Notas iniciais
esse capitulo é totalmente dedicado á Nyna Lannister, pelo motivo de... Eu quis... Boa leitura.

Lexi

–No que você está pensando? -David pergunta enquanto deposita um beijo delicado em meu pescoço me aconchegando em seus braços.

–Stefan. — Respondo simplesmente, David franzi a testa.

–Sabia que não é legal confessar pro seu noivo que você não vê ha semanas, faltando poucos dias pro seu casamento, que você pensa em outro quando está na cama com ele? -David disse fazendo cara de ofendido teatralmente.

–Seu bobo, você sabe que não é assim com a gente, Stefan é meu irmão, ou quase isso, e pra sua informação eu só estou pensando em como ele e Caroline são um casal perfeito, e acho que eles ainda não se deram conta disso.

–Como assim?

–Você pode chamar de intuição de melhor amiga, ou sexto sentido feminino, mas eu acho eles precisam de um empurrãozinho meu.

–Mas eles já estão juntos e apaixonados, é só olhar pra eles pra perceber isso, o que você acha que pode ser melhorado?

–Exatamente, todos percebem que eles estão caidinhos um pelo outro, mas eu acho que eles ainda não se deram conta da intensidade de seus sentimentos e nem do quanto são correspondidos. Não sei explicar, mas quando eles estão juntos é como se estivessem em uma luta interna, como se estivessem tentando resistir a alguma coisa. Ainda não sei o que é, mas te garanto que vou descobrir.

–Então você vai bancar a cupido detetive, na véspera do seu casamento?

–Só nas horas vagas amor, não se preocupe, tem Lexi pra todo mundo.

Stefan

–Confesso que não estava prestando muita atenção no filme, a primeira vista ele era só mais um filme clichê, mas lá pela metade acontece algo hilário, o protagonista é convidado para um casamento onde reencontrará seus melhores amigos e para que eles achem que ele não está mais na fossa por ter sido abandonado no altar, ele convida uma garota para fingir ser sua namorada, mas as coisas ficam mais “reais” do que eles pretendiam, isso era muito irônico já que eu havia feito a mesma coisa. Eu era basicamente Peter e Caroline era a divertida Amy.

–Você não pode ficar com o Daniel é o Peter que você ama, qual o seu problema Amy? -Caroline gritou, ela parecia revoltada com a escolha da personagem. Não pude deixar de sorrir.

–Acho que ela não esta convencida de seus sentimentos por Peter, e acha que é melhor seguir seu plano original porque foi isso que ela fez a vida toda, e ela se sente perdida sem isso.

–Mas ela deveria escolher aquele que a faz se sentir bem, que a deixa livre pra ser ela mesma, e não seguir um cronograma maluco que diz que ela deve ficar com um cara que só a ama por que ela se encaixa na sua lista de exigencias, mais cedo ou tarde ela vai se arrepender disso. -Ela tinha certa amargura na voz.

–Ela só esta com medo de se arriscar.

–Mas a vida é feita de desafios não é? E depois da noite que eles tiveram, acho que vale a pena se arriscar, eu arriscaria. -Ela deixou escapar.

–É mesmo? Você arriscaria ficar com um cara que você passou a conhecer melhor há apenas uma semana, por causa de uma noite? -Ela desviou os olhos para a Tv claramente desconcertada com minha pergunta.

–Acho melhor ir dormir, Lexi me deixou exausta depois da maratona de compras. -Ela estava mudando de assunto para não responder.

–É eu também vou tentar dormir, será que você pode me dar mais um travesseiro? É que eu estou com o corpo um pouco dolorido. -Disse massageando o pescoço e exagerando um pouco na cara de dor. Ela me olhou com pena.

–Me sinto um pouco culpada por você dormir tão desconfortável, enquanto eu... — ela olhou para a cama enorme sugestivamente.

–Isso é um convite?

–Talvez. Você promete se comportar?

–Sim, eu prometo.

–Tudo bem então. Mas não faça eu me arrepender. -Ela apontou o indicador para mim, sua expressão era séria.

–O que um cara inofensivo como eu poderia fazer? — Fiz minha melhor cara de inocente, ela riu indo para a cama logo em seguida. Uma sensação estranha se apoderou de mim ao pensar que estaria tão próximo dela por uma noite inteira. Tenho que admitir que isso me deixava nervoso.

Caroline

Stefan realmente tinha me surpreendido, nunca achei que ele fosse o tipo de cara que curtia cineminha em casa, mas admitia que a noite estava sendo muito agradável, ele era uma ótima companhia, eu me sentia tão a vontade ao seu lado, ele não era só bonito, tinha algo mais, ele era atencioso, gentil, e brincalhão como eu nunca imaginei que ele fosse, sempre o via com um cara fechado, mas eu tinha me enganado, ele poderia ser muito divertido quando queria, e preparava uma pipoca maravilhosa, eu me perguntava se mais alguém além de Lexi conhecia esse lado dele. As vezes quando íamos pegar um pouco de pipoca nossas mãos se tocavam, me deixando estranhamente sem jeito, seu toque me causava sensações que eu não sabia como descrever, não era só desejo, apesar de me sentir muito atraída por ele, tinha algo além, que me deixava tão idiota cada vez que ele se aproximava, as vezes eu me pegava o observando discretamente enquanto ele fitava a tela da TV, e me repreendia mentalmente por sentir vontade de me acomodar em seus braços, ele estava sendo tão convincente há alguma horas atrás, olhei para a porta desejando que Lexi entrasse para que ele voltasse a fingir que me amava, para que ele me aninhasse em seus braços e me beijasse daquele jeito que só ele sabia, “isso é ridículo Caroline, você tem sérios problemas” disse mentalmente. Tentei me concentrar no filme para afastar os pensamentos nada puros que inundavam minha cabeça, mas fiquei indignada quando a personagem escolhe um idiota que nunca a enxergará como ela é de verdade, ao invés de um cara perfeito, depois de ter passado uma noite incrível com ele. Se eu estivesse no lugar dela escolheria Peter sem pensar duas vezes, na verdade eu adoraria estar no lugar dela.

Stefan interrompeu meu desabafo tentando justificar Amy por suas atitudes, mas suas palavras pareciam ter outro significado, então resolvi encerrar aquela conversa estranha. Comecei a me preparar para dormir, mas fiquei com pena de Stefan, ele não parecia nem um pouco animado em dormir no chão novamente, então decidi dividir a cama com ele mesmo sabendo que isso não daria certo. Ele prometeu que iria se comportar. Claro que ele iria, eu sabia disso, era em mim que eu não confiava, Stefan não é do tipo que força uma situação, ele é cavalheiro demais pra fazer algo assim e isso me deixa ainda mais caída por ele. E era disso que eu tinha medo, das sensações que a proximidade dele me causava. Ele se deitou ao meu lado e ficou alguns segundos que pareceram horas me fitando.

–No que está pensado? — Resolvi perguntar para quebrar o silencio incomodo que havia se instalado.

–Que eu amo essa cama.

–É, eu também. -Sorri concordando.

–Obrigada por dividi-la comigo, foi muito gentil da sua parte.

–Não foi nada. -Respondi e ele sorriu me encarando intensamente, nesse momento me perguntei por que eu tinha dois pulmões se eles eram inúteis, o ar parecia ter sumido completamente. Me virei para o outro lado para evitar olha-lo por mais tempo, e pude ouvir um suspiro frustrado seguido de um boa noite fraco, eu teria questionado isso se não estivesse tão exausta, fechei os olhos e senti o sono e o cansaço me dominar, Lexi realmente tinha acabado comigo.

Stefan

Não demorou muito para que Caroline pegasse no sono, o que não era de se admirar, depois de passar um dia inteiro com Lexi qualquer um dormiria feito uma pedra, mas confesso que desejava que ela ficasse acordada um pouco mais, a conversa estava sendo tão agradável, era incrível e assustador como tudo se encaixava quando estava com ela, eu puxava na memoria quando foi que comecei a me sentir assim, mas não conseguia lembrar, eu me perguntava se ela sentia o mesmo em relação a mim, ela parecia bem a vontade comigo quase todo o tempo, mas as vezes podia detectar certo nervosismo em seu olhar quando me aproximava demais e isso só me incitava a continuar, eu gostava tanto de deixa-la desconcertada, suspirei tentando me conformar por a noite ter acabado mais cedo do que desejava, já ia me virar e tentar dormir também quando ela se virou se acomodando em meus braços, seu rosto quase enterrado na curva do meu pescoço, seu braço apoiado em meu peito, sua respiração calma contra minha pele, eu a aninhei ainda mais em meu corpo, me sentindo estranhamente confortável com a situação, naquele momento eu desejei que fosse real, que ela fosse minha, desejei que isso se repetisse todas as noites, depositei um beijo delicado em sua cabeça. E adormeci me sentindo completo e confuso como nunca antes.

Caroline

Abri os olhos lentamente, me sentindo um pouco desorientada, talvez eu tivesse bebido além da conta ontem a noite, mas toda a sonolência foi embora quando meus olhos se depararam com ele, dormindo serenamente com uma das mãos nas minhas costas me abraçando, eu estava em seus braços e isso era... A melhor sensação do mundo, eu sabia que deveria me desprender de seu abraço, isso era o certo a se fazer, afinal seria desconcertante quando ele acordasse e me visse assim, mas não consegui aquilo estava bom demais para não aproveitar um pouco mais. Fiquei alguns minutos o observando dormir, aspirando o aroma de sua pele tão perto, sentindo seu corpo irritantemente perfeito sob o meu, fingindo que isso era a coisa mais normal do mundo, mas não durou muito tempo, ele logo despertou, quando ele se mexeu, meu coração disparou, fechei os olhos fingindo dormir para evitar a situação embaraçosa e desconfortável que se instalaria quando nossos olhos se encontrassem. Fiquei esperando que ele se afastasse bruscamente de mim assim que ficasse consciente, mas a sua reação foi totalmente diferente da que eu imaginava, senti sua mão deslizar no meu rosto tão delicadamente que tive que segurar um suspiro, depois senti seus lábios tocarem minha testa, e tive que lutar com cada célula do meu corpo para não beijá-lo, ao invés disso abro os olhos fingindo estar acordando e reúno toda a força que tenho para me afastar.

–Bom dia. -Ele murmura com a voz rouca típica de quem acaba de acordar.

–Bom dia. — respondo.

–Dormiu bem? -Ele sorri me deixando desorientada novamente.

–Sim, com certeza melhor que você, a proposito desculpe por isso, eu costumo me mexer muito enquanto durmo. — Tento me justificar, mas ele não parece incomodado.

–Tudo bem eu nem tinha percebido. -Ele se levanta se espreguiçando, e eu não consigo evitar olha-lo bobamente.

–Se importa se eu usar o banheiro antes de você. Ele pergunta sendo gentil como sempre, fazendo meu coração derreter no peito.

–Não, tudo bem eu pretendo ficar mais um pouco na cama.

–Obrigado Care, você é a melhor companheira de quarto do mundo.

–Eu sei. — digo e me jogo na cama em seguida, abraço o travesseiro dele, aquele cheiro era tão bom, fecho os olhos me lembrando de tudo que tinha acontecido durante esse mês, em como tudo se transformava quando estava com ele, e mesmo sabendo que não vai dar certo, que provavelmente vou sair machucada, tomo uma decisão, talvez a pior que já tomei, mas eu não ligo, vou conquista-lo, nem que isso dure só até o final da semana.

Notas finais
não esqueçam de me fazer feliz com seus comentários, xoxo