Surprises of Fate
46 Capítulo 45 - Surprises!
Notas iniciais
— Damon, eu já disse que não precisa levar roupa para o Henry, viemos comprar o quarto dele — Elena falava enquanto eu pegava mais um sapato e colocava na enorme bolsa no meu ombro.
Eu e a morena estávamos em uma loja voltada totalmente para o universo infantil, tudo o que se imaginava para crianças tinha ali. Era impossível negar que a ligação da minha Elena me convidando para comprar o quarto do nosso filho junto com ela me surpreendeu, sua voz doce e hesitante do outro lado da linha me deixou ainda mais animado para o meu plano. Eu agradecia aos céus por ter feito o que eu queria na casa da Elena antes dela decidir comprar os moveis do quarto do Henry, eu iria ficar em uma situação nada agradável se ela tivesse mesmo sem querer estragado minha surpresa.
— Lena, esse foi o último. Eu tenho um sapato igual a esse — mostrei a ela o que eu tinha colocado na bolsa — Eu e meu garoto vamos usar quando eu for ensinar a ele a conquistar umas meninas na escolinha.
Ela sorriu abertamente de início e ao escutar o final revirou os olhos. A vendedora que estava ao nosso lado tinha um sorriso enorme no rosto, e eu entendia o seu lado, pois só aquela bolsa que eu estava carregando iria garantir o mês dela. Elena puxou minha mão animada ao ver um quarto que parecia ter lhe agradado, e aquele simples contato fez com que uma descarga elétrica passasse pelo meu corpo me fazendo entrelaçar nossos dedos e receber um olhar de repreensão da morena, mas ela não interrompeu nosso pequeno contato.
— Damon, esse quarto é perfeito, concorda? Vai ficar tão lindo com a pintura que o quarto recebeu — Elena sentou na cadeira de amamentação que ali estava como se estivesse testando — E essa cadeira é ótima para amamentação.
Eu também tinha gostado daquele quarto e ficaria perfeito com o que já estava esperando para complementar lá na casa.
— Também acho lindo anjo, vai ficar perfeito. Gostou da cadeira também? — ela concordou animada e mostrando a vendedora o que levaria dali, o que era basicamente tudo menos o guarda-roupa, pois o quarto já possuía closet.
Elena me deu o livre arbítrio de escolher as roupas de cama e algumas cortinas, de início fiquei receoso, pois nunca comprei nem um travesseiro para mim quem dirá roupas de cama para um bebê. No fim, eu tinha passado por aquele teste; Elena adorou todas as minhas escolhas e internamente fiquei orgulhoso de mim mesmo.
— Vem, vamos pagar — peguei a mão da minha morena enquanto tirava um talão de cheque do bolso.
— Não Damon, eu que vou pagar.
— O que? Você enlouqueceu? Eu vou pagar pelo quarto do meu filho e por tudo que comprei para ele.
— Dam...
— Não Elena, não me tire isso também — falei sério — isso é muito importante para mim, eu preciso sentir que sirvo para algo na vida do Henry...
Elena se aproximou mais do meu corpo e segurou meu rosto entre suas mãos, ao olhar aqueles olhos senti que o pouco de juízo que me restara tinha acabado de ir embora.
— Nunca fale que você não é importante para o nosso filho Damon, ele nem nasceu ainda e já é completamente louco por você —ela puxou minhas mãos que estavam em seu quadril e as colocou em cima da sua barriga — Sente isso? — perguntou se referindo aos chutes que meu garoto dava. Concordei com a cabeça ainda encarando aqueles olhos que fazia a minha respiração perder o compasso — Ele está alegre por você está aqui, esse final de semana ele ficou tão quietinho que me preocupou... Mas era apenas saudades Dam, saudades de você. Hoje ao escutar sua voz pensei que ele iria encontrar um jeito de sair daqui apenas para está nos seus braços...
Escutar aquilo dela era melhor do que ganhar um presente de natal que eu desejara muito, jamais imaginei que iria amar tanto alguém que ainda não vi nem o rosto e que a cada chute ou movimento o sentimento se apossava de um espaço ainda maior no meu peito.
— Obrigado por me deixar está aqui com você Lena — encostei nossas testas e pude sentir sua respiração desregular contra o meu rosto — Eu amo você e o nosso bebê mais do que tudo na minha vida.
— Damon... — sussurrou — Nós estamos atraindo a atenção de todos na loja — riu baixinho.
Levantei meu olhar e encarei algumas pessoas que tentavam disfarçar enquanto observava a pequena cena entre eu e a morena, eu não me importava nem um pouco que todos estivessem olhando enquanto eu demonstrava meu amor por aquela mulher.
— Eu não ligo, eu amo vocês e quero que todos saibam disso.
Elena riu e balançou a cabeça em negação enquanto puxava minha mão para seguirmos até o local de pagamento. Enquanto eu resolvia a questão do pagamento, podia sentir o olhar da minha morena queimando sobre mim e um sorriso bobo em seu rosto... Isso é só o começo do meu plano, amor.
*
Com toda a sua lábia, minha morena tinha convencido o gerente da loja a fazer a entrega juntamente com a montagem hoje, talvez por ela ter usado o argumento de está ansiosa demais para ver tudo pronto porque era seu primeiro filho tenha conseguido a façanha já que a esposa do gerente também estava esperando o primeiro filho deles e logo identificou as atitudes da sua esposa idênticas a da Elena.
— Quando é a sua próxima consulta meu anjo? — perguntei enquanto estacionava na frente da sua casa.
— Vai demorar um pouco, no início dos meus oito meses, a última consulta antes do parto — sorriu. Elena estava entrando no sétimo mês da gestação, eu mal podia acreditar que já fazia quase três meses que não estávamos mais juntos... Nem acredito que ainda estou vivo.
— Quero ir com você, tudo bem? — ela me olhou com certo receio, mas depois concordou com um aceno.
Entramos na casa já inteiramente decorada e pude sentir minhas mãos suando pelo nervoso que me dominava. Eu queria que ela adorasse o que eu tinha feito, não iria saber como agir se ela não gostasse ou reclamasse por eu ter feito isso sem sua autorização já que a casa era dela. Assim que ela me chamou para abrir as janelas do quarto do Henry e tirar alguns jornais que ainda cobriam o chão senti minhas pernas vacilarem por um momento. Pare de ser marica.
Subimos as escadas e a morena não parava de tagarelar sobre o quanto estava animada para o chá de bebê que vinha planejando com a Car, ao abrir a porta do quarto sua voz sumiu totalmente dando lugar a uma expressão que eu não conseguia desvendar o que significava exatamente.
Eu tinha tomado a liberdade de colocar algumas coisas no quarto; a maior parede do ambiente agora tinha um enorme mural que ocupava de um canto a outro e ali tinha todas as fotos que ela tinha tirado até semana passada — quando fiz isso — coladas com molduras delicadas, a parede era um verdadeiro mural com exatamente 210 fotos, todas elas da Elena expondo sua barriga no que ela chamava de “fotos diárias”. Ainda existia espaço para mais 60 fotos onde forma os nove meses completo de gestação.
Do outro lado, um quadro menor portava algumas fotos nossas — as poucas que conseguimos tirar antes de tudo chegar ao fim — como por exemplo a que tiramos do aniversário da Melissa. Outra, que também foi tirada naquele final de semana, mostrava o sorriso enorme de nós dois enquanto eu estava deitado na barriga dela e sua mão como sempre entre meus cabelos. Sorri ao lembrar que aquela foto foi tirada após fazermos amor.
Apertei o interruptor novo que eu tinha colocado ali e que sem dúvida alguma ela não tinha percebido, e deixei a última surpresa do dia tomar conta do quarto. Era como se estivéssemos encarando o céu ao olhar para o teto, pequenas estrelas dominavam todo aquele espaço e se movimentavam lentamente trocando os lugares, Elena me encarou sorrindo e ao mesmo tempo chorando.
— Meu deus, Damon... — um soluço alto atravessou sua garganta interrompendo o que ela ia falar, depois de uma puxada de ar ela conseguiu finalmente falar — Eu não tenho palavras pra tudo isso...
— Eu sugiro você começar falando se gostou ou não, isso com certeza vai evitar o desmaio do idiota aqui.
Ela riu e atravessou o quarto rapidamente, ao parar na minha frente ela envolveu seus pequenos braços em minha cintura e de um jeito meio torto por causa da enorme barriga, encostou seu rosto no meu peito. Fazia tanto tempo que eu não sentia aquele calor maravilhoso que ela emanava, a paz que aquele simples gesto me trazia era surpreendente.
— Eu amei Damon, cada parte dessa surpresa... Se eu falar que ficou lindo vou está sendo injusta, não tenho adjetivos para tudo isso — apontou para as paredes.
— Que bom meu anjo, realmente achei que você iria surtar por ter feito isso sem sua permissão.
— Dam... Como eu iria ficar com raiva de você por ter feito uma coisa tão linda como essa para mim e o nosso bebê? — sorriu carinhosa — Mas me diga como conseguiu entrar aqui em casa hm?
Beijei seus cabelos e a trouxe novamente para o meu peito, sorrindo como um grande idiota. Eu não estava nem um pouco iludido em pensar que logo de cara ela iria me perdoar e tudo seria flores, eu sabia que iria ter uma longa caminhada para conseguir o perdão dela.
— Tenho um novo aliado — sorri abertamente.
— Caroline — falou risonha.
Afirmei e ela apenas balançou a cabeça em negação com o sorriso ainda maior no rosto. Nosso momento foi interrompido pela chegada do caminhão que trazia os moveis, Elena indicava para os homens o cômodo que tudo seria montado e em seguida mostrava onde queria cada coisa. A morena disse que o berço ficaria em baixo do enorme mural e que era obrigatório a sua cadeira de amamentação ficar em frente à parede com as nossas fotos.
Eu senti que com aquilo, ela finalmente percebeu que se fosse preciso eu iria mover céus e terras para ter ela de volta e pelo seu sorriso minha atitude a agradou. Minha confiança depois daquela tarde e com todos os seus acontecimentos foi triplicada por mil, eu sentia que apesar de ter que batalhar bastante uma hora eu iria ter a minha Elena de volta.
Fale com o autor