Surreal (Klaus e Caroline)
30 Não consigo te ver sofrer
Notas iniciais
Quando despertei minhas mãos haviam sido amarradas novamente, minha boca estava tampada e estava toda cortada nos cantos devido a brutalidade com a qual eles devem te-la amarrado.
Ouvi as vozes de Clifford e Jasmine, fiquei em silêncio de olhos fechados, imóvel, para poder ouvi-los e descobrir algo do que viria a seguir.
– Porque você acariciou o rosto dela? – Jasmine vociferou para ele com raiva, sério mesmo que ela estava com ciúmes?
– Isso é ciúmes meu amor? – ele disse descontraído e pelo silêncio que se decorreu eles devem ter se beijado – Você não muda mesmo não é Enid?
– Aaargh! – ela bufou – já disse que não gosto desse nome.
– Desculpe meu bem, é força do habito você se chamou assim por tanto tempo que...
– Eu sei! Mas agora meu nome é Jasmine, JAS-MI-NE!
– Não sei porque você julga Enid como antiquado, me apaixonei por você quando você ainda o usava.
– Esse nome é estranho! – ela disse dando um ênfase no “estranho” – mas não posso negar que sinto falta do meu antigo corpo, eu era uma bela ruiva de olhos verdes, não é?
– A mais bonita que já conheci. – ele disse e pelo que pude perceber ele a abraçou, e ela ria feliz. Não estou acreditando que no meio de um seqüestro para um ritual estranho eles estavam propagando uma cena de amor, fala serio!
– Você lembra de como conhecemos ela?- percebi que estavam se referindo ao corpo no qual Jasmine estava- Uma bruxa fugitiva, os caçadores não tinha piedade naquela época.
– Tão assustada – Clifford disse rindo.
– Acho que para ela, morrer teria sido melhor. – Jasmine disse com um toque de pena na voz.
– Dói receber um viajante? – ele perguntou curioso.
– Eu não sei, mas pelos gritos que ela deu com certeza.
– Eu não a vi gritar. – indagou Clifford.
– É claro que não ouviu! – ela disse debochada – Quando um viajante entra em sua mente você não tem domínio próprio, fica em transe e dá seu lugar a ele. Mas nos primeiros instantes eu e ela temos uma batalha, onde claro o viajante na maioria das vezes vence. Só que você sabe que eu usei alguns dos meus poderes para sugar a magia dela e desativá-la pra sempre.
– Ela gritou muito? – ele perguntou cruel.
– Digamos que foi excruciante... – ela riu macabra e logo depois voltaram a se beijar. Aquele papo não me deu informação alguma, a não ser a informação de que Jasmine é uma viajante.
Cada vez mais essa história estava me assustando, e tudo girava em torno de mim. Porque eu?
E uma pergunta que não parava de se repetir em minha mente era onde Klaus estava e o porque dele ainda não ter vindo me resgatar?
Pov. Klaus
– Para onde você esta me levando? – a garota de olhos claros que conheci momentos atrás indagava curiosa porque a arrastava para um gabinete de um bar da parte leste da cidade. Em seu rosto tinha um sorriso feliz, pena que ele não iria durar muito.
– Vamos para um lugar mais reservado! – eu disse a puxando para mais próxima de mim, sua respiração descompassada batia em meu rosto me segurei para não revirar os olhos, ela tinha um olhar malicioso e mordiscou o lábio inferior.
Quando adentramos o gabinete me surpreendi com o luxo que era o lugar, nem parecia um bar do subúrbio, senti meu corpo sendo empurrado contra um sofá preto encostado na parede a garota já estava sobre mim tirando minha camisa e a lançando longe. Olhei-a malicioso e desejoso, ela então ficou a observar meu corpo e percorrê-lo com as unhas pintadas de vinho.
– Apressadinha! – eu disse a beijando, passei minha mão por todo o seu corpo e ela soltava gemidos vacilantes enquanto eu desabotoava seu vestido e dava leves mordidas em sua orelha. Quando ela me permitiu encostar os lábios em seus pescoço para beijá-lo o meu instinto vampiresco falou mais alto, e então eu cravei minhas presas nela.
A garota desesperada e assustada se levantou me empurrando para trás, e foi correndo em direção a porta.
– Onde você esta indo? – eu perguntei bloqueando o caminho, e a garota me olhava desesperada – vai ficar cada vez melhor...
– Me-me- deixee- i-i-ir – ela gaguejava e já começava a chorar.
– Que patético – eu disse pousando minhas mãos em seu rosto, olhei no fundo de seus olhos e disse – Fique calma e aproveite o momento.
No mesmo instante ela parou de chorar, um sorriso maroto brotou de seus lábios e ela deixou com que o vestido deslizasse por seu corpo e ficasse no chão. Me pegou pela mão e me levou até o sofá, fez com que eu me sentasse e logo depois se sentou em colo, puxou seus cabelos cor de mel para trás e me ofereceu o pescoço eu sorri vitorioso e cravei minhas presas nele.
Adorava quando me alimentava assim sedução e sangue, era o que eu mais gostava de fazer, quando acabei joguei o corpo da garota branca e gélida ao chão, em seu corpo não restava uma só gota de sangue.
Percebi que meu corpo estava todo respingado de sangue e decidi me limpar, fui ao banheiro e liguei a torneira da pia, que jorrou uma água fria que fez sumir todas as marcas de sangue.
Quando sai do banheiro me deparei com uma figura sentada no sofá que a pouco eu estava, e quando a figura pronunciou “Niklaus” não tive duvidas de quem era.
– Você perdeu um jantar e tanto – eu disse enquanto resgatava minha camisa do chão – ela estava realmente deliciosa.
– Como se eu realmente fizesse isso! – ele olhou para a garota e se abaixou, fechando os olhos dela. Ela parecia estar dormindo com o rosto terno.
– O que te trouxe aqui?
– Trinta pessoas mortas sem uma gota de sangue no corpo, todas mulheres. O cartão de crédito passou do limite e você esta cheirando como um gambá! – ele me encarou e eu ri.
– Você me conhece bem não é... conhece meu joguinho – eu disse me referindo ao jogo “ Sedução e fome”.
– Mais bem do que eu gostaria – ele sussurrou mas eu pude ouvi-lo – mas vamos deixar seus “joguinhos” para outra hora.
– Tudo bem, diga o que você quer?
– Eu sei que você desligou! – ele disse me encarando.
– Parabéns, você é realmente o irmão mais inteligente, depois de mim é claro!
– Por isso Rebekah voltou!
– Rebekah o que? – eu gritei com Elijah e fui para cima dele, que desviou rapidamente fazendo com que eu desse de cara com a parede. Eu precisava dormir.
– Você esta com raiva? – ele provocou – isso é um sentimento.
– Cale a boca! – eu disse o encarando- vamos para a casa, quero reencontrar minha maninha! – eu disse irônico, Elijah fez um sinal negativo com a cabeça pois todos sabíamos como isso iria acabar.
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– Nick! – Rebekah gritou meu nome assim que adentrei a porta, veio sorrindo em minha direção e me abraçou. Minha primeira reação foi ficar travado sem movimento algum, aquela garota era tão... falsa. Eu não podia fazer nada até porque ao nosso lado estavam Elijah e Kol nos observando, atentos, a fim de proteger Rebekah de mim.
– Olá Rebekah – eu disse ríspido – como anda minha irmãzinha traidora? – eu disse debochado e ela me soltou, o sorriso que a pouco havia em seu rosto sumiu.
– Pensei que com o tempo você iria me perdoar...
– Não se culpe Rebekah – Elijah disse me encarando- ele desligou.
– O que? – Kol perguntou, pelo que percebi o único que havia percebido era Elijah.
– Pensei que Caroline fosse só mais um passa tempo – Rebekah se sentou no sofá me encarando – mas parece que essa garota meche com você de um jeito... diferente.
– Você é mesmo um imbecil! – Kol disse – não adianta você desligar a droga da humanidade, você ainda ama ela com todas as suas forças!
– E com certeza ela também te ama! – Elijah disse calmamente, cravando seus olhos nos meus. Ele só fazia isso quando tentava me convencer do óbvio. E aquilo me irritava.
– Kol me disse o que ouve – Rebekah se levantou e deu alguns passos em minha direção – ela disse que te ama Niklaus, ela estava confusa, perdida.. perdoe ela!
– Você perdoou Marcel? – perguntei frio.
– Marcel? O que ele tem haver com isso? – ela perguntou hesitante.
– Bom primeiro teve um romance escondido com ele... O tanto que eu avisei não é mesmo “Bekah?” – eu disse dando ênfase ao seu apelido – você se apaixonou facilmente, se entregou facilmente a um amor falso e no fim você foi abandonada não é? Creio que não foi apenas Marcel... Foram quantos mesmo? Perdi-me depois do décimo... Você troca tanto que eu nem tenho tempo de memorizar os nomes...
– Cale a boca Niklaus! – Kol disse bravo e eu o ignorei gostando ainda mais do rumo da conversa.
– Marcel não lhe amava e você sabe! Lhe usou para me tirar de Nova Orleans, e depois deixou você sozinha para ficar com a garota que jurou amor a mim! – os olhos de Rebekah começaram a marejar e sua boca a tremer levemente como um tic nervoso, ela estava realmente se segurando para não chorar.
– Cale a boca Niklaus! – Kol repetiu.
– Ele te enganou e manipulou o tempo inteiro porque você é uma imbecil! – Rebekah começou a chorar, lagrimas silenciosas inundaram sua face – Ele entregou o amor que você pensou ser seu a Violet, você foi só um brinquedinho enquanto ele não a tinha, ele te deu um pé na bunda quando viu a primeira oportunidade de tê-la. Ouça bem... ELE NUNCA TE AMOU! E NUNCA VAI TE AMAR!
– Já chega! – Kol berrou e veio em minha direção com toda sua fúria, acabei imprensado na parede enquanto Kol me mantinha acima do chão, o chutei e ele voltou para trás. Quebrei uma pequena mesa onde ficava um telefone, e de suas “pernas” fiz uma estaca pontiaguda joguei de longe em Kol e acertei seu pescoço, ele começou a se engasgar com sangue.
Eu comecei a rir como se aquilo fosse a coisa mais hilária do mundo, senti então uma pequena dor nas costas e minha camisa a frente se encharcar de sangue alguém havia cravado algo em mim.
– Vocês têm que parar com isso! Ligue Niklaus! – Elijah disse e saiu de trás de mim.
– Nick... – Rebekah veio em minha direção com lagrimas ainda escorrendo por seu rosto – eu sei que você não é assim – ela arrancou aquilo que havia sido cravado em minhas costas, e nas mãos de Rebekah estava uma adaga – mas quero dizer para o meu irmão que eu sei que esta ai dentro em algum lugar que... Eu o perdôo por tudo, e espero que ele me perdoe porque eu amo muito ele... Volte para a sua irmã! Volte para Caroline! – algo “apitou” dentro de mim despertando uma tempestade de sentimentos, primeiro foi a culpa por tudo o que disse a ela e Caroline, eu havia desligado no momento em que eu sai de minha casa naquele dia, fui grosseiro com Caroline... Depois a raiva... De ter deixado Caroline ir embora com os olhos cheios d’água, e depois ficou a dor... A dor de que eu posso ter perdido o amor de minha vida.
– Rebekah! – eu balbuciei e ela me abraçou, um abraço reconfortante como se ela entendesse perfeitamente o que eu estava sentindo.
Nos abraçamos e não conseguimos segurar o choro, sim Klaus Mikaelson estava chorando. Por Caroline. Por Rebekah. E até mesmo por ele mesmo.
Vi Elijah revirar os olhos vendo aquela cena e Kol se levantando depois de se recuperar da “estaca” que cravei em seu pescoço. Ouvi batidas na porta, fui até lá e abri, não havia ninguém e no chão havia um embrulho com os dizeres “ Para Klaus Mikaelson”.
Quando abri o embrulho havia um pequeno Pen Drive nele, Elijah chegou atrás de mim e o capturou de minha mão.
– Vamos dar uma olhada nisso! – Ele disse colocando na TV e em poucos instantes a imagem apareceu na tela, era Theodor e seu rosto estava mal iluminado, o lugar onde estava parecia uma sela ou algo do tipo.
Niklaus Mikaelson um dia eu já te achei o cara mais inteligente que eu conheço, porém mudei de idéia no dia em que nos revemos você não me reconheceu... Isso porque eu lhe tirei uma vez aquilo que você mais amava.
– Do que ele esta falando Nick? – Rebekah perguntou, eu não respondi e prestei ainda mais atenção no que Theodor falava.
Sou o Cliff, se lembra? Líder do clã de lobisomens Foster, sua amada Violet foi morta por mim...
Lembra-se das ultimas palavras dela?
– Klaus o que esta havendo? – Elijah me olhava sem entender. Dentro de meu coração uma dor se alastrava, a dor que eu bloqueie. A dor da morte de Violet.
Como eu não percebi antes? Ou até mesmo me lembrei? Lógico que ele estava mais velho, mas eu devia me lembrar dele! Que Droga!
Se você ainda não entendeu quem sou, pause o vídeo e repense, caso já entendeu vamos prosseguir.
Ontem peguei algo de você, uma coisa valiosa. Vou lhe dar algumas dicas:
1º O passado esta para se repetir.
2° Ela é loira, tem olhos azuis.
3° É muito desobediente.
Já acertou quem é?
Claro que era Caroline... O que ele fez com ela? Levantei-me do sofá em que estava e fui para mais próximo da TV, Rebekah ficou ao meu lado e segurou minha mão.
Se você disse Violet você errou completamente, até porque ela já não esta entre nós.
Agora se você disse Caroline... Parabéns vampiro original, você acertou totalmente... Porém sua situação não ficara muito diferente de Violet até hoje à noite.
A câmera mostrou uma garota loira, visivelmente fraca e machucada, suas mãos pingavam sangue, ela estava dessecando e sua boca estava com uma mordaça.
Fale Oi Carol!
Ele ordenou e ela o olhou com raiva, sempre a mesma Caroline!
Embaixo de seus olhos havia pequenas bolsas roxas, e se via que ela havia chorado muito.
Desculpe amor, esqueci a mordaça.
Ele então tirou-lhe a mordaça, ela moveu a boca pra lá e pra cá e soltou um suspiro de alivio, afinal aquilo deveria estar machucando muito a boca dela. A vermelhidão e cortes que ficaram em sua boca indicavam que havia muita verbena em seu sangue não deixando com que ela se curasse.
Você não vai falar não é?
Ela é assim mesmo Klaus, não diz nada o dia todo e não é por causa da mordaça.
Só consigo fazer com que ela fale fazendo um de meus joguinhos favoritos, vamos mostrar a ele Carol?
Ele sorriu para ela e ela começou a se remexer na cadeira desesperada começou a dizer “Por favor me solte,eu falo”, mas ele se fingiu de desentendido e saiu do campo de visão da câmera. Caroline estava desesperada e aquilo me angustiava ainda mais, eu apertei tanto a mão de Rebekah que ela soltou um gemido de dor, porém não reclamou de nada.
Uma claridade começou a aparecer na tela e Caroline começou a gritar “Não, não por favor não!”, ela se remexia cada vez mais na cadeira tentando se libertar suas mãos que deviam estar cortadas derramavam ainda mais sangue.
Caroline foi emergida de luz e agüentou pelo menos 5 segundos antes de gritar enlouquecidamente:
Paraaaa! Me soltaa!! Me tira daqui!! Aaaaaaaaaaaaaaaah! Eu vou morrer...! Socorro.... aaaaaaaaaah
– Solta ela seu imbecil! Não faça isso! – eu gritei com a tv como se ele fosse me escutar ou até mesmo me obedecer. A dor que Caroline estava transparecendo era como se mil estacas fosse enfiadas contra meu corpo. Doía muito vê-la sofrer daquela maneira. Cliff então parou e reapareceu.
Viu como devemos tratar ela?
Só assim para ela falar, essa rebelde não aprende mesmo?
Agora vamos fale para Klaus vir te pegar hoje à noite.
Caroline fez que não com a cabeça, ele a olhou contrariado bufou e se levantou com raiva.
Buscou algo que pareceu uma arma que espirrava líquidos, logo percebi o que estava por vir.
Ele apontou para Caroline e começou a despejar o liquido, a pele dela começo a queimar e ela berrar e chorar pedindo a ele que parasse.
Ele não parou parecia que ela já tinha o afrontado demais, eu andava de um lado pro outro com vontade de entrar dentro da TV e arrancar a cabeça daquele lobisomem filho da puta!
– Tira isso Nick! – Rebekah disse.
– Eu preciso ver até o fim... Quero saber como vou resgatá-la.
Depois de um tempo quando Caroline estava quase inconsciente e a arma quase sem liquido ele parou, em seu rosto sinico havia um sorriso de vitória.
Creio que Caroline esta fraca demais para lhe dar dizer quando e onde você deverá vir resgatá-la, é claro que eu não vou dizer o lugar especifico você terá que usar a pouca inteligência que você tem para acha — lá.
Hoje teremos um ritual a 00:00 noite, no lugar mais místico da cidade.. Você terá que descobrir onde é... Venha salvar sua princesa... Antes que ela tenha um fim trágico.
Ele olhou para Caroline que estava se recompondo e então ele fez menção para que desligassem a câmera, porém Caroline lhe pediu quase desmaiando para que falasse algumas palavras e ele permitiu.
Klaus eu amo você!
Não venha aqui, não fique atrás de mim é para seu bem!
Diga a minha mãe, Elena, Bonnie, enfim todos os que eu amo que eu nunca vou esquecer deles! Diga que o meu amor por eles nunca vai ser apagado! Dê o meu adeus a eles.
Não venha atrás de mim Klaus! Se você vir você irá sofrer... e tenho certeza que irei sentir mais dor ainda vendo você nas mãos desse idiotas!
Nem que eu precise morrer para que você fique bem, minha morte será a minha prova de amor... O amor no qual você tanto duvidou... mas tenha agora a certeza de que... Eu te Amo!
Clifford riu e pegou a câmera em suas mãos, sussurrou “meia noite Klaus” e desligou a câmera eu fiquei um tempo olhando para a tela preta esperando que algo mais acontecesse, mas nada aconteceu.
Ela disse para mim não ir, mas assim como ela eu não consigo vê-la sofrer! Não consigo imaginar minha eternidade sem ela...
Preciso salvar Caroline!
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