Surprises of love

8 Dance with me, please!


Notas iniciais
*-*

Stefan

Lexi nos levou a uma boate no centro da cidade, que apesar de ser um local agitado, era um lugar agradável de se estar, a noite estava sendo incrível, tinha que admitir que escolher festas era a especialidade da minha amiga, Lexi sabia animar uma noite como ninguém. David era um cara de sorte por ter conseguido conquista-la, essa não era uma tarefa fácil, muitos já tinham tentado fazer essa proeza, mas poucos tinham conseguido, eu diria até que ele foi o primeiro que consegui seu coração de verdade. Estava um pouco receoso, se ele era digno da minha melhor amiga, mas depois de poucas horas conversando com ele pude perceber que eles eram perfeitos um pro outro, ele era a parte que faltava nela, muitos poderiam dizer que não daria certo pelo fato deles terem personalidades muito distintas, ela era sempre agitada e espontânea, ele era calmo e contido, ela falava sem parar, ele somente o necessário, mas ao meu ver era por isso que eles se davam tão bem. E o principal: Ele a fazia feliz, qualquer um podia perceber isso só de olhar seus olhos castanhos brilhando enquanto eles dançavam uma musica lenta.

–Eles formam um belo casal. –Caroline sussurrou no meu ouvido, enquanto olhava atentamente o casal na pista de dança.

–Sim, eles nasceram um para o outro. –Concordei enquanto a observava discretamente, ela estava com o olhar perdido e uma expressão sonhadora.

–Um dia eu vou conhecer alguém assim, que me complete, que me faça feliz, que me olhe exatamente do jeito que ele está olhando pra ela, e a melhor parte, alguém que eu não tenha que obrigar a dançar comigo. –Ela estava sendo irônica nessa ultima parte, sabia disso porque ela sempre arqueava a sobrancelha quando me mandava uma indireta.

–Bem esse alguém tem que estar tão apaixonado quanto David para te chamar pra dançar espontaneamente.

–Hei, eu não danço tão mal assim.

–Não, você apenas pisa nos pés do seu par uma vez a cada dois minutos.

–Eu sei dançar muito bem, pra sua informação, e você não parecia tão desconfortável na última vez que dançou comigo.

–Isso porque eu estava bêbado, você poderia me jogar na frente de um carro e eu nem me importaria. –Ela abriu a boca e fez cara de ofendida, mas logo depois deixou um sorriso escapar, ela ia revidar, mas logo sua expressão se transformou quando percebeu que a musica havia mudado.

–Cara, eu amo essa musica, ela é tão perfeita que da vontade de dançar, você não acha? – Ela disse me olhando sugestivamente.

–Nem começa Care, eu não vou dançar com você, Ainda não bebi tanto assim.

–É só uma dança, e é exatamente o que um casal apaixonado faria, temos que ser convincentes lembra? Por favor! –Ela me olhava com aquele olhar suplicante que me fazia ceder a ela todas as vezes.

–Só uma dança, nada mais que isso. –Disse tentando parecer sério, mas acabei sorrindo da sua cara de felicidade, ela parecia uma menininha que tinha acabado de ganhar um brinquedo novo e ia experimentá-lo pela primeira vez.

...

Stefan e Caroline caminharam até a pista de dança que estava um pouco deserta, Stefan estava um pouco aborrecido, ele nunca gostou de dançar, Caroline sabia disso, ainda sim, ela sempre dava um jeito de convencê-lo, ele não entendia como ela sempre conseguia convencê-lo, a única que tinha esse efeito sobre ele era Lexi, mas apesar de achar as duas parecidas em muitos aspectos Stefan sabia que o que sentia por Caroline era algo totalmente diferente, ele nunca tinha olhado para Lexi de outra forma que não fosse pura e simplesmente platônica, a loira era quase como sua irmã, sua confidente, enquanto a outra loira o deixava nervoso sempre que se aproximava demais, como nesse exato momento em que eles estavam dançando, Caroline com a cabeça apoiada em seu ombro com os braços em volta do seu pescoço, seus corpos colados, o perfume dela o inebriando, era difícil controlar a vontade de beijá-la, mas ele tinha prometido a si mesmo que não faria isso a menos que fosse necessário. Ela era uma mulher maravilhosa, ela era divertida, espontânea, sincera e estupidamente bonita, se apaixonar por ela seria fácil de mais para ele arriscar. Ele não cometeria esse erro de novo, nunca mais abriria seu coração para uma garota, mesmo que fosse uma tão adorável quanto a linda mulher á sua frente.

Foi então que Caroline o surpreendeu, ela levantou a cabeça o encarando tão intensamente que ele ficou sem ação alguma além de encará-la de volta, totalmente preso em seu olhar, ela se aproximou lentamente parecendo um pouco hesitante, como se estivesse decidindo se isso era mesmo a coisa certa a si fazer, ele sabia que deveria se afastar, que não deveria se permitir ficar preso em seu olhar ou desejar que ela se aproximasse mais, mas tudo o que ele conseguia pensar era em seus lábios tão próximos dos dela, e quando ela selou seus lábios no dele, ele sabia que não tinha mais controle de seu corpo, ela levou as mãos ao seu pescoço o acariciando lentamente o deixando desnorteado por alguns segundos, mas à partir do momento em que ela começou a aprofundar o beijo ele não teve mais forças para resistir, para não corresponder, então ele cedeu ao imenso desejo que sentia, ele se deixou levar pelo beijo que era lento, mas profundo, calmo, mas cheio de intensidade, demorado, mais quando terminou parecia que não tinha durado o suficiente, foi diferente de todos os outros, não era só desejo como antes, muito menos um encenação, tinha algo mais que isso, tinha sentimentos... Stefan se afastou um pouco assustado com a atitude da loira, e principalmente com o efeito que ela causara nele.

­–o que você está fazendo? –Ele inqueriu confuso ainda lutando consigo mesmo para sufocar a vontade de beija-la novamente.

–Sendo convincente. –Ela estava sorrindo, aquele sorriso tímido que tirava sua sanidade.

Foi então que Stefan percebeu que Lexi e David estavam os observando de longe com sorriso no rosto, Lexi pronunciou algo que fez seu noivo rir concordando, em seguida voltaram a dançar, em lugar mais reservado dessa vez.

–Bem você está fazendo um ótimo trabalho, viu só a cara deles olhando pra gente?

–Sim, acho que mereço um óscar, não acha?

–É, você merece todos os prêmios do mundo, e a proposito, Obrigado.

Ela o olhou confusa, e ele prosseguiu.

–Você não tinha que estar aqui, não tinha que fazer isso por mim, mas você fez assim mesmo.

–É pra isso que servem os amigos. Somos amigos não somos?

–Sim, mas eu sei que essa é uma situação constrangedora, deve se difícil fingir o tempo todo sentir algo que você não sente.

–Digamos que algumas doses de whisky ajudam muito. E você também está fingindo muito bem.

–Não é tão difícil fingir gostar de você, é quase automático. Ela sorriu corando um pouco.

–Caroline, posso te fazer uma pergunta?

–Claro.

–Porque você é assim tão boa amiga comigo?

–Não sei, talvez porque eu ache que você merece ser ajudado de vez em quando. Quer dizer, você é Stefan Salvatore o cara que sempre ajuda, só acho que agora é a sua vez.

Stefan sorriu, era tão bom saber que alguém se importava com ele, mas porque ela se importava tanto com ele? Ele não intendia porque dela estar sempre disposta a ajuda-lo, ele se recordava claramente do dia em que terminou com Elena por não suportar mais vê-la dividida entre ele e seu irmão. Ele estava destruído por dentro, estava andando sem rumo pelas ruas de Mistic falls quando a encontrou, ela o cumprimentou com seu sorriso mais amigável, mas tudo que ele conseguiu foi responder com um aceno fraco, entregando na mesma hora que estava um lixo.

–Stefan o que houve, você não me parece bem? –Ela o olhava preocupada.

–Elena e eu terminamos. –Estranhamente se sentiu a vontade para falar com ela sobre esse assunto, ele havia tentado falar com Lexi, mas sempre caia na caixa de mensagens e ele precisava falar com alguém e ela parecia tão confiável naquele momento. Ela o encarou surpresa.

–Ela só está confusa, tenho certeza que logo vocês estarão juntos de novo. Ela tentou parecer convincente, mas no fundo sabia que os sentimentos de Elena por Damon era mais intensos do que sua amiga admitia.

–Ela disse pra mim que gosta do Damon. Stefan sentiu seu peito explodir quando essa palavras saíram de sua boca. –Ela o encarou incrédula.

–O que? Mas ela não pode gostar do Damon, ele é... o Damon, e você... Você é você. Eu to revoltada. –Ela falava como se tivesse ouvido o maior absurdo do planeta.

Ele a olhou confuso, sem entender o que ela queria dizer com essas palavras, mas antes que ele pudesse questionar ela prosseguiu.

–Damon e Elena, eca! Você e Elena: Épico.

–Eu acho que ela não pensa como você Care, Ela não quer mais ficar ao meu lado. –Stefan falou amargamente.

–Sinto muito Stefan, eu não sei o que aconteceu com Elena, mas ela está errada, Damon nunca será um namorado melhor que você.

Ele a encarou confuso novamente por suas palavras, mas depois deixou escapar uma risada seca, provavelmente ela só estava dizendo isso para o consolar, não era o que ela achava de verdade. Era o que ele dizia a si mesmo, mas quando fitou seus olhos e percebeu que só havia sinceridade neles, ele pode ver um leve rubor se formar em seu rosto.

–Eu acho melhor eu ir, se cuida Stefan, você não merece ficar assim por ela, você merece muito mais que isso, merecer ter tudo o que quiser. – Ela disse saindo apressadamente o deixando sozinho novamente.

Eles não voltaram a conversar depois desse momento, até a noite em que ele pediu para Caroline fingir ser sua namorada, mas Stefan jamais esqueceu as palavras da loira.

Stefan

Caroline e eu já estávamos na terceira ou quarta dança quando finalmente reuni coragem para lhe perguntar o que aquelas palavras significavam.

–Care, no dia em que Elena e eu terminamos, o que você quis dizer com “você é você”?

–Bem eu quis dizer que... ah você sabe o que eu quis dizer. Ela parecia envergonhada.

–Não, eu não faço ideia.

–Você viu para onde os pombinhos foram, há um minuto eles estavam bem ali e agora sumiram. Claramente ela estava mudando de assunto.

–Tudo bem se não que me dizer, não vou insistir.

–Bem já que nossa plateia foi embora já podemos parar de dançar, pode respirar aliviado Stefan, o pesadelo acabou.

Ela se desprendeu dos meus braços e caminhou em direção a nossa mesa, mas eu a segurei pelo braço. – Se você quiser podemos dançar mais uma, acho que posso sobreviver...

–Estou cansada Stefan vamos voltar pra casa.

–Estranhei sua reação mais concordei, tinha uma surpresa para ela quando chegássemos ao nosso quarto.

Caroline

Eu não deveria beber tanto, não com um cara como Stefan perto de mim falando coisas no meu ouvido, me olhando com aquela falsa cara de apaixonado, que mesmo eu sabendo que era puro teatro, ainda me arrancava suspiros involuntários, eu também não deveria tê-lo obrigado a dançar comigo, proximidade de mais era perigoso, eu nunca consigo me manter sã quando seu corpo está colado no meu, com suas mãos tocando meu corpo, ainda mais com o efeito do álcool bagunçando minha cabeça, mas eu tinha que ser estupida a ponto de fazer tudo isso e pra fechar com chave de ouro, eu tinha que beijá-lo, o que diabos está acontecendo comigo afinal, quando foi que eu virei uma vadia atirada?

Isso não era para ser real, eu tinha apenas que ser convincente, eu tinha que fingir estar apaixonada e não cair de amores por ele, isso nem era para ser possível, que idiota se apaixona por um cara em dois dias? Nem em filmes isso acontece. Mas era impossível ficar só na encenação quando a sensação de ter aquela boca na minha era tão incrivelmente enlouquecedora, as mãos dele em minha cintura me segurando com força causando todo tipo arrepios, e depois aquela carinha meiga de confusão que ele fez que me dava vontade de enche-lo de beijos. Agora eu sei porque Elena mesmo estando apaixonada por Damon não queria abrir mão de Stefan, ele é do tipo de cara que nenhuma mulher deixaria escapar, pelo menos eu não deixaria, pra começar eu sequer teria olhos para outro se ele fosse meu. Elena qual o seu problema? pensei enquanto o observava dirigir, sua expressão era séria e pensativa, e eu daria qualquer coisa para saber o que ele estava pensando, ou melhor, daria qualquer coisa para ser eu a dona dos seus pensamentos.

Durante todo o percurso de volta pra casa tentei ignora-lo, mas de vez em quando meus olhos me traiam, algumas vezes ele também me olhava discretamente, o silencio incomodo se prolongou até chegarmos ao nosso quarto, esperava outra noite em claro por causa das “distrações” que certamente me tiraria o sono, mas Stefan conseguiu me surpreender quando sai do banheiro já com minha nova roupa de dormir nada sensual que havia comprado pela manhã quando me deparei com Stefan com sua tradicional regata branca e sua calça de moletom preta, um enorme balde de pipocas e uma coleção de filmes românticos.

–Então qual desses você quer assistir hoje? –Ele questionou me entregando os DVDs

–Me aproximei um pouco intrigada e segurei os filmes ainda sem entender o que ele estava fazendo.

–São da Lexi, ela achou que a gente gostaria de manter a tradição de assistir filmes durante a noite. – Ele parecia nervoso com a minha demora em responder.

–A pipoca também foi ideia dela?

–Não, isso foi eu.

–Hum deixa eu ver. Li atentamente o resumo de cada filme e optei por As Sete Regras do Amor, mas na metade do filme me arrependi quando percebi que por ironia do destino a historia do filme era muito parecida com que Stefan e eu estávamos vivendo.

Um cara convida uma garota para acompanha-lo há um casamento e fingir ser sua namorada para que seus amigos achem que ele já superou sua ex noiva que havia o largado no altar, e no final eles se apaixonam, esse infelizmente não seria o final pra mim e Stefan.