Surviving On The Hell - Gay Romance
23 Sem Sorte
Notas iniciais
Pablo, Eron, Jordan e Brandon estavam dispostos a entrar no buraco novamente para procurar qualquer coisa que pudesse lhes ser útil, embora ainda estivessem um pouco receosos em novamente pisar naquele local.
Jordan levantou a tampa da entrada, olhando novamente para baixo, porém desviando o rosto, assim como os outros três, quando o forte cheiro desagradável proveniente do buraco emergiu.
Os garotos se entreolharam para então olhar novamente para a entrada, praticamente recriando coragem para descer novamente depois de tanto tempo, porém antes que alguém tomasse a iniciativa, Pablo se pronunciou com cautela.
― Dessa vez eu não vou descer gente. Prefiro esperar aqui em cima. ― O loiro disse fazendo uma careta ao que os outros três o encararam surpresos, ou nem tanto.
― Qual é? A ideia foi sua, lembra? ― Brandon revirou os olhos.
― Eu tô sabendo. ― Pablo deu de ombros. ― Mas não precisa de tudo isso de gente lá em baixo para pegar algumas ferramentas. ― Se justificou.
― Isso é desculpa de loiro medroso. ― Jordan debochou, recebendo um dedo médio como resposta.
― Você está com medo? ― Eron indagou surpreso.
― Claro que não Magrelo. Mas eu prefiro não me expor ao perigo. A ultima vez que eu entrei nesse lugar, a porcaria de uma aranha brotou magicamente nas minhas costas e você me deu uma surra de vara. ― O mais novo se defendeu cruzando os braços diante do peito.
― Deixa de frescura e vamos logo. Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. ― Brandon falou tranquilo. ― Sem ofensa aos presentes. ― Brincou olhando para o moreno.
― Vai cagar. ― Eron devolveu para o amigo, enquanto ria da piada sem graça.
― Enfim, vamos logo? ― Jordan pediu sem paciência.
― Eu já disse que não quero ir. ― Pablo bufou frustrado.
― Qual é loira. Você ficar aqui fora sozinho é muito mais perigoso do que você estar lá dentro com a gente, você sabe disso. ― Brandon alertou. ― Se com a gente perto você só faz cagada, imagina sozinho. Não é bom arriscar. ― Alfinetou fazendo com que o mais alto o encarasse com um olhar nada amigável.
― A intimidade é uma merda né? ― Pablo ironizou sem humor.
― Deixa de fogo no cu e vamos logo loira. ― Jordan falou entediado.
― Qual é, o que pode dar errado? ― Eron se pronunciou despreocupado.
― Puta que me pariu. Tudo bem. Vamos logo então. ― O loiro se deu por vencido.
Pablo foi o primeiro a descer, sendo seguido por Eron, Brandon e por fim Jordan. Assim que Eron chegou ao piso do local, o moreno fora em direção ao mesmo interruptor que ele acionara anteriormente para que o local se iluminasse.
― Pelo amor dos deuses, parece que o cheiro está pior do que da ultima vez. ― Jordan reclamou sentindo os olhos queimares ao lacrimejar.
― Verdade. Se a gente puder ser rápido eu agradeço, não estou afim de pegar nenhuma doença ou bactéria aqui. ― Brandon se pronunciou com nojo.
― Vamos fazer o seguinte. Eu e o Magrelo vamos arrombar o armário e ver o que tem de útil lá dentro. Japa e Branquelo peguem o que estão na mesa ou espalhado. ― Pablo ditou, onde os garotos lhe encararam com ceticismo.
― Custa chamar a gente pelo nome? ― Brandon perguntou com um sorriso de lado.
― Sinceramente eu até acostumei. ― Eron falou rindo com o amigo.
― Eu já até desisti. ― Jordan deu de ombros.
― Vocês me chamam de “Loira” eu não reclamo, então não encham o meu saco. Vamos logo, porque esse cheiro está penetrando na minha alma. Se é que eu tenho uma. ― Pablo revirou os olhos.
― Eu chamo vocês pelo nome, nem vem. ― Eron se defendeu, fazendo os garotos lhe encarar sorrindo, inclusive o loiro.
― Se fosse pra você dar um apelido pra gente, qual seria? ― Pablo indagou curioso.
― Tem certeza que esse é o melhor lugar para falar sobre isso? Depois a gente conversa. Vamos logo pegar as coisas e sair daqui. ― Eron respondeu, onde os três concordaram e começaram a agir.
O moreno acompanhou o loiro que caminhou até o armário na lateral do local, enquanto Jordan e Brandon andavam pelo local pegando tudo o que tinham em vista, ou pelo menos o que julgavam útil.
Pablo pegou uma picareta e usou a mesma para arrombar a porta e ele, junto com Eron, começaram vasculhar o mesmo, ficando desapontados com seu conteúdo.
Ele não estava muito lotado, onde em sua maioria de itens eram apenas papeis e mais papeis que as escritas estavam em japonês e para eles não eram úteis, já que eles não entendiam a mesma.
Pablo desistiu de procurar, até que Eron reparou que o armário tinha uma fissura, chamando a atenção do mais alto.
― Aquilo ali é um fundo falso? ― O mais velho perguntou surpreso.
― É o quê? ― O loiro indagou surpreso.
― Um fundo falso. ― Eron repetiu curioso.
― E por que demônios essa coisa tem isso? Não é como se fossem esconder alguma coisa importante, certo? ― Pablo anuiu pensativo.
― Vamos ver. ― Eron deu com os ombros.
O moreno, sem cerimônia ou cuidado, jogou os papeis no chão, junto com as prateleiras afim de liberar espaço para remover o fundo metálico. A bagunça chamou a atenção de Jordan e Brandon que ficaram curiosos com o que Eron fazia, onde eles se aproximaram juntando-se à ele e ao Pablo.
O loiro removeu o fundo metálico liberando uma pequena fresta que dava à uma espécie de túnel ou então caverna, o que deixou todos chocados com a descoberta.
― Mas... ― Eron iniciou confuso.
― Que... ― Brandon falou em sequência.
― Porra... ― Jordan se pronunciou em seguida.
― É essa? ― Pablo completou por fim.
― Quem é que quer entrar? ― Jordan comentou empolgado se aproximando do local.
― Não! ― Os três disseram em sincronia, onde Pablo segurou no pulso do garoto, puxando-o para trás.
― Você tem demência Japa. E isso nem foi uma pergunta. ― O loiro ralhou olhando para o coreano de cara feia.
― Você realmente acha que é uma boa ideia entrar aí? ― Eron indagou indignado.
― Não acha que isso é abusar da sorte? Não podemos nos dar ao luxo. Estamos à metros da superfície, não sabemos a quanto tempo isso foi feito, se realmente é seguro, o que tem aí dentro e principalmente é um risco desnecessário. ― O Branquelo advertiu sério.
― Qual é? Vocês não tem nenhum espírito de aventura? ― Jordan pediu choroso.
― Sim, mas eu também tenho senso de sobrevivência. ― Eron respondeu tranquilo.
― Idem. ― Brandon concordou com o amigo.
― Eu prefiro não me pronunciar sobre. ― Pablo falou sem graça, afinal seu histórico não lhe era favorável.
― Nós vamos realmente desperdiçar a oportunidade de conhecer mais sobre esse lugar? Vocês tem certeza disso? ― O oriental reclamou indignado.
― Vamos fazer o que realmente viemos fazer aqui e vamos sair. Melhor a gente não arriscar. ― Eron pediu, onde o coreano suspirou descrente.
― Já que preferem assim... ― Jordan bufou cedendo, mesmo que a contragosto.
― Não adianta ficar pistola Japa. A gente já tomou no cu demais, até eu sei que não é uma boa ideia entrar aí. Vamos logo pegar as ferramentas e sair desse lugar. ― Pablo falou sério.
― Falando nisso, o que vocês conseguiram? ― Eron perguntou curioso, embora sua intenção também era mudar o rumo da conversa para que não ficasse um clima tenso no ar.
― Não muita coisa. ― Brandon respondeu.
― Uma pá, uma picareta, um alicate, o machado que a loira usou pra abrir o armário, tesoura de jardinagem, uma chave de fendas, um rolo de arames e um baú lacrado. ― Jordan citou os itens, onde o ultimo chamou a atenção.
― Um baú? E o que tem nele? ― Pablo perguntou confuso.
― Não sei, pois como eu disse, ele está lacrado. ― Jordan revirou os olhos ao responder.
― Vocês dois não acharam nada? ― Brandon perguntou curioso.
― Só papeis e mais papeis. Ta tudo escrito em japonês então não tem utilidade nenhuma. ― Eron deu de ombros.
― O que é aquilo ali? ― Pablo perguntou curioso, apontando para um item específico dentro ao lado de uma das gaiolas.
― Aquilo é um Arco com uma aljava? ― Eron soou surpreso.
― Esse lugar era habitado por índios? ― Jordan pediu confuso.
― E isso nos teria alguma utilidade? ― Brandon perguntou com descaso.
― Eu sei usar arco. ― Eron se pronunciou.
― É claro que sabe. ― Pablo sorriu descrente. ― Eu já não duvido de mais nada vindo de você. ― Explicou em seguida.
― Vai querer pegar? ― Jordan perguntou interessado.
― Não tem nenhuma flecha na aljava... Não vai ter utilidade nenhuma. Só vamos sair logo daqui, esse cheiro está impregnando nas nossas roupas. ― Eron respondeu dando sem muito interesse.
― Eu não estou usando roupas. ― Jordan sorriu.
― O que é pior, pois o cheiro impregna em você. ― Pablo apontou, onde o oriental fez uma careta em retribuição ao comentário.
― Já que não vamos levar mais nada, vamos embora daqui. ― O branquelo pediu apressado.
― Vocês olharam o que é que tem dentro daquela caixa? ― Pablo perguntou confuso ao ver o item intacto no canto do local, onde a iluminação era pior.
― Na verdade não. ― Brandon coçou a cabeça se lembrando que a havia esquecido. ― Eu estava prestes a checar ela quando vocês dois descobriram esse túnel. ― Se justificou.
Pablo se aproximou da mesma com curiosidade, porém voltou correndo de encontro com os garotos com uma expressão de nojo ou até mesmo pânico, deixando-os sem entender a cena.
― Tem um rato gigante lá. ― Pablo disse fazendo uma careta, sentindo um leve arrepio no corpo ao ver a criatura.
― Eu não tô vendo nada. ― Brandon forçou a vista.
― Chega mais perto então... ― O loiro disse irritado.
― Você tem medo de ratos? ― Jordan zombou se aproximando do local.
― O que você vai fazer? ― Eron perguntou preocupado.
Jordan se aproximou da caixa constatando o pequeno roedor. O oriental encurralou o mesmo e com tremenda agilidade conseguiu segurar o animal pela cauda, onde esse se debatia tentando se livrar das mãos do garoto.
― É desse bichinho indefeso que você está com medo Loira? ― O coreano provocou se aproximando com o animal do mais alto, que arregalou os olhos e correu para se afastar do mais velho.
― Sai com esse bicho de perto de mim Japa. Eu to falando sério. ― Pablo pediu cabreiro.
― Qual é? É só um ratinho. ― Jordan sorriu com o medo do loiro.
― Solta esse bicho Jordan. Vai dar merda. ― Brandon suspirou preocupado.
― Eu vou enfiar essa porra no seu cu seu japonês de meia tigela. Some com essa desgraça de perto de mim. ― Pablo ameaçou irritado ao ver o menor se aproximar dele com o rato ainda em mãos.
Apenas para fazer graça, Jordan começou a chacoalhar o pequeno roedor em frente ao mais novo, porém num determinado momento, as patas do animal cravaram no braço do garoto onde este mordeu o mesmo, fazendo com que Jordan rapidamente soltasse o rato e gemesse com dor, enquanto os outros pularam no lugar assim que o animal saiu correndo em direção ao túnel para fugir.
― Ai caralho. ― O oriental reclamou.
Brandon correu preocupado em direção ao amigo, olhando seu braço e constatando que o mesmo tinha um pequeno corte causado pelos dentes do pequeno animal e que o mesmo estava sangrando, o que o deixou preocupado.
― Eu falei que ia dar merda. ― Brandon reclamou irritado.
― Se fodeu idiota, isso é para deixar de fazer gracinhas. ― Pablo zombou com um sorriso satisfeito.
― Não é momento pra isso Pablo, isso é sério. ― Eron repreendeu o mais novo que deu de ombros.
― Temos que correr para o avião. Ele precisa lavar a mordida com urgência. ― Brandon explicou apressado.
― Calma, é só uma mordidinha. Não tem problema. ― Jordan falou despreocupado, porém ainda assim massageava a mordida por conta da dor e do incômodo.
― Seu besta, é lógico que tem problema. Você pode morrer por causa dessa mordida. ― O branquelo alertou preocupado, fazendo com que o menor arregalasse os olhos.
― Ai puta que pariu. Eu não passei por tudo o que eu passei para morrer por uma mordida de um Stuart Little. ― Jordan reclamou manhoso.
― Faz o seguinte. Levem o Baú e as malas com frutas que ficaram lá em cima. Eu e o Eron levamos as ferramentas. Podem ir na frente que a gente pega as coisas aqui e já sai.
― Não esqueçam de apagar as luzes quando sair. ― Jordan alertou subindo a escada.
― Pra quê? Não é como se a energia fosse vir super alta por causa disso. ― Eron revirou os olhos.
― Vamos indo Jordan. Rápido. ― Brandon acelerou o amigo onde rapidamente os dois subiram a escada, embora Brandon com um pouco mais de dificuldade por estar carregando o baú pela alça lateral e o mesmo estava consideravelmente pesado.
Assim que o Branquelo e o oriental saíram da base no subterrâneo, Brandon pegou o baú da melhor maneira que pode e saiu em disparada com Jordan que carregava as duas malas de frutas que eles encheram a pouco tempo.
Eron e Pablo reuniram todas as ferramentas que os garotos separaram e estavam prestes a sair do local, até que Eron se lembrou da caixa que iniciou todo o alvoroço com a situação do roedor.
― A gente não ia ver o que tinha lá? ― O moreno apontou para a caixa no canto do local onde a iluminação era escassa.
― Sinceramente, depois de tudo o que aconteceu, eu acho que nem vale mais apena. ― Pablo revirou os olhos, fazendo pouco caso da situação.
― Por isso mesmo, cagadas do Jordan à parte, a gente não pode ter passado por toda essa situação atoa. ― Eron disse sério.
O mais velho caminhou com cautela até o local onde a caixa estava, se prevenindo de qualquer outro contratempo que o expusesse ao perigo. Depois de verificar se a situação estava de acordo, Eron abriu a caixa, se surpreendendo com o que havia na mesma.
― Eu não acredito que a gente esteja com tanta sorte! ― O moreno exclamou empolgado.
― Depois de tudo o que nos aconteceu, qualquer coisa seria sorte no nosso caso. ― Pablo falou desconfiado.
― Eu me refiro ao conteúdo da caixa. ― Eron apontou para a mesma, deixando o loiro curioso.
― E o que tem nela? ― Pablo pediu se aproximando do menor.
― Duas caixas de barracas desarmadas. ― O moreno sorriu, enquanto Pablo arqueou as sobrancelhas confuso.
― Tem duas caixas dentro dessa caixa? ― O loiro indagou sem entender.
― Qual é, a caixa é grande. E como eu disse, as barracas estão desarmadas. Isso vai facilitar e muito nosso acampamento. ― Eron falou contente.
― Isso é verdade. Pega essa caixa então e coloca o alicate, a chave de fenda e o rolo de arames aí dentro. Eu levo a pá, a picareta, a tesoura de jardineiro, que eu não faço a menor ideia de porquê tem uma nessa merda de lugar, e o machado. ― Pablo pediu, pegando os itens que ele separou.
Eron acatou o pedido do mais novo, e colocou os itens separados dentro da caixa. Em seguida, os dois se apressaram em sair do lugar, onde Eron esperou Pablo subir as escadas para depois apagar e ele mesmo subir, com um pouco de dificuldade, já que a caixa não tinha uma alça ou coisa do gênero para segurar durante a subida.
Depois que os dois já estavam na superfície da floresta, Pablo fechou a tampa da entrada da base e ele, junto com Eron, seguiram rumo ao avião para encontrar Brandon e Jordan.
Não demorou muito, aproximadamente uns vinte minutos, e os dois chegaram no avião, onde encontraram Brandon mexendo na maleta de primeiro socorros e Jordan com uma cara emburrada sentado numa das poltronas.
Eron deixou a caixa no piso do avião, encostando a mesma num canto onde não atrapalhasse ninguém, enquanto Pablo largou suas ferramentas num canto qualquer, sem se importar com tal fato.
― Como ele está? ― Eron perguntou preocupado.
― Ele está bem, pelo menos até o momento. ― Brandon suspirou retirando uma gaze e esparadrapos da pequena maleta e caminhando até o oriental para fazer o curativo.
― Como assim até o momento? ― O loiro indagou confuso.
― Não sei dizer com exatidão... Não cheguei a ler muito sobre mordida de ratos e sei muito pouco sobre os efeitos causados. ― O Branquelo explicou. ― O tratamento para mordida de rato consiste, primeiramente, na lavagem da ferida com água e sabão, e foi a primeira coisa que eu fiz ele fazer assim que a gente chegou aqui. A irrigação com soro fisiológico e a imobilização do membro afetado, com elevação do mesmo, também fazem parte da conduta em caso de mordida de rato, porém eu não tenho nenhum soro na droga da maleta. ― Falou enquanto fazia o curativo.
― O que mais ele precisa? ― Eron perguntou se aproximando.
― O certo seria o Jordan receber uma vacina ou soro antirrábico, mesmo estando com todas as vacinas em dia ou já tendo as tomado anteriormente, já que a doença pode ser versátil e atingir as pessoas de maneiras diferentes. Apesar da grande quantidade de doenças que podem ser transmitidas através da mordida de rato, as infecções, inclusive a raiva, são bastante incomuns, porém não podemos vacilar, já que incomum não significa impossível, principalmente com a sorte que a gente tem. ― Brandon suspirou se sentando, assim que ele já havia terminado de fazer o curativo no oriental.
― Eu estou legal? Eu não tô correndo nenhum risco não né? ― Jordan perguntou assustado.
― Eu não sei Jordan, sinceramente eu não sei. Uma doença pouco frequente e que pode ser transmitida pela mordida desses roedores é a FMR, ou leigamente falando, febre por mordida de rato que é causado por bactéria quando a pessoa tem baixa imunidade. A FMR pode dar febre, erupção cutânea e artrite. Se não for tratada, pode causar pneumonia, endocardite e sepse, além de levar ao óbito nos casos mais extremos, embora não seja muito comum. ― Brandon explicou para o garoto, deixando-o ainda mais preocupado.
― E tem algo que podemos fazer para evitar? ― Pablo perguntou olhando de cara feia para o oriental, sabendo que isso tudo era culpa de suas gracinhas.
― O tratamento mais adequado é a base de antibióticos, penicilina para ser mais específico, mas tudo o que a gente tem é remédio para dor de ouvido e alguns anti-inflamatórios. Vamos ter que nos virar com isso. ― Brandon suspirou exausto.
― Está vendo? Tudo isso foi porque você ficou fazendo graça, balançando aquela merda de rato na minha cara. Isso é Karma. ― Pablo apontou para o garoto que abaixou o olhar envergonhado.
― Eu só queria zoar com a sua cara. Eu não ia fazer nada demais. ― Jordan respondeu chateado.
― Nem ousem começar a brigar, porque já temos problemas o bastante e isso não vai nos ajudar em nada. ― Eron cortou os dois antes que uma discussão se iniciasse.
― Vocês trouxeram a caixa? ― Brandon olhou para a mesma no canto do local com surpresa.
― Sim, tem duas barracas lá dentro. Podemos armar ela no novo acampamento e assim a gente não precisa montar uma tenda. Vai servir por hora. ― Pablo falou tranquilo.
― Bem... Eu diria que a gente deveria se apressar e fazer isso antes do almoço, já que ainda está cedo, porém vamos esperar para ver se o Jordan não tem nenhuma reação e assim a gente começa a agilizar a mudança. ― Eron aconselhou pensativo.
― Também acho que é uma boa ideia. ― O branquelo concordou olhando para Jordan que ainda fitava o piso do avião.
― Eu vou separar umas roupas para a gente levar então. Assim que ele estiver melhor a gente sai. ― Pablo deu de ombros.
― Eu ajudo. ― Eron acompanhou o loiro até uma das poltronas onde eles separaram tudo o que eles pegaram das malas no bagageiro.
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