Survive, Horror In Raccoon City – Resident Evil
2 Maio de 1998 – 4:00h am “Os sobreviventes”
Ao terminar de contar a minha história e de como fui parar ali, a mulher abaixa a arma que estava apontando pra mim, e logo se apresenta Lilian Camargo, Engenheira Química da Umbrella Corporation, ela contou que estava ali com mais dois sobreviventes e que não tinha idéia do que fazer para sair dali, pois a região envolta ao prédio estava repleta de zumbis e que não demoraria muito pra eles descobrirem a gente ali. Lilian então pede para eu deitar Fred no chão e me pergunta se ele foi atacado por algum zumbi, eu disse que não, disse que ele só tinha sofrido um acidente de carro, ela então me disse que ele só estava com perda de consciência temporária. Logo aparece mais uma garota com uma câmera na mão, registrando tudo que estava acontecendo, o nome dela era Soe Hyun, ela trabalhava no Canal Local, ela tinha traços orientais, ela então pergunta se nós fomos mordidos, logo respondi não. Em seguida aparece um cara correndo e reclamando por deixarem ele sozinho, era o Juan Rodrigues ex-presidiario, mais não demonstrava perigo. Então começamos a bolar um plano de fuga, tínhamos que sair dali. Achamos uma planta do prédio e verificamos que havia somente duas possíveis saídas, pelo porão que ligaria diretamente para a galeria de esgoto da cidade e pelo terraço, poderíamos ir até o prédio de departamento ali próximo. Decidimos ir pelo terraço, por que todo mundo foi contra ir pelo esgoto [sinceramente seria uma boa ir por lá], Fred então acorda assustado e pergunta onde estava, logo expliquei o que havia acontecido e que nós pretendia sair pelo terraço, fico esse o combinado então. Lílian então nos leva onde havia um arsenal, onde nos preparamos [com muitas armas e poucas munição] para fuga daquele prédio, Lilian me entrega uma granada e diz “Use-a somente em emergência”, de repente ouvimos um grande estrondo e vimos que os zumbis haviam invadido o prédio, nos apressamos e corremos até a escada, pois o elevador não funcionava, ao chegar nas escadas fomos surpreendidos com uma legião de zumbi, voltamos correndo e vimos que havia saída de emergência nas janelas, corremos até ela, na correria Soe tropeça e acaba caindo, então voltei para ajudar ela, Fred, Lílian e Ruan correram até a saída de emergência e gritava por nós, ao levantar Soe percebe que estávamos cercados, não havia como passar e chegar até a saída de emergência, então peguei ela pelo braço e corremos pro lado oposto, pro nosso azar haviam mais zumbis ali, sem escolha comecei a a apertar os botões do elevador e milagrosamente ele abriu, puxei Soe pra dentro dele e comecei a atirar nos zumbis até as portas fechar. Já dentro do elevador, Soe chorava e se culpava pelo ocorrido, e perguntava por que eu voltei para ajuda-la, que se fosse ela, ela não voltaria, eu somente disse “Não me importo se você me ajudaria ou não, sou humano, já vi isso ocorrer antes, não fiz nada e me senti mal, se eu deixasse isso acontecer novamente, não teria motivos pra viver, quando deixamos de ajudar o próximo, deixamos de ser humanos.” Soe então entende, que mesmo nas horas mais difíceis, nós dependemos uns dos outros, então ela pergunta meio sem graça e ainda se sentindo a culpada, como iríamos encontrar os outros, apenas apertei o botão de subir do elevador, ela então abriu um sorriso simples e disse “Você foi a primeira pessoa que eu encontro no meio desse caos, que não é egoísta.” De repente o elevador para Soe se assusta e já teme o pior, as luzes começaram a piscar, apertei novamente o botão pro ultimo andar, mais o elevador não respondia, quando menos esperávamos o elevador começou a descer desgovernadamente até o subsolo do prédio. Sem escolha saímos do elevador com cautela e vimos que estávamos no estacionamento do prédio, Soe então pega um celular via satélite de dentro de sua bolsa e tenta se comunicar com alguém, mais não consegue, então começamos a andar entre os carros e ouvimos um barulho estranho, parecia que alguém estava mastigando algo com muita fome, andamos silenciosamente quando nos deparamos com um cachorro comendo uma pessoa, Soe se assusta e sente ancia na hora e põe a mão na boca, então eu disse bem baixinho, “Vamos voltar antes que ele nos veja.” Começamos a andar pra trás, quando Soe sem querer esbarra em um carro ativando o alarme dele, o cão logo nos viu e rosnava como se nada acabasse com fome dele, então corremos entre os carros, e logo nos separamos, o cão estava atrás de mim, comecei a tentar abrir a portas dos carros na esperança de algum abrir, e então um abriu, entrei nele e tranquei as portas, o cão começava a se debater no vidro do carro com muita violência, foi quando percebi que uma das minha armas havia caído na hora da correria, então tentei avistar Soe pelo vidro do carro mais não a via. Ouvi então um assovio e vi que era Soe chamando atenção do cão, o cão então correu em direção dela, sumindo entre os carros, sai do carro rapidamente temendo o pior, quando escuto disparos de arma e em seguida um grande silencio, fui correndo verificar o que havia ocorrido, quando me deparei com o cão morto e Soe encostada na parede com a perna mordida, ela chorava muito de dor e medo, pois sabia o que acontecia com quem era infectado pelo vírus, eu peguei ela e a abracei tentando acalma-la, quando perguntei a ela por que ela se a risco, por que ela fez aquilo, ela disse “Como sempre, eu tento fazer o que é certo mais acaba dando tudo errado, aprendi que quando ajudo os outros, acabo me ferindo, mais dessa vez, sei que ajudei a pessoa certa”. Aquilo me fez perceber que ela guardava alguma magoa, alguma decepção. Ela então enxuga as lagrimas, e tenta se levantar com um pouco de dificuldade, peguei a manga da blusa dela e improvisei um curativo na perna dela. A partir dali decidimos que era melhor sairmos de lá pela galeria de esgoto do prédio, já não era mais possível subir o prédio, pois já estava completamente tomado por zumbis.
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