Surreal (Klaus e Caroline)
20 Verdades Parte 1
Notas iniciais
– Você é uma duplicata Caroline! – Marcel gritou olhando para mim.
– O que? – eu perguntei rindo feito uma maluca – essa é a coisa mais idiota que eu já ouvi!
– Se fosse tão idiota Klaus não estaria assim – ele apontou para um Klaus que parecia em transe com um toque de nostalgia e preocupação no rosto.
– Você esta bem Klaus? – eu perguntei de forma carinhosa segurando a mão de Klaus que me olhou ainda com aquela cara.
– Conte a ela Klaus... mostre a ela o que você apagou.
– O que ele apagou? – eu olhei para Marcel e logo depois para Klaus, eu não estava entendendo nada Klaus não falava nada só ficava com aquele olhar vago pensando em algo distante.
– Espera... apagou... vo-vo-cê me hipnotizou? – eu disse gaguejando e soltando a mão de Klaus o encarando, ele instantaneamente saiu de seu transe e se virou para mim voltando a segurar minha mão.
– Eu fiz para te proteger – ele disse com a voz falha.
– Me proteger? – eu perguntei indignada – não preciso de proteção...
– Mostre a ela Klaus! – Marcel vociferou, eu olhei para ele com raiva que logo se calou.
– Me mostre Klaus – eu disse em tom autoritário, assim como minha mãe fazia.
– Caroline...
– Me mostre Klaus! – eu gritei e ele se assustou afinal, raramente eu gritava.
– Me desculpe por não conseguir te proteger – Klaus disse e antes que eu pudesse falar alguma coisa ele olhou no fundo dos meus olhos e disse – Se lembre de tudo!
As cenas do dia em que eu e Klaus tomamos café juntos naquela manhã de natal voltaram tudo de trás para frente e parou em uma cena que para mim não havia acontecido:
– Porque você fingiu ser humano afinal? – perguntei.
– Quando eu e meus irmãos chegamos a Nova Orleans acabamos construindo um novo império e lutando contra os chefes humanos que comandavam a cidade, porém o grande chefe do governo tinha uma filha chamava Violet Marshals que justamente naquele ano retornara a cidade depois de 5 anos de estudos.
( Imaginem a Caroline um pouco mais nova, de cabelo curtinho e ondulado levemente com essa roupa http://imageshack.com/a/img540/3964/tGo4C8.jpg )
Eu me apaixonei perdidamente por ela, abrindo mão de ter o total controle sobre Nova Orleans, o chefe do governo vendo a minha forte paixão por sua filha me proibiu de agir como um vampiro, quando eu quisesse me alimentar eu teria que ir a fronteira ou roubar bolsas de sangue, minha paixão por ela era forte o suficiente para mim aceitar suas condições.
– Caramba então ela foi muito especial para você não?
– Ela foi a única pessoa que conseguiu me fazer amar de verdade – eu o olhei, aquilo havia me incomodado e ele não se importou – eu demorei muito tempo para conquista-la 1 ano basicamente, junto com meu relacionamento com ela veio um cargo no governo do pai dela, um alto cargo.
– Você conseguiu esconder que era um vampiro?
– Não por muito tempo – ele riu descontraído.
– Me conte sobre seu romance com Violet – fiz um ênfase a frase.
– Desde a primeira vez que a vi sabia que ela era a mulher de minha vida – eu estava realmente irritada com aquilo, a ponto de dizer a ele que parasse de me contar sobre ela – eu pela primeira vez me permiti agir feito um bobo apaixonado, dar-lhe flores, chocolates, poesias.
– Poesias?
– Naquela época era o que os cavalheiros davam para agradar sua dama – ele sorriu. – continuando, ela achava que eu era um humano até porque eu não queria assusta-la com essa história de vampiro, nós já estávamos noivos quando tivemos a péssima idéia de ir a uma boate que era a mais elegante da cidade e revemos um velho amigo meu, Marcel Gerard.
– Quem é esse? – perguntei curiosa.
– A muito tempo atrás conheci um menino chamado Marcellus, o libertei da escravidão e o criei ele sustentou um romance escondido com minha irmã que eu lógico descobri rapidamente, ordenei para que se afastassem e você sabe como é Rebekah nunca ouve minhas ordens, então a trancafiei no caixão com uma adaga no coração.
– Cruel – comentei.
– Depois de muito tempo transformei Marcel em vampiro – ele continuou como se eu não tivesse dito nada- meu pai reapareceu me ameaçando e eu tive que fugir deixando Marcel para trás e todo o meu passado em Nova Orleans, anos depois quando achei que realmente era seguro voltar eu voltei e encontrei uma Violet vampira, que massacrou metade da cidade, descobri que Marcel a tinha levado para seu lado a colocando contra mim.
– Esse Marcel é um filho da...
– Caroline! – Klaus me censurou, ele era elegante o suficiente para não gostar de palavrões – e então percebi que ela estava sendo controlada por alguém acima de Marcel, um clã de lobisomens que a tempos eu havia expulsado da cidade,e depois juraram que iriam me destruir que a iludiram com uma promessa de poder mas acabaram arrancando o coração de seu pai e logo após o seu.
– Oh meu Deus – eu disse levando as mãos a boca.
– Eu me vinguei daqueles lobos, matando um por um – ele disse com um brilho estranho nos olhos.
– Eu faria o mesmo – confessei.
– Marcel sempre disse o quão feliz ela ficou com a minha partida, e que pode se entregar inteiramente a ele – ele tinha um pesar na voz que me dava pena.- Anos depois descobri que Rebekah e Marcel armaram tudo para que meu pai chegasse a cidade... Rebekah alem de traidora ainda foi uma idiota Marcel a abandonou para ficar com Violet.
– Espera então Rebekah sumiu porque...
– Não Caroline eu não a matei... eu nunca mataria minha irmãzinha, só pedi para ela sumir e nunca mais voltar e foi o que ela fez, não a vejo a meses.
– E quanto a Marcel? – perguntei.
– Ele esta morto, coloquei fogo em seu quartel antes de sair de Nova Orleans.
– Oh Klaus – eu o abracei forte tentando reconforta-lo.
– Caroline olhe nos meus olhos – ele disse separando o abraço e olhando para mim – Esqueça tudo o que eu te disse, apenas se lembre que eu cheguei a nova orleans com meus irmãos, fui garçom na década de 80, meu pai me espantou da cidade, não lembre de Marcel nem de Violet e que anos depois eu descobri a traição de Rebekah a mandando ir embora – eu fechei meus olhos e abri novamente como num colapso.
– Que tal vermos um péssimo filme de natal? – eu disse.
E então as cenas foram mudando novamente agora estava na casa de Klaus, foi na manhã do ano novo quando eu tive aqueles sonhos estranhos, aquela cena era do sonho das vozes dos irmãos de Klaus.
– Isso já se repetiu antes – Elijah falava.
– Eu sei mais do que ninguém irmão, não posso perde-la novamente – Klaus disse com tom choroso.
– Caroline não é Violet Klaus – Elijah disse sério.
– Eu sei que não mas...
– Você não esta misturando as coisas? – perguntou Kol.
–Não... – Klaus falou e fez um pausa- eu acho que não, eu amei Violet como ninguém poderia a amar.
Os irmãos ficaram em silêncio por um longo momento perdidos dentro de suas mentes com pensamentos preocupados... comigo?
– Eu fui um tolo de desfilar com ela por ai – Klaus se levantou e foi até a janela olhando para fora.
– Por isso você esta assim feito um louco?- Kol vociferou em tom de zoação.
– Caro irmão você ainda não me viu louco – Klaus disse em tom de ameaça e Kol se calou.
– E se o passado se repetir? – Elijah perguntou acabando com a briga ridícula de seus irmãos.
– Ele não vai se repetir! – Klaus disse com raiva.- eu não deixarei ninguém machuca-la!
– Calma maninho é só uma hipótese! – falou Kol.
– Vocês estarão comigo não é? Porque da outra vez...
– Já lhe pedimos desculpas por te abandonar Klaus! – Elijah falou – nós estávamos com medo de papai também!
– Você a abandonou Klaus, você que dizia que a amava, não a gente! – Kol vociferou e Klaus avançou sobre ele porem, Elijah os separou de imediato.
– Calem a boca!! – Elijah disse os censurando- Caroline esta lá em cima, e afinal Klaus porque você nos chamou aqui com ela lá em cima?
– Foi um impulso, eu só precisava falar... – Klaus disse se culpando.
– Claro que estaremos – Elijah respondeu a pergunta que Klaus fez a momentos atrás.
– Mas não quero aquela traidora conosco!
– Não fale assim, ela é nossa irmã – Kol a defendeu.
– Da ultima vez ela foi a CULPADA! – Klaus gritou com raiva e jogou um copo na parede.
– Você esta querendo acordar ela? – Elijah perguntou num sussurro quase mudo e então pararam de falar esperando um sinal de que eu estivesse acordada.
– Fique frio ela não acordou – Kol disse se sentando.
– Mas como Marcel ainda esta vivo?
– Eu não sei, de alguma forma ele fugiu vai saber se nossa fiel irmã não ajudou com sua fuga? – perguntou Klaus ironicamente.
– Chega disso! – Elijah disse a Klaus – mas você já contou a Caroline?
– Não eu nunca vou contar isso a ela, quanto menos ela souber melhor para sua segurança!
– Essa é boa... – Kol disse rindo entre dentes.
– Cale a boca Kol! – “Será que esses dois não param de brigar um minuto?” pensei.
– Ela precisa saber a ligação dela com Violet!
– Não, não precisa! – Klaus falou irritado.
– Ela saberá que como Elena, ela é uma duplicata. – Elijah falou.
– Eu sou o que? – eu que estava escondida atrás de alguns moveis perto da escada, apareci olhando para Klaus confusa.
– Caroline se acalme – Elijah se aproximou de mim de um jeito calmo.
– Me acalmar? Eu quero respostas!
– Você já sabe o que fazer maninho! – Kol falou se sentando na poltrona e olhando para mim debochado.
– Não ouse me hipnotizar Klaus Mikaelson! – ele me segurou e eu tentava me solta, sem sucesso é claro – Me solta, me fale a verdade! – eu tinha lagrimas nos olhos.
– Não importa o que eu tenha que fazer, Preciso te proteger Caroline!
– Ande logo irmão – Kol falou.
– Se esqueça disso, foi só um sonho ruim – ele falou me fazendo entrar em transe, e logo depois senti uma dor conhecida ele havia quebrado meu pescoço.

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