Notas iniciais
Hey meus amores Aqui é o Anthonny e hoje eu vou ter que postar, pois o Brad está trabalhando e não vai poder aparecer por aqui agora. Ele pediu desculpas e pediu para avisar que os comentários serão respondidos ainda hoje, sábado no caso Espero que gostem e Boa leitura Não deixem de comentar ♡♡

Dez dias havia se passado desde o ocorrido com Pablo e Brandon presos na ruína e Eron sendo atingido por um raio, assim como já se passaram exatamente duas semanas que o avião dos garotos caiu e eles estavam presos na ilha.

Muita coisa havia melhorado nesse tempo. O relacionamento dos garotos principalmente, onde agora eles se davam um pouco melhor, trabalhavam juntos para conseguir as coisas e principalmente não brigavam muito, embora ainda brigasse por coisa ou outra.

Os garotos permaneceram esses dez dias no avião e mantiveram lá seu acampamento até o momento. Demorou dois dias para que a forte tempestade sessasse e o sol retornasse à ilha. Nesses dois dias os quatro não saíram de dentro do avião para nada, dado aos últimos acontecimentos, eles não queriam que mais nada de ruim acontecesse ou que algo os pegasse de surpresa novamente, o que geralmente acontecia quando eles se separavam.

Para a sorte de ambos, os aperitivos, biscoitos e frutam que eles tinham duraram tempo suficiente até o fim da tempestade, e quando a mesma acabou eles buscaram mais frutas nos pomares próximo à eles. Os garotos sempre levavam duas malas para a coleta, pois assim durava o bastante para eles não ter que retornar tão cedo.

Os garotos iam à praia todos os dias para tomar banho e retornavam para o avião. Logo que a tempestade parou, eles pegaram o restante de suas coisas que havia ficado na praia e as levaram para o novo local.

Os quatro nunca saiam separados, para que nada de ruim os acontecesse. Sempre andavam juntos, para que o ocorrido no fatídico dia se repetisse, embora ainda ficassem sozinhos vez ou outra, não se afastando muito dos outros ou do avião, é claro.

Já era de manhã, no decimo quinto dia, embora os garotos estivessem acordados à algum tempo. Nesse momento Eron e Brandon estavam no avião separando algumas malas vazias para que eles pudessem ir buscar mais frutas enquanto Jordan e Pablo estavam sentados do lado de fora do avião encostado numa arvore.

O loiro e o oriental estavam abraçados, onde Pablo estava de bermuda e sem camisa e o oriental estava apenas de cueca. Um olhava nos olhos do outro enquanto seus braços rodeavam o corpo do outro.

― Eu gosto tanto de você... ― Jordan falou sem graça, desviando o olhar dos olhos do loiro.

― E eu gos... Eu gos... Eu... ― Pablo iniciou inseguro. ― Eu não consigo fazer isso cara. Eu não te suporto. ― O loiro revirou os olhos.

― Eu também não. Eu só falei pra acabar logo com essa palhaçada e eles liberar a gente. ― O coreano disse fazendo uma careta.

― Quanto tempo a gente vai ter que ficar assim em? ― Pablo gritou indignado para que Brandon e Eron escutasse.

O loiro e o oriental estavam amarrados com cipó, por conta de terem brigado, mais uma vez para variar. Foram obrigados a se abraçar como castigo.

― Quando vocês aprenderem a se comportar como gente descente e parar de ficar brigando como duas crianças. ― Brandon explicou rindo da cara de descontentamento.

― Mas isso não é justo. Eu não fiz nada. Por que eu tenho que ser amarrado abraçando ele? ― Jordan choramingou.

― Cala sua boca seu retardado. A culpa é toda sua. ― Pablo vociferou irritado.

― Por que a culpa é minha? Você quem quis me bater com um pedaço de pau. ― Jordan acusou o mais novo que revirou os olhos.

― É claro! Você depilou o seu saco com a gilete que eu uso para fazer a barba. Você foi longe demais. Tudo nessa vida tem um limite. ― Pablo disse óbvio.

― Qual é? Meu amiguinho aqui embaixo estava muito peludo. Estava parecendo a Elba Ramalho, só que de cabelos negros. Eu tinha que dar uma aparada nele. ― Jordan se defendeu.

― Com a minha gilete? Eu uso ela para passar no rosto seu parido de meretriz. ― O loiro gritou indignado.

― Qual é o problema? Meu amiguinho é muito limpinho e cheiroso. ― Jordan deu de ombros.

― Eu vou matar você seu japonês do Paraguai. ― O loiro disse emburrado.

― Buguei. ― Eron falou confuso, assistindo a discussão sem entender.

― Ainda bem que eu já tinha feito a barba antes dele fazer isso, né? ― Brandon brincou sorrindo.

― Que bom pra você. Eu estou cheio de pelos na cara. Queria tanto ter uma barba descente. ― Eron falou pensativo. ― É como se eu tivesse pelos pubianos no rosto. Chega a ser ridículo.

― Você está bonito, não se preocupe. ― Brandon sorriu para o amigo.

― Concordo. ― Jordan sorriu piscando para o moreno.

― Parem de dar em cima do Magrelo e me desamarrem logo dessa desgraça de olhos puxados. ― Pablo falou com mau humor.

― Você promete não tentar assassinar o Jordan? ― Eron falou sacando um canivete do bolso e se aproximando dos dois.

― Eu não ia assassinar ele... Eu só ia causar sérios e graves ferimentos. É diferente. ― O loiro deu de ombros.

― Hey! ― Jordan exclamou indignado.

― O que foi? Eu ia. ― O loiro falou como se fosse a coisa mais normal, e até era, pelo menos em sua cabeça. ― No máximo um coma profundo, mas matar eu não ia. ― Continuou em seguida.

― Fico tão aliviado com isso. ― O coreano revirou os olhos.

― Espere aí Eron. Não seja tão mole. ― Brandon pediu sorrindo de canto. ― Eu quero ouvir os dois dizendo que um gosta do outro e que isso não vai se repetir. ― O branquelo apontou para o loiro e o oriental que fizeram uma careta.

― Você sabe que isso seria a maior falsidade do mundo certo? ― Pablo anuiu pensativo.

― Exatamente. A gente não se suporta. ― Jordan concordou com o mais novo.

― Pelo menos prometam que irão agir como pessoas civilizadas. Não precisam ser melhores amigos. ― Eron falou por cima.

— Eu tô falando sério, eu não vou soltar vocês. — Brandon cruzou os braços— E nem vou deixar o Eron soltar, ou vocês falam ou vou deixar vocês aí.

Nesse momento Jordan e Pablo se encararam, um fazendo careta para o outro. Em seguida, ambos viraram os rostos em direções opostas um do outro, pelo menos da maneira que podiam, já que foram amarrados abraçados.

— Eu não acredito que vocês vão ficar em silêncio. — Eron falou

— Eron. Pega aquele cipó que deixamos ali. — Brandon falou desviando o olhar dos meninos — Não vou ficar o dia inteiro tomando conta desses dos aí, temos mais o que fazer.

— Você vai dar chicotada na gente? — Pablo perguntou assustado

— Vocês até merecem, porém eu não vou fazer isso. — O Branquelo deu de ombros — Eu vou colocar o varal que eu pedi pro Jordan colocar desde quando parou de chover.

— Que coisa eu ia colocar hoje. — O coreano falou fazendo Pablo e Brandon revirarem os olhos.

O moreno começou a subir na árvore com uma grande velocidade chamando a atenção de todos enquanto Brandon segurava a outra ponta.

— Eron, não sobre muito, bota nesse galho mais baixinho, não quero ter que subir em uma escada toda vez que eu for estender roupa. — Brandon falou rindo — Era só pra você colocar nesse baixinho aqui enquanto eu amarro na do outro lado não precisava usar seus poderes de aranha.

— Foi mal. — Eron sorri — Acho que me empolguei um pouquinho aqui.

— Hey panacas. — Pablo gritou — Minha perna está dormente me tirem logo daqui.

— Mimimimi — Jordan revirou os olhos — Fica calado por um segundo eu não aguento mais ouvir você reclamando.

— Vocês dois estão querendo ficar mais tempo de castigo? — Brandon perguntou cruzando os braços.

— Por favor. Branquelo tira a gente daqui. — Pablo pediu

— Então prometam que vocês vão ser civilizados.

Brandon suspirou desacreditado quando os dois não falaram nada enquanto Eron se afastava dos dois, guardando o canivete no bolso novamente. O branquelo e o moreno ficaram se encarando para depois olhar para os dois amarrados em sua frente.

— Eu não acredito. — Eron suspirou

― Vocês não nos deixam opção. ― Brandon iniciou.

― Eu e o Brandon vamos buscar as frutas e vocês dois vão ficar amarrados aí até se entenderem. Podem demorar o dia todo se quiserem, a escolha é de vocês. ― Eron deu de ombros.

― O quê! ― Os dois exclamaram uníssonos com indignação.

― Eu achei que a gente tinha combinado de não se separar mais, é perigoso. ― Pablo falou incomodado.

― Dessa vez vocês sabem onde estamos indo, além do mais não está chovendo e não estaremos correndo perigo. ― Brandon respondeu tranquilo.

― Mas e se um animal aparecer? ― Jordan apontou.

― Não vamos tacar nada em animal algum, então não há com o que se preocupar. ― Eron deu de ombros.

― E se um animal aparecer aqui e eu e o Japa estivermos amarrados? ― Pablo argumentou preocupado.

― Vocês vão estar amarrados, então não vão poder jogar nada também. Pode ficar tranquilo. ― Brandon provocou, fazendo os dois revirar os olhos.

— Gostava mais da parte onde não tínhamos essa intimidade branquelo. — Pablo responde sem humor, fazendo Brandon sorrir

― Não vamos demorar. No máximo em uma hora a gente vai estar de volta. ― Eron tranquilizou. ― Enquanto isso, tratem de resolver suas diferenças. Eu detesto o fato de vocês dois viverem brigando.

― Isso mesmo. Já voltamos. ― Brandon saiu com duas malas vazias em mãos, enquanto Eron o acompanhava trilha a dentro.

Pablo e Jordan ficaram olhando os dois se afastarem. Os mesmos se sentiam indignados por terem que ficar amarrados e abraçados ainda por cima.

Depois que Eron e Brandon já não estavam mais em seu campo de visão, o loiro e o oriental se encararam e novamente viraram o rosto, antes do mais novo iniciar.

― Isso é tudo culpa sua. ― Pablo acusou irritado.

― Culpa minha? Você queria me bater com um pedaço de pau e a culpa é minha? Você tem demência? ― O coreano perguntou indignado.

― Você usou a minha gilete para depilar o seu saco. Eu uso aquilo para passar no rosto. ― Pablo devolveu no mesmo tom.

― Eu já disse que meu amiguinho estava parecendo o Chewbacca. Fora que aquela gilete não era sua, era de todo mundo. ― Jordan se defendeu.

― E agora é o meu rosto que vai ficar parecendo, seu idiota. Mais uma semana e eu vou ficar igual àquele Bjorn da série Vikings, embora eu ainda seja muito mais bonito que ele. ― Pablo anuiu pensativo. — E fora que todos usavam ela no rosto não no saco.

― Deixa de ser idiota. O único motivo para eu ter usado aquela gilete era porque ela já estava velha e gasta. Tem mais umas cinco giletes novas guardadas no avião. ― Jordan suspirou entediado.

― Como assim? Eu me lembro que a gente só trouxe uma quando estávamos vindo pra ilha. ― Pablo pediu confuso.

― Quando você e o Brandon sumiram, eu e o Eron achamos um monte de coisas úteis nas malas do bagageiro. Encontramos giletes lá. Por isso eu usei a que já estava velha. Eu não queria usar uma nova apenas pra isso. ― O coreano se justificou.

― E por que demônios tu não me falou isso antes? Teríamos evitado tudo isso e nesse momento não estaríamos amarrados e abraçados. ― O mais novo soou indignado, sentindo o rosto ficar vermelho, tanto pela raiva quanto pela vergonha.

― Porque você começou a correr atrás de mim com aquele pedaço de pau antes que eu pudesse dizer qualquer coisa? ― O menor respondeu óbvio.

― Quer saber? Deixa pra lá. Só vamos sair logo daqui. ― Pablo bufou irritado.

― E como vamos fazer isso, gênio? Estamos amarrados. ― Jordan revirou os olhos.

― Eu tenho uma faca no bolso da minha bermuda. Tenta escorregar sua mão para pegar ela. ― Pablo explicou fazendo o mais velho arquear a sobrancelha.

― Por que é que tem a porra de uma faca no bolso da sua bermuda? ― Jordan perguntou confuso.

― Pega logo a desgraça da faca cacete. ― O loiro revirou os olhos.

Jordan tentou deslizar seus braços pelo tronco do loiro, porém sem muito sucesso, deixando-o frustrado.

― Eu não consigo. A corda está amarrada bem em cima do meu braço. ― O oriental explicou frustrado.

― Me abraça bem apertado. Cole o seu corpo no meu o máximo que conseguir. ― Pablo falou, fazendo o mais velho arregalar os olhos.

― Como é que é? ― O coreano protestou exasperado.

― Deixa de ser idiota. Se fizermos isso, o aperto da corda ficará mais frouxo e assim você vai conseguir mover o seu braço. ― Pablo explicou sem muita paciência.

Jordan suspirou frustrado e acatou o pedido do mais alto. Ambos colaram o corpo um no do outro e apertaram o abraço, fazendo com que realmente a corda ficasse um pouco mais frouxa, onde o mais velho conseguiu deslizar seus braços pelo corpo do loiro até chegar no bolso traseiro da bermuda alheia.

― Não é pra passar a mão na minha bunda, seu infeliz. É só pra pegar a porcaria da faca. ― Pablo reclamou quando o oriental apalpou uma de suas nádegas.

― Não fale como se eu estivesse feliz fazendo essa merda, você tem dois bolsos na sua bermuda e eu não sabia em qual deles estava. ― Jordan respondeu irritado.

― Bastava me perguntar em qual estava, sua mula. ― O loiro disse óbvio.

― Cala a boca. Eu já achei a faca. ― O mais velho revirou os olhos.

Jordan pegou o item com um pouco de dificuldade, já que eles estava sentados. Depois de segurar o item com firmeza, o mesmo começou a passar a faca no cipó com um pouco de dificuldade já que seus braços não tinha mobilidade o suficiente para tal tarefa.

― Eu não consigo mexer meu braço direito. ― Jordan reclamou frustrado.

― Puta que me pariu. Depois que a gente se solta, vamos ficar pelo menos uns dez metros de distancia um do outro. Já tivemos proximidade o suficiente para uma vida inteira. ― Pablo bufou irritado.

― E o que você quer que eu faça? ― Jordan perguntou com ironia.

Pablo, percebendo que aquela era a única maneira de se ver livre de toda a situação, abraçou Jordan com mais força, aproximando ainda mais seus corpos. Nesse momento o oriental conseguiu uma melhor mobilidade para seu braço, conseguindo em poucos minutos cortar o cipó com a pequena faca e assim os dois estavam livres.

A primeira coisa que os dois fizeram quando o cipó foi cortado, foram se empurrar para tomar uma distancia considerável o mais rápido possível.

Os dois ficaram se encarando sem ter o que dizer, embora não estivessem mais naquele clima de um querer matar o outro.

― Eu não acredito que eu vou dizer isso, mas me desculpa. Eu não deveria tentar espancar você com um pedaço de pau, embora você devesse ter me avisado sobre a gilete. ― O loiro falou sem graça.

― Tudo bem. Me desculpa pela gilete. Eu ia falar, se você tivesse me dado tempo antes de me perseguir com a porra de pedaço de pau. ― Jordan concordou se desculpando também.

― Tranquilo. Agora só fica longe de mim cara, sério. Como eu disse, já ficamos grudados por uma vida inteira. ― Pablo falou com um sorriso de lado, fazendo o mais velho rir junto.

Os dois estavam tão distraídos que nem viram quando Eron e Brandon apareceram em seu campo de visão com um sorriso satisfeito em seus rostos. Os dois aplaudiram Jordan e Pablo que pularam ao ver os dois.

― Meus parabéns. Agora sim parecem gente descente. ― Brandon alfinetou, onde os dois arregalaram os olhos.

― Vocês dois estavam aí esse tempo todo? Sério isso? ― Jordan indagou indignado.

― Ficamos esperando ali atrás escutando vocês conversarem. Íamos soltar vocês dois assim que parassem de brigar, mas como vocês resolveram trabalhar juntos para se soltar, então ficamos apenas assistindo a dupla. Parabéns. ― Eron sorriu para os dois.

― Porra Magrelo, até você? Não poderia ter soltado a gente antes e evitar toda essa palhaçada? ― Pablo pediu incomodado.

― Qual é? Foi divertido. ― Brandon riu dos garotos que ficaram irritados por isso.

― Agora que está tudo resolvido, vamos buscar a fruta juntos? ― Eron sugeriu mudando o rumo da conversa.

― Por mim tudo bem, eu só quero vestir uma camiseta. ― Pablo concordou, caminhando em direção ao avião para pegar a peça de roupa.

― E eu vou assim mesmo. Estou morrendo de calor. ― Jordan deu de ombros, chamando a atenção dos três.

― Você vai atrás da gente só de cueca? ― Brandon soou surpreso.

― E o que tem? ― O oriental anuiu sem dar muita importância. ― Vocês já me viram pelado, ver só de cueca não é tão estranho assim. ― Explicou em seguida.

― Eu não vou nem falar nada. Vamos logo. ― Pablo revirou os olhos, retornando ao grupo com sua camisa sobre o ombro, em vez de estar vestido a mesma.

― Eu não estou nem aí. ― Eron comentou por cima.

― Então vamos logo. ― O coreano sorriu, tomando a frente na rota, sendo seguido pelos outros três.

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Os garotos estavam andando pela trilha que para eles já estava ficando conhecia, já que a cada dois dias eles passavam pelo mesmo local para pegar as frutas. Os passos eram dados com cautela, onde eles não se separavam em momento algum e cada um cuidada de uma posição estratégica afim de identificar qualquer possível ameaça.

Não demorou nem meia hora e eles finalmente chegaram nas arvores com frutas, onde o mesmo esquema das outras vezes se aplicava, com Eron nos galhos arremessando as frutas para Jordan que ficava no chão recolhendo as mesmas, ao mesmo tempo Brandon e Pablo por serem os mais altos do grupo pegavam as que estavam em fácil acesso.

Menos de uma hora era necessário para que as duas malas estivessem cheias, onde os garotos sentavam embaixo do pé de manga para comerem ali mesmo algumas frutas.

Os quatro estavam relaxando, curtindo o fraco sol da manhã, enquanto Pablo olhava para a entrada da base, pensando se deveria ou não contar ao grupo a ideia que ele havia tido.

― O que foi loira? ― Brandon olhou confuso para o mais novo que tinha o olhar para o ponto específico.

― Eu estive pensando... Tem bastante ferramentas naquele buraco, certo? ― Pablo apontou para o local chamando a atenção de Eron e Jordan.

― O que tem em mente? ― Jordan perguntou curioso ao mesmo tempo que preocupado.

― A gente fez de tudo para tentar abrir a caixa laranja e não conseguiu. E se ali dentro tiver alguma coisa que ajude nisso? ― O loiro comentou, fazendo os garotos entenderem sua linha de raciocínio.

― É um tiro no escuro, mas já investigamos muito mais por muito menos. ― Eron deu de ombros concordando com o mais alto.

― Fora que tem outras coisas la que nos podem ser úteis. ― Brandon concordou.

― Tipo o quê? ― Jordan pediu confuso.

― Tinha um armário lacrado lá dentro lembra? Pode ser que alguma coisa nos sirva. Também tinha machado, picaretas, pás e outras coisas que realmente podem nos servir para algo. ― Brandon explicou.

― Sabe... Eu acho que já é hora da gente sair do avião. ― Pablo comentou fazendo os três arregalarem os olhos.

― Eu achei que a gente já tinha conversado sobre isso Pablo. ― O branquelo suspirou frustrado por ter que tocar naquele assunto novamente.

― Lá estamos muito mais confortáveis do que estávamos na praia. Não sei se é uma boa. ― Jordan concordou com o Branquelo. ― Fora que lá tem até televisão. ― Continuou em seguida.

― Como se assistir A Lagoa Azul por dez dias fosse a coisa mais interessante do mundo. ― Pablo revirou os olhos.

― Já é melhor que assistir a sua cara. ― O oriental alfinetou.

― E você Magrelo, o que acha? ― Pablo perguntou para o moreno que estava em silencio até o momento, ignorando Jordan para não entrar em outra briga.

― Eu não sei se voltar à praia é uma boa... Ficaria mais longe para buscar as frutas e quando chover vamos ter que correr para o avião novamente. ― Eron explicou seu ponto.

― Mas aí é que está. Eu não penso em voltar para a praia. ― Pablo falou sorrindo.

― E pra onde? ― Brandon perguntou confuso.

― Vamos para o Lago. Ele não está muito longe daqui e nem do avião. O céu lá é aberto, o que facilita se algum helicóptero aparecer para o resgate. Montamos um novo acampamento lá, onde teremos agua teoricamente limpa e ele fica pertinho daqui. Deixamos as coisas no avião e quando a gente precisar a gente volta e busca o necessário. ― O loiro respondeu, pegando todos de surpresa.

― Olha... Até que não é uma má ideia. ― Jordan concordou.

― Fora que teremos agua limpa. Minha pele não está mais aguentando tomar banho de agua salgada. ― Eron comentou por cima.

― Dependendo do que a gente pegar ali naquele buraco, podemos construir uma cabana até melhor do que a anterior, que só era coberta por lenções e quatro bambus. ― Pablo lembrou.

― Tudo bem então. Já que a maioria concorda. ― Brandon suspirou sem escolha.

― Você não acha uma boa ideia? ― Pablo perguntou confuso.

― Bom. Tem seus prós e seus contras. ― O branquelo confessou apreensivo. ― Estaremos mais expostos ao frio, teremos menos conforto e principalmente estaremos abertos a ataques de animais. ― Explicou.

― Por falar em animal, aquele macaco aqui não é o mesmo que te atacou aquela vez? ― Jordan estreitou os olhos para enxergar melhor o animal sobre o galho da arvore mais afrente.

― Não creio que seja. Esse é um pouco menor e o pelo dele é mais claro que o anterior. ― Eron analisou olhando para o mesmo em questão.

― Pelo amor de Jeová, não vai ofender os sentimentos dele e receber outra rajada de frutas como da ultima vez. ― Brandon falou apreensivo.

― Eu vou é ficar de boa na minha. ― Pablo revirou os olhos, dando de ombros.

O macaco foi se aproximando do grupo com curiosidade o que deixou Brandon, Jordan e Eron admirados enquanto Pablo ficava aflito com a aproximação.

Quando já estava próximo, Eron estendeu um pedaço de sua manga para o pequeno animal que subiu em seus ombros e começou a comer a mesma enquanto o moreno acariciava seus pelos.

― Ele não é uma graça? ― Eron falou encantado.

― Eu vou manter o meu silencio, para não tomar no meu cu de novo. ― Pablo falou indiferente.

Depois de comer a manga o macaco ficou olhando com uma carinha pidona para os garotos, onde Brandon sorriu pegando uma ameixa e entregando para o macaco que dessa vez subiu em seu ombro para comer a fruta.

Pablo olhou curioso para o animal, que comia a fruta tranquilamente. O loiro pegou uma banana e esticando a mesma para o macaco que olhou a banana com curiosidade, porém logo aceitando e subindo sobre os ombros do mais alto para comer a mesma.

― Ah... Até que ele é bonitinho. ― Pablo confessou sorrindo para o animal que descascava a banana para comer.

― Finalmente algum animal que vai com a sua cara. ― Jordan brincou, onde o loiro lhe deu o dedo médio.

O macaco de cima dos ombros do mais novo, pegou a casca da banana que estava comendo e jogou a mesma no rosto de Jordan, fazendo os garotos darem risada da cena.

― Gostei dele. ― Pablo gargalhou, acariciando os pelos do animal que pareceu gostar do toque do loiro.

― Parece que ele gostou de você também. ― Eron apontou surpreso.

― Eu posso saber o que é que eu fiz pra ele jogar a casca de banana em mim? ― Jordan reclamou indignado.

― Acho que ele só não foi com a sua cara. Como eu disse, gostei dele. ― Pablo alfinetou satisfeito.

― Tenda dar um agrado pra ele, sei lá. ― Brandon sugeriu rindo do amigo, que tinha a cara emburrada.

― Eu não. Não depois que ele jogou a casca de banana na minha cara. ― Jordan falou cruzando os braços.

O macaco desceu dos ombros do loiro e caminhou em direção ao colo de Jordan, que estava sentado com as pernas em posição de lótus. O oriental estudava os movimentos do animal, assim como os outros três que olhavam atentamente para as ações da criatura, até que Jordan salta assustado enquanto os garotos começam a gargalhar do ocorrido.

― Essa desgraça fez cocô na minha perna. ― Jordan reclamou com cara de nojo, enquanto os garotos riam.

― Eu adorei esse macaco. Podemos adotar ele? ― Pablo perguntou empolgado.

― Vai tomar no cu, loira. ― O coreano disse emburrado, pegando a casca de banana arremessada nele anteriormente para limpar as fezes do animal.

― Acho que já temos problemas demais para ter uma nova adição dessa espécie no nosso grupo. ― Brandon discordou enquanto o macaco voltava para os braços de Pablo que voltou a acariciar os pelos do mesmo.

― Gente, isso está muito interessante, mas a gente vai mesmo entrar naquele buraco para pegar as coisas? ― Eron lembrou, tomando o foco da conversa.

― Vamos sim. Te vejo por aí amiguinho. ― Pablo disse entregando mais uma banana para o pequeno animal que saiu correndo para subir na arvore atrás deles, pulando de galho em galho para seguir seu rumo.

― Tudo bem então. Vamos nos apressar e aproveitar que ainda está de manhã. Assim teremos tempo de nos organizar antes do anoitecer. ― Brandon suspirou se levantando.

― Eu preciso de um banho. ― Jordan reclamou depois de terminar de limpar sua perna.

― Ficou um pouquinho aí ainda. ― Pablo provocou.

― Vem lamber então idiota. ― O oriental falou irritado.

― Não comecem ou eu amarro vocês de novo. ― Brandon falou revirando os olhos.

― Tudo bem. Vamos logo entrar nesse calabouço e voltar para o avião.

Notas finais
Espero que tenham gostado e peço desculpas pela formatação do texto pois eu estou postando pelo celular e não sei fazer isso direito kmkkķ Deixem sua opinião sobre a decisão do Pablo e nos diga o que estão achando Beijos e até sábado que vem