Notas iniciais
Hi!! Voltei com mais um capitulo bombástico, o capitulo que eu mais demorei para escrever. E também o que eu mais gostei de escrever, eu gostei dele ficou muito "foda". Deem a opinião de vocês também. E bom eu disse que esse seria o penultimo capitulo, mas não não mudei de planos vou terminar a fic mais ou menos no capitulo 35, ai sim a segunda temporada chega! Chega de enrolação, e não se esqueçam de ler as notas finais :D Boa Leitura ❤❤

Quando voltei ao meu consciente novamente, mantive os olhos fechados com medo do que poderia ver, como por exemplo uma sala de tortura que fazia meu corpo se arrepiar só de imaginar, eu queria evitar um pouco.

Movi minhas mãos lentamente e senti uma dor excruciante nos pulsos que estavam amarrados por cordas e grudadas junto a cadeira em que eu estava sentada, nelas havia verbena, pelo que senti havia vários cortes e queimaduras em minhas mãos afinal com a verbena ali eles eram impossibilitados de se cicatrizar. Minhas pernas também estavam amarrados, abaixo da panturrilha porém devido a calça que eu estava usando a corda não tocava minha pele.

Tomei coragem e abri os olhos lentamente, o ambiente não era claro o que me fez ter mais visibilidade. Para o meu desespero eu já havia visto aquele cenário, foi quando eu tive aqueles sonhos estranhos. Uma sala escura e fria, pouco iluminada com furos nas paredes liberando feixes de luz não deixando assim uma escuridão completa. Percebi que os feixes de luz não me alcançavam, remexi com dificuldade devido a dor os dedos e percebi que já não tinha mais meu anel. Eu não me permiti chorar. Não ainda.

Depois de um tempo, ouviu-se naquele silêncio aterrorizante o ranger de metal em meio a escuridão em minha frente, e logo após passos quase silenciosos vindo em minha direção.

– Bom dia bela adormecida – a voz de Theodor ecoou pelas paredes, fazendo com que o eco sofresse uma mutação e a tornasse mais amedrontadora.

– O que você quer comigo? – eu perguntei ríspida, encarando a sombra dele que se formou na “quase escuridão”, eu ainda não conseguia ver seu rosto nitidamente.

– Apressadinha ein – ele então saiu entrando em frente a um feixe de luz, me surpreendi com a diferença que ele estava, usava roupas sociais como uma calça jeans, tênis e uma camiseta normal. Nunca o tinha visto daquela maneira, além do mais ele parecia mais bonito e jovem. Confesso que estava atraente, porém os sentimentos de angustia e dor não me permitiram sentir nada alem disso. – mas eu gosto assim, não gosto de rodeios.

Ficamos um tempo em silêncio, eu não ousava dizer mais nada a ele e pelo que percebi ele esperava que eu dissesse, remexi minhas mãos e as cordas pareciam que haviam perfurado mais fundo. Eu não iria gritas porém não pude abafar um gemido de dor.

– Ou me desculpe! – ele disse se aproximando de mim como um cavalheiro, foi para trás da cadeira – isso deve estar doendo suas mãos estão... sangrentas – ele riu como se eu realmente achasse graça.

Pelo som que ouvi ele pegava algo no bolso, minha barriga gelou só de imaginar o que era. Então ele fincou algo em minhas costas e eu senti meu corpo amolecer. “Verbena”. – isso vai me permitir que você se solte e não se cure dificultado uma possível fuga.

– Obrigada – eu disse irônica e fraca, movendo minhas mãos de trás da cadeira e as levando para frente de meu colo, elas sangravam bastante e sujaram toda a minha blusa branca de sangue.

– Bom vejo que suas pernas estão bem, então ficaram amarradas – a verbena me deixou tão fraca que só balbuciei palavras nem nexo algum.

– O... q-que... você quer? – eu disse tentando ser o mais firme possível, eu conseguia ver e ouvir bem, porem o esforço de falar, me curar ou me mover já era demais.

– Apressa você loira – ele disse ficando em minha frente – você merece saber tudo sobre mim, afinal o que eu lhe contar não sairá daqui certo? – ele deu um sorriso sínico e começou a falar:

“Meu nome na verdade é Clifford Williams, mas lhe dou o direito de me chamar de Cliff.

Acho que sua ignorância não lhe permitiu perceber que eu sou um lobisomem...”

Ele disse arrogante, com ar de superioridade que me irritou muito. E então eu pensei:

Como eu não percebi antes? Theodor... opa... quer dizer... Clifford sempre faltava duas semanas, semanas de lua cheia!

Antes dos dias de “folga” dele, ele parecia cansado e a beira da morte mas quando voltava... ele estava rejuvenescido.

“Me transformei em 1979, na época eu tinha 16 anos lutei pelo amor de uma donzela e matei meu adversário. Meu pobre pai queria me poupar da verdade não me contando, e quando viu o que havia acontecido se arrependeu até o fim de sua vida. Eu era descendente do maior clã de lobos de Eastcity, porém quando eu comecei a me transformar eu matava pessoas... minhas lembranças daquela época são estranhas. Meu pai achou melhor nós vivermos em Nova Orleans onde você ouvir uivos ou ser atacado por lobos era absolutamente normal. Além do mais boa parte de nosso clã já viviam lá a muito tempo.”

Não pude deixar de notar a data que ele me disse... 1979, ele seria mais velho do que aparentava ser. Com certeza, lobisomens não são imortais. Porém deixei com que ele continuasse sem intervir, e mesmo se quisesse não poderia.

“ Eu era tão inexperiente e jovem, nesse um ano conheci Edlyn ( nome místico que significa Nobre), ela me ensinou tudo, como fazer a transformação doer menos. Como controlar o que você faz e o melhor como exterminar vampiros com uma só mordida. A mordida letal.

É claro que demorou muito para me acostumar afinal sentir a dor de seus ossos atrofiarem era realmente horripilante. Meu pai e eu nos juntamos ao resto do clã “Foster” ( Que significa o Guardião dos bosques), eles elegeram meu pai como líder do clã.

Dominamos a cidade pois fomos bem aceitos pelos bruxos e humanos. Os bruxos sempre criaram uma certa simpatia pelos lobisomens, já pelos vampiros...

Ele sorriu para mim em sinal de ameaça, fiquei com vontade de dizer a ele que eu não tinha o menor medo de bruxas e que se a morte viesse a cumprimentaria como uma velha amiga.

“Dominamos completamente a cidade, não havia vampiros para nos enfrentar. Os humanos e bruxas ficavam abaixo de nós obedecendo a qualquer ordem que fosse imposta. Mas também os respeitávamos como iguais. Quando completei 20 anos os Mikaelson chegaram a cidade e atrapalharam toda a harmonia que nós conseguimos implantar.”

A partir do momento em que ele disse Mikaelson, Klaus passou pela minha cabeça e eu comecei a entender o porque de estar ali, Klaus expulsou um clã de lobos da cidade... ai meu Deus! Eu já estava entendendo tudo por ali.

“Numa batalha sangrenta eles nos derrotaram, matando a maioria de nossos lobisomens e conseguiram nos expulsar da cidade, durante muito tempo não conseguíamos entender como eles vampiros não eram afetados por nossas mordidas. Aqueles três irmãos Rebekah, Elijah e Niklaus.”

Anos se passaram e eu consegui com que uma bruxa nos passassem informações sobre as quais eu precisava para arquitetar minha vingança.

Soube sobre Violet Marshals a filha do general, Klaus se apaixonou por ela e ela por ele. O governador praticamente vendeu sua filha a ele para não ter a cabeça arrancada.

Klaus então entregou o poder a ele e fingiu ser humano, Rebekah e Marcel que mantinham um romance escondido a muito tempo arquitetaram um plano para expulsar Klaus da cidade. Eu não intervi em nada, seria muito útil para mim aquele idiota longe de Nova Orleans.

Mikael chegou quase que imediatamente na cidade, fazendo Klaus fugir sem dar nenhuma explicação a Violet.

A garota confusa como estava se entregou aos encantos de Marcel o traidor! Ele simplesmente deixou Rebekah a ver navios e entregou todo o seu amor a Violet.

A garota nunca deixou de amar Klaus, disso eu tenho certeza mas ela viu em Marcel um novo meio de se vingar.

Elijah se ausentou da cidade atrás de Niklaus, porém digamos que ele teve algumas informações enganosas, Rebekah depois de ser abandonada desligou a humanidade e sumiu do mapa.

Quando enfim Marcel se revelou um vampiro, os olhos de Violet brilharam de puro interesse o convencendo de transformá-la. Aquela garota era... Faminta. Arrasou metade da cidade em apenas um dia, Marcel deu a ela a oportunidade de vingar suas piores magoas. E aquilo era tudo o que ela precisava.

O pai de Violet conseguiu ocultar os ataques constantes que sua filha exercia, porém ele não era o único que mandava por ali. Ele pediu ajuda as bruxas para controlar a sede de Violet, a mesma fugiu bem para perto de nós.

Nós a trouxemos para o nosso lado lhe mostrando que tínhamos um interesse comum destruir Klaus Mikaelson, a raiva incondicional que ela alimentava contra Marcel e Klaus só aumentou a partir do momento em que ela desligou.”

Eu fiquei com uma vontade enorme de gritar “ COMO ASSIM ELA DESLIGOU?’’ mas se eu gritasse perderia os sentidos, e eu queria muito saber o fim daquela história, a única coisa que consegui era apresentar uma expressão incrédula perante ao que me era dito. Ele sorriu ao saber que Klaus não me contou toda a história. Se é que Klaus realmente sabe toda a história.

“Aproveitamos os dias das bruxas para nos infiltrar na cidade, ela retornou semanas atrás jurando estar curada da terrível sede por sangue, e é claro que o pai a aceitou de volta. Porém não percebeu o quão fria a filha estava.

Entramos fantasiados de cavalheiros do rei de Portugal, as roupas cobriam nossos rostos e entramos sem dificuldade alguma afinal, todos estavam fantasiados as bruxas nos ajudaram a entrar. Os chefes humanos e os poucos vampiros que haviam ali estavam ou bêbados ou distraídos com as festividades.

Aos poucos fomos matando os guardas e vampiros descuidados, que não notaram nem por um momento nossa presença.

Violet mesmo matou os porteiros da “base” dos chefes humanos, nós entramos e tratamos de acabar com o resto de guardas que sobraram lá dentro deixando por fim, o pai dela e mais três governadores.

Quando chegamos ao gabinete os quatro homens no chão estremeciam devido a morte que estava a vir, tratei logo de matar os três inúteis governadores que não me serviriam de nada.

Quando enfim fui até o pai de Violet ela me impediu, primeiro pensei que tinha dado para trás porém ela sorriu cruelmente.

– Deixe com que eu acabe com ele! – e então ela olhou no fundo dos olhos cheios de lagrimas que ele tinha e lhe arrancou o coração dando uma risada cruel.

No mesmo instante alguém adentrou a porta e pude ver os meus homens todos mortos no chão da sala a frente da porta do gabinete em que estava.

Klaus adentrou a sala e o olhava perplexo para Violet, eu não contava com isso, não estava preparado para enfrentá-lo ainda. Ele me encarava porém suas atenção acabaram sendo voltadas para a garota que começava a chorar.

A idiota havia ligado a humanidade porque seu “ botão de ligar” era Klaus, ele conseguiu ligar sua humanidade e eu vi ali que meu plano de matá-lo tinha ido por água abaixo, agora eu teria que fugir dali ou seria morto, a única coisa que me veio a cabeça foi pular sobre ela e lhe arrancar o coração, pulando então do segundo andar da casa e quebrando meu braço e alguns outros ossos no andar de baixo. Klaus não veio atrás de mim, imagino que tenha ficado lá observando o corpo de sua amada estirado no chão.

Resolvi não ir para o bosque porque seria o primeiro lugar no qual Klaus iria me procurar, então fui atrás de Enid ( se lê enedi, significa o espírito ou alma), eu mantinha um romance com ela. A única mulher que eu fui capaz de amar.

Ela me ajudou a curar alguns ferimentos, e fugimos quase que imediatamente da cidade vindo para o interior de “Enrosville”.

Ela me revelou o porque de Klaus não morrer, o porque dos originais serem tão invencíveis. Passaram-se anos desde então, até Enid se apossar de um livro de feitiços no qual dizia que a maldição do lobisomem beneficiava e muito a nós. Havia um feitiço no qual me tornaria imortal.

Ela era poderosa o suficiente para conseguir manter esse feitiço mas tinha um porém, eu precisava de uma duplicata de Violet, já que ela estava morta eu precisava de alguém igual por quem Klaus tivesse um sentimento igual ou mais forte.

E então nós conhecemos sua mãe, Liz Forbes estava grávida na época e nem percebeu quando lhe demos uma poção na qual havia um pouco da alma e personalidade de Violet. Por isso você tem uma ligação forte com ela.”

Meus olhos se arregalaram, como assim eu me tornei duplicata para ser usada de cobaia para um feitiço, desde que nasci eu estava destinada a morte? Eu estava destinada a fazer um cara se apaixonar por mim e nutrir um sentimento maior ou igual a uma garota na qual eu carrego por parte da alma?

– Me desculpe bonitinha – ele disse acariciando meu rosto – mas você não viverá por um muito tempo.

– Seu monstro! – eu gritei, fazendo esforço demais minha visão escureceu e minha mente se esvaziou, minhas forças se esgotaram e enfim eu apaguei.

Notas finais
Queria muito pedir a vocês que me mandem sugestões de como vocês querem o final, porque to tendo uns bloqueios criativos, e vocês ajudariam muito me dizendo como querem, vai que dai uma lampadazinha se acende :D Mandem reviews dizendo o que acharam Um beijão e até o próximo capitulo :D