Surprises of love
11 I Can´t am Sorry.
Depois de ouvir os sábios conselhos de Lexi enquanto devorávamos quase um pote inteiro de sorvete, voltei para o quarto e encontrei uma Caroline adormecida, ela usava uma camisa minha, seu corpo estava parcialmente descoberto, ela estava linda, tão tentadoramente linda. Me aproximei dela deitando-me ao seu lado, levei minha mão ao seu cabelo, acariciando-o suavemente, um pequeno sorriso se formou em seus lábios, desci minha caricia para seu rosto, ela suspirou com meu toque e sua boca ficou convidativamente entreaberta, aproximei meu rosto do seu cautelosamente, era só um beijo ela não se importaria, alias, ela sequer saberia. Com este pensamento selei minha boca na sua o mais delicadamente que pude, e como eu suspeitava ela dormia profundamente demais para perceber minha pequena travessura.
― Você é linda sabia disso? É uma tortura pra mim te ter aqui tão perto e não poder te tocar, te beijar, você faz ideia do quão difícil é me segurar? Sussurrei em seu ouvido, senti seu corpo estremecer.
―Stefan! Ela murmurou junto com outras palavras indecifráveis, por um minuto achei que ela tinha acordado, mas não, seu sono permanecia inabalado. Então voltei a acariciar seu rosto lentamente. Como ela conseguia ficar tão linda enquanto dormia?
― O que está fazendo? ― Ela me olhou confusa.
― Eu... Eu só... ― Eu preparava uma desculpa qualquer quando ela me interrompeu, me deixando surpreso.
―Shiii, não fala nada, eu não quero acordar ainda, esse sonho tá tão bom. ― Ela falou preguiçosamente, se aconchegando em meus braços exatamente como na noite anterior, sua cabeça na curva do meu pescoço, sua respiração calma contra minha pele, sua mão passeando em meu peito acariciando-o, me causando a mesma sensação de felicidade, eu beijei o topo de sua cabeça acomodando meu queixo em sua testa logo em seguida. ― então continue sonhando. ― Murmurei enquanto fechava os olhos e esperava o sono me dominar.
― Hum, eu poderia me acostumar com isso. ― Ela disse sorrindo antes de voltar a dormir.
― Eu também. ― Disse em voz baixa, mas tenho certeza que ela ouviu.
Essa historia tinha passado dos limites, eu sabia disso, mas eu não me importava, não com alguém como ela dormindo em meus braços, eu queria que isso se repetisse todas as noites, tentei lembrar da ultima vez que me senti assim, mas nada veio a minha memoria, nem mesmo com Elena, a mulher a quem eu mais amei me fazia sentir isso, a sensação de estar completo, de estar no único lugar onde deveria estar.
...
NA MANHÃ SEGUINTE
Isso é completamente viciante, eu não me incomodaria em dormir assim todas as noites, muito menos em acordar assim todos os dias. Pensava comigo mesma enquanto tentava me convencer que isso não era um sonho, que eu estava realmente ali nos braços dele, não que tivesse rolado alguma coisa, ele tinha me beijado só isso, mas o fato dele ter feito isso sem plateia alguma, dele simplesmente querer me beijar, sem nenhum outro motivo além de sua vontade, me deixava radiante, isso já era um começo, apertei ainda mais meu abraço, desfrutando da proximidade do seu corpo no meu, era como se eu me encaixasse perfeitamente ali, me sentia tão tranquila enquanto o observava dormir, sua respiração compassada, seu peito subindo e descendo lentamente, isso com certeza já tinha se tornado um habito, parecia que quanto mais o olhava mais vontade sentia de decorar cada traço seu. Seus olhos se abriram lentamente, ele não pareceu incomodado com a nossa proximidade, nem desconfortável por eu estar o observando dormir, em geral ficaria envergonhada por ser pega em flagrante, mas não naquele momento, estava hipnotizada demais pelo olhar que ele me lançava.
―Então, o que vai querer comer hoje? Ele finalmente quebrou o silencio.
―Você esta me deixando mal acostumada sabia?
―Viu só? Eu disse que não seria tão ruim assim, passar uma semana comigo.
―Que convencido.
―Bem, você não parece incomodada agora.
Nesse instante percebi que suas mãos ainda estavam na minha cintura, senti meu corpo estremecer quando ele me olhou e pude identificar desejo em seus olhos, ele inclinou seu rosto na minha direção, e eu não sei mais como se respira, ele ia me beijar tenho certeza disso, o estranho é que mesmo aquele sendo o momento mais desejado por mim nos últimos dois dias, não consegui levar aquilo adiante, o medo estupido de me envolver de mais e sair machucada tomou conta de mim, me desprendi de seus braços e levantei da cama o deixando confuso.
―Acho que vou querer o mesmo de ontem, suas panquecas estavam mesmo incríveis.
―Tudo bem, então teremos panquecas. Ele parecia frustrado.
―Se importa se eu tomar banho antes de você hoje? É que prometi a Lexi que iria ajuda-la com os últimos detalhes da festa.
―Não, pode ir. ―Ele disse sem me encarar aquilo me cortou por dentro. ―Que droga Caroline porque você fugiu, se beijá-lo é o que você mais queria no momento? ―Disse mentalmente enquanto caminhava até o banheiro.
Stefan
Você prometeu que não tentaria nada, Stefan, desde quando você quebra sua palavra?
Questionava comigo mesmo enquanto preparava o café da manhã, mas eu já sabia a resposta e era: desde que eu tenho uma garota estupidamente linda na minha cama vestindo apenas uma camisa minha, era impossível me controlar naquele momento, alias, estava ficando impossível me controlar sempre que ficava muito tempo perto dela.
―Ela vai me deixar louco! ―Deixei escapar.
―Já vi que acordou de mau humor. ― Lexi apareceu na cozinha com seu habitual sorriso sacana no rosto.
―Alguma coisa me diz que sou um pouquinho culpada por isso.
―Por que acha isso? ― Me virei para encara-la.
―Porque eu meio que acabei com seus “planos” para a noite de ontem, desculpe eu não queria deixar a Care naquele no estado, atleta depois de uma maratona, acabei me empolgando.
―Tudo bem, eu não tinha "planos" pra ontem a noite. Mas afinal, o que tinha de tão importante a ser feito que exigiu um dia inteiro e toda a energia da minha namorada?
―Coisas do casamento Stefan, não me diga que sentiu minha falta, ficamos separados só por algumas horas. ― Caroline apareceu me dando um selinho de leve, suas mudanças de humor estavam acabando comigo.
―Sei que eram coisas do casamento, mas o que especificamente?
―Não seja curioso Stefan, eram coisas de meninas, se você se comportar direitinho talvez Caroline te deixe ver o que ela comprou pra usar hoje a noite. De repente descobri um lado meu que eu nem sabia que existia, eu era extremamente curioso. Mas antes que eu pudesse questionar o que ela quis dizer com isso, Lexi se levantou.
―Pronta, Care?
―Claro vamos.
― Aonde vocês vão?
―Já disse amor, coisas do casamento.
―A melhor parte dele. Lexi respondeu me provocando. Desde quando elas eram tão amigas?
Caroline
Lexi me levou a uma boate incrível, onde aconteceria sua despedida de solteira, Lexi sabia mesmo se divertir.
―Você vai mesmo levar isso adiante? Quer dizer, você vai se casar amanhã, tem certeza que quer estar com ressaca no seu grande dia?
―Sim, é claro que tenho, e conheço comprimidinhos ótimos para ressaca, mas não se preocupe amanha você vai conhece-los já que hoje você vai beber muito.
―Ah não vou mesmo, quero estar linda pra sua festa, e não com cara de farra.
―Você claramente não me conhece, porque se conhecesse, saberia que é impossível alguém sair comigo pra uma festa e voltar sóbrio, Stefan que o diga.
Passamos o dia inteiro fazendo compras, Lexi parecia ter uma fonte de energia infinita, ela não cansava nunca, terminamos os últimos detalhes da festa e da recepção quase seis da tarde, resolvi sentar no bar do local enquanto Lexi batia um papo animado com um garçom aparentemente seu amigo, e lá estava ela, a lembrança do quase beijo dançando na minha cabeça, como eu queria voltar no tempo e ao invés de fugir me jogar nos braços dele.
Lexi e eu voltamos para casa para nos prepararmos para a festa que prometia ser inesquecível. Stefan continuava estranho comigo, as vezes podia jurar que ele estava me observando quando achava que eu estava distraída.
― Você vai sair essa noite? ― Isso soou mais como uma acusação do que como uma pergunta.
― Sim, Lexi e eu vamos ver o repertorio da festa.
― Ah, e pra isso você tem que ir assim vestida desse jeito. ―Ele falou fitando meu vestido um pouco curto confesso, mas porque ele estava incomodado com isso?
― Você sabe que não precisa bancar o namorado ciumento né? Lexi não esta aqui. Respondi como se ele estivesse esquecendo o detalhe mais obvio do mundo.
Ele não respondeu, sua expressão estava tão séria.
―Não gosto quando você fica cheia de segredinhos e de frases sorrateiras ―Ele falou por fim.
―Isso é sério? Desde quando você ficou tão interessado com o que eu faço ou o que eu falo Stefan?
―Desde que você é minha amiga, e eu me preocupo com você. Lexi tem a habilidade de fazer as pessoas fazerem coisas estupidas, eu se disso mais do ninguém.
―Isso soou tão sentido pra você quanto soou pra mim?
―Você tá diferente hoje, tá animada, posso saber quem é o responsável por isso.
―Não é quem, e sim o quê, estou muito ansiosa por causa do casamento, eu acho que vai ser tão perfeito.
―Tem certeza que não tem nada que eu não saiba?
―Você tá aí cheio de perguntas esquisitas e eu que estou diferente?
Novamente ele não respondeu.
Tá legal, você tá muito estranho, o que tá acontecendo, fiz algo errado? Perguntei me sentindo realmente curiosa pra saber o porque dele estar agindo assim.
É que eu...Eu não consigo mais...
―Caroline, você já terminou? Estamos atrasadas. ―Lexi gritou do corredor.
―Já tó indo! ― Gritei, mas estava curiosa demais pra saber o que ele ia me dizer pra sair de imediato.
―Então o que ia me dizer? ― Perguntei.
―Não é nada, vai lá, divirta-se.
―Eu vou sair com a Lexi, lógico que eu vou me divertir.
Eu não estava errada, me diverti como nunca, Lexi tinha o dom de agitar tudo ao seu redor, e ela tinha razão, era humanamente impossível se manter sóbria em uma festa com ela, eu já tinha perdido a conta de quantas taças de whisky já tinha tomado, acho que o suficiente para ficar completamente desorientada e perder toda a timidez.
Dancei tanto que mal conseguia me manter em cima dos meus saltos.
―Acho que vou embora, eu realmente já ultrapassei o meu limite.
―Não, a gente acabou de começar.― Lexi protestou.
―Desculpe, minha tolerância alcoólica não é tão grande quanto a sua, mais um pouco e eu vou esquecer até meu nome.
―Tudo bem então vamos pra casa.
―Não, você pode ficar mais um pouco, afinal é a sua festa e você não parece nem um pouco tonta, então aproveite a noite, eu pego um taxi.
―Não vou deixar você entrar num carro com um desconhecido, não nesse estado.
―Eu estou bem, de verdade. ―Tentei convence-la ficando de pé, mas minha falta de equilíbrio me denunciou.
―Olha só pra você, mal consegue ficar de pé, vou pedir pro Stefan vir te buscar.
―Não!
―Qual o problema? Ele é seu namorado, é pra isso que namorados servem.
―Acho melhor não, ele deve estar dormindo.
―Acredite em mim, Stefan não vai conseguir dormir até você voltar.
―Por que acha isso?
―Por causa da roupa que está usando, Stefan deve estar surtando nesse exato momento, imaginando onde você esta, o que está fazendo, ele não vai demorar a chegar, tenho certeza.
―Se você diz.
Eu tinha certeza que ela estava errada, por que motivo Stefan ficaria com ciúme de mim, ele nem deve ter se incomodado por eu não ter voltado ainda. Pensava enquanto observava Lexi dançar feito louca na pista de dança. Mas depois de exatos quinze minutos Stefan entrou na boate, ele parecia irritado, mas eu estava bêbada de mais para me preocupar com isso.
―Vem, vamos pra casa. ―Seu tom de voz era autoritário, e eu adorava quando ele ficava assim.
―Você sabia que fica muito bonito quando esta irritado? Você fica com essas ruguinhas. ―Disse tocando sua testa. ― é sexy. ― Ele me olhou confuso, depois sorriu, mas seu sorriso era de descrença.
―Parece que alguém bebeu além da conta.
―Talvez um pouquinho assim ó. ―Disse fazendo sinal com as mãos.
―Você precisa de um banho gelado, pra tirar o efeito da bebida.
―Hum, isso é um convite?
―Você não devia beber tanto.
―Não a culpe Stefan, eu sou a responsável por isso. Lexi interveio.
―Falo com você depois. Ele fuzilou a amiga com o olhar, ela apenas levantou as mãos em sinal de rendição.
―ok, Mal posso esperar. –Lexi tentou descontrair, mas a expressão de Stefan permaneceu inalterada.
―Nossa você realmente tá irritado. ― Tentei caminhar até ele, mas no percurso tropecei nos meus pés, teria caído se ele não tivesse sido mais rápido e me segurado, e nossa como era boa a sensação de ter suas mãos no meu corpo, seu rosto tão próximo do meu, ele me olhou tão intensamente, que sentia que poderia derreter se continuasse olhando pra ele, então num surto de ousadia e me aproveitando da presença da loira a meu lado, lhe roubei um beijo, não podia perder essa oportunidade, mesmo sabendo que ele não estava nem um pouco afim de me beijar, eu não pude me segurar, eu queria tanto sentir o gosto daqueles lábios, tinha passado o dia inteiro esperando por isso, mas me surpreendi quando ele me envolveu em seus braços colando seu corpo no meu, sua boca se encaixou na minha correspondendo-me na mesma intensidade. Senti o mundo inteiro parar quando sua língua invadiu minha boca. Ok talvez estivesse errada.
―Agora podemos ir? ―Disse quando nossos lábios se separaram. ―Ele me olhou com um olhar confuso que dizia “ quem é você, afinal?” Ele não respondeu, apenas me tomou pela mão e me guiou até a saída, nenhuma palavra foi pronunciada durante o retorno pra casa, aquilo estava começando a me irritar, mas toda irritação evaporou quando finalmente chegamos em casa e ele me ajudou sair do carro tão delicadamente, me colocando nos braços logo em seguida, ele me levou até nosso quarto e me deitou na cama, tirando meus sapatos, minha pulseira, meus brincos e depois parou parecendo decidir se deveria ou não tirar minha roupa apertada e com cheiro de álcool, então resolvi simplificar as coisas, começando eu mesma a abrir o zíper do vestido, lentamente, enquanto observava o seu rosto ficar apreensivo.
―Talvez essa não seja uma boa ideia. ―Ele murmurou, seu maxilar tencionado, ele parecia em uma luta interna.
―O que foi, só estou me livrando dessa roupa desconfortável, por que está me olhando assim?
Ele engoliu em seco, quando resolvi provoca-lo um pouco mais descendo a alça do meu vestido, tirando-o em câmera lenta o desafiando com meu olhar. Ele ficou de costas para me dar mais privacidade.
Levantei-me cambaleando e fui até ele tocando de leve em seu ombro fazendo-o me encarar.
―É isso que eu gosto em você, esse seu jeito cavalheiro, mas você não precisa resistir Stefan, somos adultos e desimpedidos, e estamos sozinhos...
―Eu prometi que ia te respeitar.
―Eu sei, mas você não está forçando nada, eu quero.
―Você esta bêbada de mais pra saber o que quer, e que tipo de cara eu seria se me aproveitasse disso? O que você vai pensar de mim quando acordar amanhã?
―Vou pensar que você é humano. ―Dei mais um passo, ficando a poucos centímetros dele. –Que só foi até onde eu quis que fosse.
Um segundo depois ele estava me beijando, sua boca se apossou da minha com urgência, minhas mão começaram a trabalhar nos botões de sua camisa, mas antes que eu pudesse terminar de desabotoa-los ele me levantou como se eu pesasse menos de uma grama e me levou de volta pra cama, eu curvei minha cabeça pra trás extasiada quando seus beijos desceram para minha clavícula, meu pescoço, meu ombro, sentia que poderia derreter a cada caricia sua, finalmente consegui me livrar de sua camisa, alguns segundos depois meu vestido foi jogado em um lugar qualquer do quarto, ele me torturava enquanto beijava minha nuca, meu queixo, qualquer lugar menos minha boca, e eu queria tanto que ele me beijasse, era quase uma necessidade, eu puxei seu cabelo o trazendo pra mim, o obrigando a finalmente unir nossos lábios, e tudo ao nosso redor se transformou em fogos de artifícios, tudo estava ainda melhor do que um dia em imaginei que seria. Mas de repente ele parou se afastando de mim bruscamente, ele me olhou aturdido, havia tanta angustia em seus olhos.
―Mas o que eu estou fazendo? isso é errado, muito errado. ― Ele murmurou.
―Não, não é. ―Eu tentei puxa-lo de volta, mas ele se desprendeu de minhas mãos.
―Eu não posso, eu... Sinto muito.
―Você não pode ou não quer? ―Perguntei, uma lágrima teimou em cair.
―Pelo contrario, eu quero, quero muito, você não faz ideia do quanto, mas não é certo, você não está pensando direito.
― Mas que droga Stefan você poderia deixar de ser esse cara irritantemente certinho só por uma noite e voltar a me beijar. Gritei, a essa altura as lágrimas jorravam em meu rosto, nunca tinha me sentido tão rejeitada antes.
―Não dá, eu não consigo, me desculpe. ―Ele me olhou com aquele olhar de dor, que sempre me fazia querer abraça-lo, mas nesse momento eu estava com tanta raiva que tudo o que eu queria era bater nele.
―É melhor eu ir embora, conversamos sobre isso amanhã.
―Se eu ainda estiver aqui quando você voltar. ―Provoquei.
―A escolha é sua, não vou obriga-la a nada, mas eu quero que fique, não só pelo acordo, mas por que você é a única acompanhante que eu quero ao meu lado nesse casamento.
Ele se aproximou de mim novamente e beijou minha testa e murmurou um boa noite saindo do quarto logo em seguida.
me afundei na cama deixando as lágrimas rolarem, eu queria sumir naquele momento, como ele pode ter sido tão estúpido comigo? tomara que um caminhão passe por cima dele, é isso que eu quero, que ele sofra por me magoar tanto, não, eu não quero isso, o que eu quero mesmo é que ele entre por aquela porta, e continue de onde paramos.
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