Surreal (Klaus e Caroline)
19 Revelação
Notas iniciais
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Vejam o Trailer da Fic ---> http://youtu.be/8Wm7VJRKayw
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Havia se passado um mês que Klaus desapareceu, não respondia minhas ligações e nem mensagens, e minhas esperanças de encontra-lo em sua casa foram destruídas, segundo os vizinhos a dias ele não retornava para sua casa.
Minha vida profissional estava um caos, quase fui despedida porque disse que Klaus não estava disponível para fazer a capa que eles tanto pediram, graças aos Céus Theodor Smith me salvou dizendo que eu não tinha culpa pela ausência dele.
Para amenizar a situação com meus chefes comecei a ficar depois do expediente adiantando o serviço, inclusive hoje um sábado as 21:00 aqui estou eu analisando uma lista infinita de modelos para a nova capa enquanto a maioria dos funcionários estão em casa em um sofá quentinho e vendo um filme ou se divertindo por ai, coisa que eu não fazia a um bom tempo.
Quando a janela se abriu violentamente me dando o maior susto, eu me levantei e fui fecha-la percebi que estava se formando uma forte tempestade e então resolvi que era hora de ir para a casa, apaguei os dois abajures que estavam iluminando minha sala e peguei minha bolsa e meu casaco e sai para o corredor iluminado do 10° andar.
Quando apertei o botão do elevador a luz sessou inteiramente me deixando num breu, eu odiava escuro então tratei logo de iluminar onde estava com a luminosidade do visor do celular.
Eu teria que descer pelas escadas mas eu tinha um certo medo disso, sim eu tinha medo de quase tudo e quando se relacionava com escuro tinha ainda mais e então fui para o lado onde ficava a porta da escadaria eu teria que descer 10 lances de escadas somente com a luz de um visor insignificante de celular que não ajudava em nada, comecei a descer rapidamente as escadas e quando parei para iluminar a plaquinha vi que estava no 2° andar.
– Ótimo só mais um lance de escadas — eu disse para mim mesma e diferente de antes desci calmamente, quando sai na portaria vi dois guardas que logo reconheci eram Walter e Fred que tomavam café e jogavam baralho.
– Boa Noite garotos — eu disse os assuntando.
– Boa noite senhorita — os dois fizeram uma pequena continência para mim.
– A senhorita vai mesmo sair nesse breu? — Fred perguntou.
– Creio que sim preciso ir para a casa.
– Ouve um blackout é perigoso — Walter falou.
– Não tenho medo de escuro — isso era uma grande mentira — mas... me de uma lanterna.
– Aqui esta — Fred disse me entregando a lanterna dele.
– Obrigada e boa noite garotos — eu disse indo em direção a porta de entrada, quando eu toquei a maçaneta as luzes voltaram instantaneamente — Creio que não vou precisar da lanterna Fred — eu disse a entregando a ele novamente.
– Não senhorita, vai que a luz cessa novamente — e então eu aceitei fazendo uma reverencia pequena e saindo.
As ruas estavam um caos as pessoas andavam apressadas com medo de a luz acabar novamente os carros buzinavam sem parar.
– Não é hora de uma Dama estar andando sozinha pela rua — uma voz disse atras de mim me dando um frio na espinha.
– Marcel! — eu vociferei com um tom minimo de irritação quando reconheci a voz. — não deveria fazer isso, pode acabar com uma estaca no coração.
– Não tenho medo de estacas — ele respondeu com um sorriso de canto.
– E eu não tenho medo de andar sozinha — falei e comecei a andar.
– Vamos tomar um café — ele segurou minha mão e eu o encarei pensativa.
– Esta bem. — respondi.
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Fomos a um café conhecido que ficava perto da revista chamado "Dreams", o que era um nome estranho para um café.
– Fiquei sabendo de seu rompimento com Klaus — ele respondeu enquanto sentávamos numa mesa no canto do salão.
– É complicado — suspirei com um ar triste — podemos não falar disso.
– Entendo é.. esta bem — ele responde e chamou o garçom pedindo dois capuccino espumados. — Estou realmente curioso em saber o porque do término...
– Tudo bem é... — eu respirei fundo não queria contar a ele — eu sou muito indecisa e complica é isso!
– Só isso? — ele perguntou — pois saiba que eu aguentaria sua indecisão e complicação com o maior prazer — ele sorriu de canto para mim e eu retribui.
– Isso foi um flerte? — eu disse descontraída.
– Se você entendeu como um... — ele brincou.
– Bobo — eu disse pegando um pouco da minha espuma e passando em seu nariz.
– Como você é infantil — ele disse me encarando — nem sabe brincar direito! — e então ele passou um pouco da espuma de seu cappuccino em minha bochecha e começamos uma batalha infantil despertando alguns olhares em volta.
Quando percebemos estávamos com a cara toda grudenta,não havia mais pessoas no café só o dono e então começamos a nos limpar com os guardanapos para irmos embora.
– Eu pensei que a espuma fosse pra ser tomada sabe — eu disse e ele riu.
– Espera tem um pouco aqui — ele passou o guardanapo no canto de minha boca e nós dois acabamos vidrados um no outro.
– E mais uma vez você é o Traidor da história- uma voz que eu conhecia bem disse ao meu lado, tinha um tom de decepção e ódio.
– Você a abandonou e eu aproveitei a oportunidade amigão — Marcel sorriu de canto, um sorriso vitorioso.
– Eu não a abandonei e eu não sou seu amigo — Klaus jogou Marcel em uma prateleira estourando todos os vidros de café que se encontravam nela.
– Calma Klaus — eu pedi segurando em sua mão como sempre fazia para acalma-lo mas dessa vez isso não aconteceu ele me olhou com raiva, ele tinha raiva de mim.
– O QUE VOCÊ TA FAZENDO AQUI COM ELE? — Klaus gritou comigo me assustando, meu rosto já se molhava com lagrimas.
– Não grita com ela — Marcel jogou Klaus na parede oposta a que ele tinha caido.
Klaus atacou algo em Marcel que o pegou com a mão e jogou de volta, e entao começaram uma batalha dentro do café, Klaus golpeou Marcel com um chute e Marcel retribuiu dando-lhe um soco na face.
Marcel lançou Klaus longe, que acabou caindo em pé e voltando com toda força ao encontro de Marcel, os dois haviam se atracado e brigavam feito animais e eu só observava sem saber o que fazer eu só queria que aquilo acabasse logo.
– Sim sim.. café Dreams, venha logo tem coisas estranhas acontecendo aqui — eu ouvi e quando olhei um homem gordo telefonava para alguém, o que eu achei ser a policia corri em direção a ele destruindo o telefone na parede.
– Sai daqui vai para a casa e esqueça o aconteceu — eu disse e o homem assentiu saindo pela porta agora estávamos só nós três lá dentro, o café estava todo destruído as luzes no teto piscavam e soltavam fumaça.
Klaus segurava Marcel pelo pescoço na parede com parte de uma cadeira na mão iria logo enfiar aquela "estaca'' no coração de Marcel, eu não iria permitir.
– Solta ele! — eu gritei distraindo Klaus e Marcel conseguiu se soltar dele pegando a "estaca" da mão de Klaus e a enfiando em seu coração.
– Você não pode me matar — disse Klaus quase agonizando de dor, porem ele estava resistindo a dar esse gostinho a Marcel.
– Sei que não, mas ver você agonizar de dor já o suficiente — Marcel riu sinico.
– CHEGA AGORA — eu gritei com raiva mostrando minhas presas, estava cansada daquilo, consegui empurrar Marcel para longe e arranquei de uma vez a estaca no coração de Klaus. — Vocês podem parar com isso! Afinal nem o menos eu sei porque vocês estão brigando.
– Se você não sabe eu vou te dizer — Marcel gritou e quando eu o olhei ele tinha um sorriso vitorioso no rosto, como se o ultimo trunfo dele fosse o mais poderoso.
– Você não se atreveria a dizer — Klaus disse ríspido ao meu lado.
– Não duvide Niklaus — Marcel respondeu.
– Caroline vai embora por favor — Klaus segurou minha mão e nossos olhos se encontraram.
– Klaus não aguenta o fato de que o passado vai se repetir — Marcel disparou.
– O passado se repetir? — eu soltei a mão de Klaus e o olhava sem entender intercalando em olhar para ele e Marcel.
– CALA A BOCA! — Klaus já ia para cima de Marcel novamente mas eu o impedi.
– Diga! — ordenei.
– Caroline você é uma duplicata!

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