Surprises of Fate
47 Capítulo 46 - I will always be your.
Notas iniciais
POV ELENA
Um mês depois...
Hoje minha casa estava lotada, todos os quartos ocupados e sempre tinha alguém que fazia questão de não deixar o silêncio tomar conta do ambiente nem por um minuto. Minha família estava toda hospedada na aqui há alguns dias e hoje finalmente seria o chá de bebê do meu Henry, além da minha família algumas pessoas que eu contratei para ajudar na decoração já tinha chego.
Meus pés estavam totalmente doloridos e inchados, desse modo me deixando a maior parte do tempo sentada enquanto Bonnie e minha mãe guiava os prestadores de serviço. Cada dia que passava eu me sentia maior e mais pesada, agora eu podia entender o porquê da minha cunhada/amiga passar o final da gravidez em repouso. Além do inchaço, minha coluna parecia sempre está no limite e se possível, eu solicitava de qualquer um uma massagem em uma tentativa falha de aliviar aquele incomodo.
Infelizmente eu já estava de licença maternidade, eu amava meu trabalho e por mim trabalhava os nove meses, mas ao falar isso para Damon ele por pouco não me amarrou na cama. O moreno estava ainda mais presente de uns tempos para cá, era humanamente impossível não se reaproximar dele depois de tudo que ele tinha feito no quarto do Henry e sem falar no que ele vem fazendo todo dia.
FLASHBACK ON
Eu tinha me mudado a pouco mais de uma semana e estava me sentindo no céu, Mary já estava trabalhando aqui em casa e era uma companhia e tanto para mim quando Caroline não estava comigo. Ela adorava me encher de mimos e falar com o meu pequeno que parecia gostar dela.
— Elena querida, encomenda para você! — a voz tranquila da Mary me tirou de alguns pensamentos aleatórios.
Limpei meus lábios com um guardanapo, pois tinha acabado meu lanche há pouco tempo e segui para a porta de entrada onde a senhora simpática estava segurando um enorme buquê. Automaticamente minha boca abriu em um grande “o” e ela me passou o arranjo, dentro ele estava um pequeno envelope que quase se passava despercebido, não tinha nenhum nome indicando quem teria mandado ao olhar atrás um sorriso se apossou dos meus lábios ao ver o que tinha ali. “Para a mulher da minha vida”.
Eu não precisava nem abrir pra saber quem tinha enviado aquele ramalhete.
“As flores desse buquê se chamam Ciclame,
elas representam desculpas e nesse primeiro
buquê é o que eu quero te pedir; Desculpas por
tudo. A sua cor vermelha é destinada
para os namorados... Bem, tomei a
liberdade de escolher essa cor.
Eu te amo demais, Elena!
Seu e para sempre seu Damon.”
Ao terminar de ler aquele cartão com suas letras bem desenhadas uma avalanche de sentimentos tomou conta de mim, ele estava se esforçando para me reconquistar e tentar recuperar o tempo perdido. As suas atitudes de um tempo para cá tem me deixado totalmente entorpecida, aquele sentimento de raiva ou mágoa já estava quase todo dissipado dando lugar novamente a aquela paixão avassaladora e o amor enorme que sentia por ele. Mostrei a Mary o recado quando voltei para a cozinha em busca de um vaso e ela sorriu dizendo que ele estava se esforçando para me ter de volta.
Saber que ele me queria tanto assim, fazia meu coração aquecer de um jeito gostoso e uma paz interior voltar a mim. Ele sabia que eu não iria resistir a tudo isso por muito tempo, todo o seu jeito romântico e imensamente preocupado me deixava totalmente sem chão.
FLASHBACK OFF
Daquele dia até o presente momento, todos os dias eu tinha recebido um buquê com as mais variadas flores todas elas com os seus respectivos significados e a sua mensagem do dia. Eu sabia que hoje ele não iria mandar alguém vim entregar, ele mesmo traria como trouxe nos dias que passou me fazendo companhia quanto tinha folga do trabalho. Na maioria das vezes eu tinha que me controlar para não agarrá-lo e dizer como eu estava apaixonada por ele, ainda mais se isso é possível.
Erick, meu sobrinho, estava no meu colo totalmente distraído com o seu brinquedo mordível enquanto papai e Jer assistiam um jogo qualquer na televisão. Eu não agüentava mais ficar ali sentada sabendo que o chá de bebê do meu filho estava sendo preparado, levantei com o pequeno no colo e o entreguei para o meu irmão. A dor nas costas e os pés inchados me impediam de curtir um pouco mais o pequeno Gilbert, ele com seus quase 6 meses pesava bastante.
Chegando ao quintal me deparei com o meu jardim todo decorado, estava totalmente perfeito. Como método de segurança pedi para cobrirem a piscina e colocar uma proteção a sua volta, pois eu sabia que a Mel estaria aqui em pouco tempo e isso seria um risco enorme. A família de Damon está hospedada na casa dele e todos eles já tinham vindo me visitar, Edna e Giussepe estavam ainda mais em sintonia deixando a sensação de paz por onde eles passavam. Lexi e Stefan estavam tentando segurar Melissa que parecia está ainda mais ligada em tudo desde a última vez que tive a oportunidade de está com ela, e o que me deixou ainda mais radiante foi a Lexi me contar que estava suspeitando está grávida e obviamente ela pediu segredo devido a apenas eu saber dessa sua suspeita.
— Lena, quem mandou você levantar daquele sofá? — minha mãe ralhou enquanto caminhava em minha direção.
— Não aguento mais ficar sentada, e ainda por cima quando o chá de bebê do meu primeiro e talvez único filho está sendo organizado — sorri — Está tudo pronto né? — minha mãe concordou com um enorme sorriso — Eu não tenho palavras pra te agradecer mamãe, tudo está tão lindo!
Aquilo era parte do meu sonho sendo realizado, eu sonhava com isso todas as noites... Grávida, organizando o chá de bebê do meu filho e vivendo aquela ansiedade gostosa contando os dias para ver o rostinho do pequeno pela primeira vez.
— Não tem que agradecer por nada querida, quem fez tudo isso foi o pessoal que você contratou, eu e Bonn apenas ajudamos — acariciou minha barriga tentando sentir o neto mexer.
— Ele está quietinho mãe, talvez dormindo. Ou apenas com saudades do pai, já disse o quanto ele se agita quando Damon está por perto? — mamãe afirmou — É incrível, ele é totalmente louco pelo Dam, às vezes acho que a qualquer momento ele vai querer pular da minha barriga para ficar com o pai.
— É só o Henry que é louco pelo Damon e está louco para pular nos braços dele? —sorriu maliciosa— Enfim, é normal filha, a maioria dos meninos desde a barriga são mais apegados ao pai.
*
Se eu achava que minha casa estava lotada pela manhã, durante a tarde na hora da festa eu não tinha palavras para descrever. A minha família estava ali e todos os meus amigos, faltando apenas os Salvatore, desde o começo da semana quando mamãe e papai chegaram a minha casa eu me preparava psicologicamente para o dia de hoje quando eles encontrariam o Damon pela primeira vez depois de todo o ocorrido.
Seu Grayson fazia cara feia a cada buquê que chegava, dizendo que isso não iria apagar o que ele fez e como sempre minha mãe tentava apaziguar a situação nada agradável. Mary me chamou discretamente e avisou que Damon e sua família tinham chego, rapidamente me dirigi para a sala encontrando meu moreno. Como ele conseguia ficar ainda mais perfeito? Ele vestia uma bermuda quadriculada e uma pólo vermelho que se destacava perfeitamente no seu tom de pele, seu cabelo estava desgrenhado como sempre e olhos azuis pareciam está ainda mais vivos. Ao me ver, ele deixou o pobre Stefan falando sozinho e veio em minha direção me abraçando do jeito que podia por causa da minha barriga enorme.
— Oi meu amor — beijou minha testa — Como está o meu meninão? — beijou minha barriga me fazendo sorrir por finalmente Henry ter despertado e já está “conversando” com o pai por chutes que não eram nada bem-vindos pela minha coluna.
— Oi gente — sorri para todos — Venham, já estão todos lá fora.
Levei todos para o jardim, e depois de muita luta consegui juntar as duas famílias. A minha e a de Damon. Minha mãe rapidamente engatou uma conversa com Edna e em pouco tempo todos já estavam bem a vontades, Melissa estava um grude só comigo e com o “tio Damon” não deixando que ficássemos longe um do outro nem por um minuto.
— Tia, é verdade que você e o tio não estão mais juntos? — Olhei para Damon como se pedisse socorro, mas a sua cara também não estava das melhores.
— Nós somos amigos Mel, estamos conversando para vê se voltamos a ficar juntos — Encarei o moreno e ele apenas deu de ombros.
— Vocês não se amam mais? — Céus, aquela criança vai me matar de vergonha.
— Eu amo sua tia mais do que tudo, princesa — Damon me encarou enquanto falava — Ela é como se fosse o ar que eu respiro.
Melissa abriu a boca e levou as pequenas mãozinhas a cobrindo, por fim me encarando esperando que eu dissesse algo. Eu tinha perdido até o jeito de respirar, não tinha condições nenhuma de falar alguma coisa.
— E você tia, ainda ama o meu tio? Não fique longe dele, você é o ar que ele respira, se você o deixar ele morre — sorri com a inocência da pequena e o moreno estava achando o máximo toda aquela situação concordando com a sobrinha enquanto tinha um sorriso enorme nos lábios — Então, você ama também né tia?
Mordi meus lábios e os dois pares de olhos claros me encaravam em pura expectativa esperando por minha resposta.
— Você, eu quero falar com você — um alívio súbito tomou conta de mim,mas ao ver quem era o nervosismo voltou e pior — Querida, pode abrir seu escritório para eu conversar com esse rapaz?
Poucas vezes vi meu pai irritado daquele jeito, e eu sabia que Damon não iria sair bem se entrasse naquele escritório com o seu Grayson. Lancei um olhar de socorro para a minha mãe, mas ela apenas negou com a cabeça como se informasse que já tinha feito de tudo para essa situação não acontecer.
— Mel querida, você poderia ir buscar um algodão doce para a tia? Seu primo está aqui pedindo — sorri nervosa, a pequena que parecia mais um anjo saiu correndo para o estande.
Olhei para os dois homens ao meu lado e meu pai parecia querer fuzilar o Damon e eu já estava ficando desesperada.
— Papai, por favor, não estrague a festa por besteira... Não tem como reverter nada do que aconteceu.
— Pode ficar tranquila meu amor, eu não vou estragar a primeira festa do meu neto. Apenas quero conversar em particular com o Damon, sem ninguém nos interrompendo, te prometo. — olhei para o moreno e ele concordou com a cabeça.
Caminhei com os dois e a tensão que estava no ar não era nem um pouco legal, eu sentia a raiva do meu pai a quilômetros de distância. Abri a porta do meu escritório e dei passagem aos dois, meu pai se acomodou na minha cadeira e Damon a sua frente, quando fiz menção em sentar meu pai negou com o dedo.
— Não senhora, eu disse em particular. Ou seja, eu e Damon. — disse sério.
— Mas pai, por favor...
— Elena, colabore — suspirou — Eu só quero conversar com ele!
Damon me encarou e me olhou como se pedisse para que eu me retirasse para não haver nenhuma discussão. Sai do escritório e antes de fechar a porta olhei para os dois homens que se encaravam mortalmente, céus não vai sair coisa boa disso. Voltei para o jardim e encontrei minha mãe pegando um coquetel no micro bar instalado ali.
— Seu pai foi mesmo conversar com o Damon né? — perguntou ao me encarar. Com certeza minha expressão era de desespero puro.
— Mamãe, eles vão se matar — choraminguei.
POV DAMON
Eu sabia que ao encontrar Grayson ele iria querer “conversar” comigo então eu já estava meio que preparado para enfrentar a fera, eu sabia que tinha errado e tinha que lidar com as consequências desses erros.
— Finalmente vou ter o momento que eu estava esperando durante todos esses meses — Grayson falou sério enquanto suas duas estavam abaixo do seu queixo — Damon você tem noção de quantas formas eu pensei em te matar quando eu soube que você tinha traído minha filha? — Ao escutar aquilo engoli em seco e tentei ao máximo não deixar transparecer meu nervosismo.
— Grayson, antes de você finalmente se decidir qual a forma que vai usar para me matar eu posso te explicar o que realmente aconteceu? Cabe ao senhor acreditar em mim ou não no fim... — um aceno quase imperceptível do homem com uma enorme carranca na minha frente autorizou que eu falasse algo.
Depois de exatamente meia hora eu tinha dito tudo a Grayson, até os mínimos detalhes que eu achava que não era necessário ninguém saber, para ele eu contei. Sua expressão era firme e algumas vezes ele balançava a cabeça como se estivesse em negação.
— Eu nunca amei ninguém como amo sua filha Grayson, jamais eu faria isso com ela ainda por cima depois de eu ter admitido pra mim mesmo que ela e o nosso filho eram tudo para mim. O senhor acha mesmo que eu iria fazer isso após ter levado ela para conhecer minha família?
Ele manteve seu olhar fixo em mim como esteve durante toda a conversa, e por fim negou com a cabeça.
— Damon, nesse tempo que eu passei planejando essa conversa jamais passou por minha mente que eu iria concordar que você não traiu a minha menina — suspirou — Você foi um grande idiota por ter levado aquela vadia para sua casa, mas eu posso ver em seus olhos que o seu sentimento pela minha filha é verdadeiro e que você não a trairia desse jeito tão baixo.
Um alívio tomou conta do meu corpo e eu finalmente pude soltar a respiração, parecia que a intensidade do ar naquele ambiente tinha ficado mais leve.
— Eu estou aliviado pelo senhor ter acreditado em mim — sorri — A minha preocupação agora é reconquistar a Elena, ela é uma mulher exuberante e nesse tempo que não estamos juntos eu sei que outro alguém já tinha se aproximado dela...
— Não se preocupe com isso rapaz, ela ama você. Antes de interromper a conversa de vocês ali no jardim, eu podia ver como ela te olhava, era pura adoração... E posso te afirmar que ela está adorando a coisa das flores, você é criativo ein...
— Obrigado sogrinho — Grayson me lançou um olhar de repreensão e sorri abertamente.
— Espero ter a chance de levar minha filha ao altar algum dia senhor Salvatore!
— Pode ter certeza que você vai ter sogrinho, mais rápido do que você imagina se depender de mim.
*
POV ELENA
Meu pai e Damon já estavam a mais de uma hora no escritório e eu já estava ficando impaciente com tamanha demora, as meninas avisaram a poucos minutos que já passava da hora de começar as dinâmicas entre eu e o moreno. Avisei a minha mãe que iria buscar os dois com a desculpa que eles estavam atrasando os meus planos, mas ao olhar para o rosto da dona Miranda busquei entender porquê sua expressão era de pura descrença.
Levantei o meu olhar e segui o seu, ao ver aquela cena meu coração acelerou e uma felicidade tomou conta de mim. Meu pai e Damon caminhavam em nossa direção em meio a sorrisos e tapinhas nas costas fazendo a minha boca abrir ainda mais, eu precisava descobrir o que o moreno tinha feito para dobrar Grayson Gilbert.
— Oi meu anjo, como está? Suas costas estão doendo muito? — Damon perguntou preocupado enquanto acariciava minha barriga. Papai beijou o rosto da minha mãe — que estava tão chocado quanto o meu — e prestou atenção no meu dialogo com o moreno.
— Um pouco, mas vou sobreviver — sorri — Como você conseguiu dobrar meu pai e virar o melhor amigo dele? — sussurrei em seu ouvido.
— Ele viu que eu só quero fazer a filha dele feliz — colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha — Só falta ela perceber isso.
Corei bruscamente com o seu comentário, e fui salva pelas meninas que nos puxaram para o meio do jardim.
Tudo transcorreu normalmente, e como sempre a típica brincadeira da descoberta dos presentes foi o auge da tarde. Eu terminei com poucas partes do meu rosto pintado por batom, mas Damon não teve tanta sorte e cada parte branca do seu rosto agora estava marcada pelo batom vermelho. Depois de tirar algumas fotos desse modo, limpamos nosso rosto para finalmente tirar as fotos com nossa família e amigos.
Caroline me contou brevemente, após a sessão de fotos, que Elijah tinha resolvido voltar para Londres e em parte me senti culpada, mas rapidamente minha amiga disse que nada disso me envolvia. Damon parecia está radiante com aquela notícia, pois deduzi que o seu ótimo bom humor após o Finn chegar tinha sido devido a essa notícia.
Quando todos já estavam indo embora, eu podia ver a Melissa inquieta nos braços do Stefan olhando em minha direção como se a todo custo tentasse falar comigo. Finalmente quando ela conseguiu que o pai a colocasse no chão,ela veio em minha direção correndo fazendo seus cachinhos loiros voarem.
— Tia, papai só me largou agora — respirou descompassado — Seu papai chegou e você esqueceu-se de responder aquilo, lembra?
Como se quisesse me fazer lembrar ela estalou os dedinhos em frente a minha testa me fazendo sorrir do seu gesto infantil.
— Vem cá — coloquei ela sentada em minha perna e tirei seus cachinhos da orelha dando espaço para eu poder sussurrar — Vai ser um segredo nosso ok?
Ela afirmou e me olhou com expectativa.
— Eu amo muito o seu tio — sussurrei — Mas você não pode contar isso a ele, daqui a alguns dias a titia vai contar.
Ela bateu palminhas animadas e isso me lembrou a Caroline com a sua mania de bater palmas quando fica extremamente feliz.
— Quer dizer que vocês vão voltar a namorar? — perguntou baixinho.
— Talvez sim, mas não agora. Só depois da conversa lembra?
Ela riu baixinho e beijou minha bochecha enquanto abria um pirulito novo.
— Posso saber o que as mulheres da minha vida estão fazendo aí isoladas e cochichando? — Damon sentou ao nosso lado e beijou minha têmpora esquerda, e os cabelos da Mel.
— Coisas de menina, tio — lambeu o pirulito — Você é um menino, não pode saber, só quando a tia quiser.
Fiz um sinal de positivo com o dedo e a Lexi chamou a pequena para ir embora. Depois de nos despedirmos de todos, Damon me abraçou enquanto suas mãos acariciavam minhas costas tentando aliviar o incomodo que ele sabia que eu estava. Agora eu poderia agradecer ao moreno pela ideia magnífica de colocar a Mary para trabalhar aqui, enquanto ela acertava o pagamento com os prestadores de serviço e solicitava a empresa de limpeza eu já podia tomar banho e me deitar.
Damon ficou algum tempo lá em baixo trazendo os presentes que o Henry ganhou para o quarto dele e aproveitei para tomar banho. Depois de ter passado um bom tempo na banheira, eu pensei seriamente em passar o resto da noite ali, mas uma batida na porta interrompeu meu desejo, eu sabia que era o meu moreno vesti o meu roupão agora gigante e segui para o quarto.
Ele já tinha tirado seu sapato e estava sentado sobre a minha cama, já posto para a massagem do dia. Fechei a porta do closet para não ocorrer nenhuma situação constrangedora e difícil de se resistir,vesti uma roupa para finalmente me jogar na cama. Damon já tinha colocado vários travesseiros espalhados pela cama para o meu conforto ficar ainda maior depois da massagem, sentei em sua frente dando a liberdade para que ele levantasse a parte de trás da minha blusa e começasse a sua massagem milagrosa.
Suas mãos passeavam por toda a extensão das minhas costas, apertando todos os pontos de tensão e onde estava mais dolorido. Eu adorava essa parte do dia, quando às vezes ele vinha direto do trabalho e a primeira coisa que fazia era fazer a minha massagem para só depois ir para a sua casa.
— Tá bom? — afirmei com a cabeça e ele finalizou a massagem. Deitei no emaranhado de travesseiros e Damon colocou um abaixo dos meus pés — Ele está cada vez maior — sorriu enquanto acariciava minha barriga enorme.
— Sim! Eu nem acredito que falta um mês para conhecê-lo. Estou tão ansiosa Damon...
— Eu também meu amor — beijou minha testa fazendo meus olhos se fecharem automaticamente — Não vejo à hora de pegá-lo no colo.
— Quando você fizer isso nunca mais ele vai querer voltar para mim, esse pequeno tem uma enorme preferência entre os pais — fiz um beicinho imitando a maioria das vezes que Damon fazia isso quando namorávamos para conseguir algo.
A expressão sorridente de Damon rapidamente se transformou em uma expressão repleta de desejo e saudades, seus olhos estavam fixamente nos meus e eu não conseguia sair daquela conectividade. Sem nenhum aviso prévio, o moreno selou nossos lábios fazendo uma corrente elétrica atravessar meu corpo, minhas mãos foram para o seu cabelo fazendo um grunhido baixo sair da sua garganta e um gemido de satisfação sair da minha. Eu estava com tantas saudades dele...
Sua língua pediu passagem e eu prontamente atendi ao pedido, nossas línguas se enroscaram no primeiro contato como se não estivessem mais aguentando aquela distância horrível que foi estabelecida. Nosso beijo era puro fogo, paixão, desejo, saudades, era uma mescla de sentimentos.
— Desculpa por fazer isso — Damon sussurrou contra os meus lábios — Eu precisava disso.
— Damon, eu quero você de volta...
— Não Elena, ainda não. Quem não quer agora sou eu...
— O que?! — meus olhos ficaram repletos de lágrimas instantaneamente, era como seu eu tivesse levado uma facada bem em cima do meu coração que já estava com uma cicatriz enorme.
— Não, meu amor! — secou minhas lágrimas que corriam livremente por meu rosto — Não chore, céus, você entendeu errado. Elena eu te amo mais do que tudo na minha vida, mas eu ainda preciso reconquistar tudo que eu perdi e posso sentir que você ainda não está pronta para voltar a ter um relacionamento comigo. Tudo que eu mais quero é viver com você, ser seu de corpo, alma e mente! Mas para isso a confiança precisa está restabelecida, não posso me deixar levar pelo desejo e não ter a certeza que tudo está bem novamente entre nós...
— Mas Dam...
— Calma amor, está mais perto do que longe agora ok? Eu te amo muito, pode passar décadas e esse sentimento ainda vai está aqui, mas agora eu preciso ter a certeza de quando você voltar para mim nunca mais vai me deixar.
Abracei seu pescoço o trazendo para mim, céus como eu o amo. Eu estava mais do que disposta a voltar com ele nesse exato momento, esquecer tudo que aconteceu e reconstruir nossa vida agora com o nosso bebê entre nós. Mas eu poderia esperar por isso, sei que esse tempo ele vai fazer tudo que está ao seu alcance para me conquistar ainda mais e eu estou disposta a amar cada dia mais esse homem.
— Então pelo menos fica aqui comigo hoje? — perguntei manhosa beijando seu rosto.
— O quão burro eu seria em negar isso a você? — sorriu e me puxou para deitar junto a ele.
Eu finalmente tinha achado o meu lugar novamente, ali de onde eu jamais deveria ter saído.
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