tudo pra si é tortura. Eu não me importaria em ouvir.

Então ela sorriu para mim e novamente voltou a se parecer com uma criança.

- Não tenho o que falar. Acabou, Claire.

Voltamos a ficar em silencio e eu já estava cogitando a idéia de realmente ir pra casa.

- Qual é o nome dela? – Claire perguntou afinal. – eu sempre quis saber...

- Dr. Cullen, não ligue para as perguntas delas, ela tem essa mania de perguntar demais. Daria uma ótima psicóloga. – Seth sorriu para ela e ela sorriu de volta.

Eu desviei o meu olhar. Eu realmente gostava da companhia deles, mas esses momentos de casal unido me quebravam ainda mais o coração. Fitei a minha aliança e fechei os olhos me permitindo lembrar o quanto seu nome fazia jus a ela. Bella... Excepcionalmente Bela.

- Bella. – respondi.

- Bella? Só Bella?

- Isabella. Mas ela prefere que a chamem apenas de Bella.

- É um bonito nome...

Eu assenti com a cabeça.

- Sabe eu estava pensando... – ela falou e seu tom de voz mudou. Eu a olhei e encontrei-a e Seth se olhando como se dissessem algo um ao outro apenas com o olhar. – Eu não tenho palavras para agradecer tudo o que tem feito por nós...

- Já disse que isso é desnecessário. – interrompi e voltei a deitar minha cabeça. Eu estava mesmo exausto.

Eu sabia sobre o que ela estava falando, mas não conseguia entender o porquê de tanta gratidão. Eu realmente me apeguei a eles, e bom, já que não tenho nada, nem ninguém aqui, eu achei que não faria mal algum ajudar, principalmente quando soube que depois que Claire foi obrigada a sair do emprego em que trabalhava desde os 17 anos, como garçonete, não teria recebido praticamente nada por seu tempo de serviço. Então eu decidi que me faria bem, ajudá-los. Por isso, todos os meses, eu providencio todos os mantimentos necessários e mais algum dinheiro. Eles relutaram em aceitar a principio, mas insisti. Por fim eles aceitaram.

-... Então eu e Seth, decidimos duas coisas. – Claire fez uma pausa, seguida de uma risadinha. – Dr. Cullen, quero dizer Edward será que você aceita ser o padrinho do nosso bebê?

Eu abri os meus olhos imediatamente e os encarei.

- Eu ficaria imensamente feliz... – disse após perceber que eles não falariam mais nada. – Mas vocês sabem que não precisam fazer isso, apenas porque...

- Não seja um estraga prazeres. Não é por isso. Mesmo que não nos ajudasse... – ela abaixou a cabeça envergonhada e eu vi no momento em que ela corou e meu coração voltou a se despedaçar assim que minha memória traidora me lembrou do quanto ela ficava linda corada. – Você sabe... Financeiramente. Já nos ajudou muito, quando vim a esse hospital pela primeira vez, então...

- Eu realmente me sinto honrado. – falei e me levantei indo até eles.

Seth sorriu pra mim e eu apertei a mão dele.

- Ótimo! Agora a segunda coisa, nós gostaríamos dar o seu nome a ele... Sabe "Edward" é tão imponente. – ela deu uma risadinha nervosa.

- Eu espero que ele seja um "Edward" melhor do que eu. – falei sorrindo ao fitar a barriga dela. – Mas e se for uma menina?

Voltei até a minha cadeira e por um minuto nem Claire ou Seth disseram nada, apenas voltaram a conversar silenciosamente com seus olhares e eu mais uma vez fechei meus olhos cansados.

- Então... – eles disseram ao mesmo tempo. -... Nós a chamaremos de Bella.

...

Como a boa teimosa que é, Claire realmente não aceitou ficar internada, e com isso eu achei uma nova "ocupação", para quando não conseguia emendar mais plantões: ser enfermeiro particular dela. Eu não posso negar, era um tanto divertido, apesar de torturante. Cada minuto em que eu passava com ela eu achava mais semelhanças entre elas e mesmo nas diferenças, eu conseguia encontrar algo pra me lembrar dela. Provavelmente eu estava ficando louco, ao menos já estava agindo como um.

A casa em que Seth e Claire viviam era pequena, mas muito acolhedora. Eles me disseram que essa casa havia sido dos pais de Claire por toda a vida e agora era deles e da pequena Bella, quando ela nascesse. Ela ficava na mesma rua que a estação de trem e providencialmente próximo ao hospital.

Eu ainda relutava em chamar a minha afilhada, pelo nome que ela teria e sinceramente tentava fazer com que eles mudassem de idéia com relação ao nome, mas Claire parecia decidida a não só dar esse nome, mas a me torturar também.

Nós passamos a conversar mais, quero dizer, mais sobre Bella. E ela tinha razão, realmente me fazia bem falar, pelo menos eu agora conseguia pronunciar o nome dela em vez de me referir ao amor da minha vida, somente como "ela".

- Então, não era uma Isabella qualquer, mas Bella Swan! – Claire disse animada quando eu contei a ela mais detalhes sobre Bella. – Uauu! Você sabia que ela foi bem conhecida, aqui em Nova York? Eu não conheci pessoalmente é claro... – ela balançou a cabeça e me olhou intrigada. – Mas eu lia revistas de fofoca, né? Afinal era uma adolescente... – Claire piscou pra mim antes de continuar. – Ela era uma produtora bem conceituada, apesar de muito nova.

Eu não respondi nada sobre isso. Eu me odiava por ter tirado tudo isso dela.

- Mas me diga como vocês se conheceram? Você era algum modelo, ou algo assim?

Ela gargalhou e por um segundo ela precisou parar para recuperar o fôlego. Eu a ajudei colocando mais um travesseiro em suas costas.

- Eu a vi pela primeira vez aqui... – então eu parei quando me lembrei que nunca tinha entrado em tantos detalhes sobre isso antes.

- Você pode chorar se quiser... – Claire falou suavemente, só então percebi meus olhos marejados. – Não vejo problema nenhum em homem chorar.

Eu balancei minha cabeça e me joguei no sofá que Seth e eu tínhamos levado para o quarto deles.

- Minha irmã... – minha voz falhou ao mencionar minha família. – Bom, ela é estilista e teve um evento que ela queria muito participar aqui em Nova York, um desfile... a produtora que Bella trabalhava foi a responsável pela organização e eu acompanhei Alice... essa foi a primeira vez que eu a vi, nóão chegamos nem a conversar... – eu dei de ombros. – Mas depois desse dia, eu sonhava com ela todos os dias...

- Ahh que lindo!

Eu parei e olhei pra Claire que sorria.

- Às vezes me esqueço que você é só uma adolescente... Enfim, eu sonhava com ela todos os dias, durante anos e por incrível que pareça ela também, os mesmo sonhos. – eu sorri ao me lembrar disso. – então, eu comecei a pesquisar sobre ela, ... Era uma praia ncomo poderia encontrá-la, até que achei um foto dela, no Brasil e através de Alice, eu descobri que ela tinha sido transferida para lá e bom, foi assim que nos conhecemos.

- Você foi até lá? Uauuuuuuu!

- Sim, eu fui e eu a encontrei na mesma praia da foto. Nos costumávamos ver isso como um conto de fadas. Era como se tivéssemos destinados... – agora era eu quem estava falando como um adolescente.

- Talvez vocês realmente sejam...

- Não faz diferença agora. Eu estraguei tudo e te contar tudo isso, só me faz lembrar de mais uma coisa em que errei... Nunca cheguei contar a ela tudo que o fiz para encontrá-la.

- Você é mesmo um idiota...

Claire soltou uma grande gargalhada e eu a olhei sem entender.

- Parece que a Bellinha concordar, veja só...

Então eu olhei pra barriga dela e vi um pequeno pezinho batendo contra ela.

- Ótimo, assim ela já vai nascer sabendo que o padrinho dela é um grande burro.

- Eu acho que você fala demais... Deveria agir mais. Eu não sei bem o que aconteceu sabe? Você nunca fala mesmo... Mas em vez de ficar aqui, se lamentando e tudo mais, deveria procurar por ela e explicar tudo.

- Não é tão simples assim...

- Nunca é.

Eu estava pensando mais sobre isso. É claro que eu tinha vontade, uma vontade absurdamente grande, de procurá-la e explicar tudo, cair de joelhos e implorar que ela me perdoasse, mas eu não podia. Não devia. Além do mais, ela provavelmente me odeia.

...

Eu continuei emendando um plantão atrás do outro e os poucos dias em que Aro me obrigava a passar fora do hospital, eu passava com Claire e Seth.

Já fazia quase 4 meses que eu estava em Nova York e Claire já tinha completado 7 meses de gestação, o que significava que a bebê poderia nascer a qualquer momento e como todos já sabiam, ela agora precisava de companhia e ajuda, mais do que nunca. Seth se odiava por ter que deixá-la sozinha para trabalhar e me pediu que eu ficasse com ela por mais tempo do que eu já vinha ficando.

Era bom cuidar de Claire, eu conseguia sentir como se tivesse uma família de novo, uma irmã mais nova... é claro que não gostava de pensar muito nisso, porque isso me lembrava Alice e todos eles.

Eu estava deitado sobre o colchão no chão da sala da casa de Claire, ouvindo o barulho ensurdecedor do trem que passava ao lado. Essa tinha sido a característica chave pra eu escolhesse dormir na sala. Quanto mais barulho e tumulto melhor. No silencio e na calmaria, minha mente me pregava peças e vagava por onde eu não gostaria que ela vagasse.

Mas após as conversas sobre Bella que eu tinha com Claire e Seth, nem mesmo o barulho do trem unido a minha exaustão era capaz de me fazer deixar de pensar nela, em nós, em nossos sonhos e em como poderíamos ter sido...

Eu já estava com o meu celular na mão e olhava para tela, tentando decidir se deveria ou não fazer o que meus dedos pareciam terem decidido, por contra própria, que era o certo.

Essa era sempre a minha reação depois dessas conversas. Era como se a voz de Claire ficasse ecoando pela minha mente: "Pare de reclamar e aja."

Por um lado, não existia nada que eu desejasse mais que ouvir a voz dela, falar com ela... Mas por outro, eu sabia que não deveria. Eu deveria apenas deixá-la em paz.

Bati com minha cabeça contra o colchão seguida vezes enquanto apertava o celular em minha mão. Por fim decidi que eu não poderia simplesmente ligar... O que eu diria? Como ela reagiria? Isso é se ela ainda estivesse lá... Ela estava, né?

Mas eu precisava de noticias, especialmente porque meu coração apertava angustiadamente todas às vezes que eu olhava para Claire e me lembrava dela, era como se algo no meu subconsciente me dissesse que ela não estava bem. Durante todo esse tempo longe, tudo o que eu me repetia era que essa impressão idiota era apenas meu lado egoísta tentando dar as caras e me convencer a voltar e mais uma vez estragar a vida dela.

Eu respirei fundo e encarei novamente o celular. Deixei meus dedos deslizarem pelas teclas e parei assim que li "casa", meu coração voltou a apertar e antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, eu já estava com o telefone no ouvido, escutando o telefone tocar do outro lado. Um, dois, três toques e nada. Quatro, cinco... e antes que eu me preparasse, ouvi a linda voz dela.

- Você ligou para Edward Cullen e Bella Swan, não estamos no momento...

Eu senti meu rosto sendo inundado por lágrimas. Ela ainda não tinha mudado o recado da secretaria eletrônica. Mesmo depois de 4 meses. O que isso poderia significar?

Encerrei a ligação tentando achar um significado para isso.

Talvez ela quisesse que eu voltasse, ou — e essa era a hipótese que eu tinha certeza deveria ser a correta — ela não estivesse mais lá.

- Merda! – vociferei irritado e voltando a bater com minha cabeça contra o colchão.

Continuei chorando como uma criancinha perdida, pensando em tudo.

Emmett continuava a recusar todos os meus depósitos — o que só me fazia querer ainda mais ligar para ela, nem que seja apenas para saber que está tudo bem — é claro que eu sei que, se ela ainda estiver lá, Emmett está fazendo absolutamente tudo o que eu pedi, não por mim, é claro.

Então eu voltei a vagar pelas hipóteses do que estaria acontecendo por lá.

E se ela estivesse lá e não tivesse podido atender... talvez ela tivesse conseguido um trabalho... talvez ela tivesse saído para fazer compras, ou talvez ela tivesse no banho... ou dormindo, ou ainda talvez tivesse arrumado uma nova pessoa – senti como se estivesse sendo atingido por milhares de facas afiadas ao pensar nisso. – ou talvez ela ainda estivesse doente...

O último pensamento me fez levantar de um salto e correr até a janela, apertando fortemente o meu celular. Mas se fosse isso, tenho certeza que Emmett cuidaria dela e ele me diria algo não é?

- idiota! – dei um soco contra a parede, e senti como se meus ossos estivessem quebrando.

Emmett não me diria, porque eu não disse a ele como poderia me encontrar.

Voltei a colocar o aparelho celular na orelha, agora ouvindo o toque da minha ligação pra Emmett.

- Alô... – ele respondeu serio assim que atendeu do outro lado.

- Emmett? Sou eu...

Ele ficou em silencio por um momento e eu até mesmo pensei que ele houvesse encerrado a ligação.

- Edward? – ele voltou a falar em um sussurro.

- Claro Emmet que sou eu.

- Seu filho de uma...

- Emmett, deixe pra me xingar depois, ok?

- O que você quer? Lembrou que existimos? – ele voltou a falar sussurrando.

- Por que está falando assim?

Ele não respondeu.

- Emm... olha, eu sei que deveria ter ligado antes e tudo mais, mas é...

- Mas você pensa apenas em você e não se importou com nada, nem ninguém.

Apesar de ainda estar sussurrando, eu pude sentir o rancor na voz dele.

- Você tem devolvido todos os meus depósitos, eu só queria saber se...

- Não é do seu dinheiro que precisamos Edward.

- Emmett... – eu comecei a falar, mas parei subitamente. Ele disse "precisamos", isso queria dizer que Bella ainda estava lá?

- O dinheiro não era para você Emmett.

- Não é do seu dinheiro, que ela precisa. – Ele disse praticamente vociferando, mas logo voltou a sussurrar novamente.

- Como ela está Emmett? Do que é que ela precisa, então? Eu posso arrumar, seja lá o que for e...

- Não seja tão idiota! – ele gritou do outro lado. – Merda...

Emmett ficou em silencio por um instante e eu tive a impressão de ouvi-lo dizer algo a alguém, mas sua voz tava distante o suficiente pra eu não conseguisse entender o que era.

- Preste atenção no que eu vou te dizer... – ele voltou a falar e dessa vez eu tive que me esforçar para conseguir ouvir, porque ele falava tão baixo que eu praticamente não conseguia entender nada. – Volte Edward.

- Eu não posso. Apesar de não conseguir viver sem ela, eu não posso pensar apenas em mim e...

- Vai se foder! – ele falou do outro lado. – Estou pouco me importando com você, estou dizendo para voltar porque é o que você tem que fazer...

Ele fez mais uma pausa.

- Olhe Edward... É claro que eu me importo com você... Porra, você não merece, é bem verdade, mas eu me importo, então preste bem atenção... Se você quiser ter alguma chance de que ela te perdoe algum dia, se você realmente não consegue seguir sua vida sem ela, apenas volte, antes que seja tarde demais.

- Emmett o que está acontecendo? Por que não me diz como ela está... Por favor, eu...

- Emm? Emm será que você pode me ajudar aqui...

Meu coração parou por um segundo e eu achei que não conseguiria mais respirar. A voz dela continuava tão linda e hipnotizante quanto antes, mas estava arrastada e ela parecia falar com certa dificuldade.

- Eu já estou indo Bells... – ouvi Emmett falar em seu tom de voz normal.

- Isso é tudo o que posso te dizer sem que ela me odeie também... – ele voltou a sussurrar ao telefone. – Não vai ser fácil... Mas você precisa voltar.

Ele fez mais uma pausa.

- Ela não te odiava Edward... – ele voltou a falar. -... Mas está muito próximo disso se tornar uma realidade, então se você quer evitar isso, volte logo porra.

- Emmett? Eu...

- Bella! – ele voltou a falar com a voz agoniada. – eu já vou ajudá-la a se levantar, pode ficar quietinha só um pouquinho?

- Emmett? O que está acontecendo aí... O que ela tem? Por que você tem que ajudá-la a se levantar? Emmett?

Ele simplesmente encerrou a ligação, sem responder nenhuma das minhas perguntas e eu me vi jogando meu corpo inútil no chão.



Notas finais
Olá,
Como estão?
Bom, eu tenho um recadinho:
Eu criei um group no Facebook porque vasculhando meus PC encontrei algumas coisas legais que gostaria de dividir com vocês. Entre essas coisas legais eu achei meus rascunhos de uma outra versão da fase II de Stars - que pode agradar algumas de vocês, afinal os acontecimentos são diferentes e muitas imagens de Survivor.
Então, se você tiver interesse em fazer parte do group, por favor, add o meu perfil (Tatiana Oliveira Fanfics) e eu vou te add ao group.