Surprises of Fate
8 Capítulo 7 - Memories, farewell and a finisish dream?
Notas iniciais
Hoje é o dia que eu estou voltando para casa, depois de 15 dias em Mystic Falls as obrigações em Nova Iorque me chamam. Não posso mentir que estou muito ansiosa em voltar pra casa porque sei que essa semana tem a minha primeira consulta em preparação para a minha inseminação. Estou terminando de arrumar minhas malas e guardo o álbum de fotos que fiz pra mim do chá de bebê da Bonnie dentro da minha mala de mão, o chá de bebê foi um sucesso e arrancou risadas das famílias e amigos.
Flashback ON
O dia não estava tão frio como ontem aqui em Mystic Falls um sol fraco aparecia aquecendo um pouco e ajudando bastante no chá de bebê que ocorria no quintal da nossa casa. Bonnie e Jeremy cumprimentavam todos animadamente, recebendo mimos por onde passavam a caixa de presentes já estava lotada e mal sabia Jeremy que ele ia ser a “atração” da festa.
— Então, vamos começar de verdade a nossa pequena comemoração — minha mãe falou animada. — Gostaria de convidar o pai do Erick, Jeremy, a se sentar nessa cadeira. —A cadeira estava no centro do quintal e todas as mesas estavam em volta.
Jeremy olhava com uma cara engraçada perguntando se era ele mesmo, e Bonnie confirmou o empurrando até a cadeira. Minha amiga explicou contente como iria transcorrer a brincadeira, Jeremy teria que acertar os presentes que o bebê ganhou, e a cada erro seu rosto ia sendo pintado por maquiagem.
— EI! EU NÃO ESTAVA SABENDO DISSO! —Jeremy falou fazendo todos rirem.
Peguei um lenço e vendei o Jer, e a brincadeira começou. O primeiro presente era um conjunto de mamadeiras, Jer abriu o papel, tocou pra cá, tocou pra lá e acertou, todos aplaudiam animadamente enquanto a mamãe pegava mais um presente. O próximo era aqueles brinquedos feitos para a criança morder quando os dentinhos estão nascendo, dessa vez Jeremy não conseguiu acertar e o primeiro olho foi pintado. A brincadeira continuou tomando metade da tarde, e quando terminou Jeremy já estava todo pintado incluindo sua barriga que estava escrito “40% COMPLETED” representando os 4 meses da Bonnie como se fosse na barriga dela, claro que isso rendeu muitas fotos para o álbum que iria ser feito.
O lanche que foi planejado foi servido e todos se deliciavam, Bonnie estava sentada comigo em uma mesa já que seus pés estavam começando a inchar por ter ficado muito tempo em pé, enquanto meus pais e Jer faziam os papéis de bons anfitriões.
— Lena já imaginou que daqui a uns meses vamos está fazendo isso aqui para o seu bebê? — sorriu enquanto comia uma fatia de torta.
— Meu deus Bonn, só em pensar nisso fico a ponto de transbordar de felicidade.
— Eu estou tão feliz por você amiga, finalmente vai realizar seu sonho.
— E eu estou radiante por você Bonn — alisei sua barriga.
Flashback OFF
Sorri olhando para a foto do Jer todo pintado comigo e com a Bonn na proteção de tela do meu celular e fechei minha mala. Estou levando outra mala para Nova Iorque já que recebi inúmeros presentes que não couberam em apenas uma, peguei o colar que ganhei da tia Jenna no ano novo guardando-o na minha bolsa de jóias.
Flashback ON
— Venham, faltam um minuto para o ano novo — Minha mãe chamou todos para o quintal onde acontecia nossa festa de Réveillon. Nossa família estava toda reunida, incluindo os Bennetts.
— Vamos fazer a contagem regressiva — meu pai gritou com uma champanhe na mão — 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1. FELIZ ANO NOVO!!!!!! — O champanhe espumava enquanto meu pai balançava sorridente.
Todos se abraçavam realizados, desejando coisas boas uns aos outros. Esse ano eu tenho certeza que irá marcar minha vida para sempre, tanto a minha como a da família e eu espero que seja apenas coisas boas.
Flaskback OFF
Desci devagar com minhas duas malas, Jer me ajudou com as duas enquanto eu levava minha mala de mão.
— Querida, eu gostaria que você não fosse tão rápido — minha mãe me abraçou.
— Preciso ir mamãe, volto ao trabalho amanhã e já tenho a minha primeira consulta semana que vem.
— Prometa que não vai demorar muito pra nos visitar novamente, sei que quando você estiver grávida não vai poder ficar vindo direto.
— Vou fazer de tudo para vim o mais rápido possível.
Meu pai colocou minhas malas no carro, e esperou pacientemente minha mãe e eu nos despedirmos. Abracei fortemente Bonnie falando que tentaria voltar antes do meu sobrinho nascer, fazendo a mesma coisa com Jer, tia Jenna disse que logo iria me visitar com o Alaric e eu disse que estaria a esperando.
Entrei no carro do meu pai, mandando tchau pra todos enquanto o carro seguia o caminho do aeroporto.
— Filha, me prometa que vai ter cuidado com tudo isso de inseminação? Você sabe que se fosse por mim você não faria isso.
— Pai fica tranqüilo, o mais grave que pode acontecer é eu não conseguir engravidar.
Chegamos ao aeroporto e meu vôo já tinha sido chamado uma vez, me despedi do meu pai e caminhei até a área de embarque.
*
Meu vôo foi tranqüilo, cheguei em casa antes mesmo da Caroline que também chegaria hoje. Desfiz minhas malas e guardei meus presentes, já era noite e eu estava morrendo de fome devido está apenas com o almoço da minha mãe e aqueles lanches horríveis de avião.
Fiz um macarrão com queijo e me sentei no sofá ligando a TV para assistir qualquer coisa enquanto jantava, deixei em uma serie policial que eu gostava bastante e jantei tranquilamente. Já tinha jantando e estava deitada no sofá ainda assistindo a serie, quando Caroline entra cheia de malas e reclamando.
— Eu estou exausta! — falou. — Vou colocar minhas malas no quarto e já venho. — saiu puxando as duas malas e ainda levando mais uma de mão enorme até seu quarto.
Pouco tempo depois estávamos conversando sobre todas as novidades do nosso final de ano, a família Mikaelson adorou a Caroline como eu esperava e em breve eles viriam a Nova Iorque. Caroline pediu todos os detalhes do meu fim de ano, chorou de rir com o álbum de fotos do chá de bebê da Bonn. Apesar de Bonnie ser de Mystic Falls e Caroline aqui de Nova Iorque, elas criaram uma grande amizade nas nossas idas a casa da minha mãe, e as vindas deles a Nova Iorque, Car ficou um pouco chateada em não poder participar do chá de bebê mas sabia que essa visita aos Mikaelson era importante para o Klaus.
Caroline jantava do meu lado reclamando sobre o meu seriado, pedindo pra tirar porque ela não gostava desse tipo de serie. Escutei meu celular que estava no quarto tocar e corri para atender, era o Cary.
—Cary — atendi animada.
— Oi Lena — percebi que sua voz estava um pouco trêmula.
— Aconteceu alguma coisa Cary?
— Aconteceu Lena. Olha eu preciso que você entenda o meu lado, não é porque eu quero mas o meu futuro está em jogo — no mesmo momento minhas pernas começaram a fraquejar e eu sentei na cama, sabia que tinha algo a ver com ele ser meu doador.
— Pode falar — respirei fundo.
— Eu estava esperando você chegar de viagem para poder falar com você, não queria estragar tua viagem — pausa — eu conversei com o Alef um dia depois que você viajou, sobre eu ser o papai do seu bebê. E infelizmente ele não concordou Lena, me desculpa.
— Cary... — eu tentava controlar as lágrimas. — Porque?
— Lena ele ficou com medo de quando você ter o bebê eu me encantar pela criança e o deixar, ele ainda tem aquela coisa de ter ciúmes de você pela nossa proximidade e com um bebê na história ele afirmou que eu iria deixar ele. — eu não estava acreditando no que eu escutava. Como o Alef pode achar que eu iria arrancar o Cary dele? — Lena me desculpa, mas eu não posso abrir mão do homem que eu amo, você sabe ele é muito importante para mim.
— Entendo Cary — respondi séria. — Mas diga ao Alef que jamais eu iria tirar você dele, sobre hipótese nenhuma. E eu queria apenas realizar meu sonho, mas tudo bem — um grande nó em minha garganta se formava e estava impossível segurar o choro.
— Lena eu não quero que você fique com raiva de mim por favor — Cary estava com uma voz chorosa — Você sabe... Você é minha melhor amiga e eu te amo.
— Sem problemas Cary, mas eu preciso desligar. Boa Noite. — desliguei sem esperar resposta.
Céus eu não acredito, meu sonho que estava tão perto de ser realizado e agora acabou. Cary era minha única esperança de ter um filho perfeito e sem correr os riscos que tem de ir a um banco de doadores mesmo com toda a rigorosidade que existe para ser doador. Me deitei na cama e chorava sem vergonha nenhuma, eu já poderia sentir que daqui a no máximo dois meses estaria grávida e agora isso foi arrancado de mim. Talvez o meu destino seja não ter um filho, apenas curtir o das minhas amigas, mas eu queria tanto, era como se uma parte de mim estivesse faltando e um bebê iria encher esse espaço de amor e felicidade.
Perdi a noção de tempo deitada naquela cama chorando e pensando seriamente em recorrer ao banco de doadores, mas eu não podia mentir, eu tinha medo. Caroline entrou no meu quarto e se assustou ao me ver soluçando e chorando de um modo desesperado, ela me perguntava o que tinha acontecido mas eu não estava em condições de responder. Ela saiu rapidamente do quarto e voltou com um copo de água para mim, pediu para que eu tomasse todo o conteúdo para me acalmar um pouco. Depois de algum tempo deitada em seu colo e ele fazendo cafuné no meu cabelo, consegui ficar um pouco mais calma.
— Quer me contar o que aconteceu? — falou pacientemente.
— Car... O Cary não vai ser mais meu doador. — Caroline me encarava com uma feição espantada e carregada de pena, ela sabia mais do que ninguém como eu queria aquele filho.
— Mas porque?
— O Alef não concordou, disse que se o Cary concordasse com isso ele terminaria com ele — funguei.
— Meu deus, tudo isso por conta daquele ciúme? — assenti — Não fica assim Lena, eu tenho certeza que você vai encontrar um doador pra poder ter seu bebê. Agora você precisa dormir, você ta muito agitada. Amanhã vou ao trabalho e aviso que você está doente e não pode ir ok? — concordo. — Boa noite amiga.
Caroline fechou a porta do meu quarto devagar e eu fechei meus olhos pensando em tudo que tinha acontecido nesses poucos dias, eu tinha me divertido com a minha família, fiz com que todos se acostumassem com a ideia de eu ter um bebê sozinha e agora essa bomba.
Será que eu nunca vou poder ter o meu filho?
Fale com o autor