Surviving On The Hell - Gay Romance
16 Uma Leve Aproximação
Notas iniciais
Depois de Jordan arrastar Brandon para o inicio da floresta, o oriental finalmente parou de andar e soltou o braço do maior, que o encarava sem jeito.
― Pode mandar ver. ― Jordan pediu esticando sua perna para que o branquelo urinasse na mesma.
― Jordan, de coração, eu não estou confortável em fazer isso. Me desculpa. ― Brandon admitiu envergonhado.
― Qual e maninho? O que tá pegando. ― Jordan perguntou confuso.
― Eu só não me sinto confortável. Eu tenho vergonha. ― O branquelo desviou o olhar desconcertado.
― Você sabe que não precisa ter vergonha não é? Vamos fazer o seguinte. ― Jordan falou chamando a atenção do maior.
O oriental começou, com um pouco de dificuldade, retirar sua cueca, ou melhor, a cueca de Pablo que ele estava utilizando, ficando completamente nu na frente do branquelo que arregalou os olhos e sentindo as maçãs de seu rosto esquentarem com a vergonha.
― Prontinho. Agora eu também estou pelado e você não precisa mais ter vergonha. ― O menor falou sorridente enquanto Brandon fazia o maior esforço para olhar no rosto e não na intimidade exposta do amigo.
― Você tem probleminha? Agora que eu estou ainda mais envergonhado. ― O branquelo falou indignado, enquanto Jordan ria do garoto.
― Vai me dizer que nudez o deixa desconfortável? Ou será que é a minha em especial? ― Jordan sorriu sugestivo.
― Cala a boca, qualquer nudez me deixa sem jeito. ― Brandon explicou ficando ainda mais rubro.
― Não faz muito sentido, afinal você já me viu pelado várias vezes. ― Jordan deu de ombros.
Embora o maior tenha soado confiante, ele talvez não estivesse cem por cento certo disso, pois já vira outros homens nus anteriormente em sua vida e em nenhum momento ele se sentira dessa maneira. Sim, ele ficava com vergonha, mas agora seu corpo estava reagindo à isso. Mais precisamente em suas partes baixas, o que o deixou ainda mais desconfortável.
― Qual é. Sou apenas eu aqui. Não tem por que ter vergonha. Pensa que eu sou seu paciente e que você está apenas cuidando de mim. ― Jordan pediu. ― Isso é pelo bem da ciência e da medicina. ― Sorriu cara-de-pau, para o branquelo que revirou os olhos com a ousadia dele.
Brandon não estava querendo dar o braço a torcer, ainda mais pelo fato de que ele estava com o pênis ereto e isso, além de ser constrangedor e uma grande delação de sua condição e insegurança, ainda dificultaria ele urinar na perna do garoto.
― É melhor deixar pra lá. Faça isso você mesmo. Eu não estou me sentindo muito bem com essa situação. ― O branquelo falou, fazendo menção de dar as costas ao amigo, porém este lhe chamou a atenção.
― Que tal a gente fazer um jogo? ― Jordan anuiu pensativo, enquanto Brandon o encarava desconfiado.
― Que tipo de jogo? ― O maior franziu o cenho.
― Que tal uma brincadeira de perguntas ou respostas. Isso vai tornar as coisas mais interessantes e eu aproveito isso para entender melhor como funciona essa sua cabecinha sistemática. ― O oriental sorriu provocativo.
― E como isso vai funcionar exatamente? ― Brandon indagou curioso.
― Você vai me fazer perguntas aleatórias, mas eu preferiria que fossem a seu respeito, para que eu possa te conhecer melhor. E eu farei o mesmo. Quem acertar, tem que fazer o que o outro pedir. ― Jordan explicou fazendo o branquelo arregalar as orbes em desespero.
― Nunca. Jamais. Eu não sou o Pablo sabia? Ele que é idiota e facilmente manipulável. ― Brandon disse exasperado.
Longe dali...
― Atchim! ― Pablo espirrou, coçando o nariz em seguida. ― Acho que alguém deve estar falando de mim em algum lugar. ― O loiro anuiu pensativo. ― Deve ser alguma menina com saudades do papai aqui. ― Deu de ombros em seguida com um sorriso convencido nos lábios.
Voltando à floresta...
― Qual é maninho? O que você tem a perder? Está com medinho? ― Jordan provocou.
― Eu já disse que eu não sou o Pablo, isso não funciona comigo. ― Brandon revirou os olhos.
― Tudo bem então... ― Jordan falou abaixando o olhar, com uma expressão triste no rosto. ― Eu sinceramente pensei que pudesse contar com você. Ainda mais num assunto médico. Pelo visto me enganei. ― Jordan falou tentando colocar sua cueca com um pouco de dificuldade.
Brandon ficou olhando a cena do oriental chateado e se sentiu mal por isso. O mesmo suspirou frustrado e decidiu concordar em ajudar o oriental.
― Tudo bem. Você venceu. ― Falou com um mínimo sorriso.
― Então quem começa? ― Jordan mudou sua expressão em milésimos, assumindo um sorriso convencido e uma nova expressão de quem acabara de aprontar, o que deixou o maior indignado.
― Seu fingido. Eu não acredito que você me enganou. ― O branquelo disse frustrado, sentindo uma imensa vontade de dar uns tapas na cabeça do menor.
Na de cima, só para que fique claro.
― Não pode voltar atrás. ― Jordan deu de ombros. ― Você pode não ser a loira, mas com certeza é manipulável. ― Continuou em seguida.
― Vai tomar no cu. ― Brandon disse emburrado.
― Enfim. Você prefere começar, ou eu começo? ― Jordan perguntou empolgado.
― Eu começo, óbvio. ― Brandon disse apressado.
― Então manda ver. ― O oriental anuiu despreocupado. ― Só não trapaceie com coisas que não tem como eu saber. Jogue limpo. ― Advertiu sério.
― Tudo bem então. Qual é o meu gênero de filme favorito? ― Brandon indagou incerto, pois não sabia muito bem quais perguntas escolher.
― Você tem cara de quem gosta de filmes de terror. Acertei? ― O menor respondeu com curiosidade.
― Droga. ― O branquelo murmurou frustrado, enquanto Jordan comemorava.
― Parece que eu ganhei. Tire sua camiseta. ― O oriental pediu apontando para a peça no corpo do maior.
― É o quê? ― Brandon gritou exasperado.
― Está surdo maninho. Tira sua camiseta. Eu acertei a pergunta e agora você faz o que eu pedir. ― Jordan respondeu óbvio.
Brandon obedeceu, mesmo que a contragosto, apenas por ser um homem de palavra. O branquelo, com um pouco de vergonha, ou melhor, muita vergonha começou a retirar a peça de roupa pedida pelo oriental. Seu peitoral magro, mas ainda contendo alguns músculos definidos, estavam expostos e ele sentia seu rosto esquentar sob o olhar de Jordan pelo seu corpo.
O oriental sorria para a cena à sua frente, mas aquela era apenas a primeira etapa de muitas que ele pretendia conseguir.
― Por que você está tão envergonhado sendo que eu já te vi apenas de cueca duas vezes? Você, por enquanto, está apenas sem camisa. ― Jordan pediu confuso.
― Por enquanto? ― O branquelo indagou exasperado.
― Enfim? Onde paramos? ― O menor fingiu confusão.
― Cala a boca e faz logo sua pergunta. ― Brandon pediu incomodado.
― Tudo bem. ― O oriental concordou sorrindo de lado. ― Qual é o meu prato favorito? ― Perguntou encarando o maior à sua frente.
― Não sei... Sushi? ― Arriscou inseguro.
― Eu esperava que o Pablo dissesse algo do tipo. Eu sou coreano lembra? Sushi é um prato japonês. ― Jordan revirou os olhos. ― E mesmo que tentasse um prato da Coréia, iria errar de qualquer forma, pois meu prato predileto é Strogonff com batata palha. ― Falou empolgado por ter novamente ganhado.
― Que seja. ― Brandon disse desanimado por ter perdido mais uma vez.
― Agora eu quero que você tire a calça. ― Jordan pediu, apontando para a mesma, deixando o branquelo ainda mais desconfortável com a situação, se é que isso ainda era possível.
Brandon concordou com a cabeça, retirando sua calça jeans e ficando apenas de cueca na frente do menor que sorrir maroto ao reparar na mesma.
― Parece que alguém está animadinho não é mesmo? Por que a barraca está armada? Alguém vai acampar? ― O oriental provocou, recebendo um dedo médio como resposta.
― A minha mão vai acampar na sua cara se você não calar a boca. É ereção matinal, idiota. ― Brandon mentiu envergonhado, afinal não era bem por isso que seu pênis estava ereto.
― Na minha terra isso se chama outra coisa. ― Jordan disse com um sorriso maroto.
― Minha vez. ― O branquelo mudou o rumo da conversa. ― Quanto eu tenho de altura? ― Brandon perguntou sério, fazendo o outro ponderar pensativo.
― Como é que eu vou saber? ― Jordan pediu confuso.
― Se vira. ― Brandon deu de ombros.
― Não sei... Que tal um metro e oitenta. ― O oriental arriscou incerto.
― Errou feio, errou rude. ― Brandon sorriu vingativo. ― Eu tenho um metro e oitenta e cinco. ― Respondeu em seguida.
― E o que é que você quer? ― Jordan perguntou inconformado.
― Não ter que mijar na sua perna. ― O branquelo disse óbvio.
― Nem vem, que essa não vale. Lembra que o intuito da brincadeira é você fazer isso no final. Não pode acertar apenas uma pergunta e querer ir embora. ― O oriental falou revirando os olhos.
― Então eu prefiro guardar o meu pedido para uma hora mais apropriada ou quando eu precisar. ― Brandon deu de ombros.
― Se você diz. Agora é minha vez. ― Jordan concordou despreocupado. ― Qual é o tamanho do meu pau? ― Perguntou com um sorriso sacana nos lábios.
― Como é que eu vou saber? ― Brandon pediu desesperado, sentindo seu sangue ferver nas bochechas.
― Se vira. ― Jordan devolveu com um sorriso venenoso. ― Se quiser eu deixo você chegar mais perto apenas para medir pessoalmente. ― Provocou, apontando para o membro que ainda não estava ereto, mas estava “meia bomba”.
― Quer saber? ― Brandon suspirou frustrado, sacando seu pênis ereto.
Jordan sorriu satisfeito quando o branquelo começou, com um pouco de dificuldade por conta da ereção, urinar em sua perna. Os jatos saiam em várias direções, mas o objetivo, que era a perna do menor, foi atingido o que foi o suficiente para que a tarefa fosse concluída.
O oriental ficou encarando corpo de Brandon e não conseguiu entender o motivo da vergonha. Brandon, embora fosse magro, tinha um belo corpo. Era magro, com alguns músculos visíveis que o complementavam, num tom de pele pálido, com costas largas com varias manchas e algumas espinhas, o que não alteravam a beleza e dava até mais charme já que fugia o padrãozinho da sociedade. Sua barriga era chapada, sem os famigerados e famosos gominhos, por conta do corpo magro do mesmo, e havia uma discreta, mas perceptível trilha de pelos “loiros” que guiavam do umbigo até a pelves dele. Seu pênis era de um tamanho considerável, aproximadamente uns dezesseis centímetros, nada fora do comum e com alguns pelos ralos em volta.
― Você tem um corpo muito bonito sabia? ― Jordan falou tranquilo, apenas como um elogio e sem maldades ou segundas intenções.
― Obrigado. ― Brandon disse acanhado, guardando seu pênis dentro da cueca e se afastando do oriental. ― Já fiz o que você havia pedido. Não há mais necessidade dessa brincadeira idiota. ― Explicou colocando sua camiseta.
― Por que você está tão nervoso? Não é a primeira vez que isso acontece. Só não estou conseguindo determinar o padrão. ― Jordan arriscou se aproximando novamente do branquelo.
O menor segurou nos braços do amigo, o que deixou o outro tenso com a proximidade e o toque. Jordan encarava Brandon nos olhos e seu olhar tinha certa curiosidade, enquanto o branquelo estava desconfortável e nervoso. Um sorriso leve brotou no rosto de Jordan quando ele começou a mover a mão de Brandon, calma e lentamente, até o próprio membro, enquanto que com a sua outra ele levou até o cós da cueca do maior para então ele começar a descer devagar.
Brandon, embora inseguro, não demonstrou qualquer aversão às intenções do oriental, deixando sua mão ser guiada até o membro do amigo. Com um pouco de delicadeza ele segurou no pênis do oriental como se fosse a coisa mais frágil do mundo. Ele não exerceu nenhum movimento. Apenas ficou com a mão lá parada envolvendo o membro alheio com seus dedos. A medida que os segundos passavam, Brandon podia sentir que o pênis de Jordan ia crescendo ao ficar ereto.
Depois de abaixar a cueca do branquelo o suficiente para que seu sexo ficasse exposto, Jordan soltou o braço de Brandon e o levou até o membro do maior, acariciando o mesmo com cuidado.
Em nenhum momento a conexão dos olhares foram quebradas e Jordan estava atento a todas as reações alheias. Era a primeira vez que o oriental fazia algo do gênero, ainda mais sendo uma pessoa do mesmo sexo, mas aquilo estava lhe sendo interessante.
Jordan começou a estimular o pênis de Brandon suavemente, esperando que o amigo lhe fizesse o mesmo, o que realmente aconteceu. Brandon começou um vai e vem descoordenado e desajeitado em Jordan que começou a movimentar o quadril tentando marcar um ritmo, enquanto ele empenhava no amigo com um pouco mais de destreza e coordenação.
Ambos começaram a soltar alguns gemidos abafados, enquanto continuavam um encarando os olhos do outro. Os movimentos das mãos já não estavam mais tão tímidos, porém um som fez o “clima” se quebrar, fazendo ambos largar o membro um do outro e Brandon ficar praticamente petrificado no lugar enquanto Jordan bufava irritado.
― Hey panacas, estão dando por algum acaso? ― Os dois conseguiram escutar a voz do Pablo um pouco distante, o que fez Brandon entrar em pânico e Jordan revirar os olhos.
― Eu estou pelado aqui loira. O Brandon está mijando na minha perna. Você realmente quer vir aqui ver? ― Jordan gritou para que o loiro escutasse.
― Dispenso. Só parem de viadagem e vem logo, pois temos coisas para resolver. Seus esquisitos. ― O loiro gritou de onde estava, voltando para a tenda.
― Essa foi por pouco. ― O branquelo suspirou aliviado.
― Então, onde a gente estava? ― O oriental sorriu para o maior à sua frente, pegando em seu pênis novamente.
― Tu tem demência? ― Brandon disse se desvencilhando do toque do menor.
― Qual é o problema? ― Jordan disse confuso.
― A gente não deveria ter feito isso. Você é louco? Quase fomos pegos. ― Brandon ralhava exasperado.
― O problema está no fato da gente quase ter sido flagrado pela loira ou o que estávamos fazendo em si? ― Jordan perguntou curioso.
― Nos dois. Eu não sei o que deu em você pra começar uma coisa dessas. Isso não pode se repetir. Nunca. ― Brandon falava bravo enquanto vestia sua calça.
― Eu não te forcei a nada lembra? E pelo que eu me lembro você estava gostando. ― Jordan falou confuso.
― Eu não disse isso. ― O branquelo suspirou frustrado. ― Foi um erro e não pode voltar a se repetir. ― Explicou em seguida.
― Brandon... ― O oriental bufou sem concordar com o amigo. ― Qual é o real problema nisso tudo. Você tem medo do que vão pensar? ― Perguntou curioso.
― Não é esse o problema. Isso que a gente fez não é uma coisa comum de dois amigos se fazerem. Não quero estragar nossa amizade e nem que fique um clima estranho entre nós. Lembra o show do Pablo ontem? ― Brandon ressaltou sério.
― Mas pelo que eu me lembre, você ficou estranho comigo. E depois diz que não é influenciável. Você vive pensando no que os outros vão dizer. ― Jordan cruzou os braços.
― Vai me dizer que você acha isso o que acabou de acontecer algo normal? ― O maior pediu indignado.
― Caralho, até parece o Pablo falando. ― Jordan revirou os olhos. ― Somos apenas dois amigos saciando suas necessidades físicas. Eu sou cem porcento confiante e seguro da minha sexualidade e não tem nada que vá mudar isso. ― Falou tranquilamente, de maneira convincente.
― Eu também sou tranquilo com minha sexualidade. ― Brandon deu de ombros. ― Mas o problema são os outros e não eu. ― Continuou em seguida.
― Me poupe maninho. Se você ficar neurótico por causa de terceiros, ainda mais se forem gente como a loira, tu só vai tomar no cu. Apenas relaxa e goza. Literalmente. ― Jordan sorriu travesso.
― Tu tem certeza que não é gay? ― Brandon perguntou incrédulo.
― Absoluta. É tudo na brotheragem. Somos apenas dois amigos sanando curiosidades e matando tesão. ― O menor disse despreocupado.
― EW! ― Brandon reclamou com uma careta. ― Então se divirta se masturbando que eu tô caindo fora. ― Falou dando as costas.
― Eu não quero bater punheta. Não vai ser tão gostoso quanto quando você estava fazendo. ― Jordan reclamou manhoso.
Brandon começou a caminhar sem nem olhar pra trás, deixando Jordan indignado e frustrado por conta de sua ereção.
― É sério que você vai me deixar nesse estado? ― Jordan gritou reclamando.
― Se vira. ― Brandon deu de ombros continuando sua caminhada.
― Eu vou matar aquele loiro filho de uma puta. ― O oriental recamou vestindo sua cueca novamente e seguindo Brandon.
##
Brandon estava se sentindo estranho depois de os acontecimentos na floresta com Jordan enquanto o oriental estava na agua, aparentemente tomando banho, pelado como sempre.
Eron estava conversando com Pablo sobre a melhor coisa a se fazer caso realmente chovesse e Pablo pensava nas opções que tinham.
― Será que aquela marmota vai demorar? ― O loiro bufou impaciente.
― Ele está tomando banho. Calma aí. ― Eron riu do maior.
― Ele está a quase meia hora na agua. Quem é que demora no banho? Deve estar descabelando o palhaço isso sim. ― Pablo revirou os olhos, chamando a atenção de Brandon por conta do termo.
― Por que ele faria isso à essa hora da manhã? ― O branquelo perguntou inseguro, com medo do loiro ter visto algo na floresta.
― Porque ele é um doente? ― O loiro respondeu óbvio. ― É melhor tomar cuidado, pois tu fica passando tempo demais com ele e pode se contagiar. ― Alfinetou em seguida com um sorriso provocativo.
― Cala a boca para eu gostar mais de você. ― Eron revirou os olhos, mas sorriu em seguida.
― Não enche magrelo. ― O maior deu de ombros, mas não conseguiu deixar de rir da ousadia do moreno.
― Eron! ― Jordan gritou da agua, chamando a atenção de todos.
― Oi? ― O moreno respondeu se aproximando da orla.
― Vem cá comigo? ― Ele chamou sorrindo.
― Pra quê? ― Tanto Brandon quanto Pablo disseram uníssonos.
― Eu já tomei banho. ― Eron respondeu confuso.
― O que esse doido está querendo com o magrelo? ― Pablo sussurrou para Brandon.
― Eu não faço ideia. ― O branquelo sussurrou de volta se sentindo um pouco desconfortável.
― Não é isso. Eu vou ensinar você a nadar. ― O oriental sorriu tranquilo.
― Não acho que seja uma boa ideia Eron. ― Brandon ponderou vendo a movimentação das ondas e o forte vento que soprava, deixando o mar ainda mais agitado.
As nuvens negras estavam cada vez mais tomando conta do céu e o vento ajudava a acelerar isso.
― Vai dar merda isso aí. Tu realmente vai confiar nele para te ensinar a nadar? ― Pablo indagou cabreiro.
― Como assim? ― O mais velho perguntou confuso.
― Primeiro que é do Japa que a gente está falando. Ele é um imbecil idiota que não tem responsabilidade alguma. ― Pablo disse óbvio. ― E depois que com a perna dele naquela situação, se algo acontecer com você ele não terá como te ajudar. ― Explicou em seguida.
― Tirando a primeira parte, eu concordo com o Pablo. Não sei se é uma boa hora pra isso. ― Brandon falou na sequência.
― Vem logo Eron. ― Jordan gritou impaciente.
― Acho que eu vou gente. Eu quero aprender a nadar e eu peço para ele me ensinar na parte mais rasa da agua. ― Eron deu de ombros.
Pablo e Brandon suspiraram, porém respeitaram a decisão do menor, ou pelo menos Brandon respeitou, já que Pablo ainda não concordava com a situação.
Eron começou a se despir, ficando apenas de cueca e entrou no mar. A agua estava mais agradável do que quando ele se banhou mais cedo, embora as ondas estavam um pouco mais fortes. Ele se aproximou de Jordan esperando a primeira ação do menor.
― Que bom que veio. ― O oriental sorriu para o amigo.
― Por que decidiu me ensinar a nadar logo agora? ― O moreno perguntou curioso.
― Qualquer hora é boa para aprender a nadar. ― Jordan deu de ombros. ― E como eu estava um pouco entediado, resolvi matar o tempo com algo útil. ― Explicou em seguida.
― Tudo bem então. O que eu preciso fazer. ― Eron perguntou ansioso, porém ainda assim um pouco nervoso por causa das ondas se quebrando próximo à eles.
― Você tem que levantar a sua mão e movimente ela na agua em torno de si mesmo. ― Jordan explicou paciente.
Eron tentou fazer o que o oriental havia pedido. Ele deu um impulso na agua e começou a movimentar seus braços trazendo a agua ao seu redor, porém ele afundou, subindo logo em seguida com a respiração ofegante e um pouco assustado.
― Você precisa boiar. ― O menor disse rindo da cara do amigo.
― Boiar? ― O moreno perguntou confuso.
― Sim. Sabe? ― Jordan pediu encarando as orbes azuis do amigo.
― Não. ― Eron respondeu sincero.
― Venha até aqui. ― Jordan pediu e o mais novo se aproximou dele.
Jordan colocou uma mão no peito do moreno e a outra em suas costas forçando o garoto se deitar sobre a agua. Com a mão que estava no peito, o oriental usou para que o garoto não afundasse e a outra que estava nas costas ele levou para de baixo do mesmo, com a intensão de segurar na perna dele, porém ele calculou mal e acabou colocando a mão sobre o membro de Eron e travou a respiração.
― Viu? Você tem que flutuar sobre a agua não se deixando afundar. Isso é boiar. ― Jordan explicou ao amigo.
Eron estava começando a sentir um formigamento naquela região onde o mais velho estava com a mão e começou a forçar a sua mente a pensar em algo para não ficar excitado. Jordan percebendo onde estava com sua mão, tirou-a daquele local sem aviso algum fazendo com que Eron afundasse do nada deixando-o assustado.
Em seguida, uma forte onda se quebrou sobre os dois, pegando-os de surpresa. Jordan emergiu logo após o susto, porém Eron não surgiu sob seu campo de visão o que deixou o menor preocupado.
― Eron? ― O oriental chamou sentindo o desespero tomar conta. ― Eron, aparece que isso não tem graça? ― Chamou gritou ainda mais desesperado.
Quando Pablo viu o moreno afundar, ele não pensou duas vezes antes de correr em direção aos garotos e ficou ainda mais irritado quando escutou o desespero de Jordan que chamava por Eron.
O loiro rapidamente mergulhou e puxou Eron bruscamente com os braços. O moreno estava atordoado e respirando com dificuldade.
― Meu deus. Ele está bem? ― Jordan pediu preocupado.
― Não graças à você. ― O loiro bufou frustrado, correndo com o garoto em seus braços para fora da agua.
― O que aconteceu? ― Brandon escutou a gritaria e correu curioso em direção aos garotos.
― O Japa deixou ele se afogar. ― Pablo vociferou encarando o oriental com um olhar assassino.
― Não foi culpa minha. A onda pegou a gente de surpresa. ― Jordan se explicou assustado.
― Você está bem? ― Brandon indagou preocupado.
― Eu estou legal. ― Eron deu um sorriso triste para o garoto.
― Qual é o seu problema? Você não consegue nem cuidar de você mesmo e ainda arrasta ele junto pro mar violento? ― Pablo empurrou Jordan com força, fazendo o mesmo se desequilibrar.
― Não foi minha culpa. Eu não fiz por mal. ― Jordan tentou se defender.
Brandon resolveu intervir na discussão dos dois antes que ela piorasse ou rolasse até mesmo uma agressão física. Todos estavam concentrados na briga, porém um forte barulho, seguido de um clarão surgiu, além de um grito que chamou a atenção de todos. Ao olharem para trás, Eron estava estirado no chão e fumaça saia de seu corpo, deixando todos aflitos.
Ele havia sido atingido por um raio.
― Eron! ― O loiro gritou correndo até o mesmo e chacoalhando seu corpo, porém não obteve nenhuma resposta. ― Ele não está respirando. ― Falou em desespero, colocando Eron na areia.
― Como que caiu um raio nele? Isso é loucura. ― Jordan falou se aproximando.
— Foi apenas m reflexo. — Brandon respondeu se assustando com outro relâmpago que cruzou o céu.
― Isso não importa. Faz aquilo que você fez no peito dele quando ele não estava respirando no avião. ― Pablo pediu alarmado para Brandon. ― Rápido! ― Gritou quando viu que o branquelo não se mexia por estar desnorteado.
― Deixa que eu faço respiração boca a boca nele. ― Jordan falou rapidamente assim que viu Brandon iniciar a massagem cardíaca.
― Você some daqui. Você já fez o suficiente. Se não fosse por sua culpa com a ideia idiota de ensinar ele a nadar nada disso teria acontecido. ― Pablo vociferou para o mais velho que arregalou os olhos. ― Deixa que eu cuido disso. ― Falou na sequência.
― Pega o kit de primeiro socorros lá na mala. ― Brandon pediu ao amigo que correu para atender o pedido.
O branquelo continuou a massagem cardíaca, enquanto Pablo fazia a respiração boca a boca em Eron, porém o moreno não reagia a nenhum dos estímulos. Alguns minutos de passaram e Jordan já havia retornado com o kit, mas Eron ainda não respirava e não esboçava nenhum sinal de vida.
Uma chuva leve caia sobre os garotos, deixando seus corpos completamente ensopados e vários trovões ecoavam pelo local deixando os garotos ainda mais assustados com medo de que outro raio caísse.
― Qual é magrelo, não faz isso comigo. ― Pablo falou nervoso, no ápice do desespero.
Os olhos do loiro começaram a arder e alguns flashs de seu pesadelo lhe vieram e mente. Jordan assistia a cena se sentindo culpado, enquanto Brandon focava em reanimar o garoto.
― Por que isso não está adiantando? ― Pablo disse depois de novamente puxar o ar pela boca de Eron. ― Eu juro que se o magrelo morrer, eu acabo com a sua vida Jordan. ― Pablo falou olhando com raiva para o oriental.
Os olhos do loiro começaram a marejar, embora não fosse tão perceptível já que a chuva disfarçava. O mesmo tentava manter o foco no moreno, tentando camuflar suas emoções para não perder a cabeça. Novamente ele aproximou seus lábios dos do menor e com o máximo de força em seus pulmões ele puxou o ar dos pulmões do mesmo, mas novamente não houve nenhuma reação.
― Já era. ― Brandon suspirou cansado, sentindo as lagrimas tomarem conta de seu rosto junto com a chuva.
― Não. Você não pode desistir dele. A gente não pode deixar ele assim. ― Pablo falou exasperado, sentindo lagrimas queimarem suas bochechas.
― Não tem o que fazer Pablo. Ele não responde. Ele a descarga elétrica deve ter sido muito forte. ― Brandon falou desviando o olhar dos garotos.
― Meu deus, isso tudo é culpa minha. ― Jordan também chorava.
― Não, eu não vou deixar ele. ― Pablo falou tomando o lugar de Brandon e iniciando a massagem cardíaca em Eron, para a surpresa dos dois presentes.
― Pablo... ― Jordan tentou se aproximar do mais novo e colocar a mão em seus ombros, mas o mesmo se desvencilhou do toque com raiva.
― Ele não morreu. Eu não vou desistir dele. ― O loiro disse em desespero.
Pablo continuou a pressionar o peito do moreno com força, tentando manter o ritmo de uma respiração. Cada vez ele empunhava mais força nos movimentos enquanto suas lagrimas caiam no peito de Eron junto com a chuva.
― Qual é magrelo. Tu escala arvores, monta barracas, pula de lugares altos e faz um monte de outras coisas inúteis. ― Pablo falava entre as lagrimas. ― Não vai embora ainda. A gente vai sair daqui juntos. Tu vai voltar para a sua mãe, vai conhecer alguém legal, vai perder a virgindade e dar o seu primeiro beijo. ― O loiro continuou perdendo as esperanças.
― Pablo. ― Brandon chamou o loiro com a voz pesarosa.
― Ele vai sobreviver. Ele ainda vai me encher muito o saco. Ele vai vir com comentários desnecessários e vai cuidar de mim, mesmo comigo sendo um ingrato filho da puta. Ele vai ajudar todo mundo mesmo sem esperar nada em troca porque ele é o cara mais trouxa e ao mesmo tempo mais legal que a gente conhece. ― Pablo chorava sem pudor algum enquanto continuava.
― Ele morreu Pablo. Não tem o que fazer. ― Brandon tentou consolar o menor, mesmo estando inconsolável.
― Não! Ele não morreu. ― Pablo gritou em plenos pulmões assustando Brandon e Jordan. ― Ele não pode. A gente precisa dele. Eu preciso dele. ― Continuou em seguida. ― Acorda Magrelo!
Pablo estava tão frustrado que num surto de raiva, ele deu um murro com tanta força no peito de Eron que este reagiu tossindo tentando recuperar o folego. O mesmo olhou para os lados encontrando os garotos chorando e assustados ao mesmo tempo e ambos olhavam para ele.
― Tem alguma coisa queimando? ― O moreno perguntou confuso.
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