Surprises of Fate
7 Capítulo 6 - Christmas, decisions and conversations.
Notas iniciais
POV Elena
Já estou a dois dias na casa dos meus pais e estou tentando encontrar coragem para falar sobre a minha inseminação, minha mãe sei que vai me dá todo apoio necessário mas não tenho tanta certeza assim sobre o meu pai. Meu pai sempre gostou das coisas muito tradicionais, namorar, noivar, casar e ter filhos e com certeza ele não concordaria de primeira sobre essa decisão de ter um filho sozinha. Pretendo contar hoje na hora do almoço, já que não quero estragar a ceia de natal da minha mãe e se for pra ele ficar irritado, que fique logo.
Na cozinha minha mãe e Jenna conversam sobre várias coisas incluindo o chá de bebê da Bonnie, todos estão animados para a chegada do pequeno Erick, minha mãe está no céu com a chegada do primeiro neto. Tento imaginar se eles vão ficar tão felizes com o meu bebê quanto estão com o da Bonnie, e eu desejo mais do que tudo que sim.
— Algum problema filha? Está tão calada — mamãe perguntou parando de cortar um legume qualquer. Jenna me encarou esperando minha resposta, concordando que eu estava muito distante.
— Mãe... Eu preciso te contar algo — coloquei a faca sobre a pia. Talvez contando a minha mãe e a minha tia primeiro elas possam me ajudar na hora de contar ao papai.
— O que aconteceu? — foi a vez de Tia Jenna perguntar me olhando preocupada.
— Lembra que no telefone, eu falei que estava vindo aqui para falar algo a vocês que tinha decidido? — Jenna concordou com a cabeça — Então, vocês sempre souberem da minha vontade de ser mãe, eu já estou com 28 anos e não tenho um marido ou namorado. Meu relógio biológico já está mostrando que é a hora, e não é porque não tenho um marido que vou deixar de ter meu filho — falei tudo de uma vez.
— Como assim Elena? — minha mãe estava com os olhos arregalados.
— Eu decidi fazer uma inseminação artificial. — encarei as duas mulheres estáticas na minha frente — Já achei até o meu doador, lembram do Cary? Meu melhor amigo? Então, ele vai ser o pai do meu bebê.
— Se bem me lembro Cary era gay até o dia que eu fui embora da sua casa Elena — minha mãe cruzou os braços.
— Claro que ele é gay, e é por isso que vai ser in vitro. Eu sei que o Cary é saudável e muito bonito então meu filho vai nascer com tudo que precisa — sorri.
— Elena você tem noção o que é criar um filho, sozinha? O tamanho da responsabilidade? Se criar uma criança com um pai já é difícil imagina você só? — mamãe falou nervosa.
— Eu sei de todas as responsabilidades mãe. Mas eu preciso ter meu filho, já imaginou se eu nunca casar? Ou só casar quando não puder ter mais filhos? Eu vou ter o meu bebê — falei decidida.
— E se você casar, como vai ser com o seu bebê? Já pensou que ele não vai ter pai? — tia Jenna se pronunciou pela primeira vez.
— Tia, eu não obriguei o Cary a ter responsabilidade nenhuma sobre o bebê. Mas sei que ele vai querer que o bebê saiba que ele é o pai, eu tenho certeza. E se eu casar um dia, se o homem gostar de verdade de mim, ele também vai gostar do meu filho. —eu precisava convencer elas, eu precisava do apoio delas.
— Lena, é isso mesmo que você quer? — mamãe perguntou séria.
— Sim mãe, com toda a certeza — sorri.
— Como eu te disse, eu sempre vou te apoiar mesmo nessas decisões malucas. E eu vou ficar muito feliz em ter mais um neto, ou quem saiba uma neta — sorriu emocionada.
— Ah mamãe — a abracei fortemente. — Obrigado, eu preciso do seu apoio. Você me ajuda a contar para o papai? — perguntei.
— Claro filha, mas você sabe seu pai não vai aceitar tão fácil. — me encarou.
— Eu sei disso — respondi baixo encarando o chão.
— Céus, então quer dizer que eu vou ser tia-avó de novo? Miranda eu estou ficando velha — tia Jenna brincou fazendo cara de choro e me abraçando.
Depois da nossa conversa, eu estava me sentindo mais leve. Agora só falta o papai e o Jer, sei que o Jer vai me apoiar mesmo não concordando muito mas vai adorar saber que em pouco tempo o Erick vai ter um primo ou uma prima para brincar e que vai ter seu primeiro sobrinho, já o papai vai dificultar as coisas mas seu coração enorme vai amolecer com a ideia de ter outro neto. Jer e meu pai estavam terminando de ajustar algumas coisas no enorme quintal da nossa casa para o chá de bebê da Bonnie que vai ser amanhã, a nossa ceia para hoje a noite já estava quase pronta apenas esperando o peru cozinhar.
Todos já estavam na mesa almoçando, falando sobre como estavam felizes pela chegada do Erick e eu finalmente achei um bom momento para falar sobre o assunto com o meu pai e o Jeremy.
— Papai? Eu queria te contar uma decisão que tomei — falei nervosa.
— Diga princesa — sorriu. Olhei para minha mãe pedindo ajuda com os olhos, e ela balançou a cabeça me incentivando a continuar.
— Então, você sempre soube que desde de pequena eu sonho em ser mãe certo? — meu pai já estava com os olhos arregalados e tinha parado de comer. Toda a mesa me encarava. — Mas eu não estou namorando ou casada como vocês sabem, mas eu não queria abrir mão desse sonho, já tenho 28 anos e logo logo vai ficar impossível de engravidar. — pausa — Então eu decidi fazer uma inseminação artificial. — falei rapidamente. Encarei meu pai que estava de boca aberta e me encarando sério, olhei para minha mãe que estava observando atentamente a reação do meu pai.
— Elena, que invenção é essa menina? — falou meu pai irritado.
— Pai entenda, tudo vai acontecer in vitro. E o doador você conhece, é o Cary. Eu quero ter meu bebê papai. — implorei.
— E esse tal de Cary não é gay? — perguntou confuso.
— Sim ele é. Mas como eu confio nele, e sei que ele é saudável, pedi para ser meu doador. Eu sei que as minhas responsabilidades vão aumentar, e que não é fácil criar uma criança sozinha mas o tempo está passando e eu não posso esperar — falei calmamente.
— Elena você ainda é nova, pode ser casar e ter seu filho, você não está sendo precipitada demais? — perguntou meu pai respondeu calmo, o que eu realmente estranhei.
— Pai eu já tenho 28 anos, e pra ter um filho já estou mais do que na idade. E se eu casar qual o problema? Se o homem me amar de verdade, ele vai aceitar o meu filho — encarei a mamãe que sorria me encorajando.
— Essa é a sua decisão final? — Perguntou meu pai com as mãos cruzadas abaixo do queixo me encarando. Ao escutar isso minhas mãos tremiam ainda mais e eu tinha certeza que meu pai nunca mais iria olhar para a minha cara.
— Sim — respondi firme.
— Você sabe que eu não concordo com isso, e jamais vou concordar. Mas vou te apoiar porque nunca iria virar as costas para você, se esse é seu sonho, mesmo que seja meio torto vou te dá todo o apoio possível, a você e ao meu neto — sorriu. Meu deus eu estava sonhando? Meu pai não quebrou a casa ou teve um enfarte por conta disso tudo? Céus, ele me apoiou.
— Papai — levantei da minha cadeira e caminhei em sua direção o abraçando fortemente com os olhos cheios de lágrimas — O senhor não imagina como o seu apoio é importante para mim, eu realmente estava com medo de você nunca mais querer olhar na minha cara — suspirei.
— Elena eu não concordo com isso, fique ciente. Mas eu não posso virar as costas para a minha princesinha, mesmo que ela esteja querendo engravidar — falou rindo fazendo todos na mesa o acompanhar. — E olha, eu vou ganhar mais um neto. Ou uma neta — sorriu abertamente.
— Então quer dizer que eu vou ter um sobrinho? — Jer sorriu abertamente.
— O mais rápido possível Jer.
— Amiga eu estou tão feliz por você, Erick vai ter um primo ou uma prima para brincar e deixar todos loucos. — apertou minhas mãos.
Depois da nossa conversa na hora do almoço, tudo ocorreu tranquilamente e eu estava transbordando de felicidade. Minha mãe me enchia de perguntas, sobre quando eu iria fazer a primeira consulta e se já tinha parado de tomar as pílulas, Jenna já me sugeria nomes e disse que imaginava uma mini Elena correndo pela casa e eu não pude de deixar de sorrir imaginando a cena. Tudo estava organizado para a ceia de natal, a casa estava linda totalmente enfeitada e a mesa repleta de comida, subi para o meu quarto para tomar um banho e me arrumar.
Modesta parte, meu vestido era um espetáculo. O vestido vinha até um palmo antes do meu joelho, seu tom era entre um bege e um rosa claro e com mangas ¾ , a parte de cima era um pouco apertada tinha detalhes em pedraria que deixava a peça mais sofisticada, a parte de baixo do vestido era mais soltinha e rodada e possuía um tecido mais leve e também com alguns brilhos. Depois de vestida, calcei meus sapatos prata e caminhei em direção ao espalho para arrumar meus cabelos, resolvi fazer cachos nele todo deixando minha franja lisa e pegando uma mecha de cada lado do cabelo e as marrando em seguida, minha maquiagem era bem simples apenas lápis, rímel e gloss.
Desci as escadas lentamente e pude vê que a sala já estava com uma quantidade razoável de pessoas. Meu pai e minha mãe chamaram os colegas mais próximos de trabalho, e algumas pessoas da vizinhança, pude vê Jer e Bonnie conversando com a Sra Lockwood e Tyler. Na minha adolescência tive um pequeno namoro com o Ty, mas nada sério, caminhei até eles parando pra cumprimentar algumas pessoas que não via a anos.
— Boa Noite senhora Lockwood, feliz natal — sorri simpática.
— Lena, feliz natal. Você está linda querida — falou enquanto me abraçava.
— Lena? Meu deus você ta mais gata ainda — Tyler falou descaradamente como sempre. Na época da escola ele era um dos meninos mais populares e mais disputados entre as meninas também, na época que o namorei consegui algumas inimizades.
— Hey, Ty — o abracei — Você não muda mesmo.
— Mais respeito com a minha irmã Tyler — Jer brincou. Conversei mais um pouco com eles e fui em busca da minha mãe.
Procurei por algum tempo, mas não a encontrei com certeza ela deve está dando ordens aos garçons. Minha mãe em todos os natais cozinhava não importa quantas pessoas vinham, ela dizia que cozinhar no natal para ela, era sagrado, mas sempre contratava garçons para ajudar na ceia. Tia Jenna estava abraçada a um Alaric sorridente e apaixonado mostrando algo para ele em seu celular, eu adorava ver minha tia tão feliz assim, depois do Logan eu ainda não tinha visto ela tão feliz e apaixonada do modo que está com o Ric. Nossa enorme sala de jantar já estava devidamente organizada para a hora da ceia, e escutei minha mãe conversando com alguém na cozinha.
— Mamãe — falei sorrindo. Ela contava algo ao meu pai que ria feito um bobo balançando a cabeça em negação, a relação dos meus pais era perfeita, dava pra ver nos olhos dos dois, que mesmo depois de 32 anos de casados eles ainda se amavam como no primeiro ano.
— Olá filha o que está achando da festa? — mamãe sorriu — A ceia vai ser servida em 10 minutos.
— Esta perfeita Mãe, a senhora sabe como dá uma festa. — Minha mãe era mestre em fazer belas festas. Abracei o meu pai e fiquei conversando sobre algumas coisas que aconteciam na festa e sobre as pessoas do trabalho do papai.
Conversar com meus pais sempre é ter certeza de rir muito, eles dois tem esse dom. Mamãe saiu em busca de reunir os garçons para servir a ceia, e eu fui abraçada com o meu pai em direção a sala. Meu pai me apresentou a alguns amigos de trabalho dele, que afirmaram que me viram bebê.
— Vamos, a ceia vai ser servida. — minha mãe comunicou a todos.
A ceia transcorreu perfeitamente, várias conversas e elogios sobre a organização. Eu realmente estou feliz, minha família me apoiou em minha decisão e possa ser que daqui a um ano eu esteja com o meu bebê aqui. Sorri abertamente pensando nisso.
Os convidados aos poucos foram indo embora, agradecendo pelo convite e desejando um feliz ano novo. Eu não pensava em outra coisa a não ser em minha cama e uma boa noite de sono.
POV Damon
Minha mãe, Lexi e a Sra Wills estavam na cozinha a horas preparando a ceia, seria tudo simples já que seria apenas nós. Melissa ainda continuava perseguindo Moke pela casa, enquanto o bichano fazia de tudo para se esconder da pequena.
— Mel venha aqui. — a chamei.
— Que foi titio melor do mundo — sentou no meu colo.
— Você precisa deixar o Moke descansar. Ele gosta de brincar com você, mas tem uma hora que ele ta cansado e precisa dormir — falei paciente.
— Mas eu não quelo que ele durma — falou fazendo bico.
— Mas ele quer Mel — falou meu pai rindo — olhe vamos fazer outra coisa enquanto ele dorme. Que tal pegar aquele joguinho das fadas que você gosta?
— Tá vou pegar — saiu correndo em direção ao quarto que estava dormindo.
Minha mãe e Lexi voltaram para a sala esperando o peru terminar de cozinhar, segundo elas faltava pouco. Melissa voltou com o seu jogo o espalhando pelo chão e me forçando a montar o quebra-cabeça com ela e rindo de mim quando eu chamava a fada pelo o nome da outra, pude perceber que minha mãe nos observava atentamente e sorria.
A Sra Wills nos chamou dizendo que já estava tudo pronto, sentamos todos a mesa incluindo a ela e o seu marido que tinha acabado de chegar. Mamãe falou que estaria no céu se a Sra Wills trabalhasse em seu restaurante pois ela era uma cozinheira de mão cheia e ia ajudar bastante, e que só não a levava porque sabia que ela cuidava de mim e da minha casa.
— Mas eu já tenho 30 anos e não preciso de ninguém cuidando de mim mãe — falei rindo — Não acha que sou bem crescidinho?
— Não mesmo. Falando em está crescidinho, meu filho quando você vai se casar e ter um filho?
Comecei a tossir sem parar engasgado com o vinho, enquanto o Stefan e o meu pai morriam de rir da minha cara. Olhei assustado para a minha mãe esperando ver no seus olhos algum tom de brincadeira, mas o que eu vi apenas era ela esperando por uma resposta.
— Mãe, já disse não nasci para casar e muito menos ter filho — falei respirando fundo tentando me recuperar.
— Damon essa coisa de não nascer para tal coisa não existe, tudo na vida se aprende meu filho — Céus, Dona Edna vai começar com o seu discurso. — Você leva o maior jeito com as crianças, olha como a Mel gosta de você e como você a trata. — sorriu maternal.
— Mãe! É diferente, Melissa é minha sobrinha, não é comparado a uma responsabilidade de ser pai. — tentei me acalmar.
— Edna deixe o nosso filho, ele vai encontrar a mulher certa mais cedo ou mais tarde — sorriu pegando sua mão. Eu, encontrar a mulher certa? Céus eu só quero ter a minha vida sem compromisso com ninguém em paz.
Lexi entrou em outro assunto fazendo todos esqueceram essa coisa de fazer eu casar e ter filhos, e eu agradeci mentalmente a ela. Logo após a ceia, trocamos nossos presentes e a Mel quase surtou quando viu que eu dei a ela um gatinho de pelúcia idêntico ao Moke, quem sabe agora ela deixe o meu pobre gato em paz.
— Mamãe mamãe, agola eu tenho um Moke igual ao titio — falou enquanto abraçava forte o ursinho. — Ele mia se apertar na pata, olha olha — apertava a pata do gato empolgada.
— Agora você vai deixar o gato do seu tio em paz. — Lexi sorriu carinhosa.
— Memel, conte a vovó como vai ser o nome do seu gato — minha mãe a colocou sentada em seu colo sorrindo.
— Mini Moke — sorriu feliz.
— Mini Moke? Que nome é esse Mel? — Stefan perguntou gargalhando.
— Porque ele é igual ao gato do titio, só que menorzinho oh — levantou o gato. — Eu gosto dele.
Depois de muito apertar o seu gatinho de pelúcia, correr pela casa para mostrar ao Moke de verdade “seu novo coleguinha” Melissa cansou e dormiu nos braços da minha mãe. Todos nós estávamos muito cansados, resolvemos não esticar muito a nossa noite e dormir um pouco mais cedo que o previsto.
Fui para o meu quarto, tomei um banho e fiquei pensando na conversa na mesa sobre eu casar e ter filhos. Se depender de mim eu não vou casar e nem ter filhos, não nessa vida.
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