Surviving On The Hell - Gay Romance
1 Destino
Notas iniciais
Capítulo 01:
Embora em Washington DC a estação do momento fosse o verão, o dia amanhecera com um clima ligeiramente frio. Os fracos raios de sol, embora não emanasse muito calor, ainda tinha a capacidade de iluminar os céus de maneira eficiente, ao que algumas nuvens negras começavam a se formar lentamente, cobrindo o mesmo pouco a pouco e preocupando algumas pessoas que já estavam acordadas e assistiam com desânimo o tempo se fechar.
O que não era o caso de Eron James Burton, já que esse dormia como uma pedra...
O moreno estava todo esparramado no sofá de sua sala, da maneira que podia, já que ele era relativamente maior que o item em questão. Ele não chegava a roncar, porém um leve assovio era audível conforme respirava e se encontrava num sono tão pesado que um rastro de baba chegava a escorrer de sua boca até seu travesseiro enquanto ele murmurava palavras desconexas por conta do sono que estava tendo.
― Eron, está na hora de levantar. ― Sua mãe, Katherine, lhe chamou de maneira não muito gentil enquanto chacoalhava o mesmo. ― Anda logo filho. Ninguém mandou ficar assistindo séries até tarde da noite. Eu avisei que você precisava de uma boa noite de sono. ― Insistiu sem muita paciência.
O mais novo se mantinha na mesma posição, não movendo um musculo sequer, deixando Katherine frustrada com a situação. A mesma o encarou pensativa, e com um sorriso discreto nos lábios ela o puxou bruscamente fazendo-o cair do sofá. Já no chão, Eron olhava assustado para os lados tentando entender o que aconteceu e ao se dar conta, o garoto olhou para sua mãe com confusão nos olhos.
― Isso era mesmo necessário? Por que não agir como uma pessoa normal e me acordar apenas me chamando? ― O moreno perguntou indignado, fazendo a mulher revirar seus olhos.
― Como seu eu já não tivesse tentado isso. ― Falou ríspida. ― Agora vá logo se arrumar, pois não podemos nos atrasar. ― Finalizou indo em direção à cozinha preparar o café da manhã.
Eron se levantou com um pouco de dificuldade, afinal o sono ainda predominava cada célula de seu corpo. Depois de um longo bocejo acompanhado de uma também longa espreguiçada, o moreno se dirigiu ao banheiro que ficava no final do corredor de sua casa, entrando no mesmo e trancando a porta, por motivos de segurança afinal aquela casa não era muito conhecida no quesito privacidade. Ele retirou suas roupas, colocando-as no cesto de roupas sujas e em seguida rumou-se ao vaso sanitário para aliviar-se, já que passara a madrugada toda bebendo refrigerante, não indo ao banheiro vez alguma.
Depois de feito, o garoto foi em direção ao espelho do banheiro onde ficou encarando seu reflexo por algum tempo. Ele estava com seus cabelos desgrenhados e sua cara estava levemente amassada por conta da maneira que ele dormira no sofá, além de um pequeno, porém perceptível, rastro de saliva seca no canto esquerdo de sua boca. Embora Eron risse da atual situação em que se encontrava, o moreno se considerava uma pessoa bonita. Ele não era muito alto, com seus um metro e setenta e cinco de altura, e também não era musculoso. Ele tinha um corpo magro e liso, pois mesmo que quisesse, seus pelos só nasciam em baixo de suas axilas e nas regiões baixas, regiões essa que nasciam em excesso em sua opinião. Seus cabelos eram castanhos escuros, o que fazia um enorme contraste com sua pele pálida e seus olhos azuis. Um “projeto de barba” se formava em seu rosto, deixando ele com uma aparência mais séria e madura, o que ele tentava ser na maior parte do tempo, pois não tinha intimidade com muitas pessoas para mostrar o seu lado descontraído e brincalhão. Ele não chegava a ser a pessoa mais linda de sua cidade, na verdade ele não estava nem perto disso, porém ainda assim ele era um jovem atraente aos olhos de algumas pessoas e ele se sentia bem com o seu corpo, embora fosse extremamente tímido e reservado.
Depois de escovar seus dentes, o moreno se direcionou ao chuveiro, regulando a temperatura para que ela ficasse o mais agradável possível, para que dessa maneira ele finalmente tomasse um banho e finalizasse toda sua higiene matinal. Pensamentos lampejam em sua mente com imagens do que ele imaginava que iria ser nesse intercâmbio: conhecer pessoas novas e ir para um lugar novo, coisa que parecia tão inusitada que fazia Eron ficar mais ansioso, porém o outro lado de seu coração apertava quando ele lembrava que não veria mais sua mãe todos os dias e que não poderia mais se esconder sob suas saias já que ela estaria a quilômetros de distancia e isso seria um grande desafio.
Depois de pronto, Eron saiu do banheiro com sua toalha enrolada na cintura, seguindo em direção ao seu quarto para vestir sua roupa, na qual ele havia separado desde a noite passada, afinal aquele dia, além de ser muito especial, marcava um enorme passo no futuro do garoto, além de ser uma experiência que lhe ajudaria e muito. O moreno havia ganhado em sua escola, entre muitos outros participantes, a chance de fazer sua faculdade em outro país, Inglaterra para ser mais específico. Ele ficaria hospedado no dormitório da universidade de lá e passaria aproximadamente cinco anos no local, onde estaria cursando a faculdade de arquitetura na melhor universidade do país, coisa que conseguiu com muito esforço e dedicação. Essa oportunidade, em sua mente, mudaria sua vida para sempre. Eron só não sabia que realmente estava certo, mas não pelos motivos que pensava.
O moreno já havia preparado sua mala com antecedência e aguardava ansiosamente o dia em que viajaria para o Reino Unido, que no caso era hoje. Não estava aguentando mais sua ansiedade, deixando-o cada vez mais inquieto. Ele se dirigiu à cozinha para fazer companhia para sua mãe. A mesma estava muito feliz com a oportunidade que o filho ganhara, afinal eles não tinham muitas condições de bancar uma faculdade para o garoto. Katherine sentiria falta de seu filho sim, mas seu futuro era muito mais importante que a saudades que ela poderia amenizar algumas vezes por ano durante as férias.
Eron se alimentou muito pouco, já que não tinha fome. O garoto só queria ir logo para o aeroporto para iniciar uma nova jornada.
― Você se despediu dos seus amigos filho? ― Sua mãe perguntou aleatoriamente, fazendo o moreno arquear as sobrancelhas.
― Você sabe que eu não tenho tantos amigos mãe. ― Eron deu de ombros. — Mas eu me despedi da Kassie e do Trevor. — Continuou em seguida.
Tal fato chegou a incomodar o mais novo por muito tempo, porém depois de certo ponto, isso não fazia mais diferença para ele que se acostumou apenas com a companhia de sua mãe, que apesar de ser um pouco louca, era a melhor amiga e companheira que ele possuía. De qualquer modo, Kassie e Trevor eram irmãos gêmeos que simpatizavam com o moreno, chegando a chama-lo de amigo algumas vezes, embora Katherine achasse que os dois eram meio loucos.
― Agora que você está indo para um lugar novo, você vai conhecer pessoas novas e quando eles perceberem a pessoa maravilhosa que você é, com certeza eles vão fazer fila para serem seus amigos. ― Katherine disse sorrindo para o filho que sorriu de volta.
― Você é suspeita para falar, mãe. ― Eron comentou bebendo o restante do liquido em sua xicara.
― É a verdade. Nunca duvide disso. ― Reforçou fazendo o garoto assentir envergonhado.
― Podemos ir? Dizem que temos que chegar com uma hora de antecedência no aeroporto. ― Eron pediu ansioso.
― Pra quê? Os aviões costumam se atrasar duas horas. Eu não sou obrigada a ficar três horas esperando naquele lugar. ― Katherine disse dando de ombros.
― Mãe! ― Eron chamou sério, fazendo a mulher suspirar e assentir.
― Tudo bem. Vou me arrumar e já vamos. Vai colocar sua mala no carro para ir adiantando o serviço.
― Okay. ― Eron concordou colocando sua louça suja sobre a pia.
Não demorou nem quinze minutos e Katherine já estava pronta. Os dois, já no carro, seguiram para o aeroporto que ficava no centro da cidade, onde demoraram aproximadamente meia hora para chegarem, durante a viagem Katherine encorajava o filho a fazer novos amigos, ela nunca gostou do fato do filho ser tão solitário e ele era uma pessoa tão boa que ela não conseguia entender o motivo do moreno não ter tantos amigos. Já no aeroporto, os dois ficaram esperando na área próxima ao portão de embarque enquanto esperavam o avião chegar.
― Podemos comer alguma coisa rapidinho? ― Eron pediu sentindo o estomago roncar.
― Eu falei para você comer algo em casa. Não tem nem uma hora que saímos. ― Katherine suspirou encarrancando o filho que sorriu sem graça.
― Eu não estava com fome naquela hora, mas agora eu estou. ― O moreno deu de ombros, fazendo sua mãe revirar os olhos.
Os dois seguiram para a praça de alimentação do aeroporto enquanto aguardavam anunciar a chegada do avião. Eles ficaram ali por algum tempo, tempo esse que Katherine usou para dar algumas instruções para o mais novo que arregalou os olhos.
― Cuida-se hein. Nada de beber, nada de fumar, nada de usar drogas, injeções que não sejam dados por médicos e de ficar acordado até tarde. Vê se toma banho direito e vê se lava bem as orelhas e entre os dedos, mostra que eu te dei educação pelo amor de Deus e troca a cueca todo dia. Não se esquece de passar o protetor solar porque nunca se sabe como esse tempo louco vai estar. Não esquece também de usar camisinha quando for fazer sexo, pois você pode pegar uma doença e... ― Três horas depois... ― E por fim, não se esquece de sacudir bem antes de guardar. ― Katherine concluiu finalmente.
― Mãe! ― Eron exclamou indignado. ― Olha as coisas que você está falando. Até parece que não me conhece. ― Finalizou balançando a cabeça negativamente fazendo a mais velha sorrir.
― Eu sei bem o filho que eu tenho, mas de qualquer maneira eu vou sentir sua falta. – Ela olha para baixo, sabia que se olhasse nos olhos do seu filho, despencaria em lágrimas.
― Eu também mãe. ― O garoto concordou se levantando para abraçar a mulher que lhe retribuiu no mesmo instante.
“Passageiros do voo um oito zero, favor comparecer ao portão de embarque.” ― A voz metalizada soou pelos autofalantes do local fazendo Eron se apressar.
― Chegou a hora. ― Ele disse feliz.
― Tudo bem, vamos. ― Katherina concordou.
Finalmente eles chegam no portão, Katherine segura a mão do filho e se lembra da primeira vez que o levou para escola e o assistiu entrar dentro de sala vendo que seu filho estava crescendo e sentindo orgulho do mesmo, coisa que sentia agora, mesmo sabendo que o seu filho estaria indo para longe. Isso era algo que machucava demais, porém ela entendia que era para o próprio futuro do garoto. Tentando se conformar, ela da um último abraço apertado no filho e o olha nos olhos.
— Filho, eu sei que eu pego muito no seu pé, mas eu quero que você saiba que faço isso, pois eu te amo e quero o seu melhor. — Falou com os olhos marejados.
— Eu sei mãe. — Eron sorriu compreensivo.
— Me liga sempre que puder e, por favor, não me deixe sem notícias e se acontecer qualquer coisa você me fala que pego um avião e vou correndo para lá.
— Mãe, eu vou ficar bem. ¬— O moreno falou revirando os olhos.
— Volta logo para mim meu bebê. ¬— Katherine sorriu para o mais novo que corou com a maneira na qual foi chamado.
— Mãe! — Exclamou envergonhado
Depois de se despedir de sua mãe com direito a abraços, palavras carinhosas e principalmente muitas lagrimas de saudades antecipadas, Eron seguiu para dentro do avião com sua bagagem de mão enquanto procurava por sua poltrona. Ao abrir o bagageiro na parte de cima do acento, o moreno colocou sua mochila com todas suas coisas mais pessoais e logo em seguida suas outras pequenas malas. Mas como se ele não fosse azarado o suficiente, no momento em que pegou a mala maior com as duas mãos, com certo esforço por estar muito pesada, Eron a levantou com tudo, acertando a mesma sem querer no rosto de alguém que se encontrava ao lado, provavelmente com o propósito de passar para o outro "vagão" do avião.
― Oh meu deus! ― Eron se amaldiçoou por ser tão desastrado. ― Por favor, me desculpe. Eu não vi que você estava passando. Eu posso ajudá-lo? ― O moreno perguntou se desesperando ao ver que o jovem loiro atingido estava com as duas mãos sobre o rosto, na região do nariz.
Eron tentou aproximar suas mãos do mesmo, porém ele as empurrou, e quando este tirou as mãos do nariz para fazer tal ato, o menor viu que um pouco de sangue escorria pelo local.
― Qual seu problema? ― O loiro perguntou alterado e sua expressão era de pura fúria. ― você quase quebrou o meu nariz, seu idiota! ― Disse apontando o dedo na cara de Eron que engoliu seco.
― Não foi minha intenção cara, me desculpe! A mala estava muito pesada e então eu... ― Eron tentava se explicar quando foi interrompido por uma voz atrás de si.
― O que está acontecendo por aqui senhores? ― Uma voz feminina atrás dos dois soou fazendo o moreno se virar, dando de cara com uma aeromoça e os encarava com uma expressão repreensiva.
― Este retardado acertou meu nariz com uma mala. ― O loiro reclamou irritado apontando para Eron, e limpando com a outra mão as gotículas de sangue que restavam.
― Eu já pedi desculpas. Não foi por querer. ― Eron suspirou frustrado com o mais alto que insistia que o ato havia sido proposital.
― Desculpe, mas terei que pedir que os senhores se sentem e não falem alto, senão logo as pessoas reclamarão do barulho. ― A aeromoça tentou dizer o mais calma possível, fazendo Eron assentir.
― Dá próxima vez, não seja tão desligado. ― O loiro disse por fim, passando por Eron e esbarrando propositalmente em seu corpo, fazendo-o desequilibrar levemente com a “pancada”.
“Senhor passageiros, um minuto de sua atenção. Estamos prontos para decolar, e pedimos para que todos se sentem e coloquem seus cintos de segurança.” ― A voz da aeromoça soou pelo avião onde todos os passageiros acataram o pedido. Ela continuou alertando coisas sobre a segurança do avião e logo os desejou um bom voo, fazendo Eron suspirar, pois logo estariam decolando.
Eron Point of View:
Senti o sono chegar de leve e minhas pálpebras ficarem pesadas. Cruzei os braços, ajeitando minha cabeça sobre o banco, jogando-a levemente para trás e sorri minimamente ao me sentir mais confortável. A temperatura no avião era completamente agradável. E antes que eu me entregasse de vez ao sono, pude ver gotas de chuva sendo jorradas fracamente pela janela ao meu lado. Simplesmente não me importei e logo já estava dormindo profundamente. Não sei quanto tempo eu fiquei adormecido, porém senti meu corpo bater violentamente contra a parede do avião ao meu lado e na mesma hora despertei assustado. Meus olhos que estavam arregalados vasculhou o local, e todos pareciam no mesmo estado que eu, pelo baque violento que o avião havia dado. Tentei acalmar meu coração pela forma na qual havia sido desperto, mas logo outro baque, seguido de outro, foi motivo para que todos estivessem assustados o suficiente para soltarem gritos não tão altos, mas audíveis.
― Senhores passageiros, pedimos para que mantenham a calma. Estamos passando por uma pequena turbulência, mas não há com o que se preocupar. ― A voz da aeromoça disse, porém a mesma não parecia tão calma assim.
Resolvi realmente manter a calma, e me sentei adequadamente, tentando respirar fundo e normalizar minha respiração. Os baques começaram a aumentar, e logo o avião começou a dar pequeno pulinhos no ar, fazendo com que todos gritassem. A mulher tentava acalmar a todos no avião, mas aquilo estava sendo uma missão difícil, onde até eu não estava conseguindo. Logo o avião deu o baque mais forte, fazendo com que máscaras de oxigênio pulassem para fora do compartimento e caindo em frente aos nossos rostos. Meu coração estava totalmente acelerado e o desespero começou a tomar conta. Nunca fui de ser muito religioso, mas nesse momento eu acompanho a oração de uma senhora que estava sentada atrás de mim, o avião continua sacolejando e eu apenas rezo para estar em um pesadelo, consigo ver os relâmpagos rachando o céu. Fechei meus olhos, torcendo para que aquilo fosse apenas parte de meu pesadelo. O avião sacolejou novamente jogando passageiros em vários lugares, a aeromoça continua tentando fazer todos ficarem calmos, mas vejo em seu olhar que nem ela mesma acredita em suas próprias palavras. Ouço uma criança chorando na minha frente e seus pais a agarrando, ela falava que não queria morrer, o avião se tornou um caos, a criança é arrancada da mão de sua mãe quando o avião sofre outro baque, tento abrir meu cinto para pegar a criança, porém logo escutei algo na qual me fez ter arrependido de ter pisado nesse avião.
― ESTAMOS CAINDO! ― A aeromoça gritou desesperadamente praticamente correndo pelo avião, indo até o local onde provavelmente ficava a cabine do piloto.
As luzes do avião piscavam sem parar, e eu já podia ouvir pessoas chorando, e gritando desesperadas, porém dessa vez eles estavam mais calmos, eles não estavam mais gritando apavorados, eles apenas estavam se despedindo de alguém especial para eles. Algumas de mãos dadas com seus parceiros, trocando olhares de adeus e sussurrando um último “eu te amo”.
Comecei a sentir o avião cair. Ele caia em alta velocidade, e os bagageiros se abriram fazendo todas as malas caírem espalhadas pelo avião e até acertarem algumas pessoas. Fechei meus olhos firmemente apertando minhas mãos suadas contra minhas próprias coxas. Minha vida inteira se passou em segundos pelos meus olhos onde todas lembranças tomaram minha mente fazendo lagrimas surgirem em meus olhos e um aperto enorme se formar em meu peito.
As batidas do meu coração estão extremamente aceleradas, não consigo respirar e o ar no meu pulmão é escasso, por um último momento penso em minha mãe, na promessa no qual eu não poderei cumprir, uma lágrima escorre de meus olhos e eu apenas peço desculpas para a minha mãe, pois eu não irei retornar para ela. Única coisa que eu tive tempo de sentir foi uma pancada completamente violenta, e assim a escuridão dominar por completo minha mente. Eu não conseguia escutar nenhum barulho à minha volta, nenhum único sequer, uma calmaria tomou conta do meu ser e eu senti algo arrastando a minha alma para longe dali e em um último segundo de consciência a minha mente constatou... “Eu morri?”
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