Surprises of Fate

6 Capítulo 5 - Families and Thoughts


Notas iniciais
Olá gente! Então, queria agradecer as meninas que comentaram!! Aqui mais um capítulo, vocês vão ver alguns pensamentos dos dois, principalmente do Damon. Espero que gostem, xx!

POV Elena

Estou no aeroporto a espera da chamada do meu vôo, Caroline e Klaus embarcaram as 8 da manhã com destino a Londres, minha amiga estava uma pilha de nervos por conta dessa viagem. Estava combinado que Jeremy estaria no aeroporto me esperando, eu realmente estava ansiosa e com saudades de toda a minha família, meu celular toca e vejo que é Dona Miranda.

— Sim, mãe?

Querida, diga que você está no aeroporto e não desistiu de vim? — revirei meus olhos com o drama diário da minha mãe.

— Mãe estou no aeroporto esperando meu vôo ser chamado, daqui a pouco estou ai – sorri.

Ah que bom, você não desistiu.

— Não, e estão chamando meu vôo preciso ir. As 11 estou chegando, te amo. — desliguei meu celular e fui a área de embarque.

Depois de ter procurado minha cadeira no avião, estou acomodada em minha poltrona escutando minha playlist relaxante pensando como vai ser meu final de ano com a minha família, são tantas novidades. Jeremy casado, Bonnie grávida, Jenna retornando da França, céus e ainda tem a história da minha inseminação que com certeza vai causar um grande reboliço na família.

Acabei dormindo e sendo acordada pela aeromoça avisando que iríamos pousar. Assim que cheguei no saguão do aeroporto pude ver meu irmão e Bonnie ao seu lado com as mãos sobre a barriga já perceptível de 4 meses sorrindo abertamente para mim, andei rapidamente até eles e os abracei fortemente.

— Mana que saudades de você — Jer falou beijando minha cabeça.

— Céus, que saudades de vocês — sorri abertamente — Ai meu deus Bonn como você esta linda, olha essa barriga. Como vai o sobrinho mais lindo da tia?

— Lena, que saudades — falou me abraçando — Ele está ótimo tia Lena, já está fazendo as costas da mamãe doerem sem parar — sorriu acariciando a barriga.

Continuamos a conversar enquanto esperávamos minha mala na esteira, depois de 15 minutos de espera finalmente peguei minha mala e fomos para o carro. Bonnie me contou no caminho que descobriu que era um meninão logo na primeira consulta para descobrir o sexo e que o Jeremy chorou horrores quando a doutora disse, claro que não perdi a oportunidade de zoar o meu irmão, o bebê iria ser chamar Erick e estava previsto para nascer em meados de maio. Bonnie disse que estava organizando o chá de bebê e que precisava da minha ajuda para os últimos retoques da festa que seria na terça já que todo mundo está de férias e ninguém se importa se é em dia de semana ou não. Meu irmão estacionou na frente da casa da minha mãe e não pude deixar de relembrar minha adolescência aqui, foram tempos muito felizes. Jeremy carregava minha única mala, enquanto eu conversava animadamente com a Bonnie atrás, pude perceber minha mãe e minha tia nos esperando no terraço que tinha na frente da minha casa com sorrisos enormes.

— Oh filha, que saudades de você minha princesa — mamãe falou me abraçando forte e chorando.

— Mamãe saudades de você também, por favor não gosto de você chorando. Pare. — sorri.

— Não vai falar com sua tia menina? — Jenna falou sorrindo. Minha tia era uma mulher linda, olhos verdes, cabelos um pouco alaranjados e um belo corpo.

— Tia, que saudades. Arrumou um francês? — falei rindo.

— Arrumei um, mas não francês. Vamos ele está lá dentro e quero que você conheça — entramos pela enorme casa, tudo estava do jeito que eu me lembrava.

Paredes beges, as janelas enormes do teto até o chão, cortinas brancas com detalhes dourados. Na parede uma grande TV e prateleiras de vidros ao lado com vários retratos da nossa família, um tapete imenso que cobria quase o chão inteiro da sala e um sofá branco em forma de L.

— Lena, esse aqui é o Alaric — minha tia apontou para um homem que estava no sofá. Nossa, e que homem! Alto, olhos castanhos e o cabelo em um tom de mel.

— Olá, sou a Elena. — falei apertando a sua mão.

— Alaric, mas pode me chamar de Ric. — sorriu.

Continuamos conversando, minha tia me contou que voltou da França a 6 meses e conheceu o Ric lá, pude perceber que Alaric é uma pessoa maravilhosa, e que realmente ama a minha tia assim como ela o ama. A porta da frente abriu e vi o meu pai entrar sorridente e me procurar pela sala.

— PAPAI! — levantei rápido sofá indo de encontro a ele e o abraçando forte.

— Oh minha princesinha, que saudades que eu estava de você — falou beijando minha testa. — Nunca mais fique todo esse tempo sem visitar seus pais — me repreendeu.

— Tudo bem Sr Grayson — levantei as mãos como se estivesse me rendendo.

Meu pai subiu para tomar banho enquanto minha mãe terminava o almoço com Jenna, eu estava sentada no tapete da sala com o Jer e a Bonn relembrando os tempos que ficávamos de bobeira a tarde assistindo filmes. Engraçado, agora ao invés de estarmos assistindo filmes e comendo besteiras, estamos terminando de preparar o chá de bebê do primeiro filho do Jer e da Bonnie, sorri com o pensamento.

— Então, eu só vou chamar o Tyler, a Rose e a Mary do nosso tempo de escola, infelizmente é apenas com eles que mantenho o contato – Bonnie acrescentou na lista. — O resto do pessoal só vai ser a minha família, vocês e o pessoal do meu trabalho e do Jer. Então vai ser no máximo 15 mesas.

— Tudo bem. Isso vocês já alugaram, juntamente com a decoração. Vai ser aqui?

— Sim, o quintal da mamãe sempre é onde acontece os eventos dos Gilbert’s — falou Jer sorrindo.

— Bonnie então não falta mais nada, certo? — perguntei olhando a lista de comidas.

— Sim, apenas as lembranças que vão está chegando amanhã — sorriu acariciando a barriga. Vendo minha amiga feliz e planejando seu chá de bebê, minha vontade de engravidar rapidamente aumentava mais ainda. Eu precisava sentir toda essa felicidade logo.

— Vamos almoçar crianças — minha mãe chamou da cozinha.

— Crianças que fazem outras crianças — falou Jenna rindo.

Almoçamos tranquilamente ao meio de conversas e brincadeiras, minha tia e minha mãe já me intimaram a organizar a ceia de Natal com elas, e não aceitaram não como resposta. Depois do almoço pedi licença para descansar, ainda estava com sono por conta do horário que acordei. Entrei no meu quarto e continuava no mesmo jeito, uma grande cama de casal no centro do quarto com um espelho enorme na parede em frente e uma cômoda abaixo do espelho. O pequeno lugar acolchoado que tinha em baixo da janela, onde na minha adolescência eu adorava sentar lá para escrever no meu diário ou apenas para observar rua, continuava ali. Tirei minha calça jeans e meu casaco, e procurei algo mais confortável para vestir. Já estava fazendo bastante frio em Mystic Falls, então vesti minha calça de moletom e uma blusa de mangas que esquentava bastante, e deitei na cama me entregando ao sono.

POV Damon

Estava a caminho do aeroporto para buscar a minha família, eu realmente estava com saudades deles. Estacionei meu carro no estacionamento do aeroporto e entrei no saguão do aeroporto caminhando lentamente, olhei o relógio em meu pulso e faltava exatamente 5 minutos para o vôo pousar, comprei um suco em uma lanchonete na área de alimentação do aeroporto e fui para a aérea de desembarque. Minutos depois vi minha mãe e meu pai vindo e Stefan, Lexi e Melissa um pouco mais atrás, sorri abertamente para minha mãe e abracei fortemente repetindo o gesto com todos os outros.

— TITIO TITIO TITIO MELHOR DO MUNDO OLHA EU AQUI! — Melissa pulava com uma boneca nas mãos tentando fazer eu olhar pra ela de todo o jeito. Ela estava tão grande desde da última vez que a vi, seus cabelos cor de mel — por isso seu apelido — estavam maiores, seus olhinhos verdes continuavam atentos como sempre.

— Oh alguém me chama, mas não posso vê-la. Stefan você está escutando? — brinquei.

— Não Damon, não estou escutando — Stefan entrou na brincadeira.

— Papai pala! Manda o titio olhar pra mim — falou fazendo beicinho. Peguei ela no colo e comecei a fazer cócegas nela que ria sem parar.

— Como pude esquecer da minha princesa? — beijei seu rostinho.

— Titio melhor do mundo — envolveu suas pequenas perninhas em minha cintura e seus braços em meu pescoço — Olha a minha boneca, ela se chama Lili. — me mostrou uma boneca de pano.

— Ela é linda igual a você — sorri. Fomos todos para o estacionamento, guardamos todas as malas na enorme mala do carro e organizei o banco reserva para a Melissa. Stefan instalou sua cadeirinha e a prendeu entregando sua boneca, seguimos para a minha casa com o Stefan contando sobre sua especialização em neurologia e mamãe falando sobre a ideia de abrir um restaurante.

Parei meu carro no espaço que tinha em meu jardim e tirei com o Stefan as malas do carro e as levei para dentro, Melissa correu para dentro da casa procurando pelo Moke, meu gato, dizendo que estava com saudades dele e que precisava abraçá-lo.

— Titio eu quelo o Moke cadê ele? — perguntou tristonha.

— Olhou em baixo da cama do tio? Ele dorme lá princesa — assim que terminei de falar ela saiu correndo pelos corredores.

Minha mãe conversava animadamente com a Lexi e a Sra Wills algo sobre ceia de Natal, meu pai e Stefan já tinham ligado a TV e estavam assistindo uma partida de beisebol, fui a geladeira e peguei três cervejas e entreguei uma a meu pai e a outra ao meu irmão.

— Então filho, como ta indo o seu trabalho? — meu pai perguntou tomando um gole da sua cerveja. Seu Giuseppe era com certeza um ótimo pai, sempre me apoiou em todas as decisões e deu todo o suporte que precisei quando me mudei para Nova Iorque.

— Está ótimo Pai — sorri — E a mamãe, vai mesmo abrir o restaurante?

— Vai sim, já compramos o lugar e agora estamos em busca de profissionais e decorando ao gosto da sua mãe. — sorriu

— Maravilha — tomei um gole da minha cerveja — E você Stef, como vai sua especialização?

— Ótima mano, neurologia sempre foi o que eu gostei, então está sendo um sonho — sorriu. Conversamos sobre várias coisas, Lexi e minha mãe se juntaram a nós na sala contando todas as novidades desses meses que não nos vimos.

— Achei, achei! — Mel gritava do meu quarto empolgada.

—Pobre Moke — Stefan falou fazendo uma cara engraçada. Mel vinha do meu quarto abraçada com o Moke carregando-o como se fosse um bebê e o apertando contra seu corpo pequenino. — Melissa não precisa apertar o gato assim.

— Papai ele é fofinho, parece meu ursinho — fez carinho na barriga do Moke.

Melissa sentou no chão da sala e fez com que o Moke deitasse em seu colo e ficou fazendo carinho em sua barriga e falando com ele como se ele entendesse tudo o que ela falava. Todos riam com a cena e o Moke dormia tranquilamente sobre os carinhos da Mel, a Sra Wills nos chamou para almoçar e foi uma verdadeira briga para a Melissa largar o gato.

— Melissa, solta o gatinho — Lexi tentava convencer a filha — Vamos comer depois você brinca mais com ele.

— Eu quelia blicar agola mamãe — falou fazendo manhã

— Daqui a pouco princesinha, venha lavar as mãos.

Seguimos todos para a sala de jantar da minha casa enquanto Lexi lavava as mãos da Melissa, em seguida a colocou em sua cadeirinha de refeições. Almoçamos tranquilamente nos deliciando da comida perfeita da Sra Wills, meus pais resolveram descansar um pouco já que estavam acordados desde de cedo, Lexi tentou de todas as maneiras possíveis fazer a pequena dormir mas Mel estava ligada no 220.

— Stefan e Lexi podem ir descansar, eu cuida da Mel — peguei a Mel no colo. — Vou assistir um filme com ela lá no meu quarto, o que acha Mel?

— Eu quelo assistir filme com titio melor do mundo. Filme da Barbie — bateu palminhas.

— Boa sorte mano, ela vai te fazer assistir todos os filmes da Barbie — Falou Stefan rindo da minha cara. Stefan e Lexi seguiram para o quarto de hospedes que era deles e eu fui para o meu carregando uma Melissa empolgada em meu colo.

Coloquei ela na minha enorme cama king size, ligando o DVD e colocando o filme que a Lexi tinha me entregado. Liguei o aquecedor já que estava fazendo bastante frio e me deitei, Mel se deitou nos meus braços e seus olhos atentos não desgrudavam um segundo se quer do filme.

Por um breve momento, me imaginei tendo um momento desse com uma filha minha ou jogando vídeo game com um garotinho. Expulsei rapidamente esses pensamentos da minha cabeça, eu definitivamente não nasci para ser pai, eu nunca iria conseguir dá tanto amor a uma criança que dependeria de mim, é responsabilidade demais para uma pessoa que é sinônimo de irresponsabilidade como eu. E todas as mulheres com quem me relacionei até hoje nenhuma pensei em dá esse passo, até porque não sou homem de está com uma mulher só, eu gosto da vida que eu levo de ter várias mulheres ao meu dispor.

Percebi que Melissa dormia tranquilamente com suas perninhas em cima da minha barriga me abraçando como podia, olhei para o seu rostinho de boneca e tive a certeza que fui feito apenas para ser um ótimo tio e amar os meus sobrinhos, mas ter toda a responsabilidade de ser pai, isso é quase impossível.

Notas finais
E aí, gostaram?? Comentem por favor, é importante! Até a próxima, xx